Neighbors
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Obrigada Juu Salvatore pela recomendação ♥ Obrigada mesmo, de verdade ♥
Demorei o máximo que podia debaixo da água quente e relaxante. Mesmo sendo manhã, vesti meu conjunto preferido de moletom – que dava, sem problema algum, duas de mim dentro — que havia deixado por cima na mala já imaginando que o tempo não estaria nada bom. Coloquei meu par de meias grossas e penteei o cabelo lentamente antes de descer as escadas sem me dar o trabalho de calçar alguma coisa.
-Mas já está pronta para dormir? – Jenna deu uma gargalhada.
-Não – disse e me sentei ao lado de Damon no sofá, jogando os pés no colo de minha mãe.
-Seu pai ligou – ela anunciou enquanto eu me encolhia tentando me esquentar. – Ele volta ainda hoje à noite, eu não tinha contado para ele que você estava vindo e agora ele está muito puto comigo.
-Conte-me uma novidade – eu ri alto.
-Alaric supera isso – Jenna riu – Estou curiosa mesmo para ver a reação dele ao ver que a menininha dele não veio sozinha para cá.
Puta merda.
Meu pai – padrasto – não costumava amar meus namorados. Fazia uma social uma vez na vida e depois enchia meu ouvido dizendo que eu era nova demais para pensar em homens. Sempre entendi aquilo como proteção, assim como minha mãe, porque ao mesmo tempo em que ele não parava de implicar com todos os meninos que falavam comigo, me lembro muito bem de ouvi-lo dizer que estava feliz por me ver com alguém que me fizesse feliz. Acontece que, nenhuma das três vezes que namorei eu estava apaixonada de verdade. Muito menos perto de estar feliz nesse sentindo. Sempre me deixava levar pelo momento e acabava me arrependo depois. Isobel dizia para mim, ele está fazendo o que qualquer outro pai faria, Elena. Pai, e é isso que realmente é para mim, porque foi ele que me levou para escola no primeiro dia de aula depois das férias de verão quando eu completei oito anos, foi ele quem me ensinou a não falar de boca cheia – as tentativas de minha mãe sempre eram falhas -, era ele que mesmo chegando tarde do trabalho ia ao meu quarto ver se eu estava bem, ele que, mesmo sempre estando ocupado, nunca, nunca deixara de assistir uma apresentação se quer que no teatro da escola. Foi ele quem bancou minhas festas da Barbie e fez minhas vontades, me levou em shows de bandinhas que eram modinha, e me deu conselho sobre meninos e como me comportar perto deles quando eu completei 12 anos. Ele que bancou meus mimos dos meus 16 anos, contando com festa e roupas caras, e nunca abriu a boca para reclamar de nada, muito pelo contrário, ele me agradecia por ter gostado. E eu o amava como minha figura paterna, afinal não importava se ele era ou não meu pai de sangue, foi ele quem me criara e me amara desde sempre e no fundo é o que realmente importa.
Meu pai, aquele que me colocou no mundo, só fodeu, não só a minha, mas a vida da minha mãe. Preferia não me lembrar da minha primeira infância por causa dele. Eu fazia de tudo para chamar a atenção de John – me negava a chamá-lo de pai, ou qualquer coisa que envolvesse um laço familiar – ele preferia ficar trancado em seu escritório com uma garrafa de qualquer bebida ao seu lado. Eu aprendi do jeito mais difícil a não confiar em ninguém, acho que a pior parte de ser lembrada foi o último natal no qual passamos juntos que antes da amante dele aparecer com o filho dela – meu irmão – ele resolveu descontar a raiva dele em cima de Isobel, não só batendo nela como também em mim, e depois tudo acabou. No ano seguinte, logo depois do meu aniversário de seis anos minha mãe e eu nos mudamos para o Canadá, deixando a casa para tia Jenna, a única família por parte dele que continua sendo minha família, e que eu amava mais do que qualquer outro parente.
-Ah – soltei um suspiro pesado.
-Admito que também estou curiosa – Isobel disse abafando uma risada.
-Vocês são duas escrotas – cerrei os olhos e espiei Damon pelo canto do olho. Suas bochechas estavam mais uma vez num tom de vermelho vivo. – Alaric é legal – eu disse apertando uma de suas bochechas. Damon abriu seu sorriso tímido para mim.
-O que vocês vão querer para o almoço? – minha mãe mudou o assunto.
-Não sei – respirei fundo e depois bocejei.
