Neighbors

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Olá meus amores ♥ Me desculpem a demora, eu passei a semana inteira sem internet, minha intenção era postar dia 11 na hora da estreia KKK *mentira ou antes ou depois*
Sobre o capítulo, sim, está grande. Não grande, ernome KKK Mas era necessário, e vou logo avisar, todos os capítulos da viagem vão ser assim (não me matem).
Obrigada pelas reviews, aw, enfim, obrigada por lerem essa fic *que na minha opinião é chata e etc*
Carol, eu só não te mato porque você é minha amiga. Se eu quiser excluir essa porra eu excluo, ok? Não adianta fazer barraco queridinha. u_u sqn <- ignorem.

As mãos de Damon afagavam lentamente meus cabelos e a todo momento podia sentir seus lábios em minha testa. Sem abrir os olhos, abri um largo sorriso ao sentir seu carinho.

–Oi – ele abriu meu sorriso preferido e inclinou a cabeça para me dar um beijo de leve nos lábios.

–Oi – murmurei passando a mão por seu rosto.

–Dormiu bem? – Damon não parou de acariciar meus cabelos.

–Aham – sorri em resposta – Que horas são?

–Pergunta difícil – ele riu – Não sei, mas só faltam duas horas de viagem.

–Já?! – ergui uma sobrancelha ainda meio sonolenta.

–Eu diria ainda – suspiro – Elena?

–Hm?

–Correndo o risco de você querer me matar, ou qualquer coisa do tipo... – eu o interrompi.

–O que você fez? – fechei a cara.

–Antes de o avião decolar, quando você já estava dormindo, bom... Eu liguei para sua mãe – ele me encarou com os lábios cerrados e as bochechas ardendo em cor.

–Você o que?! – minha voz subiu duas oitavas. Ajeitei-me na cadeira e o encarei séria.

–Desculpa – a julgar por sua expressão ele parecia uma criança que havia acabado de confessar ter roubado um doce.

–Para que você ligou para ela?

–Só avisei o horário que chegaríamos lá – o senti encolher os ombros. Suspirei pesado e aos poucos relaxei minha expressão. Sabia que eu mesma devia ter feito isso.

–Ah sim – foi o máximo que eu consegui dizer.

–Ótimo! Agora você vai ficar puta comigo. – sacudiu a cabeça negativamente.

–Não, não vou – revirei os olhos e abri um fraco sorriso deixando a curiosidade me vencer – Mas estou curiosa...

–Sobre...?

–O que ela disse quando percebeu quem era? – suavizei o tom de minha voz. Suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas e não pude evitar uma risada.

–Disse que queria muito me conhecer... – pausa – Por que você está rindo de mim?

–Porque eu posso – eu ri – e porque você fica muito fofo desse jeito – dei-lhe um beijo demorado na bochecha. – Ela disse mais alguma coisa?

–Só que vai esperar a gente no aeroporto – seu sorriso foi autêntico – Devo ter medo dela?

–Você tem medo de mim? – eu ri alto despertando a curiosidade dos passageiros acordados.

–Não – Damon também riu.

–Então não deve ter medo dela – sorri e suspirei – Isobel é uma versão minha mais velha e bem sucedida, loira e com rugas de expressão.

–Porra eu vou ter que aturar duas de você por dez dias? – ele revirou os olhos. Dei-lhe uma tapa com vontade. – Ai! Vem cá, sua mãe vai me bater também? – Damon passou a mão onde deixei a marca de meus cinco dedos.

–É só ter um motivo – pausa – ou oportunidade – disse com sarcasmo.

–Ah que delícia, férias de fim de ano num hospício – sua voz era debochada.

–Olha como você fala – fechei a cara fingindo raiva. O que ele havia dito era verdade, não havia pessoas normais na minha família – Principalmente da sua sogra.

–Sogra – ele torceu o nariz. – acho que é por isso que fiquei tanto tempo sem uma namorada.

–Damon!

–Não é mentira – ele se desculpou – Porém se sua mãe é versão mais velha e loira de você, eu já me vejo amando ela. – sorriu.

–Estou começando a me sentir convencida demais – levantei ligeiramente a cabeça e lhe dei mais um beijo doce em seus lábios.

–Você pode – Damon sorriu timidamente me tirando o fôlego – Está com fome?

–Mais ou menos – admiti – mas não curto muito a comida que eles servem no avião – fiz uma careta – que horas vai ser quando chegarmos lá?

–9hrs. – suspirou.

