Never Be The Same
3 Dor
Notas iniciais
Aqui estou eu com mais um capítulo! Esse ficou maior com o anterior! E sério nunca escrevi um capítulo desse tamanho x.x
Mas pelo lado bom, consegui terminar antes de dar uma semana!... Eu acho xD
Espero que aproveitem e gostem desse capítulo! E o próximo será o penúltimo.
03. Dor
Os raios solares perfuravam por entre as cortinas do quarto de hóspede acordando certa ruiva. Irritada, ela virou-se de um lado para o outro procurando uma posição confortável. Por fim, desistiu. Sentou-se soltando um sonolento bocejo juntando água em seus olhos com o ato. Erza estava com os cabelos ruivos totalmente desalinhados. Vestia uma blusa de alça fina, que estavam caídas sobre os ombros, e um short pequeno. Era seu pijama para dias de calor extremo.
Calçou seus chinelos e entrou no banheiro. Depois de tudo feito, foi até a cozinha. Caminhou lentamente até o cômodo, visto que era fim de semana e ela não tinha trabalho. Quando Erza chegou a seu destino, viu Jellal tentando preparar algo. O cheiro de queimado o denunciava que não estava conseguindo cumprir seu objetivo.
– O que está tentando fazer? Queimar minha cozinha? — Perguntou a ruiva num tom divertido.
Jellal olhou para a mulher encostada na batente da porta. Ela parecia se divertir com a sua tentativo frustrada de fazer algo para comer. Jellal sorriu. Desde aquele dia Erza parecia menos triste. Todas as vezes que seus olhares se encontravam, ela sorria. O azulado ficava aliviado com isso, já que não aguentava ver o rosto entristecido de sua esposa.
– Panquecas. — Respondeu o azulado mostrando uma massa completamente queimada na frigideira.
Erza o encarou interrogativa.
– Você sabe fazer panquecas?
O Fernandes riu sem graça.
– Bem, eu tentei seguir a receita... — Ele olhou para a massa. -... Mas não deu certo. Pelo visto não sou bom cozinhando.
– Realmente você não é. — Concordou a ruiva rindo. — Eu nunca fiz panquecas antes, mas que tal se tentarmos juntos?
Jellal a fitou novamente. Ela mantinha um sorriso calmo nos lábios. Ele estendeu a mão em sua direção como uma resposta silenciosa a pergunta dela. Erza foi até o homem e segurou sua mão.
E assim eles passaram os minutos seguintes. No meio do processo, Jellal não aguentou. Enfiou um dedo na massa cremosa e, em seguida, passou no rosto da ruiva. Erza não deixou de revidar. Por fim, depois de muitas dedadas e risadas, eles tinham terminado. E felizmente, as panquecas não estavam queimadas. Erza se sentiu extremamente orgulhosa.
– Irei me limpar, depois venho comer. — Anunciou a ruiva já dando a volta para sair da cozinha, porém foi impedida.
Jellal segurava o pulso da moça impedindo-a de seguir seu caminho. Erza o encarava confusa e somente esperou que ele se pronunciasse. Entretanto, ele não falou nada somente a observou. A mulher de longos cabelos ruivos se encontrava num estado tentador para o azulado. As alças de sua blusa estavam novamente caídas sobre os ombros. Tinha massa de panqueca em sua bochecha direita, um pouco perto da boca rosada e carnuda da ruiva e, a parte que mais lhe chamava atenção, o seu pescoço cheio de respingo que escorriam numa lenta e prazerosa visão por entre os seios da mulher. Jellal ficava louco com aquela imagem.
– Deixa que eu limpo — sussurrou o azulado com uma voz rouca e baixa bem perto do ouvido de Erza causando-lhe arrepios.
Jellal puxou a mulher para perto de si, abraçando-a apertado, colando seus corpos um no outro. Erza soltou um murmúrio de surpresa com o ato, porém o que mais a surpreendeu foi seus olhos... Eles estavam como na noite quando Jellal a beijou pela primeira vez depois do acidente... Estavam nublados.
Os lábios firmes do homem começaram sua lenta caminhada pela face da ruiva. Distribuía leves beijos e lambidas pela bochecha já corada de Erza retirando a massa ali presente. Suas mãos grandes foram para as coxas torneadas e delicadas levantando-as até Erza o rodear com elas. A prensou contra a parede quando seus beijos desceram para o colo. Jellal a ouvia suspirar com prazer e como aquilo o enlouquecia.
