Notas iniciais
Agora ela acordou, o que acontecerá?
Espero que gostem

Como minha irmã havia mencionado, Tiago precisava falar comigo. Mas eu também. Quando o assunto principal se esgotou, disse para ele a minha nova inquisição, demonstrando toda a felicidade possível. Ele parecia feliz em saber que havia itens de animes na cidade e ficou muito empolgado. Apesar de ser um grande amigo, não contei lhe sobre o que aconteceu comigo por motivos mais que justificáveis. Não ia ser nada legal ele acreditar que tinha pirado de vez.

Após isso, fui comer qualquer coisa para dizer que jantei. Estranhamente, o bolo que havia comido em Fairy Tail apresentava estava em meu estômago, diminuindo bruscamente minha fome. Eu senti vontade de comer um pequeno sanduíche, e assim eu o preparei rapidamente. Luísa, minha única e pequena irmã, pediu para repetir meu jeito junto com minha mãe e fiz dois pra cada. Meu pai ainda não havia chegado e minha avó e tio não estavam com fome. Por isso, fiz os lanches que me pediram e segui para meu quarto. Sem o que fazer, assisti um pouco de Kore Wa Zombie Desu Ka, anime que estava acompanhando, e cai em muitas gargalhadas com as loucuras dos personagens. O tempo foi passando e quando me cansei finalmente, tive o conhecimento que eram quase nove da noite. Não pensei duas vezes para chamar minha irmã para dormir, pois como dividíamos o mesmo quarto, ela frequentemente não me deixava dormir. Não que fosse de propósito, mas por sua tardia no notebook, a claridade da tela não me deixava em paz. Até naquele momento, havia me esquecido de contar-lhe sobre o colar que comprara naquele dia, mas disse a mim mesma que de manhã cedo eu lhe informaria.

Com banho tomado e vestido por um pijama curto, deitei-me sobre a cama toda desleixada a fim de sentir meu corpo relaxar ao poucos. Eu estava feliz. Fiquei pensando quando seria minha próxima viagem para Earthland e reencontrar os personagens que tanto amava. Com este pensamento feliz, fechei meus olhos enquanto me endireitava sobre a cama e rapidamente adormeci.



– Oe. Não é aquela garota que apareceu ontem?



A voz era grave, mas não deixava de ser jovem e muito conhecida. Eu sabia muito bem quem era o dono da voz e alegrou-me o fato de estar certa.

Sentei-me com presa e olhei ao meu redor. Eu estava deitada sobre o piso de madeira do grande salão da guilda. Não esperava que estaria ali tão cedo, mas não deixava de ser uma felicidade enorme estar ali novamente. Os que estavam próximo logo me reconheceram, assim como Natsu que estava agachado ao meu lado e olhando-me com extrema curiosidade. Sendo o dono da voz que me despertara, confirmar aquilo me fez sentir desconfortável. O fato de ser um dos personagens que realmente eu namoraria, tê-lo tão prazerosamente perto fazia-me sentir muito envergonhada. Sempre encarei Natsu como um rapaz tão belo que não acreditava ser solteiro. Talvez as garotas deste mundo não conseguissem enxergar a beleza interna e externa que ele tinha. Bem, muito outros eram assim também. Mesmo tendo aquela enorme vontade de fazer uma vontade primitiva, controlei-me como podia. Não podia deixar que meus instintos tomassem o controle.

– Leh? — Mirajane se aproximou calmamente e olhou-me preocupada. — Está tudo bem?

– Sim... Não achei que voltaria aqui tão cedo.

– Posso perguntar por que esta de pijamas? – com a pergunta do jovem Salamander, surpreendi-me.

Olhando meu corpo, notei que usava uma camisola com um desenho qualquer e senti meu rosto arder como nunca. Tomada pela vergonha, encolhi-me para esconder-me ao máximo daquele que me viam.

– Por favor, não me olhem assim. – saindo um pouco gaguejado, minha frase soou doce e todos se desculparam. – Então eu surjo com as roupas que eu durmo. Que vergonha...

