Never Be The Same

5 Nunca ser o mesmo


Notas iniciais
Meu Deus, meu Deus que medo de postar esse capítulo xD
E esse é o último sem contar os especiais que vão vim!
Sério, pensei que ia demorar mais ainda para escrever esse capítulo, por que teve um dia ai que eu estava bem desanimada, porém graças a Neko-chan pela sua recomendação maravilhosa, eu me animei e consegui terminar... Só espero que esteja bom x.x... E por isso eu irei dedicar esse capítulo para você Neko-chan, que leu todas as minhas fanfics!
E é isso ai pessoas lindas *---* Com vocês o último capítulo!

05. Nunca ser o mesmo

Desde o ocorrido no bar, Erza estava ficando com Lucy em sua casa. Não queria ver a cara de Jellal no momento. Ela se encontrava totalmente destruída por dentro. Não sabia o que tinha feito para acontecer tudo aquilo consigo. Já tinha passado quase um mês e o azulado não entrou em contato com a ruiva. Provavelmente ele estava aliviado por não ter que se lembrar dela. Erza tremeu com o pensamento.

Lucy estava raivosa, ao contrário da ruiva. Jurava ódio eterno ao rosado, apesar de ser da boca para fora. Era só encontrar algum objeto que lembrasse Natsu para as ameaças contra o mesmo começassem a ser ouvidas.

- Natsu seu estúpido… — Erza ouvia a loira dizer ao seu lado. Lucy segurava uma foto com ela e o rosado abraçados.

Nos dias que se passaram, Erza teve mais tempo sozinha para si. Já que Lucy vivia ocupada com algo desconhecido pela ruiva. A loira saia todos os dias e ficava o dia todo fora, e quando não saia se trancava em seu escritório. Erza estranhou tal comportamento da amiga, mas deixou quieto. Ela precisava pensar sobre seu relacionamento.

Erza foi para a varanda e fitou o céu azul sem qualquer nuvem. Fechou os olhos e voltou ao passado. Lembrava de todos os momentos felizes ao lado do azulado. Conseguia ouvir a voz dele tão encantadora, tão sedutora dizendo-lhe o quanto a amava. O toque lento e delicado em sua pele queimando-a. Erza abriu os olhos, ela não podia esquecer-se de tudo como se fosse um bom sonho… Ela tinha que lutar.

Foi até a sala e pegou o aparelho telefônico sem fio. Andou de um lado para o outro com o objeto em mãos. Buscava a coragem necessária para digitar os números já tão conhecidos por ela. Respirou fundo e apertou os botões. Colocou o telefone no ouvido direito e esperou.

Um toque.

Dois toques.

Três toques.

Secretária eletrônica.

Suspirou frustrada. Voltou a discar, porém foi interrompida por uma loira eufórica. Lucy entrou na sala igual a um furação. Ela tinha saido para uma caminhada, porém no meio do trajeto, a loira recebeu uma ligação do seu editor lembrando-a da festa de inauguração do seu novo livro. Lucy tinha esquecido. Correu para sua casa para se arrumar. Quando chegou a seu destino, viu Erza com o telefone em mãos, porém não se importou.

- Erza, você tem 15min para se arrumar. — Disse Lucy indo em direção ao seu quarto.

- Posso saber para o que eu vou me arrumar?

- Festa de inauguração do meu livro… 13 minutos Erza!

Pela segunda vez naquele dia, suspirou em desânimo. Uma festa era tudo o que ela não queria agora. Olhou mais uma vez o telefone para logo depositá-lo de volta ao gancho. Foi ao seu quarto se arrumar. Colocou um vestido preto longo com as costas nuas e as alças amarradas no pescoço. Amarrou o cabelo num rabo de cavalo deixando a franja jogada de lado. Maquiou-se de forma simples. Calçou um sapato vermelho de salto alto e colocou umas pulseiras no pulso. Estava pronta. Nada extravagante, porém elegante.

Erza sai do quarto dando de cara com a loira impaciente. Lucy batia o pé no chão em sinal de ansiedade.

- Atrasada… Dois minutos! — Exclamou Lucy já se virando para ir a garagem.

A ruiva riu. Sempre achava graça na amiga quando a mesma se encontrava em situações como essas. E acredite, a loira vivia em situações assim. Caminhou até a garagem e entrou no carro.

Erza observava a paisagem através do vidro escuro do automóvel. Imagens do convívio com o azulado passaram em sua mente. Queria que ele se lembrasse de tudo o que passaram juntos, ou talvez, nem precisasse. Bastava com que Jellal estivesse ao seu lado e dissesse o quanto a amava. Erza suspirou cansada, por um único momento ela queria esquecer-se de tudo e foi o que aconteceu.

Lucy dirigia numa velocidade acima do limite exigido, mas quem ligaria? Afinal, quase todos andam acima da velocidade. A loira passava por debaixo de um túnel quando, sem saber de onde, um carro parou bem a sua frente fazendo-a pisar no freio com todas as suas forças. Os corpos das mulheres foram para frente e para trás com o tranco da parada repentina.

