Never Be The Same
7 Staring At It Especial NaLu - Parte 2
Notas iniciais
Natsu andava pelas ruas sem saber ao certo para onde ia. Na verdade, tudo o que queria era esfriar um pouco a cabeça e ir pedir desculpas para a sua loira. Entretanto se ele voltasse lá agora tudo o que ia fazer era ficar irritado mais uma vez. Caminhava com passos lentos enquanto ia observando todos por quem passava até que uma figura conhecida entrou em seu campo de visão.
– Ei Jellal!
Chamou Natsu assim que o viu. O rosado estava sorrindo, pois agora, finalmente, tinha achado algo, ou melhor, alguém para se distrair um pouco…”Ou talvez muito” pensou quando reparou nas feições sofridas do azulado.
– O que faz por aqui nesse horário? — Perguntou Jellal assim que o dono dos cabelos roséos se aproximou. Olhou para seu relógio checando as horas para depois voltar seu olhar para o amigo.
– Tive um desentendimento com a Lucy e você?
– Um com a Erza.
Os dois suspiraram.
– Quer ir beber? — Sugeriu Natsu ao amigo, visto que agora os dois precisam se distrair. Jellal aceitou o convite.
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Lucy se encontrava em frente a sua mesa com o notebook ligado, vários papeis com anotações e mais livros de referências ao redor. Depois que Natsu tinha saído para tomar um ar, a loira tinha resolvido, também, esfriar um pouco a cabeça e para isso decidiu por retornar ao seu trabalho. Entretanto, Natsu, aquele ser cor de rosa, não saia de sua cabeça.
Simplesmente não entendia os motivos dele para não querer ter um filho agora. Na verdade, ela pensava que nem o próprio entendia suas razões. Se era sobre o dinheiro, eles não precisavam se preocupar, o dinheiro que Lucy ganhava com seus livros era o suficiente para eles viverem e para criar uma criança. E Natsu teria tempo para arranjar um emprego para assim poder ajudar nas despesas. Lucy suspirou lentamente. Maldito orgulho.
Deu mais uma olhada em seu material e suspirou novamente até que ouviu o soar do telefone pela casa. Levantou de sua cadeira e foi em direção a sala, pegou o aparelho e atendeu sem ao menos verificar o número de quem ligava.
– Quem é?
– Hey Lucy– Respondeu uma voz feminina.
Lucy arregalou os olhos. Fazia muito tempo que não ouvia aquela voz irritante, mas infelizmente ela ia reconhecer não importasse quanto tempo passasse.
– Lissana… — Falou a loira com um tom sério.
– Nossa que voz é essa? É assim que você fala com seus amigos depois de tanto tempo? Estou decepcionada contigo Lucy.– Dizia Lissana com a falsidade presente em suas palavras.
– O que você quer Lissana? E como diabos conseguiu o número da minha casa? — Perguntou Lucy com a raiva surgindo em sua voz.
– Quanto amor, mas realmente é com isso que você deve se preocupar?– Inquiriu a albina do outro lado soltando um risinho sarcástico. Lucy ficou quieta esperando que a mesma continuasse. — Sabe estou trabalhando meio período em um bar… E adivinha quem está aqui?– riu — Ele mesmo, seu lindo esposo está aqui e ele está bebendo demais e você sabe quando as pessoas ficam bêbadas elas fazem muitas loucuras… Ah sim! Jellal tam– Lucy nem ao mesmo deixou Lissana terminar o que falava, simplesmente desligou o telefone.
Sentou-se no sofá ao lado da mesa na qual ficava o telefone. A raiva preenchia todo o corpo da loira, pois ela sabia que Lissana ia aprontar novamente. Sempre foi assim, quando Lucy e Natsu haviam começado seu namoro, a albina sempre dava um jeito de se interpor entre os dois, felizmente os dois amantes sempre davam uma maneira e passavam por esse desafio para ficarem juntos. Entretanto, Lucy estava insegura dessa vez. Tinha acabado de ter uma discussão com seu marido e se Lissana aprontasse mais uma vez, era capaz da discussão virar uma briga e acabar por separando os dois, e isso era algo que Lucy não queria.
Pegou novamente o telefone e discou rapidamente para um número conhecido. Esperou um toque para se atendida.
– Erza! — Exclamou a loira com uma voz desesperada.
