Notas iniciais
Olá. Estou aqui novamente, lembram-se de mim? KaulitzT, ou Thaísa .. Está é Neurose, continuação de Psicose... Na verdade, parece que eu mesma me esqueci. Me perdoem por isso, por deixá-las. Eu não queria, mas não sei o aconteceu comigo, não sei o que me desmotivou a escrever e sinto muito por isso. Mas cá estou novamente e dessa vez eu prometo não demorar tanto quanto da última vez para postar. A fic vai toar rumos e proporções diferentes, eu estava pensando e resolvi mudar muitas coisas, mas confiem em mim, terá muito mais sentido e ficará muito melhor. Espero que não tenham me abandonado.
Obrigada Samira, por ter enviado aquele mensagem perguntando se eu havia abandonado a fic, eu me fiz essa mesma pergunta e resolvi voltar, desta vez com força total.
Beijos, boa leitura.
p.s: Aconselho vocês a lerem os caps anteriores pois depois de tanto tempo vocês podem não entender. Realmente não vão entender, por que a história voltou ao momento em que Dill acordou, como se nada do que aconteceu com Adrian tivesse acontecido, de qualquer forma vocês vão entender, assim como Diana.

Minha cabeça doía, sentia meu corpo tremer de forma descompassada, eu tinha medo e aquilo tudo me causava náuseas.

Como num impulso, abri meus olhos, e o ar parecia doer ao entrar em meus pulmões.
Deparei-me com o rosto de alguém familiar, um rapaz loiros de olhos azuis.
Adrian, sim eu me lembro.
Uma nostalgiadolorosa tomou conta do meu ser.

Eu me lembrei, sim, lembrei de tudo. Marlinmatou minha mãe, Barlabarestragando minha vida, e a pior parte, perder ele, o meu amor, meu Bill.

– Adrian, cadêo Bill? — Levantei num pulo. Eu precisava do meu amor do meu lado.

– O que? — Ele perguntou atordoado.

– Bill. Cadêele? — Perguntei agarrando o colarinho da blusa de Adrian.
Ele não respondeu, apenas riu descontroladamente.

– O que é? — Perguntei sem entender o motivo de tamanha diversão.

– Não é possivelque depois de tudo que fizemos você ainda se lembre dele. — Continuou com as gargalhadas.

– O que? O que nós fizemos? — Perguntei atordoada.

– Dill. — Adrianaproximou-se de mim colocando uma mecha de cabelo atrás de minha orelha. — Como não se lembra da noite que tivemos? Ela foi tão maravilhosa.

– Do que você está falando? — Perguntei de forma violenta.

– Dill, não se faça de boba. — Ele disse abrindo um sorriso malicioso.

– Não sei do que você está falando.

– Acho que você terá que lembrar sozinha.

Adrianme aprecia sombrio, diferente daquele Adrianno qual eu me sentia segura. E Bill? Onde ele estava? Eu me lembro da ultima vez em que o vi, e a remota lembrança fez com que um dor insuportável tomasse conta do meu peito.

– Eu quero sair daqui, onde estou? — Perguntei enquanto Adrianvasculhava a gaveta de uma cômodaestilo 1850.

– Você logo vai saber. — Respondeu frio.

– E meu pai? cadêele?

– Chega de perguntas Diana. — Cuspiu as palavras de forma violenta. — Eu vou precisar sair, e você vai ficar aqui.

– Eu não quero ficar aqui Adrian.

– Eu não te dei a opção de escolher. — Adriannunca fora a pessoa em que eu mais confiava no mundo, mas por algum motivo ele estava diferente, muito diferente.

Ele saiu pela porta e eu ouvi a mesma sendo trancada. O que estava acontecendo?

Senti uma presença no quarto onde estava, um frio eriçouos pelos de minha nuca, alguém estava ali. Uma energia diferente pairou no ar, não sei se boa ou ruim.

– Bill! — Sorri ao me virar e vê-lo ali.
A dor havia desaparecido, e meus músculosrelaxaram de forma

tão rápidaque chegou a doer, mas aquela dor não fazia nem cocegasse comparado ao êxtaseque a felicidade por tê-lo ali havia liberado em meu corpo.

