A cama estava especialmente quente e confortável naquela manhã, pensou ao revirar-se abraçando um travesseiro macio e ignorando completamente o ruído extremamente importuno que parecia vir da janela. Se fosse uma coruja, encontraria uma maneira de entrar. Ou simplesmente esperaria. Seus olhos pesados de sono o impossibilitavam, por hora, de lidar com qualquer que fosse a exigência.

Ao longe, ouviu um riso baixo e, milagrosamente, o ruído de garras contra o vidro cessou, fazendo com que sua cabeça parasse de ecoá-lo de forma irritante e permitindo que voltasse a se concentrar em continuar a dormir. Havia muito não o fazia tão bem e por tanto tempo, mas gostava, principalmente no inverno, onde podia enrolar-se em todos os cobertores possíveis e esperar pacientemente que o corpo frio pelo clima se esquentasse. O todo processo era o que mais lhe atraía.

Dessa forma, supôs que ainda demoraram algumas horas até que, finalmente, pudesse se considerar cansado da cama. Revirou-se lentamente, satisfeito pela noite bem dormida, mas seus braços esbarraram em algo a seu lado, tão quente quanto os lençóis e cobertores a seu redor. Granger. Abriu os olhos lentamente, ajeitando o travesseiro que tinha entre os braços, para vê-la sentada a seu lado tendo um livro jurídico grosso entre as mãos e as feições concentradas.

— Você realmente gosta de dormir.

Comentou sem tirar os olhos das linhas e Draco soltou um ruído de concordância antes de jogar às cobertas para o lado e encaminhar-se ao banheiro para fazer sua higiene matinal. Ao abrir a porta, entretanto, concluiu que talvez não fosse tão cedo assim, pois a luz natural que iluminava o cômodo já estava bastante forte. Deveria dar-se um desconto, entretanto, pois Granger não o deixara dormir até que lhe contasse toda sua estratégia de defesa e, depois de acomodados, ela ainda o cutucou para acrescentar mais algumas coisas de forma empolgada. Que pesadelo.

— Você realmente gosta de ler. – Ela meneou a cabeça, no que ele tirou o livro de suas mãos para ler o título ao praticamente jogar-se a seu lado. — “O Direito trouxa ascende ao mundo bruxo” por Meredith Wells, Susan Wolpert e Adam McCann. Não cansa?

— Estava desenvolvendo um estudo sobre o assunto. Antes de tudo acontecer. – Ela tomou o livro de volta. – Estou retomando.

Draco considerou que era uma evolução Granger estar se animando em colocar as coisas no eixo, tentando encaixar sua antiga vida, perturbadoramente complicada, mas ao mesmo tempo assustadoramente brilhante, com o que tinha agora. Ou teria mais concretamente quando o processo chegasse ao fim e ela fosse inocentada. Era um sinal que acreditava realmente que suas chances eram boas, no fim das contas. No entanto, era Natal e Draco não se sentia nem um pouco propenso a colocar os olhos sobre assuntos jurídicos, não naquele dia.

— Granger, você já deixou o seu nome para a posteridade ganhando uma guerra. – Ela o encarou, cética, após deitar-se de bruços com o livro sobre a cama e o rosto apoiado nas mãos. — Já deve ser o bastante para ser lembrada.

— Eu ainda não me tornei Ministra da Magia. – Respondeu pomposamente.

— Oh, suas ambições são modestas! – Ela riu quanto ao tom irônico, mas não tirou os olhos do livro.

— Eu fiz uma massa para o almoço, está lá embaixo.

— Não estou com fome.

O fato de ela estar ignorando-o fez com que semicerrasse os olhos. Assim, ajeitou-se mais próximo e, por baixo do edredom, levou uma das mãos à perna dela, acariciando e apertando lentamente. Observou a face de feições concentradas, percebendo que teria que se empenhar mais para despertar sua atenção ou vontades.

Subiu uma das mãos por seus quadris, sentindo a pele quente da cintura fina contra seus dedos ao adentrar lentamente o tecido fino da blusa do pijama que Granger vestia. Ainda assim, seu semblante encontrava-se inexpressivo. Aproximou a boca de seu ombro delicado, beijando-o ao mesmo tempo em que acariciava as costas da base da coluna quase à nuca e, pela primeira vez, viu seus estímulos tendo resultados ao sentir os poros se arrepiarem contra seus dedos.

— Eu estou lendo. – Ela disse ao mesmo tempo em que lhe dava mais acesso a seu pescoço e fechava os olhos.

— Está na hora de uma folga.

Granger não concordou, mas ofegou quando alcançou a lateral de seus seios, um ponto que ele sabia ser extremamente apelativo a ela, e raspou suas unhas curtas por ali. Então, não demorou a sentir os lábios femininos subindo ao longo do maxilar e queixo, sem pressa, ao mesmo tempo em que fechava o livro e o empurrava para fora da cama antes de suas bocas se encontrarem.