– Lucy? O que aconteceu?– Perguntou a ruiva do outro lado. Lucy notou o tom triste que continha a voz da amiga e isso fez com que Lucy ficasse mais preocupada ainda, afinal Jellal também estava no mesmo bar onde Natsu e Lissana estavam.
– Erza preciso que você se arrume o mais depressa possível. Não tenho tempo para explicar, mas saiba que é de extrema importância. — Dizia Lucy.
– Ok, vou me arrumar então.
– Obrigada Erza, passo ai daqui uns 10 minutos. — Avisou Lucy desligando o telefone para depois pegar suas chaves e ir em direção a garagem.
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Lissana observava Natsu de longe, sabia que o mesmo já havia notado sua presença, só estava ignorando-a. Entretanto ela não deixaria que o rosado a ignorasse por mais tempo. Um sorriso maldoso adornou o rosto da albina. Lissana caminhou até uma outra garçonete e a chamou para um canto mais vazio.
– O que você quer Lissana? — Perguntou a outra.
– O que você acha de fazermos uma brincaderinha?
– Brincadeira? Com quem?
O sorriso de Lissana aumentou ainda mais.
– Com o cara que você não para de olhar Ultear. — Respondeu a albina atraindo ainda mais a atenção da morena.
– Oh, isso me soa interessante. O que você tem em mente? — Ingadou Ultear com um sorriso começando a surgir em seu rosto.
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Natsu e Jellal já estavam ali há horas, naquela altura os dois já se encontravam completamente bêbados. Estavam alegres e conversam alto, mas não atraia a atenção de ninguém, visto que a maioria ali se encontrava no mesmo estado de embriaguez. Natsu continuava conversando até que parou ao perceber que o amigo havia se perdido mais uma vez em seus pensamentos. Olhou para seu copo e deixou-se levar também. Pensava em Lucy, queria voltar o mais rápido para casa e abraçar a sua loirinha e pedi-lhe desculpas. Voltou-se seu olhar para seu lado esquerdo e a tensão invadiu seu corpo ao perceber que Lissana vinha em sua direção.
– Olá Nat. — Falou a albina assim que chegou perto.
O rosado nada respondeu só a encarou receoso. Sabia muito bem que quando Lissana aparecia nada de bom saia desse encontro. Porém Natsu não teve muito tempo para pensar porquê a albina estaria ali, visto que percebeu a morena ao lado de Lissana se aproximar de Jellal entrelaçando o pescoço do mesmo e logo o beijando.
– Mas o qu- Natsu havia sido interrompido pelas mãos de Lissana que havia pego seu rosto virando o para ela.
– Não temos tempo. — Falou Lissana antes de beijar Natsu.
Não era preciso dizer que o rosado estava surpreendido com tudo o que acontecia. O álcool em seu organismo fez com que seus reflexos fossem mais lentos, mas nem precisou realmente reagir, visto que segundos depois sentiu Lissana ser puxada fortemente para longe de si. Quando Natsu conseguiu processar tudo ao seu redor, só via uma Lucy extremamente brava segurando os cabelos de Lissana que tinha o rosto contra a madeira do balcão.
– Quem você pensa que é para beijar meu marido assim? Hein, sua vadia! — Gritava Lucy expondo toda a sua raiva. Puxou os cabelos brancos da outra com força para trás e no impulso a jogou no chão. — Não se atreva a aparecer mais na minha frente e da do Natsu, senão eu juro que te mato! — Ameaçou a loira, seu olhar ardia em cólera. — E você Natsu Dragneel não se atreva a aparecer em nossa casa por esses dias! — Esbanjou a loira dando um soco forte na barriga do rosado fazendo com que caísse no chão e gemesse de dor.
Lucy caminhou para a saída e no caminho puxou Erza junto consigo, já que a ruiva nem conseguia fazer nada por causa da cena que haviam visto. Primeiro passaram na casa de Erza para que a mesma pudesse pegar suas coisas e depois partiram para a casa da loira.
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Já havia se passado uns três dias depois do ocorrido no bar. Natsu tinha aparecido no dia depois da cena pedindo desculpas por tudo, mas Lucy não queria saber de nada naquele momento e o expulsou mais uma vez de casa. Depois desses dias ela tinha recebido o primeiro contato, não de Natsu, mas sim de Jellal.
