National Anthem

25 Capítulo vinte e quatro – Hallucination


Notas iniciais
Olá, meus amores! E depois de praticamente dois meses sem postar, sim, nós voltamos! Eu sei que todos vocês estão querendo uma explicação para o nosso sumiço, e antes de tudo temos que pedir desculpas, certo? Então, em meu nome e da Pri, pedimos mil perdões pela demora e por termos colocado a fic em hiatus. Foi uma decisão que doeu em nós duas, mas como eu estava com um bloqueio enorme (enorme mesmo) e não consegui escrever absolutamente nada, foi uma decisão necessária. Tenho que agradecer a muita gente por todo o apoio, principalmente à Pri. Mas agradeço a todos que não desistiram da fic nem de mim, também agradecer à Winter Queen, Agent Nalla e Allany Galbarth pelo apoio. Muito obrigada! Bem, não vou me estender muito nessas notas porque também sei que vocês estão loucos para irem ao capítulo, não é? Falando nisso, aceitem esse capítulo como um presente e um belo pedido de desculpas, porque foi o maior que eu já escrevi até agora. Quase seis mil palavras, gente, tá enorme e cheio de informações. Portanto, leiam com atenção! Tem personagens novos dando as caras, muita tensão, e uma sutil dica do que vem pela frente. Preparem o coração, e boa leitura! Esperamos que gostem!

“Memories as heavy as a stone
I am empty
In my end you are my beginning
There's a ghost in the mirror
I'm afraid more than ever
My feet have led me straight into my grave
Oh, Lord
Have you walked away from me?”
Glass Heart Hymn – Paper Route


A respiração de Stella alterou-se pouco a pouco, juntamente com as batidas descontroladas de seu coração. Não sabia o porquê, sentia suas mãos suando frio, e seu corpo parecia tremer sem um motivo específico. Mas no fundo, ela sabia, e sabia muito bem o real motivo de estar tão desestabilizada. Não queria admitir para si mesma que dar de cara com Logan ali, no meio daquele corredor, mexeu com ela, de uma maneira profunda, despertando sensações e lembranças dolorosas. Ainda assim, a garota não conseguiu disfarçar toda a surpresa estampada em seu rosto, deixando-a desarmada na frente do Stark, o qual parecia não se importar muito com o que acontecia ao seu redor, apenas mantinha um olhar fixo penalizado sobre Stella. Pareciam presos um no outro, sem conseguirem agir ou dizerem absolutamente nenhuma palavra sequer.

Louis, por sua vez, não sabia ao certo se encarava Logan ou a loira ao lado do irmão. Seus olhos esbanjavam uma desconfiança absurda, e a dúvida atacou-a com avidez, fazendo com que assim estranhasse toda a situação que acontecia perante ela. Entretanto, a garota viu-se em uma verdadeira encruzilhada, pois por mais que estivesse tentando negar a todo custo, sentia que algo ali estava errado. E muito errado. Aquela mulher loira parecia extremamente conhecida. Mas por quê? Por que diabos estava pensando nisso? Ela não sabia. Não tinha certeza de nada. Parecia perdida em seus próprios pensamentos, mergulhada em um turbilhão de sensações e emoções.

– O que diabos está acontecendo aqui? –indagou Louis com firmeza, quebrando o silêncio depois de longos e delicados minutos, finalmente despertando Stella e Logan, quebrando enfim o contato visual estabelecido entre os dois. A Stark franziu a testa, esperou algum tempo, e então desviou o olhar de Natalie no mesmo instante em que percebeu que conseguia chamar a atenção do irmão. Com isso, recomeçou: – Logan, eu estou esperando. Você vai me dizer o que isso significa ou não?

– Eu estava procurando justamente por você, irmãzinha, olha que coincidência! –ele respondeu com ironia, mas ao olhar direto nos olhos de Louis, não deu nenhum sinal de que estava mentindo, e Stella pareceu acreditar nisso. Logo, percebendo que a irmã não parecia nada feliz com aquela situação, Logan revirou os olhos e explicou-se melhor: – Okay, não te encontrei, a Natalie estava de passagem e resolveu me ajudar. – Dito isso, o Stark voltou-se rapidamente na direção da loira ao seu lado e completou por fim: – A propósito, muito obrigado por isso.

– Não foi nada, Logan, fico feliz em ter sido útil –redarguiu Natalie, lançando um sorriso compreensível na direção do garoto, notando que ele ainda permanecia encarando-a de uma maneira profunda e não conseguiu também conter um sorriso. Mais uma vez, Stella e Louis se entreolharam, tentando entender o que de fato estava acontecendo ali, mas a atenção da Stark foi imediatamente despertada quando Natalie voltou-se para ela e perguntou: – Então você é a famosa filha do Homem de Ferro, certo? – Louis sorriu amarga e aquiesceu, mostrando-se a mais amigável possível, e então, a loira concluiu: – Devo dizer que é uma enorme honra em conhece-la, Srta. Stark. Assim como o seu irmão.