Sentiu-a suspirar brevemente quando as línguas envolveram uma a outra e deixou-se apoiar-se novamente contra a cama enquanto as mãos dela traçavam um caminho calmo por seu peito até chegarem a seu pescoço. Não sabia se o motivo era o Natal, o qual supostamente deixava o espírito das pessoas mais leve e alegre, embora considerasse tal pensamento ilusório e superficial; ou apenas fosse o fato de que ela se sentia mais calma após terem um plano traçado para defendê-la, apenas sabia que a dinâmica entre eles estava diferente dessa vez.

Não havia a pressa sempre característica que antecipava aquele momento, não havia o desejo nunca incontido que os regia, às vezes a ponto de não conseguirem chegar ao quarto, nem mesmo a quase impessoalidade que insistia em lembrá-los que tudo não passava de sexo e que aquela era uma forma de descarregar parte de suas emoções refreadas. Entretanto, o beijo de Granger ainda era lascivo como antes e seu corpo despertava seus piores e mais sacanas instintos, exceto que havia um conforto que antes não se permitiram desfrutar.

Puxou-a contra si e Granger entrelaçou suas pernas, como se não pretendesse fazer nada além de beijá-lo, e depositou todo o peso de seu corpo sobre o seu, colaborando para que pudesse sentir os seios contra o seu peito, embora ainda cobertos pela blusa feminina, assim como a curva de sua cintura e, principalmente, quadris. Ah, como adorava poder deslizar suas mãos pelo corpo dela até aquele exato ponto onde sua cintura encontrava os quadris e as nádegas. Por isso, fez questão de puxar uma de suas pernas até que ambas estivessem ao lado das suas e ela se encontrasse sentada sobre ele para que pudesse fazer o que gostava naquela posição – o que não era raro, pois já haviam chegado a um acordo sobre ser uma preferência de ambos.

Ela ofegou quando encontrou novamente a lateral de seus seios e precisaram se separar para respirar, o que lhe deu espaço para que suas mãos finalmente encontrassem os seios efetivamente. Os lábios dela se mostravam satisfatoriamente vermelhos e seus olhos se fecharam ao sentir os dedos de Draco sobre os mamilos. Suas bocas estavam perigosamente próximas, suas respirações quentes chocando-se constantemente e não pode resistir a capturar os lábios dela novamente para um beijo molhado antes de abandonar os seios para segurar a barra da blusa e tirá-la, jogando-a a canto qualquer.

Encarou os seios medianos e os mamilos rosados sem pudor algum, o que a fez sorrir satisfeita ao vê-lo sentar-se e ajeitar-se, rodeando sua cintura e beijando-a. Tão lentamente que era quase uma tortura sentir a língua contra a sua enquanto a tinha confortavelmente sentada sobre si, sem dar sinais de que sairia dali tão cedo. Os braços dela o rodearam, também os mantendo próximos e Draco desceu os beijos por seu pescoço, sentindo e vendo a respiração da mulher tornar-se mais rápida enquanto sua boca se aproximava de onde desejava. Uma de suas mãos fechou-se contra a coxa dela e sentiu as unhas arranharem seus ombros e nuca quando rodeou uma língua ao redor do mamilo. Ela fechou os olhos e pressionou-se contra ele, como que por instinto, suas intimidades roçando-se tentadoramente através dos tecidos de suas roupas.

— Você não está colaborando. – A encarou quase resignadamente, apertando-a ainda mais contra si para que parasse de se mover, pois já estava sentindo-se duro o suficiente para terminar as coisas naquele momento, embora gostasse de sentir as reações do corpo dela. Granger, por sua vez, apenas lhe sorriu de forma e o beijou de forma calma.

— Está reclamando enquanto estou quase nua sobre você? – Perguntou escondendo o deboche, embora pudesse vê-lo claramente em seus olhos.

— Não faça com que as coisas pareçam dessa forma. – Respondeu em seu desdém característico.

— É exatamente o que parece. – Granger teimou.

— Eu tenho um ponto aqui! – Olhou para baixo, como se pudesse ver seu membro cutucando-a, mas quando a encarou novamente viu o sorriso pomposo despontar em seu rosto.

— Oh, eu sei!

Granger o beijou, impedindo-o de continuar uma discussão que provavelmente os levaria a outras searas, visto suas profissões e o fato de ter consciência do quanto ambos apreciavam utilizar seus argumentos um contra o outro. Gostavam de ganhar, não importasse onde. Por isso, quando a sentiu insinuar-se contra seu pênis novamente, não conseguiu evitar um gemido contra sua boca, virou-a contra o colchão e colocou-se por cima, pois então poderia sentir-se ao menos um pouco no controle.

— Estava pensando. – Ela começou novamente, encaixando uma das pernas ao redor dele para que ficassem confortáveis. – É uma característica sua apelar quando está perdendo.

— Acha mesmo que estou perdendo? – Ela concordou com um sorriso contido. – Ah, Granger, você não tem ideia de onde está entrando.

Tão calmamente quanto avisou suas mãos desceram pela cintura e infiltraram-se dentro do short curto, deslizando-o pelas pernas juntamente com sua calcinha de renda negra. Draco gostava da renda, de como a mesma aderia-se à curva que a nádega feminina fazia, gostava de vê-la desfilar pelo quarto usando apenas isso e mais nada. Mas não naquele momento. Ali, só lhe atrapalharia.

