Neighbors

33 Capítulo 33


Notas iniciais
Olá meus amores ♥ Bom, agora que estou livre da escola (quase), vou voltar a postar com MUITA frequencia como costumava fazer. Esse capítulo era para ser pequeno mesmo, e não precisa me xingar, eu vou postar outro amanhã mesmo (:

O toque estridente de meu celular fez com que eu desse um pulo na cama. Sentei-me atordoada na cama e me senti zonza pela madeira que havia sido acordada.

-Oi – murmurei depois de finalmente achar o aparelho. Damon nem se mexera.

-Elena – Era Isobel. E pelo seu tom de voz não era coisa boa.

-Mãe – bocejei.

-Você toma suas pílulas de acordo com as datas que estão escritas na caixa?

-Porra você me ligou para perguntar isso? – perguntei irritada.

-Fala direito comigo – ela usou seu tom autoritário.

-Sim – revirei os olhos.

-Está sentada? – perguntou depois de soltar um suspiro pesado.

-Estaria deitada se você não tivesse me acordado – disse mal humorada.

-E continuaria se não fosse sério – pausa – você não tem tomado as pílulas desde semana passada, ah sim, e bônus, você as esqueceu aqui.

Puta merda.

-E-eu – minha boca se abriu de choque. Porra como eu havia conseguido me esquecer disso? – Você tem certeza? – perguntei quase inaudível.

-Estou olhando para a caixa que você deixou em cima da mesa de cabeceira do lado direto da sua cama – Isobel respondeu com ironia.

-Meu Deus! – senti minha pressão sanguínea aumentar seu ritmo – Mãe, não, não, eu não posso engravidar agora.

-Calma Elena...

-Mãe – o pânico cresceu dentro de mim e se manifestou em forma de lágrimas. – O que eu vou fazer?

-Primeiro se acalma, depois se certifique que sua menstruação venha no dia que você teria que parar de tomar os remédios, — pausa – o que é daqui a três dias.

-E se não vier? – perguntei feito uma idiota engasgando com minhas próprias lágrimas.

-Paciência, né Elena – bufou – Faça um exame de sangue.

-Mãe eu não posso – ela me interrompeu.

-Para com isso, não adianta ficar chorando pelo leite derramado, e se eu fosse você conversaria com o Damon que pelo que eu conheço vai falar para caralho no seu ouvido.

-Ele vai me matar – minha voz soou aguda demais.

-Acho que não vai chegar a tanto, porém uma surra ele pode querer de dar, e olha, nessas circunstâncias eu apoio.

-Mãe – resmunguei.

-Para de resmungar, seu pai está chegando aqui e você está perto demais para eu falar isso para ele, no mínimo ele amanheceria aí para ter uma conversinha com você.

-Ain – choraminguei.

-Faz o que eu te falei, mais tarde eu te ligo.

-Aham – disse e desliguei o telefone.

Passei a mão por meus cabelos. Não. Não. Não. Não. Como eu consegui ser tão estúpida a ponto de esquecer uma coisa que eu prometi não esquecer? Meu corpo inteiro tremia devido o medo que sentia. Enxuguei as lágrimas de meu rosto em vão, comecei a soluçar o que só fazia com que eu me sentisse mais desesperada.

-Elena? – Damon abriu os olhos preguiçosamente.

-Oi – respondi com a voz fanha. Tentei recuperar minha expressão, mas era uma coisa impossível.

-Você está bem? – ele se sentou num salto na cama – O que aconteceu?

-Nada – menti.

-Não minta para mim – disse puxando-me para perto de si.

-Damon – respirei fundo e depois recomecei a chorar – e se eu estiver grávida?

-O que?! – sua expressão mudou drasticamente.

-Sim, se isso acontecer... – ele me interrompeu.

-Não vai acontecer meu amor, você toma seu remédio. – Damon começou a acariciar meus cabelos.

-Eu esqueci de tomar – disse baixinho.

-Um dia só não faz mal – disse e depositou um beijo no alto de minha testa.

-Ai é que está o problema – funguei – eu me esqueci de tomar por 6 dias, e o esqueci com a minha mãe.

-Você o que? – gritou e se afastou de mim.

-Desculpa, eu... – ele não me deixou terminar.

-Qual parte de “você não pode esquecer” você não entendeu Elena? – seu rosto estava adquirindo um tom de vermelho forte.

-Não foi por querer!

-Ninguém esquece nada de propósito porra, mas você tinha que ser mais responsável – deslizei para fora da cama lentamente. – O que você vai fazer agora?

-Vou esperar – mordi o lábio. – Se minha menstruação não vier eu faço exame.

-Ah sim, e até lá, jogamos xadrez até a viagem acabar. – fechou a cara.

-Então é com isso que você está preocupado? – praticamente gritei. – Que o fato de eu posso estar grávida, ou não estar tomando remédio, nos empeça de transar?

-Não foi isso que eu quis dizer.

-Foi exatamente o que você quis dizer – fui pisando duro até o canto do quarto onde estava minha bagagem.

-Não Elena, é só que, estamos viajando, sozinhos, e...

-E? Ter minha companhia não é suficiente? Quer dizer, estar comigo não é suficiente? Meu amor não é o suficiente, você quer o meu corpo?

-Não disse isso.

-Precisa prestar mais atenção no que você diz – arqueei uma sobrancelha.

-Desculpa, eu não estava esperando acordar e ouvir isso. – deu de ombros.

-Ah e com certeza eu estava! – ri sem nenhum humor – Claro porque você deve achar que é a coisa mais linda do mundo isso, acordar sabendo que você provavelmente vai ter um filho ou filha o que de certa forma significa que você terá de abrir mão da sua faculdade e outras milhares de coisas que havia planejado pelos próximos cinco anos.

-Mas a culpa não é minha!

-Nem minha! – gritei.

-Sim, é sua, você esqueceu de tomar as pílulas.

-Ah sim e eu fiz isso sozinha. – trinquei os dentes.

-Está me culpando por não te lembrar de tomar...?

-NÃO! – berrei – O que eu quis dizer é que se eu estiver grávida eu não fiz isso sozinha, portanto a culpa não é só minha.

- Elena não estou dizendo que vou deixar você sozinha por causa disso, eu só quis dizer que não estava esperando por isso, não precisa gritar.

-E você pode gritar comigo o quanto quiser? – chorei.

-Não, eu...

-Damon, eu entendo perfeitamente o fato de você estar puto por não ter sexo até o vim da viagem, e que o fato de eu provavelmente vou arruinar sua vida, mas não foi minha intenção esquecer.

-Você não vai arruinar minha vida, e sim a sua.

-O que?!

-O que o seu pai diria sobre você sendo mãe solteira Elena?

-Solteira? – perguntei seca.

-Não foi o...

-Já entendi, você não está sabendo se expressar muito bem hoje – disse com ironia. – Vou à recepção reservar um quarto para eu passar o resto do dia.

-Eu juro Elena, não foi o que eu...

-Não quero saber – tirei o anel de noivado e coloquei em cima da mesa de cabeceira ao seu lado.

-Você está terminando comigo por causa disso?

-Não sei se estou me expressando direito – debochei – Entenda como quiser.

Notas finais
Comentem por favor (: