Notas iniciais
AnnieLouise, muito obrigada pela recomendação, estou completamente apaixonada!
Boa leitura!
LEIAM AS NOTAS FINAIS LEIAM AS NOTAS FINAIS. DO COMEÇO AO FIM PORQUE TUDO QUE TÁ LÁ É IMPORTANTE

"I wanna put my hands on her hands

Feel the heat from her skin

Get reckless in the star light

I'm moving to the beat of her heart

I was so lost until tonight

Tonight"

A Carolina do Sul era totalmente diferente de Nova York.

O céu era estampado por um azul claro e poucas nuvens circundavam no céu, o calor era quase insuportável para os convidados da fria e movimentada NYC. As mulheres usavam vestidos de verão, eram muitas. Os homens compensavam com calças jeans e camisas sociais de botões.

Era uma festa de inauguração. O que deveria ser chamado de navio, que mais parecia um iate enorme, estava no porto, pronto para ser usado, atracado perto do píer onde a festa acontecia. Depois de dois meses de correria e muito trabalho, o Esahc estava pronto do jeito que fora planejado. Com a típica fachada branca e o nome Esahc em letras bem elegantes em tons pastel de azuis. Mais adentro, podia se ver o deck de madeira e nada mais.

Garçons passeavam de um lado para o outro com bebidas coloridas e refrigerantes. Nada de bebidas alcoólicas. Até porque era uma confraternização da empresa Jackson’s Buildings por ter construído um dos iates mais modernos e elegantes que existia no mercado.

Todos estavam felizes.

Annabeth estava com um vestido mullet florido que marcava sua cintura e um rabo de cavalo bem elaborado com uma maquiagem de leve. Tinha um sorriso no rosto enquanto andava pelo píer, procurando pela filha que estava sentada na mesa dos Jackson. Tocava I Found You nas caixas de som espalhadas pelo local enquanto deslizava seus saltos pela madeira velha. Adorava aquele som que a madeira fazia quando passava. Sentia-se em casa.

– Querida.

Um homem velho, de cabelos brancos ralos com óculos fundos, um porte físico que parecia conservado e se apoiava em uma bengala de mogno.

Annabeth abraçou o homem, pela milésima vez na manhã. Adorava sentir aquele cheiro amadeirado que seu pai exalava, principalmente quando estavam perto do mar, parecia mais intensificado.

– Papai, você está bem servido? Temos alguns petiscos ótimos ali.

– Ah, sim, filha, eu já provei de tudo. – lhe assegurou – Seu velho aqui está um pouco enferrujado para essas festas. Que tal irmos jantar mais tarde? O sol e eu não nos damos muito bem.

– Pai. – resmungou – Você falou com o anfitrião da festa? Ele...

– Perseu? Um bom rapaz. Sabe, ele estava bem próximo de Sophia, o Luke aprova isso?

– Pai, eu já me separei do Luke.

– É, eu sei, filha. Bem, eu estou indo para minha casa.

– Eles cuidam bem de você lá?

– Muito bem, minha filha. Não precisa se preocupar. Estou feliz que esteja bem lá em Nova York. Não sei quando poderei te visitar... Já estou na linha final, lembra?

– Pai... – revirou os olhos

– Ah, você só fala isso? Está mais chata que aquelas enfermeiras. – riu, seguido de uma tosse que foi logo acobertada por um lenço – Nos vemos a noite, filha?

Annabeth sorriu, apoiando o corpo do pai contra o seu.

– Onde está sua enfermeira? Papai...

– Ah, ali está Amy. Boa menina. – brincou com a enfermeira que vinha como um cachorrinho assim que era chamada

– Sr. Chase. – ela resmungou

– Oi, Amy, tudo bem?

– Tudo ótimo, Annie.

– Ele está melhor?

Frederick revirou os olhos.

– Bem melhor, não é, Fred? Bem, estamos indo. Ele só queria se despedir... Esse sol não faz muito bem para ele.

– É, estou sabendo. Vamos sair à noite. Você se importa em ir conosco?

– Claro que ela se importa, Annabeth. – Frederick resmungou – É um jantar em família, Amy, você não foi convidada.

– Pai. – a loira riu e beijou a testa dele – Vocês brigam, mas você sempre liga pra ela, no final.

– Mulheres chatas. – resmungou enquanto saia, arrastado pela sua bengala

– Nos vemos a noite, Annie.

A mulher sorriu, vendo seu pai desaparecer em direção à terra firme e entrar em um carro alugado. Ótimo. Amava aquele homem.

Virou as costas para a rua, voltando a ordenar coisas para os garçons, trocando os salgadinhos e conversando com alguns sócios.

– Você não falou comigo hoje. – Percy segurou sua cintura, dando um beijo demorado em sua bochecha

Ela revirou os olhos e afastou-o pelo peito.

– Sua mulher está aqui, chefe.

Dessa vez, Girl Next Door tocava incansavelmente.

– Sua playlist está ótima. Você só deveria colocar uma música lenta, então teríamos o pretexto para dançar juntos.

– Ridículo.

Percy riu e segurou sua mão, obrigando-a a dar um giro bonito, vendo-a esboçar um sorriso.

– Estou com saudades de você. – sussurrou rente ao seu ouvido

– Massa, fera. – soltou sua mão e virou-se, pronta para ir a um círculo de homens velhos para conversar

– Annie...

