Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
7 Distrito 5
Notas iniciais
É que esse tempo todo eu estava sem internet e só chegou hoje (é uma longa historia)
Os únicos momentos que eu consegui entrar, foi quando eu ia para a casa da minha avó e usava o do meu primo, para fazer trabalho e aproveitava para entrar no Nyah!!
Espero que gostem!!
Boa leitura!!!!
P.O.V. America Singer
Não estava nem um pouco preocupada comigo, nem ao menos estava prestando atenção no vídeo da capital, afinal, todos os anos é o mesmo, na verdade eu estava preocupada com Tom, meu irmão mais novo, ele acabara de fazer doze anos, ou seja, era sua primeira colheita, ele é apenas uma criança e depois de tudo o que já passamos, seria o fim mais essa desgraça nos acontecer.
Volto a prestar atenção quando Nevelly esta prestes a sortear o nome da garota que ira para os jogos pelo nosso Distrito.
-E a tributo do distrito 5 é... – diz ela fazendo uma pausa. Nevelly é uma mulher de provavelmente 30 anos, ruiva e bem magra e com todos esses enfeites roxos, pele clara e seu jeito todo pomposo e delicado, ela parece ser uma bonequinha de porcelana. – America Singer.
Nossa que nome lindo, ah claro, que por sinal é meu! Não posso acreditar, se eu for para os jogos o que será dos meus irmãos?
Minha mãe veio a falecer no parto da minha irmã mais nova, Jennifer, e meu pai morreu em um acidente de trem um ano depois, nos deixando no orfanato, só faltava um ano para eu chegar à maioridade e poder adotar meus irmãos. E agora isso acontece!
Caminho até o palco e tento não olhar para trás, pois se ver como estão os rostos dos meus irmãos não conseguirem seguir em frente. Continuo a caminhar quando ouço um grito:
-Não! – Olho para traz e vejo que se tratava da minha irmãzinha, ela era segurada pelo meu irmão e alguns pacificadores iam a sua direção. Não me adepto a essa idéia, por isso sem som digo para ela se acalmar que vai ficar tudo bem, e ela assente e continua abraçada ao meu irmão.
Subo ao palco e tento passar um olhar de calma que pelo visto resulta efeito.
Nevelly me parabeniza e menciona que minha irmã era uma graça e muito corajosa para tentar vir me impedir de ir, em seguida se direciona para sortear o nome do garoto.
— Tyler Beckendorf.
O garoto que veio ao palco era loiro, de olhos castanhos e um pouco forte, nada exagerado. Pelo canto do olho poço ver que uma garota começa a chorar quando seu nome é chamado. Provavelmente a namorada.
Depois do típico cumprimento, somos direcionados para as salas de visitas. Um tempo passado meus irmãos entram na sala:
-America! – Jenni vem me abraçar chorando. Ela é bem parecida comigo, loira com alguns cachos na ponta, olhos azuis, magra só que bem mais baixa – Você não pode ir quem cuidara da gente?
-Vocês continuaram no orfanato, até eu voltar, e quando eu chegar poderemos ter uma casa só para a gente e não dependeremos de ninguém.
-Mas e se você não voltar?
-Eu vou, por vocês. – Digo os abraçando novamente. – Não se preocupem nada vai acontecer comigo.
Quando os pacificadores estão prestes a voltar para buscá-los, os abraço mais uma vez separadamente:
— Jenni, se comporta enquanto eu estiver fora e não deixa seu irmão se meter em confusão.
-Pode deixar. – diz ela que agora se permitia demonstrar um sorriso.
-Ei! Eu sou mais velho que ela.
— Ta bom, mas se cuida – digo o abraçando, ele ao contrario da minha irmã e de mim, é moreno que nem meu pai, mas tem os olhos azuis da nossa mãe. Em seguida sussurro em seu ouvido – não importa o que aconteça cuide da sua irmã, não deixa ninguém fazer mal a ela e tenta não deixar ela assistir aos jogos, não gostaria que ela visse caso...
Engulo em seco ao pensar nisso. Digo que os amo e vou voltar, mais uma vez e logo os pacificadores entram na sala para os levarem.
Eu tenho que voltar. Por eles, meus irmãos, minha família, eles precisam de mim e é por isso que vou lutar, para telos de novo aqui comigo e dá-los um lugar melhor.
É pelos meus irmãos que eu vou lutar, não importa o que acontece, não é uma arena que vai me tirar deles. Eu vou ganhar esse jogo, custe o que custar.
P.O.V. Tyler Beckendorf
Não sei o que sentir ao ver essa sena. Eu queria poder ter isso. Não a oportunidade de ir aos jogos ou ter um irmão indo para lá, mas ter um irmão.
Alguém que tenha o mesmo sangue que eu e por esse motivo se preocupe comigo, que tente me manter calmo nas horas em que eu mais devo me preocupar, do mesmo modo que a garota, America, tentou fazer com a irmã, que só com o olhar conseguiu acalmá-la, alguém que eu possa chamar de família, eu não sei o que é ter isso e eu queria poder descobrir.
Nunca conheci meus pais, consecutivamente, não sei e talvez nunca saiba se tenho irmãos, vive minha vida toda em um orfanato, só com o desejo de saber de onde vim.
E é por isso que não sei qual é realmente minha reação ao ver essa sena e só consigo observar o que acontece:
Nevelly diz alguma coisa a ela e se direciona a sortear o nome masculino:
-Tyler Beckendorf.
Ãn? Como diria os pessimistas: “nada tão ruim que não possa piorar”
Não tenho tempo para ficar pensando essas coisas.
Subo ao palco e de relance vejo uma garota começar a chorar. Carlie. Não, ela não é minha namorada, eu sou simplesmente apaixonado por ela, mas nunca tive coragem de dizer o que eu sinto. Sempre fui muito apegado a ela e sempre estivemos juntos, e nunca conseguiria suportar a idéia de que a situação que hoje esta acontecendo, fosse invertida.
Tento me mostrar corajoso, enquanto estou ali. Faço o regular comprimento e logo sou levado à sala.
Não demora muito para Carlie entrar, vejo que ainda esta com lagrimas nos olhos, mas já controlada.
-Você não pode ir, não pode me deixar.
-Eu não vou te deixar, vou voltar, por você, eu prometo.
Ela me abraça, mas não chorando, suas lagrimas se cessaram:
-Eu sei que você não me abandonaria e é por isso que eu te amo.
— Eu também te amo – digo meio sem reação.
Não sei quais suas verdadeiras intenções ao dizer eu te amo se foi como um irmão diz para outro ou tipo “amigo sentirei sua falta” ou “Eu te amo!” no sentido real. Por isso quando os pacificadores entram para levá-la a abraça mais forte e beijo sua testa:
-Não se preocupem logo-logo estarei de volta.
Sozinho na sala sei que vou voltar, por ela, Carlie, a pessoa que mais chegou perto de ser uma família para mim, por quem eu sou realmente apaixonado e por quem eu vou lutar.
A Capital, não vai conseguir me derrubar.
Notas finais
Vou tentar não demorar agora!!!
BJss!!!!
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