Nemesis
44 O sequestro do Presidente dos Estados Unidos

O sequestro do Presidente dos Estados Unidos
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16 de Julho de 2012, 07:08 AM
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Manhattan – Nova York
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Os Estados Unidos amanheciam com a notícia de que o Presidente da nação havia sido sequestrado.
Tudo aconteceu repentinamente, pegando todos os Americanos de surpresa.
O FBI, a CIA, a SHIELD e outras instituições de segurança e inteligência eram acionadas e trabalhavam para encontrar o Presidente Matthew Ellis.
Haviam algumas pistas deixadas no meio do caminho, e essas pistas foram parar nas mãos da família do Presidente.
A Primeira Dama se encontrava em Washington DC e tentava acalmar a todos, porém, seus filhos Harry e Mary trabalhavam juntos, numa missão conjunta para encontrar seu pai.
A Segundo-Tenente e o Major, agiam sozinhos, sem dizer nada a ninguém.
Nick Fury e o Conselho Mundial de Segurança já conheciam o estilo dos irmãos, e por ora, decidiam que os deixariam agir como queriam, afinal, os dois possuíam um estilo diferente, e que infelizmente, foi herdado da Máfia Siciliana.
Mary Crystal se encontrava em Vermont, na fronteira com o Canadá, depois de descobrir alguns vestígios de membros que pareciam ter participado do sequestro.
A garota adotava mais uma de suas personagens, conhecida como...
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Bloody Mary...
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A mais atroz de todas as personagens de Kiara, seguia na linha de frente, sozinha e agindo como bem entendia.
O cabelo Chanel curto e ruivo, as roupas sofisticadas e grã-finas, além do porte de armas e um sotaque Italiano evidente, eram os pontos mais fortes daquele disfarce.
Ela estava disposta a achar o seu pai naquele mesmo dia. Tinha convicção de que conseguiria.
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Em Nova York, os Vingadores recebiam a missão de encontrar o Presidente e o grupo já traçava um plano, baseado nas informações que recebiam de Nick Fury e Maria Hill.
Tony havia construído uma nova frota de armaduras e estava disposto e usá-las, caso fosse necessário.
Com as informações que o Diretor da SHIELD passava, havia a suspeita de um grupo terrorista intitulado “Os dez anéis”, comandado por um homem chamado “Mandarim”.
Muitas coisas não faziam sentido e depois de muito pesquisarem, Tony, juntamente com Nick conseguia gravações de câmeras que mostravam pessoas explodindo, o que era considerado pela maioria deles como ataques terroristas, mas... havia muitas coisas estranhas que não faziam o menor sentido em tudo aquilo e os Vingadores estavam dispostos a desvendar o mistério.
E então, depois de três horas de reunião, Steve terminava de analisar todas as informações juntamente com Natasha, Clint, Tony, Thor (que considerava a terra um planeta que deveria proteger, e isso incluía seus líderes) e Banner, que daria apoio à distância e tinha habilidades em localizar objetos e pessoas.
— Capitão, eu acho que consegui descobrir o paradeiro do Presidente. – Bruce olhava atentamente para a tela de seu computador, achando tudo muito estranho.
— Qual é a localização? – O Super Soldado inquiria.
— É muito estranho... fica em uma das bases da Roxxon Corporation, em... Maine...
— A Roxxon Corporation é um dos maiores conglomerados do mundo. Na década de 40, tinha vínculos com o Conselho dos Nove, já que o fundador Roxxon Hugh Jones também fez parte do Conselho Mundial de Segurança. – Natasha revelava, deixando-os ainda mais confusos.
— Quem é o atual líder? – Steve o questionava.
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— Aldrich Killian... – Banner respondia, fazendo com que Tony arregalasse os olhos.
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— Eu conheço esse cara...
— Conhece de onde, Stark? – O Capitão indagava.
— É uma longa história, mas... se esses ataques terroristas estiverem diretamente ligados a esse cara... então agora tudo faz sentido. – O Homem de Ferro deixava todos ainda mais perdidos.
— Então nos conte o que sabe. Precisamos agir rápido. É a vida do Presidente que está em risco. – O Capitão o pressionava. O clima estava tenso no salão.
— Aldrich Killian foi o fundador e CEO da Advanced Idea Mechanics, e muito tempo atrás, me pediu ajuda para uma pesquisa... só que não me interessei em patrociná-lo. Hoje, ele parece ter algum reconhecimento e... ele até fez contato com a Pepper alguns meses atrás.
— Você acha que esse cara está por trás dos ataques terroristas e do sequestro? – Steve o contestava, tentando entender a lógica por trás.
— Eu não tenho certeza. Precisamos investigar mais. – Tony afirmava, num tom sério.
— Certo. Vamos descobrir o que há por trás de todos esses ataques, mas já que o Doutor Banner conseguiu achar o possível cativeiro do Presidente, precisamos urgentemente ir até lá.
— De acordo. – Tony assentia.
— Romanoff e Barton, preparem o jato. Estamos de partida.
— Certo. – Os dois agentes corriam para preparar o transporte dos Vingadores.
— Doutor Banner, preciso que nos deixe informados sobre tudo o que descobrir e em tempo real.
— Pode deixar, Capitão.
— E Thor... sei que essa é uma missão extra, mas não sabemos o que nos espera nesse lugar e precisamos da sua ajuda.
— O seu povo é o meu povo, Capitão. A terra também está sob minha proteção e não hesitarei em auxiliá-los. – O asgardiano afirmava com plena convicção.
E então, o loiro resolvia sair dali e ir para a rampa, onde a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro pousariam com o jato que os seis nomearam de...
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Quinjet...
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Ao se dirigir para a rampa, encarando Manhattan do alto, Steve não desejava transparecer a imensa preocupação que sentia naquele momento... que era o fato de Mary Crystal ter saído sozinha para resgatar seu pai... sem dizer nada a ninguém... nem mesmo a ele...
O loiro suspirava fundo, com o coração apertado... tudo o que mais queria era saber se a Segundo-Tenente estava segura... aonde quer que ela estivesse...
Enquanto Clint parava na rampa, Natasha saia da aeronave, andando na direção do Super Soldado.
O Capitão trajava um novo uniforme, com cores mais escuras, mas com a típica estrela no meio, além de seu escudo atrás, pendurado nas costas.
Ele também estava com um novo corte de cabelo que basicamente se resumia em um topete curto e costeletas.
A ruiva lançava um sorriso confortante e caloroso a ele, entendendo o motivo de seu semblante apreensivo.