– Jellal? O que você quer? Se pensa que vou deixar você falar com a Er-
– Calma Lucy, não quero falar com a Erza… Não agora, na verdade, preciso falar contigo.
– Natsu mandou você falar comigo?
– Não… Talvez, mas não é sobre isso que quero falar.– Respondeu Jellal. — É sobre a Erza, vou te mandar uma mensagem com um endereço, pode me encontrar lá em alguns minutos?
– Tudo bem, mas Natsu estará lá também? — Perguntou a loira, podia não parecer, mas Lucy já estava com seu humor alterado por ficar somente três dias longe do amado, mas não daria o braço a torcer, afinal ela era muito teimosa.
– Não, ele disse que tinha algo a resolver.– Uma pequena chama de curiosidade acendeu dentro da loira.
– Algo a resolver?... Você sabe do que se trata? — Indagou Lucy.
– Pensei que estavam brigados.
– Só porque estamos brigados um com o outro não quer dizer que não quero saber dele, afinal somos casados…
– E você o ama, certo?– Interrompeu Jellal.
Silêncio.
– Sim… — Lucy ouvi uma leve risada depois de sua resposta. — O que foi?
– Ele também te ama.– Falou Jellal.
– Claro que sim, idiota. — Disse Lucy desligando o telefone sem ao menos um aviso prévio e uma despedida.
Segundos depois uma mensagem aparecia na tela do celular da loira. Era o endereço no qual Lucy deveria encontrar Jellal. Viu o endereço, e por sorte, era uma rua conhecida, e por isso não teria dificuldade em encontrar o local. Caminhou até seu quarto procurando Erza pelo caminho, a achou sentada no sofá com a televisão ligada, porém a ruiva tinha o olhar perdido o que indicava a falta de atenção da mesma com o que se passava na tela. Suspirou e entrou em seu quarto.
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Meia hora depois, Lucy se encontrava dentro de um restaurante familiar a espera de Jellal, que chegou minutos depois e junto consigo Natsu. A loira olhou brava para os dois e teve a vontade de levantar e sair do local, porém algo desconhecido a fez ficar sentada.
– Pensei que ele não vinha. — Falou Lucy em tom áspero.
– Pensava isso também a alguns minutos atrás. — Disse Jellal se sentando em frente a loira.
– Luce… — Chamou Natsu causando um arrepio na esposa. Lucy simplesmente odiava quando seu marido a chamava daquele jeito suplicante e ainda fazia um cara de cachorro sem dono. Ela não tinha forças para negar nada que ele falasse ou pedisse quando fazia isso.
– Então, o que você quer Jellal? — Perguntou abruptamente a loira evitando assim o rosado.
Jellal demorou um pouco para responder, pois fica olhando para a cena diante de si. Um Natsu totalmente emburrado enquanto encarava a loira que, por sua vez, evitava o olhar do outro. Era como um cachorro pedindo a atenção do dono. Era uma cena um tanto engraçada e ao mesmo tempo fofa. Jellal soube naquele momento que os dois não teriam problemas para se reatar, ao contrário dele com sua ruiva.
– Aqui. — Falou o azulado deslizando o seu diário até a loira. — Vá direto na página que marquei.
Lucy pegou o objeto e fez o que o outro pediu. Leu vagarosamente o conteúdo e nesse tempo os dois homens pediram algo para comer e beber.
– É o dia do seu casamento… — Comentou Lucy terminando de ler. — Calma ai, você tem um diário? Por que não leu isso antes?
– Sim, é meu casamento e sim é meu diário e não li porque não me lembrava da existência do mesmo. — Respondeu Jellal.
– Está bem, e por que você me deu isso para ler?
– Quero conquistar Erza mais uma vez, e acredito que assim conseguirei.
– Assim como?... Oh, você…
– Sim, quero reconstruir meu casamento. Eu e Natsu já começamos com os preparativos e preciso de você para distrair Erza nesse tempo e levá-la até o local no dia.
– Distrair Erza não será problema, visto que ela não quer te ver por causa de certo acontecimento, o que me lembra o motivo de eu não querer ver certa pessoa que está presente agora. — Falava Lucy se levantando. — Não se preocupe, darei um jeito de levar a Erza.
– Obrigado Lucy.