Começou deslizando a língua pelo abdome liso, calmamente depositando beijos molhados e mordidas esporádicas em sua pele macia. Já podia vê-la apertar o lençol suavemente em expectativa, provavelmente sem nem mesmo perceber o próprio ato. As pernas abriram-se a ele de forma natural em um convite mudo quando seus beijos alcançavam o ventre, fazendo-a contorcer-se em desejo apenas por estar próximo de onde gostariam.

Observar as sensações que promovia ao corpo de Granger o excitava ao extremo. Em partes, admitia, por que se tratava de Hermione Granger ali, completamente rendida e frágil, gemendo de acordo com o ritmo de seus toques, em especial a língua que trabalhava pacientemente em seu clitóris. Sempre imaginara como Granger poderia ser na cama, mas nada se comparava àquilo.

Via-a arquear-se a ele quase distraidamente, totalmente concentrada nas reações de seu corpo, como se Draco fosse um elemento completamente alheio ao próprio prazer. Mas não se importava, desde que pudesse admirar a forma como gotas esporádicas de suor se formavam em sua barriga e pescoço, além da face corada e os lábios cheios e vermelhos levemente abertos enquanto mantinha-se de olhos fechados.

As mãos, às vezes, quando sua língua atingia um ponto em específico que a fazia estremecer, encontravam as suas, apertando-as em um aviso de que estava no caminho certo ou, possivelmente, que estava próxima de seu orgasmo. Entretanto, principalmente, fincavam-se no lençol macio enquanto ofegava ruidosamente, os seios subindo e descendo em um ritmo cadenciado, quase em sincronia com a língua de Draco.

Não demorou a perceber, portanto, a respiração cada vez mais sôfrega ao mesmo tempo em que os gemidos baixos não podiam ser contidos com facilidade. Decidiu não ser um canalha e terminar o que havia começado, pois Granger assumidamente apreciava sexo oral, e empenhou-se um pouco mais em sua tarefa, percorrendo propositadamente toda a extensão molhada da intimidade feminina até concentrar-se em seu sensível centro.

A partir daí, Granger não se segurou e logo se viu pacientemente apaziguando os espasmos de prazer que seu corpo liberara em um gemido mais do que excitante, seguido por seu nome. Seu sobrenome. Malfoy. Tê-la chamando-o durante o ápice de seu prazer, consciente de que era o responsável por aquilo, em contraste com o antigo e compreensível desprezo com que se referia a ele lhe passava uma petulante sensação de triunfo. Denotava que ainda havia resquícios do passado, mas também que sua relação evoluiu muito positivamente em comparação com a antiga hostilidade sabida. O panorama todo deste quadro despertava seu lado mais insolente e contribuía para massagear seu ego, pois, mesmo depois de tudo, tinha a chance de presenciar Hermione Granger completamente extasiada apenas com o toque de sua língua.

Dessa forma, ela o surpreendeu quando o puxou para cima, beijando-o profundamente, saboreando o próprio gosto em sua língua. Granger o rodeou com suas pernas nuas, pressionando-o contra si, ainda que uma camada de tecido os impedisse. Sorriu, disposto a dar um tempo para que ela recuperasse as forças, continuando as carícias em seu corpo de forma calma. As unhas dela rasparam suas costelas quando passou a língua por seu pescoço e a sentiu respirar fundo, mordendo os próprios lábios, incrivelmente sem forças após o orgasmo.

Ainda assim, entretanto, a sentiu deslizar a mão por suas costas até abaixar minimamente sua calça de moletom e apertar sua bunda, levando-o para mais perto, e obrigando-o a refrear um gemido em meio ao beijo que trocavam ao sentir o atrito mais forte entre suas intimidades. Sentiu a boca dela crescendo em um sorriso e os dentes capturando seu lábio inferior sem pressa.

A atmosfera calma que os cercava naquele instante era incrivelmente sexy, ainda que não houvesse gozado, e nunca haviam parado para deixar que as coisas seguissem por esse caminho. Em detrimento da pressa, o desejo crescia de forma latente entre seus corpos colados. Além disso, Granger, satisfeita em seu próprio prazer, mostrava-se mais afoita e disposta a fazê-lo chegar ao mesmo nível em que estava.

— Merlin, não me canso de beijá-lo!

Ela declarou de olhos fechados em um sussurro quase distraído, antes de segurar sua nuca e grudar suas bocas novamente. Lentamente, sem pressa de fazer com que seus corpos se encaixassem em uma posição diferente, ela enrolou as pernas nas suas e colocou-se novamente por cima, afastando-se minimamente e sorrindo maliciosa quando Draco a pressionou contra sua ereção evidente.

Assim, Granger abaixou seu moletom de forma que liberasse seu membro e moveu os quadris contra ele, fazendo-o sentir a intimidade molhada em toda sua extensão, deixando-o impotente a qualquer outro movimento. Ela colou os lábios aos seus no momento em que um gemido baixo arrastou-se por sua garganta e fincou as unhas em seus braços enquanto Draco mantinha uma das mãos em sua nuca, segurando seus cabelos firmemente para mantê-la próxima, ainda que não conseguissem sustentar um beijo por muito tempo devido ao tormento que ela impunha a ambos.