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— Seu novo corte de cabelo está de arrasar... tenho certeza que ela vai amar.
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Natasha fazia menção sobre Mary Crystal, implicitamente.
O Super Soldado sorria de canto, ansioso, desanimado e aflito.
— Acho que isso é um mero detalhe, Romanoff.
— Não é... além do mais, seu novo uniforme combina perfeitamente com esse corte. Tenho certeza que a senhorita Ellis vai gostar muito, vá por mim... eu sei exatamente o que estou dizendo.
— Vou confiar em suas palavras... – Ele sorria singelamente.
— Pode confiar, e... não se preocupe tanto com a Mary. Ela com certeza está bem.
— Eu espero que sim... – Steve respondia de forma discreta, tentando ao máximo não deixar que sua preocupação instabilizasse a equipe.
— É isso aí, galera, vamos zarpar! É a nossa primeira missão oficial com toda a equipe reunida! Vamos botar pra quebrar! – Tony andava na direção de Steve e Natasha ao lado de Thor, que já trajava sua roupa de deus do trovão e empunhava o Mjolnir.
E assim os Vingadores partiram...
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O Coronel James Rhodes, juntamente com uma equipe de militares de primeira linha, já estava de tocaia no local onde seria o suposto cativeiro do Presidente.
Os Vingadores se encontravam no mesmo lugar. Agentes da SHIELD e do FBI também agiam em conjunto. Todos trabalhando em prol do mesmo objetivo.
Os sequestradores não haviam feito nenhum contato. Não haviam pedido resgate, nem nada do tipo.
Alguns agentes analisaram o perímetro, mas nenhum deles podia simplesmente entrar ali e estragar tudo. Teriam de esperar qualquer tipo de movimentação, afinal, um passo em vão e o Presidente poderia acabar morto.
Todos os barcos de carga se encontravam parados ao redor da margem.
Já havia anoitecido...
Era por volta das sete da noite, mas até agora, nada era avistado ali, porém...
De longe, todos enxergaram uma pessoa caminhando pelo lado de fora da base Roxxon, alguém cuja aparência não parecia de um terrorista...
Todos os Vingadores, agentes e militares focaram na pessoa.
Steve pegava um binóculo, para que pudesse enxergar quem andava pelo local tão despreocupadamente, e quando percebeu quem era, automaticamente ele se alarmou...
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Mary Crystal Ellis...
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Andando disfarçada, empunhando uma arma.
— A filha do Presidente está aqui! – Um dos agentes gritava, avisando aos demais.
— Ela está se arriscando ao fazer isso sozinha! – Rhodes mostrava perplexidade ao vê-la ali, naquelas condições.
— Não, ela deve saber exatamente o que faz. A senhorita Ellis deve ter informações que nem mesmo nós temos, afinal, ela é neta de um mafioso. Não daria um passo em vão se não entendesse a real situação. – Natasha tentava os acalmar, observando tudo de longe.
— Ainda assim, é arriscado! – Rhodes insistia.
— Vamos aguardar. Se alguém aparecer para enfrenta-la, vamos nos dividir em grupos de dois e se aproximar sorrateiramente. Eles não podem saber que estamos aqui. – Steve assegurava, mostrando uma postura fria, ainda que por dentro estivesse abismado por ver Mary agindo sozinha e prestes a enfrentar o perigo de frente.
E assim como o Super Soldado dizia, minutos depois, uma estranha movimentação começava...
Homens que brilhavam apareciam para conter a aproximação da garota.
— É agora. – E então, o Capitão, juntamente e seus companheiros resolviam agir.
Tony e Rhodes iam para um lado, já com seus trajes.
Natasha e Clint para o lado contrário.
Steve e Thor do outro lado oposto.
Enquanto saiam de trás de um dos navios, os seis ouviam barulhos de tiros.
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Mary Crystal começava a enfrentar todos que apareciam em sua frente, sem piedade...
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Era claramente um grupo de soldados aprimorados, que brilhavam e tinham seus corpos aquecidos o suficiente para pegarem fogo.
A garota não parecia preocupada com eles e passou a enfrenta-los sem a mínima dificuldade.
Todos os Vingadores, juntamente com Rhodes, cercavam o exato lugar onde Kiara enfrentava os tais soldados, e então...
Saíam de trás para enfrenta-los ao lado dela.
A Segundo-Tenente notava que eles já estavam ali, provavelmente para ajudá-la, mas ela não parecia se importar muito...
O olhar esverdeado era frio... gélido... e de uma verdadeira assassina...
A garota atirava em muitos deles, os deixando agonizando de dor enquanto passava por cada um, sem recuar um milímetro sequer.
Sua mira era extraordinária, mas...
Outro grupo de aprimorados se aproximava... eles eram muitos...
Aquilo não a intimidou e a Segundo-Tenente continuava prosseguindo, como se soubesse exatamente o que fazer e para onde ir.
Havia alguém que ela sabia que tinha de encontrar... Mary sabia que seu pai estava ali, mas somente essa pessoa lhe diria onde ele realmente estava.
A pessoa que precisava encontrar, era Eric Savin, um ex-tenente-coronel do Exército dos Estados Unidos, que trabalhava com Aldrich Killian.
E ela o avistou de longe...
A garota nocauteou todos os soldados aprimorados e quando conseguiu, passou a correr na direção do homem que procurava.
Próxima o bastante para acertá-lo, ela apontou a arma em sua direção e como consequência...
Ele sorriu...
— Parabéns por chegar tão longe, senhorita Ellis...
— Onde ele está...? – A garota mantinha a cabeça dele em sua mira, perguntando diretamente sobre o paradeiro de seu pai.
— Ali... – O homem apontava para um dos navios de carga à direita.
— O que vocês querem!? – Ela bradava, com muita fúria em sua voz.
— Seu pai é um empecilho, você deve saber. Ele não pode se reeleger...
— Quem está por trás disso!? – A garota gritava de forma intimidante, ainda apontando a arma na direção dele.
— Isso você terá que descobrir por si mesma. Agora se quer mesmo resgatar seu pai, acho melhor você correr, porque ele só tem dez minutos até que caia lá de cima... – O soldado aprimorado sorriu sordidamente quando viu o medo estampado na face da garota.
Ele a subestimava, sabendo que não teria tempo, porque achava que Mary era apenas uma garota normal, só que ele não esperava que...
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A Segundo-Tenente corresse em sua direção rapidamente e o empurrasse com extrema força, derrubando-o de cima dos cinco caixões de madeira onde estava de pé.
