Notas iniciais
MY FEELINGS ARE NOT OKAY. I'M CRYING SOMEONE HOLD ME
E "don't tell me what to do" é a frase mais perfeita dessa fanfic então bjos pro recalque porque aqui é outro nível. Entendam, por favor!
Meus leitores são outro nível, licença.
Certo, aproveitem, por favor!
Aliás, vocês deveriam ouvir drunk on love de the wanted (não é a letra que tá aí embaixo, mas foda-se)
BOA LEITURA!

"Wanting to go deeper then you'll ever know

Wanting to feel, the way you flow

Oh you got that look up in your eyes

What we 'bout to do ain't no surprise"


O céu em Montauk era estrelado. A lua parecia maior, e as estrelas pareciam estar mais próximas e mais brilhantes, parecia um show inusitado da natureza em um dia que ficaria marcado para sempre para noiva.

Pelo menos, era o que a mãe dela insistia em dizer enquanto empurrava os fotógrafos para tirar foto do casal a todo momento.

A casa de Percy era grande, maior do que imaginara e já deveria ter previsto isso. Na área da piscina — uma bola gigante e brilhante de uma água translúcida que parecia ter a cor de seus olhos, parecia ser funda, embora pudesse entrar nela e apenas seus pés seriam encharcados -, era possível ver a areia que não parecia ser tão brilhante desde a hora que tinha chegado, ao pôr do sol, o verdadeiro horário da festa ter começado, o mar estava a uma linha tênue de distância do céu alaranjado.

Agora, a loira encostada no parapeito do vidro que separava aquela área de uma grande queda diretamente na areia, observava a festa. Sofás no chão perto da piscina onde alguns convidados estavam sentados com taças de bebidas entre os dedos, atrás mesas bem decoradas onde dosséis brancos estavam presos por uma flor azulada. A casa estava fechada, as portas de correr de vidro estavam fechadas embora uma iluminação precária e elegante preenchesse-a por dentro. O segundo andar estava escuro, não conseguia ver nada a mais que uma cortina balançando, várias plantas brotando do parapeito de vidro... E pronto.

Sentiu mais um vento carregado de areia balançar seu cabelo solto, e por instinto, tocou na pedra branca que seu colar longo carregava.

– Mãe! — Sophia corria com seu vestido branco esvoaçando ao seu redor

A loira abaixou os olhos para uma imensidão azul que eram os olhos de sua filha. Seu rosto estava bem maquiado, o cabelo preso em uma trança elaborada que caía pelas costas, deu um sorriso, agachando-se à sua frente.

– Oi, querida.

– Tia Thalia e o tio Nico vão para a praia com o Ian, eu posso ir? Por favor? — fez um beicinho enquanto via Thalia desviar-se das pessoas até chegar à elas

– É, Annie. Essa festa está um saco. Aquela velha ruiva pensa que sabe organizar uma festa, por favor. E Silena reclamando só me faz ter dor de cabeça. — resmungou, segurando a mão de Sophia — Então, nós vamos sair.

– É, eu acho que vou acompanhar vocês. — sussurrou, levantando-se e passando a mão pelo tecido trabalhado, ainda sentindo-se estranha nele.

– Não. — respondeu — Lizzie disse que queria falar com você.

Em seguida, desapareceu puxando sua filha pela mão. Bufou. Encostou-se novamente no parapeito, e bebericou seu vinho saboroso. Aproveitando o som das ondas batendo na areia, e o vento uivando ao longe.

Fechando os olhos, procurando sua calma interior.

– Oi. — um toque em sua cintura lhe fez voltar à realidade e endireitar as costas, Percy deu um beijo em sua bochecha, balançando o conteúdo em seu copo — Você está linda nesse vestido, já comentei isso? — piscou com uma expressão brincalhona

– Não pense que estou feliz usando-o. Eu só usei porque fui obrigada e manipulada.

