Neighbors
17 Capítulo 17
Notas iniciais
ah opa spoiler rs
sim está enorme e só não está maior por que eu tirei algumas coisas desnecessárias :3 espero que gostem pq eu amei esse cap e eu nunca gosto de nada que eu escrevo kkkkkk já postei no blog também, só que na versão Nian, quem preferir está lá :D
P.S.: coloquei o link da roupa da Elena aí, não lembro onde jsagdhasdfashd
-Hã-hã, esse lado da cama é meu – fechei a cara quando entrei no quarto e vi Damon esparramado na minha cama.
-Exatamente por isso que estou deitado aqui – ele riu e abraçou meu travesseiro. Corei e depois comecei a rir. – Pijama fofo.
-Não costumo usá-los – fiz uma careta – geralmente não tenho que me preocupar com a roupa que uso pra dormir.
-Se quiser dormir nua, você pode, a casa é sua – ele abriu um sorriso malicioso. Filho da puta!
-Damon! – taquei um dos travesseiros nele.
-Estou mentindo?
-Não, não está – pausa – Mas não vou dormir nua. – eu ri. Nunca na minha vida havia feito aquilo.
-É realmente uma pena – ele balançou a cabeça negativamente. Dei-lhe uma tapa com força.
-Cacete, eu paro, não precisa me bater – ele passou a mão por cima de onde eu bati.
-Serei sua Sra. Robinson essa noite – abri um largo sorriso. Ele caiu na gargalhada.
-Onde está suas correntes, algemas, chicotes...?
-Olha como ele leu com atenção! – eu ri.
-Era um livro interessante.
-Sei. – olhei a minha volta. – Sophie! – chamei. A gata rapidamente apareceu e pulou na cama ocupando o espaço de meu travesseiro. – Quer alguma coisa? Está com fome? Sede? Esta sentindo alguma coisa?
-Não, não, não e não – ele revirou os olhos.
-Depois que eu deitar eu não vou levantar – ameacei.
-Estou bem, obrigada Elena, agora deita – ele puxou a coberta ao seu lado. Apaguei a luz e me deitei na cama.
-Elena? – Damon sussurrou.
-Hm? – disse me ajeitando e me cobrindo.
-Se importa se eu... – ele passar os braços a minha volta e deitou a cabeça ao lado da minha, seu nariz roçando minha orelha. – Estou com frio.
-Quer outra coberta?
-Não – pausa – quero você – sua voz soou quase inaudível. Provavelmente não era para eu ter escutado.
-Mesmo?
-Não — ele beijou minha bochecha – boa noite meu anjo.
-Boa noite meu amor – sussurrei. Ah porra eu falei isso mesmo?
Seus braços se apertaram a minha volta e senti sua respiração pesada em meu ouvido. Fechei os olhos lentamente sentindo o calor humano a minha volta. Damon começou a beijar meu pescoço de todas as formas que era possível sem se mexer, meus pelos se eriçaram. Suas mãos seguravam as minhas fortemente de um jeito que eu não pudesse me mexer ou tirar suas mãos das minhas.
-Estou tentando dormir – murmurei.
-Estou tentando fazer você dormir – ele beijou meu cabelo.
-Não, você está me distraindo. – revirei os olhos no escuro. Para não dizer excitando.
-Não foi minha intenção – ele riu e enroscou suas penas nas minhas.
-Hm – resmunguei e fechei os olhos outra vez.
Apaguei em questão de minutos e quando acordei um par de olhos azuis me intimidava. Senti um leve tremor ao perceber que eu não estava sonhando, Damon realmente estava fazendo carinho em meus cabelos, meu braço, meu ombro... E ele estava completamente em cima de mim – isso explicava por que estava sentindo tanto calor. Sua cabeça estava deitada na base de meu pescoço e nossas pernas ainda estavam entrelaçadas.
-Bom dia – bocejei.
-Bom dia – sussurrou.
-Por que não me acordou? – franzi o cenho. Toquei sua testa. – Você parece melhor.
-Estou melhor – ele sorriu. – Obrigada.
-De nada – sorri e me espreguicei. – Que horas tem?
-Hm... – ele olhou no relógio de seu celular – nova e meia.
-Não sei se quero levantar – resmunguei.
-Não quero me mexer – ele disse e continuou me acariciando. Retribuí o carinho beijando sua testa. Ele corou e abriu um enorme sorriso.
-Mas vai – disse e comecei a me mexer para me levantar.
-Não – ele me segurou na cama.
-Damon eu quero ir escovar os dentes, tomar banho...
-O banheiro não vai fugir.
