Nem Sonhando! O Que Fazemos Na Fairy Tail?!?!
5 Um poder incomum
Notas iniciais
Magnolia era mais bela de perto. Fiquei deslumbrada ao passar pelas ruas e encarar, como se a cidade fosse algo mágico, com tanta curiosidade que duvidei que Makarov não havia reparado. Apesar de não termos nos dirigimos durante nossa caminhada, sentia às vezes que ele me fitava vagamente. Passando pelas pessoas da cidade, muitas cumprimentavam-o com sorrisos maravilhosos no rosto. Realmente ele era querido pelo povo e não havia como negar este fato já que era uma grande homem. Pensei em perguntar onde, exatamente, nós nos dirigíamos, contudo não achei certo fazê-lo. Algo me dizia que não haveria uma resposta.
Deste modo, caminhamos por longos minutos até que saímos por completo da área urbana de Magnolia. Relutante, olhei pra atrás e percebendo que estávamos nos afastando muito mais do que eu acreditava. Assim, deixei minha quietude de lado e perguntei para onde íamos. E não é que acertei? Fiquei a voz do vento como se minha pergunta fosse completamente ignorada.
Adentramos o começo da East Forest. O mestre das fadas parou de repente e um frio na minha barriga surgiu. E se eu estava ali para ser alvo de estudos? Ele iria me abrir pra ver o que eu tinha dentro do meu corpo? Passei a ficar inquieta e a olhar meu redor com pavor. Não que eu duvidasse da grande pessoa que Makarov era, mas estar ali em meio a floresta cheio de criaturas que nunca havia visto pessoalmente e desconhecia por completo era fator inquestionável para meu medo evidente.
– Aqui está mais que seguro. — comentou calmamente e voltando-se para minha pessoa, assustei-me com um passo para trás. — Está com medo?
– Um pouco. — respondi sem hesitar e o homem riu pela resposta tão sincera.
– Não se preocupe. As criaturas não são de aparecer nesta parte da floresta.
– Não é bem isso que me preocupa... Por que estamos tão longe? — Makarov tomou uma expressão séria, preocupando-me com isso.
– Lembra-se do que disse sobre seu corpo ser de magia pura? — assenti para confirmar. — Não é seguro para a cidade você começar a treinar nas áreas habitadas.
– Isso quer dizer que sou perigosa?
– Veremos... — cruzando os braços, o mestre me deu um novo olhar analístico sobre mim. — Nunca houve algo parecido. Erza pareceu notar que você tem um poder gigantesco. Sinceramente, a magia que você tem é assustadora. Não quero correr risco.
– Então... — encarei minhas mãos com remorso e hesitação. — Se é assim, não é melhor deixarmos esta coisa de aprender magia de lado?
– Hum... — olhando para ele, sua mudança de postura séria para um sorriso inocente fora inesperada. — Claro que não! Eu quero saber o que acontecerá.
Não imaginei que ele fosse parecer tão infantil como aparentava, mas o que se ele disse fosse verdade, eu realmente tinha medo de usar o poder daquele corpo. Um poder tão grande capaz de assustar um Mago Santo não era para se ignorar. Se realmente fosse tão perigoso, seria melhor eu desistir? Mesmo com aquela informação, grande parte de mim ainda não recusara a ideia de saber o que realmente era capaz de fazer. Eu, de certa forma, estava muito empolgada para testar a mim mesma, porém ainda assim, precisava saber o que eu tinha de tão perigosa. Respirei profundamente para sentir meu corpo relaxar e...
– Maka...rov-san...
Para a minha surpresa, o meu corpo parecia estranhamente leve e pude sentir na pele o extremo calor que estava me envolvendo completamente. Com aquela sensação repentina, saí do transe que estava colocada e recuei o suficiente para colidir com uma árvore. Meu coração estava extremamente acelerado e eu fazia de tudo para acalmá-lo, assim como minha respiração ofegante e desesperada. Apoiando as costas no vegetal, percebi como minha pele parecia estar com fortes queimaduras apesar de não haver nenhuma. Makarov olhava para mim com espanto e seus olhos levemente sobressaídos me transmitiam um momento de dúvida.
