Neon

1 Prólogo- Neon


Notas iniciais

Olá! A Baka-chan voltou com um novo projeto! Ai você se pergunta?
"Você é doida? Ta fora da casinha Baka? Vive atrasando com os capítulos de As Aparências enganam e ainda inventa de escrever outra fic? É isso mesmo?"
E eu lhes respondo... "Sim... é isso mesmo!" u.u
A fic também será postada no SS ^_^
Espero que gostem, tô dando o máximo de mim nesse novo projeto.
Boa leitura.

Autora POV

As ruas estavam movimentadas, era noite e os turistas querias aproveitar as maravilhas da grande São Paulo,os bares, as boates e muitos deles, os pontos de prostituição.

Durante o dia, os turistas iam conhecer os cartões postais da cidade, como o museu de arte de São Paulo, que possue uma das mais importantes coleções de arte do hemisfério sul, o Teatro municipal, palco da Semana de arte moderna de 1922, a Rua 25 de Março, popular zona de comércio, a Catedral da Sé, concebida em estilo gótico e a Estação da Luz, o mais famoso terminal rodoviário da cidade, que também era conhecida por outros serviços prestados à sociedade.

Com sua elegante estrutura arquitetônica, a Estação da Luz atrai muitos turistas que aproveitam para visitar o museu da língua portuguesa, que fica em seu interior. E aproveitando toda essa movimentação da Estação, dentre turistas e passageiros, estão também garotos e garotas de programa, que vendem o próprio corpo por uma pequena quantia em dinheiro.

Elas geralmente eram aliciadas para essa vida muito novas por isso era comum ver menores de idade envolvidas na prostituição. Elas se espalhavam pela Estação, pra irem atrás de clientes, não ficavam muito tempo no mesmo lugar, transitavam com suas roupas curtas e maquiagem exagerada.

-Hinata! — uma senhora que já tinha lá pelos seus 46 anos, chama uma das prostitutas que tinham acabado de chegar de um programa — Hinata! — ela diz chegando mais perto

-já disse pra não me chamar de Hinata aqui! — fala a garota brava- é Luna! Esqueceu? Aqui eu sou Luna!

-nossa, eu quase não te reconheci com essas lentes e o cabelo desse jeito — a senhora fala se referindo ao cabelo azulado muito bem cacheado, que ia até pouco abaixo dos ombros e as lentes de contato verdes. A tal Hinata usava a franja presa no topo da cabeça, formando um pequeno topete

-o que você tá fazendo aqui? — Hinata pergunta ainda irritada com a mulher- vai embora, não quero que nos vejam juntas

-mas Hinat...Luna — a mulher se corrigiu ao receber um olhar zangado da garota-você tem que ir pra casa. Koje está doente, ele tá com muita febre e tá chamando pela mãe o tempo todo-ela disse preocupada

-não posso ir agora. Eu tô trabalhando — ela falou como se fosse uma hipótese absurda

-trabalhando... Essa pouca vergonha não é trabalhar. Você é uma garota bonita Hinata. Acho que deveria procurar outra coisa pra fazer

- não ligo pro que você acha ou não acha. Só lebre-se de uma coisa Shisune... É essa pouca vergonha aqui que te paga um ótimo salário pra ficar com o Koje, se estiver achando ruim de onde vem o dinheiro que coloca comida na sua mesa, pode jogar a toalha. Tem um monte de gente que não se importa com isso — Hinata disse séria olhando a mulher a sua frente com certo desprezo — por falar nisso, com quem você deixou o garoto?

-com sua madrinha. Parece que o sobrinho dela terminou a faculdade lá no Rio de Janeiro e veio morar com ela por uns tempos. Ele cursou medicina, então pedi pra que desse uma olhada no pequeno Koje.

-hum... Agora vai embora. E leva Koje pra minha casa, não quero ele na casa alheia- ela disse começando a mexer em sua bolsa, tirando o pó compacto de dentro- tá esperando o que? Vai logo! — ela apresa a mulher ao levantar a cabeça e constatar que ela ainda estava parada ali perto.

-você não vem? — Shisune pergunta olhando para Hinata.

-já disse que estou trabalhando!-Hinata odiava repetir algo que ela já tinha dito, por isso falou já meio sem paciência — Não posso sair agora.

-mas o Koje está mal Luna. Ele está com muita febre e chama por você constantemente. Você deve ir e ficar com ele

-pra que? Eu não sou médica Shisune. O que eu poderia fazer por ele? — Hinata falou passando o pó compacto em seu rosto- e você já não disse que o sobrinho da Kurenai, o tal bambambam formado em medicina, estava dando uma olhada nele? Então. Ele é médico, eu não.

-ele só precisa da mãe dele por perto Hinata... Só isso

-é Luna! Luna! Já disse droga! Aqui me chame de LU-NA

-tudo bem... LUNA! Eu já vou embora, vou deixar você "trabalhando" em paz agora- Shisune fala fazendo as aspas com os dedos e sai a passos largos dali.

