Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
5 Distrito 3
Notas iniciais
Um pouco da culpa é da escola, então se quiserem matem meus professores!!!!
Vou tentar não demorar mais tanto assim!!!!
Agatah mellan Aqui esta o seu capitulo e desculpe a demora!!!
Boa leitura a todos!!!!!
P.O.V. Robertah Smith
Eu observava calmamente Carrya, a representante do nosso distrito, enfiar sua mão com unhas de quase 10 cm de cor prateada, na bola que continham os nomes femininos, quando ela a puxou para cima com um papelzinho que quase não era visível pelas suas unhas, abriu um enorme sorriso revelando seus dentes brancos que ganhavam mais destaque ainda sobre o seu batom de cor azul escuro, e disse o nome da futura tributo feminina do 3 :
-Robertah Smith.
Uma leve expressão de surpresa surge em meu rosto, mas logo faço questão de escondê-la e trocá-la por um leve sorriso confiante, e com postura vou seguindo até o palco, sendo guiada por alguns pacificadores.
“Eu posso vencer, sou forte! Tenho meus objetivos vou matar se for preciso! Vou honrar meu distrito e trazer uma esperança de vida nova para todos que eu amo”
Esse era o pensamento que me trará força e dele sempre que tenho que lembrar.
Carrya me ajuda a subir as escadas, ela parece ser uma pessoa legal, e percebo que é bem jovem, com seus cabelos escuros e pele clara que embranquecia ainda mais no seu vestido cinza metálico, de relance reparo na sua tatuagem de pássaros em seu ombro, não parece algo típico da capital.
Em seguida ela segue para os nomes masculinos:
— Miguel Anorah.
O garoto deve ter uns 18 anos alto, moreno e aparenta ser extremamente forte e possui a cabeça raspada, quando sobe ao palco ele lança um sorriso confiante em direção a mim e a Carrya, seus dentes são perfeitamente brancos deixando o mais encantador.
Devolvo com um sorriso que também mostra bastante confiança e nossa representante, lhe devolve um sorriso animado, mas que de perto não parece ser tão verdadeiro. Estranho.
Cumprimentamos-nos e pacificadores nos levam para salas separadas, pouco depois que sou deixada lá, minha mãe e minha irmã entram na sala e vem me abraçar:
-Minha irmã que infortúnio, não consigo acreditar que isso possa estar acontecendo, gostaria muito de poder fazer alguma coisa que a impedisse de ter que ir para a arena – “ter se voluntariado no meu lugar já teria ajudado”
— Que isso Karol sei que posso voltar!
-Sua irmã tem razão! Minha filha eu sei que você pode voltar, és inteligente saberá se virar muito na arena, mas não agüento pensar na possibilidade de te ver naquele lugar horroroso de todas nós você foi a que mais sofreu e agora isso acontecer é realmente perturbador! – diz minha mãe se segurando para não chorar. Eu sei do que ela esta falando.
Meu pai foi um marceneiro muito famoso aqui na região, sempre viajávamos para a cidade, pois seu trabalho era muito requisitado, mas depois de uma de suas viagens ele nunca mais voltou, eu ainda tenho esperanças de reencontrá-lo, sinto que ele ainda esta vivo.
De nós três sei que fui a que mais sofri, sou a filha mais nova é típico de que se aconteça.
Abracei-as fortemente e elas retribuíram e ficamos assim até os pacificadores chegarem.
Não tenho medo, sei que posso vencer, sou inteligente o bastante para isso.
P.O.V. Miguel Anorah
-Miguel Anorah.
Assim que ouvi meu nome fui até o palco, seguido por pacificadores. Ao chegar lá em cima dou um sorriso para a Carrya e minha parceira de distrito. Robertah tinha ido confiante para o palco e por isso tinha que demonstrar a mesma confiança, foi o que tentei refletir em meu sorriso, ela devolve um sorriso na mesma altura e Carrya tenta mostrar um grande animação no seu, mas sinto que essa animação não é verdadeira.
È o segundo ano dela como representante desde o impedimento da rebelião e ela sempre me pareceu como se estivesse representando um papel e essa animação toda fosse só encenação, mas todos diziam que isso era só coisa da minha cabeça.
Cumprimento Robertah que é uma garota muito bonita por sinal, dona de olhos castanhos escuros, morena de cabelos lisos até os ombros, magra e de provavelmente 1,70 de altura.
Não pude apreciar muito sua beleza, pois logo sou levado a uma sala na qual logo após ser deixado, minha mãe e minha irmãzinha, Mayara, entram.
Dou graças por serem só elas, e Paul – eles não merece ser chamado, por mim, de pai – não estar aqui.
Paul sempre foi um homem rabugento e só aparecia quando estava bêbado, sempre me acusou de se deitar com minha mãe e com minha irmã, ele sempre disse que eu é que não valia nada que era um homem indigno. Mas não é verdade, ele nunca aparece em casa, e quando aparece esta bêbado e tenta bater em minha mãe ou em mim, quase já fui espancado por ele quando era menor , mas hoje sei me defender.
Tenho medo do que ele possa fazer enquanto eu estiver fora, ou até mesmo se eu morrer, não tendo eu aqui para defendê-las ele, poderá tentar alguma coisa. E ficar sei elas é meu maior medo!
-Isso não pode estar acontecendo – diz minha irmã com lagrimas nos olhos me abraçando. Retribuo o abraço e me seguro para não chorar.
-Filho você precisa voltar.
— Eu voltar mãe. Eu só peço para vocês tomarem cuidado enquanto eu estiver fora.
-Quem precisa tomar cuidado é você meu irmão.
- E tomarei, mas tenho medo do que aquele homem possa tentar fazer enquanto eu estiver fora e se eu morrer o que será de vocês?
— Isso nunca acontecera logo você estará de volta e seu pai não vai tentar nada, eu prometo, eu sei que qualquer coisa vou dar um jeito de me defender.
— Eu também prometo voltar eu sei que eu posso e vou logo eu estarei de volta com vocês.
Em seguida pacificadores entraram na sala e as levaram.
Mais ninguém veio me visitar, era o esperado, depois de todo o que aconteceu eu fui me afastando cada vez mais dos outros.
Eu preciso voltar para casa, eu vou voltar, nem que eu precise matar os outros vinte e três tributos um a um. Voltarei e mostrarei ao meu pai que eu sou um homem digno diferente do que ele é.
Eu sou forte sei que posso conseguir!
Notas finais
Deixem comentarios!!!!!
BJss!!!
Mais uma vez não me matem!!!!
Fale com o autor