Os castanhos avermelhados fitavam a cena sem entender nada. Olhou para a amiga loira buscando respostas, porém tudo o que viu foi o rosto desta empalidecer. Voltou-se para frente, do carro suspeito saiu duas pessoas encapuzadas. O coração da ruiva gelou. Queria gritar para Lucy pisar no acelerador para saírem dali o mais rápido possível, mas sua voz não saia. Seu corpo tremeu de medo, lágrimas silenciosas desceram por seu rosto. A imagem do azulado sorrindo lhe veio a mente, antes de sentir mãos robustas a puxarem para fora do carro. Erza esperneou-se tentando se livrar do seu capturador, buscou o olhar de Lucy, porém essa já estava desmaiada sobre o ombro do outro homem. A ruiva ia gritar, todavia um pano com um cheiro forte a impediu. Clorofórmio.

Erza abria os olhos com dificuldade. A primeira coisa que avistou, mesmo estando escuro, foi a loira dormindo ao seu lado. Observou ao redor, tanto ela quanto Lucy estavam amarradas com as mãos para trás. Sentia sua “prisão” movimentando, parecia que estava numa espécie de furgão. Respirou fundo controlando suas emoções. Aproximou-se mais perto de onde os homens encapuzados estavam. Tentou ouvir alguma coisa, porém eles nada diziam.

Fechou os olhos com força, quem sabe aquilo não fosse tudo um pesadelo e quando abrisse os olhos tudo voltava ao normal? Infelizmente, não foi o que aconteceu. Deixou lágrimas caírem novamente por seu rosto alvo. Desejava por Jellal ali, ele era sua armadura e sem o azulado perto de si, Erza se sentia vulnerável.

Sua atenção focou-se no barulho vindo da porta do furgão. Os dois homens encapuzados entraram em sua visão. O desespero voltou a tomar conta de si quando ouviu um múrmuro irritado vindo de um dos dois. O mais alto agarrou suas pernas e a puxou para mais perto dele. Erza se debateu e gritou por ajuda, mas ninguém apareceu. Logo o pano com o cheiro forte se fez presente em seu rosto. A escuridão a abraçou mais uma vez.

“Jellal, Jellal, Jellal…”Chamava-o Erza em sua mente. Medo corria nas veias da ruiva, tinha receio de abrir os olhos e ver onde estava. Ver que seu amado não estava ali ao seu lado. Abriu os olhos temerosos. Estranho. Foi a palavra que surgiu na sua mente quando observou o local onde se encontrava.

Erza estava deitada num sofá branco. Na verdade, tudo naquele lugar era branco. As paredes, o sofá, a porta e a mesa no centro eram todas daquela cor pura. Levantou e com o ato reparou que não estava mais com a mesma roupa. Olhou para si mesmo, Erza vestia um vestido branco tomara que caia com babados na parte da saia. Ele não era tão longo, um pouco mais abaixo do joelho. Seus sapatos também haviam sidos trocados por outro também de cor branca, porém com alguns detalhes em vermelhos. Seus cabelos escarlates estavam soltos e uma coroa de flores rosadas jazia no topo de sua cabeça.

A ruiva estava confusa e muito. Quem a raptaria para fazer tudo aquilo? A imagem do azulado se fez presente na sua mente, porém tratou logo de apagá-la. Jellal jamais faria aquilo, não depois de tudo que aconteceu. Caminhou até a porta e tocou na maçaneta. Destrancada. Empurrou-a e não acreditou no que viu.

Erza se encontrava em um restaurante e não em qualquer um, era o qual ela e Jellal realizaram sua festa de casamento. Haviam velas postas sobre todas as mesas do local. O chão coberto de pétalas de rosas vermelhas, exceto numa parte do chão que formava um caminho até a saída para os fundos do estabelecimento. Telões foram postos pendurados pelo teto um atrás do outro. Ao fundo uma música romântica era tocada. Erza não sabia o que sentia.

Deu o primeiro passo para fora da sala branca, e num efeito dominó, imagens apareceram nos telões. Cada um mostrava fotos de uma determinada época de sua vida. O primeiro era da sua infância no orfanato com os dizeres: “Pela primeira vez, eu a vi sorrindo enquanto sussurrava o novo nome”. O segundo do tempo de faculdade quando reencontrou Jellal depois de muito tempo. O terceiro como fotos do dia na qual foi pedida em namoro e assim sucessivamente até chegar no último com imagens do seu casamento.

A ruiva estava emocionada. Lágrimas de alegria desciam pelo rosto alvo. Suas mãos sobre a boca tremiam. Jellal havia feito tudo aquilo por ela. O som de ondas, visto que aquele restaurante ficava beirando a praia, vieram aos seus ouvidos trazendo-lhe memórias. Fitou a porta de vidro fumê e a empurrou.