– É, eu fiquei sabendo. — tocou a pedra que estava um pouco abaixo de seus seios, avaliando-a — Bonito, também. — comentou

Annabeth ficou calada, apenas bebericando sua bebida, e tentando ignorá-lo pelo tempo que fosse, lembrando-se em seguida da caixinha de veludo em sua bolsa. Antes que pudesse abrir para tocar no assunto, ele falava com um olhar distante.

– Eu queria que o noivado fosse um luau.

– Isso é um luau. — resmungou, abrindo a bolsa discretamente.

– Não, não é. Você sabe, areia entrando nos olhos, e à meia noite, todo mundo poderia se jogar no mar. Ficaríamos deitados na areia até o sol nascer, aqueles colares de flores bem havaianos, coroas para as mulheres e bem... Seria legal. — deu de ombros, voltando a dar goles longos em seu uísque

– É... Percy, eu sei que está ocupado com isso de tirar fotos a todo o momento, mas eu realmente preciso falar com você. — tentou colocar o máximo de seriedade que poderia em sua voz, encarando seus olhos com preocupação.

– Aconteceu alguma coisa?

– Sim, provavelmente um enorme engano...

– Filho... — uma voz doce surgiu no meio da conversa surpreendendo ambos, uma mulher baixa, com um vestido verde tão longo quanto o da loira, segurava o braço de Percy, seus cabelos pretos entrelaçados da mesma forma do cabelo loiro de sua filha, os olhos castanhos eram calmos e carinhosos enquanto intercalava o olhar de um para outro — Olá... Eu sou...

– Essa é Annabeth, mãe, minha secretária. Lembra? — a mulher estreitou os olhos, confusa, e assentiu logo em seguida. — Essa é minha mãe, Sally. — disse com um sorriso para a loira

– Olá, prazer conhecê-la, senhora. — estendeu a mão para a senhora que prontamente balançou-a e lhe mandou um sorriso longo

– O prazer é meu, querida. E não me chame de senhora, por favor, me faz parecer mais velha do que já sou, eca. — resmungou e apertou o braço do filho — A mãe de sua noiva está louca atrás de você, eles querem algumas fotos nos sofás da piscina... Posso roubá-lo por um tempinho? — encarou Annabeth com um sorriso culpado

– Claro, o tempo que for preciso.

Percy assentiu, coçou a nuca, constrangido vendo a mãe olhá-lo com dureza.

– Certo, eu... Bem, diga a ela que eu estou indo, mãe. É rápido.

– E não vá até o seu pai, entendido? Ele está mais chato que você hoje. — reclamou antes de sair andando sobre as rasteiras bem trabalhadas

– Pode ir lá. — Annabeth deu um sorriso grande, apontando com a cabeça para a piscina.

– Podemos conversar logo após isso, certo? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Precisamos conversar logo após isso. — frisou

– Pode me esperar nos fundos? Se não for incômodo, claro.

Annabeth deu de ombros, concordando. Vendo-o desparecer com um sorriso e então, jogar-se ao lado da noiva com um sorriso ainda maior, fazendo várias poses fingindo um noivado perfeito que negou-se a ver enquanto caminhava para os fundos.

Lizzie estava no caminho. Com um homem loiro que conversava animadamente com ela.

– Annie! Volto já, só um minuto. — avisou enquanto saltitava em direção dela — Eu estava procurando você! Aliás, adorei seu vestido. — piscou

A loira revirou os olhos.

– É, não me deixe falar o quanto eu estou estressada com vocês por causa disso.

– Enfim, você vai dormir aqui, não é?

– Aqui? — negou com a cabeça — Vou para casa do Nico, é a próxima, não é?

– É, eu também ia. — resmungou — Mas, ele não trouxe a chave. E como você vai dormir aqui de qualquer jeito, uma festa do pijama seria bem legal, não é?

– Como assim ele perdeu a chave? Ele não tem chave reserva?

– Meu quarto é o primeiro do segundo andar, eu vou roubar alguns sovertes e salgadinhos, nos vemos às três da manhã?

– Liz, calma. — pediu, respirando fundo.

– Pra que calma quando vamos ter uma festa do pijama? Já estou indo porque pretendo ter uma noite bem agitada com aquele gato loiro. Beijos, meu quarto, três da manhã.

Em poucos segundos, ela estava encostada na parede de antes, conversando com o mesmo cara.

Annabeth respirou fundo, tentando processar todas aquelas informações tão rápido, enquanto isso caminhava para os fundos.

Parecia um jardim, como o resto da casa. Uma grama bem aparada com botões coloridos espalhados por toda área, forçou os olhos a enxergar em meio a escuridão que o lugar oferecia, procurou algum lugar que pudesse se encostar ou esperar. Segurou a saia do vestido, sentindo alguns botões enroscarem em sua pele até tocar em um conjunto de mármore branco: uma mesa bem feita que parecia uma flor, e duas cadeiras que ao primeiro olhar pareciam estar enterradas no chão. A loira estreitou os olhos visualizando uma porta aberta, parecia ser aquelas que passavam nos filmes das casas do Texas, não evitou um sorriso antes de sentar-se na cadeira, sentindo-se parte daquilo tudo.

Seus dedos procuraram uma das rosas colocadas em cima da mesa, acariciando as pétalas com cuidado.

– Aproveitando o clima? — sua blusa branca enrugou enquanto ele sentava-se no banco à sua frente

– É... Legal. — comentou, voltando a flor ao seu lugar de antes

– Então, o que queria falar comigo que era tão importante? — argumentou

A loira encarou os olhos dele. Em um tom de esmeralda brilhante, o que de modo estranho, era a única coisa que ela conseguia ver sem contar com as fantásticas cores das flores ao redor deles. Annabeth mexeu na franja do cabelo, jogando-a para outro lado, e pondo a bolsa em cima da mesa. Percy a olhou assustado, as sobrancelhas arqueadas encarando estranhamente o modo rude que ela fez o movimento.

O moreno passou os olhos deliberadamente pelos dedos esguios que procurava alguma coisa na bolsa, dando-se conta que ela não usava o presente. Ainda assim, arqueou as sobrancelhas mais uma vez, confuso.

– Po...

– Aqui. — ela deixou a caixinha de veludo no espaço entre eles

No mesmo momento, pareceu que uma parede imaginária tomava conta separando ambos. Deixando bastante claro que havia aquele espaço, e que Annabeth não queria que nenhum dos dois a ultrapassassem.

Percy levantou o rosto, confuso, erguendo a mão para pegar a caixinha, abrindo-a e ficando mais confuso do que estava.

– Por que está me dando isso?

– Bem, foi um engano. Você provavelmente entregou a caixa errada para sua noiva. Eu te entendo, você estava tão apressado para viajar, e tudo mais. Então, já que você não entregou o anel para o público, pens...

– Não. Pensou errado. — sua voz era tão rude quanto o movimento que ela havia utilizado para pegar a caixinha, empurrando com as pontas dos dedos para a secretária novamente — É para você. Eu sei... Achei, entendi ou sei lá que quando você pegou combinaria mais com você do que com Rach. Então, eu lhe dei de presente. Algo de errado com isso?

– Tudo? — sua voz era carregada de ironia — Eu não vou aceitar esse anel. É caro demais, é... Luxuoso demais!

– Seu ex-marido nunca te deu algo assim? — perguntou, parecia mais relaxado agora, o pé sobre o joelho, os ombros relaxados e as mãos apertando o tornozelo

– Claro que sim, mas isso não vem ao assunto. Só estou falando que eu não quero e não vou aceitar isso.

– Por que você não quer? Você mesma disse que era lindo. Só achei que você fosse gostar.

– Percy, eu não tenho que me explicar para você. — levantou-se da cadeira, irritada, fechando a caixinha e jogando no peito dele enquanto ficava em pé, dando uma visão graciosa do vestido que parecia flutuar ao seu redor, e dos olhos dela, que como os dele, pareciam brilhar sobre a luz fraca da lua.

O moreno segurou a caixinha, seguindo Annabeth, sendo rápido ao segurá-la pelo braço, e avaliar o azul de seus olhos.

