Nem Tão Óbvio Assim
3 É. Pois é. Né.
Notas iniciais
Repostagem for the win.
Maaais algumas sutis mudanças, só pra constar.
Narração.
E, as always, na dúvida: leia de novo.
– Matt, isso já passou dos limites.
– Eu também acho. Vem, Near.
Levantou-se, puxando o outro pela mão.
E o rosto ainda estava baixo, mas ergueu-se sem relutar.
Saíram juntos. Matt envolvia os ombros de Near.
Sussurrou-lhe algo aos ouvidos.
E foi ai que Mello surtou.
Quando a mão branca ergueu-se envolvendo a cintura do ruivo.
Correu até eles.
Antes que Matt pudesse se virar, sentiu um soco no rosto.
Caiu.
Near apenas afastou-se.
Algumas crianças olharam.
– Seu puto desgraçado! O que foi aquilo ontem à noite, então?- cobrava. Tinha o direito!
E com quem falava?
Foi derrubado no chão. Matt o agarrara.
Desviou-se de um soco, e pode ver que era pra valer.
Como se já não soubesse.
E agora? Near não sabia o que fazer...
Não pretendia realmente se intrometer na briga.
E ali estavam os dois, rolando, se arranhando e ferindo.
Até pensaria em intervir, e adoraria conseguir dizer para si mesmo o motivo que o mantinha ali, quieto e silêncio.
Apenas angustiado.
Mas não conseguia.
Uma rodinha se formara. Os gritos das crianças variavam desde o mais selvagem incentivo até o mais patético e esganiçado berro pedindo para que aqueles dois parassem.
Para os dois que massacravam a grama numa guerra silenciosa feita apenas de feridas, as vozes se misturavam num bolo sem importância ou utilidade.
Porque o ódio é cego, e surdo. E era ele, e apenas ele, que guiava e revidava cada golpe ali desferido.
A única coisa certa era que Near não era o único a demonstrar toda a falta de disposição em separá-los.
Sangue escorria do nariz de alguém, enquanto o outro mostrava os dentes.
Socos e chutes e mordidas e golpes baixos.
E uma duplinha qualquer de monitores saída do nada que, não sem esforço, conseguiram arrastar os dois pelas golas das camisetas, como se não passassem de cães se estranhando.
Debatendo-se, foram levados pelos nobres apartadores até à sala do Roger.
Alguns discutiam sobre o porquê daqueles dois terem brigado.
Sempre tão amigos, sempre unidos, quase irmãos!
E de repente, rolando pelo chão, se socando, chutando, machucando...
E ninguém sabia o motivo.
A não ser o garotinho que se refugiara atrás de um matinho, enrolando o cabelo num cachinho, pensando no que iria fazer agora.
E mais e mais se sentia oprimido pela quantidade obscena de diminutivos.
Quando as coisas se complicaram tanto?
–-x--
– Matt, Mello, será que podem me explicar o que aconteceu?- Roger perguntou, olhando-os profundamente.
Ambos estavam sentados nas cadeiras de espaldar alto, de frente para o não muito imponente diretor.
Matt enfiara as mãos nos bolsos, e olhava para um canto qualquer.
Mello mantinha os braços cruzados, fazendo questão de olhar para o lado oposto.
– Entendem que tiveram uma conduta inaceitável lá no jardim, não?
E nenhum dos dois sequer se manifestou.
Só Matt parecia cantarolar uma música eletrônica qualquer.
Roger suspirou. Aqueles dois eram brilhantes, sem dúvida, mas intratáveis na maior parte do tempo. Crianças, afinal. Ah, criaturinhas chatas...
– Se vocês não colaborarem, não poderão ver o L quando ele vier na semana que vem.- sua cartada final.
Mello chegou a esboçar uma reação, os olhos abriram-se incrédulos, mas Matt deu uma risadinha.
– Que seja- foi tudo o que disse, voltando a sua posição anterior, jogado na cadeira.
Roger arqueou as sobrancelhas. O motivo da briga deveria ser algo muito sério, para que Mello sacrificasse seu direito, tão raro, de brincar com L, seu ídolo e meta.
– Me digam agora o porquê de terem brigado daquela maneira.
– Mello quebrou meu Game Boy novo.
O quê?
– Matt roubou meus chocolates.
Ah, era assim?
– O Mello me jogou pra fora da cama dele de propósito!
De onde saiu isso?
– Óbvio! Você estava babando em cima de mim com esse seu bafo de cigarro!
Opa!
– Cigarro? Matt, do que ele estava falando?
Mas os dois já estavam de pé, apontando.
– Você nunca reclamou do cheiro antes, Mello. Você até disse que gostava do gosto!
– Mello, você fumou também!?
– Haha! E você acha mesmo que eu gostei daquilo? Você me jogou contra a parede!
– E você nem pulou em cima de mim ainda outro dia! Dá pra ver o roxo no pescoço até agora!
- Não é disso que eu estou falando!
- Mas eu estou!
– Culpa sua! Quem mandou fazer aquilo comigo no banheiro!
– Ah, desculpa ai, mas eu não mandei você arrombar o banheiro enquanto eu tomava banho!
– MIHAEL KEEHL E MAIL JEEVAS, DO QUE VOCÊS ESTÃO FALANDO?
Os dois olharam para Roger, este também em pé.
Ops, escapou.
E agora...?
– Eu exijo que me expliquem imediatamente tudo o que aconteceu!
Eles se encararam, perdidos.
De onde começariam?
Notas finais
E não é que ela tem razão?
Randomicidades à parte;
E a fic vai seguindo sem betagem, viu meu povo.
Meu último beta se limitou a dizer que o capítulo estava chato...
Peço as mais sinceras opiniões, por favor.
Pode parecer estranho dizer isso em pleno terceiro capítulo, mas é só a partir do próximo que as coisas vão começar a acontecer.
Peço só um pouco de paciência.
E desculpas pela cena de suposta ação tão sem-graça xD
Agradeço a todos que leram~
Kalhens.
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