Never Be The Same
6 Staring At It (Especial NaLu) - Parte 1
Notas iniciais
Sim, sim eu sei que demorei demais para postar esse especial, e pior ainda é que mesmo depois de todo esse tempo eu não consegui terminar ainda x.x Mas isso se deve ao fato que na época estava em época de provas e trabalhos e, agora, estou meio desanimada com tudo e com saudades da minha cidade natal e isso tem feito que fosse mais dificil ainda escrever ç_ç Então peço que me perdoem e por causa disso resolvi dividir o especial em duas partes para vocês não terem que esperar mais ainda ç__ç
Tentarei dar tudo de mim para conseguir escrever novamente, apesar que no momento não me sinto com a vontade, nem a inspiração para escrever x_x, mas tentarei o/ Não irei desistir... Por isso me perdoem mais uma vez caso a segunda parte demore para sair x_x
E avisei no meu perfil, mas como não sei se todos leem vou dizer aqui: Never Be The Same terá uma segunda temporada o/
Só não sei quando poderei postá-la xD Mas pelo menos agora vocês sabem que terão uma continuação o/ Haha
Bom, acho que é isso por enquanto xD
Staring At It
No meio dos lençóis desordenados era possível ver fios dourados dançando conforme a dona deles se mexia. Lucy não queria acordar, pelo menos não naquele horário. Tinha ficado acordada até tarde terminando de escrever seu próximo livro. Enrolou-se ainda mais no fino tecido que a cobria. Tateou a cama em busca de seu marido, porém ele já não se encontrava mais ali. Abriu os olhos com desânimo procurando o relógio. 09h34min. Suspirou preguiçosamente enquanto se sentava.
— Natsu… — Gritou pelo amado.
Não demorou muito para o homem de cabelos rosados aparecesse na porta do quarto. Natsu tinha acabado de sair do banho. Seus fios de cor rosa estavam molhados e por eles escorriam gotículas d’água. O torso com os músculos bem trabalhos estavam a mostra, visto que o rosado vestia somente uma toalha amarrada na cintura.
— Que foi Luce? — Perguntou Natsu fazendo surgir um sorriso malicioso ao ver a loira olhando para seu corpo enquanto mordia o lábio inferior.
Como Lucy odiava quando seu marido fazia isso. Por que não se vestir antes de aparecer diante dela? Ainda mais num dia no qual relaxar era tudo o que precisava. Analisava o homem a sua frente. Realmente ela havia se casado com um maravilhoso homem.
— Vem cá, preciso relaxar. — Respondeu Lucy com uma voz manhosa.
Natsu abriu ainda mais o sorriso. Caminhou com passos lentos até sua esposa. Amava torturar ela daquele jeito.
— Hnn, e como você pretende fazer isso? — Retorquiu o rosado se ajoelhando no colchão macio e aproximando seus lábios perto dos da loira.
— Eu imagino como… — Disse Lucy alegre ao ver o rosado já por cima de si.
Os lábios se juntaram num beijo longo e prazeroso. As línguas moviam-se com fome e desejo. Natsu sabia exatamente como fazer Lucy ficar excitada com somente um beijo. Prova disso eram os gemidos por parte da loira. As mãos delicadas percorrem o peitoral musculoso arranhando-o e depois subiram para o pescoço entrelaçando-o. O rosado percorria todo o corpo esbelto da mulher abaixo de si com suas mãos calejadas.
Os beijos desceram para o pescoço alvo da loira, a qual suspirava e gemia a cada contato. Natsu quando alcançou o seio direito com as mãos apertou, para depois, com os dedos, brincar com o mamilo. Os lábios desceram cada vez mais até chegar no seio direito, no qual ficou ali chupando e lambendo-o. Lucy arranhava com vontade as costas do marido marcando-o com várias listras vermelhas. O rosado, finalmente, ia aproveitar a esposa depois de tantos dias proibido de tocá-la. Afinal Lucy precisava de espaço e concentração quando .trabalhava. Entretanto teve sua animação apagada ao ouvir o irritante toque do telefone.
Levantou o olhar para os chocolates da esposa. Suas maças do rosto estavam coradas, respirava com dificuldade e seus lábios entreabertos o convida para mais um beijo carregado de luxuria. Natsu suspirou pesadamente. Era realmente necessário atender aquele telefone? Mas nem teve tempo de ignorar a chamada. Lucy já havia pego a extensão, que ficava na cômoda ao lado da cama, e atendido.
— Quem é? — Perguntou a loira. Ela também estava desanimada por ter que parar sua atividade com seu amado.
- Lucy… — Uma voz tremida saiu do aparelho e Lucy conhecia aquela voz. Era Erza. — Preciso de ajuda.
