Notas iniciais
ooooi liebes, Tô feliz por que Neurose recebeu sua primeira recomendação. E espero que seja a primeira de umas 10 no mínimo né? kkkkkkkk
Sabem, eu acho qe fiz a maior merda escrevendo Neurose em outra Fic, eu deveria ter continuado em Psicose mesmo, por que parece que todo mundo sumiu :/ Mas fazer o que né, se eu pudesse, voltaria no tempo. Obrigada Nikey e Samira22, por serem fofas e as únicas que responderam minha mensagem até agora :/
P.s: Neurose está de capa nova, gostaram?

A noite chegou calma e quente. Eu acabara de tomar banho, e mesmo assim sentia calor. Não sei se devido a temperatura ambiente, ou pela temperatura altíssima de meu corpo. Eu parecia queimar em chamas, me sentia um lixo humano, completamente vazia. A algumas horas atrás Bill e eu acabamos de ter uma briga, que pôs fim em tudo, todos os momentos, tudo de mim. Talvez essa fosse só uma briga típica de casal. Afinal, quem nunca teve um namorado e já brigou com ele a ponto de terminar, e voltaram de novo? Mas o x da questão era que Bill não era meu namorado. Ele era minha vida, o motivo pelo qual eu existia, o motivo pelo qual eu tinha forças para respirar. Ele era tudo isso, menos meu namorado.

Respirar. Isso parecia tão fácil. Mas sem ele, era como se eu estivesse presa em uma cápsula, ou em algo que me sufocasse por completa. Peguei o celular. Nenhuma ligação. O meu coração se estilhaçou em mil pedaços e eu sentia como se estivesse vazia, sem ter nada. Sem ter motivação para nada. Onde eu estava com a cabeça para me apaixonar por ele, onde estava com a cabeça para deixá-lo ir. Como pude me deixar levar por uma idiotice, assim como Bill mesmo disse.

Mas não era idiotice. Não para mim. Era a minha vida, tudo de mim que estava em jogo. Eram os beijos molhados e deliciosos de Bill, era aquele corpo maravilhoso, era ele por completo. Talvez existisse uma forma de quebrar essa regra estabelecida pelos Zomegons, talvez se nós nos escondêssemos.

Talvez se... Eu morresse. Se eu morrer Bill e eu poderíamos viver nosso amor, mesmo estando mortos. Mas a essa altura, eu já não tinha mais tanta certeza de que Bill realmente me amava. Nunca pensei que perdê-lo poderia ser tão doloroso.

– Eu mandei você ficar no quarto. — Ouvi a voz de Adrian ecoando por meu quarto.

– E eu não me lembro de ter que te obedecer. — Respondi seca, sem deixar de pensar em meu plano de morrer.

– Dill, está agressiva. — Adrian riu maliciosamente.

– O que você quer?

– Bill está de volta não é? — Sorriu de forma sínica.

– O que você tem a ver com isso? — Em geral, Adrian sempre passava-me segurança e conforto, e eu nunca o trataria mal. Mas eu estava com medo, por que ele e Bill estavam estranhos, e Adrian faria tudo que fosse possível para me separar de Bill.

– Os zomegons já sabem disso... — Onde ele queria chegar?

– O que você sabe sobre eles? — Ele estava escondendo alguma coisa, eu podia sentir.

– Digamos, que eu dei um jeito deles saberem.

– Você o que? Foi você quem contou sobre Bill e eu? — Perguntei incrédula.

– Claro, afinal, eu te quero só para mim, não estou disposto a dividir de forma alguma.

– Seu monstro. Você é doente. Você tirou de mim a razão da minha vida. Eu nunca vou amar você nem metade do que eu amo Bill. — Gritei com as lágrimas nos olhos.

– Eu não tive escolha. E cá entre nós... — Adrian se esticou, para cochixar em meu ouvido, como se fosse me contar um segredo. — Sem ele é bem mais fácil te controlar.

– Me controlar? — perguntei sem entender.

– Claro. Ou você se esqueceu da nossa noite de amor?

– Do que você está falando? — Estava com medo de saber do que se tratava.

– Eu acho que você vai ter que descobrir sozinha. — Adrian desapareceu, no instante em que meu pai abriu a porta.

– Filha?

– Oi pai. — Suspirei, tentando me acalmar.

– Como você está? — Ele parecia cansado.

– Bem, e você?

– Preocupado. — Ele abraçou-me de forma tão forte, que pude sentir seu coração bater.

– Você ficou tanto tempo fora, mal sabe de Marlin.

– O que houve com ela? — Quando ele pronunciou esse nome, uma descarga de adrenalina tomou conta de cada parte de meu corpo.

– Ela foi encontrada morta, com os olhos arrancados. O rosto completamente desfigurado.

Marlin estava morta? Como assim? Será que era disso de que Adrian estava se referindo?

– Como assim pai... eu... eu... eu não sabia.

– Você ficou fora por tanto tempo... Lukas está péssimo.

– Meu Deus, eu não sei o que dizer. — Na verdade o medo me impedia de dizer qualquer coisa.

Será que eu tinha matado Marlin, será que era disso que Adrian se referia? Eu não teria tamanha frieza para cometer uma atrocidade dessas, jamais, e disso eu tinha total certeza. Mas Adrian podia me controlar, ele já fizera isso uma vez, por que não me induziria a matar Marlin? Um frio assustador percorreu minha espinha, instalando-se em minha nuca. Era muito excesso de informação para um só dia.

Primeiro Bill, depois Adrian, agora Marlin? A única coisa que eu queria, era ter Bill aqui e agora, para me abraçar e me fazer esquecer tudo. Mas eu o tirei da minha vida, o abandonei, eu o deixei ir. Para sempre.

– Lukas quer falar com você. — Disse meu pai. Imediatamente lembrei-me do ultimo dia em que o vi. Barlabar havia o capturado, e dito que Lukas ainda seria muito útil para ele. Era difícil acreditar.

– Tudo bem, eu vou ligar para ele. — Respondi, esquivando-me de um possível encontro.

– Ele quer te ver Dill, está muito triste.

Mas eu não queria vê-lo, de forma alguma. Ele saberia que a morte de sua mãe teria a ver comigo, ele sabia que sua vida começou a se transformar depois daquele acontecimento terrível no galpão da rua 17, e se eu tivesse matado a mãe dele? E se ele soubesse disso?

– Eu vou aparecer lá. — Tudo bem filha, obrigado. — Meu pai sorriu.

– Pai, quando ela morreu? — Perguntei.

– No mesmo dia em que você desapareceu.

Essa resposta causou-me um terrível desconforto em meu estômago. No mesmo dia em que eu desapareci. só havia quatro suspeitos em minha cabeça. Eu, Bill, Adrian ou Barlabar, mas eu deveria descartar a ultima opção, até por que, Bill e Adrian o baniu para sempre. Não foi?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.