O Quartel General dos Aurores tratava-se de um enorme átrio oval dentro de uma das Sessões do Ministério – O Departamento de Cumprimento dos Direitos Mágicos. Algumas das salas possuíam janelas de vidro, mas nada se podia ver devido às cortinas de tecido pesado em tom azul escuro. Quatro lareiras se encontravam no fundo da sala, logo abaixo do enorme e ostentoso brasão dos aurores. A lenda dizia que todos os dias, os mesmos faziam fila para prestar continência em frente àquele brasão quando Moody ainda era o chefe por ali. Porém, Potter era previsivelmente menos autoritário, assim como menos eficiente.

Um auror loiro de aparência extremamente entediada encontrava-se atrás de um balcão envelopando e endereçando cartas lentamente. Draco bateu no balcão visto que o mesmo sequer percebera a chegada deles, fazendo o jovem levantar o rosto assustando-se ao perceber de quem se tratava. Adorava fazer aquele tipo de coisa com estagiários, era um prazer secreto torturá-los psicologicamente.

– Onde o depoimento da Srta. Granger será tomado?

– Na sala de reuniões, senhor. – O auror levantou-se para acompanhá-los, mas Draco o ignorou, já conduzindo Granger até a última porta, mais perto das lareiras.

– Não precisava ser tão rude.

– Não estamos aqui para discutir os meus modos, Srta. Granger. – Disse o nome dela de forma irônica visto que nunca a chamava assim.

Granger, como esperava, sequer se deu ao trabalho de responder e, ignorando-o, bateu levemente na porta da sala de reuniões, adentrando-a sem demora. Alguns aurores conversavam tranquilamente, inclusive Potter, que se encontrava de braços cruzados falando em tom particular com um senhor mais velho.

– Boa tarde a todos.

Cumprimentou ela, sentando-se à cabeceira da mesa sem necessidade de convites e começando a acuar boa parte dos homens ali presentes. Sua fama não alcançava apenas o setor jurídico, mas todo o Ministério, ela poderia ser muito intimidadora quando queria. Sorriu minimamente, agradecendo mentalmente que a mulher estivesse colaborando do jeito que gostava pelo menos ali. Apertou a mão de alguns conhecidos – pois intimidação era uma boa estratégia, mas mostrar que conhecia algumas pessoas nunca era demais – e sentou-se ao seu lado direito, desabotoando o terno sem pressa.

– Podemos começar? – Perguntou, percebendo que nenhum dos aurores ali presentes se movera. Talvez esperassem uma Hermione Granger abatida, com os olhos vermelhos e inchados rodeados por olheiras, mas jamais deixaria um de seus clientes aparecer em público desse modo. Ela perdera o marido, não a dignidade.

– Sra. Weasley, meu nome é Lauren Flynn e irei conduzir o seu depoimento. De acordo?

A auror sentada na outra ponta da grande mesa oval se pronunciou. Tinha cabelos curtos e encaracolados e feições muito rígidas que a envelheciam, embora não parecesse ter mais de 50 anos. Sua expressão praticamente desafiava Granger dizendo que, apesar de estar perante uma autoridade, ainda conduziria seu trabalho como se ela fosse uma simples civil. Gostava desse tipo de gente.

– Claro.

– Como era o seu relacionamento com o Sr. Weasley? – Uma pena de repetição rápida e um bloco enfeitiçado tomavam nota de cada palavra que alguém pronunciava.

– Éramos casados há 12 anos, havia divergências. – Granger deu de ombros.

– De que tipo?

– Você sabe, toalha molhada sobre a cama; bagunças no banheiro; louça suja na pia. Coisas de marido e mulher, ele não era perfeito. – Draco capturou o olhar de Potter, do outro lado da mesa, encarando-o em confusão, certamente perguntando-se que tipo de estratégia era aquela.

