When I think more than I ought to think

And do things I never should do

I drink much more than I ought to drink

Because it brings me back you

– Granger apareceu por aqui?

Perguntou Draco assim que abriu a porta da cozinha e deparou-se com Andrômeda sentada à mesa fazendo algumas anotações. A senhora arqueou uma das sobrancelhas, parecendo confusa, mas negou.

– Aconteceu algo?

Dizer apenas que havia “acontecido algo” era eufemismo, acontecera uma tragédia! Seu trabalho estava sendo jogado no lixo nesse instante e não podia fazer nada para impedir. Granger, certamente, estaria completamente bêbada àquela hora e sequer poderia rastreá-la para tentar colocar um pouco de razão em sua cabeça confusa e, provavelmente, raivosa.

Passara metade da tarde a procurando em todos os lugares que imaginara que ela pudesse estar, mas não fizera muito alarde, pois isso poderia comprometer ainda mais a situação da mulher. Só esperava que ela fosse esperta o suficiente para ir beber longe de olhares curiosos.

Assim, com um suspiro sentou-se de frente para a tia, a qual começara a se preocupar conforme narrava o episódio da entrevista mal sucedida e a reação de sua cliente ao ser perguntada sobre o bebê que havia perdido. Não poderia prever, de qualquer forma, que Evangeline faria uma pergunta tão pessoal, afinal isso era algo que ninguém ou poucas e selecionadas pessoas deveriam ter conhecimento.

– Agora... – Draco respirou fundo, encarando a Andrômeda de forma resignada. – Granger lhe contou sobre essa história?

– Foi uma das épocas em que ficamos mais próximas, Hermione dizia que Harry se negava a culpar Ron pela perda da criança e isso a deixava inconformada. – Andrômeda pareceu um pouco distraída, encarando um ponto qualquer na parede, como se estivesse recordando detalhes desse tempo. – Mas como uma jornalista pode ter descoberto? Não faz sentindo...

– Fará algum quando você confirmar o que eu estou pensando. Quem mais sabe sobre isso?

– Acredito que apenas Harry. – Ela meneou a cabeça. – Talvez Molly, mas não acho que Hermione aceitaria contar algo assim a família de Ron.

– E se Potter sabe, a esposa dele também sabe. – Concluiu vendo Andrômeda franzir o cenho e balançar a cabeça em negativo.

– Ginny não faria isso, Draco. – Ela defendeu, mas Draco apenas bufou incrédulo e levantou-se.

– Por que não quer comprometer ainda mais seu casamento com Potter? – Perguntou ironicamente. – A única coisa que ela quer no momento é atingir Granger.

– Elas sempre foram amigas...

– Granger não tem mais amigos. – Interrompeu Draco.

Talvez Andrômeda ainda pudesse ser considerada uma amiga, mas os de sempre não o eram mais e ela provavelmente percebera isso. Potter estava ocupado demais lidando com sua culpa e Weasley ocupada na mesma medida em jogar a culpa do fracasso de seu casamento sobre Granger. Arthur e Molly Weasley, por outro lado, apenas cumpriam uma obrigação já que a mulher havia sido parte da família por anos e não fazia parte da essência deles deixá-la à deriva, desamparada devido a um ressentimento, mas tinha certeza de que se livrariam de qualquer contato com ela assim que pudessem.

– Isso é... Cruel demais. – Disse ela alguns segundos depois, provavelmente ao ter chegado à mesma conclusão que Draco, o qual simplesmente deu de ombros e abriu a geladeira para beber água.

– E quem mais poderia ter vazado a história, tia?

– Eu não sei... Talvez, Lilá? – Ela respondeu no mesmo instante, mas simplesmente balançou a cabeça descartando a hipótese, como havia feito há algum tempo.

– Weasley não contaria a ela que foi o responsável pelo aborto de Granger. – Ele sequer tinha motivos para fazê-lo, se gostava mesmo de Brown, afinal não mancharia sua imagem de “partido perfeito”.

– Ginny me parece uma opção um pouco improvável.

Sua tia disse parecendo desconfortável por considerar a ruiva a responsável por toda a confusão. Até entendia o ponto da mulher: a Potter não pedira por nada daquilo. Apesar disso, ela não era exatamente o tipo de pessoa que sentava e esperava as coisas acontecerem. Machucar Granger de alguma forma devia estar no topo da sua lista de coisas a fazer com urgência.

– Vou ter uma conversa com Potter. – Andrômeda o seguiu até a varanda.

– Irá procurar briga, é diferente.

