Notas iniciais
Olá, minhas lindas Neuróticas. (Como em psicose nós eramos psicóticas, agora esse é nosso novo apelido.) Viram só, eu não demorei. Senti saudade de vocês e aqui está um capítulo saindo do forno..
Por hora quero agradecer a
Shanndra_483 , PandinhaKaulitz , Samira22, e a Gleicy Kaulitz por não me abandonarem e confiarem em mim, obrigada.
É muito triste, saber que minha fic recebia 10 reviews por cap, agora só recebe 4 .. Mas eu sei, acho que mereço de certa forma. Mas se Deus quiser, Neurose vai ser um dia, oq Psicose foi.
Amo muito todas vocês, e as novas leitoras.
Beijos, enjoy.

Chegamos em minha casa. Eu tinha tantas perguntas a fazer para Bill, mas tinha medo de como ele reagiria, afinal ele estava tão agressivo desde nosso encontro.

Estávamos em meu quarto, o silêncio gritava em minha cabeça, era algo ensurdecedor. Provavelmente esse era o momento em que estaríamos nos declarando um ao outro, fazendo promessas, nos beijando, ou no mínimo nos olhando de forma apaixonada, e agora nada disso existia mais.

Quando me dei conta, os olhos de Bill estavam colados em mim, e essa foi minha deixa para iniciar uma conversa.

- Bill eu... — Tentei falar.

- Não temos tempo pra isso.

- Bill — Eu já começara a chorar. — Não suporto ser tratada por você desse jeito. O que houve?

- Nada Diana. — Respondeu sério, desviando o olhar.

- Eu sinto muito se eu fiz algo, mas eu realmente não consigo me lembrar, tudo que eu me lembro era que você foi embora. — Só de lembrar daquela terrível passagem de minha vida, uma dor insuportável se instalou em meu peito. — Eu não suporto ficar tão distante de você, mesmo tão perto. Eu não suporto a sua frieza, não suporto. Eu poderia suportar tudo, qualquer coisa, suportaria morrer, ser torturada até a morte e não reclamar de nada, mas não suporto não poder te tocar, dizer que te amo, sentir você, por completo... — Confessei.

- Temos outras coisas com o que nos preocupar. — Respondeu com uma frieza que me desmoronou por dentro.

- Como você pode ser tão frio?

- Só estou dizendo que não há tempo para idiotices.

- Idiotices? — Não dava para acreditar. — Você acha o meu amor por você idiotice?

- Você entendeu. — Disse virando-se para encarar a janela.

- Bill, eu só preciso de uma explicação. E mais nada, se você me disser que não me ama eu vou entender. — Eu menti para mim mesma, eu não entenderia, eu iria preferir morrer que ouvir isso.

- Isso é loucura.

- É loucura me amar? — Perguntei aproximando-me dele. — Se você não me amar, me impeça de te tocar. — Eu abracei por trás, eu senti a tensão em seus músculos. — Se não me amar, me impeça te sentir. Me impeça de te beijar.

Bill serrou os olhos com força.

- Já chega Diana. — Gritou, empurrando-me.

- Bill o que esta havendo? Você não pode me tratar assim e simplesmente me evitar o tempo todo. Eu te fiz alguma coisa? — Engoli a seco ao perguntar isso.

- Você não entende... — Ele começou.

- Eu entenderia se você explicasse. — Interrompi-o.

- Nós temos muitos problemas.

- É só isso que você tem para me dizer?

- Por hora sim. — Disse frio.

- Bill, eu... — Eu não tinha mais argumentos capazes de forçá-lo a dizer o que estava havendo.

- Zomegons. — Foi tudo o que ele disse.

- Quem ou o que são esses? — Perguntei sem entender.

- Perigosos. — Respondeu seco, olhando pela vidraça da janela.

- O que você quer dizer com isso Bill? — Eu não entendia, por que ele não desembuchava de uma vez. Sempre que o perguntava algo, a única maneira de comunicação para ele era se esquivando.

- É complicado.

- Bill — Aumentei graduadamente o tom de minha voz, cansada de tantos rodeios. — Eu não sou tão burra assim, se você me contar eu irei entender.
Ele fechou os olhos, suspirou e então começou.