– Srta. Granger, está prestando esclarecimentos sobre a acusação de Lavender Brown, está ciente disso? Esse é um depoimento sério e agradeceríamos se colaborasse. – A auror tentou intimidá-la, no que Granger apenas cruzou as pernas e a encarou friamente. Algo naquela troca de olhares intensa fez o loiro imaginar que aquela não era a primeira vez que as duas mulheres se cruzavam.

– Se quer respostas diretas, faça perguntas diretas.

Não colaborar com os aurores ajudava qualquer acusado por algum tempo, as investigações estavam apenas começando e, como Flynn disse, Hermione estava prestando esclarecimentos devido à queixa de Brown, não havia sido formalmente acusada pelo assassinato de Weasley e só o faria caso os aurores reunissem provas suficientes.

– Onde estava na noite da morte de Ronald? – Perguntou a auror, já impaciente.

– No Caldeirão Furado.

– Tem testemunhas que podem atestar essa afirmação?

– Harry Potter esteve comigo. – Todos encaravam o moreno, que se remexeu desconfortável na cadeira.

– Procede, senhor Potter?

– Sim. – Respondeu ele, sem mais delongas.

Draco correu os olhos de Potter para Granger, curioso para saber o motivo do comportamento resignado do primeiro em relação à afirmação de sua cliente. Será que não esperava que ela dissesse que estivera com ele? Será que tivera de encobertar uma mentira da melhor amiga e estava incomodado por mentir aos colegas?

– Por quanto tempo ficaram no Caldeirão Furado?

– Mais de uma hora, não me lembro com exatidão.

– Segundo os peritos, Ronald morreu às 01h47min AM e ao chamar os aurores disse que, quando chegou em casa, o corpo estava estirado no banheiro. Por que estava fora tão tarde em uma terça-feira? – Draco pôde perceber que, com as mãos sobre o colo, Hermione começava a brincar nervosamente com os dedos, parecendo alheia ao ato de ansiedade.

– Sempre trabalho até tarde, muita gente sabe disso. Naquela noite, em especial, saí para beber algo com Harry.

– Uma mulher casada bebendo um drinque com um homem casado tarde da noite em um bar-hospedaria? – Disse Flynn, com um sorriso malicioso, no que Draco inclinou-se sobre a mesa, calma e seriamente.

– Seu trabalho não é fazer suposições, auror Flynn. – Disse, friamente, no que a mulher o ignorou enquanto encarava Hermione seriamente.

– Não vejo nada de errado em sair para confraternizar com amigos de longa data, você vê?

– Não estou sendo interrogada aqui. – A auror consultou rapidamente seu bloco de anotações. – A que horas chegou em casa naquela noite?

– Pouco depois das 02h00min AM.

– Não se lembra de nenhum horário com exatidão e disse que saiu para beber. Estava bêbada?

– Não.

– Há quanto tempo não via seu marido? – Perguntou Flynn, parecendo perceber que algo estava errado em toda aquela condescendência de Ronald com seu trabalho e com o fato de Granger ter saído para beber com um homem, mesmo que este tenha sido amigo de ambos.

– Desde a noite anterior à sua morte, fomos há um jantar na casa dos pais dele.

– Haviam se desentendido recentemente?

– Brigas eram nossa rotina. – Estavam entrando em um terreno perigoso ao mencionar as brigas de Granger com Weasley, qualquer coisa que dissesse poderia ser interpretada como passível de um suposto assassinato. – Sim, brigamos naquela noite.

– Por quê?

– Eu estava cansada, não queria jantar fora, mas Ronald insistiu que Molly estava com saudades e fomos. Não nos falamos muito depois que chegamos em casa e eu não o vi mais... Até aquela noite.

– Estavam em processo de divórcio?

– Não. – Por que Weasley não tivera a oportunidade de pedi-lo, constatou Draco lembrando-se do depoimento de Brown onde ela havia que o ruivo o faria naquela noite.

