Natural Disaster

51 Capítulo 51 - Sono profundo


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS TAMBÉM, POR FAVOR: Peço desculpas por ter demorado tanto, mas tava/to passando por um dos momentos mais tensos da minha vida aí ficava difícil escrever D': Enfim... Vou adiantar já que isso não é um capítulo, é metade do último, mas ficou tão grande que tive que dividir em dois... Ficou enorme mesmo e ngm teria saco pra ler!!! Isso porque fugi do roteiro inicial (NOVIDADE NÉ !? KKKKK) pro grand finale. (LEIAM AS NOTAS FINAIS DEPOIS DE LEREM O CAP). A "segunda parte do último capítulo" sai NO MÁXIMO DOMINGO.. Promessa de escoteiro!!! Só estou realmente fazendo uns ajustes finais pra que fique o melhor possível e também escrevendo o primeiro capítulo da próxima fic, mas JURO QUE SAI DOMINGO!

A cabeça de Catherine latejava absurdamente enquanto abria os olhos lentamente, recuperando assim a sua consciência. Estava deitada na cama de um hospital, e primeiro tudo parecia embaçado, mas sabia exatamente de quem era aquela silhueta, e podia adivinhar quem estava segurando a sua mão naquela hora só pela textura da pele. Aos poucos uma imagem nítida foi se formando, já sabia que era Derick quem segurava sua mão, mas só depois de alguns segundos teve forças para perguntar:

– Onde ele está? – Disse ainda um pouco fraca. – Cadê!? Ele tá bem!? – O garoto sorria, mas ela não conseguiria se sentir tranquila até que estivesse com o filho nos braços, ou até que ele dissesse que estava tudo bem. – Nosso filho...

Derick apenas apontou para o outro lado sorrindo de canto, para que ela virasse o rosto, e ela imediatamente obedeceu, vendo Arthur no colo de sua mãe.

– Ah... – Ela respirou aliviada e Helena se aproximou comovida, colocando o recém-nascido nos braços da filha. – Ele é tão forte!!! – Comemorou a garota abrindo suas vestes, pronta para amamentar a criança.

– Tava com fome, Cath! – Brincou Derick. – Cara, eu nem posso descrever o quanto eu tô feliz em ver vocês assim... BEM!

– Depois do susto que levamos ontem... – Catherine estava feliz, mas também extremamente curiosa. – Ele demorou muito para começar a chorar?

– Cath, eu achei que já tinha me tornado forte...Que saberia lidar com tudo que viesse pela frente... – Contou ele um pouco emocionado ao relembrar a angústia que vivera há poucas horas.

– Mas você é maduro, olha tudo que nós já conquistamos... – Catherine tentou acalmá-lo. – Você é um homem de verdade... – Ele fazia sinal de negação com a cabeça.

– Mas quando eu vi vocês naquele estado, foi como se toda a autoconfiança e a força que eu adquiri nesse tempo tivessem indo pelo ralo. – Derick abaixou a cabeça envergonhado. – Nunca na vida eu senti tanto medo, me senti tão sem chão, tão vulnerável...E principalmente tão impotente... Então eu que me orgulhava por ter me transformado em um homem, voltei a ser o garoto perdido de antes, inseguro...impulsivo... E fiz a primeira coisa que me veio à cabeça.

– O que? – Perguntou Helena franzindo as sobrancelhas. – O que foi que te veio à cabeça?

[Flashback]

– Eu fico pensando aonde eu estava com a cabeça de topar ficar trancada nesse laboratório com você a madrugada inteira. – Bufou Cath começando a se arrepender. – Se alguém nos pegar aqui dentro seremos expulsos da Universidade, você tem noção disso!?

– E você acha que não valeu a pena!? Refizemos as análises e agora tá tudo certo, o professor Andrew nunca vai desconfiar de que perdemos os dados... – Disse ele brincando com a lanterna. – Já até acabamos, para de reclamar!