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No chão, ele observava Mary Crystal correr numa velocidade incrível, e já se colocava de pé para ir atrás dela, mas...
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O Capitão América aparecia em sua frente, cercando-o e o impedindo de sair dali para ir atrás dela.
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— Como...? – O homem não entendia o motivo de a garota ser alguém tão veloz.
— Acho que vocês não conhecem muito bem a senhorita Ellis... – E então, o Super Soldado e o soldado aprimorado começavam a lutar.
Do outro lado, Thor, Tony, Rhodes, Natasha e Clint enfrentavam os demais soldados aprimorados.
Mary corria o máximo que podia até avistar seu pai do alto, pendurado com os pulsos para cima em uma corda pegando fogo.
O medo, o desespero e o alarme passaram a controla-la... mas ela não desistiu...
A garota subia o mais rápido que podia... escalando o navio do outro lado com suas próprias mãos... o tempo estava se esgotando...
O fogo queimava a corda que segurava o Presidente, mas ao mesmo tempo em que pensava que seria o seu fim, sua preocupação total agora se mantinha em apenas uma pessoa...
Sua filha...
Mary finalmente o alcançava, terminando de escalar o navio onde seu pai estava pendurado por uma corda em uma haste, e então, passou a se equilibrar nas barras de metal que davam acesso a ele...
Ao se aproximar do Presidente, Mary tentava desesperadamente apagar o fogo e desamarrar as mãos dele da corda.
— Papai, se acalme, eu estou quase lá!
— Mary... por que você está aqui!?
— Eu... estou quase conseguindo... – A garota tentava desarmar o nó numa corda extremamente grosa, mas o desespero não a deixava se concentrar direito.
— Minha filha... se acalme...
— Não!!! Você está quase caindo!
As barras de ferro começavam a se mexer, por causa do peso dos dois.
— Você precisa sair daqui! As barras vão ceder!
— NÃO!!!
— Por favor, Mary Crystal!
— Pegue a minha mão! – E então a garota tentava outra estratégia, que basicamente era puxá-lo para que conseguisse se equilibrar junto com ele no meio das barras, mas... era impossível... o peso cederia...
A corda derretia cada vez mais por causa do fogo e a Segundo-Tenente entrava ainda mais em desespero.
Sabendo que ela não conseguiria puxá-lo dali a tempo, o Presidente resolvia dizer o que estava entalado em sua garganta.
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— Mary... diga a sua mãe que eu a amo... eu fui extremamente feliz porque formamos essa família... você e o Harry nasceram e nos deram muita alegria...
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— Para, por favor! Eu estou quase conseguindo! – A garota começava a chorar, num ímpeto de exasperação, ansiedade e agonia.
— Eu te amo, minha pequena... nunca se esqueça disso... – E então, vendo que a corda finalmente terminava de queimar...
Em lentos segundos... como se fosse em câmera lenta...
Um, dois, três, quatro, cinco segundos se passaram e então...
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Mary via seu pai caindo de uma altura de cinquenta metros...
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A garota gritava enquanto chorava, desesperadamente...
Porém...
Vendo seu pai despencando daquela altura, do outro lado, um brilho que deixava um rastro no céu, voava na direção dele...
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O Coronel Rhodes, dentro do traje do Patriota de Ferro o resgatava nas alturas...
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Os olhos dela estavam arregalados... e várias lágrimas escorriam por seu rosto... era um choque, mas ao mesmo tempo, um alívio ver seu pai sendo salvo nos últimos instantes...
A Segundo-Tenente suspirou aliviada, imediatamente ao ver que Rhodes pousava em segurança no chão, com seu pai.
Ela desceu de onde estava e passou a correr rapidamente na direção deles.
Todos os corpos dos aprimorados pegavam fogo e a tropa de armaduras do Homem de Ferro formavam uma espécie de barreira no céu.
Os Vingadores terminavam de nocautear todos aqueles homens.
Mary corria ligeiramente e desesperada na direção de seu pai, que estava sentado, fitando o chão, ainda muito chocado com o que havia acontecido...
A garota finalmente chegou até ele e...
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O abraçou com força, agonia, tormento e aflição...
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Rhodes observava a cena do reencontro, respirando aliviado, porque no final, tudo havia dado certo.
Kiara apertava seu pai com força, desesperada enquanto chorava...
— Não era pra ser você me salvar... e sim o contrário... eu sou seu pai! – O Presidente agarrava sua filha, lamentando que a mesma colocasse sua vida em risco para resgatá-lo.
— Não é hora pra esse discursinho, pai... eu pensei que fosse te perder...! – E então, pai e filha choravam juntos, emocionados.
Steve, Tony, Natasha, Clint e Thor se aproximavam, e observavam a cena...
Mary Crystal amava tanto seu pai, que estava disposta a arriscar sua vida por ele... e isso era incrivelmente nobre...
Mas...
Steve já havia testemunhado essa cena antes... quando ela o salvou... e ele odiava aquela recordação...
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Passadas algumas horas, já de madrugada, o Presidente se reencontrava com sua esposa e seu filho, em Portland, uma cidade portuária.
A Guarda Nacional estava completamente ao redor do local onde todos eles se encontravam.
O Presidente agradecia pelo excelente trabalho dos Vingadores junto com a SHIELD e o FBI.
No final, tudo havia terminado bem, mas o mistério dos soldados aprimorados tinha de ser desvendado e o autor por trás dos ataques terroristas envolvendo o corpo de pessoas que sofreram algum tipo de mutação, teria de vir à tona.
Vendo que seu pai estava seguro, ao lado de sua mãe e seu irmão, Mary Crystal resolvia sair do local... ela não parecia estar bem...
Notando que a Segundo-Tenente decidia sair dali, Steve resolveu segui-la.
Kiara se encontrava tão desnorteada, que nem mesmo percebia que o Capitão estava atrás dela... era como se todos os seus sentidos não estivessem funcionando direito...
Talvez fosse o choque... e o assombro de quase perder o seu pai...
Ela cruzava a porta do local, saindo dali, resolvendo respirar... porque se sentia sufocada...
O relógio marcava três da manhã...
Mary Crystal saia do prédio, encostando-se na porta do lugar por um momento, recuperando o fôlego...
O local estava repleto de agentes da SHIELD e o quarteirão inteiro era vigiado pelos federais.
A Segundo-Tenente olhou para os dois lados, e resolveu sair dali, em lentos passos... desejava espairecer num lugar onde não tivesse ninguém... e resolvia cruzar a rua que dava acesso ao outro lado da praia.