A auror Flynn suspirou e encarou os demais, parecendo nada satisfeita com o andamento do depoimento de Hermione. Draco sabia que sempre fora uma pedra no sapato do Quartel General dos Aurores e ter Granger como sua cliente parecia fazer com que eles o detestassem ainda mais.

– Alguém quer perguntar algo a Sra. Weasley?

– Poderiam, por favor, colocar meu sobrenome de solteira nos autos? – Hermione disse, antes que qualquer um pudesse se pronunciar e todos a encararam sem entender. – Não sou mais a Sra. Weasley e gostaria que me chamassem de Granger.

– Como quiser.

Draco viu a pena de repetição, inteligentemente, apagar e corrigir no bloco todos os lugares onde a chamavam de ‘Sra. Weasley’. Para ele, sempre havia parecido errado chamá-la de qualquer outra coisa além de ‘Granger’. Weasley parecia apenas torná-la mais uma naquela família de fracassados, parecia apagá-la em meio a uma massa de outras pessoas com este mesmo sobrenome, parecia lhe tirar parte de seu valor.

– Seu casamento estava em crise, Srta. Granger? – Perguntou um senhor de bigode grande, que ostentava o uniforme de auror milimetricamente passado e tinha a posta rígida.

Então, pela primeira vez naquela tarde, viu Hermione hesitar. Não, ela não estava em processo de divórcio, mas admitir que passava por uma crise no casamento seria ir contra tudo que espalhou pela mídia nos últimos anos. A fachada de mulher feliz que tinha uma vida perfeita iria pelos ares se alguém vazasse aquela informação.

– Sim.

– Sabia que seu marido tinha um caso com Lilá Brown? – O homem continuou, pressionando-a cada vez mais. Granger em momento algum havia recorrido a ele, então apenas esperou sua resposta.

– Não. – Draco, e até mesmo Harry, precisou conter seu espanto. Granger mentira em um depoimento oficial. Não que isso fosse incomum, mas não havia necessidade de que ela mentisse considerando que era inocente das acusações. Reprimiu um muxoxo contrariado, isso poderia atrapalhá-los futuramente.

– E como se sente descobrindo sobre tudo isso logo após a morte dele?

– Os sentimentos da Srta. Granger não estão em questão aqui. – Levantou-se abruptamente, abotoando o terno e dando a deixa para que Hermione seguisse seu gesto. Já haviam respondido as perguntas da auror responsável e não eram obrigados a responder às perguntas dos demais, que simplesmente estavam ali para especular. – Acho que terminamos por hoje.

– Continuaremos as investigações e iremos mantê-los informados. É bom que esteja disponível sempre que precisarmos de você, Srta. Granger. – Disse a auror Flynn, levantando-se.

– Minha cliente não tem motivos para não estar.

Assim, saíram tranquilamente da sala apenas se despedindo educadamente dos aurores. O silêncio era incômodo para Draco, não sabia como Granger estava se sentindo sobre tudo que dissera dentro daquela sala. De qualquer maneira, tratava-se da intimidade sendo revelada para pessoas que não se importavam (e considerava-se uma dessas pessoas) e explorada por outras que só queriam tirar proveito da situação, que se importavam até o ponto de conseguir suas matérias.

Já passara por muitas situações do tipo, mas o fato da pessoa que estava defendendo ser Hermione Granger mudava tudo. Não sabia até que ponto poderia adentrar a intimidade dela sem que parecesse que estava invadindo, pois era seu dever saber o possível sobre sua vida de casada, sobre seus sentimentos em relação ao marido, sobre detalhes que ela contava sequer para Potter – apesar de duvidar que houvesse algum que o mesmo desconhecesse.

– Ei, Hermione! Malfoy. – Virou-se para deparar-se com um Potter apressado, ajeitando o uniforme. – Se quiserem ir por uma das lareiras daqui... Vocês sabem, para preservar a imagem de Hermione.

– Acho que tudo bem. – É claro que ela concordaria num piscar de olhos e Draco não via motivos para usufruir dos privilégios de Potter, todos ali sabiam que ele trataria a amiga diferente de qualquer outra pessoa.

