Neon
4 Dia de Médico
Notas iniciais
Autora Pov.
Os corredores do hospital estavam muito movimentados. O fluxo de pessoas andando de um lado para o outro era intenso. Médicos, enfermeiros, técnicos, pacientes e acompanhantes, andavam por entre aquele aglomerado de pessoas que estavam na Santa Casa de São Paulo.
Os vários leitos eram ocupados por variados tipos de doentes, dos mais graves aos mais brandos, por conta da superlotação, alguns pacientes eram atendidos nos corredores e ficavam deitados em macas, ou bancos e alguns estavam no chão. A equipe médica não dava conta de toda aquela demanda, mas a maioria se esforçava para fazer o possível.
– bom dia Senhor Marcos, sou Naruto Uzumaki, serei o medico responsável por cuidar do senhor– disse o loiro se apresentando pro paciente que estava deitado de lado no leito. O senhor tentou responder, mas estava tão cansado que não saíram palavras de seus lábios, então Naruto fez um gesto dispensando a resposta- como ele está Alice?-pergunta para a enfermeira que tinha atendido ao senhor, seria melhor não cansa-lo mais do que já estava.
–ele está fadigado, relatou que sentia cansaço e dor no peito que se propaga para o braço direito, a filha dele falou que ele vinha reclamando dessas dores a algumas semanas, mas se negava a procurar atendimento até essa manhã, em que encontraram-no desmaiado no quarto e chamaram o socorro. Como o senhor pode ver, os membros inferiores estão bem edemaciados- a enfermeira disse olhando para o loiro, que tocava as pernas inchadíssimas do homem- E há casos na família de hipertensão e diabetes, Doutor-disse a moça desviando os olhos para o paciente enquanto Naruto o examinava.
–hum...onde está a família dele?
–ele é viúvo. Mora com a filha e a neta. A criança está na escola e a filha dele foi em casa, para buscar as coisas dele.
–ok. Tenho quase certeza de que o senhor possui insuficiência cardíaca congênita, Senhor Marcos, vou encaminha-lo para fazer um eletro-cardiograma, somente para sanar minhas duvidas- Naruto falou para o homem que estava ofegante.
–é... grave, Doutor?- Marcos pergunta com a voz fraca e cansada.
–ICC é uma doença grave sim. Deixe-me tentar lhe explicar de formar bem simples, Senhor Marcos. A ICC é quando o coração não consegue mais suprir a demanda do organismo. Ele se contrai em uma velocidade menor, e por consequência leva menos sangue para o corpo. O Senhor entendeu?- o homem apenas balança a cabeça afirmando.
–tem...cura?
–infelizmente não. Mas o tratamento irá lhe render uma qualidade de vida bem melhor- o loiro fala e o senhor só balança a cabeça e fecha os olhos, cansado-Alice, dê a ele um diurético para diminuir essas edemas. Todo esse inchaço pode agravar o quadro clinico dele.
–sim Doutor mas alguma coisa?- a enfermeira fala enquanto anota o que lhe foi dito, na ficha do paciente.
–não, por enquanto é somente isso. Não quero dar nenhum medicamento mais forte a ele antes de saber com exatidão o que ele tem- o loiro fala concentrado anotando em uma receita o que deveria ser feito.
–sim doutor, pode deixar- Alice fala entregando o prontuário do paciente ao loiro, para que ele assinasse. Depois de rubricar o papel, ele sai do quarto para deixar a moça fazer o que lhe foi pedido.
O loiro andava pelos corredores lotados do hospital após terminar todas as suas visitas, então ele se dirigia ao vestiário dos médicos, para pegar suas coisas e ir para casa, mas, chegando perto da recepção, Naruto ouve seu nome ser chamado por uma voz feminina conhecida.
–Shizune!-ele exclama surpreso ao reconhecer a dona da voz, que segurava Koje nos braços, o garotinho estava choroso e a mulher com um semblante de desespero.
–Naruto? O que você faz aqui?-Shizune pergunta surpresa em vê-lo ali.
–eu consegui um trabalho neste hospital há algumas semanas, mas como queria fazer uma surpresa a minha tia, resolvi não contar a ninguém sobre o trabalho. Mas e vocês, o que fazem aqui?
–a Dona Kumiko-ela fala lacrimejando e Koje volta a chorar ao ouvir o nome da avó.
–o que houve com ela?