Uma briga quase fatal entre o cinza e o azul. Entre o céu límpido e uma tempestade com direito a furacões.

– Por favor. É só... Um anel. — sussurrou contra o rosto dela

– Não. — continuou firme

– Qual é, Annabeth, não é como se isso fosse mudar nada. — murmurou, mas a fala prometia mais que a entrega de um simples presente... Prometia mais.

A loira sentiu o arrepio percorrer seu corpo, no entanto era uma mistura de tudo que sentia: confusão, medo, excitação.

Balançou a cabeça e puxou o braço, louca para sair dali, afastar-se dele, sentir que estava segura no meio de tantas pessoas que vigiavam seus movimentos, saber que estava salva de cair na tentação de provar como seus lábios pareciam mais saborosos na escuridão.

– Certo. — Percy colocou a caixinha de veludo no bolso dianteiro e ergueu os braços, em rendição — Então, me deixe lhe oferecer uma taça de vinho tinto. Um dos meus melhores vinhos.

– Não me diga que você tem uma adega aqui. — ergueu uma das sobrancelhas loiras, forçando-se a aparecer ameaçadora

O moreno riu, mexendo nos cabelos, fazendo a mesma coisa com um dos botões, ameaçando tirá-lo.

– Ainda não. Mas, tenho plantas para implantar aqui. Enfim, você aceita?

Mais uma vez. Uma promessa indireta. Annabeth se sentiu perdida, torcendo para essa viagem acabar e estar em seu porto seguro, deitada em sua casa ou com sua filha.

– Não é como se eu fosse te estuprar. — a voz dele era rouca e baixa

Totalmente convidativa e ameaçadora, carregando uma quantidade absurda de sensualidade.

Por fim, a loira encarou as pessoas ao redor da piscina, dando um passo para trás, com um "não" na ponta da língua. Encarou o homem esperançoso à sua frente, perdendo as esperanças de si mesma.

Assentiu.

Percy lhe deu o braço, o qual Annabeth envolveu enquanto seguiam em silêncio para a porta dos fundos.

Era a cozinha.

Grande, e aconchegante.

O moreno a levou para um balcão que ficava a deriva no meio da mesma, sendo que atrás do mesmo, cadeiras estavam expostas e bem organizadas, a pia ficava em frente do balcão seguida por outro balcão encostado na parede, então um fogão, uma máquina de lava louças, a geladeira do outro lado da pia, onde ele se direcionou, abaixando-se o máximo para pegar algo que parecia bastante escondido. Antes de virar-se para onde Annabeth passava as pontas dos dedos no balcão de mármore, avaliando cada parte da cozinha curiosamente, Percy fechou a porta quase transparente, fechando as persianas.

Levantou a garrafa à altura do peito, seguindo para onde Annabeth estava apoiada no balcão.

– Quer subir? — perguntou, apontando com o queixo para o mármore

– Seria bom.

Em um movimento rápido e surpreso, o moreno segurou a cintura dela, colocando-a em cima do balcão.

– Sinta-se à vontade. — seu sorriso era pequeno, e como a maioria dos sorrisos que parecia direcionar à ela, sensual.

Abriu a garrafa de vinho, virando-se para pegar duas taças no armário de cima, enchendo-as do conteúdo escuro.

Entregou-lhe uma delas, levantando para um brinde rápido.

– Tin tin?

– Não. — Annabeth respondeu com um sorriso atrás da taça enquanto a bebia — Me responda, não vão sentir sua falta?

Percy encarou algum ponto após a porta e negou com a cabeça.

– Rachel foi trocar de roupa, porque a molhou na piscina sem querer. Então vai demorar uma meia hora de acordo com a mãe dela. — deu de ombros com um sorriso envergonhado — Acho que tenho meia hora para ter um pouco de privacidade.

– Ah, então...

– Não, pode ficar. Está bom. — bebericou seu vinho, encarando-a por trás da taça — Onde está Sophia?

– Saiu com Thalia, Ian e Nico.

– E você ficou?

– É, alguém tem que fazer o papel de amiga prestativa.