Diante disso, Stella parecia ainda mais confusa, e observou Natalie por longos instantes, não conseguindo evitar sentir uma ponta de ciúmes, afinal, querendo ou não e por mais que tivesse machucado-a, Logan foi uma parte de sua história. Uma história que, de fato, estava devidamente enterrada, e pensando nisso, a ruiva balançou a cabeça, tentando dissipar o incontrolável ciúme que ameaçou domina-la. Mas subitamente caiu em si ao perceber que não precisava mais se importar com nada que envolvesse Logan, já que agora, seu coração havia sido conquistado por outra pessoa. Ou melhor dizendo, havia sido conquistada por um Soldado muito especial. Ela refletiu a respeito, e decidida a mostrar que não se importava mais com o ex-namorado, Stella cruzou os braços sobre o peito e sorriu de uma maneira desafiadora, e não demorou muito para pressentir o olhar do Stark sobre si.

– Acho que posso dizer o mesmo, Srta. Pierce. Ouvi vários comentários à respeito do novo investimento de Phil. Preciso dizer, será de grande ajuda –a voz de Louis quebrou o pequeno momento de silêncio instalado ali, novamente despertando a atenção de Stella que, ainda ao seu lado, obrigou-se a manter-se calada.

Entretanto, a ruiva sentiu seu sangue gelar em suas veias ao escutar aquela palavra ecoar em sua mente. Aquele sobrenome que lhe causava enjoos apenas por ser pronunciado. E naquele instante, finalmente percebeu que estava cara à cara com a herdeira de Alexander Pierce, o homem o qual não era quem pensava ser, o homem o qual Nick Fury fez questão de enfiar uma bala sem piedade, o homem que fingia ser o que não era. A cabeça de Stella parecia que iria entrar em curto a qualquer segundo, deixando-a exposta a várias e várias teorias. As piores possíveis, e com certeza dali em diante precisava pensar muito se deveria ou não confiar em Natalie Pierce. Sem dúvidas, aquela mulher não parecia tão amigável assim.

– Espera um instante... Pierce? Natalie Pierce? –certificou-se ela, rezando para que estivesse ficando louca e que Natalie não fosse nada do que pensasse. Mas claramente, estava errada, pois no momento que a loira a encarou com certa dúvida e aquiesceu, Stella engoliu em seco, voltando a ser atingida por um pavor imensurável, e com isso, não demorou muito para deixar bem claro toda sua revolta: – Você é filha dele?! Daquele desgraçado que ajudou a fazer tudo aquilo com o Bucky?!

Louis arregalou os olhos no mesmo segundo, não imaginando que a amiga fosse deixar tão claro assim que estava aborrecida com a presença de Natalie ali, e Logan uniu as sobrancelhas em um gesto duvidoso, claramente incomodado com toda a preocupação de Stella com Bucky. Mas a ruiva não se importou com a surpresa na face de Louis, ou no olhar fulminante recebido por Logan, muito menos na feição um tanto chateada de Natalie. Ela ignorou tudo aquilo, manteve-se firme, esperando uma resposta por parte da loira.

– Sei que a fama de meu pai não é uma das melhores, Srta. Romanoff, mas eu estou aqui para mudar justamente isso –rebateu Natalie, encarando Stella com um olhar nada amigável, mas ainda assim, permaneceu com um sorriso venenoso do rosto, não se indignando a dizer absolutamente mais nada a respeito de seu passado.

Encarando-a profundamente, Stella respirou fundo, controlando-se para não perder o controle ali mesmo, percebendo que aquela discussão não daria em lugar algum. Ao lado dela, Louis pareceu notar a inquietação da amiga, e com o intuito de dar apoio, colocou uma das mãos sobre o ombro da ruiva, apertando-o com certa força e forçando Stella a manter a calma, pois seria provável começar uma verdadeira guerra se perdesse, enfim, o controle de si mesma. Não precisava disso, não queria fazer tal ato. Logo, Stella tratou de acalmar-se, devagar, de maneira lenta, agradecendo mentalmente o apoio que Louis estava lhe proporcionando.

Logan, por sua vez, tornou a arquear as sobrancelhas em claro sinal de dúvida e... Ciúmes. Sabia muito bem o porquê de Stella estar tão afetada com as palavras ditas por Natalie, e o simples fato da ex-namorada preocupar-se tanto com aquele Soldado fazia o Stark querer cometer uma loucura. Mas não. Não iria ser tão tolo assim. Rapidamente, o olhar do garoto voltou-se para a loira ao seu lado, não deixando de sorrir na direção dela, causando mais uma vez uma onda de enjoo em Stella. Louis apenas revirou os olhos.

– Você sabe meu sobrenome. Deve me conhecer muito bem, então –ironizou Stella, não segurando uma pequena e silenciosa risada, mantendo com firmeza seus olhos fixos em Natalie, e desta vez, fora a vez da loira dar de ombros. Outra vez, Logan e Louis trocaram olhares, cada um travando uma guerra interna, cada um lutando para permanecerem calados.

