Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
9 Distrito 7
Notas iniciais
Obrigado para quem comenta! Esse cap. é para vocês!
Aproveitem.
P.O.V. Brianna Carlisle Feryfall
É hoje. Se não for hoje tudo pode estar perdido. O medo não pode me afetar.
Decidi que esse ano me voluntariarei na colheita. Meus motivos? Simples, meu pai esta doente, ele contraiu câncer, a cura para essa doença foi perdida há muito tempo, e só a capital a tem ainda, mas os remédios são muitíssimos caros e só o dinheiro que ganhamos trabalhando cortando madeira não é suficiente.
Vou me voluntariar, ganharei os jogos e conseguirei assim, o dinheiro para os remédios do meu pai.
Nesse momento Lena, a representante do nosso distrito, uma mulher de uns 35 anos aproximadamente, de olhos azuis e pele levemente bronzeada, que usa uma peruca verde folhas, que tem o formato de um coque bem trabalhado, que usa um vestido marrom detalhado a verde musgo, parecendo uma arvore. Uma velha piada que fazem na colheita do nosso distrito todo ano. Até que ela fica legal assim.
-Vamos ao tributo feminino- disse ela, com a voz estridente-...
Não espero ela terminar de falar e grito:
-Eu me voluntario como tributo!
Vou até o palco com um sorriso doce, que é o meu original e me posiciono ao seu lado.
-Qual o seu nome queridinha?
— Brianna Carlisle Feryfall.
-Muito bem, aqui esta a tributo do 7, meus parabéns queridinha, não tínhamos uma voluntaria havia um bom tempo.
Sorrio docemente e olho para a multidão, vejo alguns rostos conhecidos, assustados, devem estar estranhando o fato de eu ter me voluntariado. Sempre fui à garotinha, doce, meiga e fofa, ingênua que já foi muito usada por isso, mas para salvar meu pai eu faço qualquer coisa.
-Agora o tributo masculino — desperto de meus devaneios com Lena, já com a mão na bola de vidro sorteando o tributo masculino — Hermes Junk.
O garoto vem ao palco, com um olhar vago e ao mesmo tempo frio, deve ter uns 16 anos, acho que já o vi trabalhando na serraria. Tem cabelos escuros, não tão curtos, com uma franjinha para o lado, pele levemente bronzeada, com olhos castanhos esverdeados, mostrava alguns músculos, mas nada tão exagerado.
Ele se posiciona do meu lado, e somos apresentados ao distrito, apertamos a mão, como de costume, e somos guiados por pacificadores, até salas separadas, dentro do edifício de justiça.
A sala é espaçosa com uma lareira no centro da parede, imediatamente me viro de costas para ela. Não suporto ver fogo e nada que o lembre. Quando eu tinha sete anos um incêndio devastou minha casa e tirou a vida de minha mãe, depois disso fiquei traumatizada, com as chamas flamejantes.
Meu pai e meu irmão são os primeiros a vir me visitar.
-Minha lindinha por que fez isso?
-Por você papai, vou ganhar os jogos e conseguir dinheiro para os seus remédios.
-Não se preocupe comigo estou bem.
Por mais que ele se esforçasse para demonstrar que estava em bom estado, sei muito bem como saber quando alguém está mentindo. Quando pequena fui muito enganada, por causa da minha ingenuidade, hoje aprendi a sentir o cheiro da mentira de longe.
-Eu sei que esta mentindo papai, tenho te observado há dias e sei que seu estado não esta nada bom. Eu prometo me cuidar, mas desde que o senhor se cuide, logo eu voltarei e moraremos com conforto e você se curara.
-Eu sei que você vai voltar e prometo me cuidar. – diz ele me abraçando – Eu te amo minha filha. Não suportaria te perder.
-Não se preocupe maninha, você é habilidosa e inteligente, vai voltar logo, logo trazendo orgulho para o nosso distrito, só não deixa ninguém se aproveitar de você- diz ele me abraçando assim que meu pai me solta.
-Eu prometo, vê se, se cuida e do papai também.
-Eu prometo deixar tudo em ordem, para quando você voltar.
Os pacificadores chegaram logo depois para os levarem.
Vou vencer a Capital e assim ajudar minha família, não vou deixar que ela nos separe, sou mais forte e posso volta. E vou.
P.O.V. Hermes Junk
— Hermes Junk.
Evidentemente, muitas coisas horríveis já aconteceram na minha vida, mas essa definitivamente deve ser a pior. Eu acho.
Vou normalmente ao palco, andando como sempre agi. Observo a minha futura parceira de distrito, confesso ter ficado um pouco surpreso quando ela se voluntariou. Apesar de ser um ano mais novo e não morar aqui ha tanto tempo, já ouvi alguns idiotas, que sempre estão perto de um bar e algumas lojas que ficam em frente à serralheria em que trabalho, falando dela e de como se aproveitaram de sua ingenuidade quando eram mais novos. Não que eu me importe.
A garota tem cabelos castanhos lisos e enrolados nas pontas, olhos verdes esverdeados e pele clara, traços angelicais e maças do rosto bem avermelhadas.
Nos cumprimentamos e somos aplaudidos pelo distrito, quando nos apresentam e em seguida levados, por pacificadores, para as salas de visita.
É um lugar aconchegante, apesar de ser para passarmos pouco tempo. Começo a andar pelo recinto observando os moveis luxuosos e extravagantes, o lugar é bem organizado com alguns quadros enfeitando as paredes e é grande o bastante para se morar, pelo menos para quem vive só.
Sei que ninguém vira me visitar. Familiares? Sem chance. Amigos? Nenhum. Não tenho conhecidos para isso, nem moro tanto tempo assim aqui também.
Eu nasci no distrito 11, minha historia é meio complicada. Minha atitude fria se deve aos meus pais que me obrigavam a fazer de tudo, a mim e a minha irmãzinha, já que não éramos filhos legítimos. Após nossa mãe ter um filho ela veio a falecer e nosso pai ficou só. Um dia quando ele foi levar nossa refeição, no porão onde dormíamos, eu e minha irmã o atacamos, machucando-o para tentar matar, o que evidentemente não deu certo. Como castigo ele enviou minha irmã para ter uma educação mais rígida, enquanto eu fiquei com ele. Sempre tentei fugir, mas nunca deu certo. E quando meu pai morreu, meu irmão, Luke, passou a beber e não parava em casa até ser preso. Ao passar de um tempo, dei meu jeito e me mudei para o 7, comecei a trabalhar, mas o dinheiro que ganho mal da para a minha alimentação. Vivo em uma pensão barata e mal cuidada.
Mas agora tudo vai mudar, quando eu voltar. Vou ter um lugar melhor e viverei bem.
Podem ser 24 jovens e só um sai vivo, mas eu não ligo, vou derrubar quem for preciso e ninguém se mostrará mais forte do que eu. Não vou falhar, não importa o desafio.
Confesso que sinto medo se morrer e de ser deixado para trás, mas a partir do momento em que eu entrar na arena, vou me tornar mais frio do que já sou.
A partir de agora, é cada um por si.
Notas finais
Logo já posto a do 8. Vai de quanto tempo demorarem para comentar!
Já vou avisando que o local da Arena já foi decidido, uma pista esta na capa da fic se alguém tiver alguma ideia me avise.
BJss!
Logo eu volto com a próxima colheita!
Fale com o autor