- Zomegons são uma espécie de inspetores e vigilantes no meu mundo. Quando eu tive de partir fizemos um acordo de que eu voltaria simplesmente para te proteger, mas de alguma maneira eles desvendaram meus sentimentos por você, e isso é contra as leis de nosso acordo. Foi um erro ter me deixado levar por esse sentimento, uma idiotice. Agora, eles não podem saber que eu ... — ele pigarreou. Imagino que no lugar desse pigarro, a frase eu te amo, tomaria perfeito lugar. — Se eles souberem de nosso envolvimento, está tudo perdido, e eu serei banido para sempre.

- Como eles souberam? — Perguntei com medo.

- Meu coração. Ele não batia, eu não sentia.

É claro, quando nos conhecemos Bill me dissera que seu coração não batia, que começou a bater no momento em que ele passasse a sentir algo, e não-humanos não sentem nada.

- Mas o que pode ser feito? — Perguntei em choque.

- Seguir as regras. — Fitou-me sério.

- Quer dizer que você... — Eu sabia exatamente o que Bill estivera falando. Nós teríamos de nos afastar, quero dizer, viver sem expressar nosso amor, e eu definitivamente não sei se poderia suportar isso.

- Sim. — Respondeu sem vida.

- Mas Bill...

- Não temos argumentos a nosso favor.

- Como assim não temos? Quero dizer, o que tem de errado em nos apaixonarmos, o que tem de errado em sentir?

- Não fui eu quem ditou as regras. Eles estão nos observando 24h, não me surpreendo se nos vigiassem por mais tempo.

- Então é isso? Você vai desistir de me amar? Se é que você ainda ama. — Engoli em seco, e senti todos os meu medos sendo engolidos com a saliva.
Bill lançou-me um olhar perverso.

- Eu serei banido, você tem ideia do que isso quer dizer?

- Desculpe-me se eu não quero ter que abrir mão dos meus sentimentos por você. E quando isso vai acabar? Quero dizer, um dia eles deixarão de nos perseguir?

- Não.

Eu sempre soube que ao lado de Bill minha vida nunca seria perfeita. Nós não nunca poderíamos ir para a faculdade juntos, nunca iríamos nos casar, ter uma casa com jardim e cercas brancas, ou um cachorro chamado Ben. Nunca teríamos filhos, nunca seriamos normais. Eu já estava abrindo mão da minha vida por ele, e não me importava, agora teríamos mais essa limitação?

- Eu abri mão da minha vida por você, e agora isso? Não posso se quer beijar o meu namorado? — Quando me dei conta da última palavra de minha frase, um frio na espinha percorreu meu corpo. Bill nunca havia dito que éramos namorados, nunca se quer mencionou nenhuma palavra que se quer significasse isso.
O silêncio pairou no ar, e aquilo me deixava irada. Eu tinha que tomar uma decisão. É claro que tê-lo perto de mim era melhor que não vê-lo nunca mais. Ou pelo menos era para ser assim...

- Se você tem tanto medo de ser banido, eu vou facilitar as coisas.

Finalmente Bill olhou em meus olhos.

- O que quer dizer com isso?

- Que não quero mais te ver. — Respondi. Pude jurar que ouvi meu coração se quebrando.

- O que?

- Eu não quero te ver mais. Nunca mais. Já que não podemos viver o que sentimos, não quero mais te ver. Assim vou sofrer menos. Tenho certeza.

Bill parecia não acreditar no que eu estava dizendo, mas eu também não acreditei quando ele dissera que nosso sentimento era idiotice, então estávamos quites.

- Você tem certeza disso?

Todas as células de meu corpo gritavam, dizendo que eu estava errada e que de fato aquilo não era o que eu queria.

- Sim. — Respondi, lutando contra todas as minhas forças, e que agora, pareciam que iriam me matar.

- Não precisa ser assim.

Era preciso, e ele sabia. De que adiantava tê-lo perto sem poder viver com ele? Tê-lo com um estranho, como um amigo no máximo, e eu não conseguia encará-lo dessa forma. Bill era meu homem, meu amor e não meu amigo.

- Estou decidida. — Disse fria.

- Tudo bem. — Ele respirou fundo, esticou-se, depositou um beijo em minha testa como se fosse uma obrigação e saiu porta a fora.

Bill estava levando tudo de mim, a minha vida e todo o meu ar. Se essa era a coisa certa a fazer? Ainda estou me perguntando, mas nem eu mesmo sabia.

Notas finais
Gostaram?