–Então eu tomo café no aeroporto, ou sei lá, eu adorava comer numa cafeteria que tem perto da minha casa – murmurei perdida em pensamentos.

–Tudo bem – Damon me pressionou contra seu tronco e beijou minha testa, sem seguida meu queixo, depois a ponta de meu nariz, e por ultimo minha bochecha.

–Hmm – gemi e depois sorri.

–Por que você vai para Nova York? – disse segurando minha mão.

–Ah Damon – senti minha expressão desmoronar. – Não quero pensar nisso, principalmente aqui e agora.

–Você não quer pensar, mas eu só tenho pensado nisso ultimamente – pausa. E mais uma vez o assunto de nossa conversa se voltava para nós mesmos.

–Eu não sei o que fazer – admiti. – Não arrumei, nem pensei nada sobre ir para lá ainda... Sim, tenho muitas coisas planejadas, mas nada concreto... Sempre foi meu sonho ir morar em Nova York, estudar lá então nem se fala. – suspirei e reduzi minha voz a um sussurro. – Mas agora eu tenho você, e Sophie – passei a mão nos pelos da gata que estava enroscada no colo de Damon – não sei se ainda quero ir, não quero ficar sozinha lá... Além do mais, eu não consigo mais dormir sozinha. – escondi meu rosto em sua camisa.

–Eu quero que você vá – ele beijou o alto de minha cabeça – Não quero ser o motivo de você não viver seu sonho, vou te ver todos os fins de semana – balancei a cabeça positivamente.

–Tenho que pensar – sussurrei.

–Você tem a viagem inteira para isso. – sua voz era reconfortante.

–E você tem a viagem inteira para decidir se quer ou não ir comigo – mordi o lábio soltando minha idéia em voz alta.

–Hm?

–Você pode ir comigo – senti minhas bochechas arderem em cor. Ele ergueu uma de suas sobrancelhas. – Sim, você vende seu apartamento, ou... Ah, não sei – suspirei.

–Não sei – Damon usou seu tom sério.

–Promete que vai pensar? – usei minha expressão que costumava usar para convencer minha mãe a fazer as coisas que eu queria.

–Sim – disse e bocejou ao mesmo tempo.

–Com sono? – perguntei.

–Muito – ele riu. Ergui minha cabeça e me ajeitei na poltrona.

–Vem cá – disse e ele se deitou em meu ombro com uma de suas mãos em meu pescoço. Passei meu braço a sua volta e lhe dei um beijo na testa o fazendo sorrir antes de fechar os olhos.


O som de uma voz aguda falando em búlgaro, depois em francês e por ultimo inglês rompeu pelos altos falantes fazendo Damon pular em meu colo. Assustada, Sophie se esticou em seu colo e fincou as unhas em sua camisa.

–Hm? – sua expressão era confusa.

–Coloca o cinto – disse depois de dar uma risadinha.

–Chegamos? – ele se sentou e rapidamente fez o que eu disse.

–Aham. – abri um largo sorriso.

Depois do pouso, e de passarmos por todos os processos que eram necessários estávamos no saguão de desembarque no aguardo de nossas malas. Sophie estava um tanto inquieta no colo de Damon, e bom, não a culpava, estava frio. Não. Frio para caralho. Agarrei-me a ele e aqueci Sophie com o próprio calor do meu corpo, Damon beijou minha testa e depois riu.

–Sua mãe está olhando para cá – sua voz era divertida.

Isobel!

–Onde?! – quase gritei. Ele fez um simples gesto com a cabeça indicando a direção. Vire-me no mesmo instante e encontrei o familiar par de olhos castanhos me encarando com curiosidade. Sorri e me desvencilhei de Damon indo a sua direção praticamente correndo pelo curto espaço que nos separava.

–Mãe – joguei meus braços em volta de seu pescoço e senti que estava chorando. Isobel soltou um suspiro pesado e apertou o abraço. Beijei sua testa e voltei a abraçá-la, e então ela fez o mesmo, só que beijando minha bochecha.

–Ah Elena – ela chorou. Sinceramente, eu sabia que estava morrendo de saudades de minha mãe, mas não imaginava que era nessa proporção, e sentir seus braços me abraçando só trazia tudo à tona. Passei a mão por seu rosto secando suas lágrimas e ela sorriu, e a acompanhei com uma risada. No mesmo instante, Damon nos alcançou com as bochechas coradas e uma expressão tímida. Passei meu braço esquerdo a sua volta e o puxei para perto de mim.