-Vou fazer carne assada, se você não se importa Elena – disse Jenna.
-Não, não me importo – abri um sorriso fraco. Ela ergueu uma sobrancelha, mas não disse nada.
-Vocês estão cansados da viagem – Isobel começou a acariciar minha perna – vão deitar lá em cima.
-Hmm – eu havia dormido a viagem inteira, mas o fuso horário estava me deixando confusa. – Onde o Damon vai deitar? No meu quarto só tem uma cama – eu não havia pensado nisso antes.
-Não sabe dividir não? Eu não te ensinei isso? – assim que minha mãe terminou de dizer Jenna começou a rir.
-Ok, independente do que vocês vão fazer lá em cima, sejam silenciosos – Isobel começou a rir também. Mais agradável impossível. – Não sou obrigada a ouvir nada.
-Tampa o ouvido – dei um sorriso malicioso e vi Damon corar mais ainda. Comecei a rir e me levantei do sofá indo em direção as escadas sendo seguida por ele. Assim que cheguei no quarto parei para observá-lo pela primeira vez em muito tempo. Estava tudo exatamente igual. As paredes continuavam pintadas de rosa claro, a cadeira de balanço na qual minha mãe sentava para ler histórias para mim continuava ao lado esquerdo da cama de madeira clara. Meus bichos de pelúcia ainda estavam enfileirados por ordem de tamanho como eu costumava arrumar quando era menor, e até o desenho que fizera na porta do banheiro de um castelo nas nuvens ainda estava lá. Soltei um suspiro pesado e depois ri.
-O que foi?
-Esse lugar não mudou nada – minha voz estava carregada de nostalgia. Damon riu e me abraçou me apertando contra seu corpo.
-Pode descansar, depois eu venho dormir – sua voz era um sussurro.
-Eu dormi a viagem inteira Damon – naquele momento vi Sophie deitada junto com meus bichos de pelúcia e reprimi uma risada. – Pode deitar.
-Então vem cá – ele disse e me puxou para cama. Puxei a colcha e depois me cobri observando-o se espremer ao meu lado.
-Quer que eu vá para o sofá? – perguntei sentindo seus braços me envolverem. Uma respiração mal calculada e ambos estaríamos no chão.
-Não – ele riu e deitou a cabeça por cima de meu rosto fazendo-me sentir cócegas devido sua barba mal feita.
-Achei que homens não gostassem de dormir de conchinha – comentei.
-Realmente não gostam – ele murmurou – cabelo na cara, pau duro, braço dormente, não dá para se mexer, ah a lista é grande.
-Ok, eu vou para o sofá – suspirei e me preparei para levantar.
-Não – seus braços viraram aço a minha volta. – Para toda regra existe uma exceção. – disse e depositou um beijo rápido na minha bochecha me fazendo sorrir.
-Esse quarto me lembra tantas coisas – eu ri mudando o assunto enquanto toda minha infância invadia minha mente.
-Esse quarto me faz imaginar você quanto criança – ele também riu.
-Não imagine.
-Por que não? — suas mãos encontraram as minhas.
-Melhor não – eu ri – pelo menos as minhas fotos minha mãe tirou daqui.
-O que é uma pena.
-Não, acredite, não quero que você saia correndo por ver uma foto minha antiga.
-E como sempre você é exagerada e não se vê com clareza, só por isso vou perguntar sua mãe onde elas estão – Damon riu e beijou minha bochecha de novo. – Posso perguntar por que você não quis que mexessem no seu quarto? Sim, sua mãe falou.
-Quando eu era menor eu dizia que um dia minhas filhas ficariam com meu quarto e minha mãe levou isso à sério até hoje. – revirei os olhos. – Acontece que eu nunca vou ter filhos.
-Por que?
-Não consigo me imaginar mãe... E – não citaria a parte mais realista da história sobre não querer acabar como a minha mãe.
-Você seria uma mãe incrível – sua voz era calma e doce.
-Não acho que seja só isso, mas tudo bem – suspirei.
-Ou você acha que eu seria um pai tão ruim a esse ponto?
Ele? É sério isso?
Senti meus ossos virarem borracha e minha pulsação aumentar com o rumo da conversa. Sorri involuntariamente e entrelacei seus dedos nos meus.
-Não – sussurrei – você sim seria um pai incrível – eu ri – inclusive seria algo que eu gostaria de ver.
-Casamento primeiro – Damon sussurrou acariciando as costas de minha mão.
-Hm?