-Nem a cama – eu ri.
-Sua cama é gostosa – disse manhoso.
-Não sei como pode falar da minha cama se você está deitado em cima de mim – arqueei uma sobrancelha. Ele riu. Relaxei e puxei o travesseiro colocando-o em minha cara. – Damon?
-Hm?
-Sem ser essa sexta, a outra, é seu aniversário – mordi o lábio.
-Como você sabe?
-Digamos que você é uma pessoa muito relaxada.
-O que tem ser meu aniversário?
-O que você quer de presente?
-Você não vai me dar nada. – ele se mexeu e deitou ao meu lado na cama me puxando para perto de si – Não tem esse direito.
-Por que não?!
-Não vai gastar dinheiro comigo.
-Ai porra deixa de ser chato – me sentei na cama de cara fechada. – O que quer fazer já que não tem nada que eu possa te presentear?
-Hm, pelo que eu sei, dia 8 é o baile de fim de ano – ele sorriu.
-Eu não vou. – disse seca.
-Por que não?
-Ninguém lá gosta de mim, pelo amor de Deus.
-Nem se for comigo?
Wow.
-Você quer ir?
-Quero te levar – ele se sentou ao meu lado.
-Não sei – mordi o lábio.
-É meu aniversário poxa.
-Mesmo assim.
-Por mim, por favor.
Eu deveria mudar meu curso superior para “Como negar algo para Damon – 100 regras e 45 chantagens”.
-Tudo bem – revirei os olhos.
-Você vai mesmo para Nova York? – sua voz era triste.
-Não sei.
-Se for, vai ser quando?
-Depois das provas do meio do semestre – suspirei.
-Que começam...
-Segunda depois do baile.
-E terminam...
-Na sexta.
-Você quer ir? – Damon me olhava com olhos de um cachorro que caiu da mudança.
-Não sei.
-Do que você sabe porra?
Corei.
-Desculpa, não quis falar assim – ele me abraçou. Aquela situação estava um tanto fora dos parâmetros de nossa normalidade. Estávamos nos comportando como namorados e não amigos, e do nada. Uma mudança repentina. Uma mudança muito bem vinda, aliás. – Posso te fazer um convite?
-Outro?
-Se você for mesmo, bom, eu vou sentir sua falta para caralho – ele riu e eu o acompanhei. – E eu sempre viajo nos fins de ano. Você iria junto comigo esse ano?
Imagens da ultima vez em que viajamos juntos vieram na minha cabeça. Ah – o depois era que me preocupava.
-Para onde?
-Para onde você quer ir?
-Como assim?
-Está em suas mãos. – ele riu.
-Sugestões?
-Europa ou América do Sul, tanto faz, os dois lugares são incríveis, inclusive depende se você prefere frio ou calor, Paris vai estar em pleno inverno, mas, no Rio de Janeiro vai estar um calor de matar. – sua expressão era pensativa.
Puta que pariu. O máximo que eu pensaria era num passeio a Disney. Mas não, ele estava pensando em sair do país. Era muito tentador, eu tinha que admitir, sempre quis conhecer os dois lugares que ele citou.
-É sério isso?
Ele assentiu.
Uau.
-Não sei – ri meio sem graça – Tenho que pensar nos gast-
-Porra nenhuma, seu presente de despedida.
-Não vou deixar você pagar uma viajem para Europa para mim – ergui uma sobrancelha.
-Europa? Então nos vamos para Paris? – seus olhos brilhavam.
-Eu sempre quis conhecer a Torre Eiffel – mordi o lábio.
-E agora você vai.
Não resisti e pulei em cima dele. Damon riu e me abraçou de maneira carinhosa.
-Obrigada – sussurrei e lhe dei um selinho ficando completamente ruborizada.
-Vou agendar a viagem, e você não precisa de visto...?
Balancei a cabeça negativamente.
-Às vezes me esqueço de que você não é daqui – ele riu. – Vamos uma semana antes do Natal e voltamos na primeira semana de Janeiro.
-Isso tudo?
-Pretende ficar só em Paris? – sua expressão era incrédula.
-Você não?
-Mônaco é lindo, Londres... Ah! Suíça, você vai adorar esquiar... Veneza com todo aquele charme... Roma! – Damon estava perdido em pensamentos. – Madrid, hmm... Quem sabe podemos finalizar a viajem em Sófia?
Estava sorrindo tanto que meu rosto doía, não dava para acreditar que ele me levaria para conhecer os lugares que sonhei conhecer durante toda minha vida.
-O que me diz? Vai querer ir?