– Perdemos uma ova, você perdeu queridinho! – Catherine apontou para ele em sinal de reprovação. — Os resultados das análises estavam com você, e você foi encher a cara com os amigos e deve ter largado em algum canto qualquer! É muita irresponsabilidade!

– Quando é que você vai parar de me criticar garota? – O garoto deixou a lanterna sobre a bancada e cruzou os braços olhando bem nos olhos dela. — Eu posso ter errado sim, mas eu me propus a consertar o meu erro... E isso está garantindo que você também não perca a sua bolsa de estudos, porque o Andrew ficaria puto com nós dois, ou você esqueceu que era de sua responsabilidade também salvar os dados!?

– Mas eu ia salvar Derick, você é que ficou dizendo que precisava fechar o laboratório logo porque tinha seus compromissos com aqueles seus amigos loucos, ficou me apressando, e disse que já tinha salvo no seu pen drive e que iria me enviar no mesmo dia ainda, assim que chegasse em casa. – Ela literalmente jogou na cara dele, afinal era ele que estava errado. — Mas o que você fez? Perdeu a porcaria do pen drive. Por um erro seu eu iria me ferrar, você tinha obrigação de resolver isso mesmo!

– É, mas você sabe que eu precisava da sua ajuda pra analisar tudo, porque não daria tempo de fazer tudo sozinho! – Derick revirou os olhos perdendo a paciência. — Você fica falando mal de mim, mas bem que você se amarra no meu trabalho! Tanto que você fez questão de vir para Bergenthal só por causa desse projeto que eu idealizei. – Já que era para jogar na cara, ele também jogaria, mas no fundo o que queria mesmo era que entrassem em um consenso, dessem uma trégua. — Tudo bem que nós temos nossas diferenças Cath, mas acho que a gente deveria parar de brigar... Ou pelo menos você deveria parar de fingir que não sabe o quanto nós somos bons juntos... – Como Cath considerava que tudo que vinha dele era de cunho sexual ou tinha um quê de deboche e subversão, preferiu deixar as coisas esclarecidas. — Como uma dupla. Trabalhando... Juntos. Ou é tão ruim assim admitir que tem qualquer tipo de afinidade comigo? É tão vergonhoso assim? Sou uma pessoa tão ruim a esse ponto?

– Eu admiro você... – Catherine então mostrou-se menos resistente ao perceber o quão pequena era a estima que Derick tinha por si mesmo. — Se não admirasse realmente não teria entrado no seu projeto, e admito sim que quando trabalhamos juntos as coisas ficam muito melhores... Não é isso, não é que você seja uma pessoa ruim, é que às vezes eu penso que nós somos incompatíveis...O seu jeito de encarar a vida e o meu.

– Porque você é toda certinha, estudiosa, reservada, segue as regras, não vai às festas loucas da faculdade, não bebe, não fuma, não anda com más companhias como eu... – Ele afirmou com um tom de sarcasmo, mas ao mesmo tempo autodepreciativo, que desarmou a garota. – E eu sou a aberração. Aquele que o pai fica se perguntando onde errou na educação porque só quer saber de sexo, drogas e rock n’ roll. Aquele que todo mundo se pergunta o que está fazendo numa faculdade de medicina, porque não tem perfil para ser um médico e nem porra nenhuma além de um baderneiro. – O garoto deu de ombros, como se estivesse desistindo de si mesmo. — Você vai ser uma médica de sucesso, encontrar o grande amor da sua vida, casar, ter filhos... você é uma pessoa normal, equilibrada, como todo mundo deveria ser. Talvez a gente seja mesmo incompatível.

– Para de dizer essas coisas... – Disse ela arrasada notando o quanto ele se odiava o quão errado ele estava sobre “quem era ela”. — Todo mundo tem os seus demônios pra enfrentar... Seus problemas emocionais, e se você acha que eu sou essa pessoa padrão e 100% equilibrada é porque você não conhece nada sobre mim... Quem te disse que eu quero casar, que eu quero ter filhos? Eu nunca vou casar.