Lucy não esperou nem mais um segundo. Empurrou Natsu para o lado e se sentou focando-se totalmente na amiga. A ruiva não era de chorar e, por isso, algo muito devia ter acontecido para Lucy ouvir a voz da outra daquele jeito.
— O que foi Erza? O que aconteceu? — Perguntava para a amiga. Tais questionamentos chamaram a atenção do rosado.
- E-eu não sei o que fazer… Jellal, ele… — Erza chorava enquanto contava todo o acidente e as consequências desse para a loira.
Se a ruiva já não sabia o que fazer, a loira muito menos. Estava chocado com toda a história. Parecia até mentira. Ficou em pé e disse a única coisa que veio a sua mente.
— Não se preocupe Erza, vai dar tudo certo. Eu e o Natsu estamos indo para ai agora, aguente só mais um pouco. — Disse Lucy em pé e mandando o rosado se arrumar.
- Sim, estarei esperando.
Lucy colocou o telefone de volta ao gancho e foi se arrumar. Explicou toda a situação à Natsu ao caminho do hospital. Chegando lá, entraram depressa procurando pela a ruiva. Acharam-na sentada com a cabeça abaixada.
— Erza — Lucy a chamou.
A ruiva ergueu a cabeça com o chamado. Suas feições mostravam o quanto estava realmente perdida e aquilo preocupava o casal. A loira abraçou a amiga tentando confortá-la somente com o ato, pois não sabia o que dizer para a mulher em seus braços para animá-la.
— Ele tá’ ai dentro? — Perguntava Natsu olhando para a porta do quarto onde o azulado estava.
— Sim, o médico está lá agora conversando com ele. — Respondeu Erza por cima do ombro de Lucy.
— Hn, vou ver como estão às coisas. — Avisou o rosado adentrando no quarto.
— Erza, eu nem sei o que falar para você num momento como esse. — Disse a loira se afastando um pouco para poder fitar a ruiva nos olhos.
— Não precisa dizer nada, Lucy. Só obrigada por estar aqui.
Alguns dias depois…
Natsu estava todo relaxado no sofá de sua casa. Vestindo uma camiseta regata branca e uma bermuda vermelha. O dia se encontrava calorento. O ambiente quente fazia o rosado suar sem qualquer esforço. Também fazia-o não querer sair de casa para nada, por isso foi Lucy quem saiu para comprar alguns picolés.
“Luce está demorando… Vou morrer” Dramatizava o homem em sua mente, mas parou assim que ouvia o som das chaves abrindo a porta. Ouviu passos apressados vindo em sua direção, e logo, viu a loira aparecendo em sua visão.
Lucy estava um pouco ofegante, afinal tinha corrido para chegar a casa o mais rápido possível. Queria contar a sorte que teve no mini mercado. Entrou as pressas em seu lar e foi direto para a sala, onde sabia que seu marido estaria. E lá estava ele do mesmo jeito de quando ela saiu. Recuperando o fôlego, Lucy sorriu.
— Natsu, Natsu… — Chamava o rosado confuso por toda aquela animação. — Olha o que eu consegui hoje! — Exclamou a loira sorridente mostrando quatro ingressos para um parque de diversões.
— Ei Luce. — Chamou o rosado pela esposa. — Cadê os meus picolés?
O sorriso alegre da loira foi se transformando num desacreditado. Fitou o marido esperando, com certa esperança, ele falar algo sobre os ingressos, mas Natsu parecia nem ligar para aquilo. Ele realmente não ligava. Concluiu Lucy ao ouvir o rosado pedir novamente pelos picolés. A loira se aproximou do homem deitado no sofá com um sorriso repleto de irritação. Natsu esticou os braços pronto para receber o tão sonhado picolé, porém tudo o que recebeu foi um soco em seus estomago por parte de Lucy. Ele gemeu e se contorceu de dor.
— P-porque? — Perguntou choroso.
Lucy nem deu importância. Foi para a cozinha e guardou os picolés na geladeira, visto que esses estavam parcialmente derretidos. Voltou para sala.
— Liga para a Erza e diga que vamos no parque de diversões hoje. Vou me arrumar. — Ordenou a loira para o rosado ainda gemendo de dor.
Natsu levantou-se do sofá massageando o local agredido. Caminhou até o telefone e discou o número. Depois de vários toques e tentativos, o rosado foi atendido.
- Quem é? — Ouviu Jellal perguntar do outro lado da linha. Ele estava irritado, mas Natsu nem se importou. Só queria fazer logo o que sua esposa tinha pedido, afinal não queria levar outro soco.
— Hey Jellal! Bora’ ir num parque de diversões?
- O quê?
— Parque de diversões! Eu e a Lucy conseguimos quatro ingressos, então, vamos? — Natsu ouviu um murmurio de reclamação vindo do quarto.