– Mas está fofa com esta camisola. – Mirajane sorriu gentilmente.

– Não diga coisas como essas... – nervosamente, escondi meu rosto usando a ajuda dos meus cabelos.

– Você nos assustou, ontem. — Jet comentou, mudando de assunto rapidamente. — Você desapareceu do nada e te procurei por toda Magnolia.

– Você fez isso? — estava constrangida. Ter dado todo aquele trabalho e sem necessidade. Senti-me como uma verdadeira idiota. — Sinto muito. Mas quando alguém me acorda no meu mundo, eu sou forçada a voltar imediatamente. Desculpa ter causado tantos problemas a vocês sem ter necessidade.

– Não se preocupe. Se nada te aconteceu, nós ficamos mais aliviados. — Lisanna me abraçou vagamente antes de me ajudar a me levantar. — Você é muito problemática.

– Perdão, mas não posso evitar – ri e alguns se atreveram a fazer o mesmo.

– Mestre! A Leh-chan voltou! — Macao gritou e logo o mestre da Fairy Tail se juntou a nós.

– Não a vejo desde ontem, minha jovem.

– Hum? Como assim desde ontem? — apesar de ter várias hipóteses em mente, não deixei de argumentar com aquela realidade. — Fiquei fora por mais ou menos 4 horas.

– O tempo é relativo. — Makarov explicou. – Ele se comporta diferente em cada lugar. Seja o motivo, talvez, que o tempo em nossas dimensões seja tão distinto.

– Entendi.

– Leh-san? — ao encarar dois olhos azuis brilhantes, dei meu melhor sorriso e cumprimentei a pessoa que havia se aproximado.

– Wendy-chan, fiquei com saudades. — a criança correu até mim e me abraçou com força.

– Que bom que está aqui! – feliz com aquela confissão, acariciei sua cabeça com a mais delicadeza que podia lhe oferecer.

– Apareceu novamente? — Gray sorriu de canto e muitos outros se aproximaram também.

– É o que parece... — contive-me como pude. Eu sou uma daquelas pessoas que não consegue deixar um momento se quer de sacanear alguém e a pergunta do rapaz quase me fez dizer um "Não. É só o meu espírito que está vendo".

– Juvia está muito feliz que esteja de volta... – os olhos de Juvia enchiam-se de lágrimas e muitos ficaram inseguros quanto a isso. – Estávamos indo tão bem e você desapareceu de repente... Achei que não queria ser amiga de Juvia! – logo suas lágrimas inundaram, literalmente, do grande salão e tive sorte de não ser levada pela correnteza que suas lágrimas provocavam.

– Pare, Juvia!!! – Nab gritou assim como muitos outros, mas não estava sendo efetivo, nem com o pedido de Gray.

– Juvi-chan! Está tudo bem! – gritei segurada em um pilar de madeira, junto com Wendy e Lisanna. – Eu quero e sou sua amiga! Não precisa chorar desse modo! – mesmo sendo um momento engraçado, limitei sorrir no momento e finalmente a fiz para com aquela inundação exagerada por suas lágrimas e assim, tudo se acalmou, exceto, é claro, que minha camisola estava toda molhada e quase se tornava transparente. – Puta que pariu!

Num ato rápido, escondi-me atrás do balcão do bar e Mirajane deixou-me ficar ali para esconder meu corpo quase exposto. Como um sorriso calmo, ela encarou alguém naquela multidão.

– Lucy, Será que tem alguma roupa para emprestar a Leh?

– Parece que deu certo. – Lucy comentou e eu concordei.

Com uma roupa mais confortável e conveniente, fiquei aliviada por estar perfeitamente vestida. Lucy fora muito gentil em emprestar um shorts e uma camisa pouco decotada, além de roupas íntimas. Carinhosamente agradeci por sua bondade e desculpei-me ao mesmo tempo por ter lhe causado tantos problemas. Juvia também pedira, mas sabia que ela era muito sentimental e não há como culpá-la por ter sentimentos tão vívidos. As novas roupas estavam perfeitamente encaixadas em meu corpo e o resultado fora muito agradável.