–eu não sei! Eu estava banhando o Koje pra coloca-lo pra dormir, e quando fui a cozinha ela estava jogada no chão. Liguei para o SAMU e os socorristas só disseram que ela tinha tido uma parada respiratória e que precisava ser levada ao hospital imediatamente-ela fala entre lágrimas — e desde então ninguém apareceu pra dar uma noticia se quer. Naruto, por favor...- a mulher chorava tanto que não conseguia falar direito.
–fique calma e explique-me o que aconteceu Shizune, assim eu não poderei lhe ajudar.
–a Dona Kumiko tem problemas respiratórios. Não sei, ela deve ter passado mal, não sei. Ninguém vem aqui pra dar nenhuma notícia!- ela choramingava balançando o pequeno menino que tinha os olhinhos vermelhos de lagrimas e limpava-as com as costas das mãozinhas-por favor Naruto, veja se consegui alguma informação sobre ela, eu estou desesperada!
–calma, eu vou perguntar na recepção quem foi o médico que a atendeu e irei pessoalmente falar com ele, mas acho melhor você ir pra casa descansar e...
–não! Eu não saiu daqui sem ter certeza de que a Kumiko esteja bem!
–mas o Koje não pode ficar aqui. Hospital não é ambiente para crianças, e olhe só como ele está- o loiro fala apontando para o garotinho que tinha o rosto banhado por lagrimas e o escondia no ombro da morena- pelo menos leve-o para que alguém fique com ele.
–não tem quem fique. Eu passei na casa da sua madrinha, pra pedir que ela olhasse ele enquanto eu estava aqui, mas ela ainda não tinha chegado do trabalho.
–e a Hinata?- ao ouvir a menção do nome de Hinata, Koje levanta a cabeça do ombro da Shizune e fica rolando os olhinhos azuis por todo o espaço da recepção, procurando pela mãe.
–essa dai não põe os pés em casa há dias- diz Shizune –ninguém a vê desde o dia em que ela brigou com a Ino.
–como assim Hinata está sumida desde aquele dia? Já faz quase uma semana. Vocês devem procurar a policia, algo pode ter acontecido a ela e...
–não se preocupe, Naruto- a morena o interrompeu- Hinata vive fazendo isso, ela some e passa de dias sem mandar noticias. Depois volta pra casa como se nada tivesse acontecido- ela suspira cansada ao terminar de falar.
–hum... tudo bem, então- Naruto murmura com uma cara de desgosto- Shizune, eu irei procurar saber quem foi o médico que atendeu a Dona Kumiko. Logo mais voltarei com noticias- ele falou para a mulher que balançava Koje nos braços e assim que ela concordou, dirigiu-se a recepção, para perguntar quem havia atendido a Kumiko. Após falar como médico, ele foi direto ao vestiário, guardar seu jaleco e pegar suas coisas para ir para casa.
Cerca de vinte minutos depois, Naruto voltava para onde Shizune estava.
–e então Naruto? E a Kumiko, ela está bem?- a mulher metralha-o de perguntas assim que o vê.
–calma, uma pergunta de cada vez. Kumiko terá que ficar internada por tempo indeterminado. Ela tem Síndrome de insuficiência respiratória aguda, e...
–Sindrome de quê?- Shizune o interrompe.
– Síndrome de insuficiência respiratória aguda. Falando de modo que você possa entender, os pulmões da Kumiko não estão mais funcionando como deveriam. O sistema respiratório dela não consegui mas manter a ventilação necessária para oxigenar os tecidos. Há muito liquido acumulado em seus pulmões, e isso não é bom-ele explicava serio, olhando nos olhos marejados dela.
–mas... ela ficará bem?-Shizune pergunta fungando.
–não dá para se saber ainda. Isso varia de pessoa para pessoa, dependerá da resposta que ela dará ao tratamento. Colocaram um ventilador mecânico nela e isso é tudo que eu posso lhe falar, Shizune, por que apesar de ser uma pessoa muito importante para a Kumiko, você não é parente dela. A ética profissional me impede de dar mais detalhe, sinto muito.
–tudo bem. Mas eu poderei vê-la, Naruto?
–vai, mas não agora. Na verdade nesse momento ela não pode receber visitas de ninguém.
–tudo bem, eu espero. Só saiu daqui depois de ver Kumiko com meus próprios olhos-ela disse decidida.
