Não: devagar

Devagar, porque eu não sei

Onde quero ir

Há entre mim e os meus passos

Uma divergência instintiva. — Fernando Pessoa

Já passava das quatro da tarde quando Draco usou sua chave para destrancar a porta da Mansão Black. Sabia muito bem que poderia aparatar dentro na hora que bem entendesse, mas gostava de caminhar quando podia. Assim, aparatou em uma praça próxima de Grimmauld Place e gastou o tempo que normalmente não tinha para pensar no caso de Granger – em Granger, por tabela.

Era segunda, afinal de contas, e havia esperado ansiosamente durante o dia todo um comunicado do Ministério avisando que Granger estaria sendo processada por assassinato, mas este não veio e Granger não apareceu em seu escritório com um, o que significava que ela também não havia recebido nada.

Assim, passou mais de uma hora caminhando sob o céu de Londres – o qual não lhe parecia nada amigável, aliás, com sua cor chumbo fúnebre e nuvens pesadas anunciando uma chuva torrencial para a noite – imaginando o que estaria prendendo o QG dos Aurores que tanto tentara intimidá-los nas últimas semanas. O Ministério não perderia tempo em acusá-la assim que o inquérito acabasse, era o que a Auror Flynn havia sugerido, mas não foi exatamente o que aconteceu.

Passou por sua mente que Potter poderia estar tentando mexer algumas peças do jogo para que Granger não fosse processada a partir da conclusão do inquérito, mas ele não tinha poder suficiente para tanto dentro da Sessão e Draco duvidava que, se tivesse, o usaria, afinal ele não comprometeria sua carreira/casamento pela amiga sabendo que as provas que tinham não poderiam condená-la tendo Draco como advogado de defesa. Ele o havia contratado exatamente para não ter que sujar as mãos macias, constatou com uma careta desgostosa.

A hipótese mais improvável sugerida pela Sra. Smith, aliás, a qual passara metade da tarde indo e voltando a sua sala com possibilidades absurdas sobre o motivo de o Ministério não ter se manifestado, era que o mesmo, milagrosamente, resolvera não acusar Granger e deixar o caso sem resolução após todo o terrorismo feito em cima da imagem de sua cliente com a ajuda de Lilá Brown. Porém, para Draco, jamais deixariam o caso de Weasley – um herói de guerra com fãs por todo o mundo bruxo – ser arquivado sem apontar um culpado. Apenas ainda não havia entendido por que não apontaram oficialmente para Granger.

Respirou fundo, capaz de admitir que a curiosidade o estivesse corroendo, mas certo de que não iria ao Ministério procurar o que não perdera; não faria com que os Aurores percebessem que estava preocupado sobre a decisão deles e da Promotora substituta Parvati Patil. Assim, como de costume, ignorou seus vizinhos e bateu a porta fazendo com que a brisa fria da primeira semana de novembro permanecesse do lado de fora.

Olhou ao redor do vestíbulo percebendo como a casa estava silenciosa e constatando que tudo estava dentro do esperado, embora isso não o preocupasse menos. Granger não deveria estar nada calma sem ter nenhuma resposta do Ministério. Considerando o espírito imediatista que sabia que ela possuía, certamente estava amaldiçoando todos da Promotoria e do QG dos Aurores pela falta de profissionalismo.

Com um suspiro, como se estivesse se preparando para o pior, subiu as escadas e caminhou altivamente pelo corredor completamente iluminado do segundo andar. Era possível ver também que as luzes do quarto dela estavam acesas, pois o tempo lá fora havia escurecido bruscamente nos últimos trinta minutos e ainda lembrava-se claramente que Granger detestava escuridão.

Porém, teve uma surpresa legítima quando adentrou o quarto da mulher e deparou-se com a mesma em sono profundo. Respirando pesadamente abraçada a um travesseiro macio, ela tinha os cabelos presos em um coque que já se desfazia e as pernas completamente desnudas por que, ao contrário da última vez que a havia pegado em tal situação, não usava uma calça, mas um short negro e curto demais para sua sanidade.