Erza não sabia se gostava ou não daquela nova versão do marido. Jellal antes do acidente não era de tomar iniciativas como fazia agora. Era sempre ela que iniciava. Porém, quem ela queria enganar? Ela gostava sim desse Jellal. Amava as carícias ousadas e sem vergonha alguma de tocá-la. O outro Jellal era mais tímido, no início sempre a tocava com cuidado, com medo de fazer algo errado. Erza queria ser dominada.
Jellal não entendia o que acontecia consigo. Tudo o que ele mais queria ela ter Erza toda para si. Não sabia de onde vinha essa necessidade de fazê-la sua, muito provavelmente vinha dos sentimentos que sentia pela ruiva antes de perder a memória, mas quem disse que ele se importava? O importante agora era que ele a faria sua.
O azulado parou as carícias no pescoço de Erza e se afastou um pouco. Castanhos nublados e castanhos brilhantes se encaram. Hipnotizado, Jellal uniu seus lábios com os dela. A dança fervorosa se iniciou. Erza estava totalmente entregue ao seu marido. Passou os braços pelo pescoço dele segurando os fios azulados firmemente com as mãos. Apertou mais suas pernas envolta da cintura dele. Ela precisava de apoio, pois sabia que não aguentaria com seu próprio peso.
A mão direita de Jellal subia para o pescoço da ruiva a puxando mais para si para aprofundar mais o beijo intenso. Já à esquerda, subia para a cintura fina. Adentrou por de baixa da blusa fina subindo enquanto acariciava firmemente todo o corpo da mulher. Quando chegou ao seio esquerda de Erza, ele o envolveu com certa força o apertando. Erza gemeu entre o beijo, Jellal sorriu maliciosamente. Com as pontas dos dedos, ele circundou o bico do seio, excitando-o para depois começar a dar leves puxões e belisco. Erza suspirava, gemia o nome de Jellal cada vez mais agora que seus lábios estavam separados. Com a mão direita, Jellal levantou a blusa e levou até os lábios entreabertos de sua esposa.
– Segura para mim. — Sussurrou com um sorriso astuto e uma voz carregada de malícia.
Erza corou mais do que já estava corada, mas isso não a impediu de fazer o que o marido tinha pedido. Segurou o pano com a boca deixando seus seios à mostra, já que não estava usando sutiã. Jellal sorriu ainda mais e a pressionou mais contra a parede. Com o ato, Erza o sentiu. O membro rígido dele contra sua intimidade.
– Jel- Ah! — Gemeu assim que Jellal abocanhou seu seio esquerdo.
Jellal chupava e mordia com vontade. Enlouquecendo a mulher em seus braços e a si mesmo. Erza gemia cada vez mais o nome dele. Nada faria o azulado parar nem mesmo o telefone que começara a tocar.
“Ignore, ignore, ignore”Repetia na sua mente sem parar o que fazia, mas seja quem for atrás da linha telefone não desistiria tão fácil. Prova disso era o aparelho tocando sem parar sequer um segundo. Jellal já diminuía o ritmo de suas carícias, porém o ritmo de sua irritação aumentava. Separou de Erza bufando raivosamente e foi até o telefone. Depois que Jellal saiu, a ruiva precisou se apoiar na parede até se recuperar.
– Quem é? — Perguntou Jellal ao atender telefone, sua voz seca e irritada, porém aquele que ligara não se importou com isso.
– Hey Jellal! Bora’ ir num parque de diversões?
Aquela voz alegre só podia ser de Natsu.
– O quê?
– Parque de diversões! Eu e a Lucy conseguimos quatro ingressos, então, vamos?
Dava para perceber a empolgação do rosado, e isso acabou apaziguando um pouco a raiva que sentia. Erza já tinha se recuperado e agora se encontrava ao seu lado. Jellal perguntou se ela queria ir, a ruiva abriu um sorriso e seus olhos brilharam em entusiasmo. O azulado nem precisou esperar ela dizer a resposta.
– Nós vamos. — Afirmou. — Quando?
– Agora. Passamos daqui meia hora para pegarmos vocês.
E assim Natsu desligou. Jellal colocou o aparelho de volta ao gancho.
– Melhor irmos nós arrumar, eles disseram que daqui meia hora passam aqui. — O azulado disse para a esposa.
Erza não esperou mais nada. Saiu dali e foi até seu quarto se arrumar. Jellal sorriu com a empolgação da ruiva e foi para a cozinha. Comeu suas panquecas e depois foi se arrumar.
O casal Dragneel estava atrasado a mais de 15min. Erza batia a sola de seu sapato diversas vezes do chão como sinal de impaciência. Faltava muito pouco, muito pouco para ela ligar para os amigos e xingá-los de todas as formas possíveis. Entretanto, para a sorte deles ou não, a campainha soou pelo apartamento.