– Percy, já conversamos sobre isso e eu realmente não vou abrir mão dos meus princípios.

– Princípios. – ele passou o braço pelos ombros dele, como se fossem velhos amigos conversando em uma festa – Já viu? – apontou para o casal que conversava na mesa da família do anfitrião

Nico estava com o braço em volta da cintura da morena que trazia uma bebida colorida que dividia com seu namorado. Ambos conversavam com Zeus, o pai dela.

– Já. – sorriu – Eu estou tão feliz que eles estão juntos!

– É, eu também. – sussurrou, parecendo absorvido naquela imagem – Deveríamos ficar juntos também, o que acha?

– Uma péssima ideia. – tirou o braço de seus ombros — Ah, você deveria falar com aqueles senhores... E, bem, você tem que falar com as mulheres deles para não parecer indelicado. Ah, você também deveria dançar com Rachel e...

– Annie, relaxa, linda. A festa é minha e eu faço o que eu quiser.

– Percy, eu organizei isso. Você disse que eu poderia fazer o que eu quisesse...

– Sim, mas não mandar em mim. Aliás...

– Amor! – Annabeth se viu livre dos braços de Percy, uma grande tentação, ao ver a cabelereira ruiva presa em um coque bagunçado abraçar o moreno – Annabeth, quanto tempo, uh?

– Ah, é... Sinto muito pelo casamento não ter dado certo.

– É normal. – acenou, indiferente – Acidentes acontecem, mas... Só falta uma semana e nada vai dar errado! – cruzou os dedos

– Claro, nunca podemos prever quando uma tempestade irá cair no dia do nosso casamento, certo?

– Claro que não. – Rachel bufou – Já preparou seu discurso? Estou super ansiosa para ver.

– Não está tão bom, mas... Não sei. Annabeth vai ter que me ajudar em algumas coisas.

– É... Bem, enquanto isso eu vou ver como estão seus pais. Tchau, casal.

Aliviada por estar longe deles, se viu na mesa dos Jackson.

Poseidon usava camisa florida e bermudas com seu braço relaxado ao redor de sua esposa, Sally, que separava os petiscos para Sophia e Ian que estavam animados com as variadas comidas na mesa.

– Esse é o peixe. Alguém é alérgico a peixe?

– Não! – os dois responderam juntos

– Certo e... Annabeth, filha! Como está? Parece tão estressada, aproveite a festa. – disse, assim que a loira desabou na cadeira ao lado

– Percy é um saco. Ele nunca segue o cronograma.

Poseidon riu.

– É normal. Agora, ele está pendurado com a noiva e daqui a pouco, está dando em cima de alguém. Esse é o meu garoto, certo, Annabeth? – lançou um olhar sugestivo para a mulher que sorriu

– Homens. – meneou a cabeça, massageando a nuca – Vocês precisam de alguma coisa... Comida, bebida? Sophia, você não está dando trabalho, está?

– Mãe. – a garotinha resmungou

– Dois anjinhos. – Sally inclinou-se sobre a mesa, apertando a bochecha deles – O que vocês acham de um soverte bem grande?

As crianças gritaram, animadas em provar o soverte. Fazendo Sally pedir licença e seguir os passos rápidos das crianças até o outro lado do píer.

Heart Attack tocava, prometia ser a nova música do verão. Mesmo que fosse o ínicio do inverno em outras partes dos Estados Unidos.

A loira comeu alguns petiscos, trocando conversas curtas com um Poseidon calmo. Levantou-se da mesa, indo em direção a sua melhor amiga.

– Olá, casalzinho feliz! – cantarolou abraçando os dois ao mesmo tempo

– Você é muito chata, sabia?

Annabeth mandou língua para Nico, abraçando a amiga de lado.

– Sr. Grace, prazer revê-lo.

– Annabeth! Disseram-me que você que preparou essa festa. Já deveria esperar, quer dizer, meu sobrinho nunca conseguiria fazer algo tão bom quanto isso.

– Totalmente de acordo, sogrinho. – Nico concordou, recebendo um olhar raivoso de Zeus – Qual é? Estou concordando com o senhor.

– É melhor ficar calado, Nicolas. – Thalia advertiu

O moreno soltou um muxoxo e voltou a bebericar a bebida que estava na mão dela.

– Vocês estão aproveitando tudo, certo? Acho que daqui há alguns minutos, ele vai fazer o discurso, então...

– Ah, o discurso. Mal posso esperar para ouvir. – Nico lhe mandou um sorriso enigmático

– O que quer dizer com isso?

– Que eu amo os discursos do meu primo. Por que você tem que ter uma mente tão poluída, Annabeth? Isso vai te levar para um lugar não muito bom no futuro.

A loira revirou os olhos.

– Bem, estou indo. Onde está sua mãe, Thalia?

– Ela foi para uma SPA, disse que não viria com as gordurinhas. – Zeus revirou os olhos – Perdoe a futilidade de minha esposa por não estar aqui para admirar sua festa, Annabeth.

– Sem problemas, Zeus. Espere que aproveitem a festa. E Nico, estou de olho.

Deu mais um beijo na amiga enquanto desaparecia entre as pessoas, sendo puxada inesperadamente por um braço.

– O que...