– O que você fez?
– Eu... — encarando o chão e após uma pausa, retomei minha explicação. — Eu apenas relaxei e...
– Não me diga que apenas com isso fora capaz de sentir sua magia?
– É horrível... — comentei. — É este tipo de poder que eu tenho? É doloroso. Sinto como se estivesse tido o corpo apagados, mas sentindo a terrível dor de queimaduras. — realmente, aquilo doía. Mesmo que não estivesse com hematomas, lágrimas caiam intensamente de meus olhos.
– Você entrou em contato direto com sua magia. — o homem me explicou. — Até para aquele com pouca magia, a sensação é extremamente desagradável. No entanto, para conseguir esta proeza, você tem que ter um grande vínculo com seu poder mágico. Não é recomendável fazer algo tão perigoso.
– Mas eu não queria. — aos poucos, a dor ia perdendo a força e enxuguei as lágrimas para afim de mostrar-me forte, coisa que nunca fora na minha vida. — Eu não tive essa intensão. Apenas queria relaxar para começar meu treinamento.
– Não passou algo a mais me sua mente?
– ... Eu quis saber o quão perigosa eu sou...
– Você não é como nós. — o olhar intenso de Makarov fez me entender o que queria dizer. — Suas emoções são muito mais sensíveis a magia do que qualquer pessoa deste lugar. Por querer saber seu poder, inconscientemente você ativos sua magia e o resultado foi um grande sucesso. Quando a magia vem de forma pura, ela passa a corroer tudo o que envolve. Posso pedir para não fazer isso novamente?
– Obviamente que eu não foi. — respondi rispidamente, mas não querendo desrespeitá-lo.
– Muito bem. Aproxime-se. — obedeci depois de um momento de hesitação. — Estamos aqui para saber seu tipo mágico. Se é uma Take Over, uma maga celestial e assim vai.
– Como saberei?
– De algum modo... — ele mudou sua postura para uma mais relaxada e disse: — Faça o mesmo.
Eu o atendi e por um longo tempo o silêncio habitou nosso ambiente. Ficamos nos encarando o tempo todo e quando achava que ele diria algo nada acontecia.
– Então...
– Você reproduziu o contrário do que viemos fazer aqui. O objetivo que estamos na East Forest é para que você entre em sincronia com sua magia e não esbanjá-la mundo a fora... — saindo da posição, com um gesto pediu para continuá-la. — Você deve sentir o poder dentro de você. Não faça com que ele te envolva puramente, senão acontecerá a mesma coisa que antes. Sinta o modo com ele flui em seu interior.
Apesar de eu imaginar que eu fracassaria, fechei meus olhos a fim de me concentrar em suas palavras. Para minha grande surpresa, o que eu achava que não conseguiria sentir tão facilmente mostrou-se mais próximo. Eu podia senti-la como componente com meu sangue e se espalhando pelo meu corpo com uma velocidade calma e gentil, diferentemente do que eu sentira da última vez. Mantendo a postura de concentração, minha mente visualizava perfeitamente o trajeto que a energia seguia e mais do que nunca me senti em paz.
– Não lute contra ela. Deixei que ela te conduza e esqueça que são partes diferente. Você e ela são uma única coisa.
A voz de Makarov parecia distante. Era como se eu fosse cair em um profundo sonho. O doce circular da magia era tão bom que nunca pensei que haveria coisa mais gostosa de sentir do que aquilo.
E foi em meio aquele momento incrível que não pude mais me controlar.
Parecia que el havia perdia a consciências de meus atos. O que meu poder dizia para fazer parecia tentador, mas não acreditei que estava tão sério a ponto de fazer-me obedecê-lo. Sua movimentação acelerou de modo que não parecia mais seguro, mesmo assim não era perigoso. Não sei como explicar a vocês, leitores, mas o que senti naquele momento fora o mais puro instinto. O corpo leve, meu corpo emitindo um calor terno, senti meu corpo tomar um rumo que fez-me contar brutalmente aquele contato. O que ela queria era apenas me proteger e dar-me força, um sentimento carinhoso e mortal para os inimigos, mas fiquei assustada em continuar com aquilo.