-Ou você não quer casar comigo? – ele ergueu uma sobrancelha e vez um pequeno movimento para poder me olhar nos olhos. Ergui minha cabeça devagar e colei meus lábios nos dele. Primeiro dei um demorado selinho, em seguida apoiei-me em um de meus cotovelos para passar a mão por seu rosto. Minha língua pediu passagem e rapidamente ele concedeu me beijando lentamente, nossas línguas se acariciavam sem urgência deixando o beijo irresistível e crescente, cada vez mais doce.
-O que te faz pensar que não? – perguntei no breve instante que seus lábios deixaram os meus. Damon sorriu e recomeçou outro beijo, dessa vez diferente, era possível sentir a intensidade de seus sentimentos apenas com seu toque.
-Não vou me esquecer disso – ele sussurrou em meu ouvido e se deitou outra vez, dessa vez me puxou para perto, deitei minha cabeça em seu peito, meu lugar preferido no mundo inteiro de dormir, até aquela cama perdia, e deixei que ele me abraçasse. Puxei a coberta sobre nós e enrosquei minhas pernas na dele com um cuidado exagerado temendo cair no chão, em seguida fechei os olhos me sentindo no paraíso enquanto suas mãos brincavam com meus cabelos.
-Elena – ouvi a voz de Isobel me chamando de longe. Fechei os olhos com força soltei um suspiro pesado. – Elena – ela riu e me sacudiu com gentileza.
-Hmm... Oi – murmurei depois de bocejar.
-Já são 14hrs – informou-me – estávamos esperando vocês para almoçar.
-Ah – bocejei de novo – Não precisava.
-Você vem?
Apenas assenti e antes que eu o chamasse Damon abriu os olhos com uma expressão confusa.
-Vamos almoçar – disse me desvencilhando de seu abraço e sentando na cama.
-Que horas são? – disse depois de bocejar.
-14hrs – murmurei.
-Já?
-Aham – minha mãe respondeu por mim. – Bom, vou esperar vocês lá embaixo.
-Já vou – disse e fui até o banheiro lavar meu rosto. Depois prendi meu cabelo no meu casual coque mal feito e esperei enquanto Damon lavava o rosto para descer para o almoço.
O almoço foi um evento silencioso, e todos – menos Damon – se surpreenderam por eu comer carne sem reclamar ou fazer cara de nojo. Depois passamos a tarde colocando todos os assuntos em dia, inclusive o de minha bolsa para ir para Nova York. Minha mãe e Damon conseguiram fazer minha cabeça com os pontos positivos para que eu fosse, tia Jenna apenas não opinou, disse que eu sabia o que era melhor para mim. Damon, logo depois da conversa, agendou minhas passagens para o dia dez de janeiro e eu tinha até o final da viagem para fazer uma reserva em algum hotel razoável até conseguir alugar uma casa. Quando o dia começou a escurecer, começamos a nos arrumar para buscar meu pai no aeroporto, depois disso iríamos jantar em um dos melhores restaurantes típicos da região no centro da cidade.
Saí do banheiro enrolada na toalha e fui em direção a mala, mesmo com o tempo ruim decidi que usaria vestido, um dos meus preferidos, preto com mangas compridas, porém com apenas um palmo e meio de comprimento. O tecido fino abraçava meu corpo de forma delicada valorizando cada curva que tinha. Passei uma maquiagem leve deixando para exagerar apenas no batom, vermelho sangue. Por ultimo, enrolei as pontas de meus cabelos para sair um pouco da rotina. Uma rápida olhada no espelho, e eu mesma não me reconheci. Eu estava bonita. Não. Muito bonita. E eu achava que isso era impossível. Com um meio sorriso no rosto calcei a primeira sandália que vi pela frente, quando me preparei para sair do quarto, percebi Damon me encarando com os olhos arregalados. Ele estava usando uma calça jeans casual com uma blusa social branca com os dois dos primeiros botões abertos, por cima para finalizar com um excesso de charme, estava sua jaqueta de couro preta. Milhares de pensamentos pervertidos inundaram minha mente, sorri com malícia enquanto meu inconsciente gritava: é ainda melhor nu.
-Aonde você pensa que vai vestida desse jeito? – ele sussurrou enquanto se aproximava de mim para me dar um beijo demorado na testa.
-Eu não penso – ergui uma sobrancelha – eu vou.
-Elena está frio – disse com calma – e eu consigo ver seu útero daqui.