Respirou fundo e sentou-se na poltrona perto da janela, observando como Granger parecia tranquila em seu sono e se perguntando como ela havia conseguido dormir com a possibilidade de um processo de assassinato pairando sobre sua cabeça como um agouro quase inevitável.

Desse modo, olhou ao redor, constatando que não havia nenhuma garrafa por ali e que o quarto não cheirava a bebida alcoólica. Além disso, ela nutria uma aparência saudável e corada, então pôde agradecer mentalmente que não havia cedido a bebida naquele último dia, o que considerou uma vitória visto que o próprio Draco havia bebido duas doses generosas de uísque de fogo antes de terminar o expediente.

Uma tigela grande com algo marrom dentro sob a mesinha de cabeceira ao lado da cama lhe chamou a atenção e levantou-se para verificar o que era. Havia uma única colher e ele não hesitou em pegar para experimentar, pois sabia das habilidades de Granger na cozinha. Não se surpreendeu ao sentir o gosto do chocolate na boca, pois já havia percebido – naquele pouco tempo de convivência frequente – como ela gostava do doce. A única coisa que o espantara, aliás, foi constatar que ela já havia comido metade do que estava dentro da tigela apenas naquele dia.

“Não é de se surpreender que as pernas dela estejam mais grossas”, pensou ao encarar novamente aquela parte do corpo dela que sempre o tentara. Entretanto, revirou os olhos para a sua própria atitude infantil e afastou-se até a janela novamente enquanto tentava enfiar em sua cabeça, não pela primeira vez, que não deveria pensar nela dessa forma. Ambos já tinham problemas demais.

Desfez-se do casaco e do terno, estendendo-os no encosto da poltrona antes de sentar-se novamente e esticar as pernas para apoiá-las na poltrona a frente. Encarou Granger por mais alguns minutos até desviar os olhos para a tempestade que efetivamente acontecia do lado de fora, batendo contra a janela de forma insistente enquanto trovões altos pareciam ecoar dentro do quarto e relâmpagos iluminavam a cidade.

— Você não mexeu no meu chocolate, Malfoy. – Franziu o cenho ao ouvir a voz abafada de Granger, embora não pudesse ver seu rosto.

— Como sabia quem era? – Ela suspirou cansada e voltou-se para Draco sem levantar-se, parecendo confortável demais para parecer pensar na possibilidade enquanto buscava calmamente o edredom grosso para cobrir-se.

— Conheço seu perfume, o modo como anda e sei que é o único que mexeria no meu chocolate sem minha permissão. – Draco levantou as sobrancelhas, percebendo como ela lhe parecia ainda mais bonita ao acordar daquela maneira.

— Impressionante. – Ela meneou a cabeça e pegou a tigela novamente, sem se preocupar em sentar-se para pegar mais uma colherada do chocolate firme, que já não caía do talher. – Está tentando contornar a vontade de beber?

Ela pareceu saborear o doce mais do que o necessário, gastando mais tempo do que realmente precisava para finalmente sentar-se e ajeitar-se na cama entre os travesseiros. Então, quando o encarou novamente já não havia mais nenhuma sombra do divertimento anterior em seus olhos castanhos mais escuros do que normalmente eram.

— Não consegui dormir a noite, como de costume, e tive vontade de beber para tentar... Controlar a ansiedade para o que aconteceria hoje. Bem, parece não ter acontecido nada. – Ela deu de ombros e colocou um pouco mais de chocolate da colher. – Venho comendo mais chocolate do que normalmente comeria para tentar me manter sóbria, mas essa... Ânsia de beber para me anestesiar... Não passa nunca. Tive sorte de ter conseguido dormir após o almoço por que... Estava começando a sentir que não resistiria por muito mais tempo.

Granger parecia frustrada por isso e, inclusive, até abriu a boca para dizer algo, mas mudou de ideia e a encheu de chocolate antes que pudesse falar.

— Quanto mais rápido procurar ajuda especializada, mais rápido estará livre disso, Granger. – De forma brusca, ela soltou a colher na tigela e a colocou ao seu lado na cama enquanto as conhecidas manchas de estresse lhe subiam pelo pescoço e desviava os olhos para o outro extremo do quarto.