- Nós vamos. Quando?
— Agora. Passamos daqui meia hora para pegarmos vocês. — Natsu nem esperou Jellal dizer alguma coisa a mais, simplesmente desligou o telefone e foi se trocar.
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Já havia se passado um mês desde o dia no qual os casais de amigos tinham saido para ir ao parque. Erza tinha contado sobre seu plano para Lucy e a loira achou uma boa ideia, só esperava que a ruiva não extrapolasse e acabasse pressionando demais o marido. Entretanto agora ela não tinha tempo para ficar pensando na amiga, Lucy iniciava mais um projeto.
Jellal tinha contado todo o plano que ele e Erza havia pensado para Natsu, o qual achou uma boa ideia e lhe desejou sorte.
O rosado estava meio para baixo naqueles dias, visto que sua esposa tinha entrado em mais um de seus projetos. Natsu andava pela casa procurando algo a que fazer, mas nada achou. Sentou-se no sofá e ficou passando pelos canais em busca de algum programa interessante. Ele não sabia a hora exata, porém em algum momento Natsu pegara no sono e dormiu até sua esposa vim acordá-lo.
- Luce? – Indagou enquanto coçava os olhos ainda sonolentos. – Porque está aqui?
- Porque não estaria aqui? É minha casa também, sabia?
- Desculpa, mas é que quando você começa um projeto nunca sai do escritório até termina-lo... Aconteceu algo? – Perguntou, afinal como o mesmo havia dito, Lucy nunca saia da sua sala até terminar seu projeto e para ela estar ali era porque alguma coisa muito importante tinha acontecido.
- Não aconteceu nada, não posso simplesmente dar um tempo no trabalho e ficar contigo? – Perguntou Lucy olhando para suas mãos que estavam em seu colo. Ela parecia estar nervosa ou receosa para dizer alguma coisa.
Natsu ponderou por alguns segundos.
- Sinceramente? Não. Agora desembucha logo Luce. – Respondeu o rosado um pouco impaciente com a esposa.
A loira enrolou mais um pouco antes de falar qualquer coisa. Olhou bem nos olhos pretos do marido e se perguntou se realmente deveria conversar com ele sobre o que pretendia, mas no fim resolveu iniciar a conversa.
- Natsu... O que você acha de termos um filho? – Indagou.
O rosado esbrugalhou os olhos de tamanha surpresa ao ouvir Lucy perguntando aquilo. Sua mente ficou, por um instante, em branco tentando digerir as palavras da esposa. Natsu queria e muito ter um pequeno Dragneel, mas naquele momento não se sentia totalmente preparado para ser pai. Ainda mais tinha o fato dele estar desempregado, e Natsu não queria depender de Lucy e, também, queria poder bajular o filho ou filha comprando coisas com seu próprio dinheiro.
Lucy analisava as feições do marido. Ela estava com medo da resposta dele, não queria receber algo negativo, mas a demora de Natsu para responder só a enchia com mais incertezas e desesperanças. Sem perceber, grossas lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto alvo atraindo a atenção do rosado. Natsu se surpreendeu mais uma vez. Não queria fazer sua amada chorar, mas sabia que sua resposta a faria ficar mais nervosa. Suspirou e trouxe para seus braços, abraçando-a.
- Você sabe que eu quero um filho Luce, mas não acho que agora seja o momento mais propício para termos um. — Natsu disse apertando mais a mulher em seus braços.
Por algum motivo o coração da loira apertou por causa das palavras do amado. As lágrimas continuaram a cair sem parar.
- Porque não podemos ter um filho agora? — Perguntou Lucy, sua voz trêmula carregava certo desespero.
- Só acho que não é o melhor momento Luce, além de tudo ainda estou desempregado. — Respondeu Natsu sentindo a loira em seus braços se afastar de si e olhá-lo.
- Mas com o dinheiro que ganho conseguimos viver e também quando eu ficar grávida ainda teríamos mais noves meses para você achar um emprego. — Rebatou Lucy. — Não entendo porque não é o momento ainda.
- Não quero viver sempre as suas custas Lucy, nem criar nosso filho sempre dependente do seu dinheiro. Quero poder ajudar também! — Exclamou Natsu com a voz um pouco exaltada.
- Mas Natsu…!
- Chega Lucy! — Gritou cortando a fala da loira. — Vou dar uma volta. — Avisou quando já estava saindo pela porta e a fechando.
- Natsu, seu idiota! — Ouviu Lucy gritar e logo o barulho de algo de vidro se chocando com a porta partindo-se em diversos pedaços.
Notas finais
Haha não tenho muito o que falar agora, então obrigada por quem leu o/
Beijos e até a próxima o/
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