-Não estou com frio – mordi o lábio. – E não é tão curto assim.
-Você não vai sair com essa roupa – ele soltou um suspiro pesado.
-Vou sim – dei um sorriso travesso.
-Troca de roupa – Damon fechou a cara.
-Não – cerrei os lábios alterando meu tom de voz — se você não gostou, sinto muito.
-Eu adorei sua roupa – suas mãos que antes estavam coladas ao lado de se corpo moveram-se lentamente até encontrar minha cintura, depois desceram para minhas pernas me causando aquela familiar sensação de formigamento. – Mas não quero que você saia com ela.
-Porque não? – fiz um biquinho.
-Porque eu sou egoísta – suspirou – Porque eu tenho ciúmes.
Ciúmes de mim. Ok. Vou ali me matar e já volto.
-Ah – corei e encarei o chão. – Não preciso trocar o vestido para você saber que eu sou sua.
-Faça o que quiser – ele franziu o cenho – Só não diga que eu não avisei.
Saímos de casa já em cima da hora, quando chegamos ao aeroporto Alaric já estava nos esperando, segundo ele, por mais de 40min. O que eu mais temia foi a coisa mais agradável do mundo, Damon e meu pai pareciam ser melhores amigos de infância – primeiro discutiram sobre a crise de não sei o que não sei onde, depois discutiram sobre futebol durante todo o jantar. Minha mãe, eu, e tia Jenna os deixamos sozinhos para termos papos de mulher – em sua maior parte fofocas de família e etc. Assim que decidimos voltar para casa, Isobel nos deu a idéia de aproveitarmos a noite sozinhos, uma vez que ela, Alaric e Jenna iriam para casa.
-Aproveitar a noite? – murmurei já do lado de fora do restaurante.
-É – ela riu – Não acredito que vocês vieram para cá para ficarem trancados dentro de casa.
-Para onde você quer ir? – Damon me perguntou abrando-me e me prendendo ao seu corpo.
-Bom, não sei se vocês gostam, mas indo para o sul da cidade tem uma boate muito boa – Jenna riu.
-Não tenho nada contra – só não era algo que eu fazia com muita freqüência.
-Vamos? – Damon perguntou rindo.
-Elena – minha mãe me puxou fazendo que com que eu me afastasse de Damon – Juízo, por favor. – eu ri alto.
-Tudo bem – disse e depois me despedi de meu pai e minha tia.
O curto trajeto até a boate foi silencioso. Depois de trocar algumas palavras em minha língua de nascença e pagar a corrida estávamos dentro do local onde uma música alta fazia meus tímpanos pedirem socorro e luzes de todas as cores piscavam de todas as formas possíveis.
-Quer beber alguma coisa? – Damon sussurrou em meu ouvido.
-Hmm, quero – foda-se o juízo.
-Quero você sóbria, ok? – ele riu.
-Rá-rá.
Eu não bebi uma taça de vinho. Eu perdi a conta na quinta. Minhas pernas tremiam de acordo com a batida da música e mesmo assim eu não parava de dançar. Damon tinha os braços na minha cintura se movimentando do mesmo modo que eu. A temperatura não passava dos 9° do lado de fora e, no entanto ali dentro parecia fazer mais de 40°, o suor escorria por minha testa e tornava toda minha pele escorregadia.
-Ok, eu preciso sentar – disse vendo todas as paredes de ângulos estranhos.
-Como quiser – ele riu e me acompanhou até os bancos altos colados as bancadas do bar. – Quer beber mais alguma coisa?
-Água – murmurei. E então ele pediu uma água para mim, e outra taça de vinho para ele.
As luzes de cores diversas continuavam a piscar me deixando tonta — ou talvez fosse efeito do vinho. Damon estava sentado ao meu lado bebendo em silêncio todo o conteúdo de sua taça, uma de suas mãos estava sob minha coxa fazendo movimentos circulares lentamente que bem lá no fundo me distraíam bastante.
-Por que esses homens continuam olhando para você desse jeito? — disse ele com um tom de deboche na voz. — Eu sou invisível? Porra não estão vendo que você está comigo? — olhei timidamente para o lado que prendia sua atenção e vi um par de olhos pervertidos me engolindo de cima a baixo. Corei fortemente e abaixei a cabeça. — Eu avisei para não vir com esse vestido, não sou obrigado a agüentar milhares de homens tarados olhando para o que é meu.
-Não tem milhares de homens, só ele... — fui interrompida.