Alguns agentes resolviam segui-la, mas Steve olhou para eles, e com apenas um aceno, expressava que ele ficaria de olho nela, no lugar deles.
Kiara andava lentamente, segurando os braços, como se estivesse sentindo frio por conta da brisa daquela madrugada. O estado de Maine era conhecido pelas baixas temperaturas, mesmo no verão.
A Segundo-Tenente caminhava pelo local, avistando de longe o famoso farol de Cape Elizabeth que ficava no porto de Portland e foi construído em 1828.
Andando lentamente, a garota trajava um vestido preto e salto agulha na mesma cor, além da peruca Chanel ruiva.
Ela estava sentindo frio... e a brisa fluía de modo cortante em sua pele tão delicada...
O Capitão andava atrás dela, sem o capacete e com o escudo de vibranium nas costas. Estava impressionado que a mesma ainda não tivesse percebido sua presença ali.
Mary caminhou mais alguns passos pela estrada ao lado da praia que dava acesso ao farol, enquanto olhava para o mar do outro lado.
A garota parou no meio do caminho, começando a soluçar...
De chorar...
Mary não conseguia segurar as lágrimas que escorriam de seus olhos... era muito mais forte do que ela...
Toda a tortura que viveu, por pensar que seu pai estava morto, ou sendo torturado, lhe atingia da forma mais cruel e angustiante possível naquele momento...
Vendo o quão aflita a Segundo-Tenente mostrava estar, Steve resolvia se aproximar...
Ele andou em passos sorrateiros, parando cinco metros atrás dela...
Mary abriu os olhos, já identificando a presença do Capitão...
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— Por que veio atrás de mim...?
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Steve suspirou fundo, mas decidindo não mais esconder que a seguia...
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— Vim atrás de você porque é isso que faço desde que te resgatei em Las Vegas... temer por sua segurança...
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A garota balançou a cabeça, em desaprovação, ainda de costas para ele.
— Eu posso me cuidar sozinha... – Retorquia, ríspida e num tom de voz implacável.
— Eu sei... mas quando está desesperada, você não raciocina direito...
E então, mediante as palavras do loiro, Kiara resolvia se virar para encará-lo.
Ali, Steve tinha total e completa visão do disfarce dela...
Mary Crystal parecia um anjo sombrio com os cabelos curtos e ruivos... era trágico, mas ao mesmo tempo uma bela versão de todas as personagens que ela já interpretou.
A fatal, sombria e belíssima Bloody Mary...
A voz dela parecia vir de algum lugar que ninguém nunca esteve antes...
Tão linda, porém tão gelada... como a primeira manhã de primavera que ainda trazia o frio do inverno...
O encarando através daquele olhar esverdeado que o congelava, ela tentava intimidá-lo com força... mas já era normal para ele tal reação...
— Você anda observando as minhas fraquezas, Capitão Rogers? Por quê...? – A garota estreitava os olhos, que ainda derramavam algumas lágrimas.
— Não ando observando só as suas fraquezas, senhorita Ellis... eu observo tudo... – O Capitão replicava, dando três passos para frente, na direção dela.
Mary o fitava com precisão... Steve estava com uma aparência diferente.
E como de costume, apenas para mascarar seu lado mais frágil e não parecer uma menininha tola, ela resolvia fazer uma piada...
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— Até que enfim você fez um corte de cabelo desse século.
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Steve sorriu diante de sua piada... os majestosos olhos azuis encontraram os dela e definitivamente não desviariam...
— A Natasha disse que você ia gostar...
— E quanto a esse uniforme? Ele é bem melhor que aquele outro que mais parece uma fantasia de circo... – Mary elogiava o novo traje do Capitão América, mas olhando para o lado da praia, enquanto derramava mais lágrimas, fungando.
— Eu pedi para desenvolverem algo mais discreto e escuro... você gostou...? – Ele a encarava com pena... a Segundo-Tenente estava se esforçando para parar de chorar, mas não estava adiantando.
— Eu amei... – Kiara confessava, segurando os soluços na frente dele, só que era quase impossível... estava prestes a desabar e só não o fez completamente, porque Steve estava em sua frente.
Por que ele tinha que estar ali, bem quando as coisas estavam desmoronando?
O Super Soldado a olhava com muita comiseração e sensibilidade... ele expressava isso através de seu olhar...
Mary o fitava, chorando, soltando leves gemidos... estava falhando miseravelmente em esconder a sua dor...
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E então, Steve apenas estendeu as mãos para ela, sorrindo...
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Era um sorriso acolhedor, despretensioso e amável...
O Capitão esperava que Mary entendesse o que queria dizer... e seus sinais ficaram ainda mais claros quando ele ergueu os braços para ela...
A Segundo-Tenente não resistia... não conseguiria lidar com todo aquele sofrimento sozinha e então...
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Ela correu na direção dele e o abraçou com força...
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Os gestos de Steve eram claros... ele estava ali para ela... e lhe oferecia um abraço...
Mary o agarrava com força... desesperada... finalmente libertando suas maiores aflições...
Ela chorava... gemia... soluçava... as lágrimas caiam uma a uma de seus olhos... e encharcavam o tecido do uniforme escuro do Capitão...
A estrela branca em seu peito era o principal lugar onde as gotas colidiam...
A garota apertava os olhos, rangendo os dentes, tentando suportar aquela maldita dor que lhe afligia de todas as formas.
Steve a puxava delicadamente contra seu peito, enquanto acariciava o topo de sua cabeça através dos fios ruivos...
E assim eles permaneceram por longos minutos, até que a Segundo-Tenente se acalmasse e parasse de chorar, mas... não seria fácil tirá-la daquela situação. Era um choque excruciante ter vivido tudo aquilo... ela quase perdeu o seu pai...
Aquele abraço continha uma quantidade imensa de conforto... e Mary esquecia metade de suas dores e preocupações... era um aperto que passava uma dose de paz...
Nas piores horas de seu dia, pensar em Steve lhe dava forças... a presença dele a renovava... e naquele exato momento, ela só queria o fôlego dele em sua pele... de uma forma que lhe tirasse o sono ou a fizesse dormir... porque o Capitão América parecia seu anjo da guarda, a fazia se sentir nas nuvens e tocar o céu...
Seu dia ficava muito mais lindo quando o Super Soldado olhava para ela...
Os dois tinham tantas coisas para falar, e ao mesmo tempo, nada a dizer...
Enquanto o loiro ouvia resquícios de soluços... se dava conta que só havia uma forma de acalmá-la, e então, ele ergueu delicadamente o queixo da garota, para que pudesse olhar em seus olhos...
