Neighbors
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Era para eles estarem brigados ainda, mas eu saí reescrevendo tudo pq comecei a chorar lendo o que eu escrevi e não queria mais eles brigados qqqqq É isso, espero que gostem :3
-Sophie! – Damon disse pegando a gata assim que passamos pela porta. A felina miou e começou a ronronar ansiando por carinho. – Que saudade pequena!
–Pode largar minha gata – revirei os olhos e fiz uma careta tirando Sophie de suas mãos – Ainda estou puta com você e como castigo você não põem a mão nela.
–Deixa de ser escrota – ele reclamou.
–Escrota é o que você tem no seu saco. – fiquei séria – Larga ela.
–Está afiadinha hoje hein.
Abri um sorriso amarelo e joguei no sofá. Damon se sentou ao meu lado passando os braços a minha volta. Fugi de seu abraço rapidamente. Ele me encarou sem entender.
–Posso pedir a comida?
–Já está com fome?
–Não – pausa – Você está?
–Eu acabei de acordar – dei de ombros.
–Depois então – ele estalou a língua. – Na verdade eu não queria comer comida japonesa...
–O que quer?
–Não vou te explorar. – ele mordeu os lábios.
–Fala cacete – revirei os olhos.
–Lasanha.
–Você não enjoa?
–Da que você faz não – ele riu.
–Só vou fazer por que não se nega as coisas a uma pessoa doente. – me coloquei de pé e comecei a agilizar as coisas, coloquei a massa no fogo e preparei o molho lentamente. Selecionei os tomates que eu cortaria e comecei os cortar lentamente e acabei por acertar meu dedo.
–Aai! – gritei e coloquei o dedo na boca.
–Que foi? – Damon, que estava me observando agir encostado na meia parede que dividia a sala da cozinha, se colocou ao meu lado em meio segundo.
–Cortei o dedo – resmunguei com o dedo na boca. Ele riu.
–Me deixa ver – ele pegou meu dedo e analisou. – Não foi tão ruim... Tem band-aids?
–Na maleta de primeiros socorros no armário em baixo da pia no banheiro – mordi o lábio.
–Vou pegar. – ele deu um meio sorriso. Sentei-me sobre o balcão da cozinha e esperei que ele voltasse o que não demorou. Ele sorriu e abriu o pacotinho do curativo e o colocou em meu dedo delicadamente. Em seguida levou as mãos em meu cabelo, colocando uma mexa atrás de minha orelha. – Você realmente não tem noção do quanto está linda com esse vestido – ele sussurrou e começou a acariciar minha bochecha. Damon inclinou a cabeça em minha direção sem tirar suas mãos de meu rosto.
–Não pode me beijar de novo. – abaixei a cabeça ruborizada.
–Por quê? – ele continuou a acariciar minha bochecha.
–Você beijou, ficamos estranhos um com o outro, você se afastou de mim, passamos três meses sem nos falar direito e depois nós meio que brigamos – sussurrei. – Não quero isso de novo.
–O que você não quer? – ele também sussurrou – Deixar eu te beijar... Ou... – a frase ficou incompleta.
– “Ou” – murmurei segurando suas mãos em meu rosto.
E depois ele estava me beijando. Seus lábios moviam-se contra os meus de uma maneira doce e calma. Suas mãos saíram de meu rosto e alisavam meus cabelos. Passei minha mão por sua nuca o puxando para mais perto e então pude sentir seu coração batendo sobre sua camisa. Meu coração que já estava acelerado, começou a bater num ritmo assustadoramente anormal. Não pude deixar de sorrir contra seus lábios sentindo uma enorme onda de alegria invadir todo meu interior. Abaixei minha mão direita e a pousei sobre seu peito onde podia sentir batendo. Damon deixou de alisar meus cabelos para segurar minha mão sobre a minhas sob seu peito.
–Você não faz idéia do efeito que tem sobre os homens – ele riu em minha orelha quebrando o beijo.
–Eu afeto você? – mordi o lábio corando enquanto imitava suas palavras.
–Sempre – ele riu. Sua resposta me pegou de surpresa. Abaixei a cabeça mais uma vez. Suas mãos seguraram meu queixo e me faziam o encarar de novo. Abri um sorriso tímido e sem hesitar, o beijei novamente acariciando seu rosto. As mãos de Damon desciam e subiam por minha cintura e costas me causando arrepios. Seus lábios deixaram os meus e ele começou a distribuir beijos por todo o meu rosto, começando pela testa e indo até o queixo. Em seguida ele deitou a cabeça em meu peito e me abraçou fortemente. Com um sorriso bobo no rosto e tentando acalmar minha respiração e meus batimentos cardíacos, levei a mão em seus cabelos e comecei a acariciá-los tento meu queixo apoiado em sua cabeça. Damon ergueu sua cabeça e me fitou por um longo momento. A combinação de seus olhos azuis com seus lábios extremamente avermelhados o tornava mais irresistível. Ah puta merda. Passei a mão por sua testa, desta vez com calma.
–Você ainda está quente – suspire- Vem cá – desci da bancada e peguei sua mão despreocupadamente – Me deixa cuidar de você.
–Você vai deixar a massa queimar – ele protestou.
–Eu sei o que estou fazendo – revirei os olhos. – Senta aí – o empurrei até o sofá – Vou pegar o termômetro.
Depois de comermos em silêncio, resolvemos sentar e assistir TV. Sophie estava enroscada nos pés de Damon que estava deitado no sofá com a cabeça em meu colo. Sua febre ainda não passara o que em minha opinião, era preocupante. Ele me garantiu que não estava sentindo nada, apenas cansaço.
–Está sentindo alguma coisa? – perguntei pela milésima vez.
–Não – ele resmungou – Você consegue ser pior que minha mãe.
–Acho melhor você procurar um médico amanhã se isso não passar – eu o ignorei.
–Não precisa.
–Sim, precisa.
–Você só está sendo exagerada.
–Só estou me preocupando – passei a mão por seu rosto. – Está vendo? Não está mais com febre – sorri. – Mas... Pode ir tomar a vitamina.
–Não agüento tomar mais remédio – ele reclamou.
–Cala a porra da boca que é pro seu bem.
–Acho melhor você tomar também – ele corou.
–Hm?
–Eu posso ter passado alguma coisa para você – ele murmurou. – E você está perto de mim, sei lá, só por precaução.
–Estou bem, se eu sentir alguma coisa, eu tomo – pisquei. – Vou tomar banho, e depois vou ir deitar, você vai ao seu apartamento e pega suas coisas para dormir e volta. – disse pausadamente. Ele me encarou por um segundo.
–Vou dormir aqui?
Sacudi a cabeça positivamente.
–Onde?
–Comigo.
–Ah – ele abriu um sorriso tímido.
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