– Está perfeito. Obrigada novamente.

– Não a de que. – Lucy sorriu. – Não seria nada legal você em suas roupas encharcadas.

– Juvia sente muito... – notando que estava preste a repetir aquela cena anteriormente, Lucy e eu contornamos o assunto para que aquilo não acontecesse.

– N-não fique assim, né Leh?

– I-isso! – sem saber o que fazer, tentamos ao máximo acalmá-la e suspiramos aliviadas quando tudo deu certo.

– Aye... E pensar que a Leh tem o mesmo corpo que a Lucy. – Happy comentou safadamente, mas apenas eu havia notado. – Então a Lucy não é tão ruim assim.

– O que você disse?! – o rosto de ódio de Lucy fez o gato recuar e acabei por cair em uma grande gargalhada.

– Eu estava pensando desde ontem. Leh. – atenciosamente, voltei-me para Makarov. Ao seu lado, Levy e Erza vinham e supus que algo iria acontecer. — O que acha de aprender a usar magia?

– Impossível. – contradiz. — No meu mundo não há essas coisas. – mesmo que eu realmente quisesse, não podia ser possível. Assim, deletei aquela tentadora proposta.

– Isso não importa. — ele reprovou meu ato. — Mystogan é de Edolas e mesmo assim aprendeu a usar magia.

– Mas ele não usava objetos mágicos?

– Bom... – para minha surpresa, que respondera a minha pergunta fora o próprio Mystogan. – Não exatamente.

– My-Mystogan?! – exclamei com felicidade.

– Então, é a jovem de outra dimensão, suponho. – assenti com desespero e ainda encantada com sua presença. – É verdade que uso objetos mágicos, porém o motivo é a pouca magia que os indivíduos de Edolas possuem.

– Espere. Não é isso que eu saiba. – comentei. – Edolas não há, oque podemos dizer claramente, magia. Eu sei que ela é finita.

– Não exatamente. – ele sorriu para mim e senti minhas bochechas aquecerem. – É verdade que Edolas não tem magia suficiente, mas seus moradores podem usar parte de sua energia vital como magia e ela é infinita, porém não com a mesma quantidade que em Earthland. Diferente de Earthland, que há uma quantidade enorme em seus moradores, Edolas não há esta energia.

– Ah. Entendi. – assim, mesmo que fosse para ser um comentário pessoal, acabei por dizer em voz alta. – É como Nen, Ki, e vários outros tipos que usam a energia vital de cada pessoa.

– Nen? Ki? – a careta que Mystogan fez por não entender o que havia dito era hilário, mas não apagava sua beleza.

– Isso não importa agora... Aliás, não devia estar em Edolas agora?

– O portal de Edolas e Earthland, desde muitos anos é aberto.

– Como?

– Lembre-se, Leh. – Makarov recomendou. – Há muitas coisas que você não sabe.

– É mesmo... – sorri marotamente e com muita inocência. – Mas não faço a mínima ideia de como fazer isso. Isso não ocorre de onde venho. Não vou negar que não quero, mas... — suspirei. Algo tão inusitado, mas cheio de esperança. Fiquei a imaginar que tipo de maga eu seria.

– Irá descobrir após um bom treinamento. — o mestre sorriu. — Todos nós vamos ajudá-la. E se lembra quando comentou de seu corpo.

– O que tem?

– Creio que este corpo que está usando seja feito com magia pura.

– Calma. – pedi um momento e tudo ficou assim por alguns segundos. – Se isso for verdade, é um perigo! Um corpo de magia pura é algo assustador.

– Mestre. Magia pura? – Gajeel perguntou interessado.

– Eu quero testar minha teoria.

– Pra que tudo isso? Apenas estar ao lado de vocês já me faz realizada. Não mereço toda essa atenção. – curvei-me timidamente e com meu coração a saltar com tanta empolgação.

Mesmo com minhas palavras, eles riram e recebi batidas fracas de Elfman em minhas costas. Eles pareciam contentes e fiquei no desconhecimento. Fiquei a achar uma idiota.