–Mãe – mordi o lábio reprimindo uma risada – Damon. – gesticulei e Isobel sorriu se inclinando para lhe dar dois beijinhos em suas bochechas.

–Damon – dessa vez eu ri – minha mãe – ele abriu meu sorriso preferido.

–Muito prazer – disse educadamente.

–Eu que digo, — ela riu – ouço muito falar de você. – corei.

–Ah sim – Damon riu – também escuto muito falar da senhora.

–Mãe?

–Hm?

–Veio com alguém? – perguntei mudando o assunto.

–Não, vim de táxi mesmo – pausa – Seu pai, mesmo de férias – ela revirou os olhos – foi a uma reunião em Londres.

–Mas ele volta antes de nós irmos embora?

–Amanhã.

–Ah sim – sorri.

–Sua tia está surtando em casa porque da ultima vez que você veio aqui ela estava na França – minha mãe riu.

–Nós íamos ficar em um hotel... –comecei e fui interrompida.

–Disse bem, íamos – o sorriso de Isobel era vitorioso.

–Você realmente é uma copia muito fiel de sua mãe – Damon sussurrou em meu ouvido. Eu ri.

–Não vamos incomodar? – mordi o lábio.

–Claro que não – ela riu – Jenna está louca para te ver.

–Damon?

–O que você quiser – ele deu de ombros.

–Então vamos – abri um sorriso largo.

–Hã-hã – ele segurou meu braço.

–O que? – revirei os olhos.

–Você tem que comer – sua voz estava repleta de autoridade.

–Depois. – bati o pé.

–Não – ele sorriu com deboche.

–Que horas você comeu Elena? – Isobel perguntou.

–Antes de embarcar – respondi tentando lembrar se eu realmente havia comido.

–Não – Damon fechou a cara – Você comeu na faculdade, ontem de manhã.

–E você não muda, hein? – Isobel usou seu tom autoritário.

–Ah mãe – revirei os olhos.

–Vamos comer então – Damon praticamente me arrastou pelo saguão até pararmos em uma cafeteria.


Já dentro do táxi, minha mãe nos observava com curiosidade. Por mais que ela desconfiasse – muito, aliás – eu ainda não havia contado sobre nosso namoro com ela. Damon tinha seus braços a minha volta e eu descansava a cabeça em seu ombro enquanto segurava uma de suas mãos. Dei uma rápida olhada para Isobel e ela me lançou um sorriso divertido. Eu ri e enterrei minha cabeça na base do pescoço de Damon, fechando os olhos por alguns minutos.

–Chegamos – Isobel anunciou quebrando meus devaneios. A enorme casa onde eu passara a metade de minha infância não havia mudado em nada. Sorri e quase pulei para fora do carro ignorando a discussão de minha mãe e Damon para ver quem pagaria a corrida.

Apesar de estarmos em pleno inverno, a grama do jardim parecia estar mais verde do que nunca. Caminhei lentamente até a porta que dava para a varanda que invadia o jardim. Sem bater ou avisar, abri a porta e entrei me deparando com a enorme sala de estar vazia. Milhares de lembranças invadiram minha mente, não havia palavras para descrever o quão feliz eu estava de estar ali. Soltei um suspiro pesado e abri um largo sorriso, em seguida ouvi o som de passos se aproximando.

–Jenna! – praticamente gritei e fui ao seu encontro. Seus braços me envolveram em um abraço a apertado no mesmo instante em que eu lhe dava um beijo na bochecha.

–Elena! – ela riu e continuou me abraçando. – Quanto tempo — Tinha me esquecido do quanto ela era jovem e imprevisível... E engraçada. Ah saudades. E depois, sem mais nem menos, ela me deu uma grande tapa no braço. – Como que você veio aqui e não esperou que eu voltasse de viagem para me ver?

–Eu tinha que ir – eu ri alto – só tinha mais uma semana até o começo das aulas na faculdade, e não tinha arrumado praticamente nada no meu apartamento em Atlanta.

–Não justifica – Jenna fechou a cara e depois riu passando a mão em seus cabelos loiros. – Fiz bolo de chocolate para você.

–Hmm – agradeci mentalmente por não ter comido nada.

Depois de uma breve apresentação, Damon se sentou a mesa comigo, minha tia e minha mãe. Conversas aleatórias surgiam enquanto tomávamos café, não sabia há quanto tempo eu não ria daquele jeito.

–Onde está seu namorado? – a voz de Isobel me pegou de surpresa assim que terminei de descer as escadas.

