Neighbors

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Cansei de ser ameaçada de morte, ok? ((Está desse tamanho porque isso é o final do 30, porém eu quis trollar vocês e derivados rs))

-Ok – fechou os olhos, derrotado. Soltei uma risada histérica.

-O que?

-Você realmente acha que eu diria não? – perguntei incrédula recuperando aos poucos minha expressão.

-Elena – a expressão de Damon era confusa. Eu ri em meio as lágrimas.

-Porra Damon, eu estou aqui, o que numa tradução grosseira significa que eu preferia estar morta a que dizer não. Obviamente eu não diria não. E você sabe disso – funguei – Eu te amo – minha voz falhou. – E é claro que eu vou casar com você. – dei uma pausa – quer você queira ou não.

-E você realmente acha que eu não ia querer? – o sorriso mais perfeito do mundo tomou conta de seus lábios. Eu ri ganhando um rubor forte. Ele pegou a caixa em minhas mãos e tirou a aliança de dentro, em seguida a colocou em meu dedo alunar e depositou um doce beijo no lugar.

-Você está chorando – a surpresa tomou conta de minha voz. Acariciei seu rosto secando suas lágrimas e em seguida distribuído beijos por sua bochecha, testa, queixo deixando seus lábios por último. – Não faz isso, eu disse não ironicamente, não queria magoar você, desculpa, por favor – joguei os braços em volta de seu pescoço. Em menos de um segundo depois seus braços estava a minha volta dando-me um abraço apertado.

-Não estou magoado – ele sussurrou em meu ouvido.

-Então por que está chorando? – perguntei deitando a cabeça na base de seu pescoço no intuito de inalar seu perfume.

-Porque você disse sim Elena. – ele riu antes de beijar minha testa – Retiro o que eu disse sobre amar tudo em você, odeio o fato de você despertar essas coisas gays e primitivas em mim. – eu ri e fechei os olhos enquanto soltava um suspiro pesado.

-Por que você falou com Isobel primeiro?

-Achei que seu pai não tivesse gostado da idéia de nós morarmos juntos, mas estava errado, e para ser sincero, ele que me encorajou, esse presente eu te daria no seu aniversário, mas é um presente mais meu do que seu, logo, não seria justo.

-Eu dizer sim foi um presente? – eu ri.

-Foi um presente. Agora você é minha – Damon mordeu minha orelha fazendo que eu me arrepiasse dos pés a cabeça.

-Não pode querer algo que você já tem – espelhei suas palavras.

-Eu sei que você já é minha, estou dizendo legalmente – ele riu.

-Ah sim – sorri com malicia.

-Inclusive acho uma pena que você não considere sexo como presente – sussurrou.

Eu ri e me virei para beijá-lo. Suas mãos descerem de minha cintura até minhas nádegas as apertando gentilmente. Sorri contra seus lábios lhe dando permissão para continuar. Passei a mão por seu peito ainda coberto por sua fina camiseta, Damon quebrou o beijo dando uma mordida em meu lábio inferior. Em seguida, ergui sua camiseta enquanto fazia leves caricias durante o processo. Recomecei outro beijo entrelaçando meus dedos nas raízes de seu cabelo. Damon soltou um gemido baixo quando me pressionei contra ele e reagiu descendo ligeiramente a alça de meu vestido.

-Onde você deixou a chave da porta? – Damon perguntou-me entre beijos.

-Em cima da cômoda – arfei.

Damon me ergueu com apenas um braço e me levou até a cama, colocando-me sentada na beira. Em seguida, ele rapidamente pegou a chave em cima da cômoda e trancou a porta. Com um sorriso largo no rosto, ele tirou sua camiseta e a jogou no chão, deixando seu peito glorioso exposto durante o curto caminho até a cama. Mordi o lábio admirando a vista e dei adeus a todos meus pensamentos coerentes. Damon aproximou-se de mim e tocou minhas pernas, massageando deliciosamente a parte interna de minha coxa. Parecendo se divertir com minha expressão, ele desceu as mãos por minha perna fazendo caricias até chegar em meus pés, onde passou seus dedos pela sola conseguindo que eu me contorcesse sentindo cócegas. Rindo, ele se colocou de pé e me puxou para perto de si. Damon distribuiu beijos úmidos por meu pescoço e ombro, conforme ia descendo meu vestido. Senti minhas pernas ficarem mais bambas a medida que suas mãos desciam, e junto com ela levavam meu vestido. Desci sua calça com extrema facilidade e em seguida senti o frio colchão em minhas costas.