–não irei mas tentar te convencer a fazer o contrario-Naruto disse depois de suspirar-dê-me o Koje, vou leva-lo para minha casa. A Dinda já deve ter voltado do trabalho, pedirei que ela fique de olho nele enquanto eu irei atrás da Hinata.
–mas...você sabe onde ela está, Naruto?-pergunta Shizune desconfiada.
–tenho quase certeza de que sim-Naruto responde e estica os braços para pegar o garoto-vem com o Tio, Koje. Vou te levar para casa- ele chama sorrindo e o menino vai de bom grado, abraçando o pescoço do loiro e apoiando sua cabeça no ombro dele-qualquer coisa procure pelo Doutor Jiraya, é ele quem está responsável pelos cuidados a Kumiko.
–ok. Obrigada Naruto, obrigada mesmo. Você é um menino de ouro- Naruto não respondeu com palavras, ele só sorriu e disse “dá tchau para a Shizune, Koje” e depois que o garotinho abanou com a mão para Shizune o loiro saiu com ele pela porta do Hospital.
Assim como ele imaginava sua madrinha já estava em casa, então explicou a situação e pediu que ela ficasse com a criança enquanto ele ia atrás de Hinata. Kurenai aceitou de bom grado, gostava muito de Koje, ele lhe fazia lembrar como Hinata era doce quando criança.
Naruto saiu dali e foi direto para o Motel onde tinha certeza que Hinata estava. Entrar no lugar não foi problema, a tal recepcionista estava bem ocupada falando alguma coisa no ouvida de uma outra menina, que ficou levemente corada.
Ele passou pelas odiosas portas de madeira marrom e seguiu pelo corredor até encontrar o quarto com a placa que tinha o pseudônimo de Hinata talhado em um pequeno pedaço de madeira. Bateu três vezes e ficou esperando que alguém atendesse e rezava internamente para que esse alguém fosse Hinata e não algum outro cliente.
Já estava preparando-se para bater novamente quando a porta é aberta e ele vê Hinata do outro lado da soleira, trajando nada mais que uma lingerie roxa e um robe que se encontrava meio aberto, deixando a mostra parte da tatuagem da morena.
A surpresa dela ao vê-lo ali fora veio e foi tão rápido quanto sua tentativa de fechar a porta para que Naruto não entrasse no quarto. Mas o loiro colocou a mão no meio, impedindo-a de fechar por completo. E vendo que não podia contra o rapaz, Hinata solta a porta e se vira, ficando de costas para Naruto, que entrou no quarto indo em sua direção.
–Hinata...-ele começou a falar, mas perdeu a voz quando seus olhos encontraram uma mancha roxa no canto dos lábios da Hyuuga. Isso o deixou furioso. Como poderiam machucar alguém tão aparentemente quebrável como Hinata? Ela parecia tão sensível e delicada, apesar de definitivamente não ser nada disso.
–o que você ta fazendo aqui, Uzumaki?-ela pergunta desviando o rosto dos olhos dele.
–vim lhe buscar. Você precisa ir para casa, Hinata-ele falou depois de parar de trincar seus dentes e de um longo suspiro para se acalmar.
–não posso ir agora...tchau- ela fala apontando para a porta ainda aberta.
–você tem que ir, Hinata- ele falou frisando a palavra “tem”- sua mãe foi hospitalizada, Shizune ficou la com ela e Koje chora a horas chamando por você. Ele é só uma criança, Hinata. Está assustado com tudo que aconteceu hoje.
–Luna! Com quem você tá falando ai?!-grita uma voz masculina.
–não posso ir agora, Naruto. E você tem que sair daqui rápido- ela falava olhando o tempo todo para uma porta que estava fechada atrás de si que foi de onde saiu a voz- vai embora!
–não saiu daqui sem você-ele fala cruzando os braços.
–como você é teimoso, caralho!- ela exclama irritada e depois suspira- vai na frente, Tonere ta dentro do banheiro e se ele te ver aqui... droga!-Hinata reclama empurrando o Uzumaki para trás de uma parede que ficava atrás do aparelho de som ao escutar a porta do banheiro ser destrancada-fica ai e fica calado-ela manda e corre para o meio do quarto antes que Tonere aparecesse em seu campo de vista.
–tava conversando com quem?-ele pergunta secando os cabelos com uma toalha branca em suas mãos.