Ela cruzou os braços, inconformada com sua atitude, embora não fosse a primeira vez que saía dali “a procura de uma briga”. De qualquer maneira, uma discussão a mais ou a menos com Potter não faria diferença em seu longo histórico de desavenças com o mesmo.

– Se Granger aparecer, mande um patrono.

Aparatou diretamente no Ministério, sentindo o característico puxão em seu umbigo e encontrando-se segundos depois em uma das luxuosas lareiras de mármore negro do local. Ajeitou seu terno azul marinho de maneira elegante e saiu sem mais delongas em direção ao elevador.

Talvez – admitia – brigar com Potter fosse uma maneira de extravasar a raiva que sentia no momento, afinal não poderia/deveria fazer isso da maneira que gostaria quando Granger, a verdadeira causadora de tudo isso, resolvesse aparecer.

E havia ainda Evangeline... Ah, devia ter imaginado que ela lhe trairia um dia. Era a típica pessoa que jogava do lado que mais lhe convinha e Draco até entendia que, nessa guerra, não estava no melhor momento. Entretanto, era um Malfoy e ela devia saber que Malfoy’s não estão acostumados a perder. De qualquer maneira, a hora certa de colocá-la em seu devido lugar chegaria.

Cumprimentou alguns conhecidos ao adentrar o elevador e esperou pacientemente o ponteiro marcar a chegada ao Departamento de Cumprimento dos Direitos Mágicos. Adentrou o QG dos Aurores ao lado de uma senhora que rapidamente sumiu de suas vistas e encaminhou-se diretamente para a sala de Potter, avisando seu destino rapidamente ao jovem de aparência preguiçosa que se encontrava novamente atrás do balcão no hall de entrada do local.

– Mas... – O garoto despertou de sua inércia quase correndo atrás de Draco para alcançá-lo. – O senhor não pode entrar sem ser anunciado. Se esperar alguns minutos, posso...

– Qual o seu nome mesmo? – Virou-e abruptamente para encarar o outro, mas o interrompeu antes que pudesse responder. – Não importa, devia saber que um subalterno qualquer não me lança ordens. Então, se fizer a gentileza de sair da minha frente, eu irei falar com Potter agora.

Assim, simplesmente virou-se e seguiu para a sala do chefe dos aurores, adentrando-a sem cerimônias.

– Malfoy. – Disse levantando os olhos dos papéis que assinava como se não estivesse surpreso. – Não sabe bater?

– Controle sua esposa, Potter, ou eu darei um jeito nela e você não irá gostar. – O outro, que se encontrava sentado atrás de uma escrivaninha de mogno escuro assinando documentos, levantou-se o olhando com atenção.

– Do que está falando?

– Estou falando que a Sra. Potter resolveu jogar do outro lado e vazou para Evangeline Dippet a história do aborto que Granger sofreu há três anos.

– Ginny não faria isso... – Draco bufou olhando para o teto, como se pedisse paciência.

– Ainda não sei por que tentam defendê-la. – Encarou Potter novamente sem se importar em ofendê-lo ao destrinchar os defeitos de sua esposa.

– Nós já nos entendemos, Malfoy, ela não teria motivos para fazer algo desse tipo. – No mesmo instante, Malfoy soltou uma risada de desdém que pareceu irritar o outro.

– Vocês se entenderam, Potter? Então conte-me mais sobre como sua mulher é uma vadia manipuladora...

– Escuta aqui: eu não admito que fale desse modo de Ginny, ela não é como as mulheres com quem está acostumado a lidar. – Potter aumentou o tom, mas não se importou realmente, afinal era o que queria.

– Tudo bem, fale-me quem mais sabe sobre essa história. – O moreno parou para pensar por um momento e sentou-se ao se dar conta de que apenas uma das pessoas que sabiam tinha realmente motivos para divulgá-lo.

– Ginny não perderia a cabeça por isso. – Potter insistiu, irritando-o ainda mais, pois a fé que o outro depositava nas pessoas que amava era completamente cega ao passo que não media esforços para apontar o dedo em direção aos seus desafetos.

– Sinceramente, não conhece quem dorme ao seu lado todas as noites. – O encarou com desprezo pela ingenuidade latente de Grifinórios. – De qualquer maneira, pare sua mulher ou sua querida amiga irá para Azkaban sem passagem de volta.