– Por que? Tem algo a ver com você querer focar na sua carreira?

– Não... – Catherine confessou com a voz mansa e tímida, mas ela queria mostra-lo que assim como ele, também tinha seus pontos fracos. — É que não consigo entregar meu coração a paixões... Não consigo me imaginar fazendo loucuras, e quer loucura maior do que se apaixonar? Eu tenho pavor de me expor, de me entregar. – Derick a olhava surpreso, afinal, Catherine Bellini era de carne e osso, humana e fraca como todos os outros meros mortais. — A verdade é que eu sou insegura demais para confiar em alguém a esse ponto, e para ousar no geral... Me soltar, sair, às vezes eu até quero extravasar mas... Eu tenho medo, e é por isso que eu sou toda “certinha”, como você diz.. Não consigo, e talvez esse seja o meu desequilíbrio. Você é bom nessas coisas...Você pelo menos curte a vida...

– Talvez te falte mesmo uma dose de loucura, sabe por que? – Ele disse pondo os cabelos loiros de Cath para trás das orelhas e encostando suavemente no rosto dela com o dorso da mão. — Você é maravilhosa demais para não confiar em si mesma, pra ficar se prendendo...Você é livre, Cath! — Os dois sorriram ao mesmo tempo, como se tivessem ensaiado. — Você me promete que se sentir que algo vai te fazer feliz, você vai dizer sim? Que você vai arriscar? Que vai abraçar o que te faz bem mesmo que pareça loucura? – Derick fixou seus olhos negros nos olhos dela a impedindo de desconversar, a encorajando a aventurar-se.

– Prometo. – Ela respondeu em um impulso, acatando a hora. Talvez aquele olhar fosse convincente demais.

– Que se te der na telha, vai acampar na praia, vai começar a andar de skate, tomar uns drinks com a galera, que vai pintar o cabelo de rosa choque...Vai dançar no meio da rua...Vai fazer o que tiver vontade!?- O garoto disse de forma divertida, como se aquilo fosse uma aposta.

– Sim, sim, sim!!! – Cath respondia a tudo afirmativamente, parecia a pessoa mais determinada, mais positiva e mais confiante do mundo. — Até aí tudo bem... Até aqui tá tranquilo!

– Então vamos ver se você é forte mesmo! – Falou ele com um sorriso encantadoramente bobo no rosto. — Que se você encontrar o amor da sua vida aos 19 anos, ele te pedir em casamento e você estiver muito afim de casar com ele, você vai dizer que sim!? – Erguei uma das sobrancelhas a encarando debochadamente. — E foda-se que isso é maluquice, foda-se que é burrice, foda-se o que os outros pensam...E foda-se, foda-se, foda-se, foda-se tudo, porque você vai seguir seu coração!? – Derick se controlava para não ter um ataque de riso enquanto a desafiava.

– Idiota!!!! A brincadeira já tá ficando pesada! – Ela revirou os olhos sorrindo.

– Fraca!!! – Ele a provocou. – Promete ou não promete!?

– Prometo. Óbvio! – Era muito fácil fazer com que Catherine caísse na pilha, Derick sabia disso. – Tá satisfeito agora querido!?

– Ah, essa eu pago pra ver!!! – Gargalhou ele duvidando. — A garota mais metida e mais racional do mundo fazendo uma doideira dessas!!! – Ele a encarou fingindo falar sério. — Olha só o que você me prometeu hein!!! Não vai dar pra trás depois...

– Mas e no caso do cara não me pedir em casamento? Eu só tinha que aceitar, mas se ele nunca me pedir, como posso aceitar!? – Cath tentou reverter o jogo provocando-o também. — Vai estragar todos os seus planos de me ver assinando um atestado de trouxa!!! HÁ HÁ HÁ HÁ.