-O barman, o garçom do restaurante, o tarado do aeroporto e já perdi a conta de quantos outros eu peguei olhando para sua bunda — Damon deu um sorrisinho torto cheio de ironia.
-Ele só está olhando — corei mais ainda.
-Ele quer o que você guarda dentro da sua calcinha — disse descendo a mão que estava pousada sob meu colo entre minhas pernas. — E acontece que isso aqui — seus dedos ágeis contornaram a renda de minha peça íntima — é meu — ainda segurando minha calcinha ele tocou minha intimidade com a ponta de seus longos dedos me arrancando um gemido.
-Damon! — fechei as pernas na intenção de repreendê-lo. Ele riu e começou a movimentar dois de seus dedos em volta do meu clitóris me fazendo largar o copo de água me segurar na bancada — Para — arfei tentando não me concentrar no que ele estava fazendo mesmo sentido todo meu corpo se eriçar devido ao seu estimulo.
- Você realmente quer que eu pare? — disse se divertindo.
- Tem muita gente aqui — gemi sentido seus dedos explorarem todas as partes de meu sexo.
-É só você ficar quieta. — Damon riu sem parar de fazer suas caricias.
Puta merda. Como eu iria ficar quieta com alguém me masturbando? Caralho Damon.
Seus dedos agora faziam movimentos mais intensos me fazendo arfar, me agarrei com força no banco onde estava sentada. Mordi o lábio reprimindo um gemido, meus batimentos cardíacos passaram a ser a única coisa que eu podia ouvir. Damon chegou um pouco mais perto e mordeu de leve minha orelha e sem perceber eu estava gemendo.
-Shh, quietinha — ele riu em minha orelha e me penetrou com três de seus dedos. Um grito escapou por meus lábios me fazendo soltar o banco e fincar as unhas em seu braço.
-Sem falar nada — seu braço livre me segurou contra seu tronco enquanto ele enfiava e tirava os dedos de dentro de mim. Porra estava todo mundo olhando.
-Ah! — era para ser um grito, mas soou apenas com sussurro.
-Sussurrar também é falar Elena — disse depositando um beijo em meu pescoço. Em seguida, ele parou com sua caricia — tortura — colocando minha calcinha no lugar, depois se colocou de pé num salto.
-Vamos terminar isso em outro lugar — ele deu um sorriso malicioso.
O que?!
-Damon...
-Não começa, eu não sei o que é gozar na cueca desde que eu tinha quinze anos e eu não vou perder a oportunidade de comer você no banheiro masculino. — Sim, ele estava bêbado para caralho.
-Achei que você não usasse cueca — ergui uma sobrancelha.
-Existem exceções — ele me puxou pelo braço conduzindo-me em meio a multidão que dançava.
-Eu não vou fazer isso banheiro! — exclamei.
-Prefere aqui com todos olhando?
-Não!
-Então vamos — disse me arrastando para o banheiro masculino que por sorte estava praticamente vazio. Damon deu um sorriso duro para o ultimo cara a sair do banheiro e trancou a porta.
-Você não pode trancar a porta...
-Quer compartilhar nossa relação sexual? Acho que muitos vão ficar interessados em participar... Gosta de ménage?
-Me lembra de nunca mais deixar você beber, ok? — disse enquanto ele me puxava de encontro a si e colava seus lábios nos meus. Sua língua era urgente em minha boca, suas mãos desciam e subiam por meu corpo erguendo ligeiramente meu vestido. Entreguei-me completamente a emoção do momento e passei as pernas por sua cintura enquanto minhas mãos abriam botão por botão de sua camisa. Seus lábios deixaram os meus e começaram a explorar meu pescoço, depois beijaram meus seios ligeiramente expostos pelo decote do vestido. Agarrei-me aos seus cabelos e senti a bancada da pia em minhas costas, sem muito esforço Damon ergueu-me e me sentou na superfície de mármore terminando de subir meu vestido até a altura de minha cintura. Sentia suas mãos por toda extensão de meu corpo exposta, um arrepio percorreu por minha espinha quando Damon tirou minha calcinha por completo. Suas mãos acariciam lentamente a parte interna de minha coxa enquanto seus lábios estavam mais uma vez ocupados nos meus. Arfei sentindo seus dedos deslizarem para dentro de mim mais uma vez, Damon mordeu minha clavícula e em seguida meu pescoço. Passei os braços em volta de seu pescoço e beijei a pequena parte exposta de seu peito e no mesmo instante podia sentir seus dedos massageando meu clitóris vigorosamente. Gemi alto e recomecei outro beijo já sentido sua ereção roçar onde a poucos segundos antes estava seus dedos.