O solo ao meu redor se compactou violentamente, um raio de oito metros. Makarov, ao perceber que a energia que eu tinha se desorganizou em meu interior, pode fugir a tempo de não ser pego pela reação instantânea. Como o solo, compacto e rachado, meu corpo sofrera o mesmo e com muita dor, gritei. Gritei desesperada e encolhi tão rapidamente que chegava a ser impossível. Quando isto teve fim, caí no chão e tendo pasmos tão violentos que chegavam a sustar o mestre da guilda. Eu estava me sentindo mal. No que achei que choraria, não aconteceu como esperado, mas o corpo que residia estava pesado demais e tremendo. Não conseguia mais me mexer, minha visão estava turva e sentia-me como um pedaço de nada. Makarov aproximou-se rapidamente para ver como estava, mas pela minha visão horrenda, chutei que ele estava preocupado.
– Está tudo bem? — o modo como sua pergunta atravessou distante pelos meus ouvidos, deu-se para ver que ele estava surpreso.
– Não... sinto... meu... corpo... — minha voz trêmula e meu corpo do mesmo jeito dificultava dizer qualquer coisa. Sentia que não demoraria até apagar completamente, mas não gostaria de desmaiar em um lugar como aquele.
– Por que interrompeu seu contato?! Você podia ter morrido! — reclamou.
– Não achei... certo... fiquei co... com medo... — o suspiro aliviado dele pareceu que queria me dizer: Calma, você não vai morrer.
– Consegue se levantar?
– Não... não con... consigo nem... controlar... meu corpo...
– Francamente... — como minha visão estava muito desfocada, apenas vi a sombra de algo grande surgir e me pegar com cuidado. Makarov parecia triste por meu estado, mas não era culpa dele. Fora imprudência minha ter feito um corte tão repentino da conexão. — Mesmo sendo tão imprudente como Natsu, você conseguiu. Posso dizer que estou surpreso e satisfeito.
– Acho... que... obri... gada... — o vento a bater em meu rosto, mesmo que quase não notável, pude entender que estava sendo levada de volta para a Fairy Tail.
– Você foi longe o suficiente... Não posso acreditar que em um dia já consegui tanto.
– Mas... eu não... sei... — com dificuldade, tentei terminar o que queria dizer. — Eu não... consigo... me unir...
– Não espere ir tão longe, Letícia. — ele me pareceu feliz. — É óbvio que não conseguiria se unir tão rapidamente. Leva-se muito tempo...
Para manter-me acordada, forcei-me ao máximo para continuar a falar, mesmo que bobagens. O mestre pareceu entender e cooperou como meu desejo. Em todo caso, não queria dá ao luxo de causar mais problemas para ele e quando ele disse que estávamos em frente a guilda, pedi educadamente para me por no chão. Concedendo meu pedido, usei o resto de minhas forças para caminhar. Mesmo que não visse claramente, Makarov já estava em seu estado normal e caminhávamos ao meu ritmo para dentro do prédio.
– Mestre! Rei-san! — a voz de Wendy estava mais distante do que nunca e sorri para que eles não suspeitassem de nada.
– Mirajane, Letícia precisa descansar.
– Não se incomode, Makarov-san. — pelo mesmo a frase saíra sem tremer como ainda meu corpo teimava em fazer. — Eu...
Senti finalmente meu corpo perder as forças e inclinei-me para frente, onde estava preste a colidir com o piso se não fosse Gray. As vozes de todos parecia tão distantes e preocupadas. Eu queria respondê-las mais não havia mais qualquer força restante.
A única coisa que pude ver, precariamente, antes de finalmente desmaiar fora os rostos de Gray e Natsu, em pleno desespero.
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