Sentia todo seu corpo arrepiar-se, sentia-se pronto para penetrá-la, mas sabia que não adiantaria de nada pressioná-la e tentar jogar contra a sua vontade. Era a vez de Granger utilizar-se do que sabia para colocá-lo de joelhos. Ela segurou seus braços quando alcançou sua bunda sem pudor, apertando-a e massageando-a, e sorriu satisfeito, ciente de que isso lhe tirava a concentração. Por isso, não se opôs quando ela os manteve presos ao colchão, fazendo com que seus seios roçassem tentadoramente contra ele. Sentia-a cada vez mais excitada e molhada e via as alterações em sua respiração quando não estava consciente demais do próprio prazer, mas Granger ainda assim resistia.

— Você... – Ele ofegou alto quando ela chupou seu pescoço em um ponto específico que sabia atingi-lo certeiramente. – Você vai me fazer gozar.

Abruptamente, Granger cessou seus movimentos e permitiu-se respirar em alívio por um momento, apesar do desconforto por ter o membro latejando de excitação. Ela afastou-se minimamente, os lábios espremidos para prender o riso, as mãos abandonando seus braços, mas não se afastando de seu pescoço. Granger parecia gostar de remexer distraidamente em seus cabelos enquanto conversavam.

— Você não é um adolescente cheio hormônios em ebulição. – Disse, cheia de si, no tom sabe-tudo que lhe era tão característico, no que revirou os olhos, segurando a cintura fina.

— Não sou um garoto, mas tenho limites. – Ela levantou uma sobrancelha petulante e juntou seus lábios em um beijo demorado, antes de seguir novamente em direção a seu pescoço para provocá-lo.

— E se eu o fizer gozar, não poderá me foder, não é?

Ela deliberou propositalmente o tom de seu sussurro para que uma onda de excitação percorresse todo seu corpo em um arrepio. Assim, em um gemido quase frustrado por ainda não estar dentro dela e ouvir aquelas palavras de sua boca, ele a tirou de cima de si e a jogou no colchão a seu lado, fazendo-a rir, mas não se surpreendendo quando a própria Granger virou-se de bruços e colocou um travesseiro embaixo do próprio corpo, na altura do ventre, empinando a bunda em sua direção.

Era absolutamente demais para sua sanidade. Não houve tempo nem para tirar completamente o moletom que usava, mas rapidamente ajeitou-se para penetrá-la. Ouviu-a murmurar algo ininteligível contra o lençol e abrir um pouco mais as pernas, mas agora estava concentrado demais em seu próprio prazer. Ela era quente e estava tão molhada. Fechou os olhos, indo e voltando em sua umidade, ouvindo-a gemer alto, provavelmente pelo atrito que o movimento de seu corpo produzia em seu clitóris em contato com o travesseiro.

Viu as costas femininas arquearem-se, assim como o pescoço quando Granger ofegou e podia quase vê-la mordendo os lábios em deleite, em um sinal de que já sabia como seu corpo reagia a seus toques. Assim, impôs um ritmo lento e torturante para ambos e debruçou-se contra o corpo feminino, beijando o pescoço enquanto uma das mãos segurava os cabelos, abrindo espaço para suas carícias. Ela gemeu ofegante, os olhos fechados e as mãos apoiando-se quase que inutilmente na cabeceira da cama. Era visível quão próxima estava de um orgasmo, novamente.

Ainda quase completamente colado contra o corpo dela, deslizou uma das mãos até sua nádega e a segurou, colocando apenas força suficiente para mantê-la no lugar durante suas estocadas. Entretanto, foi o suficiente para fazê-la gemer alto mais uma vez e lubrificar seu membro. Sorriu satisfeito em um ofego e mordeu o ombro dela com força antes de puxá-la para colocá-la realmente de joelhos, sem fazer questão de desconectá-los, o que claramente a estava desconcentrando.

Entretanto, ela não gostava daquela posição, ainda que fosse uma de suas preferidas, e entendia por que. Granger era, simplesmente, orgulhosa e petulante demais para entregar-se a uma posição que a deixava submissa e completamente fora do controle, ainda mais a Draco. Sua personalidade forte impunha-se em todos os momentos, não poderia ser diferente no sexo.

Dessa forma, ela não demorou a erguer-se e escorar o tronco contra seu peito, praticamente sentada em suas coxas e totalmente encaixada nele, o que o fez mantê-la parada ali por um bom minuto antes de considerar-se controlado o bastante para deixá-la se mover sem acabar com tudo naquele momento. Da mesma forma, Granger respirava fundo, com a cabeça apoiada em um de seus ombros e as mãos apertando as suas.

— Não deixe terminar rápido.