Lucy já caminhava para a porta de saída quando um de seus braços foi agarrado e a mesma foi puxada para trás se desequilibrando e sendo aparada por dois braços fortes. Os olhos castanhos encaram o peito masculino e sua mão apoiada no mesmo. Suspirou nervosa pelo movimento repentino e pela situação. Ameaçou a se afastar do rosado, porém mais uma vez o arrepio se fez presente em seu corpo por causa daquela maldita voz.
– Luce… Olhe para mim. — Pediu Natsu numa voz suplicante e com seus lábios perto do ouvido da loira.
Lucy não olharia, aliás ela não podia. Sabia muito bem que seu marido estava com aquele olhar de cachorro sem dono e, como havia sido dito antes, ela não conseguia resistir a isso. Permaneceu de cabeça baixa pensando em como se afastaria dali, dos braços de seu amor.
– Luce… — Sussurou novamente no ouvido da outra enquanto fazia um caminho com os lábios encostando levemente na pele alva da bochecha até próximo aos lábios. — Per-
Natsu ia pedir o perdão da loira se a mesma, num momento de desespero, não tivesse pisado com tanta força em cima do seu pé o fazendo se afastar. Lucy aproveitou esse momento e foi-se embora.
Jellal riu da desgraça do amigo.
– Sinceramente, pensei que você ia conseguir. — Comentou Jellal depois das risadas perderem um pouco da força.
– É… também pensei, mas é com a Lucy que estou lidando. — Falou Natsu se sentando na cadeira enquanto massageava o pé dolorido.
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Já havia se passado quase um mês depois do ocorrido do bar. Nesse meio tempo, Lucy saia para se reunir com Jellal para conversarem sobre o plano, e inevitavelmente, a loira sempre se encontrava com o rosado que fazia questão de ir nessas reuniões somente para desestabilizar sua esposa com seus ataques de perdão, infelizmente nenhum dava certo e a loira conseguia fugir. E além desses encontros com Jellal e Natsu, Lucy tinha que se preparar para a festa de lançamento de seu novo livro.
– Como assim a festa de inauguração do livro é hoje? — Gritou Lucy no meio do restaurante, ponto no qual se encontrava com seu editor para suas reuniões.
– Não sei porque a surpresa você sempre faz isso… — Comentou o editor com as feições tediosas.
– Mas, mas… Hoje é impossível eu ir! Tenho planos para resolver hoje e, e… — Começa a loira se desesperar.
– Lucy, infelizmente, não tem como adiar essa festa e nem sei o que faz aqui quando deveria estar se arrumando já.
– Aghr! — Exclamava Lucy em ódio.
Levantou-se da mesa e saiu correndo para fora do restaurante.
– Me dê pelo menos mais duas horas e estarei nessa maldita festa! — Gritou Lucy de fora do restaurante.
Lucy não acredita que — novamente — havia se esquecido da festa. Ela odiava admitir, mas quase sempre se encontrava nessa situação. Seu editor tinha até mesmo desistido da loira nesse quesito. Saia correndo pelas ruas com uma pressa sem tamanho para chegar logo em casa. Como ela podia ter esquecido que a surpresa de Jellal seria no mesmo dia que sua festa? Sim, ela estava muito inconformada com tudo isso.
– Erza, você tem 15min para se arrumar. — Disse Lucy assim que adentrou dentro de sua casa, correndo imediatamente para seu quarto, sem ao menos se importar com o que a amiga estivesse fazendo.
– Posso saber para o que eu vou me arrumar? — Perguntava Erza vendo a pressa da loira.
– Festa de inauguração do meu livro… 13 minutos Erza! — Respondeu a Senhora Dragneel enquanto procurava alguma peça de roupa boa o suficiente para se vestir.
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O plano do “rapto” de Erza havia sido completado com sucesso. Lucy ficou aliviada pela ruiva não ter desconfiado de nada, e por ter dado certo sem nenhum problema. Pelos menos até agora.
– Hey Gajeel, porque diabos essa criatura cor de rosa está aqui? — Perguntava a loira com uma expressão nada amigável no rosto.
– Você não queria que eu o deixasse lá para estragar toda a surpresa certo? — Falava Gajeel com calma enquanto dirigia. O moreno de cabelos compridos e negros com olhos de tom rubro era amigo do casal Dragneel há alguns anos quando o mesmo começou a namorar uma amiga de Lucy, Levy.