– Mais que droga Natsu Dragneel! Se você marca um horário trate de respeitá-lo chegando no horário certo! — Gritava a ruiva para o rosado assustado. Natsu somente pedia desculpas.
Nesse momento, a dupla de casais se encontrava no enorme parque de diversões. Lucy e Erza seguiam em frente com os maridos atrás de si. Natsu sempre reclamava quando a loira o puxava para andar nos brinquedos do tipo: carrossel e alguma coisa do amor. Mais o rosada tinha sua vingança também. Escolhia os piores brinquedos para ir. Erza e Jellal seguiam os amigos. Vez ou outra davam suas opiniões que não valiam muito na discussão do casal. Entretanto a próxima atração que Natsu tinha escolhido nem Lucy e nem Erza, mesmo essa demonstrando pouco, aceitaram.
– Ah Lucy! Deixa de ser medrosa e vamos lá! — Exclamava Natsu puxando a loira para a fila.
– Nem pensar Natsu! Você não leu no panfleto? Essa é umas das piores casas mal assombrada que existe! — Gritava Lucy em resposta se agarrando a ruiva.
– Acho que devemos procurar outro brinquedo para ir Natsu — Dizia Erza com uma voz calma, mas por dentro ela não se encontrava bem assim. Para sua infelicidade, Jellal percebeu isso e sorriu.
– Com medo Erza? — Perguntou o azulado com um sorriso sarcástico nos lábios. Ele a estava desafiando. Uma carranca se formou no belo rosto da ruiva.
Natsu mostrou seu grande e vitorioso sorriso. Lucy estava perdida, sem saída, teria que entrar naquele brinquedo de qualquer jeito agora.
– Até parece que tenho medo. — Respondeu a jovem com coragem. — Vamos Lucy! Vamos mostrar que não temos medo.
– Mais eu tenho medo... — Choramingou a loira sendo arrastava agora pela ruiva.
E o desafio começou. Lucy nem se importou, logo no início, já se encontrava abraçada ao rosado. O desespero e medo estampado em seu rosto. Já Natsu estava com o rosto iluminado por causa do desespero de sua esposa. Erza já se mantinha mais firme. Estava com medo, claro, mas não daria gostinho de vitória para seu marido. Isso nunca! Ou pensou assim. No meio da atração, a ruiva sente algo puxando seu pé e quando se virou para trás... Eis que surge um ogro. Erza solta um grito agudo. Jellal a esperou pronto para abraçá-la assim que ela se jogasse em seus braços, mas não teve essa felicidade. Ele não sabia de onde, mas a ruiva tinha conseguido achar um pedaço de madeira e agora batia no pobre monstro. Jellal não esperava essa reação tão... perigosa por parte de sua mulher. No fim, eles foram expulsos da casa mal assombrada.
Natsu ria escandalosamente, pois ele tinha presenciado a cena da “monstra” Erza batendo no indefeso ogro. Entretanto, parou assim que recebeu um olhar mortal por parte da ruiva. Jellal riu um pouco, mas parou quando também recebeu o olhar. E Lucy? Oh, ela era a única que estava imensamente agradecida por Erza ter batido naquele ogro, afinal graças a isso ela não precisou ir até o final da atração.
– Ei! Por que não vamos comer algo agora? — Perguntou Lucy.
– Boa ideia Lucy. — Erza concordou.
As meninas nem ao menos esperam as respostas dos rapazes. Natsu era um comilão nato. Obviamente ele aceitaria a oferta. Jellal ia aceitar de qualquer jeito, afinal não queria contrariar sua mulher. Enfim, eles procuram um lugar para se sentarem e assim feito discutiram para ver o que cada um ia comer. Pratos escolhidos, Natsu e Lucy foram os primeiros a buscar deixando o casal Fernandes sozinhos.
Silêncio.
Nenhum dos dois falava alguma coisa. Ambos estavam perdidos em seus pensamentos. Erza pensava no acontecimento de hoje cedo na cozinha. Imaginava se poderia acontecer algo parecido novamente assim que chegassem a casa. As maças de seu rosto adquiriram um leve tom rosado com o pensamento. Contudo, foi logo puxada para a realidade com o chamado de Jellal.
– S-sim? — Gaguejou por ter sido tirada subitamente de sua mente.
Jellal permaneceu em silêncio por mais alguns segundos. Ele fitava o nada quando perguntou:
– Erza, essa não é nossa primeira vez num parque de diversões certo?
Os castanhos avermelhados se arregalaram. O coração da ruiva bateu forte algumas vezes antes de adquirem um ritmo mais rápido. Por acaso Jellal estava recuperando sua memória? Ele finalmente se lembraria de tudo que haviam passado juntos? Erza teve seu corpo dominado pela esperança.
– Sim — Respondeu num sussurro. — Você me trouxe escondida de meus pais ao um parque de diversões... Foi quando você me pediu em namoro. — Completou, seus olhos brilhavam esperançosos.
Jellal se assustou com a informação. Não imaginava que fosse tão marcante assim. Ele não tinha lembrado completamente. Só sentia algo nostálgico. Como se já estivesse em um lugar como aquele acompanhado de mais alguém. Suspirou cansado com a tentativa de lembrar algo.
– Onde exatamente eu me declarei para você? — Perguntou o azulado. Talvez, mas só talvez se fosse para tal lugar ele poderia recordar.
– Na roda gigante.
Jellal sorriu minimamente. Roda gigante. Tão clichê.
– Vamos para lá. — Anunciou já se levantando e pronto para ir.
– Mas Lucy e Natsu não che-
– Chegamos! — Declarou Lucy alheia ao que acontecia com o casal.
– Chegaram, agora vamos. — Disse Jellal pegando no pulso da ruiva e a puxando consigo até o brinquedo.
– Ei Erza! Onde vocês estão indo? — Gritou Lucy totalmente confusa assim como seu marido ao seu lado.
– Depois te explico! — Replicou Erza.
Os dois já se encontravam dentro do brinquedo. O silêncio predominou aquela pequena cabine. Jellal olhava para todos os lados, sua cabeça pensando mil por hora. Ele precisava lembrar-se de pelo menos algo, por menor que fosse. O azulado via os olhos esperançosos da mulher a sua frente o encarando. Não queria colocar um semblante triste naquele rosto tão bonito. Meia volta completa.
– Recordou-se de algo? — Perguntou Erza, suas mãos agarravam com força a calça que vestia.
Jellal suspirou derrotado.
– Sinto muito Erza. — Pediu baixando o olhar. Não queria ver o desânimo no rosto alvo de Erza.
– Não precisa se desculpar Jellal — A ruiva disse sentando-se ao lado do homem. Segurou suas mãos com as suas antes de continuar. — Você não precisa se lembrar de tudo agora, ainda temos bastante tempo.
O azulado fitou a companheira. Ela não tinha o semblante abatido, ao contrário, ainda o mantinha com esperanças. Jellal a abraçou enterrando seu rosto no pescoço dela.
– Eu prometo Erza, eu irei me lembrar custe o que custar.
– Tenho certeza que irá.
Ficaram abraçados até a roda gigante terminar a outra meia volta. Desceram com as mãos dadas. Erza estava pronta para ligar para Lucy, mas parou. Ela tinha tido uma ideia. E como ela tinha sido burra por não ter pensando naquilo antes! Virou-se abruptamente para Jellal o sobressaltando.
– Jellal porque não façamos isso de novo?
– Façamos isso de novo o quê?
– Visitar lugares que já fomos juntos, quem sabe você não se lembre de alguma coisa! — Exclamava a ruiva estupefata.
Jellal pensou. Não era uma má ideia e imaginou porque não tinha pensado naquilo antes. Porém deixou isso de lado e concordou com a ruiva. Erza abriu um enorme sorriso animado.
O mês passou. Erza sempre quando tinha chance levava Jellal para algum lugar. No início o azulado até que gostava de ir para tantos lugares tendo a ruiva como companheira. Entretanto, com o tempo, Erza começou a pressioná-lo a recordar. Ele sabia que teria tal pressão por parte da mulher, só não esperava que fosse tanta. Estava cansado fisicamente quanto mentalmente. Necessitava de um descanso, pois se encontrava em seu limite. Infelizmente, Erza não tinha percebido.
– Jellal se prepare! Amanhã quero visitar esses lugares... — Dizia mostrando diversas fotos.
Ele já não ouvia. Sua cabeça pendia para baixo. Seus olhos estavam sem energias. O maior desejo dele naquele momento era deitar em sua cama e poder descansar, e por isso tentou.
– Erza... — Chamou-a.
Todavia ela não parava. Continuava falando sobre seus planos para o dia de amanhã.
– Erza.
Nada. Jellal apertava com força o tecido azul marinho de sua calça. Não queria brigar, não queria explodir, mas a ruiva não o ajudava em nada. Custava ela o ouvir e ficar quieta por só alguns segundos?
– ERZA! — Gritou.
O chamado a fez parar. Ela o olhava temerosa. Jellal jamais ergueu a voz para ela, aquela era a primeira vez. Seu corpo começou a dar leves espasmos.
– O-o que foi?
– Não podemos só descansar? Não precisamos ir a todos esses lugares tão já... Você mesmo disse que temos tempo. — Falou o azulado com a voz arrastada.
– Mas Jellal! Porque precisamos perder tempo? Se apressarmos mais rápido suas memórias viram... Tenho certeza disso! — Exclamava Erza ficando exaltada com a possibilidade de ter que adiar seus planos. — Além disso...
– Chega Erza, chega! Eu não aguento mais isso! Preciso de um descanso. — Berrava o azulado. Tanto que no momento de calor, ele precisou se levantar. Passava as mãos pelos fios azuis num sinal de nervosismo.
Erza estava pasma. Afinal, seu marido jamais gritou com ela dessa maneira. Já tinha sim elevado o tom, mas nunca daquele jeito. Ela tremia sem qualquer resistência. Jellal se irritou ainda mais por fazê-la ficar naquele estado, contudo não podia ceder. Pegou sua jaqueta e saiu de maneira estrondosa do apartamento. A ruiva nem teve forças para impedi-lo ou de ao menos perguntar para onde ia.
Jellal andava pelas ruas sem rumo aparente. Ele deseja muito voltar ao apartamento e pedi desculpas a sua ruiva, mas não o fez. Ainda estava zangado, tanto com ela quanto com ele mesmo. Por que não se segurou? Por que não aguentou mais um pouco? Por que, diabos, ele não lembrava nada?
– Ei Jellal!
Olhou para trás para ver quem o chamava e reparou-se com o amigo de cabelos rosados sorridente. Só que, dessa vez, se encontrava sozinho. Esperou que ele o alcançasse.
– O que faz por aqui nesse horário? — Perguntou olhando para o relógio. Já passava das 22h.
– Tive um desentendimento com a Lucy — Respondeu sem pestanejar. — E você?
– Um com a Erza.
Os dois suspiraram. Aquelas mulheres eram problemáticas demais.
– Quer ir beber? — Ofereceu Natsu. Jellal concordou.
Desolada. Era esse o sentimento que invadia o corpo da ruiva. Erza tinha se paralisado. Não moveu sequer um centímetro desde a saída do azulado. Ela chorava silenciosamente, na verdade, não tinha reparado nas lágrimas. Fitava as fotos em cima da mesa, por que não o pressionou tanto? Ela não queria fazer aquilo. Mais agora era tarde demais, Jellal estava zangado e Erza não sabia o que fazer naquela situação além de ficar ali... Sem fazer nada.
Ficou mais alguns minutos na quietude de sua sala, até o telefone tocar. O soar do aparelho preenchia todo aquele silêncio. Porém não foi capaz de fazer a ruiva se mover... Pelo menos não pelos próximos segundos, afinal podia ser Jellal.
– Erza!
Desapontamento.
Não era Jellal, mas sim Lucy. Ela teria deixado o telefone cair no tapete se não fosse pela voz desesperada da loira. Limpou suas lágrimas e deu a devida atenção a amiga.
Erza e Lucy estavam paradas em frente a um bar noturno. A loira apreensiva olhava o letreiro luminoso. Segundo o que tinha contado a ruiva, Lucy havia recebido uma ligação de uma pessoa insuportável e tal ser lhe dissera que Natsu e Jellal se encontravam naquele bar. Porém o mais preocupante era o tom sugestivo daquela que lhe ligara. As duas trocaram olhares buscando coragem para o que viesse e juntas adentraram.
Os mundos das duas foram destruídos.
Nenhuma delas acreditava no que seus olhos viam. Não queriam acreditar.
Além do mais que esposa ia querer acreditar quando viam seus maridos aos beijos com uma estranha?
Erza não viu a reação da loira, mas a dela foi ficar paralisada uma vez mais naquele dia. Seus olhos ardiam e as lágrimas desceram. A pele já clara, agora estava branca. Os tremores haviam voltado com mais força. Abaixou o olhar. Uma dor excruciante invadiu lenta e tortuosamente seu peito. Aquilo não podia ser verdade. Ergueu os castanhos avermelhados para confirmar, para sua tortura, a cena. Jellal não estava mais aos beijos com a outra, porém ainda a tinha em seus braços. Entretanto, ele achava para a ruiva. Seus olhos estavam arregalados. Nem ele acreditava no que passava. E uma dor invadiu-lhe ao ver o coração de Erza se desmanchando em vários pedaços por culpa dele.
Notas finais
O penúltimo capítulo sairá daqui não sei quantos dias haha... Vou dar uma semana também u.u
Assim que eu terminar Never be the same, eu já irei vim com outro projeto, dessa vez sendo Nalu...
Bom espero que tenham gostado...
Beijos a todos :3
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