— Depois de tantos anos me esforçando para ser a melhor, não quero que as coisas acabem assim para mim, Malfoy. – Granger declarou em voz baixa. – Não quero que as pessoas vejam como sou covarde.

— Admitir que precise de ajuda não é fraqueza, pelo contrário. – Argumentou o que pensava.

— Mas fraquejar diante de um simples copo de bebida alcoólica é. – Ela retrucou inflexível – E detesto estar nessa situação. Quando olho no espelho vejo alguém que não gosto. Vejo alguém que dorme de dia por que tem medo do escuro, que está de pijama na frente de quem não deveria, que come mais chocolate do que deve por que só assim consegue ficar mais um dia sem beber, que é odiada por toda a sociedade...

— Já chega... – Nesse ponto, Granger já tinha a voz rouca e a respiração acelerada, mas quando o olhou não havia derramado uma lágrima, embora tivesse os olhos vermelhos e brilhantes.

— Eu não me suporto, Malfoy!

Ela jogou as cobertas para o lado e as pernas para fora da cama e, antes que pudesse contê-la, viu a porta do banheiro ser fechada bem na sua cara. Respirou fundo e encarou a porta de madeira com as mãos na cintura, enquanto tentava colocar a parte racional de seu cérebro – aquela que quase nunca o abandonava – para funcionar, mas tudo que passava por sua mente era o que ela poderia estar fazendo lá dentro se tudo estava tão silencioso.

Colou o ouvido a porta, mas não havia ruído de choro ou de qualquer movimento do lado de dentro. Imaginou que, se ela estivesse de fato chorando, não se prestaria a um escândalo para chamar a atenção visto que acabara de confessar que odiava o estado em que se encontrava.

Fechou os olhos por alguns segundos, apenas podendo imaginar o turbilhão de sensações pelo qual Granger vinha passando nas últimas semanas, pois, por mais que emitisse sua opinião sobre a situação, não fazia ideia de como era sentir-se impotente, fraco, insuportável como ela dizia se sentir e não era sua intenção comparar seus problemas. Entretanto, embora detestasse vê-la daquele jeito, estava certo sobre a bagunça psicológica que ela vinha vivendo, especialmente, naquele dia e não gostaria de estar em outro lugar, pois ali poderia ajudá-la.

— Granger, ouça. – Não ouviu nada do outro lado e engoliu em seco, apoiando a testa na porta e as mãos no portal ao lado da mesma. – Não tem que se importar com o que o resto do mundo acha de você por que não é sua obrigação sempre agradar a todos. Seus problemas não tem a ver com quem quer que seja por que você não deve satisfações a ninguém. São seus e você deve resolvê-los para que isso lhe faça bem e não para que as pessoas lhe encarem de uma forma ou de outra. Mas, olha... Se você se prende tanto à opinião dos outros, essa é a minha: você não é fraca. Pode até estar sendo, no momento, essa pessoa que acabou de descrever, mas você está lutando para não se render a ela de vez e isso, para mim, não é sinal de fraqueza. Além disso, se quer saber, não me importo com o horário que dorme ou com o que está comendo... Desde que possa dividir comigo, de boa vontade.

Houve silêncio do outro lado por alguns momentos e Draco simplesmente esperou. Nunca havia imaginado promover um discurso desse tipo para Granger e, exatamente por isso, percebeu que todas as palavras que saíram de sua boca eram verdadeiras. Não haviam sido planejadas e, talvez, se tivessem sido, não refletiriam o que verdadeiramente pensava sobre ela, como acontecera.

Ainda perdido em pensamentos, entretanto, ouviu a chave da porta ser girada na fechadura de forma lenta e afastou-se para que ela pudesse abri-la. Não havia resquício de choro em seu rosto – pela experiência adquirida nas últimas semanas, sabia que ela não chorava com facilidade -, e, embora seus olhos estivessem vermelhos e brilhantes, ainda aparentavam seriedade.

— Eu espero que esteja falando sério, Malfoy, por que... – Ela cortou o contato visual por alguns segundos, deixando-o confuso, mas não demorou a suspirar antes de voltar a olhá-lo de forma decidida. – Não quero me arrepender.