– Cala a boca e vem.

Obedeceu, assim que ouviu a voz de Percy. Estava sendo arrastada até poderem subir nas pequenas e curtas escadas que davam para o deck do iate e então, adentrar a parte interior onde podia se ver sofás espalhados, uma cozinha enorme acoplada – quase do tamanho da sua mansão – e mais escadas, para cima e para baixo.

O moreno a fez sentar nos sofás confortáveis cheios de almofadas de diferentes cores.

– Para onde isso vai dar? – Annabeth perguntou, apontando para cima, confusa

– A jacuzzi. A sala de jantar, a sala de ginastica... Sei lá, mais algumas coisas que os arquitetos fizeram, não lembro.

– Como assim você simplesmente não lembra? – não esperou por uma resposta – E lá embaixo?

– A adega, aliás, temos vinhos deliciosos. A saída para o jet-skis. Ah, tem um pequeníssimo SPA... E eu acho que a suíte máster também é lá embaixo. Quer procurar?

Annabeth revirou os olhos e cruzou os braços.

– Não, obrigada. Para que você me chamou?

Percy ajoelhou-se a sua frente, com um sorriso, espalmando a mão em sua coxa e descendo até seu pé.

– Percy... Sua noiva está lá fora.

– Eu sei.

Foi a única coisa que ele disse para em seguida, colar seus lábios. Annabeth se lembrava muito bem do gosto. Seu cheiro de perfume forte impregnava em todo o iate e o teto meio acinzentado, fazia-a fechar os olhos e aproveitar os beijos que ele espalhava pelo pescoço, aproveitando as mãos que passeavam pelo seu colo.

– Era o que eu precisava. Gostou da cor do carpete? – apontou para o carpete felpudo azul pastel

– Gostei... Mas o que merda...

– Espero que goste do meu discurso. – disse, sorrindo e segurando sua mão, mostrando-lhe a saída

E estava ainda mais perdida, tonta e zonza com aquele beijo. Segurou-se no apoio do píer, tentando controlar sua mente de mais uma tontura.

Definitivamente, aquele sol não estava fazendo bem para sua cabeça. Respirou fundo, vendo vários garçons ajudando Percy enquanto ele ficava no centro do deck, afastando algumas poltronas e segurando o microfone com certa timidez.

Percy pigarreou, chamando a atenção de todos. Ao fundo, Ellie Goulding cantava Lights em sua voz calma e suave. Todos voltaram os olhos para o moreno que sorriu, fazendo seus olhos quase fecharem.

- Oi, gente. Eu queria agradecer a todos que estão aqui e que dessem uma salva de palmas para minha secretária que organizou tudo isso. — Annabeth enrubesceu com o elogio, sentindo muitos olhares em cima dela, acenando devagar — Bem, chega de aplausos, certo? — ele fez uma careta e sorriu novamente — Ok, aqui estamos em mais uma inauguração da Jackson's, dessa vez, um iate. Estamos muitos felizes por estamos compartilhando o Esahc... Um iate bastante trabalhoso, na verdade.

Mais uma salva de palmas.

Annabeth não tinha ideia do que ele dizia nesses discursos, Thalia lhe assegurou que ele não falava nada demais, porém tinha um sorriso no rosto. Na verdade, se esquecera do momento em que ela mudou para "não quero que magoem minha amiga" para "quero minha amiga agarrada a um homem casado".

- Esahc, para mim, significa... Algo complicado, algo enigmático. Um mistério. E que ao mesmo tempo, sempre vai estar lá. — ele tossiu e colocou um sorriso rápido no rosto — O iate não tem valor estimado para venda, mas aproximadamente, quanto, Nico? — um grito rouco soou ao fundo do píer — Certo, quatro milhões. Aproximadamente,maseu não sei se ele sairá à venda. Então, antes que todos me olhem morrendo de tédio, loucos para entrar em meu iate, eu queria que a mulher que me inspirou subisse aqui.

Todos pareceram prender a respiração por segundos. Thalia, Nico e a loira sabiam quem eles iam chamar. Para todo o resto, era um mistério, o óbvio seria sua noiva de casamento adiado, Rachel E. Dare. Poucos tinham sacado o jogo de palavras do Esahc, apenas os críticos das revistas mais famosas de engenharia tinham um sorriso no rosto, como se aprovassem as ideias, os olhares destes recaíram sobre a loira, analisando cada detalhe que um homem apaixonado observaria, loucos para poderem comparar a mulher esbelta segurando uma taça com suco de limão com o iate por dentro.

- Bem, essa é Annabeth Chase, minha secretária, a mulher cheia de mistérios, uh, poderia subir aqui, darling?

Todos aplaudiram, educados. Apenas Rachel estava ali, segurando a bolsa com os nós dos dedos brancos, encarando o noivo (ou ex-noivo) repleta de indignação. Estava ao lado de sua sogra, antes com um sorriso e agora, com a face preocupada. Se saísse, seria a mulher indefesa, se ficasse... Seria uma humilhação.

Continuou sorrindo até quando Annabeth subiu, meio envergonhada, o garçom obrigando-a a trocar o suco por uma taça de champanhe.

- Por que mamãe está ali, Sally? A tia Rach não deveria ficar com o tio Percy?

A ruiva encarou a garotinha com certo misto de raiva, passando logo em seguida ao ver seus olhos azuis piscarem com inocência.