– O seu sobrenome tem peso aqui dentro, Srta. Romanoff. É impossível não conhecer você e sua mãe. Afinal, a fama da Natasha já contagiou todos por aqui, incluindo o Capitão América, não é mesmo? E creio que o Gavião Arqueiro também não ficaria fora dessa lista –brincou Natalie, mas ao contrário do esperado, Stella não levou aquelas palavras no mesmo sentindo. Automaticamente, a ruiva cerrou os punhos e bufou de raiva, se segurando para não partir para cima de Natalie, afinal, não queria nenhuma confusão ali, muito menos perder seu tempo com uma pessoa como aquela loira à sua frente.

– Dobre sua língua para falar da minha mãe, Srta. Pierce –redarguiu a garota, mantendo um sorriso no rosto e o olhar ainda fixo em Natalie, voltando a sentir as mãos de Louis sobre seus ombros, enquanto Logan não negava toda a surpresa que seu rosto expressava.

– Meu pai pode ter feito o que feito, mas continua sendo meu pai. Então exijo o mínimo de respeito, não acha? Afinal, você também não gosta do que eu falo sobre sua mãe –respondeu a loira, tornando a ficar séria, os olhos azuis beirando uma raiva descontrolada, quase a ponto de perder a educação ali mesmo.

Rapidamente, Stella preparou-se para devolver a piada no mesmo nível, ainda que Louis reprovasse tal ideia e Logan apenas observasse tudo com muita atenção. Entretanto, antes que a ruiva pudesse dar continuidade à sua fala, os quatro ali presentes escutaram passos, e logo a imagem de uma Skye sorridente se fez presente no corredor em que eles se encontravam. Por um segundo, Stella sentiu seu sangue gelar de novo, mas ao perceber o sorriso alegre que a agente carregava, dissipou qualquer pensamento ruim.

– Louis. Stella. Eles chegaram, e está tudo bem –afirmou Skye, feliz por estar dando tal notícia, e naquele momento, Stella sentiu como se pudesse respirar novamente, como se tivesse acabado de retirar um enorme peso de seu coração. E de fato, ela havia tirado. Agora estava aliviada, e ainda mais ansiosa por saber que ele estava ali, vivo, bem, e tão próximo à ela.

Em uma rápida troca de olhares com Skye, Louis pôde ter a certeza de que estava tudo bem, e ignorando completamente as presenças de Logan e Natalie, Stella não esperou que a agente se aproximasse e foi de encontro à ela. De longe, Natalie e Logan ficaram para trás, mantendo a conversa de minutos antes enquanto acompanhavam Louis e Stella com os olhos. Mas o Stark não desligou-se completamente do diálogo travado por Skye, Louis e Stella, e permaneceu atento a todas as palavras ditas por ela, mais uma vez deixando claro todo o seu ódio ao notar a alegria repentina no rosto de Stella.

– Nós precisamos vê-lo. Onde ele está, Skye? –quis saber Louis, contente por também saber que agora tudo estava bem. A agente sorriu na direção das duas, e percebeu toda a ansiedade estampada no rosto de Stella. Mesmo que ainda não soubesse de tudo, não demorou muito para Skye perceber o porquê de toda aquela aparente preocupação, e a nova informação fez com que, novamente, um outro sorriso se desenhasse nos lábios dela.

Satisfazendo o desejo das duas, Skye explicou toda a situação, notando a constante alegria em Stella, a qual, no momento, não estava contendo suas emoções, fato que deixou Logan ainda mais transtornado. Afinal, por mais que estivesse um tanto longe, o garoto conseguiu escutar tudo o que Skye havia dito à Stella e Louis. A raiva o devorou pouco a pouco, e cansado de presenciar tudo aquilo, ele respirou profundamente e tomou uma decisão. Com isso, virou-se devagar na direção de Natalie, e sorriu.

– Natalie, eu tenho uma reunião na Stark daqui a pouco, mas antes, o que você acha de nós saírmos daqui? Podíamos almoçar fora, não sei. O Phil é um cara legal, ele te daria um desconto, não acha? –propôs o garoto, e como resposta, Natalie apenas sorriu, parecendo cada vez mais encantada por ele. O olhar de Logan se mantinha firme na loira à sua frente, esquecendo completamente a presença de Stella ali. Ou pelo menos, tentando esquecer, o que, sem dúvidas, não estava funcionando, pois tudo o que ele mais desejava era poder sair logo dali.

– Eu acho uma ótima ideia, Logan. Vou adorar te fazer companhia –respondeu ela, instantes depois, e com isso, o garoto não conseguiu conter uma risada satisfeita.

Logo, Logan estendeu o braço na direção de Natalie, e a loira simplesmente continuou a sorrir enquanto entrelaçava seu braço ao dele de uma forma amigável. Não demorou muito para que os dois começassem a caminhar na direção contrária do corredor, afastando-se cada vez mais de Stella, Louis, e Skye. De relance, a ruiva observou a cena com profundo desgosto, e os acompanhou com o olhar até que os dois sumissem de suas vistas.

Em seguida, ela suspirou profundamente, revirou os olhos, e tentou controlar toda a raiva que a dominou, querendo a todo custo voltar a concentrar-se no real motivo de estar ali. Demorou apenas uma fração de segundos para isso acontecer. Havia algo muito melhor esperando por ela. Ou melhor, alguém muito melhor. Com certeza, teria outros momentos para se preocupar com Logan, ou talvez, enfim conseguiria expulsa-lo de vez da sua vida. A ideia a fez rir.

“They say before you start a war

You better know what you're fighting for

Get out your guns, battles begun

Are you a saint, or a sinner?”

[...]

Os olhos de Carol Danvers abriram-se no mesmo instante em que sentiu o Quinjet finalmente pousar na base da S.H.I.E.L.D, e ela agradeceu mentalmente por até que enfim estar de volta. Estar de volta à sua vida, por mais que fosse regrada, mas a sua vida. Estava livre de novo, pronta para enfrentar tudo o que lhe fosse imposto. Pronta para ajudá-la. Skye. O motivo de sua vinda. Carol estranhou seu próprio comportamento, não entendendo o porquê de tanta ansiedade para conhecer a principal e mais querida agente de Phil Coulson. Sem dúvidas, ela não era qualquer uma. Sabia disso. Era especial. Era uma Inumana.

– Ei, princesinha dourada! Chegamos –a voz de Clint foi reconhecida no mesmo instante, e Carol revirou os olhos no mesmo segundo em que percebeu a aproximação do Gavião. Ao lado dele, Bucky já estava à postos, e o Soldado não conseguiu disfarçar um leve e singelo sorriso sempre que presenciava a troca de farpas entre Danvers e Barton. Era engraçado de se ver, isso ele não podia negar.

– Nunca mais ouse me chamar assim, Barton –rebateu a loira, mas Clint apenas riu diante da reação tida por ela e deu de ombros. Em seguida, ele aproximou-se de Carol e ergueu o braço na direção dela com a intensão de ajudá-la a se levantar. A loira tentou parecer forte, mas sem muitas opções, obrigou-se a aceitar de bom grado a ajuda do Gavião.

– Bucky, segura ela do outro lado... –Clint pediu, mas antes que ele pudesse sequer terminar sua frase, o Soldado já havia adiantando-se e postou-se do outro lado de Carol, também segurando-a pelo braço e assim a ajudando a caminhar lentamente.

Os três desceram do Quinjet com muito cuidado, afinal, ainda que fosse forte o suficiente, Carol parecia fraca e abatida, e sem dúvidas, precisava descansar urgentemente. Instantes depois de serem recepcionados por olhares curiosos de vários agentes do pátio, eles seguiram caminho para dentro da base, enquanto os agentes que agora retornavam da missão seguiam suas atividades diárias.

Não demorou muito para que Phil Coulson fosse recepcioná-los, sempre com um sorriso no rosto e acompanhado de May e Bobbi. O sorriso do diretor alargou-se quando ele pôs os olhos em Carol, e ainda que ela estivesse abatida, estava viva, e isso era tudo o que importava naquele momento. Ao observa-lo com fervor, a loira se desvencilhou dos braços de Bucky e Clint, permanecendo de pé com certa dificuldade. Entretanto, a estranheza maior nos olhos do Soldado fora quando, inesperadamente, Danvers aproximou-se mais um pouco de Coulson e o abraçou com carinho, sendo correspondida na mesma intensidade.

– Você demorou a enviar suas tropas, Phil, eu já estava ficando preocupada –brincou Carol, e o diretor não conseguiu conter uma pequena risada enquanto afastava-se da loira. May e Bobbi apenas observavam a cena, assim como Clint e Bucky. Mas o Soldado continuava sem entender o que acontecia ali. Preferiu manter-se calado, era melhor.

– Eu não podia deixar minha melhor agente na mão, não é mesmo? –replicou Coulson no mesmo tom divertido. Carol riu, e Clint finalmente dignou-se a deixar transparecer um leve sorriso enquanto cruzava os braços sobre o peito. Em seguida, com apenas uma troca de olhares, Phil disse tudo o que precisava para May e Bobbi, e as duas entenderam no mesmo instante, concordando e se retirando segundos depois. Depois, o diretor voltou-se para Danvers mais uma vez e explicou: – Você precisa descansar. Simmons irá cuidar de você enquanto Fitz fará alguns testes, como sempre, nada demais. Saberemos sua condição física amanhã, hoje você apenas descansa. Tudo bem?

– Entendido, senhor –respondeu a loira, sorridente, já aparentando estar um pouco melhor. Com os pensamentos leves, Clint mais uma vez sorriu de leve, e com isso, trocou um rápido olhar com Coulson. Bucky, por sua vez, apenas observou quando mais dois agentes se aproximaram, e cuidadosamente, conduziram Carol em direção ao laboratório.

Logo, depois de acompanhar todos os passos dela e finalmente perdê-la de suas vistas, Coulson voltou-se para os dois à sua frente e suspirou de uma maneira profunda, sem dúvidas feliz com o resultado que fora a missão.

– Senhores, devo dizer que a missão foi um sucesso. Vocês estão de parabéns –afirmou o diretor, e Clint e Bucky aquiesceram sem nenhuma reação. Mas, percebendo o aparente cansaço dos dois, Coulson decidiu esclarecer: – Acho mais prudente conversarmos sobre a missão amanhã, assim vocês já estarão descansados, assim como a Srta. Danvers. Mas Barton, creio que nós devemos conversar antes disso.

– Com certeza nós devemos –rebateu o Gavião quase no mesmo instante, agora não escondendo todo o descontentamento em suas palavras, e naquele momento, Bucky teve a certeza de que Clint não havia gostado nem um pouco de ter encontrado Carol naquela base da HIDRA. Sem dúvidas, Coulson e Clint ainda tinham muito a conversar. Com isso, Barton voltou-se na direção do Soldado e inquiriu com firmeza: – Você vem conosco?

Bucky o encarou, sem saber ao certo o que responder. Entretanto, instintivamente, ele lembrou-se que precisava muito ver uma certa pessoa, precisava muito conversar com essa certa pessoa, e acima de tudo, precisava ter certeza de que tudo estava bem com essa pessoa. A verdade era que estava sentindo a falta de Stella por todas as horas que passou longe dela, e agora, tinha a necessidade absurda de vê-la. Parecia tão utópico. Mas não era. Era real. Muito real. E ele tinha total certeza disso.

– Na verdade, eu preciso ver uma pessoa antes, se você não se importa –ele então respondeu, lutando para esconder o sorriso que teimava em se formar no seu rosto. Notando isso, Clint arqueou as sobrancelhas em um gesto duvidoso, mas estava tão concentrado na conversa que teria com Coulson que praticamente ignorou o olhar culpado de Bucky, e querendo tentar aliviar sua própria situação, o Soldado disse por fim: – Clint, eu encontro você na sala do Coulson daqui a pouco. Preciso de apenas cinco minutos.

– Tudo bem –fora tudo o que o Gavião conseguira responder, e em seguida, sorriu levemente. Logo, Coulson e Clint começaram a se afastar, voltando a caminhar por entre aqueles corredores, enfim dirigindo-se ao escritório do diretor. Pelo menos pareciam não terem desconfiados de nada. Ainda assim, ele jurou ter sentido uma certa desconfiança no olhar de Barton. Preferiu ignorar. E o fez.

Bucky os acompanhou com o olhar até ter certeza de que eles tinham mesmo sumido de suas vistas, e ao perceber que estava livre, deixou que um singelo sorriso o dominasse pouco a pouco. Não demorou muito para ele também voltar a caminhar por aqueles corredores, agora no sentindo contrário de Clint e Coulson.

Enquanto caminhava, ele não conseguia deixar seus pensamentos longe de Stella, e consequentemente, percebeu que estava pensando muito nela nos últimos dias. Por mais que quisesse negar, o fato não lhe causou estranheza, pelo contrário. Apenas deixou-se levar por aquele sentimento que estava começando a se intensificar. Bucky nunca esteve tão bem, nunca esteve tão livre, e mesmo com todos os problemas que ainda o rodeavam, nunca esteve tão em paz consigo. E não pôde esconder que era algo bom, e por isso, um leve e singelo sorriso transpareceu em seus lábios.

Entretanto, todos os pensamentos de Bucky se dissiparam no mesmo instante em que ele escutou uma voz parecendo estar desesperada. Não demorou muito para reconhecer tal voz, e com isso, franziu a testa, tratando de apressar o passo e sem conseguir deixar uma forte e iminente preocupação lhe dominarem por completo, alertando-o de que algo ruim estava prestes a acontecer. Passou a odiar tal sensação.

Ao virar em um corredor, a preocupação que ousou sentir se intensificou ainda mais quando Bucky deu de cara com uma Stella altamente pálida e uma Louis mais nervosa do que o normal. Mas o Soldado não teve muito tempo para raciocinar, já que, antes disso, notou que a ruiva parecia estar prestes a perder os sentidos. Foi tudo tão rápido, e foi como se pudesse presenciar tudo em câmera lenta. O desespero de Louis aumentou, e diante disso, Bucky correu em direção as duas e segurou Stella em seus braços antes que ela fosse de encontro ao chão. A Stark não havia notado a presença dele ali até aquele instante.


— Louis... O que... Mas que diabos aconteceu?! — perguntou ele, nervoso, enquanto ajoelhava-se no chão com a garota devidamente apoiada em seus braços. Louis ficou estática, sem saber o que fazer. O pavor na voz do Soldado se tornou ainda mais visível quando percebeu que ela gemia de dor e respirava com muita dificuldade. — Stella... Stella. Ei, olha para mim. Fala comigo, Stella — chamou várias vezes, seguidamente, ao mesmo tempo em que deitava o corpo dela sobre seu colo e segurava seu rosto com toda a delicadeza que conseguia.

Stella pareceu escuta-lo, mantinha os olhos fixos no rosto de Bucky. Suas pupilas se dilataram, ela arfava, a pele estava gélida, os lábios roxos. Tentava balbuciar algumas palavras sem nexo com muito esforço, mas não conseguiu.

— Ah, Deus! Eu não sei o que aconteceu, Bucky, estava tudo bem... Eu não sei o que... O que aconteceu... Ela estava bem! — afirmou Louis ao aproximar-se, praticamente tropeçando nas palavras, mantendo o olhar fixo em Stella e mostrando-se tão preocupada e nervosa como Bucky estava. Sem saber como reagir ao certo.

— Stella, fique acordada, mantenha os olhos em mim — instruiu ele constantemente, ainda segurando a garota de maneira firme em seus braços, deixando-a o mais confortável que pudera. Bucky percebeu Louis ajoelhar-se ao lado dele, observando Stella com uma forte preocupação. Logo, o Soldado voltou-se na direção dela e perguntou: — Cadê a Skye?

— Ela foi buscar ajuda — respondeu a Stark, quase no mesmo instante.

— Não. Não vai dar tempo! — concluiu Bucky sem muita dificuldade, fitando Stella mais uma vez, notando o estado em que ela se encontrava. A garota agora começava a suar frio, deixando-o ainda mais apavorado. Perguntava-se o que tinha acontecido, ou melhor, o que estava acontecendo com Stella. De fato, nada disso era normal. Querendo espantar tais pensamentos e tentando permanecer centrado, ele voltou-se para Louis mais uma vez e ordenou: — Louis, não vou ficar parado aqui vendo-a morrer! Encontre o Bruce e avise que eu vou leva-la até o laboratório. Rápido!

Dito isso, Bucky se pôs de pé. Sem muito esforço e com cautela, pegou Stella em seus braços, e o último reflexo da ruiva fora passar os braços ao redor do pescoço dele. Ainda que estivesse um tanto desnorteada, Louis, por sua vez, levantou-se do chão em um movimento abrupto e rápido, lançando um singelo olhar na direção de Bucky antes de sair correndo dali. O Soldado então seguiu na direção oposta, carregando Stella com todo o cuidado possível, mas precisava chegar rápido ao laboratório, antes que algo pior pudesse acontecer.

— Ele... Ele está vindo. Ele está vindo. Está vindo — com a voz fraca, murmurou Stella durante o percurso, subitamente despertando a atenção de Bucky, que logo voltou seu olhar para ela enquanto continuava a caminhar. Entretanto, não conseguia entender o que ela queria dizer com tais palavras.

— Quem está vindo, Stella? Fala para mim? — pediu com delicadeza, seus olhos beirando uma aflição imensurável, não parando seus passos apressados por nenhum segundo sequer. Mas Stella continuou a murmurar tais palavras, sempre arfando para respirar ou soltando leves gemidos de dor. Bucky preocupou-se ainda mais diante disso. Como se fosse possível. Ainda assim, não desistiu, e tentou novamente: — Me diz, Stella. Quem está vindo?

Ultron... — respondeu ela, hesitante, a voz continuando fraca e falha. O Soldado estreitou os olhos ao escutar tal nome, afinal, nunca havia escutado falar em nada disso. Pensou que talvez Stella estivesse delirando, ou algo do tipo. Mais uma vez, a garota não conseguiu conter um novo gemido de dor e inspirou profundamente, lutando para respirar. Ainda assim, repetiu, deixando Bucky ainda mais confuso: — Ele está vindo. Ultron está vindo...

“Showing no mercy I'd do it again

Open up your eyes

I see a storm bubbling up from the sea

And it's coming closer”

[...]

Medo. Desespero. Pavor. Tudo poderia ser confundindo em um mesmo sentimento naquele momento. Ela não conseguia distinguir o que ainda a mantinha viva ali. O silêncio era cruel, e despertava seus piores pesadelos.

Um suspiro nervoso escapou por seus pulmões quando ouviu o ranger da porta, tornando a escutar passos aproximando-se em sua direção. Sua mente buscou por um modo de livrar-se das correntes que a mantinham presas naquela cadeira, mas seus pulsos e pernas estavam muito bem amarrados. Seria quase impossível sair dali. Pelo menos, não viva.

As pálpebras abriram-se em uma velocidade absurda enquanto seus olhos corriam exasperados pelo local em que estava. Paredes e pisos tão brancos que chegavam a doer na vista. A garota estreitou o olhar na direção do indivíduo que se aproximava. Mais uma vez, o medo a dominou, ao mesmo tempo em que a dor voltava a assombra-la. Lenta e traiçoeira. A ameaça velada. A respiração desregulou-se pouco a pouco.

— Acho que já lhe dei tempo suficiente para pensar na minha proposta, não é mesmo? O que me diz, hein? — perguntou o moreno o qual havia adentrado na sala, e logo, a garota nada respondeu, apenas continuou a encara-lo com um olhar fulminante. Em silêncio, ele arqueou uma das sobrancelhas, esperando por algo, e não demorou muito para perceber que aquilo não adiantaria de muita coisa. Então, ele puxou uma outra cadeira, sentou-se à frente da garota, e prosseguiu: — Vamos lá, Stella! Eu não estou pedindo algo tão difícil assim. Basta você me dizer onde ele está, e tudo isso acaba.

— Você pode me torturar o quanto quiser, Ward. Eu não vou te dizer onde ele está. A HIDRA nunca vai conseguir pôr as mãos no Bucky. Não de novo — rebateu Stella, sua voz estava tão rouca que Ward praticamente não a reconheceu. Mesmo depois das horas que passou trancafiada ali, mesmo depois de toda a tortura, mesmo depois de todas as escoriações e das dores em seu corpo, ela não se abateu.

A risada do agente ecoou pela sala, despertando a atenção de Stella, acompanhando cada movimento feito por ele. Ward levantou-se da cadeira em que estava, respirou de maneira profunda, e aproximou-se lentamente da garota, à medida que a ruiva conseguia sentir o medo apoderar seu corpo mais uma vez.

Agora de frente a ela, Ward elevou uma das mãos ao rosto machucado de Stella, que tornou a fechar os olhos em claro sinal de nojo, não se importando em deixar lágrimas quentes molharem sua face outra vez. Estava cansada de lutar, sentia suas forças se esvaindo. Desistindo. Pouco a pouco. Naquele momento, já não se importava se mostrava-se fraca. Ou covarde. Todos os seus esforços haviam sido em vão. De fato, iria morrer ali.

— Ingênua.... Tão ingênua... — murmurou o agente, ainda acariciando o rosto de Stella, contornando delicadamente suas bochechas com as pontas dos dedos. A voz dele lhe causou repulsa. O silêncio perdurou, até que Ward voltasse a se manifestar, parecendo estar gostando de levar aquilo adiante: — Como você foi ingênua em se apaixonar por ele, Stella. E veja aonde isso te levou. Está na hora de você começar a aceitar a verdade. O Soldado Invernal sempre pertencerá a H.I.D.R.A.

— Nunca — insistiu ela, e mesmo com a voz fraca, a raiva lhe dominando pouco a pouco.

Ainda de olhos fechados, a garota engoliu em seco, mais uma vez sentindo-se enjoada pelas palavras amargas e pelo contato nada amigável de Ward em seu corpo. Logo, ela abaixou a cabeça em uma forma de tentar se livrar das mãos dele, mas o moreno pareceu perceber isso. Logo, a feição tornou-se séria, mas deixou um sorriso cruel transparecer. Ele correu os dedos pelo rosto dela, contornou seus lábios, desceu a mão até um pouco mais abaixo, e ao chegar ao queixo de Stella, o segurou com força, de maneira abrupta, fazendo com que a ruiva se sobressaltasse com a ação de Ward. Desse modo, o agente ergueu a cabeça dela, forçando-a a abrir os olhos e encara-lo.

— Porque ele, Stella? Me diz. Porque ele e não eu? — insinuou, e no fundo, Stella sabia muito bem o que Ward queria dizer com isso. Ainda assim, ela tentou ignorar, e tentou voltar a se manter firme o máximo que conseguira.

— Talvez porque ele é muito mais homem do que você é — rebateu ela, fazendo-o rir. Sem medo, e depois de respirar profundamente tentando puxar o máximo de ar, tornou a contradizer, desta vez sem nenhuma hesitação: — Olhe só para você agora. O grande Grant Ward. Um fugitivo. Um procurado. Assassino e covarde. Seu traidor desgraçado!

O agente riu novamente, mas ela não conseguiu pensar em mais nada, ou dizer mais nada, pois no instante seguinte, Ward a acertou com um tapa forte, deixando seu rosto ainda mais avermelhado enquanto um pequeno filete de sangue escorria pela comissura de sua boca, fazendo-a soltar um gemido de dor. Mais uma vez, ele tornou a segura-la pelo queixo de maneira bruta. A ruiva o encarou, os olhos cheios de espanto.

— Eu não vou perguntar de novo, e você vai me dizer. Onde ele está, Stella? — voltou a insistir, e a garota arfou, engolindo todas as dores que sentia e procurando forças para pelo menos tentar continuar firme.