Ao fitar as esmeraldas daquele olhar, marejadas em lágrimas, o Capitão sorriu... compassivo...
— Fique tranquila... o pior já passou e... vai dar tudo certo... eu prometo... confie em mim... – Ele passava o polegar pelo contorno dos olhos delineados da garota, enxugando de forma carinhosa as suas lágrimas...
— Não me faça promessas e não me faça confiar em você, Steve...
— Você disse alguns dias atrás que gostava que eu estivesse por perto, porque confiava em mim... e por isso adormeceu ao meu lado...
— Eu sei, mas...-
— Senhorita Ellis... eu já não dei provas suficientes...? Estamos aqui e... com apenas um gesto, você correu pra mim... nós não estamos mais no mesmo nível de quando nos conhecemos, então pare de fingir... seja humana... mostre sua força através das fraquezas...
A garota ficou em silêncio, sabendo que ele tinha razão.
— Eu... não consigo me acalmar... – Ela confessava, com os lábios trêmulos e os olhos marejados em lágrimas.
— Eu sei... e tenho uma sugestão...
— Qual sugestão...?
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— Será que... podemos usar o mesmo método de Las Vegas...?
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— Qual é o método de Las Vegas...? – A Segundo-Tenente inclinava o rosto, não entendendo o que ele queria dizer.
Steve sorriu em resposta...
— Não se preocupe... porque você vai esquecer tudo isso... ao menos agora, me deixe te fazer relaxar... tudo bem...?
— Como...? – Ela piscava, fazendo uma nova lágrima escorrer por sua bochecha.
— Você confia em mim...? – O loiro sussurrou, olhando dentro dos olhos dela...
— Sim... — Mary não conseguia decifrar aquele olhar...
A mão do Super Soldado subiu e descansou em sua bochecha úmida, numa doce e delicada carícia...
A Segundo-Tenente pensou que ele faria algum discurso motivacional para que ela pudesse se reerguer depois daquele choque, mas em vez disso, Steve segurou o rosto da garota com as mãos, se inclinou e...
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A beijou...
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Foi inesperado para ela...
Não era exatamente um beijo... era só um encostar de lábios... nem sequer um roçar...
Ambos permaneceram imersos diante de um toque extremamente terno, lento, porém carinhoso, que expressava afeto e esmero...
Lentamente, o contato se transformava num beijo inocente... sem pretensões... ameno, casto, puro... um encostar ingênuo e imaculado...
Então aquele era o método de Las Vegas...? Agora ela conseguia se recordar...
Steve a tocava como se estivesse diante de uma porcelana refinada, que poderia quebrar facilmente... e ele mantinha cuidado, zelo, primor, cautela e gentileza... porque sabia que Mary Crystal se encontrava quebrada... estraçalhada...
O Capitão tinha vontade de beijar aquelas lágrimas e de plantar flores em suas feridas, apenas para vê-la florescer... e tinha certeza que seu conforto não era de graça... porque ele ganhava o mundo toda vez que Mary sorria...
Ele não conseguia evitar...
Precisava beijá-la... e profundamente...
Enquanto o sentia, mais lágrimas escorriam de seus olhos... o brilho de cristal cintilava através das luzes ao redor da praia...
Kiara se mantinha imóvel, sentindo seus lábios sendo pressionados com extrema delicadeza e suavidade... até que sem esperar por aquilo...
Steve parou... e se afastou lentamente...
A garota sentia a respiração dele batendo em seu rosto...
Mary abria os olhos... confusa... ela o fitava com uma expressão deslumbrada... hipnotizada, porém levemente decepcionada... o beijo já tinha acabado...?
O loiro sorriu de novo... olhando fixamente para aquele rosto tão belo... tão perfeito...
Seus dedos acariciavam as maçãs do rosto feminino, num meigo carinho...
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— Quer que eu continue...?
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A pergunta era instigante... e a voz dele calma e inocente... seus lindos olhos azuis angelicais a miravam de forma encantadora...
A garota não respondeu com palavras... apenas acenou um inaudível “sim” com a cabeça, mirando os olhos azulados... hipnotizada...
Um sorriso terno e afetuoso se espalhava pelo rosto do Super Soldado...
Ele a enxergava com aquele brilho resplandecente de cristal... e mirava aquela boca perfeita e deliciosamente carmesim... os lábios de Mary Crystal pareciam duas pétalas sedosas... porque para ele, a Segundo-Tenente tinha a beleza da flor mais linda que existia...
E então, o Capitão se inclinou novamente, a puxando para ele com muito mais delicadeza e... seus lábios se encontraram de novo... selando mais um beijo...
Seu coração estava batendo tão alto que ela provavelmente poderia ouvir...
Kiara se rendia... totalmente dominada...
Steve sentia os braços dela envolvendo seu pescoço enquanto arqueava seu corpo para ele, finalmente correspondendo seu beijo... lento e profundamente...
Tudo o que Mary desejava era que o loiro tocasse cada centímetro de seu corpo e sua alma... e a beijasse com calma... naquele ritmo que tanto amava e que só ele sabia fazer...
As mãos firmes desceram pela cintura curvilínea da garota, as tocando delicadamente.
E ambos seguiram naquela cadência inebriante...
O Super Soldado sentia que o gosto dos lábios dela já era tão familiar... ansiava gravá-la em seus sentidos... impregnar aquele sabor mélico e nectário em seu paladar, para nunca mais esquecer...
Mary o beijava de volta, sentindo-se enternecer enquanto seu corpo era envolvido pelos braços fortes do Capitão... os dois nunca estiveram tão próximos antes, mas não fisicamente, e sim emocionalmente...
Um beijo era mais do que um complexo movimento... era o toque de duas almas... e o encontro entre dois corações que se entregavam ao mesmo sentimento...
Os segundos se passavam, e eles se entrelaçavam cada vez mais...
A Segundo-Tenente sentia seu corpo facilmente encaixado no dele... as mãos do Capitão deslizaram mais para baixo e mantiveram-se firmes no quadril feminino, como se estivesse a puxando para cima, na medida em que Mary se arqueava ainda mais para senti-lo muito mais próximo...
O calor que irradiava de Steve era aconchegante... a garota se sentia aquecida e protegida... salva e abrigada por um anjo da guarda que a levava ao paraíso e a mantinha debaixo de suas asas...
Lentamente, Kiara mudava o ângulo de seu rosto, aprofundando aquele beijo que começou devagar, mas tornava-se gradativamente indômito.