- Tudo bem, querida...

- É só quem trabalha com ele, meu amor.

- Eu quero subir também, vó! — Ian fez um beicinho, encostando-se a cadeira com raiva

- Já vamos todos subir, calma.

Percy já havia abraçado Annabeth, segurava sua cintura com um sorriso enquanto ela agradecia no microfone a presença de todos, sem mencionar o fato de que o barco que estava em pé fora feito em sua homenagem.

- Bem, espero que aproveitem a festa e qualquer coisa, só é me chamar e hm, podem subir, certo?

O moreno assentiu, encarando-a com um sorriso bobo enquanto acariciava as pontas de seu rabo de cavalo.

A entrada fora controlada por seguranças, caras fortes que liberavam a entrada de pessoas que tinham o crachá, fazendo com que os críticos fossem os primeiros.

- Neste momento, eu quero te matar. — Annabeth sussurrou, sendo obrigada a sentar-se em um das esteiras-sofá com edredons azuis e forros cinzas no sul do deck que davam uma visão gratuita para o mar afora.

- Só falei a verdade, nada além da...

- Mamãe! — Sophia pulou em cima do que era praticamente uma cama, fazendo seu vestido verde de tule esvoaçar — Eu adorei ver você lá em cima, mas-

- A Rachel estava muito brava! — Ian disse, sentando-se desajeitado no colo da loira

- Como assim muito brava?

- Mentira dele, tio Percy. Ela estava normal, só que nem ela e nem eu gostamos de ver a minha mamãe aqui em cima com o senhor.

- Ah, é? — Percy pegou-a no colo, fazendo cócegas rápidas enquanto ela ria — E posso saber o porquê você não estava gostando, garotinha?

Sophia gargalhou, empurrando a mão de Percy e respirando fundo para ficar séria.

- Porque minha mamãe é do meu pai, quando você vai entender isso, tio Percy?

Um silêncio incômodo pairou entre eles. O sorriso dele diminuiu, encarando Annabeth, indeciso, medroso. Ela encarava a filha como se ela tivesse feito a pior coisa do mundo, e talvez, fora, mas fingiu não se importar e acariciou os cabelos de um Ian distraído que contava as quase ondas.

- Vou ter que trabalhar agora. — Annabeth desconversou depois que Sophia os encarava, confusa — Tem uma sala de jogos aqui, não é?

- Uhum, no andar de cima. Venham, vou arranjar um espaço pra vocês.

- Tem sinuca? — Ian perguntou em um pulo

- Sala de jogos é chato. Tem Barbie? — Sophia perguntava, sendo levada pelos braços do moreno e Ian caminhava com seu terno totalmente fofo embaixo

A loira respirou fundo, tentando fazer com que sua mente se ordenasse e então, poderia elaborar respostas educadas para todas as perguntas que viria a receber. Não queria nem imaginar o que seria quando a mídiade verdadechegasse. Conhecia bem os jornalistas escandalosos que traziam suas câmeras enormes e microfones, preferia os jornalistas que agora tiravam fotos discretas e, que com seus gravadores pequenos, entrevistavam os convidados.

Levantou-se, pegando uma taça de vinho e indo em direção a um grupo de homens que a chamavam.

- A festa está espetacular, Srta. Chase.

- Obrigada. — agradeceu com um sorriso

- Você também está. — um homem loiro sorriu — Aliás, pode me dar inspiração como a do Jackson? Estou precisando muito.

Todos deram um sorrisinho misturado.

Sentia-se humilhada.

- Sr. Alguma Coisa, eu não te dou nenhuma ousadia para falar dessa maneira comigo. Irei fazer o possível para que saia da festa.

A loira virou as costas, virando o conteúdo roxo de sua taça com certa raiva, sem deixar de falar com um dos seguranças. Ainda podia ouvir aquelas risadas toscas.

Foi interrompida por um grupo de jornalistas que lhe perguntaram a dinâmica do iate, e depois de duas taças de vinho, não fazia a mínima ideia das perguntas que lhe faziam e muito menos do que respondia.

Lembrava-se de sentir seu braço sendo puxado e abriu um sorriso para a pessoa que lhe puxou.

Nunca ia pensar que aquela pessoa ia lhe puxar.

Tocava Save The Day neste momento e as pessoas já começavam a mexer os corpos no deck.

Fora puxada para a parte funda do deck, depois dos sofás-camas, existia uma parte que era direcionada para facilitar o banho onde quer que aquilo estivesse.

Ambas ficaram em pé, com suas taças em mãos e apenas Annabeth trazia um sorriso.

- Está achando a festa legal? — a loira usou o resto de cara de pau que lhe restara

- Ótima. — sorriu Rachel — Tirando o fato de que meu noivo me traiu ou foi você?

- Rachel...

- Não me venha dizer que não aconteceu. Eu não sei como puder ser tão idiota, eu realmente achei que você era uma mulher de caráter, mas... — a ruiva abaixou o olhar ao perceber alguns olhares para si — É uma vagabunda como qualquer outra.

- Primeiro, modere seu linguajar antes de falar comigo. Eu não sou qualquer uma e não fiz qualquer coisa com seu marido.

- Então, você admite que fez algo?

- Eu não admito nada!