Ele murmurou em concordância e as coisas foram recomeçando de forma calma, ambos testando os limites de seus corpos, visto suas sensibilidades latentes naquele momento. Deslizou uma das mãos por sua barriga, ajudando-a a mover-se enquanto seus lábios trabalhavam no pescoço alvo e tentador completamente exposto à sua frente. Seus dedos encontraram o mamilo túrgido e brincaram por ali durante um tempo, o que a fez gemer extasiada em seu ouvido, apertando e entrelaçando os dedos das mãos que não se largaram.

Sentia-a completamente suada e ofegante contra si enquanto estabeleciam um ritmo constante, mas forte. Contudo, não sabia se conseguiria aguentar por muito mais tempo, por isso, alcançou seu centro sem piedade alguma e trabalhou por ali com os dedos, sentindo seu pico de prazer chegar junto ao dela, liberando-se ao mesmo tempo em que a sentia estremecer contra si em um gemido sôfrego.

Por sua parte, foi quase um alívio sentir-se satisfeito depois de tanta espera e tortura. Entretanto, estava sem forças para continuar mantendo-a junto a si. Por isso soltou as mãos que ainda se encontravam unidas e acomodaram-se lenta e preguiçosamente na cama, ambos deixando que suas respirações voltassem ao normal para que conseguissem dizer algo que fizesse sentido.

Tirou os próprios cabelos suados da testa em um gesto impaciente após ajeitar seu moletom e encarou uma Hermione Granger amolecida e de olhos cerrados a seu lado, recuperando-se. A única coisa que tinha em mente no momento, dessa maneira, era o fato de que inegavelmente tinham química no sexo. Não havia sido selvagem e sem controle dessa vez, mas havia sido tão quente quanto ou mais, pois ainda tinha o corpo quase dormente pelo orgasmo intenso que compartilharam. Foram poucas as vezes que gozara praticamente ao mesmo tempo em que uma mulher, mas era certo que garantia uma sensação ainda melhor.

Percebeu, então, que a respiração da mulher tornava-se cada vez mais lenta e Granger cada vez mais quieta. Porém, estava determinado a não deixá-la dormir. Assim, a puxou contra si novamente, sentindo seu corpo já frio contra o seu. Ela cheirava a sexo e sabonete de cereja, mas ainda havia algo que não conseguira decifrar em seu perfume. Algo que o lembrava a castanhas, algo que tornava o cheiro da fruta um pouco menos acentuada, não tão doce, e mais excitante.

— Malfoy. – Ela gemeu preguiçosamente contra sua boca quando a alcançou, após percorrer uma trilha de beijos por seu pescoço. – Não podemos fazer novamente.

— Por quê? – Apesar de negar, Granger o incentivava, beijando-o de volta.

— A carta. – Ela abriu os olhos quando ele afastou-se minimamente. – Era da sua mãe, convidando a nós dois para o jantar.

— Droga! – Afastou-se relutantemente em um suspiro, no que ela apenas virou-se em sua direção, apoiando-se sobre os cotovelos, sem se importar com sua nudez. – Que horas são?

— Há tempo suficiente para não chegar atrasado.

Após a resposta despreocupada, jogou as pernas para fora da cama e sentou-se lentamente, sentindo o corpo ainda relaxado. Pegou o livro dela que ainda estava no chão, colocando-o sobre o criado mudo, e buscou o relógio abaixo do abajur, constatando que realmente tinha tempo para se arrumar.

— Por que não avisou antes?

— Como eu disse, estava cedo. – Ela respondeu pensativamente antes de enrolar-se no robe negro e transparente que não escondia sua nudez e sair procurando por suas roupas espalhadas pelo quarto. – E eu também queria transar.

— Oh, você não vale nada!

Declarou com um sorriso cafajeste, jogando-lhe a calcinha que havia recolhido do chão, perto do livro, no que ela apenas deu de ombros, alimentando o mesmo sorriso antes de encaminhar-se ao banheiro. Por sua vez, decidiu-se por tomar banho no banheiro quase que completamente inutilizado de seu antigo quarto da Mansão Black.

Quando terminou e arranjou-se em um conjunto de roupas sociais que sempre deixava ali, excetuando a gravata, encontrou Granger ajeitando um estreito cinto ao redor da cintura, sobre um vestido branco de golas altas e mangas, que tinha comprimento até acima dos joelhos. As pernas estavam protegidas por uma meia-calça negra e grossa, assim como os pés em botas de couro curtas também negras. Ela deixara os cachos soltos ao redor dos ombros e a maquiagem em seu rosto era neutra e bem feita, apesar do batom em tom de vermelho muito fechado, quase vinho. Até nisso, considerou, Granger era prática.

Então, seus olhos recaíram sobre seu terno da noite anterior – do qual se desfizera de forma displicente após o cansativo trabalho que empreitaram madrugada adentro – disposto sobre uma das poltronas perto da janela e onde ainda jazia uma caixinha pequena com um par de brincos dentro. Encarou Granger novamente, parada à frente do guarda-roupas, calmamente escolhendo um casaco pesado para esquentá-la, assim como o cachecol. Ela já usava um par de brincos de pérolas que pareciam combinar com suas roupas. Além disso, Narcissa poderia lhe fazer perguntas das quais ainda não tinha respostas, caso a visse utilizando o presente. Por isso, resolveu que guardaria a caixa até encontrar uma desculpa boa o suficiente para justificar o ato.