O loiro sentia os dedos dela passando por seu cabelo... acariciando-o com veemência... atraindo-o ainda mais para perto... até que aos poucos as mãos delicadas desceram por trás e tatearam com suavidade os músculos por baixo do novo uniforme... sentindo a curva das costas masculinas... uma das partes mais lindas do corpo de Steve...
Mary experimentava um calor violento lhe invadindo...era vulcânico... entorpecente... intoxicante... e enquanto seus lábios se moviam contra os dele, ela pressentia que podia aprofundar ainda mais aquele contato tão íntimo...
Steve soltava um gemido de surpresa quando a garota invadiu seu espaço de uma forma muito mais... inerente...
Ele dava a ela a passagem necessária para que pudesse encontra-lo... e a sentiu explorando internamente seu espaço... um espaço jamais ultrapassado por ninguém...
Mary passeava pelo céu de sua boca, navegando naquela galáxia, perdendo-se no infinito das extremidades... percorrendo seu toque molhado, suave e flexível...
Era uma dança excitante em que o Super Soldado não sabia como dançar... mas aos poucos, Kiara o ensinava...
O Capitão permitia-se senti-la lhe explorando e a acompanhava... suas línguas se encontravam, num ritmo sincronizado...
Lentamente, a Segundo-Tenente escrevia seu nome no céu daquela boca maravilhosa... ligando estrela por estrela... sentindo em seu paladar o gosto celestial do paraíso... de seu anjo protetor... descobrindo cada centímetro... se perdendo... derretendo... se esvaindo e dissipando...
Um arrepio congelante subia por sua espinha até chegar a nuca... o efeito era tão intenso que não imaginava que aquilo podia ser sentido... era forte e potente demais...
As mãos do Super Soldado subiam pelos ombros dela, explorando a pele macia, fina e que se arrepiava diante de seu toque...
O beijo que compartilhavam, era extremamente quente... um sentimento possante crescia e ambos se encontravam perdidos...
Steve gostava daquele encaixe... de como seus dedos deslizavam perfeitamente para baixo e moldavam-se na cintura curvilínea... ele gostava de como era fácil conduzi-la para seus lábios...
Era algo inexplicável... era tudo ao extremo... aquele beijo fluía como uma explosão... como poderiam se controlar? Eles se queriam por inteiros... desejavam se explorar, sentir todas as extremidades e se perderem naquele infinito particular... mas...
O mais afetado ali era ele... como conseguiria esquecer o gosto daquele beijo espetacular? Como poderia viver sem saborear aqueles lábios, sentir a temperatura do corpo ameno e não se curvar a maciez de seu toque?
A Segundo-Tenente havia se tornado o entorpecente mais viciante... mas ao mesmo tempo, parecia ser a solução para todos os seus problemas...
E o que dizer dela?
Mary Crystal sabia que ela não era nada, mas o Capitão a fazia ter vontade de ser algo... ele despertava os melhores sentimentos, os desejos mais ardentes, e a fazia querer ser mais... porque com ele, era mais forte... com ele, era melhor... Steve Rogers era com certeza, sua melhor parte...
Foi um longo caminho percorrido e por muitas vezes ela agia com dureza, ironia e maldade, muito mais do que a situação merecia. Mas depois de incontáveis incêndios, dias nublados, naufrágios, sóis tórridos, aquela casca dura e resistente era tudo o que tinha sobrado...
Só que o Capitão América parecia ter penetrado sua fortaleza e adentrado pouco a pouco suas profundezas, invadindo o espaço seguro entre sua mente e coração...
Mary gostava de notar detalhes em todas as pessoas, mas odiava quando notavam detalhes nela. Ela gostava de decifrar as pessoas, mas odiava ser decifrada... e por que de todos, só ele conseguiu a decifrar? Como Steve conseguiu?
Não queria ser doce, porque doce enjoava rápido... ela preferia ser meio azeda, talvez com um toque adocicado... ácida...
Não gostava de andar na linha e nem seguir regras... amava ser ventania, tempestade, furacão e maremoto... Mary sabia que ela era tudo que causava estrago... aquela que tirava a todos do sério, mas... por que ao lado dele desejava ser exatamente o contrário...?
Steve e Mary permaneceram entrelaçados naquele beijo incontrolável, selvagem, abrasador e excitante, que parecia pouco a pouco passar de todas as barreiras do limite...
Eram os instintos aflorados ao extremo... em potência máxima... mas muito mais do que um contato físico... era um lance de alma...
Porém, era inegável o quanto se desejavam... o quanto tinham vontade de aprofundar toda aquela explosão e se misturarem... se mesclarem e se tornarem um só...
Mas precisavam se conter, e o mais racional ali, com certeza era o Super Soldado...
Quando o Capitão resolveu quebrar o contato, seus lábios estalaram suavemente ao terminarem o beijo...
Ambos permaneceram imóveis, ainda de olhos fechados... sentindo suas respirações se misturarem... apenas imersos na vibração de seus corações unidos e descompassados...
Os dois abriram os olhos lentamente... desacreditados do que havia acontecido, mas... nem um pouco arrependidos...
— Uau... — Mary sussurrava, em meio a um sorriso tímido que se espalhava por sua face, impressionada, desorientada... tonta...
— Sim... uau... — Steve sorria, completamente desnorteado... magnetizado... fascinado...
O que foi tudo aquilo...?
Atração, desejo e... paixão...? Era isso que sentiam no momento...?
As mãos de Steve subiram, segurando os ombros femininos e levemente trêmulos...
Num impulso ardente, ele enterrou o rosto no pescoço de Mary Crystal e pressionou um beijo lento e calmo na curva de sua clavícula...
A garota estremeceu diante dos lábios do Capitão naquela área tão sensível e íntima...
Um arrepio agudo subia por sua espinha, terminando em sua nuca... aqueles maravilhosos lábios pressionavam um plácido beijo demorado em sua pele...
Céus... por que Steve tinha que ser tão perfeito...?
Ele permaneceu ali por um tempo... sentindo a fragrância deliciosa da pele da Segundo-Tenente, absorvendo seu perfume tão fértil... tão doce... tão inebriante... tão melódico e apetecível...
Por um momento, não havia nada em seu mundo além dela...
Às vezes o Super Soldado sentia seu peito apertar e a vontade de dizer a Mary tantas coisas escondidas, lhe escapava... mas ainda era cedo para confessar tudo o que sentia e ele não fazia ideia se existia uma hora certa...
Quando o Capitão finalmente soltou os ombros femininos, os dois passaram a se entreolhar... em profundo silêncio...
Mary piscava lentamente... embriagada... desatinada... zonza...