– Já arranjei um lugar para Granger ficar. – Declarou muito atento às reações de Potter. O moreno vacilou, quase dando um passo atrás, mas impediu-se no último segundo. Porém, as feições por trás dos óculos se tornaram pálidas e ele lutou para que não parecessem tão abaladas.

– Andrômeda é minha amiga, embora... – Granger o encarou, fuzilando-o. – Eu realmente preferisse ficar em casa.

– Essa não é uma opção. – Ela revirou os olhos e voltou-se para o amigo, suspirando.

– Muito obrigada pela estadia, de qualquer maneira, Harry. – Viu a morena hesitar, desviando os olhos. – E... Por todo o apoio, é claro.

– É bom que fique na casa de alguém que gosta. – Viu Potter enfiar as mãos no bolso em um claro sinal de desconforto, como ele poderia ter se tornado um auror sendo tão transparente em suas emoções? – Teddy a adora.

– Ele é um bom garoto.

O silêncio que se instalou entre os dois amigos se tornou tão desconfortável que Draco achou até mesmo divertido. Deixou seu lado sádico aflorar e, trocando o peso de seu corpo para a perna esquerda, decidiu não interferir e não tirá-los do constrangimento. Granger respirou fundo e o encarou:

– Vamos?

– Claro. – Concordou lhe enviando de propósito um sorriso maldoso ao perceber que ela entendera o que fizera. – Até qualquer dia, Potter.

Despediu-se, aliviado pelo fato de que não teria que tratar com Granger na casa do moreno e, consequentemente, não lidar com aquelas crianças mal educadas que corriam pela casa toda ignorando as visitas e os bons modos.

Em silêncio, aparataram em lareiras separadas, já que iriam direto para a casa de Andrômeda, de lá Granger poderia conjurar suas roupas com um feitiço prático. O jardim dos fundos da casa da mulher estava escuro, uma única luz na cozinha se encontrava acesa, indicando que provavelmente sua tia ainda esperava por Hermione. O silêncio da noite no bairro era cortado apenas pelos latidos de cães ao longe ou um carro passando na avenida, há uma quadra de distância.

Com um estalido, Granger apareceu ao seu lado e começou a andar em direção a casa, ignorando-o por completo. Não fazia questão de ter a atenção dela, seu expediente acabava ali visto que era necessário verificar que ela realmente chegara à casa de sua tia, mas ainda tinha uma pergunta.

– Granger. – Já com a mão na maçaneta da porta, a morena virou-se para com o semblante interrogativo. – Você transou com Potter?

– O quê?!

Em um átomo de segundo, viu a expressão dela mudar de confusa para indignada. Furiosa, afastou-se da porta e desceu os degraus em direção a ele, preparando-o para o que viria a ser o segundo tapa/soco que levaria de Granger. Não achava, realmente, que ela responderia aquele tipo de pergunta com tanta naturalidade – ainda mais quando ofendia sua moral e integridade -, então julgou a reação completamente plausível, mesmo quando a via marchar em sua direção como um leão raivoso.

Porém, antes que a mulher pudesse satisfazer o desejo de lhe bater novamente, dessa vez para se vingar também por todas as brigas e provocações no Ministério – afinal, não era ingênuo o bastante para acreditar que ela não depositaria em sua mão todas as frustrações dos anos em que rivalizaram no trabalho -, a porta da cozinha foi aberta, fazendo-a estancar a dois passos dele, enquanto Andrômeda os recebia com um sorriso no rosto. Aparentemente, sua tia nem percebera o que estava se passando em seu jardim.

– Hermione! Estou esperando-os há horas, presumo que o depoimento tenha sido longo e cansativo. – Granger o fuzilou com os olhos e fabricou um sorriso educado ao se virar para a outra.

– Como vai, Andrômeda? – Perguntou, abraçando-a.