Senti a familiar sensação crescer dentro de mim me deixado mais sensível aos toques de Damon. Passei a mão por suas costas nuas e o beijei novamente, deixando que ele explorasse cada parte de meu corpo. Rocei meus lábios contra os seus, Damon afastou seu rosto do meu e pude analisar sua expressão, estampada em paixão ardente e uma alegria infinita. Sorri involuntariamente erguendo a cabeça para beijar seus lábios rosados tão convidativos. Damon acariciou minhas bochechas por um longo período de tempo e depois me pressionou contra seu tronco, fazendo com que eu me sentasse na cama. Beijei toda a extensão de seu ombro até seu pescoço mantendo os olhos fechados, sendo guiada apenas pelas milhares de sensações que tomavam conta de meu corpo.

-Abre os olhos – Damon sussurrou perto de minha orelha fazendo com que meu coração desse um salto. Fiz o que ele disse. Seu rosto estava a centímetros do meu, seu hálito quente soprava em meu rosto e adentrava por meus lábios entreabertos. Com a ponta dos dedos, ele desenhou o contorno de meus lábios e depois meu nariz. Seus olhos olhavam fixamente nos meus me dando uma incrível sensação de segurança que nunca havia sentido antes em minha vida. Damon sorriu e fez com que meu coração já acelerado batesse num ritmo assustador. Uma pequena parte de meu cérebro que mantinha sua atividade coerente envia mensagens para todo o meu corpo fazendo-me lembrar que eu nunca me sentira tão amada e especial. E essa mesma parte, gritava para mim o que era óbvio, mas que minhas emoções não permitiam que eu visse.

Eu tinha aceitado casar com ele. O que significava dormir todos os dias juntos sentindo seu perfume e tentos seus braços a minha volta. Significava que nossa vida seria uma só, compartilharíamos alegrias, raivas, tristezas, momentos bons e ruins e acima de tudo seriamos felizes. Daqui a não sei quantos anos estaríamos sentados em uma varanda olhando nossos filhos brigando por coisas fúteis de crianças e ao mesmo tempo discutindo que lugar passaríamos nossas férias de verão. Significava o início de uma família, a minha família, o auge da vida de uma mulher, o que desde os meus quinze anos eu venero para mim. Não consegui evitar o sorriso de resposta que brotou em meus lábios.

-Você é tão linda – Damon disse com a voz rouca. Minhas bochechas arderam em cor, e ele deu uma breve risada, o que vez com que meus ossos virassem gelatina. Segurei sua mão esquerda em meu rosto e fechei os olhos deixando que uma única lágrima de felicidade descesse por meu rosto.

-Eu te amo – sussurrei praticamente inaudível. Damon desceu suas mãos de meu rosto para minha cintura me pressionando contra sua ereção. Prendi minhas pernas em volta de sua cintura e deitei minha cabeça em seu ombro de maneira carinhosa. Em seguida ele me penetrou, hesitando, prolongando o momento. Gemi baixo e apertei meus braços a sua volta, sentindo sua mão subir por minhas costas e afagar meu cabelo. Mordi o lábio com força tentando me manter quieta enquanto meu corpo estava entregue ao turbilhão de emoções. Damon suspirou e começou a beijar meu minha clavícula enquanto se movia lenta e deliciosamente dentro de mim, fazendo com que meu corpo roçasse sob o seu de maneira irresistível até que chegássemos ao ápice juntos.

Deitei no colchão respirando fundo e sentindo meu corpo mole. Damon sentou-se ao meu lado e abriu outro de seus sorrisos de tirar o fôlego. Com a mão direita tirou a mexa de cabelo que estava em meu rosto e a colocou atrás de minha orelha, depois inclinou-se e me deu um doce beijo nos lábios antes de inalar o perfume de meu pescoço, o que me causou uma série de arrepios. Eu ri e balancei a cabeça negativamente.

-Me lembre de contar para nossos netos que nós transamos durante a ceia de natal enquanto toda sua família estava nos esperando – ele disse rindo.

-Obrigada por me lembrar que dia e ano estamos, principalmente onde estamos – arfei sentando-me na casa. Damon caiu na gargalhada e passou a mão por seu cabelo duplamente bagunçado. Era incrível como ele conseguia ficar putamente sexy com seu cabelo pós-foda. – Seu vestido está amarrotado.

-Como se eu sair arrumada fosse mudar alguma coisa, todos sabem o que estávamos fazendo no quarto desde que você trancou a porta – eu ri e ele me acompanhou.

Vesti-me depressa e não me dei o trabalho de arrumar meu cabelo – que estava da pior maneira possível. Quando pisei o primeiro piso da casa minha mãe foi a primeira a questionar o estado em que eu me encontrava. Jantamos em silêncio e passamos o resto da noite/madrugada conversando agradavelmente. Assim que o sol nasceu, já não estava mais me agüentando em pé, e fui carregada feito uma criança até o meu quarto por Damon, que em seguida se deitou ao meu lado e brincou com meus cabelos até que caísse no sono.

Notas finais
Agora me amem, né, por favor.