Neighbors
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Ok, agora vamos ao que interessa (?) Já que eu morri ontem, decidi que tinha o direito de matar vocês (de susto rs) hoje. Tem uma SURPRESA E-N-O-R-M-E nesse capítulo, porém não vou dizer se é boa ou ruim, isso eu quero ouvir/ler de vocês nos comentários C: Whatever, espero que gostem.
P.S.: SE EU POSSO SER TROLLADA, EU POSSO FAZER O MESMO COM VOCÊS RS.
Naquele mesmo dia à noite resolvemos sair para curtir a noite fria na cidade – e fizemos o que Alaric disse, voltamos antes do sol nascer. No dia seguinte saímos logo de manhã para que visitássemos o museu da cidade, depois seguimos para os pontos turísticos não só de Sofia, mas também das cidades vizinhas. E nossa semana passou desse jeito, acordávamos cedo – não tão cedo assim, devido a excesso de exercícios durante a noite – e andávamos por todos os lugares possíveis gastando mais dinheiro do que devia. Algumas vezes Isobel e Alaric nos acompanhavam outras, tia Jenna. Quando me deparei com o calendário, percebi que eu só tinha mais dois dias com minha família. A princípio fiquei chateada, porém ainda havia tantos lugares nos quais visitaríamos que logo deixei passar, me entregando ao sono em uma das noites mais frias de todo o período de tempo que ficamos lá.
Quando acordei, estava sozinha na cama fria. Estiquei-me enquanto bocejava procurando vontade em mim mesma de levantar. Encarei o teto sentindo a felicidade típica da véspera de natal me inundar. Sorri sozinha e deslizei meus pés para fora da cama e colocando de pé em seguida. Surpreendi-me com a temperatura baixa e abracei meu corpo na esperança de me aquecer. Desci as escadas me arrastando com uma preguiça exagerada. Quando cheguei no primeiro andar, Damon estava sentado no sofá com uma expressão tensa. Aproximei-me lentamente até entrar em seu campo de visão.
-Oi – murmurei abrindo um sorriso fraco.
-Bom dia meu amor – disse pegando uma de minhas mãos e me puxando para mais perto de si. – Que milagre você fora da cama essa hora.
-Eu costumava acordar cedo – disse com manha – quando eu dormia sozinha.
-Entendi a indireta – ele riu e me aninhou em seu colo.
-Aconteceu alguma coisa? – perguntei enterrando minha cabeça em seu pescoço.
-Não, por quê? – ele franziu o cenho.
-Você parecia estar... Tenso – suspirei e inalei seu delicioso perfume.
-Estava conversando com seus pais – ele riu.
-Sobre? – perguntei curiosa.
-Mais tarde você vai saber – ele riu e beijou minha testa. – E eu não estava tenso, estava surpreso pela reação deles.
-É sério que você vai me deixar curiosa? – franzi o cenho,
-É – ele riu e me abraçou com mais força. – Tudo em seu tempo.
Passamos a tarde separados, eu na cozinha com minha mãe e tia Jenna, e ela na sala com Alaric arrastando os móveis para que a enorme mesa de jantar coubesse no cômodo. Assim que o dia escureceu, todos começaram a se arrumar para a noite de natal. Acabei por vestir o vestido que ganhara de meus pais em um dos passeios que fizemos juntos, ganhando intermináveis elogios de Damon. Quando o relógio indicou que já se passavam das 22hrs, nos reunimos todos na sala.
-Vem cá – Damon sussurrou em meu ouvindo arrancando-me uma risada.
-O que? – perguntei do mesmo modo.
-Vamos lá no quarto...
-Damon! – eu o interrompi rindo.
-Eu só quero te dar seu presente de Natal.
-Sexo não é presente – ele riu de minha frase.
-Não é esse tipo de coisa – seus dedos deslizaram delicadamente acariciando minha bochecha.
-O combinado era não dar presentes – revirei os olhos – e agora não comprei nada.
-Tecnicamente, dependendo muito de certas coisas, você vai estar sim me dando um presente – Damon deu o meu sorriso favorito fazendo que meu coração assumir um ritmo assustador. Ele pegou minha mão e me conduziu escada acima, pude ver pelo canto do olho Isobel e Alaric trocarem um olhar divertido e depois olharem para Damon que sorriu em resposta. Arrastei meus pés as escuras até o quarto sem largar a mão de Damon.
-Você está nervoso? – perguntei incrédula vendo suas mãos tremerem enquanto fechava a porta do quarto. Seus olhos encontraram os meus no segundo seguinte, e mesmo na luz fraca proporcionada pelo abajur era possível ver que suas pupilas estavam extremamente dilatadas. – Damon – disse de maneira carinhosa levando a mão em seu rosto – Por que você está tremendo?