Percy deu um riso baixo. Debruçou-se sobre o espaço vazio ao lado dela, encarando a parede do outro lado enquanto balançava sua taça.

– Você deveria estar lá, falando com as pessoas e tal.

– Estou cansado. — respondeu simples

– Certo. — ela deu de ombros, olhando para sua própria taça — Bem, eu acho que eu deveria estar lá. Então...

– Não. Não... Só fica, pode ser? Podemos voltar à conversa do anel? Eu não sei o que eu vou fazer com isso, se você não aceitar.

– Sei lá, dê para Rachel. Aposto que ela vai adorar.

– Não parece certo.

O moreno encarou seus olhos, ainda de baixo, segurou os dedos dela entre sua mão, abaixando o olhar ao avaliar sua mão vazia, sem anel ou pulseira.

– Parece certo dar para você.

– Percy...

Era tarde.

Tarde demais para reagir ou dizer ao contrário.

Annabeth sentiu as mesmas coisas no dia da Lola.

A boca dele era macia, quente, e as mãos dele eram habilidosas passeando pela sua cintura, depois pelas suas pernas, tornozelo até subir o vestido nas coxas, seus lábios não se separaram enquanto ele segurava suas bochechas com as duas mãos, aproximando ainda mais seus corpos.

Nenhuns dos dois escutaram quando as duas taças se despedaçaram no chão.

Só havia um emaranhado de mãos, tecidos, beijos e cabelos.

– Você tem que voltar. — a voz dela era cortante enquanto ofegava

Percy levantou o rosto do vale dos seus seios, com os lábios cerrados.

– Não me diga o que devo fazer.

Segurou as coxas dela em volta de sua cintura, beijando-a incansavelmente, passando por uma porta na parede contrária onde levava para um corredor curto e estreito, Percy bateu na primeira porta, deixando Annabeth cair de seus braços, ao trancar a porta.

– O que vamos fazer é...

O moreno segurou as bochechas dela, beijando-a com fervor, caminhando com passos cambaleantes até terem sido jogados na cama.

– Só vive.

Foi o que disse, antes de arrancar a própria camisa por cima da cabeça, sentindo os selinhos dela pelo seu abdômen, descendo até a barra de seu jeans. Percy puxou seus cabelos, dando um sorriso pequeno ao descer as alças finas do vestido, sentindo um prazer maior ao perceber que aquele foi seu presente... E que uma de suas fantasias iriam ser feitas e concluídas.

O moreno percebeu que ela parecia um anjo.

Com a pele dourada e várias partes do corpo mais vermelhas do que o normal por causa de seus apertos, beijou seu pescoço e o vale entre os seios, descendo as pontas dos dedos pela sua barriga, até tirar a calcinha pela barra. Beijou a curva de seu ombro, vendo-a arquear as costas, ajudando-o a tirar a roupa de uma vez.

Percy fez o mesmo com seus jeans cinza, ela os chutou com os pés pelas pernas malhadas dele.

Foi tão rápido e prazeroso.

Ele a penetrou calmo, procurando as partes de seu corpo com as mãos e beijando seu rosto e seus seios a todo o momento enquanto ela emitia ruídos e gemidos baixos, envolvendo a cintura dele com as pernas, obrigando-o a ir mais fundo, mais rápido. Mais tudo.

O moreno enfiou as unhas curtas em suas pernas, mordendo uma parte nua de seu pescoço com força, sentindo suas costas sendo arranhadas com força, não pensou nisso, apenas que queria deixar marcas pelo corpo impecável dela. Queria estimulá-la o máximo que podia, com os beijos no pescoço, as carícias na nuca e os chupões ao redor dos seios.

Seus movimentos eram mais fortes, mais rápidos. Sem ansiar o fim, apreciando os gemidos dela e os próprios, apreciando a pele macia dela sobre a sua, a fina camada de suor que começara a aparecer em ambos e que fazia com que os seus corpos ficassem cada vez mais juntos.

O homem enfiou o rosto entre os cabelos dela, cheirando-os e movimentando-se o mais rápido que podia. Nenhum dos dois emitia uma palavra, além daquelas incoerentes e dos gemidos.