– Realmente não queria, mas porque ele tem que voltar com a gente? Não podia pegar um ônibus ou um taxi? — Indagava a loira.
– Não seja besta Lucy — Falou Natsu com certa irritação em sua voz. — Não tem ônibus por aqui e se eu chamasse um táxi demoraria demais… E qual o problema de eu ir com vocês?
– Qual o problema Natsu? Caso não lembro estamos brigados e eu prefiro não ver sua cara durante esse período.
– E quanto tempo mais vai durar esse período, hein Lucy?
– Quanto tempo eu quiser Natsu!
– Você está brava pelo que aconteceu no bar? Se for isso, você sabe muito bem que não foi minha culpa o que aconteceu.
Lucy virou-se para trás encarando seu marido, de seus olhos castanhos caiam grossas lágrimas, as quais ela tentava segurar, porém sem sucesso.
– Você sabe muito bem que não é por causa disso. Aquela Lissana jamais conseguiria te tirar de mim.
Natsu suspirou se acalmando, sua esposa realmente era uma mulher complicada.
– É por aquela pergunta? Sinceramente não tem porquê ficarmos nessa situação só por causa disso Luce.
– Gajeel pare o carro. — Falou Lucy subitamente.
– O quê?
– Pare o carro agora! — Gritou a loira fazendo o moreno parar o carro imediatamente.
Sem hesitar, Lucy saiu do automóvel batendo a porta com força e começou a caminhar sem nem olhar para trás. Natsu, confuso pela reação da loira, ficou algum tempo parado sem se mover, mas assim que tal estado passado ele suspirou fundo e saiu do carro pedindo, ou melhor, mandando que o amigo o esperasse ali até ele trazer Lucy de volta.
– Lucy para! Lucy! — Gritou o rosado correndo para alcançar a loira.
– Não me siga Natsu, me deixe sozinha. — Pediu com um tom de voz um pouco mais elevado.
– Não te deixarei sozinha no meio do nada. — Disse Natsu assim que a alcançou.
Pegou num dos braços delicados da mulher virando-a para si. As lágrimas ainda não haviam parado de cair dos olhos achocolatados, e ela tremia levemente. Uma expressão de pura tristeza enfeitava o rosto da dona dos cabelos dourados. Natsu a puxou para si, abraçando-a. Odiava ver sua amada daquele jeito.
– Natsu, se eu tivesse um filho agora… Você o rejeitaria? — Perguntou Lucy num suspiro fraco.
O rosado a apertou mais no abraço para, em seguida, afastá-la um pouco, o suficiente para poder encarar naqueles olhos que ele tanto amava. Segurou o rosto alvo e delicado de sua esposa e fitou bem fundo em seus olhos enquanto respondia com toda sua sinceridade.
– Claro que não o rejeitaria Luce. Posso não estar preparado para ser pai agora, mas isso não me faria rejeitar meu próprio filho. Eu o amaria do mesmo jeito que amo a única mulher que eu poderia amar e eu estou olhando para ela nesse exato momento. — Natsu sorriu no final, aquele sorriso que uma dia sua mulher declarara que foi uns dos motivos por ter ser apaixonado por ele.
– Você não está olhando somente para mim nesse momento. — Falou Lucy colocando uma de suas mãos em seu ventre.
Natsu abaixou o olhar e logo entendeu. O sorriso continuou em seu rosto, enquanto o mesmo se ajoelhava perante a mulher e, num gesto de amor, afastou as mãos delicadas e distribuiu leves beijos naquela região onde crescia o mais novo integrante da família Dragneel. Lucy continuava a chorar, porém agora chorava por emoção, por felicidade. Ela tinha medo de contar ao marido sobre sua gravidez e o ele não gostar da notícia, por isso resolveu averiguar primeiro, mas agora nada mais importava, Lucy devia ter dito logo de inicio que estava grávida e assim evitar a briga entre os dois. Natsu levantou-se e passou a acariciar o rosto molhado da esposa.
– Lucy eu te amo, você e essa criança. — Declarou Natsu beijando a testa da loira e acariciando levemente o ventre da mesma.
– Natsu, seu idiota, eu te amo também. — Disse Lucy se jogando nos braços do marido.
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