Nature and Gods.
14 Sonho.
Notas iniciais
Ainda era de tarde quando Daniele bateu na porta da casa onde Iris, o irmão caçula Tomás e Marta, a mãe de ambos, viviam atualmente.
Iris, que estava lendo uma revista de garotas na sala, logo se dirigiu até a entrada e ao abri-la, falou — Caramba Dani, você demorou muito mais do que apenas quinze minutos! —
A mais alta apenas sorriu e ao abraçar a menor, argumentou — Perdão, gatinha, mas tive que esperar o meu primo chegar para cuidar da casa, já que os adultos foram com Alex até a delegacia resolver a questão da amiga desaparecida dele. —
— Puxa, então pelo visto nenhuma pista da tal Nylane ainda. — Deduziu Iris, sempre esperta e astuta.
— Ainda não. E até mesmo o tal lobo negro dos olhos vermelhos, ainda não foi avistado. — Explicou Daniele ao adicionar mais informações sobre o caso e se sentar numa cadeira simples de madeira.
— Situação complicada, viu? Mas deixando este caso sombrio de lado, me fala sobre o assunto delicado que você queria me contar. — Indagou a mais jovem ao se sentar confortavelmente na poltrona onde lia sua revista segundos antes.
— Então... — Sussurrou e suspirou a mais velha, corando um pouco.
— Então? — Revidou Iris com um olhar quase provocante.
— É.... Eu meio que tive um sonho estranho esta noite. — Confessou a trans ao desviar o olhar dos olhos castanhos de sua melhor amiga.
— Que tipo de sonho? — Perguntou a cis agora mais curiosa do que nunca.
— Foi um sonho muito inexo, já que no inicio dele eu estava sonhando com uma pessoa, mas na metade dele eu estava com outra e no final com uma terceira. — Explicou Daniele com uma voz timida e fofamente insegura.
— Era um sonho molhado? — Indagou Iris ao tentar desvendar a insegurança nas palavras da amiga.
— Sim... — Murmurou Daniele corando muito mais do que antes.
Iris então se levantou em um salto subito e quase em um grito rápido, ordenou — Conta tudo!!!!! —
Daniele, porém, negou balaçando a cabeça e dizendo — Não posso!!! Foi tudo muito explicito. —
— Não quero saber! — Exclamou a anfitriã — Você que atiçou a minha curiosidade me mandando uma mensagem dizendo que precisava muito me contar uma coisa; ai chega aqui e não quer contar com detalhes? Mas nem com atestado você me nega essa informação agora, bebê. — Afirmou Iris ao sentar no colo de sua amiga e encarar o seu rosto vermelho bem de perto.
— A... Amiga, não faz isso... Você sabe que isso aqui pode resultar em uma... — Tentou alertar Daniele antes de ser interrompida por um alto e sonoro — Não me importo! Te garanto que ignoro qualquer ereção sua, mas não vou sair do seu colo até você me contar tudinho que aconteceu neste seu tal sonho molhado. —
Então, sem outra alternativa além de contar sobre o que sonhara, Daniele perguntou — Onde está sua mãe e irmão? —
Iris então não demorou nem meio segundo para responder — Estão na casa do Lorde Kaleb, foram convidados para um jantar onde vão conversar sobre coisas velhas. Então sim, você não precisa se preocupar, estamos sozinhas na casa. Pode me falar tudo! —
Percebendo que aquela era a sua premissa para ficar mais relaxada, a de olhos cor de avelã, falou — Certo, vou te contar tudo. Mas você tem que me prometer não contar para mais ninguém! — Exigiu Daniele com estrema seriedade no tom de voz.
— Prometo pela minha familia! — Jurou Iris, sem nem pestanejar.
Foi então, que após mais um profundo suspiro, Daniele relatou — No inicio do sonho eu estava com o meu primo no quarto e nós.... Bem, você sabe! Começamos a nos beijar, nos acariciar e nos tocar... E bom; essa pegação toda nos levou para a cama onde começamos a fazer amor. —
— Ui, ui, que sonho gostoso. — Provocou Iris que já sabia quem era o primo da amiga.
— Hêhehe... — Riu Daniele meio sem jeito — Até essa parte tudo normal, afinal são sonhos provenientes de memórias reais. —
— Sim, eu já sei. — Confirmou a de cabelo curto ao performar um risinho safado no rosto — Mas e a parte que começa a ficar estranho? —
— Bem, foi quando eu deixei de ser passiva e fiquei.... Digamos que ativa. — Respondeu Daniele enquanto deixava escapar um sorrisinho pevertido.
— Opa! Que sonho animado. — Comentou Iris ao esbanjar um sorriso safado e sedutor que faria o coração de qualquer pessoa falhar por alguns compassos.