– Muito bem, obrigada, Teddy está louco para lhe ver! Conte-me sobre o depoimento.

Passando um braço pelos ombros de Hermione, a conduziu para dentro de sua casa, sequer reparando que o próprio Draco não as seguia. O fascínio velado de qualquer um pela figura de Granger era até compreensível visto que até ele reconhecia o fato de ela ser realmente merecedora do posto de heroína de guerra, mas era estranho que até mesmo sua tia a adorasse tanto. Tinha a impressão de que Andrômeda via na mulher a figura de sua própria filha — ou do que Tonks poderia ter sido caso estivesse viva.

– Eles foram educados, ainda não fui acusada formalmente de nada. – Andrômeda virou-se para ele, deixando Granger adentrar a cozinha a sua frente.

– Entre, querido, está começando a esfriar aqui fora. — Draco aproximou-se, se encostando ao pilar da varanda e cruzando os braços. Não queria ir para casa, tampouco queria entrar e ter que prolongar ainda mais seu contato, já exaustivo, com Hermione. Com uma careta, constatou que a mulher daria uma ótima torturadora psicológica. – O que aconteceu?

– Esconda as bebidas da casa e fique de olho, caso veja algo estranho. Se alguém matou mesmo Weasley, não sabemos o motivo e pode estar atrás dela também.

Por um momento, sua tia estremeceu desconfortável a menção da morte do ruivo. Andrômeda lidara com vários tipos de perdas durante toda sua vida, sabia que acompanhava de perto os desdobramentos do casamento de Hermione e Ronald, além de manter uma amizade com Molly Weasley, então esse caso deveria ser difícil até mesmo para ela.

– Ficarei atenta, não se preocupe. Durma aqui, se não quiser voltar para casa hoje...

Não fora uma ou duas vezes que passara a noite ali. Antes da morte de Lucius, passava a maior parte do tempo brigando com sua mãe e era ali que se refugiava quando não queria vê-la. Poderia parecer covarde (e o era), mas assim conseguia esfriar a cabeça para voltar a conviver com Narcisa e sua obsessão pelo marido, não entendia como ela poderia ainda ser fiel e idolatrar o homem que havia acabado com sua família.

Após a morte de Lucius, as coisas se amenizaram e tentava ser o mais paciente possível com a mãe, já que agora ela se encontrava completamente sozinha. Fora um choque de realidade para quem sempre, em todos os momentos de sua vida, tivera alguém para guiar seus passos. Narcisa então não tinha ninguém para segurá-la, colocá-la de pé e fazê-la seguir em frente, mas nem sempre conseguia ser paciente.

– Tenho muitas opções de onde ficar para não ir para casa, só... Estou cansado demais para lidar com elas hoje. – Constatou frustrado, pois gostava dos joguinhos com Dafne, ou até mesmo Pansy, embora tivesse tomado a decisão de evitá-la nos últimos dias.

– Em todo caso, o sofá ainda está vago.

Notas finais
Oláá!! Como vocês puderam perceber, respondi ontem os comentários, mas hoje a internet resolveu não colaborar com a minha vontade de postar ^^ E então, o que acharam de tudo isso? O depoimento dela foi meio que informal,mas ainda está prestando esclarecimentos, né? Não foi muito longo, mas já deu pra resumir a ideia de toda a coisa (eu acho). E a curiosidade de Draco só aumenta né? Será que Harry e Hermione ficaram mesmo? :o Isso implicaria uma crise também no casamento de Harry e Ginny? O que esperam disso? Gente,obrigada pelos comentários no capítulo anterior, adoro falar sobre a história, seu futuro,etc... kkkkkkk Espero que comentem também nesse pra fazer uma autora feliz, mesmo que seja críticas, sei lidar com elas!! :)) P.S. Corram pra ler o desfecho emocionante de Memories of the Past. Quem ainda não lê, corra pra lá também e me diga o que acha da minha outra ideinha! kkkkkk Bjão, galera, até o próximo! :D