–Bruna veio aqui pra ver se você estava- fala arrumando o nó de seu robe-garotinha bem inconveniente ela. Me pergunto por que ainda não a demitiu-Tonere riu e Hinata se aproximou dele, o abraçando pelo pescoço-tenho uma surpresinha pra você-ela morde o lábio inferior dele depois de falar.
–surpresinha?-ele pergunta apertando o traseiro da Hyuuga com força, unindo ainda mais os corpos e mordendo o pescoço dela-adoro suas surpresinhas-ele sussurra no ouvido dela. Naruto, que ouvia tudo a uma distância relativamente curta, sentia um embrulho no estomago ao ver a cena. Era nojento ver aquele homem tocando em Hinata de modo tão vulgar.
–vai gostar dessa também. Vou preparar algo pra gente beber- ela fala se afastando dele e indo até a mesa onde ficava o som, onde estava também a bebida-vou distrai-lo e você sai do quarto sem chamar atenção-ela sussurra para que somente Naruto ouvisse.
–não irei embora sem você Hinata, já lhe disse isso antes- o loiro coloca uma parte de seu rosto de fora, somente para que pudesse ver Hinata.
–droga! Eu vou também, caralho!-ela exclama baixo mas deixando a falta de paciência explicita em sua voz-assim que o Tonere dormir, eu desço, então você pode ficar me esperando lá embaixo.
–essa bebida é pra hoje, Luna?!-Tonere cobra enquanto joga para o lado a toalha que estava enrolada em sua cintura e se esparrama na cama de casal do quarto, completamente nu.
–só um minuto, amor. Estou escolhendo a nossa trilha sonora-ela responde desviando os olhos do loiro para o seu “chefe”, para ver se ele desconfiava da presença do Uzumaki no quarto, mas ele já estava levemente aéreo para notar qualquer coisa.
–se for esperar esse drogado dormir, ira demorar muito, Hyuuga. Koje precisa de você agora!-Naruto murmura chamando a atenção da morena para si novamente. Ela bufa, suspira e o responde:
–eu sei disso “doutor”- Hinata diz a ultima palavra com sarcasmo na voz-por isso que eu vou dar uma ajudinha a ele...- ela fala tirando de dentro do sutien um vidrinho pequeno com um pó branco, que foi rapidamente despejado dentro do copo de Tonere, depois ela adicionou Whisky ao copo, o que tornou o pó invisível na mistura e antes que Naruto pudesse falar alguma coisa, ela aperta um botão do aparelho de som e sai com a bebida em direção a cama, entregando-a a Tonere.
Depois de entregar a bebida, a morena se afasta, indo até um poste de poli dance, que Naruto não tinha reparado da vez que tinha ido lá.
Hinata encosta-se ao poste, sem deixar de prender o olhar de Tonere com o seu, ela mordia o lábio inferior, enquanto mexia lentamente o quadril. Quando a introdução da musica passou, ela começou a andar lentamente ao redor do poli dance, depois de uma volta, ela se posicionou atrás dele, forçando seus braços para cima, para que subisse no poste até mais ou menos na metade, Tonere tinha os olhos vidrados nela, enquanto bebericava de seu copo com liquido batizado. Ele foi a extrate ao ver as pernas da morena, com coxas grosas e excitantes envolverem-se ao poste, prendendo-se a ele e descendo lentamente em espiral, tudo isso ainda o encarando com aqueles olhos ferinos e sexy. Ao chegar ao chão, ela volta a rebolar o quadril encostada ao poste, enquanto desliza a mão direita pelos cabelos, pescoço e rosto, onde ela para na boca e lambe sensualmente o polegar, descendo o dedo molhado por sua saliva por seu pescoço e entre seus seios e abdômen, até chegar a faixa do robe, onde ela desamara o nó e joga-o pro lado, puxando uma cadeira de madeira que tinha por perto e sentando-se nela, com uma perna de cada lado, de frente a Tonere.
Naruto evitava olhar a cena, aquela garota que estava levando aos dois homens naquele quarto a loucura, era sua vizinha! A irmãzinha do seu melhor amigo de infância. Ele tinha a segurado nos braços quando ela era apenas um bebezinho. A garota tinha dezessete anos e aquele desejo que o estava consumindo era no mínimo imoral.