Draco encarou o outro ciente de que já havia feito o suficiente para deixá-lo com um pé atrás. Tinha certeza de que, ao olhar para a mulher, Potter certamente se perguntaria se a ruiva seria capaz de jogar tão sujo para prejudicar aquela que havia sido sua amiga. Gabava-se de entender sobre funcionava a mente alheia e, principalmente, do previsível Harry Potter. Porém, tinha certeza também de que ele relutaria muito antes de confrontar Ginevra diretamente, afinal de contas, seu casamento entraria novamente em questão e a mulher tinha um batalhão Weasley para defendê-la.

Minimamente satisfeito, entretanto, bateu a porta da sala do mesmo e encaminhou-se até uma das quatro lareiras que se encontravam dispostas naquela sessão ignorando solenemente o olhar de dois aurores que seguiam apressados em direção à sala de Potter. Revirou os olhos pela imbecilidade e, desse modo, mentalizou Grimmauld Place ao aparatar.

Não se surpreendeu ao encontrar apenas o silêncio para recebê-lo, afinal havia sido um dos primeiros lugares onde procurara Granger – assim como a casa em Godric’s Hollow. Não esperava e não obtivera sucesso em nenhuma das empreitadas, pois a mulher era muito menos óbvia do que isso.

Deixando o terno de lado e afrouxando a gravata, deitou-se em um dos sofás da sala de visitas, sentindo os músculos tensos contra as almofadas macias. A sensação de arrependimento por ter aceitado pegar o caso de Granger incomodava. Se deixara envolver muito mais que o normal naquela mente profunda e confusa e não via isso como “aceitável” por nenhum dos ângulos que analisava.

Estava começando a se importar demais com o bem estar dela e sua ida ao Ministério queria dizer exatamente isso, ainda que fosse uma tentativa de colocar Ginny Potter nos eixos. Esse desejo de protegê-la lhe parecia muito mais perturbador que o desejo simplesmente carnal – e um pouco possessivo – de tê-la e não precisava de duas pessoas perturbadas naquela relação estranha que começava a ganhar ares interrogativos em sua cabeça.

Sentou-se de forma confortável e conjurou uma das garrafas de uísque da Mansão Malfoy, o dia estava se saindo mais estressante do que previra. Nada acontecera como o planejado e agora teria de transformar a entrevista exclusiva ao Profeta Diário em uma série de exposições públicas e entrevistas esporádicas na tentativa de ganhar o público, pois aquela matéria certamente não os ajudaria em muita coisa.

Das duas uma: as pessoas encontrariam um motivo pra apoiá-la ou para acusá-la. Lilá certamente tinha advogados bons o suficiente para aconselhá-la de que uma história tão pesada quanto o aborto de um bebê poderia fazer com que as pessoas se identificassem com Granger, se ela soubesse da história, o que duvidava muito. Já Weasley... Ela só queria se vingar da outra, a opinião pública não lhe importava minimamente. Desde que Granger saísse machucada e mentalmente instável, tudo estaria certo para ela.

Assim, duas doses depois – olhos fechados e pés sobre a mesa de centro repleta de detalhes esculpidos em madeira – sentia os músculos de seus ombros e braços confortavelmente relaxados. A escuridão do ambiente certamente contribua para mantê-lo em um estado sonolento ainda que só fizesse algumas horas que o sol havia se colocado no horizonte e a luz da rua lá fora deixasse a sala clara o suficiente para distinguir as formas perfeitas dos móveis.

Entretanto, quando o barulho da porta batendo contra a parede soou no térreo, alto demais para quebrar o silêncio de forma perturbadora e suficiente para que sua tia Walburga acordasse estressada em seu quadro, Draco sentou-se alerta, a mente racionando rápido o suficiente para mandar a garrafa de uísque de volta para sua casa com um feitiço e levantar-se, ajeitando a camisa e a gravata da melhor forma que podia enquanto ouvia os passos de Granger subindo a escada lentamente.

– Escória da raça humana, vá embora da minha casa, você não é bem vinda aqui!

Ouviu a mulher resmungar em resposta, baixo demais para que pudesse entender. Acendeu a lareira com um aceno de varinha e virou-se para a entrada da sala de vistas onde Granger apareceu apoiando-se miseravelmente no portal largo de madeira. Ela passaria direto, com a intenção de subir ao seu quarto no segundo andar, se não o tivesse visto lá e estacado de forma desajeitada enquanto o encarava com os olhos semicerrados.

– Eu imaginei que estaria aqui, você ficou tão previsível. – A voz dela estava muito arrastada, mas não pastosa ao ponto de não conseguir formular uma frase, embora o fato de pensar e falar muito lentamente talvez ajudasse.

– Não sou o único que ficou previsível aqui, pelo visto.