-Coloca as pernas para cima – ele ordenou e sem discutir, fiz o que ele disse. Logo depois, um sorriso malicioso brotou em seus lábios e depois senti sua língua serpenteando por meu sexo vagarosamente.
-Ah – gritei e agarrei seus fios de cabelo pela raiz.
-Shh – ele riu e beijou minha virilha.
-Porra Damon – disse entre dentes segurando-me em seu ombro. –Eu não agüento mais – choraminguei sentindo como se meu corpo tivesse prestes a explodir. Damon ergueu a cabeça e puxou minhas pernas para sua cintura novamente. Ele me pressionou contra seu tronco e desceu o zíper de sua calça, antes que ele mesmo o fizesse, desci sua cueca e o senti dentro de mim por inteiro.
-Caralho – ele meio falou meio gemeu assim que apertei mais minhas pernas em sua cintura. Damon começou a se movimentar dentro de mim, o suor escorria por minha testa e molhava meu rosto enquanto ele me penetrava ferozmente. Os movimentos começaram a ficar mais rápidos, e junto com a velocidade a proporção de meus gemidos também aumentavam, e como se já não estivesse satisfeita comecei a me mover junto com ele me apoiando na bancada.
-Porra! – xinguei e revirei os olhos tomada por prazer – Eu – arfei – vou cair! – Seus braços me envolveram e ele me encostou na parede ao lado da bancada, e sem sair de dentro de mim, deixou uma trilha de beijos úmidos em meu pescoço. Puxei seu rosto para perto do meu e o envolvi em outro beijo deixando meu corpo se entregar a um orgasmo ao mesmo tempo em que ele gozava dentro de mim.
Devagar, coloquei meus pés e senti seu membro sair de dentro de mim. Abaixei meu vestido e ajeitei meu cabelo que estava o pior possível. O encarei enquanto ele fechava a calça esperando que ele se tocasse e devolvesse minha peça íntima.
-O que foi? – ele riu e levou a mão até meu roto para limpar minha maquiagem borrada.
-Minha calcinha – percebi que ainda estava ofegante.
-Ah sim – sua expressão maliciosa estava de volta. – Não vou devolver.
-Como é que é? – o encarei perplexa.
-Não vai fazer falta – ele disse enfiando minha calcinha em seu bolso.
Puta merda.
Ok. Tentei ignorar o fato – tinha outras milhares de coisas na minha cabeça, por exemplo, o fato de todo o meu corpo estar colando, minhas pernas estarem bambas e meu cabelo estava com o clássico penteado pós-foda que não era nada agradável.
-Damon – sussurrei assim que passamos pela porta recém destrancada. Havia um pequeno grupo de homens que formavam uma filha do lado de fora do banheiro que nos encarou com um olhar sugestivo. – Vamos embora.
-Mas já? Não são nem 4hrs ainda.
-Ainda – eu gemi com ironia – Eu estou cansada.
-Imagino – ele riu. –Ok vamos então.
Eu não sabia o quanto eu estava bêbada até ter que falar o endereço de minha casa – quer dizer, eu não lembrava o endereço. Damon só sabia rir e o taxista acabou ficando meio – muito – puto com a gente. Chegamos em casa o sol já começava a clarear o dia, e para minha total surpresa minha mãe ainda estava no sofá com Alaric e Jenna. Assim que nos viram os três se entreolharam entre si com uma expressão de espanto. Puta merda. Abaixei a cabeça para olhar para o meu estado. Ok, a expressão de espanto era pouca. Meu vestido parecia ter diminuído e estava marcando mais o meu corpo, estava completamente molhada de suor e estava descalça. A situação de meu cabelo provavelmente estava pior do que o que eu vira antes de sair da boate.
-Oi – murmurei depois de pigarrear para limpar minha garganta.
-Isso são horas? – Jenna ergueu uma sobrancelha. Alaric balançou a cabeça negativamente e depois riu.
-Não precisa responder – ele me olhou de cima a baixo – Vai tomar seu banho.
Assenti e me arrastei escada acima tropeçando mais do que o normal, em vez de ir para o banheiro joguei-me na cama e puxei Damon para o meu lado deitando minha cabeça na base de seu pescoço. Não sei se demorou um segundo ou menos para eu me entregar a exaustão e dormir, ou se foi menos.
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