Notas iniciais
Então, não me matem, mas não deu tempo de postar esse capítulo antes porque a pessoa aqui é muito inteligente e ficou de recuperação em 3 matérias, então minha vida foi baseada em estudar, estudar e estudar mais. Eu sei que esse capítulo tá um pouco pequeno demais, mas eu vou compensar tanto o atraso quanto o tamanho do capítulo no próximo, que deve ser postado até no máximo domingo, acredito. Enfim, tentei postar esse capítulo o mais rápido possível, e espero que as leitoras fantasmas apareçam, porque já tem 39 visulizações, mas só 1 acompanhamento, mas tá. Espero que gostem ^^

Cheguei em casa e subi para o meu quarto. Deitei-me em minha cama pois só de subir o lance de escadas até o segundo andar, meus pulmões já estavam reclamando.

Encostei-me em meu travesseiro e lembrei da carta. Peguei a mesma e a reabri. Reli a observação e ainda não conseguia perceber que mesmo com tudo aquilo acontecendo, mesmo em seus últimos dias de vida, Augustus ainda teve tempo para pensar e escrever a continuação perfeita para ele para Uma Aflição Imperial. E eu também não acreditava que eu, logo eu, estava prestes a ler isso.

Estava mergulhada em meus pensamentos quando minha mãe entrou no quarto e se sentou na cama ao meu lado.

–Você já está de volta, nem vi você entrando em casa. Descobriu qual era o suposto papel que Isaac queria tão urgentemente te mostrar?

–Hãm... – disse olhando para as minhas mãos, onde a carta se encontrava – Sim.

–E então, o que é?

–É uma carta, que o Gus escreveu antes de morrer. Para ser mais exata, a continuação perfeita de Uma Aflição Imperial desenvolvida por Augustus Waters, escrita para "Minha Querida Hazel Grace" – disse lendo o que estava escrito no envelope, rindo, e em seguida estendendo a mão que segurava a carta para minha mãe, para que ela pudesse ler o que estava escrito no envelope.

–Mas como ele teve tempo para escrever? – ela disse pegando o envelope da minha mão e olhando fixamente para o mesmo.

–Já ouvi falar que quando você está hospitalizado, as únicas coisas que você tem pra fazer e que são autorizadas são assistir à televisão, comer, ler, escrever e dormir. – ri.

–Você deve estar certa – ela riu também – agora eu tenho que terminar meu trabalho. Você se importaria em ficar sozinha aqui no quarto?

–Claro que não mãe, pode ir.

Disse isso a e vi saindo do meu quarto. Voltei meus olhos para a cama e vi a carta. Peguei-a e milhões de pensamentos se passaram pela minha cabeça. Comecei a ler.

"-Aquele maldito homem que se dizia holandês. Ela vai ter o que merece! — gritava a mãe de Anna em direção à porta da igreja em que estavam.

–Mãe, ele vai ter o que merece e a senhora também. Ele é um cafajeste e eu desconfiava disso desde o início dessa relação, mas você estava tão feliz com ele que resolvi ficar quieta – Anna suspirou – Você merece alguém melhor, acredite em mim – a garota disse, abraçando a mãe que se encontrava no chão do altar, chorando.

–Espero que isso seja verdade minha querida... – a mãe disse entre soluços.

Passaram se poucos meses desde o acontecimento e Sísifo, o hamster, morreu, deixando Anna e sua mãe. As duas ficaram abaladas, mas ambas sabiam que o bichano já estava a muito tempo na terceira idade.

Anna conseguiu com que um dos seus sonhos de infância foi realizado antes de partir. O sonho de que passasse uma tarde toda no parque sem a cânula, que, pela visão da garota, era considerada estúpida já que só estendia a vida da pessoa, mas não a curava da doença. Tudo bem que o sonho foi realizado bem antes de garota morrer, mas foi realizado. Quando ainda estavam no parque, Anna sentiu uma grande falta de ar e se foi. Todos sabiam que isso iria acontecer em menos de uma semana, e no último dia de vida previsto pelos médicos, fizeram o que a garota pedia. A mãe de Anna já havia se casado a pouco tempo com um cara legal, então teve com quem se lamentar quando perdeu a querida filha.

Não foram muitas pessoas que lastimaram a perda de Anna, mas que o fizeram, foram verdadeiros. A mãe de Anna não acreditava muito em anjos, mas noites ou outras, ela e o marido sentiam a presença da menina pela casa, correndo alegremente atrás do hamster que ela tanto amava."

"Hazel Grace,

Como eu disse a Peter Van Houten, sou uma boa pessoa, mas não um bom escritor. Tentei o meu melhor para que você gostasse. Não está nem um pouco explícito em meu texto, mas antes da mãe de Anna se casar, ela se sentia um peso, porque tudo que a mãe fazia era para cuidar dela, ou seja, nesse aspecto, ela se parecia muito com alguém que ambos conhecemos muito bem, certo? A vida não é fábrica de realização de desejos, mas você pode fazer com que alguns deles se realizem. A vida é boa, Hazel Grace, e eu espero que você aceite suas escolhas.

Augustus Waters, OK?"

Acabei de ler e percebi que estava me derramando em lágrimas. Eu ainda não conseguia acreditar que mesmo em seus últimos dias de vida, Gus deixou todo o tempo em função de realizar mais um dos meus desejos que provavelmente não iriam se realizar se não fosse por ele.

Peguei meu celular e reli todas as mensagens trocadas com aquela pessoa que fez a minha vida melhor, nem que tenha sido somente por um pequeno tempo, mas que tentou o máximo para que esse tempo fosse inesquecível. Eram exatas 21:35 quando me dei conta. Levantei-me, tomei um banho e voltei à cama para descansar. Acabei dormindo rapidamente sem nem perceber que estava ainda com a carta em mãos e sem o biPAP.

Notas finais
Espero que tenham gostado e falem nos comentários o que vocês querem que melhore, ou deem dicas para os próximos capítulos ^^