Apenas sibilei.
-Não quero que você vá para me agradar, quero te dar um presente de despedida para você não se esquecer de mim.
-Você realmente acha que eu ia me esquecer de você?
-Você não vai ter tanta certeza quando conhecer os nova-iorquinos.
-Ah para – eu ri. – Não sou do tipo de pessoa que se esquece dos amigos.
-Depois da viajem eu vou para Louisiana ver minha família. – pausa – Você também vai comigo?
-Minhas aulas já vão ter começado – disse desanimada. A idéia de viajar ao lado dele era fodástica, pelo amor de Deus.
-Então você vem para cá e eu vou direto para Louisiana – sua voz também era desanimada. – Só tem uma coisa – seu rosto assumiu um tom rosado e ele se aproximou de mim mais uma vez.
-Hm? – suspirei.
-Eu não quero viajar com a minha melhor amiga – pausa. Suas mãos deslizaram de meus cabelos para minha bochecha. – Quero viajar com a minha namorada.
Puta merda.
-Não me olha assim – ele corou – Não agüento mais olhar para você só como amiga, e não agüento mais ficar longe de você – ele abaixou a cabeça.
Belisquei-me feito uma doente. Não, eu não estava sonhando. Puta merda, ele pediu para namorar comigo – e quem faz isso hoje em dia? Damon. Só ele, pelo amor de Deus. Meus sentimentos eram recíprocos, ele me queria da mesma forma que eu o queria. Por dentro eu estava chorando, gritando, dando pulinhos de alegria e cantando de tanta alegria, mas por fora só havia minha cara extremamente vermelha e meus olhos brilhando.
-Se v- ele começou a dizer mais o silenciei com meus lábios. Minha língua pediu passagem e foi rapidamente concedida, passei minhas mãos por seu peito e as subi até seu ombro procurando por sua nuca. Damon sorriu contra meus lábios e senti como todos os meus ossos virassem borracha. Porra por que ele tinha que ser tão perfeito? Suas mãos que acariciavam minha bochecha também me puxavam lentamente para mais perto dele. Seu peso em cima de mim me fez deitar na cama e sem tirar os lábios dos meus ele começou a roçar seu corpo contra o meu, rapidamente me senti completamente arrepiada. Seus lábios deixaram os meus e começaram a beijar meu pescoço de uma maneira faminta, suas mãos desceram por meu corpo me estimulando. Fiquei imóvel, minhas mãos ao lado de meu corpo. Ah puta que pariu. Seus dedos puxaram meus shorts e minha calcinha para o lado e depois começaram a rodear meu clitóris me fazendo gemer. Rapidamente fui silenciada por sua boca sedenta. Coloquei minhas mãos em seu rosto e comecei a me sentar tentando recuperar o fôlego, fracassando, bem na hora Damon me penetrou dois de seus dedos. Gritei de prazer e me agarrei aos cabelos de sua nuca. Não. Não. Não.
-Não – murmurei quando ele libertou meus lábios. Sua expressão era confusa. – Desculpa – fechei os olhos e puxei um travesseiro para perto de mim o abraçando.
-Não vou fazer nada – ele riu – Ainda é muito cedo. – Damon passou a mão por meus lábios — Isso foi um sim?
-Não – usei sarcasmo. Seu rosto desmoronou. Aah! Não faz assim... – O que você acha? – mordi o lábio. Ele sorriu e me deu um selinho.
-Por que só resolvemos isso agora que você vai para longe?
-Vai me ver nos feriados? – fiz um biquinho.
-Se você quiser me ver.
-Sim, claro que vou querer – bufei.
-Estarei lá para seu aniversário. – ele riu – Não sou o único relaxado. Exatamente um mês e um dia depois do meu, rá-rá.
Fechei a cara.
-Não sou muito fã de aniversários – admiti.
-Uma pena, seu presente já está pronto – ele riu.
-Não! – protestei o jogando no chão.
-Ai porra!
-Eu não posso te dar presentes e você pode?
-Sim.
-Ah vai tomar no cu – sai pisando duro até o banheiro.
Fechei a porta do banheiro com força atrás de mim. Sem me olhar no espelho comecei a escovar meus dentes. Assim que terminei entrei para debaixo do chuveiro quente. Demorei mais do que devia para lavar meus cabelos e quando fechei a água o banheiro estava repleto de um vapor quente impedindo-me de ver um palmo a minha frente. Ri feito uma doente enquanto desenhava Sophie no espelho. Virei-me e notei que não havia pegado minha roupa antes de sair do quarto devido ao meu mini ataque e agora Damon estava lá. Puta merda. Respirei fundo e me enrolei na toalha. Saí do banheiro e parei na porta do quarto encarando Damon espalhado na minha cama e percebi que ele tinha trocado de roupa.