Namorado. Hm, hora da conversa. Oba! – exclamei mentalmente com deboche.

–Hm? – me fiz de desentendida lhe arrancando um sorriso sugestivo.

–Não sou idiota – ela riu – Pelo que eu sabia vocês eram “Best Friends Forever”, tudo bem que não acreditei principalmente depois de você sair de Atlanta e ir para a puta que pariu de carro para praia sendo que você odeia praia... – Isobel se sentou no sofá e cruzou as pernas fazendo a pose que ela costumava usar quando tinha uma serie de perguntas para me fazer, seu olhar intimidador me fazia sentir como se tivesse quinze anos de novo. – Elena você estava chorando igual criança quando eu te liguei avisando que viria para cá, e você disse que estava se sentindo sozinha... Que vocês tinham brigado... – ela disse e deu tapinhas no assento ao seu lado no sofá. – Me conta.

Eu ri e me sentei ao seu lado. Tinha que admitir: sentia falta de ter ela ao meu lado todos os dias. Minha melhor amiga, minha mãe. Suspirei antes de falar.

–Meu namorado... – dei uma pequena pausa para espiá-la com minha visão periférica – está lá em cima tomando banho. – Isobel abriu um sorriso.

–Desde quando?

–Umas três semanas – mordi o lábio.

–Só? – perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas.

–Antes disso nós ainda estávamos brigados.

–Ainda? – ela pareceu surpresa. E antes que ela começasse a despejar centenas de perguntas em cima de mim, resolvi contar tudo desde o início.

–Para ser sincera nós não brigamos – precisei pensar um pouco – não ao pé da letra.

–Continua – sua expressão reafirmava minha teoria de que ela não sossegaria até saber os detalhes mais sórdidos.

–O que quer saber? – já descalça, joguei meus pés no sofá e deitei a cabeça em seu colo, suas mãos rapidamente começaram a brincar com meus cabelos soltos.

–Tudo – ela riu.

Como se eu não soubesse disso.

–Bom... – respirei fundo – Quando eu cheguei ao meu apartamento em Atlanta, ele foi falar comigo para me dar as boas vindas no prédio, — sorri com a lembrança – e sabendo que eu não era de lá, ele me convidou para conhecer a cidade. Eu o julguei como uma pessoa legal e então eu disse sim, até porque eu realmente precisava conhecer a cidade. No dia seguinte nós fomos, discutimos, trocamos elogios, implicamos um com o outro, fizemos piadinhas e sinceramente foi uma amizade instantânea, depois, quando voltamos, eu fiz o jantar e nós comemos juntos, também combinamos de ir conhecer os pontos turísticos quando o tempo melhorasse. No dia seguinte eu fui ao shopping e o encontrei lá, e quando ele me perguntou se eu queria carona para voltar para casa, eu respondi que sim, mas de primeira eu achei que ele estava me seguindo, ok, foi nesse dia que eu encontrei a Sophie, e nós discutimos por causa dela, no final a levamos para o meu apartamento e limpamos ela. – eu ri – Depois decidi fazer algo para comer, ele se ofereceu para ajudar e acabou sujando todo meu apartamento de farinha. – Isobel riu alto – Assim que melhorou ele me levou para passar o dia no parque, e eu me vi gostando mais dele do que deveria. No almoço, ah – revirei os olhos – tinha uma garçonete filha da puta que praticamente me jogou no chão para dar em cima dele, e isso me incomodou muito... – suspirei – Naquele mesmo dia ele me contou que tinha um trabalho com um fotógrafo em Jacksonville, e me chamou para ir com ele. Eu não queria ir, não tinha roupa direito e... Ah enfim, eu acabei indo porque eu sou eu, e você me conhece. Quando chegamos lá o tempo mudou e só fomos à praia uma vez, inclusive foi engraçado – eu ri me lembrando do livro que eu estava lendo – No fim das contas, a casa só tinha dois quartos, e um já estava ocupado, longa história... Nós brigamos para saber quem ia dormir no sofá e acabamos dormindo juntos no quarto. – os olhos de Isobel se arregalaram. –Dormimos mãe. Dormimos. Só isso. – suspirei – Na volta, nós voltamos conversando sobre coisas aleatórias, do nada ele começou a falar de mim, me elogiar e depois falou que eu era a mulher mais incrível que já tinha conhecido – reduzi minha voz a um sussurro. – e ele me beijou, e pediu desculpas – eu ri corando – e eu o beijei de novo. No dia seguinte que era meu primeiro dia de faculdade, ele estava estranho comigo. Frio, distante... Eu fiquei muito sem graça – dei uma pausa – e esse comportamento se prolongou por três meses, mal dizíamos “bom dia” e “tchau” um para o outro. Meu professor da faculdade me ofereceu uma bolsa de estudos em Nova York, esse assunto a gente discute outra hora, e quando eu contei para ele depois de uma quebra no gelo, nós começamos a brigar – dei uma longa pausa – não durou muito, depois daí ele me pediu desculpas e não me disse o porque tinha se afastado, só pediu que eu fosse almoçar com ele no dia seguinte. Eu disse não, mas disse sim. – a cara de minha mãe expressou a confusão de minha frase. – Disse que não queria ir, mas acabei cedendo. Acabou que na hora ele ficou doente, e eu meio que virei babá de um homem dez anos mais velho que eu. – eu ri. – E ele tentou me beijar de novo, nós conversamos e ele falou que não queria mais ficar longe de mim... – sacudi a cabeça soltando uma risada – Ele passou a noite comigo porque eu pedi, não só porque ele estava doente, estava com saudades, e de manhã discutimos sobre presentes de aniversário, inclusive fui obrigada a ir a um baile, acredite você ou não – eu ri – e ele me chamou para viajar no fim do ano com ele, deixando na minha mão a decisão de onde iríamos, como presente de despedidas, caso eu fosse para Nova York. Eu disse que sim, mas no final ele disse que não queria viajar com a melhor amiga dele, e sim com a namorada, e... – suspirei – Não sei como terminar de contar isso. – admiti.

–Não precisa – ela riu e acariciou meu rosto. – E não precisava me contar isso tudo, só de olhar na sua cara, ou na dele... Ou ver vocês juntos.

–Ah mãe – senti minhas bochechas arderem em cor.

–Gostei dele – Isobel disse por fim – me parece uma ótima pessoa para você, — sorriu e em seguida fechou a cara para usar seu tom autoritário – responsável.

–Ah não, essa conversa não – gemi e me sentei no sofá me preparando para fugir antes que a tortura começasse.

–Elena – ela segurou meu braço – Eu sou sua mãe e sua amiga.

–Eu sei, acredite, eu sei o que você vai falar e eu sei disso – corei mais ainda. Minha mãe não precisava saber da minha vida sexual porra.

–Não sei se você sabe, — ela ergueu uma sobrancelha – nós nunca conversamos sobre isso antes.

–E nem precisa se dar o trabalho – dei um sorriso fraco.

–Elena – sua voz se encheu de autoridade.

–Mãe – choraminguei.

–Não quero seu histórico sexual, só quero que você seja responsável – ela cerrou os lábios.

–Não tenho um histórico sexual para sua informação – sorri com ironia. – E sim, eu tomo remédio.

Observei sua expressão confusa e calcei minhas sandálias planejando fugir antes que ela recomeçasse com suas perguntas. Passei a mão por meus fios desgrenhados tentando por um pouco de ordem e me coloquei de pé.

–Que cara é essa? – não me contive, porém fiquei com uma puta vontade de não ter aberto a boca depois de perguntar.

–Estou pensando como reagir perto do cara que tirou a virgindade da minha filha – sua expressão era vazia. Ela parecia estar se remoendo por dentro... Ou se divertindo.

–Não se preocupe, ele não fez nada que eu não quisesse — Revirei os olhos dando de ombros e fui em direção a cozinha, onde bebi um copo duplo de água antes de voltar ao andar de cima para tomar um banho.

–Já? – dei de cara com Damon assim que pisei fora da escada já no segundo andar.

–Não estou em casa – ele riu.

–Sinta-se em casa – mordi o lábio. Ele se aproximou e me deu um rápido beijo em meus lábios. Sorri contra sua boca e aprofundei o beijo me deixando levar por um breve minuto — isso é, até lembrar que minha mãe, provavelmente, muito provavelmente, estava nos observando da sala. Quebrei o beijo e dei uma risada abafada.

–Vamos sair hoje a noite? – sua pergunta parecia uma ordem.

–Você é quem sabe – sorri.

–Se não se importa, vou chamar minha sogra – ele riu em minha orelha me causando arrepios.

–Você é quem sabe – repeti e me afastei um pouco. – Vou tomar banho.

–E eu vou chamar sua mãe – ele riu e me deu um rápido beijo na bochecha antes de descer as escadas.

Notas finais
Me fazam feliz (: