Neve e Confissões: O Natal dos Nara
1 Capítulo 1: A Véspera e os Segredos de Ino
A residência dos Nara transbordava aconchego. O som rítmico da lareira crepitando misturava-se ao aroma irresistível de comida caseira que dominava o ambiente. Temari estava radiante; vestia um macacão verde-bandeira que acentuava suas curvas e, sobre saltos altos, exalava uma elegância autoritária. Mesmo exuberante, ela não abandonava o pragmatismo, coordenando os preparativos com precisão, enquanto Shikamaru, fiel ao seu estilo preguiçoso, observava tudo de um canto com um olhar levemente entediado.
O toque da campainha anunciou a chegada de novos convidados. Sakura chegou acompanhada de Ino, Sai e seu filho único Inojin, que não perdeu tempo e subiu as escadas para se juntar a Shikadai.
— Onde está a Sarada? — questionou Temari, curiosa.
— Com o pai — Sakura respondeu, com um suspiro nostálgico. — Sasuke não é muito chegado a festas de fim de ano. Inventou uma missão de última hora e carregou a menina junto. Sinto falta da família toda reunida...
— Este ano muitos faltaram — comentou Temari. — Kiba e Choji estão com suas famílias. Kakashi-sensei viajou para o País das Fontes Termais; ele seguiu os passos safados do nosso eterno Jiraiya! Já Kankuro e Gaara viajaram com meu sobrinho Shinki, e a Tenten foi passar o Natal com o Gai-sensei.
Sakura franziu o cenho, confusa. — Como assim? Eu achei que ela tivesse algo com o Lee ou... até com o Neji, se ele estivesse aqui.
— Nada disso! — Temari sorriu. — Ela tinha vergonha da diferença de idade, mas depois da Quarta Guerra, o tempo que passou cuidando dele virou amor. Ela se declarou e, embora o Gai achasse que fosse pena no início, hoje vivem um romance vibrante. Ela diz que a cadeira de rodas é só um detalhe perto da "Força da Juventude" dele.
— Se ele tiver o mesmo gás dos desafios com o Kakashi... — Sakura riu, sendo interrompida pela entrada triunfal de Ino.
A loira cruzou a porta carregando travessas, seguida por Sai. Ino usava um vestido marsala com uma fenda ousada que revelava a perna até a coxa. Havia um brilho diferente em seu olhar, uma vibração que preenchia a sala onde Kurenai, Mirai e Iruka já conversavam.
Na cozinha, a atmosfera ficou mais íntima.
— Ino, ainda bem que chegou! — exclamou Temari. — Preciso de ajuda com os doces.
— Eu adoro essa receita, pena que os ingredientes são sazonais — murmurou Ino, começando a preparar o creme. — O Natal deixa a casa alegre, mas nós, mulheres, trabalhamos o dobro enquanto os maridos só esperam o prato pronto.
Ino analisou a amiga. — Esse macacão ficou esplêndido em você, Temari.
A Nara agradeceu, retirando o avental, mas reclamou de uma leve saliência na barriga, herança da gestação. Ino soltou uma gargalhada. — Amiga, eu estou usando uma cinta que mal me deixa respirar! — confessou. — Na juventude eu era a rainha da dieta. Hoje, meu único exercício é com o Sai. Minha dieta é o corpo do meu marido; às vezes eu "sento, sento, sento" tanto em cima dele que espero "sentar* mais nos próximos dias na esperança de queimar todas as calorias da ceia.
Temari gargalhou alto, atraindo olhares curiosos da sala. — Sorte a sua. Com o Shikamaru no posto de conselheiro do Hokage, sexo agora tem hora marcada ou é na madrugada. Nem posso gemer mais alto para não acordar a casa.
Um estrondo vindo do andar de cima interrompeu a conversa.
— Shikadai! — gritou Temari.
— Foi o videogame, mãe! — a voz do filho ecoou de volta.