Hinata olha para a direção em que a mulher se afastava e suspira, voltando a refazer sua maquiagem pelo pequeno espelho do pó, e percebe que um dos seguranças olhava-a fixamente. Depois de terminar de arrumar sua maquiagem, ela vira-se na direção do guarda e o encara também, passando a língua levemente sobre os lábio pintados de um vermelho escuro, depois ela sorriu, dando uma piscadela pro guarda e se virou, andando até o seu "chefe".

-olhem só se não é a minha preferida! — disse um cara alto, magro de olhos e cabelos azulados.

-sempre tão gentil Toneri — ela fala chegando próximo a ele, e entregando-lhe o dinheiro que tinha recebido do cliente.

-aquele velho não consumiu nada a parte? — ele pergunta contando o dinheiro.

-consumiu sim... O coroa fumou duas pedras de crack e tomou umas pílulas pra animar também — ela falou tirando o dinheiro de dentro do Soutien-achei que aquele velho iria ter um ataque cardíaco ainda estando dentro de mim.

-ah querida Luna, gostosa como você é, eu não duvidaria — disse Toneri chegando bem perto de Hinata e passando o nariz em seu pescoço e mordendo aquela área, Hinata puxou os cabelos dele com a mão esquerda- tenho mais um cliente pra você — ele disse depois de se afastar.

-a não Toneri! Eu acabei de chegar, estou cansada, já fiz três programas hoje, e ter que aguentar aquele velho babando no meu ombro durante longuíssimos quatro minutos e vinte e sete segundos acabou com minha cota de hoje.

-relaxa Luna, só mais esse e você vai pra casa. Esse cara disse que pagaria até o triplo. É um magnata da indústria têxtil.

-e porque eu?

-por que o tal magnata quer uma menor de idade — disse Toneri

-Lisa tem 16, é mais nova que eu — falou Hinata apontando pra uma jovem que vestia um mini short desfiado e um top rosa Pink mostrando a maior parte de sua barriga

-Lisa não... Ele quer uma menor que seja experiente. E essa sua boca enlouquece qualquer um Luna-ele falou segurando o queixo dela

-o triplo é? — ela pergunta é ele assente — tudo bem, eu vou.

-ótimo Luna, só mais esse cliente e você pode voltar pra aquele moquifo onde você mora e pra aquele pirralho melequento que possuem os mesmos genes que você.

-Toneri!

-desculpe Luna sei que não gosta que fale de sua casa assim-ele falou e ela riu- e do seu filho também, claro.

-sim, claro- ela repetiu sorrindo — e cadê esse figurão? — Hinata pergunta tirando um cigarro de dentro da bolsa e ascendendo-o

-lá fora. Ele quer discrição — fala Toneri

-não me diz que é outro velho brochador! Você só me arruma desses Toneri -a morena revira os olhos, expelindo fumaça pela boca

-trabalho é trabalho querida. Depois, se você quiser uma tranza de qualidade... — ele diz deixando a frase morrer, com explícitas segundas intenções

-claro... Eu posso cuidar de você — Hinata se aproxima dele beija o pescoço e morde o lóbulo da orelha — se você falar com sua irmã e me arrumar um lugar em umas das boates que ela frequenta com as TOP'S dela-a Hyuuga sussurra no ouvido dele

-você é uma vadia muito interesseira — diz Toneri rindo de lado, ele enfia a mão dentro dos cabelos de Hinata e fala próximo a sua boca-já disse que quando chegar a hora, eu te arrumo uma dessas vagas. Por enquanto você fica aqui pelo centro, depois será promovida pra Zona leste, lá o movimento de clientes é maior e só depois você vai para as boates. Enquanto isso, você fica por aqui mesmo — fala soltando os cabelos dela e se afastando

-que seja então, cadê o velho magnata? Quero acabar logo com isso-Hinata da uma última tragada no cigarro, joga-o no chão e pisa em cima

-claro querida, vamos, eu te levo até ele. Tenho certeza que o velho vai gostar de você bela Luna -Toneri vira as costas e caminha em direção a saída da Estação. A Hyuuga suspira, coloca um chiclete de canela na boca pra tirar o gosto do cigarro e segue o chefe

-ali ele, dentro do carro-o azulado vai até o veículo estacionado e chama a atenção do homem que estava lá dentro — Senhor Munhoz? Olha o que eu trouxe pra você.... Essa é de primeira qualidade — ele fala mostrando Hinata ao homem como se ela fosse uma mercadoria. A Hyuuga somente sorri e pisca para o tal cara

-olá amor — ela fala se curvando sobre a janela do banco do passageiro

-é de menor? — Munhoz pergunta sério, com um forte sotaque

-tenho dezessete querido — ela fala passando a língua sobre os lábios. O cara abre a porta por dentro e faz sinal pra ela entrar

-ele não fala muito bem o português então vai ser complicado vocês se entenderem — fala Toneri assumindo a antiga posição de Hinata, na janela da porta dos passageiros

-não se preocupe chefinho, sou mais do tipo que usa a linguagem corporal

-ótimo, divirtam-se

-nós vamos — ela fala e logo em seguida sobe o vidro e Munhoz arranca com o carro pra algum Motel — tá com presa amor? —Hinata pergunta ao sentir a mão do velho apertando sua coxa. Assim que o sinal fechou. Ele dá um sorriso de lado e coloca a mão dela sobre o seu membro já excitado — sem pressa docinho, teremos tempo de sobra-o velho não fala nada, ele olha pro sinal e vê que tinha ficado verde, então ele dirige a toda velocidade pelas ruas até chegar no Motel destinado.