— Pois é, mas a questão é que quando eu comecei a fazer.... A pessoa com quem eu estava... Mudou. — Explicou a de cabelos longos com poucos rodeios.
Foi então que um pequeno momento de silencio se instaurou entre as duas amigas, até que a incomôda paz foi quebrada pela pergunta — Quem era? —
Daniele suspirou concentradamente e sem rodeios respondeu — Alex. —
O silêncio então pareceu retornar, mas Iris logo o quebrou , falando — Ah, normal, Eu notei que vocês se deram muito bem nesses dias no qual ele esteve sobre o cuidado de vocês. Não acho nada demais você gostar dele. —
— Ah, eu também não. — Concordou a mais bela — Apesar de que eu nunca pensei que gostaria de homens... Você sabe, do jeito dele. — Completou com certa sinceridade.
— Tá, mas não deixa de ser uma coisa boa. — Comentou a menor — Por isso não entendo o motivo de todo esse drama e mistério para me contar tudo. —
— O motivo do drama e mistério é que eu não te contei tudo ainda... — Respondeu Daniele com um tom de voz meio falho.
— Então conta! — Pediu/ordenou Iris já ficando meio impaciente com toda aquela demora.
— O complicado é que eu não estranhei a substituição e continuei beijando e amando o Alex, até com mais empenho do que com o meu primo. — Segredou Daniele completamente avermelhada.
— E? — Instigou Iris impaciente.
— E quando eu estava prestes a orgasmar a pessoa mudou novamente. — Continuou Dani sem pressa.
— É mesmo? E agora era quem? O lorde Kaleb? — Zombou Iris ao zombar e perceber a ereção que crescia indiscretamente sobre o vestido de sua amiga.
— Não.... Era... Era você. — Segredou Daniele com certo medo na voz.
As palavras tiveram um efeito congelante na respiração das duas garotas que apenas ficaram se encarando sem acreditar que aquele momento fazia parte da realidade.
Iris até cogitou que a sua amiga poderia estar apenas zombando de sua falta de paciência, mas ao olhar no fundo dos olhos de Daniele, avistou medo, medo de ser julgada e de perder a sua tão preciosa amiga que lhe era tão quista.
Então, em um ato de coragem pura, a anfitriã respirou profundamente e perguntou — É verdade? —
— Sim. — Respondeu baixinho Daniele — Me desculpa, eu não sei o motivo disso ter acontecido! Eu juro que fiquei com medo de te contar, mas... —
Porém, antes mesmo que a trans continuasse a se explicar, Iris invadiu a sua boca com um beijo profundo e verdadeiro.
Beijo esse que fez a temperatura das duas se elevar e logo as batidas de coração ficaram tão altas que ambas podiam escutar o bater dos orgãos sem nem precisar repousar o ouvido por sobre o seio de nenhuma.
Aquele momento pareceu durar horas, mas logo após poucos segundos, o beijo se desfez e as lágrimas confusas de Daniele escaparam de seus belos olhos, enquanto a cautelosa trans perguntava — Você não fica desconfortável comigo? —
Iris apenas sorriu ao ouvir a tola pergunta de sua amiga e ao acariciar o seu belo e bem cuidado rosto, respondeu — Claro que não, sua louca. Eu nunca me sentiria mal com você por saber que você gosta tanto de mim como de outras pessoas que são muito importantes para ti. Até porque eu também gosto bastante de você... Até demais, eu acho. — Segredou a de pele manchada ao roçar a digital do polegar esquerdo nos lábios sempre hidratados e belos de sua amiga.
— Então.... Você me beijaria novamente em outros momentos também? — Perguntou Daniele completamente envergonhada, mas muito excitada e ansiosa pela resposta da menor.
Foi então que a de olhos escuros se posicionou claramente por sobre a ereção da maior e ao acariciar delicadamente as bochechas da bela, segredou — Dani.... Eu quero poder te beijar todas as vezes que você me pedir. —
As mão da visitante começaram então a percorrer a pele da perna da ousada, tendo como destino final o bumbum humilde, porém firme, da menor espinhenta.
Isso fez com que Iris ficasse úmida como nunca antes em toda a sua jovem vida, e ao perceber que suas bochechas estavam se avermelhando também, perguntou — Dani, posso te beijar novamente? —
A pergunta fez surgir um sorriso sincero no rosto da maior, que ao dar uma fungada e conter o choro de emoção, respondeu — É claro que pode sim, meu bebê. — E deu inicio á um segundo beijo que foi bem mais longo, caloroso, molhado e excitante que o primeio; o que acabou levando as duas jovens garotas a terem muito mais do que apenas uma relação labial comum.
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