Ao sentar na cadeira, Hinata apoia ambas as mãos na ponta dela, entre suas pernas e começa a rebolar em cima da cadeira, como se estivesse cavalgando em cima de alguém. Tonere já estava meio grogue por causa do sonífero que tinha em sua bebida, mas não deixou de ficar excitado quando a morena se levantou da cadeira e foi até a cama com passos lentos, parecia uma caçadora em busca de sua presa. Ela conseguia ser animalesca quando queria. Caminhou até a cama e engatinhou, mexendo o quadril pra cima e pra baixo ate que estivesse em cima de Tonere, que já sem paciência, levou suas mãos até os seios da morena, apertando-os fortemente, e ela forçou um gemido, algo que se ele tivesse sóbrio teria claramente percebido que era fingido, mas como não estava em condições de fazer absolutamente nada devido ao álcool e principalmente ao sonífero que ela colocou em sua bebida, ele começou a mordiscar o seu pescoço e tórax, e ela puxava os cabelos dele com uma mão, enquanto que com a outra, fazia um sinal para que Naruto saísse do quarto rapidamente.
Meio atônito e com um insuportável gosto de bile na boca, Naruto saiu do quarto sem nem se importar se fez barulho ao fechar a porta em um baque meio audível. Tonere mesmo em meio a sua “distração” ouviu o barulho de porta batendo, mas antes que levantasse a cabeça para conferir, Hinata o puxa para um beijo selvagem, que não durou muito pois o homem acaba apagando em meio a ele.
–da próxima vez vou dobrar a quantidade do pozinho. Quase não apaga, essa desgraça!- a morena reclama jogando sem o mínimo cuidado sobre a cama, Tonere, que estava sentado e apoiado nela-nojento- ela fala vendo o homem nu desacordado na cama.
A Hyuuga vai ao banheiro, pega sua mochila para trocar de roupa, tirar o resto da maquiagem que já se encontrava bem borrada.
–covarde miserável- ela o xinga enquanto olhava o hematoma em seu rosto pelo reflexo do espelho.
Depois de estar devidamente vestida com um short jeans preto, um moletom também preto e em seus pés um Converse, ela juntou suas coisas, colocou dentro da mochila e foi em direção a saída do Motel, puxando de dentro do bolso do moletom, assim que chegou a porta, um isqueiro e um cigarro, ascendendo-o e dando a primeira tragada enquanto caminhava até Naruto, que a esperava encostado na porta de um Taxi. Assim que ela chega onde o loiro esta, a primeira coisa que ele faz é puxar o cigarro de sua mão.
–Hey!- ela reclama.
–isto faz mal a saúde, sabia?-ele pergunta balançando a bituca em seus dedos e depois jogando-a no chão.
–nossa, é mesmo? Bem que eu achava que aquelas imagens de pulmões podres, pretos, de crianças doentes e todos aqueles avisos nas caixas e em propagandas na Tv queriam dizer alguma coisa-ela fala sarcástica e ele força uma risada.
–muito engraçadinha você.
–eu sei-a morena diz sem muito humor-será que dá pra gente ir logo? Koje não estava desesperado em casa precisando urgentemente da minha presença lã?
–sim vamos logo- ele fala abrindo a porta do taxi para que ela entrasse. Hinata o faz sem falar mas nenhuma palavra e assim eles ficam por um bom tempo, em silencio- você só usa preto mesmo, Hinata?- o loiro pergunta quebrando o silencio enquanto analisava a roupa da morena, que vestia preto da cabeça aos pés.
– e você só usa branco mesmo, Naruto?-ela o responde também com uma pergunta, fazendo-o rir.
–mas eu estava trabalhando- ele responde dando de ombro.
–e eu gosto de preto- Hinata fala simplesmente, querendo dar o assunto por encerrado.
–você fica bem de preto... combina com você- ele diz olhando para o rosto pálido da Hyuuga, que só murmura um simples “hum” e nada mais, fazendo com que o silencio voltasse a reinar no carro, o motorista prestava atenção no rua, e não aparentava muito interessado em ouvir a conversa deles-sabe que você pode acabar matando o Tonere se continuar dando a ele esses remédios para dormir sem que haja realmente uma necessidade?
–sei. E não é como se ele fosse realmente fazer falta a alguém...você não sabe ficar calado não?-ela pergunta fazendo o loiro rir.
–na verdade eu sei sim. É que gosto de escutar as pessoas falando, mas aparentemente você não gosta muito de falar, então eu me vejo na obrigação de puxar assunto contigo para que você fale- ele explica e ela bufa.