— Sua mãe gosta do Natal? – Perguntou enquanto dava um difícil nó no cachecol de lã negra ao redor de seu pescoço. – Quer dizer, ela costuma fazer esse jantar para comemorá-lo?

— Não, ela adquiriu o hábito após passar a conviver com tia Andrômeda. – Ele levantou-se, vestindo o próprio casaco. – Meu pai nunca foi um grande apreciador. Era... Apenas um dia normal. E, na verdade, é sempre minha tia quem faz, na casa dela, mas dona Narcissa parece ter querido inovar este ano.

Quando aparatou junto à lareira de mármore do hall de entrada, acompanhado por uma Hermione Granger temerosa, a sentiu praticamente encolher-se a seu lado, observando tudo quase que com medo. Foi então que se lembrou da cicatriz que inevitavelmente via quase todos os dias em seu antebraço, um lembrete cruel de Bellatrix Lestrange para, supostamente, sempre mantê-la no devido lugar de pessoas de sua laia, nunca deixá-la esquecer-se o que era.

Podia sentir a mão entrelaçada à sua, quase pegajosa pelo suor frio, mas apenas a apertou um pouco mais forte antes de puxá-la em direção à escada. Quando alcançaram o corredor repleto de quadros de antepassados extremamente parecidos com ele, os quais infelizmente não puderam ser removidos devido a um feitiço permanente para mantê-los ali, ruídos de conversas foram ouvidos, assim como o soar sem harmonia de algumas notas do piano.

— Teddy... Ele nunca conseguiu aprender. – Mencionou Granger em tom baixo, com um sorriso mínimo.

Quando a porta da grande sala de visitas se abriu automaticamente devido a um feitiço, afastaram as mãos anteriormente grudadas e foram recebidos com sorrisos pelos poucos visitantes da Mansão. Teddy abraçou Granger de forma empolgada, enquanto que Victoire Weasley foi muito mais contida em suas felicitações natalinas, mesmo quando apenas pegou sua mão e o chamou de “Sr. Malfoy”. Se os pais soubessem que a menina estava ali, deveria estar seguindo várias recomendações de etiqueta e, ainda, provavelmente passara por um sermão sobre manter certa distância dos vilões. Convivia em relativa paz com os Weasley, mas a rixa que alimentavam tacitamente era quase histórica, não havia confiança e respeito mútuo era algo inexistente em tal relação.

— Olá, titia. – Andrômeda beijou seu rosto após abraçá-lo.

— Feliz Natal, querido.

— Srta. Granger, fico feliz que tenha vindo! – Narcissa segurou as mãos de Granger, assim que esta se desfez do casaco ao entregá-lo relutantemente a um elfo doméstico, provavelmente percebendo que estava nervosa por encontrar-se ali, e encarou disfarçadamente suas orelhas. Draco voltou-se a Teddy deliberadamente perguntando se queria algo para beber, recebendo uma negativa óbvia. – Venha, vamos nos sentar, o jantar estará na mesa em alguns minutos.

— Obrigada pelo convite, Sra. Malfoy.

— Chame-me apenas Narcissa. – Sua mãe levou Granger a sentar-se a seu lado e logo a fez relaxar perguntando sobre, principalmente, o trabalho que desempenhava no Ministério. Ela sabia como manter um convidado à vontade e interessado, por isso não se preocupou e apenas sentou-se ao lado da tia e do primo, questionando como as coisas estavam na escola.

— Depende a quem você pergunta. – Teddy respondeu quase relaxado. – Nos primeiros dias ninguém estava facilitando as coisas, você sabe como funciona Hogwarts. Mas agora todo mundo está concentrado em tia Hermione e no que ela, supostamente, fez. Algumas pessoas são... Cruéis.

Claro, era um daqueles que tornavam a vida dos outros um inferno. Ficara sabendo que um corredor fora pichado com tinta vermelha em uma das milenares paredes, como em sua infância, avisando que “Ronald Weasley será vingado”, mas ninguém se importou em descobrir o responsável, provavelmente tratava-se apenas de uma brincadeira de mau gosto para fazer repensar aqueles que tinham sua opinião a favor de Granger.

— Tia, tudo bem? – Voltou-se para Andrômeda, que encarava o neto com carinho. – Não tive tempo de visitá-la nessas últimas semanas. Há vários processos em andamento e Granger precisando de ajuda...

— Não se preocupe, você tem os seus deveres. – A mulher com cachos negros e volumosos alcançou sua mão. – E sou muito orgulhosa por honrá-los.

— Vovó, pare com isso! – Teddy apelou em uma careta. – Desse jeito Draco irá achar que é o mais especial da família!

Andrômeda apenas riu, consolando-o de que era o único neto que amava. Dessa forma, não demorou a que Narcissa saísse da sala para checar se o jantar estava de seu gosto e voltasse, convidando-os a acompanhá-la até a sala de jantar. Analisou o semblante de Granger, enquanto encaminhavam-se ao próximo cômodo, constatando que ela já se encontrava realmente mais calma – ou, o que também era bastante provável, era boa demais em afundar suas emoções até um ponto onde estas fossem inatingíveis, ao menos por um tempo.