-Estou temendo que você saia correndo por essa porta dizendo que eu sou precipitado – ele abaixou a cabeça ganhando um rubor forte.
-Só vai saber minha reação se me contar – minha frase soou como uma súplica. Aproximei-me mais dele a ponto de sentir sua respiração em meu rosto.
-Bom, eu já falei com seu pai e com sua mãe – sua voz era quase inaudível. – Nós estamos pensando em morar juntos em Nova York, o que significa que daí para frente vamos construir uma vida juntos, e, pela primeira vez na minha vida, eu quero fazer isso do jeito certo. – sua voz falhou na última parte – segurei sua mão assim como ele fazia comigo quando estava nervosa o fazendo sorrir. — Elena, eu sei que você só tem 23 anos, que tem mais longos anos pela frente para curtir e se divertir antes de querer assumir qualquer responsabilidade, mas eu já passei da hora de ter uma vida descente, como um homem e não como um moleque – respirou fundo – Eu quero estar do seu lado nesses próximos anos, para aplaudir suas conquistas, ouvir seus desabafos, cuidar de você – ele beijou as costas de minha mão que estava entrelaçada na sua. – Antes que eu chegue onde eu quero chegar, eu preciso que você saiba que eu te amo, e que não me importo se você quiser esperar dois, quatro, oito ou até mesmo dez anos, nada que eu sinto por você vai mudar, eu sei que você deve achar que estou sendo precipitado, mas eu só quero ter a certeza de que minha felicidade não vai acabar daqui a alguns meses, ou anos... Porque é desse jeito que eu estou vivendo agora, é o que eu sempre quis para mim – seus olhos estavam ligeiramente marejados.
-Nós vamos sim ter uma vida juntos – senti a necessidade de falar – ser irresponsáveis e responsáveis juntos – sorri – sua felicidade não vai ser momentânea, nem a vida que você sempre quis, principalmente porque essa é a vida que eu sempre quis para mim também Damon, e eu não acho que você está sendo precipitado, você não precisa esperar nem meio segundo para ter certeza de que é você quem eu quero ficar pelo resto da minha vida – senti minhas bochechas arderem em cor. Inclinei-me lentamente para lhe dar um breve selinho – E você sabe que eu faria qualquer coisa para que você tivesse certeza disso.
Damon passou a mão pelo meu rosto e depois colou seus lábios nos meus beijando-me apaixonadamente. Sorri contra seus lábios e me entrei aos milhares de sentimentos que cresciam e lutavam dentro de mim.
-Agora o seu presente – ele disse quebrando o beijo quando ar nos foi preciso.
-Achei que você fosse o meu presente – sorri com petulância.
-Não vou te dar algo que você já tem – Damon franziu o cenho e depois riu. Fiquei ruborizada, o que só o fez rir mais. – Você não tem noção de como fica linda assim – disse e em seguida plantou um beijo casto em meus lábios fazendo que meus pensamentos perdessem sua coerência de novo. Mantendo contado visual e com um sorriso no rosto a poucos centímetros do meu, ele pegou uma pequena caixinha em seu bolso e a colocou em minha mão.
Senti meu queixo cair e debati-me mentalmente para me lembrar como fechar a boca. O choque estampou meu rosto em questão de segundos. Depois daquela conversa, antes mesmo de erguer a tampa eu sabia o que me esperava. Damon abriu a tampa por mim e em seguida afagou meus cabelos. Reprimi a vontade de chorar vendo a delicada aliança cor de ouro acomodada dentro da caixa. Ergui meus olhos e deparei-me com seus olhos repletos de curiosidade. Senti as lágrimas descerem por meu rosto involuntariamente.
-Casa comigo – aquilo não soou como uma pergunta, e sim como uma súplica. Sorri abaixando a cabeça. Suas mãos passaram de meu cabelo para meu rosto limpando minhas lágrimas. Senti minha garganta se fechar devido a intensidade da emoção do que estava sentindo. Segurei uma de suas mãos e fechei os olhos forçando meu cérebro voltar a funcionar – em vão. Seus lábios tocaram os meus hesitando cada momento, suas mãos deslizaram por meu rosto e pescoço colando-me contra seu tronco. Arfei sentindo o choro crescer dentro de mim ainda não conseguindo acreditar no que acabara de ouvir.
-Você realmente precisa de uma resposta? – forcei-me a dizer em meio aos soluços.
-Sim – ele roçou seu nariz contra ao meu.
-Não – mordi o lábio assistindo sua expressão desmoronar enquanto ele se afastava bruscamente. Passei a mão por meu cabelo reorganizando minhas idéias.
Puta merda.
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