— Esses meninos... as habilidades ninja estão passando longe — resmungou Temari, voltando-se para o fogão. — Ino, acende o fogo de trás para mim?
Ino pegou a panela de recheio, mas seu olhar se perdeu por um instante. Viu Sai distraído na leitura de livro qualquer e, logo depois, seus olhos cruzaram com os de Shikamaru na sala. Uma faísca de nostalgia da época da Academia surgiu. Ao tentar se mover com a panela quente, Ino tropeçou em sua própria sandália.
— Merda! — exclamou. No reflexo de não derrubar o doce, ela usou seu chakra para se estabilizar, mas a distração mental causou um efeito colateral: seu Shintenshin agiu involuntariamente por um milésimo de segundo.
Sua mente invadiu a de Shikamaru.
O que ela viu a deixou paralisada. Não eram apenas estratégias de jogo, eram confissões íntimas. “Que problemática...”, pensou o Shikamaru mental, sem notar a intrusa. “Ela sempre foi marrenta, mas eu adoraria ver aquela boca em lugares escondidos... Se eu a pegasse na despensa agora, só empurraria a fenda desse vestido de lado. Não vejo marcas de calcinha, deve ser minúscula... Eu a beijaria soltando aquele cabelo loiro só para ter o prazer de puxar enquanto ela fica de costas para mim.”
Ino sentiu um calor súbito percorrer seu corpo e uma umidade inesperada entre as pernas. Rapidamente, ela desconectou a técnica, o coração disparado.
— Melhor parar por aqui, Ino Yamanaka — sussurrou para si mesma, recompondo-se. — Você é casada e o Sai é um homem maravilhoso.
Sai sentiu um leve desconforto em sua esposa se aproximou, abraçando-a e cobrindo-a de beijos. O gosto do vinho nos lábios dele instigou Ino a sussurrar algumas ousadias em seu ouvido, mas o momento foi interrompido por um lampejo de memória: ele havia esquecido sua taça sobre o móvel de madeira. Temendo manchar a superfície, apressou-se em voltar.
Ao chegar à sala de leitura, encontrou Temari organizando os livros cujas sinopses ele analisava pouco antes.
— Me desculpe, Temari. Esqueci de guardá-los — disse ele, visivelmente sem graça.
— Se quiser algum emprestado, pode levar, contanto que devolva — ela respondeu em tom brincalhão. — Gaara é mestre em levar meus livros e nunca mais trazer de volta.
Sai pegou a taça e levou-a à boca, mas antes que pudesse beber o líquido já morno, Temari segurou seu antebraço com firmeza.
— Não beba isso. Vou servi-lo novamente.
O toque decidido e a voz autoritária de Temari dispararam pensamentos eróticos em Sai. Ele se lembrou das queixas de Shikamaru sobre o temperamento dominador da esposa, e a imagem de Temari assumindo o controle o perturbou. Enquanto ela caminhava em direção à cozinha, Sai se perdeu em uma fantasia: imaginou-se envolvendo-a por trás, pressionando seu corpo contra o dela, deslizando sua mão pelos seios até chegar nas intimidades da "jovem senhora", sentindo-a ceder ao seu toque, umedecendo seus dedos diante do desejo à entrega total.
Ino, percebendo o olhar distante do marido, usou suas habilidades sensoriais para sondar sua mente. No entanto, deparou-se com um pensamento que a fez sorrir vitoriosa: "De todas aqui, minha esposa é a mais gata. Espero que ela não esteja cansada, pois não vejo a hora de fazer amor com ela".
Do outro lado, alheio à invasão, Shikamaru suspirou e olhou para Temari, que organizava o peru na mesa. “É... seria um belo Natal de adolescentes, mas a Temari me aceitou com todos os meus erros. Ela devia soltar o cabelo mais vezes... molda perfeitamente o rosto dela."
A ceia estava apenas começando
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