Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
8 Distrito 6
Notas iniciais
Desculpem me não ter ficado tão bom.
Mas espero que gostem.
Boa leitura.
P.O.V. Pietra Rolling
O único lado bom da colheita é que ele é uma das poucas vezes que eu posso ver meu pai, por ele ser prefeito do distrito, quase nunca tem tempo para passar comigo, mas não ligo, já aprendi a me divertir de outras formas, assim por dizer.
Enquanto passa aquele videozinho chato que a capital nos obriga assistir todo ano, olho para o meu vestido preto, ele vai até a metade da cocha e possui um decote em v, estou usando um sapado salmão com renda preta e laço de mesma cor. Ao pensar em como estou vestida, tento não sorrir, pensando em como a minha mãe odeia o jeito em que me visto.
Eu como meus pais nasci na capital, mas quando tinha três anos, meu pai foi promovido para ser prefeito do distrito, e desde então vivo aqui. Minha mãe nunca se acostumou com o local e odeia o meu jeito nada colorido de se vestir, imagina se descobrisse que eu sou viciada em morfina. Diferente dela, não me vejo longe do 6, aqui é o meu lugar e é aqui que quero ficar.
Paro de pensar na vida assim que vejo que o filme acabou em seguida Rennet vai sortear o tributo feminino. Ele é um carinha que se veste de um jeito muito engraçado, com sua calça azul escura que parece que alguém pegou um lápis de cor e a pintou, com uma camiseta azul clara e um casaco preto, aberto, que vai até os joelhos. Ele tem uma pele clara com um tom rechiado com cabelos loiros. Fico imaginando, que se meu pai não fosse prefeito daqui, eu teria que me vestir desse jeito – apesar de já ter visto piores – estranho. Melhor parar de pensar nisso.
Como todo ano Rennet, para com o papel erguido a altura de seus olhos e faz um pequeno suspense para em seguida dizer o nome da garota:
-Pietra Rolling – diz ele afetadamente com seu sotaque.
Olho para meu pai, que está em seu lugar, sobre o palco, e com um olhar doce e ao mesmo tempo decidido subo ao palco.
-Agora o garoto- diz o representante do nosso distrito se voltando para as bolas de vidro – Ravi Poyncer Davin
Um garoto, de 18 anos, com um olhar confiante e ameaçador se dispersa na multidão e vem em direção ao palco. Ele tem braços fortes, com um corpo definido em músculos razoáveis, rosto com traços fortes e bonitos, mas sem expressão, usava um cordão, que parecia uma coleira, no pescoço, dono de olhos azuis e cabelos rebeldes e claros com uma franja sobre os olhos, tinha lábios finos e avermelhados. Gatinho será uma pena ter que matá-lo, mas na arena e cada um por si.
Depois do típico procedimento, somos levados as salas. Um minuto depois de ficar sozinha, meus pais entram e vêem me abraço.
-É por isso que eu odeio esse lugar, nem a nossa filha foi poupada.
-Mãe nem se preocupe, que logo eu estou de volta, os jogos não me vencerão, eu vencerei eles.
— Filha só tome cuidado, lá não é a mesma coisa do que só ver pela televisão.
-Eu sei pai.
-Eu queria poder não ter que ver você ir, você não deveria ser obrigada isso, não nasceu no distrito e sim na capital.
-Mas é assim que tem que ser, aqui é onde eu moro, e é para este lugar que eu vou trazer honra e gloria.
-Cuidado filinha, e vê se aproveita o tempo que passara na capital, para adotar um estilo de lá e trocar essas roupas – disse minha mãe mexendo em meu vestido.
Não tive tempo de dar uma resposta, pois os pacificadores adentraram na sala. Antes de meu pai ser levado ele me abraçou uma ultima vez e disse:
-Eu gostaria de ter passado mais tempo com você, mas saiba que eu te amo filha.
-Também amo vocês dois.
Eles saem e me sento no sofá de veludo, para passar o tempo.
Eu tenho que mostrar quem sabe assim mostro para meus pais, que eu não sou uma garota da capital e que posso ser muito mais forte do que os outros pensam.
Posso não ser uma carreirista, mas sei muito bem como jogar esse jogo e aposto que não tem ninguém que possa me superar nele, no começo posso parecer doce, mas as aparências enganam.
P.O.V. Ravi Poyncer Davin
Minha ultima colheita. Enquanto se passa o sorteio, feminino um turbilhão de flashbacks passam em minha cabeça:
Meu pai, matando minha mãe e minha irmã na minha frente, meu irmão mais velho tentando impedi-los e acabando por matar meu pai.
Semanas depois, homens levando meu irmão preso achando que ele havia sido o causador das mortes. Ele jurando que iria voltar. Ele não voltou me abandonou como todos os outros.
O orfanato, para o qual fui levado, no qual eu tinha direito a visita de psicólogos, depois de ter ficado com transtornos e em estado de choque.
Todas as vezes que fui torturado por crianças e adultos que trabalhavam lá. Das vezes que passei dias trancados no porão, quando queimavam minhas bochechas com colheres quentes além de outras coisas.
O rumo que levei após os quinze anos ter fugido e sendo obrigado a fazer alguns trabalhinhos sujos para caras fora da lei para poder se manter. Bem, ainda faço.
Com o dinheiro que ganhei pude alugar um lugar para morar.
Essas lembranças me assombram dia e noite, mas sei disfarçar muito bem.
Meus fleches param ao ver que a selecionada para tributo, é a filha do prefeito. Que dó a riquinha sendo sorteada como tributo, já vi que esse ano não está fácil para ninguém.
Em seguida ouço chamarem o nome do garoto:
— Ravi Poyncer Davin
Ao ouvir meu nome, me disperso da multidão e vou em direção ao palco. Quando subi e assim de perto percebi que a filha do prefeito é uma garota de cabelos negros, olhos azuis pele bem clara, até onde eu sem ela deve ter uns 16 anos, tendo uma altura boa para a sua idade, possuindo um corpo magro e esbelto, tem um olhar doce, mas que consigo perceber, esconde um gênio forte e determinado, tão linda realmente é uma pena saber que ela vai morrer, ou não.
Logo após o cumprimento sou levado para uma sala, grande e confortável. Sei que não vai vir ninguém então começo a andar por ai e remexer em algumas coisas, por curiosidade e impulso.
Desde pequeno nunca fui de me enturmar, se recuso a falar na frente dos outros, muitos acham que eu sou mudo, quase virei um Avox por isso.
Eu já sofri muito no passado, mas ninguém precisa saber, eu vou voltar daquela arena e vou reerguer a minha família, vou achar o meu irmão, ter um lugar melhor para morar, deixar todo o sofrimento e os pesadelos.
Não tenho medo que me matem, não tenho medo de matar, já fiz isso por dinheiro, não vai ser diferente para salvar minha vida.
Distrito 6 me aguarde eu vou voltar, e não vai ter bestante que impeça.
Notas finais
Reviews? Recomendações? Favoritações? Criticas? (estou aceitando, por favor deixem) Por que essa louca ainda esta aqui?
Deixem seus reviews, lembrando que os primeiros tributos mortos serão aqueles cujo os leitores não comentão.
Ah mais uma coisa participem da fanfic interativa de jogos vorazes da Girl on Fire. Aqui está o link:
http://fanfiction.com.br/historia/370715/92_Edicao_De_Jogos_Vorazes_-_Interativa/
Bjss até a colheita do 7.
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