– Leh. Posso dizer que é bem vinda a Fairy Tail – o sorriso carinho do Mestre cortou meu coração. – Mesmo que não venha mais para cá, você é como uma companheira. Uma verdadeira filha pra mim.

– É por isso que queremos ajudá-la. — Levy respondeu. — Vamos te ensinar magia.

– Eu... — rapidamente me calei e não pude demonstrar toda minha felicidade com um único sorriso. — Muito obrigada!

– Será que você é uma maga celestial como eu? — Lucy puxou-me calmamente para uma mesa e ao sentarmos, mostrou seus chaves com um belo sorriso no rosto. — Eu posso te ensinar muito.

– Contarei com isso. — sorri.

– E se for uma Take Over. Minha irmã, meu irmão e eu vamos ajudá-la. — Lisanna se sentou ao meu lado assim como Lucy.

– Não. Ela tem cara de ser uma maga de fogo. — Macao interveio.

– Não. Ela é uma maga de reequipar. — Bisca protestou.

– Nada disso. Ela é uma maga elementar. — Juvia comentou.

– Pessoal. Desse modo, nunca vamos saber. — segurei minhas risadas e até mesmo Laxus e Gajeel sorriram para mim.

– Estou empolgado! — Natsu exclamou a plenos pulmões e a sorrir marotamente. — Happy, vamos ensinar a Leh.

– Aye, sir! – o gato voou animado com a mão acima da cabeça.

– Nada disso! — Makarov acalmou a todos e reprovou aquela atitude. — Eu irei ajudá-la a libertar seu poder e descobriremos que tipo de maga você será. Erza...

– Mestre? — observei a jovem guerreira e vê-la em roupas de "professora sexy" era perturbador. Agora sabia do porque de Lucy fazer tantas caretas no decorrer do anime. Mas não deixava de ser engraçado.

– Você irá ensiná-la a lutar.

– Realmente vou precisar disso. — sendo um comentário ou não, todos me olharam com pena e finalmente minha ficha caiu. Era Erza que iria me ensinar. Meus olhos estavam arregalados o bastante para demonstrar na encrenca que eu me meteria. A Titânia, a rainha das fadas, a mulher mais forte da Fairy Tail. Eu iria morrer, com certeza. — Pensando bem...

– Levy. Peço para que ensine-a a nossa escrita e magia.

– Sim, senhor. – Levy respondeu a ordem do chefe.

– Tenho pena de você, Rei...

– Obrigada, Happy-chan. — acariciei sua cabeça e perguntei. — Por que me chamou de Rei?

– Não é assim que diz seu nome?

– Não. É Leh.

– É muito difícil... — como de se esperar. Falando em japonês, a pronúncia do L se torna R.

– Já que pensa dessa forma, chame-me de Rei.

– Aye! — o gato pulou, feliz.

– Isso é verdade. É muito mais fácil dizer Rei. — Lucy comentou.

– Não fica incomodada com isso, Leh? — Erza perguntou.

– Nenhum pouco. Um apelido a mais não faz mal algum. — respondi com um sorriso.

– Muito bem! Vovô, e o que eu vou fazer pra "Rei"?! — Natsu estava a plenos pulmões e já a soltar fogo pela boca. O que eu realmente prestei atenção foi o como ele me chamando pelo apelido novo fez tudo rodar.

– Pode ficar aqui e pegar um trabalho. — Gray e Gajeel riam e não demorou muito para uma luta entre os três começar.

– Esses moleques... – uma áurea negra começou a crescer perto de mim e gelei por um momento.

– Não fique assim, Erza. — comentei. — Brigar é como eles conseguem se comunicar. Claro que se passar dos limites eles terão que ser separados. Brigas entre os membros nem sempre é tão ruim. Pense no lado bom.

A jovem ficou pensando no que disse e por fim se calou. Makarov logo sorriu e se dirigiu para fora da guilda. Bastou apenas me encarar para entendê-lo. Timidamente, levantei-me e, tentando ser corajosa, segui em frente para começar minhas aulas sobre magia.

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.