Ela soltou um riso e colocou a cabeça contra a parede fechando os olhos por alguns segundos, onde Draco pôde verificar que sua aparência não se encontrava tão deplorável quanto esperava. Os cachos ainda estavam presos e a roupa um pouco amassada, com o laço que havia embaixo do pescoço completamente desfeito. Os sapatos de saltos altíssimos encontravam-se seguros em uma das mãos e o rosto estava corado e um pouco inchado, mas já a havia visto em estado pior certa vez.

– Você vai me repreender? – Ela perguntou com os olhos moles fitando-o debochadamente. – Ronald costumava fazer isso com bastante frequência, mas não adiantava muito...

– Onde estava?

– Fui a um bar trouxa, o dono é um velho amigo. Ele me mandou embora quando achou que já havia bebido demais. – Ela soltou os sapatos sobre o chão de madeira e o encarou novamente, suspirando insatisfeita. – Sou adulta, lutei em uma guerra... E estão sempre querendo controlar o que faço, não é irônico?

– E você aparatou aqui? Não pensou que poderia perder um braço sem a concentração que o álcool tirou de você? – Perguntou ignorando o falatório de bêbada, mas ela fez o mesmo e continuou como se não lhe tivesse ouvido.

– O primeiro foi Ronald, é claro, quando começamos a namorar ele achou que de alguma forma tinha autoridade sobre mim. Foram... Tantas brigas sobre isso. Sinceramente, acho que estávamos dopados demais quando resolvemos que éramos perfeitos um para o outro e decidimos nos casar. – Ela soltou um riso desdenhoso encarando um ponto qualquer no chão, como se estivesse revivendo em sua mente as memórias que tinha do marido. – E houve Harry. Argh, ele sempre quis mandar em mim, sempre achando que suas opiniões eram as melhores... Completamente irritante. Ginny tem a mesma mania, aliás!

– Fica falante quando bebe, que ótimo. – Pelo menos seria mais fácil do que encontrá-la chorando. Ele encaminhou-se para ela e a virou sem protestos para colocá-la no rumo da escada. – Vamos, precisa tomar um banho.

– Agora, nenhum deles está aqui, mas tenho você para ditar qual o próximo passo que devo dar. – Granger começou a subir, apoiando-se na parede com um lado do corpo e olhando os degraus para pisar com muita cautela, afinal ainda estava sã o suficiente para saber que podia cair. Draco, entretanto, sem paciência, a segurou pela cintura e a guiou escada acima para que não tropeçasse. – Isso é vergonhoso, devo dizer. O deixa frustrado, não é?

– O que faço é parte do meu trabalho.

Draco teve a impressão de que tentou convencer mais a si mesmo do que a ela, que pareceu soltar ainda mais o peso em seus braços quando chegaram ao corredor do segundo andar, quase completamente escuro não fosse a iluminação da cidade que adentrava o local por uma janela no fim do corredor.

– Ainda assim... – Ela suspirou profundamente. – Sei que prefere a Granger que fazia seu próprio caminho.

– O que quer dizer? – Sentiu seu corpo enrijecer de desconforto.

– Me disse que precisava voltar a ser Hermione Granger... – A mulher trançou os próprios pés e Draco diminuiu o ritmo da caminhada para que ela pudesse acompanhá-lo sem dificuldade. – Me sinto tão distante dela, Malfoy.

Draco conservou o silêncio por alguns instantes, pois não sabia o que dizer. Ela estava, sim, muito distante da Granger que costumava “fazer seu próprio caminho”, mas agora via esta como uma farsa bem montada e talvez fosse bom que estivesse tão distante do que era, talvez isso acabasse com sua veia dissimulada.

– Estava errado. – Sentiu o olhar dela sobre seu rosto, mas não a encarou de volta. – Ainda é a mesma, apenas se desfez do véu que usava para torná-la diferente, para fazer com que as pessoas gostassem de você mais facilmente. Só... Precisa fazer com que a aceitem pelo é, não pelo que aparenta ser.

Por que essa era a causa de todos os problemas de Granger: o aparentar ser. Ela não dependia de Ronald para se manter como Promotora da Suprema Corte, não precisava ter escondido de todos que sofrera um aborto, não deveria ter continuado aquele casamento. Porém, queria aparentar ser bem sucedida em âmbito pessoal e profissional e tudo isso culminara no ponto em que Weasley fora morto, pois se ela não houvesse escolhido “aparentar ser” não estaria na posição de suspeita do assassinato do marido.

– Então, irá continuar ao meu lado... Fazendo meu caminho, ainda que não goste?