Foi como se o passado tivesse voltado. Um tapete vermelho fazia seu caminho por entre os bancos longos nos quais os convidados estariam sentados. Botões de rosas haviam sidos espalhados pela areia marrom clara. E lá no final, vestido com um terno perfeitamente branco, estava ele… Jellal. Sorria abertamente para a ruiva com lágrimas caindo de seus olhos castanhos avermelhados. Viu-a andar com passos lentos em sua direção. Erza tinha as pernas bambas. Ela sabia que se caísse ali, não conseguiria mais levantar. O azulado a olhava encorajando-a.

- Porque tudo isso? — Perguntou a ruiva controlando seus pequenos soluços, consequência do choro.

- Porque não tudo isso? — Retorquiu Jellal ainda com um sorriso em seus lábios.

Erza riu.

- O sequestro…

- Lucy deu a ideia, mas a parte do restaurante os créditos são todos meus.

Erza se encontrava no meio do caminho. As lágrimas pararam de descer. Um sorriso de pura felicidade enfeitava os lábios delicados. A ruiva se sentia mais leve naquele momento. Jellal havia reconstruído seu casamento somente por ela. Deu os últimos passos para subir ao altar. Estavam de frente para o outro. A faustosidade preenchia a face daqueles dois amantes. Jellal pegou as mãos finas e delgadas da mulher a sua frente e levou até sua boca beijando-as.

- Erza, desculpa-me por aquele dia no bar. Eu não tive intenção alguma de beijar outra mulher que não fosse você. Pode parecer uma desculpa esfarrapada, mas, eu juro, pensei que ela fosse você. — Pediu Jellal. A sinceridade brilhava em seus olhos castanhos.

- Então, eu também peço desculpas por te pressionar tanto a lembrar do passado. Agora eu vejo, não preciso que se recorde de tudo, só preciso de você ao meu lado. — Declarou Erza com os olhos brilhando. Ia chorar novamente.

Jellal levou uma de suas mãos até o rosto da ruiva fazendo uma carícia sutil ali. Erza fechou os olhos com o ato.

- Erza Scarlet… Realmente combina contigo. — Disse Jellal.

Erza se assustou com o antigo nome sendo proferido. Fitou buscando respostas para as perguntas estampadas em sua face. Ele havia lembrado tudo?

- Eu não me lembrei de tudo, mas também não posso dizer que não sei o que aconteceu no passado… Graças a isso. — Pegou o diário de dentro do paletó e mostrou para a ruiva.

- Isso…

- É um diário… O meu diário. — Falou o azulado enquanto colocava o objeto nas mãos de Erza.

- Eu não sabia…

Jellal riu.

- Muito menos eu. Natsu o achou para mim.

Natsu. Lembrou que precisava agradecer ao amigo por tudo o que ele havia feito. Erza segurava o livro como se fosse um tesouro. Estava tão feliz por ele existir. Sorria como uma criança para o diário.

- Erza… — Chamou-a atraindo o seu olhar para ele. Sorriu. — Eu te amo, com ou sem memória. Confesso que depois do acidente tudo foi confuso, muito confuso, porém minha atração por você sempre foi óbvia. Entretanto, agora eu sei. Aquilo não era simples atração, era meu amor controlando meu corpo para sentir o seu, para sentir o seu toque, para sentir o seu amor. — Jellal se ajoelhou antes de continuar falando. — Erza, fiz tudo isso para poder ter perguntar: Você aceita esse homem que te amou antes de perder a memória e que te ama mesmo depois de tê-las perdido para estar ao seu lado por agora e para sempre? — Perguntou Jellal retirando uma caixa de veludo de dentro do bolso de sua calça abrindo-a. Um par de novas alianças de ouro.

Se antes Erza tinha dificuldades por se manter em pé, agora ela nem conseguia ficar em pé. Caiu de joelhos jogando seus braços em volta do pescoço do azulado abraçando-o. As lágrimas, como previstas, faziam-se presentes novamente. Os lábios trêmulos sorriam. Erza não tinha palavras para descrever o que sentia por dentro.

- Eu aceito.

E finalmente o toque esperado aconteceu. Os lábios se uniram num beijo completo de amor. Tudo o que sentia um pelo o outro estava presente naquele ato, naquele momento tão único para o casal de amantes. Era um instante somente deles. As únicas testemunhas eram as estrelas e a lua que brilhavam no céu noturno sobre eles.

E Jellal sabia que desde o momento quando a viu pela primeira vez... Ele nunca mais seria o mesmo sem ela ao seu lado.


Fim.

Notas finais
E ai o que acharam? *----*
Sério to com muito medo de ter estragada toda a história com esse final x.x
Espero opiniões sinceras por parte de vocês u.u
E obrigada por quem leu até aqui o/
Os especiais eu já não tenho data prevista para sairem, visto que minhas aulas voltaram e junto com elas as provas, já que eu não estava em férias, e sim, de greve... E por isso tenho que terminar meu primeiro semestre ainda xD
Ignorando isso, pode ser que eu trago algo na próxima semana, mas não acredito que seja um dos especiais, talvez uma oneshot... Então é isso o/
Beijos :3