– Ah... – Derick se desencostou da bancada e começou a andar lentamente, a cercando, analisando-a dos pés à cabeça. Mordia o lábio inferior com o olhar propositalmente de cafajeste, como se fosse devorá-la ali mesmo. — Aí eu vou ter que te pedir em casamento... – Sussurrou ele no ouvido esquerdo de Catherine, o que a fez se arrepiar de imediato. — E torcer fervorosamente para você já estar convencida de que eu sou o amor da sua vida. – A tensão dominava os dois corpos, que mantinham-se afastados apenas por alguns centímetros. Era evidente que desejavam intensamente encostar um no outro, como se uma força magnética implacável fosse fazer aqueles polos opostos se encontrarem. Se avançassem um centímetro talvez fosse impossível resistir, talvez fosse impossível separar.

– É... – Cath olhava para os lábios de Derick como se precisasse conhecer aquilo, como se quisesse se perder naquele labirinto, e simplesmente não conseguia parar de olhar até sentir a mão ansiosa do garoto segurando na sua, como se estivesse prestes a puxá-la para um beijo. — E-e-eu acho que tá tarde... – Ela ainda não se sentia segura para arriscar e o medo a invadiu, fazendo-a recuar. — Vamos dormir um pouco? Cochilar... Eu tô exausta. – Disse tentando quebrar o clima.

– Vamos sim... – Foi inútil, o constrangimento de ambos ainda era notável. – Já passou das três da manhã... – Derick tentou colaborar, mas já estava ficando difícil de controlar. Difícil de esconder. – Dorme com o meu casaco, esse chão é muito frio... – Disse ele cobrindo-a, e ofereceu também sua mochila como travesseiro para que ela se sentisse mais confortável.

Cath já fechava os olhos quando viu o garoto tirar algumas cápsulas de seu bolso.

– Não Derick, você não vai tomar isso. – Para!!! — Ela segurou rapidamente o braço dele para impedi-lo. — Eu já aceitei aprender um pouco com a sua forma de ver o mundo, então tenta aprender um pouco com a minha também?

– Se em você falta loucura, em mim falta uma dose de sanidade. – O garoto afirmou resignadamente e jogou cada uma das cápsulas em direção à lixeira, acertando o alvo em cheio. — Tudo bem, um aprende um pouco com o outro. – Cath sorriu de canto estando satisfeita, e tentou enfim pegar no sono. Mal era sabia que sem aquelas substâncias Derick definitivamente não conseguia conter sua ansiedade, que estava fadado a passar o resto da madrugada em claro, brincando de acender e apagar seu isqueiro enquanto as horas não passavam.

[...]

O relógio do garoto o avisou que já eram 05:20 e era melhor acordá-la antes que os funcionários da limpeza chegassem para deixar aquele local brilhando e dessem de cara com os dois ali. Mas Catherine parecia estar embarcada em um sonho tão agoniante que a impedia de sair dali. Seu sono era agitado e a expressão de seu rosto indicava que estava tendo um terrível pesadelo.

Derick tentara de tudo, chamava, sacudia, mas ela não abria o os olhos, e começou a ficar nervoso conforme os minutos se passavam. Primeiro porque era de fato arriscado aguardar mais um pouco por estarem ali escondidos, mas principalmente porque era aterrorizante vê-la querendo fugir, mas presa dentro de sua própria mente em um sonho que parecia extremamente doloroso. Nos momentos em que ficava nervoso, cantar era a única coisa não nociva que fazia o garoto sentir coragem de fazer o que precisava ser feito. “I hear you heart beating right in time... (Eu escuto seu coração batendo de acordo com o tempo)” Ela estava febril e ele não queria ter que apelar para que ela inalasse álcool e acordasse bruscamente, mas não havia mais nada que ele pudesse pensar no desespero. “Right from the start I knew I had to make you mine (Desde o início sabia que tinha que fazê-la ser minha)...”