– Quem disse que não gosto? – Disse em tom de deboche. – Sou um Malfoy, tenho o dom para comandar.

Pararam em frente à porta do quarto dela, mas, antes que pudesse estender a mão livre em direção à maçaneta, Granger encostou-se a mesma e o puxou contra si fazendo com que seus corpos colidissem e se mantivessem colados na escuridão, as respirações se misturando tentadoramente.

– Ainda assim, vejo a forma como me olha. Quer desesperadamente encontrar resquícios da antiga Granger... – Draco engoliu em seco ao senti-la tão próxima como nunca, seus narizes roçando levemente enquanto ela se mantinha na ponta dos pés e falava em sussurro, arrepiando-o. – Aquela que você desejava.

Inesperadamente, a boca dela colou à sua antes que pudesse digerir o que havia acabado de ouvir. Draco não pensou em muita coisa, exceto que os lábios que roçavam os seus, movendo-se lentamente em uma carícia que pedia por mais, eram os de Granger.

Porém, antes que pudesse ceder à tentação, empurrou-a levemente fazendo com que tomassem pelo menos um passo de distância, o que ainda considerava bastante inadequado visto a situação em que se encontravam.

– Granger, isso não...

– Não é verdade? – Ela interrompeu ironicamente, aproximando-se novamente e segurando o braço do loiro para colocá-lo ao redor de sua cintura, como se encontrava antes. Sentiu os seios dela pressionados contra seu peito e tinha certeza que Granger estava tão ciente disso quanto ele, ainda que não tão tensa. – Posso guardar seu segredo, se fizer o mesmo com o meu.

Draco geralmente gostava de ouvi-la falar, ela não fazia isso com facilidade e ajudava bastante quando a mesma resolvia verbalizar seus pensamentos. Entretanto, não estava realmente curioso para saber o que viria a seguir por que a respiração dela contra seu pescoço significava problemas que não gostaria de ter que lidar futuramente.

– Está bêbada e se arrependerá disso amanhã. – Declarou segurando-a pelos ombros para mantê-la longe.

Pôde ver, na semiescuridão, que ela encostou a cabeça contra a porta e sorriu fechando os olhos, o que considerou tão excitante que precisou fechar os olhos por alguns segundos para que voltasse a pensar com a razão, pois o quadro a sua frente era perigoso demais para sua sanidade mental. Porém, isso poderia ser considerado nada em comparação ao segredo que supostamente deveria guardar.

– Costumava me tocar pensando em você.

Listen to me, why is everything so hazy?

Isn't that she, or my mind is going crazy, dear?

Notas finais
Eeeei! Capítulo grande não?! Como vocês estão depois disso?!! Há tanta coisa que quero falar que nem sei por onde começar. Vamos lá! Ao contrário do que muita gente achou, não foi Lilá, ou pelo menos Draco achou que não, que vazou a história do aborto pra Evangeline. O que acharam disso?! Ginny já se mostrou bastante detestável, seria capaz de algo assim? Outra coisa que queria dizer a vocês é que vão perceber que não há realmente um vilão na história. Todos correm atrás de seus interesses, tipo a Regra do jogo que ainda não assiste, mas sei do slogan: qual o limite entre o certo e o errado? kkkkkkkkk Viajei, mas é nesse ponto que quero chegar! E Hermione que, como muitos já esperavam, foi afogar as mágoas na bebida. Gostaria de lembrar que ela já se segurou uma vez, embora eu não tenha salientado, que foi quando descobriu que Lilá estava grávida. Então o que acharam?? Vamos falar sobre isso?!! :D Descobrimos que a atração entre eles é recíproca :o Eu até achei que esse final ficaria pesado, mas olhando a Hermione que temos, percebi que ficaria completamente plausível com a história. Gostaram? Como Draco irá reagir? :v Mas tudo isso é o que achei, quero é saber a opinião de vocês por que leitores novos apareceram, espero que continuem me ando oi! :D Muito obrigada a todos, de qualquer maneira, quero sempre falar tanto (como vocês percebem nessas notas kkk) Continuando os agradecimentos, gostaria de agradecer a Carol pela segunda recomendação da história, fico tão feliz quando sei que vocês gostam tanto a ponto de tirar um tempinho pra isso, além dos comentários, pra elogiar a hstória *_* Muito obrigada mesmo! Ah, perceberam que tem capa nova? Eu que fiz! E a música que aparece no capítulo é Lilac Wine, eu adoro ela na voz da Miley e combina bastante com a história! Acho que era SÓ isso mesmo kkkkk Até o próximo, galera, beijão :D