— Está falando de quê, exatamente? – Perguntou com o cenho franzido, mas a resposta não demorou a vir, pois no segundo seguinte ela o estava beijando.

Não impediu que suas mãos fossem diretamente para a cintura dela, trazendo-a para mais perto e encaixando-a contra seu corpo enquanto Granger segurava e arranhava sua nuca da maneira certa, arrepiando-o de forma lasciva. O beijo dessa vez era quente e exigente, mas gostava desse ritmo e se impunha sempre que ela tentava dominar a situação.

O ruído de suas línguas trabalhando em conjunto, apesar de travarem uma batalha por controle, apenas o excitava mais o fazendo imaginar onde isso os levaria, afinal ela o estava beijando daquela maneira ao mesmo tempo em que usava as mãos para afrouxar sua gravata. Antes que pudesse perceber que estava sendo deliciosamente encurralado, Granger o empurrara contra a escrivaninha, apoiando todo o peso de seu corpo contra o de Draco.

Ofegantes, separaram-se por alguns instantes para que ela pudesse lhe retirar a gravata, finalmente, e abrir os primeiros botões de sua camisa, mas não demorou muito para que suas bocas se encontrassem novamente e Draco percebesse que ela estava deliberadamente excitando-o enquanto mexia os quadris de forma sutil, esfregando-se contra ele com a intenção – alcançada com sucesso, aliás – de deixá-lo duro.

Assim, cansado da posição em que ela o colocou, a distraiu percorrendo toda a extensão de suas pernas com as mãos, como gostaria de ter feito desde que chegara ali, e a prensou contra seu corpo pela bunda macia e proporcional ao corpo feminino de formas perfeitas que descobria aos poucos. Sentiu Granger lhe morder o lábio inferior pela surpresa, mas se deixou ser conduzida em direção à cama enquanto abria os botões da camisa social de cor escura que ele vestia.

Assim que estavam para deitar, porém, ela usou sua força para fazê-lo virar e sentar-se, colocando-se rapidamente sobre seu corpo, as pernas apoiadas ao lado das suas. Draco não se opôs pelo simples fato de que era ela quem estava montando-o – apesar de que ambos estivessem vestidos – e ali poderia senti-la completamente sentada sobre si e seu membro que já incomodava dentro do espaço apertado da calça.

Ela não manteve a pose de controladora por muito tempo, pois mergulhou a mão por baixo de sua blusa, sentindo a pele quente contra seus dedos, arrepiando-a enquanto alcançava seu seio esquerdo. Sorriu satisfeito ao perceber que não usava sutiã ao mesmo tempo em que observou como ela fechou os olhos e soltou um gemido baixo rente a sua boca, apertando seu ombro e nuca com as mãos que mantinha ao redor dele.

A própria Granger retirou a blusa de mangas que ainda usava e não apresentou resistência quando Draco inverteu as posições e acomodou-se sobre ela, tendo os seios nus esmagados contra o seu peito enquanto concentrava-se em beijar e morder seu pescoço perfumado. Passou novamente as mãos por aquelas pernas tentadoras, apertando onde queria e colocou uma ao redor de sua cintura, investindo contra ela para que notasse que estava realmente excitado. Ouviu-a ofegar novamente e parou para olhá-la quando alcançou o seio novamente com a mão direita.

Moveu o dedo sobre o mamilo rosado, sentindo pela segunda vez a firmeza dos seios medianos, enquanto a via fechar os olhos e soltar o ar pelos lábios inchados e vermelhos. Não resistiu novamente e voltou a beijá-la ao mesmo tempo em que trabalhava sentindo o mamilo túrgido sob a palma de sua mão, simplesmente não conseguia manter sua boca longe da dela.

Entretanto, assim que se separaram, moveu seus lábios em direção ao seio, ansioso para senti-la gemer de verdade embaixo de si. Sentia os dedos dela segurando seus cabelos perto da nuca de forma frouxa, incentivando-o a chegar onde gostaria. Mas, antes que pudesse fazê-lo, o som da campainha ecoou por toda Mansão fazendo com que ambos olhassem para cima, como que perguntando se estavam imaginando aquele ruído importuno. Porém, este se fez presente novamente e Draco fechou os olhos, expirando o ar de forma irritada.