A sala de jantar não era a maior que a Mansão Malfoy possuía, mas ainda assim mostrava-se tão suntuosa quanto, seguindo o estilo de decoração sombrio do restante da casa. A principal, que continha uma enorme mesa de madeira com cadeiras de espaldar alto, além de uma grande lareira de mármore em tons de verde escuro, não era usada desde os tempos da Guerra. Horrores demais haviam sido cometidos e vistos naquela sala, naquela mesa, pensou ao lembrar-se da antiga professora de Estudos dos Trouxas de Hogwarts, Caridade Burbage, morta por Voldemort e devorada pela maldita cobra Nagini. Assim, sua mãe a mantinha constantemente trancada.

Ali, a mesa era menor, com cadeiras suficientes apenas para dez pessoas e a decoração de Natal, com velas, flores, frutas e plantas da estação, deixavam tudo mais confortável e aconchegante. Olhando a jovem Weasley, percebeu que ela também estava impressionada com o fato de que a conhecidamente sombria Mansão Malfoy poderia ser considerada um “ambiente familiar”. Evitou um revirar de olhos ao sentar-se à cabeceira da mesa, com sua mãe e tia em seu lado direito e esquerdo, respectivamente, evitando imaginar o que poderia ter sido dito à garota a respeito de sua casa.

Durante todo o jantar, Teddy os distraiu da atmosfera tensa contando diversas histórias sobre suas aventuras e castigos em Hogwarts e fazendo Andrômeda revirar os olhos pelo fato de o garoto ser tão filho de Remus Lupin quanto deveria. O sangue “maroto” corria em suas veias, segundo ela. Não entendeu, realmente, o que a senhora queria dizer com isso, mas identificou um sorriso nostálgico no rosto de Granger, anotando mentalmente que a perguntaria a origem dessa história mais tarde antes de escolher o acompanhamento ideal para sua sobremesa, panqueca belga crocante com creme e toque de canela.

— Oh, a minha parte favorita! – Comemorou Teddy, repetindo o prato ao menos três vezes, cada vez escolhendo uma variação diferente da receita.

— Tia Narcissa, a comida de Hogwarts é boa, mas a da sua casa...

— Teddy, não fale com a boca cheia! – Danou Andrômeda, no que ele apenas deu de ombros e voltou a comer.

— Eu irei mandar algumas panquecas para você durante o resto do ano, Teddy.

— Por favor, não faça isso, ele ficará completamente mimado. – Andrômeda pediu em tom condescendente, ao mesmo tempo em que o garoto de cabelos azuis pedia encarecidamente que a tia o fizesse.

Quando voltaram à sala, chá foi servido a eles e Teddy resolveu novamente sentar-se ao piano para testar seus inexistentes dons. Até mesmo Narcissa e Andrômeda desviaram sua atenção ao menino, mas tinha certeza de que todos chegaram à mesma conclusão ao mesmo tempo: ele não tinha jeito algum para a música. Com um suspiro, Granger lhe entregou a própria xícara e levantou-se, ajeitando o vestido e pedindo para que Teddy desse espaço para que se sentasse ao piano de cauda branco, ao seu lado.

— Seus dedos estão tensos demais. – Ela conduziu os dedos do garoto sobre algumas teclas, fazendo soar algumas notas de forma mais harmônica. – Você está todo tenso, na verdade.

— É difícil fazer com que meus dedos alcancem todas essas teclas. – Granger riu e emendou algumas notas para mostrá-lo como era, no que ele bufou impaciente. — Isso é trapaça, você não deveria ser boa em tudo!

— Estou enferrujada.

— Toque uma inteira. – Ele pediu e Granger encarou Narcissa, que concedeu o espaço em um pedido mudo. – A favorita de Vic, que ela pediu quando criança no... Aniversário do tio Ron

Teddy imediatamente arrependeu-se do pedido e Draco pode ver a Weasley enrijecendo, assim como Andrômeda, que travou os dedos ao redor da asa da xícara. Granger, por sua vez, não pareceu se importar pela quase indelicadeza e voltou-se ao piano, prendendo os cachos em um coque alto e respirando fundo antes de distribuir os dedos corretamente sobre as teclas.

Ela começou hesitante, claramente fazia algum tempo que não tocava para ninguém além dela mesma, mas não era mais aquela que não conseguia emendar uma nota a outra quando chegou à Mansão Black. Depois que o ritmo da música se impôs em uma constância de notas mais graves, entretanto, seus dedos pareceram encontrar os caminhos certos no teclado.

O semblante concentrado localizou teclas mais agudas no ápice da melodia. Agora, ela já explorava o som com maestria, as duas mãos correndo as teclas com facilidade. Ela devia estar gastando parte de seu tempo livre praticando e relembrando o que já sabia sobre música, considerando que não tocava há tempos, além da falta de vontade para fazê-lo desde então.