Rachel revirou os olhos.

- Uma vagabunda. Sinto muita pena de Sophia quando souber disso.
Em um impulso, seu corpo, taça fora jogado para dentro do mar. Esqueceu-se de como se respira, até que começou a balançar braços e pernas, tentando se salvar.

A única coisa que vinha em sua mente era Sophia.

Buscou ar imediatamente vendo câmeras de todos os tipos apontadas para ela, pessoas comentando e Percy empurrando-as para saber o que havia acontecido.

Rachel bebericava seu vinho, calmamente.

- O que aconteceu? — Percy perguntou, virando-se para qualquer pessoa que respondeu prontamente

Annabeth grunhiu, procurando o lugar mais fácil para sair da água morna.

- Você está louca? — ele segurou o braço dela com força — Você...

Sua voz foi interrompida por um tapa, que pareceu um estrondo. Para uma professora de crianças, ela tinha muita força.

- Acabou, Jackson! Tudo. — ela desapareceu em meio as pessoas

Annabeth ainda estava de boca aberta, encarando tudo aquilo como se fosse os fins dos tempos e talvez, fosse.

Percy intercalou o olhar para o espaço que os convidados abriam para que sua, com certeza, ex-noiva passasse e para sua secretária que acabava de sentar-se na parte mais baixa do píer.

A loira bufou, desviando o olhar dele e torcendo a cauda de seu vestido.
Odiava admitir, mas sabia que, no final, ele voltaria para a noiva.

Era sempre assim.

Controlou a raiva (ou tristeza) que crescia em seu corpo, respirando fundo, tirou os saltos marfins encharcados, sentindo os pés entrarem em contato com a madeira congelante do píer.

Neste momento, estava louca para chegar em sua grande e poluída Nova York, afundar em sua cama e dormir. Sabia que dar conta de uma festa daquele porte daria trabalho, mas não que uma louca lhe jogaria em pleno mar.
Thalia vinha em passos rápidos na sua direção, passando a mão pelo tecido azul claro de seu vestido.

- Eu ouvi o que aconteceu. Mas, eu te avisei.

- Cala a boca. — resmungou

- Pode ir, eu fico com a Sophia e depois a levo para o hotel.

- Eu queria que ela fosse comigo. — sussurrou

- É melhor não. À noite, vocês saem ou algo do tipo. Ela está se divertindo com o Ian.

- Certo. A festa vai acabar em poucas horas, então. — Annabeth deu de ombros

Thalia assentiu e a abraçou.

- Aquela mulher estava ficando louca mesmo. — a morena brincou

- Annabeth!

A loira bufou, afastando-se da amiga e seguindo caminho para o fundo do píer onde quase ninguém estava.

- Sai, Percy. — Thalia o afastou pelo ombro — Você tem uma esposa para reconquistar.

- Eu não a quero! Annabeth! — ele avançou vendo a mulher se afastar cada vez mais — Thals, por favor, me deixa... Eu te ajudei com o Nico, só me deixaconversarcom ela.

- Percy, você não está vendo o tamanho do estrago? A Annabeth está molhada, o mínimo que você poderia fazer era lhe oferecer uma carona, mas eu também não confio em você.

- Grace, escuta, ela está sem dinheiro! Annabeth!

- Corra e finja que você me empurrou... — sussurrou — Em...

Percy não esperou que ela contasse, vendo que ela se afastava e correu em direção a loira que tentava secar o rabo de cavalo enorme, bufando logo em seguida.

Rapidamente, sentiu seu rosto ser preenchido com duas mãos grandes que prendiam em suas bochechas e espalhavam beijos por todo seu rosto.

- Me desculpa, eu...

- Você foi atrás dela...

- Eu não fui atrás dela! Eu estava descendo, eu fui te procurar...

- Percy, sabíamos que isso não ia dar certo e eu simplesmente cheguei a minha conclusão: eu acabei com seu casamento.

- Eu não ia ser feliz casado com ela, Annie. Você sabe disso.

- Por que não seria? Vocês estavam felizes antes de eu chegar.

- Eu não sabia o que era ser feliz.

- E agora, você sabe?

- Sei. — afirmou, usando o máximo de certeza que tinha

Annabeth balançou a cabeça e afastou o rosto de suas mãos.

- Só me leva para casa, eu preciso pensar.

- Sobre nós?

Seus olhos cinzentos se levantaram e ela balançou a cabeça, indecisa.

- Talvez. Só me leva.

Percy assentiu, tateando os bolsos e agradecido por não precisar voltar para o iate e procurar as chaves com alguém. Visualizou o Chevrolet alugado e a ajudou a entrar enquanto andava na menor velocidade possível, os olhos vidrados no tecido fino e transparente que seu vestido estampado tinha virado.

Foco, pensou.

Eles demoraram mais do que o necessário para chegar ao hotel, assim que o carro parou Annabeth pulou do banco de passageiro e adentrou o hall recebendo olhares curiosos.

O moreno sabia que mesmo que a seguisse e tentasse ir atrás dela, seria amplamente humilhado.

Tinha três alternativas: voltar para a festa de seu iate, ir atrás de sua noiva e tentar concertar as coisas ou esperar. Esperar o tempo passar e resolver o que seria certo para sua vida.

No fim das contas, subiu para seu quarto também. Parecia a única coisa correta a se fazer.