–deveria aproveitar que já é medico e se especializar em psiquiatria... te garanto que vai escutar umas histórias bem maneiras dos seus pacientes esquizofrênicos, Serial Killers, Hipocondríacos e Sociopatas.
– psiquiatria não é o meu ponto forte-o loiro ri enquanto fala isso.
–hum...o que aconteceu com minha mãe?-ela pergunta puxando assunto dessa vez.
–parada respiratória. Kumiko tem Síndrome de insuficiência respiratória aguda, você sabe o que é?- ele pergunta olhando serio nos olhos dela, que assenti.
–ela foi diagnosticada com isso há algum tempo. Acabou desenvolvendo isso depois de uma pneumonia que ela teve. O medico que a diagnosticou me explicou o que era. Mas ela tava fazendo o tratamento. Não era pra ta melhorando?
–era.... mas ela acabou pegando uma pneumonia bacteriana. O estado dela é grave não dei detalhes a Shizune, por que ela não é da família, mas a você eu posso contar, se quiser- ele fala com um tom profissional na voz.
–não, agora não. Amanhã depois de deixar Koje na escolinha eu passo lá no hospital pra vê-la- a Hyuuga diz olhando pela janela, pouco tempo antes de o carro ser estacionado no meio fio, quando eles chegam a São Luíz. Ambos descem e Naruto puxa-a em direção a sua casa logo depois de pagar o Taxi.
–Dinda!- o loiro chama-a.
–aqui, querido!-ela o avisa.
–Koje já está dormindo?- Naruto pergunta enquanto guia Hinata até a sala de estar, onde sua Madrinha estava.
–eu fiz de tudo, Naru. Dei banho, fiz leite quentinho, cantei musiquinha de ninar, mas nada funcionou, ele está caindo de sono, mas não para de chamar peça Hi...-Kurenai ia falando sem saber que o afilhado estava acompanhado, e fica surpresa ao perceber que ele estava com Hinata- oi Hinata.
–Kurenai-a morena cumprimenta simplesmente, chamando a atenção do filho, que olha em sua direção ao escutar sua voz.
–mamãe!-ele grita e sai correndo para Hinata-mamãe! Mamãe!-ele repetia uma das únicas palavras que ele sabia falar sem se embolar na dicção.
–Hey Garoto- Hinata diz pegando-o no colo. O loirinho a abraça pelo pescoço e esconde seu rosto ali- vamos pra casa, ne? Chega de dar trabalho pros outros por hoje.
–Koje é um amor, ele não dá trabalho algum, Hinata, não se preocupe- Kurenai fala sorrindo para a Hyuuga.
–hum... valeu Kurenai- Hinata agradece seria como sempre e a mais velha só balança a cabeça como se dissesse “Por nada”.
–vamos Hinata, eu os acompanho até sua casa- o Uzumaki se oferece e a morena nem se dá ao trabalho de contestar, simplesmente o segue até a saída da casa e quando chega a sua, entrega-lhe o maço de chaves com a que abriria a porta da frente. Ele a abre e lhe dá espaço para entrar com Koje que projetava sua respiração tranquila em seu pescoço- quer ajuda para coloca-lo na cama?
–não precisa- ela fala e saí em direção ao quarto em que dividia com o filho. Coloca-o na cama tento certa dificuldade para faze-lo solta-la, veste um pijama no menininho e o faz ficar deitado
–non quelu dormi mamãe-ele murmura birrento.
–você tá caindo de sono, Koje. É claro que quer dormir-ela diz o deitando na cama pela terceira vez, fazendo o Uzumaki que observava tudo escorado na porta, rir.
–obedeça a sua mãe, Koje. Ela ficará aqui com você... certo Hinata?-Naruto pergunta olhando para a morena e fazendo com que o pequeno loirinho também olhasse, esperando uma resposta positiva da mãe que suspira antes de responder:
–é sim. Vou ficar com você-ela fala entediada. O garotinho sorri para eles e se deita por vontade própria, puxando a mão de Hinata para ficar segurando e fechando os olhos para tentar dormir, o que não demora a acontecer, pois o pequeno serzinho estava exausto- noss, dormiu-a morena fala- é melhor você ir embora, Naruto. Tá ficando tarde e sua madrinha está sozinha em casa... pode ser perigoso.
–minha madrinha sabe se cuidar, e nós precisamos conversar...Luna
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