Ela deveria ter percebido, quando o abraço dele passou a aquecer mais do que deveria... e quando olhando para sua boca, sentia sede de seu beijo...
Já era aquele caloroso e radiante sorriso do Super Soldado adentrando seus espaços e fazendo morada sem qualquer aviso...
Quando ele lhe abraçou, lhe acariciou e lhe beijou daquela forma tão apaixonante, Mary via seus medos sumirem e suas forças voltarem...
Steve realmente tinha aquele poder sobre ela...
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Ela precisava dele, como jamais precisou de alguém...
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Mas não conseguia dizer... tampouco admitir até mesmo para si mesma... era difícil...
O único escape que tinha era através da ironia, das piadas, da omissão... não conseguia ser sincera... e então...
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— Acho que você devia desistir, Cap... já é complicado me entender, imagina me conquistar...
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A Segundo-Tenente soltava tais palavras apenas para camuflar o exorbitante furacão de sentimentos, concepções e impressões que tinha sobre tudo o que havia acontecido nos últimos dez minutos...
Steve sorriu um tanto aliviado... ela parecia muito melhor...
— Apesar dos pesares, eu quero sempre te ver bem... é por isso que estou aqui... – Ele afirmava, deixando-a levemente embaraçada, porque aquela voz sussurrada se tornava um eco que estremecia as paredes de seu coração.
Um pequeno rubor florescia nas maçãs do rosto da garota, forçando-a desviar o olhar, numa expressão birrenta, por não entender como ele conseguia ter tanto efeito sobre ela.
Ainda constrangida, Mary resolvia dizer algumas coisas que estavam presas em sua garganta...
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— Penso che mi sto innamorando di te... (acho que estou me apaixonando por você...)
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A Segundo-Tenente sussurrava, fitando o chão... constrangida...
Embora não tivesse ideia do que ela acabava de dizer, Steve achava encantador quando Mary dizia coisas em Italiano... ela tinha um sotaque tão perfeito e encantador...
— Eu ia adorar saber o que me disse, mas acho que vou deixar essa passar. Deve ser algo que com certeza não teria coragem de me dizer em inglês...
— Eu nunca vou te dizer isso em inglês... – Ela corava, e não sabia mais o que dizer.
O Capitão a contemplava, fascinado por sua feição de menina obstinada, imaginando que não conseguiria mudar o rumo de sua história com ela...
Ele decidia ficar... mesmo sem saber aonde tudo isso o levaria...
Ele decidia ficar... porque não sabia como seriam seus dias sem ela... porque...
Talvez ele gostasse dela...
Talvez ele gostasse muito dela...
Steve não conseguia desviar seus olhos... não conseguia parar de olhar para Mary...
E se tudo aquilo fosse perda de tempo, era com ela que queria perder o seu...
Estava grato por tê-la conhecido... e por tudo o que viveram até ali... mas estava muito mais grato por saber que ele significava tanto... e Steve sabia que Mary se importava com ele, assim como ele se importava com ela.
— Senhorita, tem uma coisa que preciso te dizer...
— O quê...? – Ela erguia o rosto para encará-lo.
— Quero te agradecer por ter salvado a minha vida aquele dia... em Tijuana. Eu... não consegui tocar no assunto por semanas, mas... sinto que posso fazer isso agora, então... obrigado... de verdade...
Mary sorria ternamente em resposta.
— Uau... tá parecendo eu quando te pedi desculpas lá em Newport Beach, antes da gente pegar aquela chuva...
— Acho que somos parecidos nisso... temos um pouco de dificuldade de aceitar quando alguém arrisca a vida para nos salvar...
— Bem, eu não me importo de ser salva pelo Capitão América hoje... cansei de mim... quer pegar pra você...? – A Segundo-Tenente brincava, com um sorriso melancólico no rosto.
— Posso mesmo?
— Claro...
— Bem, então... – Steve movia o braço direito na direção da garota e...
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Pegava em sua pequena mão, entrelaçando seus dedos nos dela...
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Kiara alargava o olhar, não entendendo porque ele agarrava sua mão.
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— Vamos cruzar todo esse caminho em linha reta, até o farol... mas vou largar sua mão no fim da estrada... — O Super Soldado esclarecia, propondo que os dois andassem de mãos dadas.
— Se vai largar minha mão no fim da estrada, então devemos andar devagar... – Kiara contrapôs, segurando a mão de Steve com força. Ela era tão quente e firme.
E então, os dois começaram a andar... juntos... e com as mãos entrelaçadas...
Era estranho, mas tão confortante...
Não sabiam exatamente o porquê estavam fazendo aquilo, mas nenhum deles quis perguntar o que significava... ambos decidiam apenas viver o momento... sem perguntas, sem promessas, sem compromissos... era apenas o hoje, o presente... aquela madrugada...
O silêncio pairava entre os dois... e a única coisa que podiam ouvir era o barulho do vento e das ondas do mar...
Mary relutava em olhar para o rosto dele... temia ser enfeitiçada novamente...
Ela tinha lábios que ansiavam beijar estrelas... e a boca de Steve era agora a sua constelação favorita...
Depois de dois minutos andando calados, ambos um tanto desconsertados depois de tudo, Steve resolvia ser o primeiro a quebrar o silêncio.
— Por que agiu sozinha, senhorita Ellis...? Por que fugiu e resolveu agir por conta própria em vez de pedir ajuda aos Vingadores ou a SHIELD?
Mary estreitou o olhar diante daquela pergunta.
— Esse lance de segurar minha mão até o fim da estrada é só pra me interrogar, certo?
— Não. Apenas queria entender porque sempre se coloca em risco sozinha para salvar as pessoas.
— Você faz o mesmo, Cap...
— Isso não responde a minha pergunta... por que não nos chamou...? Por que... não me procurou...?
— Porque eu trabalho melhor sozinha. Sou como o Batman, entendeu?
— Sei... você não tem nem um pingo de amor pela sua vida, certo?
— Era a vida do meu pai... a minha não vale nada comparada a dele... – A garota fitava o chão, com o olhar melancólico...
Percebendo que Mary parecia reprimir novas lágrimas, Steve resolvia dizer o que achava sobre aquela situação.
— Se ainda não encontrou algo pelo qual possa viver, pare de se esconder atrás das pessoas pelo qual está disposta a morrer...
— Assim como você esteve disposto a morrer pelo mundo, Capitão?
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— Assim como você esteve disposta a morrer por mim, Mary.
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A Segundo-Tenente expressava uma feição de surpresa... era um tanto intimidante quando Steve falava daquela forma com ela... como se soubesse o que escondia... como se pudesse ver através dela...