***

Ela calçou as sapatilhas, verificando o horário mais uma vez. Tendo certeza que estava meia hora adiantada.

– Vamos, Sophia, coloque uma roupa, ainda dá tempo de ir.

– Eu não quero ir, mãe! – a garota resmungava enrolando entre edredons, mudando de canal

– Você não vai ficar trancada em um hotel só porque você quer.

Ela revirou os olhos com a bronca da mãe e os fechou.

– Eu quero ir pro parque com o Ian!

– Sophia Chase, o Ian vai com os pais dele, vai ser um passeio em família e você vai comigo ver seu avô.

– Eu já o vi de manhã! Eu quero ir pro parque!

A loira encarou o espelho, pensando se deixaria os cabelos soltos e em um coque, dando olhadas mortais para a filha atrás de si.

– Sophia, colabore comigo.

– Ian me chamou! E o tio Nico também, deixa eu ir, mãe, por favor... – implorou pela milésima vez

– Não! Quantas vezes eu terei que dizer que não? Você vai ver seu avô e fim.

– Não vou! Se você tivesse com o papai, nós também iriamos com a família!

Annabeth bufou e sentou-se na cama ao lado de sua filha.

– Querida, eu e seu pai nos separamos e você tem que aceitar isso, tudo bem? Não pode ficar falando a todo o momento para mim ou para o tio Percy isso.

– Mas, o papai disse que vocês vão voltar um dia.

– Nós não vamos voltar, meu amor. Agora, coloca aquele vestido ali e vamos ver seu avô, certo?

– Mãe! Eu não quero!

– Sophia, deixa de ser irritante, e vamos. Não quero ficar irritada com você e ter que te colocar de castigo.

– Não quero, não quero, não quero... Vou ligar pro papai vir me pegar.

Annabeth foi mais rápida, pegando seu telefone e colocando na bolsa ao seu lado, deixando o vestido longo e estampado sem nenhum amasso.

– Você vai comigo, sua...

Alguém bateu na porta e a mãe lançou um olhar irritado para Sophia que se encolheu rapidamente.

– Annie! Onde está a Sophia? – Thalia perguntou, inclinando a cabeça

– Ela está assistindo televisão, vamos ver meu pai...

Thalia franziu o cenho.

– Ela disse que poderia ir conosco para o parque.

– Thals... Ela precisa passar mais tempo com o avô...

– Ah, qual é, ele sempre vai para Nova York no Natal, deixa a garota se divertir um pouco e aliás, eu vou estar lá...

– Como sempre, ela vai tentar burlar minhas regras, Thalia, eu preciso ter autoridade...

– Só dessa vez, mamãe. – Sophia falou de joelhos na cama, com as mãos juntas

– É, Annie. Só dessa vez e ela sempre vai te obedecer, certo, mocinha?

Sophia sorriu e assentiu continuamente.

Annabeth riu.

– Certo, se comporte, Sophia. Eu já estou indo, então, Thalia, você cuida dela?

– Um prazer. – piscou e adentrou o quarto

A mulher terminou de abaixar o decote do vestido, batendo o salto no carpete do elevador. Não se encarou no espelho, deixando a mente vagar.

Queria se ver livre daquele lugar, encarou o telefone desligado em sua mão, pensando se deveria liga-lo ou não. Sabia que Luke viera tentando lhe contatar há algum tempo e nem queria saber quais eram as notícias que estavam rodando.

Suspirou alto e jogou o telefone inútil dentro da bolsa. Não precisava de mais problemas, seria uma noite sua e de seu pai. Fim.

Pegou um táxi em frente ao hotel, dando o endereço do restaurante que Amy lhe passara.

Carolina do Sul não era tão confortável quanto Nova York, com todo aquele calor que deixava a área embaixo de seus braços molhados e o fato de estar sempre suando lhe irritava. Na verdade, estava louca para aquele dia terminar e pegar o primeiro avião para Nova York.

Pagou o taxista com um sorriso pequeno e desceu do carro.

A estampa de seu vestido era um abstrato com uma mistura de azul e verde, o tecido ia um pouco acima de suas sandálias baixas que lhe deixavam com pouco menos de um metro e sessenta.

Adentrou o local calmo, muito diferente dos restaurantes barulhentos de Nova York.

As pessoas agiam como se tivessem todo o tempo do mundo enquanto a loira queria correr para sua mesa e jogar todas as palavras de uma vez. De verdade, aquela vidinha que eles levavam te irritava. Respirou fundo e tocou o ombro de um garçom já que não encontrava o maìtre em lugar algum.

– Onde é a mesa do Sr. Chase?

O garçom deu um sorriso de canto.

– Senhora, não temos mesas marcadas aqui...

– Ah, entendi, me desculpe.

Mais uma vez, passou de papel de boba.

Continuou andando pelo local, na esperança de ver a cor exuberante da pele de Amy e seus cabelos cacheados presos em um coque arrumado ou a careca de seu pai com suas roupas velhas. Desviou de um palco posto no meio do restaurante onde uma mulher com um vestido muito parecido com o seu cantava uma mistura de blue e soul. Embora quisesse apreciar a voz que lhe passava uma calmaria infinita, continuou varrendo os olhos sobre o local até se deparar com seu pai com um sorriso encarando uma Amy distraída.