Ele chegou ao ápice primeiro, com um ruído baixo e rouco ao ouvido dela, com movimentos fortes e devagar, empurrou-se ainda mais dentro dela até que a loira sentiu espasmos fortes percorrerem todo seu corpo, mexerem com cada terminação nervosa, fazendo-a arquear as costas, precisando – e tendo – uma última estocada.

Percy passeou as mãos nas laterais do corpo dela, brincando com os seios rapidamente nas pontas dos seus dedos, por fim, mordendo seu pescoço e jogando-se ao lado dela.

Ofegando, com a respiração desequilibrada, forçando a ter sua respiração normal, pensou na merda que tinha feito.

Decidiu não pensar mais.

Ele tinha começado com isso.

Procurou a calça com o pé até que ela estivesse ao lado de seu braço morto que procurou a caixinha preta, segurou o anel gélido entre seus dedos pegando a mão de Annabeth pousada em sua barriga lisa com marcas quentes e vermelhas. Segurou o dedo anelar, deixando anel escorregar até a base do dedo, então forçou seu corpo a levantar-se.

Sem saber como agir, se deveria conversar ou sair dali, buscou ajuda em seu lado cavalheiro.

– Eu.. — começou, mas nada saia e Annabeth estava de costas para ele, com a cabeça enfiada nas almofadas, totalmente imóvel — Você está bem? — perguntou, tocando suas costas com as pontas dos dedos, seguindo o caminho até a lombar

Estremeceu.

– Sai daqui, logo... Vão começar a te procurar. A meia hora passou. — falou tudo pausadamente

Percy assentiu, sabendo que ela não veria, colocou as roupas, fechando a porta quando foi sair.

Não se deu conta do jeito que a cozinha estava, fechou a porta dos fundos e voltou para festa.

Seu pai, Poseidon, estava conversando com um cara de cabelos grisalhos quando Percy passou, tentando arrumar o cabelo, fechando um dos primeiros botões da blusa, batendo-se com ele, sem se dar conta de nada.

– Felicidades, Percy. — o homem deu batidas em suas costas com um sorriso orgulhoso e então saiu

Poseidon encarou o estado de seu filho, bagunçando ainda mais os cabelos dele, encarando os olhos dele. Os mesmos que o seu.

– O que aconteceu? Você está com cheiro de sexo.

Percy riu nervoso e deu de ombros.

– Desde quando sexo tem cheiro, pai? — afastou-se cautelosamente, procurando Rachel com os olhos, vendo-a sentada com uma de suas amigas.

– Você sabe que tem. Rachel se recupera bem rápido, huh? Ela está aqui tem uns... Dez minutos? — deu de ombros e piscou para o filho — Quem sabe. Qualquer coisa, pode ir me procurar.

– Ahn, pai?

– Oi.

– Preciso falar com você, depois.

– Na hora que quiser, filhão. Vou estar por aí.

O homem desapareceu em meio às pessoas.

Por instinto — ou por medo mesmo -, o moreno ergueu o braço, procurando sentir o cheiro que seu pai tinha dito.

Sem querer acreditar em seu olfato, deu mais um sorriso nervoso indo até onde sua esposa estava.

Notas finais
PORQUE NEVER BEEN HURT É OUTRO NÍVEL!
To chorosa, não vou mentir. É meu capitulo preferido e eu to afim de gritar porque puta que pariu QUE HOMEM! Alguém me traz um Percy assim?
Certo, agora eu vou lindamente dormir e ouvir Marina & The Diamonds QUE VOCÊS DEVERIAM OUVIR TAMBÉM!
E ouçam minha nova playlist que eu tô exalando paixão: http://8tracks.com/mylenarodrigues_/relax
E HEY TO MTO FELIZ!
Foram poucos reviews, mas eu adorei todos e não cheguei em minha meta, mas eu adorei tanto que eu nem liguei, então... Mandem reviews fofos que eu nem vou ligar pro número deles.
OBRIGADA, OBRIGADA!