Sentiu a boca de Granger sobre a sua novamente e, por alguns segundos, se deixou beijá-la novamente, mas a campainha tocou mais uma vez de forma insistente e dessa vez, finalmente, desistiram. Por que, apesar de beijá-la ser extremamente bom, ainda era o último dia de inquérito e ainda não havia recebido uma resposta e ainda não sabiam o que aconteceria no dia seguinte, então...

— Deve ser algo importante.

Tinha realmente que ser, pensou Draco ao sair de cima dela e encará-la tentando rearranjar sua roupa de forma aceitável. Merlin, como ela era excitante! Seus cachos já estavam completamente soltos e ela tentava alinhá-los após buscar e colocar sua blusa calmamente. Deu-lhe as costas quando ela o encarou com aqueles olhos castanhos penetrantes, os quais ainda expressavam claramente o desejo de alguns momentos atrás, e pegou a gravata, apertando-a com agilidade sobre a camisa e ao redor do pescoço.

— Arrume o cabelo. – Disse ela enquanto prendia o seu próprio cabelo em um coque bem feito. Saíram do quarto exatamente no mesmo instante em que a campainha tocava novamente e Draco bufava com a insistência enquanto o mundo desabava em chuva do lado de fora. Andaram lado a lado ao mesmo tempo em que recolocava o terno na tentativa de disfarçar a camisa completamente amassada. – Vamos falar sobre isso?

— Acho que se quisermos manter isso... – Apontou os dois com um sinal de mão. – Funcionando temos que conversar sobre aquilo.

Granger meneou a cabeça, como se estivesse concordando e pareceu dar-se por satisfeita, esperando na escada enquanto Draco avançava para a porta sem hesitações. Eis o que pensava: Granger ainda era sua cliente e ainda tinha problemas demais, então conversar era a saída. Porém, todos os seus pensamentos se desviaram do que havia acontecido no segundo andar quando se deparou com a figura parada embaixo da porta de sua casa.

— Tia?

Ela não se fez de rogada e entrou imediatamente, molhando todo o vestíbulo assim que a porta foi fechada atrás de si. A senhora retirou o capuz e os encarou de forma desesperada, os olhos vermelhos pelo choro, o que lhe pareceu bastante incomum. Granger também se mostrou surpresa quando terminou de descer as escadas e emparelhou ao seu lado.

— Andrômeda, o que aconteceu? – A mulher respirou fundo e soluçou por um momento antes de conseguir falar.

— Teddy foi preso.

No próximo capítulo

— As digitais não identificadas que foram encontradas na casa de Ron e Hermione no dia... No dia em que ele morreu... Batem com as de Teddy.

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— Veja bem, estamos em lados opostos e nessas circunstâncias eu preciso ser um obstáculo muito empenhado em atrapalhá-la.

— Está me ameaçando?

--x--

— Estou cansada de ficar presa nessa casa, com as mãos atadas, Malfoy. Quero me sentir útil e não vejo melhor momento para me envolver, ainda que extraoficialmente, se não agora que Teddy está sendo ameaçado.

— Tenho uma condição, Granger.

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Notas finais
Oláááá!! Como vocês estão?! :D Gente, adorei os comentários do capítulo anterior, vocês foram tão observadores!!! Sinceramente, muito obrigada pelo carinho e por todos eles, espero que tenham gostado deste capítulo e apareçam por aqui novamente pra me dizer o que acharam. Entããão, Hermione e Draco se aproximaram e cederam aos seus instintos. Mas será que Hermione foi impulsiva ou calculou tudo? Enquanto relia, pude perceber que há deixas para essa possibilidade e fiquei bastante feliz por isso kkkkkkkk O que vocês acharam sobre o desabafo dela? Hermione tem uma visão um tanto depreciativa de si mesma no momento, não? Acho que o fato de estar presa aquela casa, sem trabalho ou qualquer ocupação, mesmo sendo diversão, não ajuda muito não? E eles não chegaram aos "finalmentes", embora eu ache que a maioria de vocês queira isso né? :v Bem, me digam :D Bem, até o próximo, galera!! :D