Sorriu e continuou andando até eles.

– Estou muito atrasada? – perguntou, inclinando-se para um beijo no rosto do pai e acenando para enfermeira

– Acabamos de chegar, na verdade. E o que está achando da nossa cidade?

– Bem, não sei por que meu pai quis se mudar para cá. – Annabeth revirou os olhos, segurando a mão dele.

– Filha... – ele revirou os olhos por trás da armação de ferro de seus óculos que caia sobre o nariz – Você sabe muito bem porque escolhi esse lugar. Agora, vamos comer, certo?

– Pai, eu acabei de chegar, deveríamos...

– Você vai amar os camarões daqui! – Amy disse, extasiada – Garçom! – gritou, abanando a mão

Rapidamente, um rapaz forte com uma camisa de botões brancas se pôs em frente a mesa.

– Vamos querer duas porções de camarão e...

– Peixe. – Annabeth se intrometeu – Peixe seria bom para ele, certo?

– Posso comer de tudo, Annie. – Frederick se remexeu na cadeira e sorriu – Traga peixe, e qualquer coisa boa que você tiver aí, rapaz. Hoje a noite será muito interessante.

– Interessante? Papai, eu não sei o que você tem aí. Estou realmente achando que está ficando velho e gagá.

– Que insulto! Não acredito que criei uma filha com tanto amor para ela me chamar de velho gagá.

Ambos soltaram um risinho enquanto o garçom se retirava e apenas os três continuavam ali em meio aquela conversa descontraída sobre velhice, ensinamentos e inteligência.

Adorava o jeito que seu pai apoiava o cotovelo na mesa, ajeitava a armação do óculos e começava a falar sobre a arquitetura da cidade, citando os melhores pontos, mudando de assunto drasticamente para os primeiros aviões construídos, o material utilizado e como a velha empresa dele caminhava.

Percebeu que Amy parecia tão absorta quanto ela nas palavras repetidas de seu pai. Era a mesma história, as mesmas palavras, o que mudava era sua expressão: mais cansada e aparentava mais alegria.

Amy bateu palmas quando ele disse sobre o primeiro avião construído e o quanto foi difícil para que ele ficasse pronto, Annabeth a acompanhou.

– E aliás, aquele iate... Esahc, muito lindo. Devo dizer que seu chefe é um dos melhores engenheiros que pude conhecer.

– Verdade, e ele é bem carismático, não é, Fred?

– Sim, sim. E ele fez o iate para você, querida? Esahc é Chase de trás para frente, certo? Ou eu realmente estou ficando gagá?

– Ah, papai, eu não quero falar sobre isso. – a mulher balançou o refrigerante – É uma longa história, talvez eu possa falar disso em outro momento.

– Em outro momento, eu posso não estar aqui.

– Não fale assim, Sr. Chase. – Amy o repreendeu – Eu vou ao banheiro, não comam meus camarões.

– Me diga, filha, o que esse homem quer com você.

– Pai... Ele é só um...

– Homem casado? Sei bem disso. E você deve saber o que eu acho disso.

A música parou, Annabeth não percebeu porque estava perdida em seus pensamentos, absorta em sua culpa. Estava desrespeitando toda a educação que seus pais sofreram para te dar. Estava jogando tudo no lixo.

A mulher com a voz poderosa disse alguma coisa que não deu a mínima em saber o que era. Estava concentrada nos olhos azuis de seu pai e o sorriso pequeno que ele continha para algum ponto atrás dela.

E então, ouviu uma voz familiar.

– Oi, gente. Eu sou Percy Jackson e... Bem, eu queria dizer... Que vai parecer bem clichê isso que eu estou fazendo, mas... Eu queria que Annabeth Chase soubesse que eu estou perdidamente e loucamente apaixonado por ela. Pode até parecer errado, mas... Eu estou louco por aquela loira ali. É, podem tirar foto, colocarem isso no twitter ou em qualquer rede social... Se ela me der um fora, não coloquem, por favor.

A loira riu, virando-se rapidamente e dando de cara com aquele homem, vestindo uma blusa azul de botões e jeans surrados. Seu rosto estava vermelho e suado como se tivesse corrido uma maratona e tinha um sorriso pequeno no rosto, como se estivesse certo que daria tudo certo.

– Eu preciso de você. – ele sussurrou, ainda no microfone – Não me deixe, por favor.

– Ele é o cara. – Frederick sussurrou atrás dela e ficou de pé – Apoio você, garoto! – e começou a bater palmas

Todo restaurante irrompeu em palmas seguidas, em um momento repentino. Annabeth encarava tudo aquilo, confusa, não sabia o que fazer, porém sabia que o certo não era aquilo.

Mas, seu pai estava ali. Com um sorriso, batendo palmas, apontando para o seu amante como se ele fosse o cara ali.

– O que eu perdi dessa vez? – Amy sentou-se na cadeira de antes e encarou Annabeth – Annie? O que aconteceu?

– O engenheiro se declarou para minha filha, sua enfermeira encalhada! – Frederick gritou e continuou apoiando Percy enquanto ele ria e tentava sair do palco

– Tá, gente, calma... Eu sei que sou muito atraente, não... Ok, eu só queria saber se... Bem, Annie, se você está pronta para começar do zero... Que agora, eu sou todo seu. Complemente seu. – o moreno deixou o microfone de lado e veio em direção à ela

Verde. Cinza. Uma mistura de sentimentos que parecia preencher aquele espaço que ele vinha diminuindo a cada passo. Percy puxou uma cadeira vazia enquanto todo o restaurante afundava em um silêncio, esperando a resposta da loira.