– “And now, I'll never let you go (E agora eu nunca te deixarei ir embora)...” – Cantarolava ele enquanto embebia um pedaço de algodão com álcool. – “Don't they know love won't lie? (Eles não sabem que o amor não mente?)” – Ele se sentou e tentou colocar Catherine deitada em seu colo. – “Don't listen to the world... They say we're never gonna make it... (Não escute o mundo...Eles dizem que nós nunca vamos conseguir...)” – O garoto a acariciava tentando fazer uma última tentativa. – “Don't listen to your friends...

They would've never let us start... (Não escute seus amigos...Eles nunca nos deixariam começar...)” – Derick então a envolveu nos braços e terminou o refrão a abraçando, sentindo as batidas do coração dela acelerarem contra o seu peitoral. — “And don't listen to the voices in your head...Listen to your heart...(E não escute as vozes em sua cabeça...Escute seu coração...)” – Ele se afastou dela, finalmente tomando coragem para pegar o algodão e acordá-la, mas se deparou com olhos verdes cintilantes o encarando.

[Flashback]

– Então eu comecei a cantar, enquanto eu friccionava as costas e os pés dele... Aos poucos ele começou a fazer uns sons e quando eu percebi ele já estava berrando no meu colo! E foi um dos momentos mais emocionantes que eu já vivi, sem dúvidas! – As duas sorriram ao ver o quanto Derick demonstrava amar a família que estava formando. – E entrei também em uma crise existencial logo em seguida, estou até questionando se eu realmente devo continuar na banda ou desistir da carreira, porque devo ser mesmo um péssimo cantor pro meu próprio filho começar a chorar ao me ouvir cantando! Devo ser um lixo! – Ele brincou e as duas caíram na gargalhada.

– É tão bom quando tudo dá certo no final... – Catherine disse aninhando o filho, que parecia sentir-se confortável nos braços da mãe. – Quando foi que pensou que poderíamos rir e fazer piada sobre uma situação tão apavorante!?

– Essa criança é que nem você Cath, já nasceu dando trabalho pro coitado do Derick! – Afirmou divertidamente Helena enquanto comemoravam. – Deixando o garoto com o coração na mão!

– Acho que nós já tivemos emoções para o resto da vida, não é!? – Afirmou Cath entrando na brincadeira.

– Tomara que agora a gente passe para a fase monótona, que a gente tenha brigas idiotas como os casais normais, fique super entediado ou estressado com a rotina! – Disso Derick implicando com a esposa. – Isso é o que eu desejo para o nosso casamento!

– Vocês já ultrapassaram todos os limites de tramas dramáticas! O escritor dessa história... – Disse Helena apontando o dedo indicador para cima em referência a Deus. – Tem que perceber que vocês merecem um “e viveram felizes para sempre” bem clichê e banal!

Notas finais
Tá difícil abstrair desse casal pra começar outro romance KKKKKKKKK' Por mim ficava escrevendo ND pra sempre KKKKKK' Parei. Agora falando sério, um dos meus maiores arrependimentos nessa fic foi de ter colocado o Derick para pedir a Catherine em casamento tão precocemente. Foi zuado, escrevi aquela cena num impulso e postei, e passei o resto da fic me arrependendo por isso. Então, como não queria concluir com arrependimentos, tentei pensar numa forma de amenizar isso, mas não sabia se era tarde demais...Enfim, resolvi tentar pra acalmar minha consciência e me sentir em paz... Espero que gostem, de verdade! E sério gente, BORA COMENTAAAAAAAAAAAAAAAAR né?? Vou ficar SUPER SATISFEITA em saber o que vcs pensaram (seja positivo ou seja negativo), agora no final tudo que quero mesmo é saber o que acharam da história até pra poder melhorar nas próximas fics! Até domingo ç.ç