-Achei que você não demorava em nada – ele riu quando percebeu minha expressão – pelo menos foi o que você me disse...
-Banho é uma exceção. – pausa – Quero me trocar.
-Fique a vontade – ele usou falsete imitando minha voz e colocou o travesseiro na cara. Revirei os olhos e entrei no quarto, já decidida do que ia fazer. Fui até minha gaveta e peguei minha roupa. Coloquei a calcinha sem me desenrolar da toalha, em seguida joguei a toalha em cima de Damon que já havia tirado o travesseiro da cara. Fiquei de costas para ele e coloquei meu sutiã. Vesti minha blusa lentamente analisando sua expressão. Era cômica, antes de começar a vestir meus shorts eu já estava rindo.
-Você é esperta – ele fez um biquinho – que decepção.
Eu ri e me joguei em cima dele na cama. Seus braços rapidamente me envolveram e ele estava me beijando pela segunda vez no dia. Sinceramente, eu poderia ficar horas ali o beijando que seria uma pessoa feliz – mais do que era naquele momento.
-Não quero levantar – resmunguei.
-Nem eu – ele disse jogando as pernas em cima de mim.
-Eu devia estar estudando.
-Não começa. Pelo amor de Deus, hoje é domingo. – ele reclamou.
-Exatamente por ser domingo, nunca tenho nada para fazer – murmurei. – Já é meio dia.
-Está com fome? – Damon ergueu uma sobrancelha.
-Aham – admiti. Ele se colocou de pé.
-O que?
-Vai fazer alguma coisa para a gente comer? – eu ri.
-Claro – Damon abriu um sorriso enorme – que não.
-Ah bom.
-O que quer comer?
-Não sei – fiz uma careta.
-Fritas? Sushi? Alguma salada?
-Hmm, Sushi – eu ri.
-Prefere comer no restaurante ou aqui?
-Restaurante – suspirei.
-Troca de roupa, vou pegar a chave do carro – ele abriu um de meus sorrisos preferidos.
Levantei da cama após ouvir o barulho da porta se fechando. Revirei minhas gavetas a procura de alguma roupa para vestir.
Mas que merda! Xinguei mentalmente. Não havia roupa descente ali. Vesti minha calça jeans e fiquei encarando a cômoda esperando que um milagre acontecesse. Meu guarda roupas só tinha vestido e o tempo não estava tão bom, mas mesmo assim deslizei a enorme porta espelhada e encarei meus vestidos. Nada que me agradasse. Antes tivesse dito que preferia comer em casa. Revirei os olhos de raiva ainda sem saber o que vestir.
-O que foi? – Damon já estava de volta. Corei notando que ele me olhava sugestivamente assim como mais cedo.
-Não sei o que vesti – resmunguei.
-Me permite? – ele disse depois de revirar os olhos. Damon abriu minha gaveta e analisou as blusas com cuidado. Com um breve sorriso ele ergueu uma bata de meia manga na cor bege e colocou em minhas mãos. A vesti rapidamente.
-Obrigada – sussurrei.
-Você está linda – ele riu e beijou minha testa – mas isso é meio óbvio.
Fiquei ruborizada.
Calcei o primeiro sapado que vi pela frente e comecei a me maquiar – sem exageros. Apenas um lápis suave acompanhado de uma máscara para os cílios transparente. Damon me encarava pelo reflexo do espelho, sua expressão era divertida. Passei um batom cor de boca e para finalizar um gloss para dar algum brilho. Coloquei minhas pulseiras preferidas e o brinco que combinava perfeitamente com elas. Penteei meu cabelo e percebi que ele estava ondulado por eu ter ficado tanto tempo deitada com ele molhado.
-Ain – choraminguei.
-Qual o problema agora?
-Meu cabelo ta uma merda. – bati o pé.
-Tenha santa paciência, está querendo elogio?
-Não – corei.
-Seu cabelo está lindo, você está linda, sem ou com maquiagem, com ou sem roupa – ele parou – isso não sei ainda – riu e depois pegou o pente de minhas mãos. Ele afagou meu cabelo e arrumou alguns fios. Não fazia a menor idéia do que estava fazendo – Pronto. Mas alguma coisa para reclamar?
-Não – sorri.
-Então vamos – ele pegou minha mão.
-Ah! Minha bolsa.
-Não precisa, não vou te deixar pagar mesmo.
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