– Vamos começar do zero. Sou seu. E podemos dar certo, eu...

– Preciso pensar. – ela sorriu em desculpas e afastou sua mão da dele – Preciso colocar meus pensamentos em ordem... Me desculpe.

– Ei, garoto, não desiste dela! – alguém gritou ao fundo

– Eu não vou. – ele sorriu, consigo mesmo e apoiou uma mão na bochecha dela, aprofundando um beijo – Eu vou estar te esperando. Preciso de uma resposta.

– Não é tão fácil.

– Não sou do tipo que desiste. E você tem provas disso. Posso... Bem, posso te esperar?

– Percy, não é apenas nós dois! Tem mais pessoas envolvidas nisso e...

– Annabeth, pare de ser idiota e aceita logo o que esse gostosão está pedindo. – Amy resmungou, mastigando um camarão distraidamente – O cara é rico, bonito, gostoso... O que você mais quer, garota? Olha, até seu pai tá irritado.

A loira encarou seu pai por cima do ombro que atacava uma porção de camarão e a encarava, com tédio.

Nunca pensou que seu pai seria tão “nem aí” em relação a homens. Ele nunca havia gostado muito de Luke e ele estar apoiando um cara que nem ao menos conheceu era a maior surpresa do mundo para ela.

– Eu vou te esperar. – Percy prometeu com um sorriso, piscando para Amy e levantou-se – Obrigado aí, galera! – acenou e todos gritaram em comemoração

Annabeth riu, vendo-o ir embora, alguns garçons batendo em suas costas enquanto ele desaparecia no meio da multidão que só parecia aumentar.

– Pai, o que você pensa que estava fazendo?

– Deixando você e minha neta em boas mãos? – disse, como se fosse obvio – Não que Luke não seja o bastante, mas minha hora está chegando... Não que eu faça muita diferença na sua vida, mas você precisa de alguém que te apoie, não só um ex-marido grudento.

– Verdade. – Amy concordou, apontando a ponta de um camarão para Frederick

– Sua mãe falaria a mesma coisa. – Fred recitou, enfiando o camarão em um molho gosmento

– Ela não aceitaria que eu estivesse com um homem casado.

– Ele não está casado. Ele nunca foi casado, na verdade. – Amy respondeu com um sorriso e encarou uma Annabeth confusa – Qual é? Ele sai nas revistas de fofoca, você não sabia?

– Não tenho tempo para ler revistas de fofoca. – resmungou, emburrada

– Deveria ter, daí você saberia o tipo de homem que tá perdendo. E sabe de uma coisa, Annabeth? Seu pai está totalmente certo. Você precisa de um homem, um homem que vai cuidar de você. Não de um ex-homem. E eu tenho certeza que Percy vai cuidar de você, não para sempre ou vai, não sei, mas ele é o tipo de homem que você quer. Que você procura. – a mulher com a pele negra sorriu, dando um sorriso e segurando sua mão por cima da mesa – Não afaste algo que fará bem para você, querida. A chance de ser feliz só bate uma vez na porta.

– Ah, sua encalhada, não fale assim com minha filha. Só porque ninguém te quer, fica dando uma de dramática. Minha filha vai ser feliz com quem ela quiser, eu só estou dizendo que ele seria um bom partido, mas se ela não quer, o que posso fazer?

– Apoiá-la? – Amy reclamou

Frederick levantou o dedo médio para ela, roubando dois camarões de sua porção.

– Eu preciso pensar.

– Pense em você. Em sua felicidade. Seu ladrão de camarões, eu nunca mais vou pagar seu restaurante.

– Você rouba da minha aposentadoria.

– Mentiroso!

– Ridícula!

Annabeth revirou os olhos, cortando seu peixe e encarando o nada, ou os olhares daquelas pessoas que lhe chamavam de burra.

Precisava pensar, era isso. Precisava colocar seus sentimentos em ordem e saber quem poderia sair machucado ali.

Notas finais
Cara, eu só acho que vocês deveriam tomar vergonha na cara porque tipo eu vejo que não sei quantas pessoas favoritaram, mas de todas que favoritaram 20% comenta, tipo WUT??? Gente, isso é falta de respeito com o autor que se mata para postar e vocês, tipo, não dão a mínima. Qual é.
Ok, tirando o momento dramático de sempre, eu amei o capítulo porque Percabeth feelings e Thalico feelings mesmo que seja pouco, mas feelings que eu estou jogada no chão.
E AH, LEIAM ESSA PARTE! Tá, a parte importante começa agora: EU ACABEI DE POSTAR MINHA NOVA FANFIC AI MEU CORAÇÃO http://fanfiction.com.br/historia/425576/Nightingale/ Vai ser minha última fanfic no nyah PROVAVELMENTE, mas é a que vem depois de Never Been Hurt, então espero que vocês gostem.
Sugestões, propostas de vídeos, recomendações, reviews enormes e tudo que vier será bem aceito. Obrigada.
Good vibes!
Love, xx.