— Você está sendo duro comigo e não estou em condições de responder à altura, Cap...
— Quando me importo com alguém, não tenho medo de demonstrar, senhorita e... eu me importo com você... de verdade... – O loiro finalmente confessava, e a deixava ainda mais desconcertada...
— Bem... acho que a nossa história foi escrita torta de propósito, pra gente se cruzar... – Kiara tentava esconder o quão embaraçada estava naquele momento. Pela primeira vez era ela quem tinha que encobrir o fato de estar estremecida diante dele...
Steve parecia sempre inofensivo... mas ele conseguia dominá-la vez ou outra...
— Pode ser que um dia nos afastemos, mas se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará... – O Super Soldado assegurava, deixando-a levemente irritada.
— Eu não quero ser sua amiga, Cap...
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— E o que você quer ser então...? – Ele parou no meio do caminho, ainda segurando a mão dela.
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Os olhos azuis a fitavam com exatidão... e a mantinham imóvel e presa ao chão... como se tivesse algum tipo de controle sobre seu corpo e emoções...
— Eu sabia para onde estava indo, até você chegar e mudar a minha direção... – Ela confessava, constrangida...
— Você se arrepende de ter me conhecido? – A voz dele soava áspera, expressando uma leve irritação.
— Não...
— Então por que sempre reage assim?
— Isso tem alguma relevância? O importante não é que tudo sempre acaba bem entre nós...? – Mary desviava o olhar, fitando o chão, mas diante de sua resposta, o Capitão se via no direito de puxá-la com mais força em sua direção, obrigando-a olhar em seus olhos...
Quando Kiara o fez, o semblante do Super Soldado mostrava o que ela mais temia... e então...
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— Não quero que você prometa que vai acabar bem... quero que prometa que não vai acabar...
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Mary Crystal sentia seus batimentos cardíacos acelerarem de uma forma violenta e frenética...
Por que Steve dizia aquilo? O que suas palavras significavam?
Por que aquela aura azul com dourado parecia ficar por onde ele passava? Por que a alma dele era grande demais para caber no pouco espaço que o pertencia...? Por que o mundo precisava de um rastro dele pra ser leve...? Pra ser melhor...? Por que cada partícula do universo precisava de um minuto com o Capitão América, para tudo fazer sentido...?
Ela simplesmente não conseguia responder... era difícil...
— Não vai acabar... porque eu não posso ficar sem você, seu idiota... – A Segundo-Tenente replicava, ainda embaraçada sobre tudo que acontecia entre ambos...
Eles eram tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro...
— Fico feliz em ouvir isso, senhorita Ellis...
— E espero que não saia contando pra todos o que aconteceu hoje... – Ela corava drasticamente.
— Tudo que acontece entre nós, fica entre nós... – Ele assegurava, num tom de voz firme e seguro.
— Assim espero... somos cúmplices...
— Certo, somos cúmplices então, senhorita Ellis...
Mary já estava ficando farta de sempre o ouvir chama-la de “Senhorita Ellis”. Como poderiam manter aquela formalidade depois do que aconteceu aquela noite?
— Posso te pedir uma coisa, Cap?
— Sim, claro.
— Não quero que me chame de senhorita Ellis daqui pra frente... nós não temos mais uma relação tão formal... – A garota desviava o olhar... não conseguia encará-lo...
Era constrangedor, mas ao mesmo tempo precisava dizer que toda aquela formalidade a incomodava e dava a impressão de que existia um enorme espaço entre os dois.
— Ok, tudo bem... de acordo... – Naquele momento, Steve também mantinha certo acanhamento em sua expressão. De fato, não havia sentido, mas ele já estava muito habituado a chama-la somente por seu sobrenome.
— Tem mais uma coisa...
— Que coisa...?
— Fique à vontade pra me chamar como todas as pessoas próximas me chamam...
Os olhos azuis fixaram nos olhos verdes, surpreendidos...
— Você diz... te chamar de Kiara?
— Sim... esse foi o primeiro nome que escolheram pra mim, até meu avô achar a ideia arriscada... porque ele não queria que nada em mim lembrasse a Máfia Siciliana... e até mesmo um nome em Italiano parecia me ligar a isso, então, meus pais optaram por um nome americano tradicional seguido do nome de uma joia... – A Segundo-Tenente piscava, sorrindo timidamente...
— Então é por isso que você se chama Mary Crystal?
— Exatamente...
— Entendo...
— Mas tenho uma preferência por Kiara, então... eu ficaria feliz se me chamasse assim... – Ela terminava, num tom de voz acanhado, porém, determinado.
O Capitão passava a mão por seus cabelos, esfregando a nunca, num gesto de embaraço.
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— Tudo bem então... Kiara...
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Seu nervosismo naquele momento era evidente...
— Não estamos no fim da estrada, então eu espero que você não solte a minha mão... promete...? – Mary apertava os dedos entre os do Super Soldado, sentindo todo o calor que a mão dele emanava.
— Eu prometo que não vou soltar... Kiara... – E então, os dois continuaram andando, juntos e lado a lado...
O farol ainda estava longe... e a estrada distante de chegar ao fim...
O Super Soldado fechava os olhos, se concentrando na brisa que vinha do oceano, tentando fazer com que a sensação e o gosto de Mary Crystal desaparecessem de seus lábios...
Já a Segundo-Tenente, tentava controlar seu coração que não parava de bater de modo descompassado... como conseguiria esquecer aquela noite...?
Enquanto o quase-casal andava lentamente pelo caminho de encontro ao farol de Portland, outro casal que estava bem atrás deles, se encontrava surpreendido no meio do caminho...
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Tony e Pepper seguiam os dois, e flagraram toda a cena, do começo ao fim... do beijão ao entrelaçar de mãos...
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— Eu não acredito que você estava certo o tempo todo... – Pepper olhava para o Homem de Ferro, perplexa e completamente desacreditada de que Steve e Mary já estavam naquele estágio.
— Eu sempre soube que eles se apaixonariam um dia. E agora você me deve um mês de férias! – O bilionário pegava na mão da Presidente das Indústrias Stark.
— Diferente de você, eu cumpro minhas promessas... isso é tudo, senhor Stark...? – A loira agarrava a mão dele.
— Isso é tudo, senhorita Potts...
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E então, Tony e Pepper resolviam seguir o caminho oposto, apenas para deixar o Capitão e a Segundo-Tenente livres, a sós e despreocupados, sem interferência de terceiros naquele... passeio romântico e pós-trágico...
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