Voei em seus braços, como se quisesse enfia-lo para dentro de meu corpo, como se quisesse prende-lo e nunca mais solta-lo.
Bill me abraçou com a mesma necessidade. Seu cheiroera doce e eu me sentia confortável e segura em saber que ele estava ali.

Como era bom te-lôde volta em meus braços.

Colei nossos lábios de forma rápidae delicada. Beijei-o como se o mundo fosse acabar amanhã, senti sua línguaquente tocar a minha e um arrepiopercorreu o meu corpo.

– Eu te amo! — sussurrei assim que o ar voltou a meus pulmões.

– Temos que sair daqui. — Disse ele ignorando totalmente minha revelação.

Bill tateoua porta e num piscar de olhos ela estava aberta. Como ele fez isso?

Puxou-me pela mão e saímos correndo dobrando os corredores. O recintoera estranho e me causava arrepios, os corredores eram escuros e sombrios, aquilo era no mínimo algum tipo de pensão, ou motel barato. As pessoas nos olhavam assustadas e tinham feições velhas, acabadas, tão sombrias quando seus corredores.

Finalmente saímosdaquele misterioso motel. Saltamos no primeiro táxie Bill disse o endereço de minha casa.
Não sabia onde estávamos. Eu estava sentada ao lado de Bill e examinei sua expressão, ele estava preocupado com algo, e não me contara o que era.

Percebi também que ele havia mudado muito. A jaqueta de couro quase rasgava em seusmúsculos, seus cabelos agora batiam acima dos ombros, e que ombros largos.Troco definido, eu poderia jurar que Bill havia frequentado a academia por um ano ou dois. Suas pernas esguiaso deixavam ainda mais másculo. Em seu rosto, os traços eram mais definidos. Bill era com toda a certeza, o homem mais perfeito do mundo. E era meu. Pelo menos eu preferia acreditar nisso.

Mas por que ele não havia dito que também me amava, como fez das outras vezes? Por que não deu um sorriso em me ver, claro, ele me abraçou de forma calorosa, mas por que ele estava tão sério, e misterioso? E a pergunta que eu havia esquecido de me perguntar, como ele voltou? pelo que eu me lembrava, ele teria de partir quando eu descobrisse tudo, não era? Não que eu estivesse questionando esta questão a fim que querer que ele fosse embora novamente, eu não suportaria perde-lo, mas e as regras? E por que de repente Adriane ele estavam tão... mudados?

– Bill — Encorajei–me a falar. — O que esta acontecendo? — Ele continuou frio e estático como se não me ouvisse falar. Deslizei–me pelo banco traseiro, até ficar colada com ele. — Bill — tentei comunicação novamente, só que dessa vez, tocando seu braço.

Ele me lançou um olhar perverso, como se estivesse advertentomeu ato. Ele não queria conversar, não queria nem olhar pra minha cara. Talvez ele não me amasse mais, talvez ele estivesse cansado de mim e arrependido por ter me conhecido e ter que proteger a todo o instante.

Não pense isso! – ouvi a voz de Bill ecoando pela minha cabeça, mas como? Eu estava olhando para ele e ele nem se quer moveu os lábios, nem olhava para mim, e o que ele queria dizer com "nem pense nisso"? Eu não havia dito nenhuma palavra sobre meus pensamentos de que ele poderia estar cansado de mim, do que ele estava falando? Se é que estava falando.

Talvez eu tivesse imaginado isso, como se de alguma forma eu quisesseouvir isso vindo dele. Mas sua voz era tão clara, parecia tão ... real...

Lembrei-me de todos os bons momentos que passei ao lado de Bill, todos os "Eu também te amo" que recebi em troca, o que não aconteceu desta vez.

Meu coração estava palpitando dentro de mim, e eu estava com medo de perdê-lo. Deixe-me levar pelas emoçõese segurei sua mão direita.

Eu gelei. Fiquei estática, paralisada, morta quando Bill simplesmente soltou sua mão da minha com toda a frieza, com todo o desprezo. Eu me senti suja, me senti a pior pessoa do mundo. Por que ele fez isso?

Notas finais
O que acham que está acontecendo? Por que Adrian e Bill estão tão frios com a Dill, e por que Bill voltou e como conseguiu voltar? Façam suas apostas.