Era uma melodia triste, mas Granger parecia gostar, assim como Victoire, que tinha os olhos cheios de lágrimas. Narcissa ouvia com atenção, sem encará-la, os olhos fechados apreciando cada nota. Quando jovem, a menina mais nova dos Black era um prodígio ao piano, todos se sentavam à sala para ouvi-la tocar, principalmente quando os tios, os pais de Sirius Black, iam visitá-los. Andrômeda enfatizara que eles gostavam de exibir como a filha era perfeita em tudo que se dispunha a fazer. Porém, Lucius Malfoy era o tipo de homem que estragava tudo em que tocava.

Assim, calmamente, Granger ultrapassou o ápice da melodia e foi abaixando os tons até finalizá-la em uma última e baixa nota. Ela não os encarou de imediato, apenas afastou as mãos do teclado, fechando-as em punho, como se houvesse acabado de levar um choque.

— Isso foi... Muito bonito. – Elogiou Narcissa, ainda um pouco extasiada.

— Ainda não está perfeito. – Disse após agradecer com um sorriso acanhado.

Era extremamente estranho vê-la daquele jeito, mas supôs que se devesse a surpresa de ter se conectado tão repentinamente com uma das coisas que simbolizavam a antiga Hermione Granger, aquela que estava tentando fazer renascer dentro de si, ainda que em meio aos percalços. Ela dissera que tocara pela última vez no aniversário do marido, quando as coisas estavam sob controle, quando todo o contexto de sua vida ainda representava que era boa e invejada.

— Mas é uma das canções mais belas que já ouvimos, não é Cissa? – Andrômeda comentou e todos concordaram.

Via-a levantar-se, hesitante, e sentar-se a seu lado em um dos sofás, dispensando a xícara de chá com dedos trêmulos. Analisou-a detidamente por alguns segundos, mas Granger não o encarou, apesar de aparentar certa palidez, parecia perdida demais nos próprios pensamentos ou sensações a respeito do que acontecera. Não sabia a quais lembranças à canção ou o fato de ter tocado novamente a remetiam e sentia-se um pouco inútil por isso.

Dessa forma, Teddy anunciou que deveria ir embora para levar Victoire em casa e Andrômeda informou que ainda ficaria por mais algum tempo para conversar com a irmã. Entretanto, antes que se colocassem de pé para se despedir, um elfo apareceu informando-os de que tinham visitas inesperadas esperando no hall de entrada. Narcissa franziu o cenho pela inconveniência, afinal era uma mulher perfeccionista ao extremo, e Granger pareceu repentinamente alerta.

— Traga-os aqui. – Ordenou ao elfo.

Teddy e a namorada se despediram, de qualquer forma, e foram embora pela lareira, embora todos detestassem utilizar tal meio de transporte. Todos já se encontravam de pé, assim, quando um homem grande de cabelos brancos e face castigada pelo tempo e trabalho, irrompeu pela grande porta de carvalho. O senhor trazia uma feia cicatriz que ia do centro dos lábios ao olho esquerdo, o que o tornava ainda mais ameaçador do que seus frios olhos claros e a roupa completamente negra.

— Dawlish.

As pesadas botas de couro do homem, assim como a capa de chuva molhada, encharcavam completamente o chão de pedra clara ao seu redor, o que sabia estar incomodando Narcissa Malfoy profundamente apenas examinando seu olhar crítico em direção ao outro. A falta de ordem sempre fora um grande motivo para seu estresse. Granger, por sua vez, pareceu surpresa por deparar-se com o ex-Auror justamente em sua casa, mas não fez nenhum comentário sobre antes de o homem se manifestar.

— Suponho que tenha descoberto uma coisa ou outra que lhe interesse a respeito de Parvati Patil.

Notas finais
Oie, bonitos e bonitas!! Gostaram do capítulo? Tenho que dizer que foi um parto escrevê-lo. Principalmente por que queria imprimir essa aura mais pessoal e confortável em que eles estão envolvidos agora, mas sem fugir do momento que estão passando e, principalmente, de suas personalidades. Então, me contem se tive sucesso! Então, já deixei o gancho para aqueles que vieram nos comentários engrossar o exército dos que querem acabar com Parvati Patil. No próximo capítulo, a ação recomeçará! Por isso, muito obrigada pelos lindos comentários do capítulo anterior, vocês são oteeemos. Eu falo demais? Falo demais. É pelo bem maior. Enfim, obrigada por me incentivarem cada vez mais me deixando saber que estão gostando, vocês são essenciais! Espero vê-los no próximo também, afinal tivemos uma grande NC que váááários esperavam. Foi a altura? Não foi? Só relembrando o merchan básico que quem viu, viu, mas quem não viu ainda pode ver que: postei a terceira parte do meu projeto, chama-se I'm in here e os comentários e recomendações também serão bastante bem vindos lá também. Vou deixar o link e esperá-los ;) https://fanfiction.com.br/historia/722379/Im_in_here/ Ah, esse é o link da música que ela tocou, me julguem, eu quase chorei ouvindo e escrevendo https://www.youtube.com/watch?v=HSgN5EWKi9Y Até o próximo, pessoinhas do ♥