Uma hora e meia depois Hinata já está de volta na Estação da Luz, ela entrega o dinheiro a Toneri , recebe seu pagamento do dia, enfia dentro do Soutien e vai até um barzinho 24horas que tinha por ali. Ela pagava sempre uma pequena quantia para que a dona do bar guardasse suas coisas ali. Ela foi até o balcão, pegou sua mochila e andou em direção ao banheiro, onde trocou o vestindo mega justo por uma calça jeans cinza e uma bata vinho assim como os sapatos de salto por um tênis confortável. Depois foi até a pia do banheiro e com certo esforço tirou toda a maquiagem de seu rosto e saiu em direção ao ponto de ônibus, pegando o primeiro que ia em direção a São Luiz, sua casa.

Por já ser de madrugada o trânsito estava mais ameno, então não demorou tanto a chegar em seu bairro quanto demoraria em um horário de pico. Hinata desceu em seu ponto e seguiu a pé em direção a sua casa.

Todos já estavam dormindo, sua mãe dormia cedo, Shisune já devia ter colocado Koje pra dormir e provavelmente já estava em seu quarto. Só tinha uma pessoa que ela tinha certeza que ainda estava acordada. E com um sorriso sádico nos lábios, Hinata se dirige até a última porta do corredor, abre as duas trancas que tinha por fora e entra no cômodo.

Era um quarto simples, só tinha uma cama de solteiro com um colchão velho e rasgado.

Encolhido no canto estava um homem de aproximadamente 43 anos, suas roupas gastas, o corpo trêmulo, os braços ao redor das pernas.

-papai... — ela o chama de forma cínica — olha o que eu trouxe pro senhor? — assim que a morena termina de pronunciar as palavras, seu pai levanta a cabeça pra olha-lá balançando um pacotinho com um pó branco dentro

-me dá! Me dá! — ele pede desesperado indo pra cima dela pra tomar o pacotinho de suas mãos. Hinata empurra o homem de modo que ele cai sentado na cama velha e a olha assustado.

-você quer? —ela pergunta mostrando o saquinho pra ele, que assente freneticamente. Então ela rasga o saco plástico do pacotinho e joga todo o pó branco no chao fazendo com que seu pai pulasse no chão aos seus pés para aspirar a cocaina espalhada — parece um animal-Hinata fala rindo friamente da situação do pai. Que nem escutava o que era dito.

Saindo do quarto do pai, ela vai até o seu e vê que Koje estava realmente dormindo. O garotinho loiro de três anos dormia profundamente agarrado a seu amigo urso, então ela seguiu em direção ao banheiro pra tomar um longo banho e tirar todo aquele fedor de velhos tarados cheios de fetiches. Ao sair do banho ela coloca uma causinha preta de renda, veste um blusão branco longo, se a os cabelos agora lisos que batiam em sua cintura e deita-se, caindo no sono, mas não por muito tempo, por que logo é acordada com leves tapinhas no rosto. Com dificuldade por causa do sono e da pouca iluminação do quarto a morena abre os olhos dando de cara com duas pequenas safiras lhe encarando

-Koje? Você não Tava dormindo? — ela pergunta pra criança que só balança a cabeça sem dizer nada, ele tinha uma chupetas na boca — o que foi? Não acredito que fez xixi na cama de novo! — ela fala dando um longo suspiro e o loirinho balança a cabeça negando — então o que foi? Por que me acordou?... Fala garoto!

-mamã... Podu dormi mais tu? — Koje tira a chupetá da boca e fala com sua dicção errada. Hinata passou uns dois minutos encarando o filho que lhe olhava também, antes de revirar os olhos e respondê-lo:

-tá legal-ela fala dando espaço pra que ele subisse na cama de casal. O garoto subiu na cama e se acomodou nos braços da mãe, deixando — a inicialmente sem jeito. A Hyuuga sabia que o pequeno Koje era uma criança muito carinhosa com todos, mas ela, Hinata Hyuuga, não levava jeito pra coisa. Com certeza nunca ganharia o prêmio de mãe do ano-não tá com febre — ela fala pegando na testa dele, e com mais um suspiro, ela volta a dormir

Notas finais
E então? O que acharam?
Sei que esse capítulo ficou meio chato, mas foi só pra apresentar a situação em que a história se desenvolverá, é só o prólogo, afinal. O próximo será narrado pela Hinata, então vai dar pra entender melhor o que acontece na vida dela. E provavelmente o Naru-divão apareça.
É isso, espero que tenham gostado.
Beijão