— Vai para o inferno! — bradou ela em resposta, entredentes, deixando Ward ainda mais raivoso e inconformado. O agente então a observou por alguns instantes, a fúria logo começando a domina-lo, e então, simplesmente soltou o rosto dela.

Ele respirou profundamente, soltou um breve muxoxo, e afastou-se um pouco. Devagar, aproximou-se de uma pequena mesa metálica que havia no canto da sala. Stella o seguiu com o olhar, preocupada com o que faria em seguida. Seu desespero aumentou, e a garota engoliu em seco mais uma vez quando visualizou o agente engatilhar uma arma. Ela assustou-se quando Ward disparou uma primeira vez, o barulho ecoando pela sala e o tiro acertando uma das paredes do local.

— Pensei que as coisas seriam diferentes. É uma pena, Stella. Eu não queria que acabasse assim, mas você já não me é útil — disse ele, ainda de costas para ela, novamente engatilhando a arma que segurava em suas mãos. Stella estremeceu com o ruído.

Então, Ward virou-se na direção dela e começou a caminhar lentamente em sua direção, segurando com firmeza a arma em suas mãos. Sentindo todo seu corpo tremer, Stella fechou os olhos de novo no mesmo momento em que percebera o agente erguer o braço e apontar a arma em sua direção. Mais lágrimas molharam sua face em um grande banho de desespero. Qualquer pensamento que tivesse naquele segundo, se dissipou completamente quando a ruiva escutou o estampido de um tiro.

A mulher despertou em um sobressalto. Com a respiração ofegante e o corpo completamente molhado de suor, ela sentou-se na cama em uma rapidez absurda enquanto seus olhos acostumavam-se com a escuridão do ambiente. Sentiu um vento frio entrar pela janela aberta, fazendo com que as finas cortinas balançassem um pouco.

Tinha ciência de que seus pesadelos já estavam sendo constantes, mas até aquele dia, nunca havia tido um tão assustador e realista como aquele. Parecia real, e se de fato estivesse certa, logo aquele sonho se tornaria realidade. Uma triste realidade, precisava dizer. Ela sabia quem era a garota ruiva em seu sonho, gostava dela, parecia ser uma boa pessoa. E ele. Grant Ward. Ah, como ela o conhecia. Desejava nunca o ter conhecido, mas não teve muita escolha.

Pensando em tudo isso, a mulher enfim levantou-se da cama, acendeu as poucas luzes do ambiente, e aproximou-se de um pequeno espelho pendurado na parede de frente à cama. Ainda com pouca claridade, ela conseguiu visualizar seu reflexo no espelho. A raiva começou a lhe dominar pouco a pouco, e como se sentia injustiçada por ter se transformado naquilo. Onde estava seu dom, afinal? Em ter visões do futuro? O que mais poderia fazer?

Cansada de tais pensamentos, ela puxou as mangas da camisa que vestia, colocou seu casaco escuro sobre o corpo, e enfim, tornou a se esconder por debaixo do capuz. Raina suspirou profundamente, perguntando-se onde Jiaying via beleza em seu corpo coberto por espinhos. Uma dádiva? Longe disso. Uma força da natureza? Nunca. Um dom? Desconfiava muito.

Em seguida, Raina apenas pensou nele por um segundo, e no instante seguinte, Gordon já estava à sua frente, parecendo estar esperando alguma resposta. Nunca se acostumaria com aquilo. Então, ele cruzou os braços sobre o peito enquanto a mulher aproximava-se. Ao ter certeza que estava enfim frente a frente com Gordon, ainda mantendo uma distância segura, Raina suspirou profundamente mais uma vez, criando coragem para enfim dizer algo.

— Algum problema, Raina? — perguntou Gordon, mostrando-se impaciente pelo longo e extenso momento de silêncio compartilhado pelos dois. Ela revirou os olhos.

— Gordon, vá atrás da Skye, por favor. Eu preciso falar com o Coulson — explicou devagar, mas ele não pareceu acatar tal pedido. Precisava saber de mais. Raina mordeu os lábios em um gesto nervoso e inconformado, e percebendo que era necessário explicar-se melhor, ela demorou alguns instantes para enfim dizer: — O Coulson está caçando o Ward, tenho certeza disso, ele o quer. E eu tive uma visão. Ward estava lá. Algo ruim irá acontecer, ao menos que a Skye avise ao Coulson.

Gordon permaneceu diante dela, encarando-a, enquanto Raina arqueava as sobrancelhas de forma irônica. Desta vez fora ele quem suspirou de forma demorada, e a mulher mantinha um olhar estranho na direção dele. Não sabia exatamente o que dizer mais, muito menos se ele acreditaria nela ou não. Mas precisava tentar. Se veria alguém sangrar, esse alguém sem dúvidas seria Grant Ward.

— Tudo bem. Eu cuido disso, Raina. Obrigado pelo aviso — disse por fim, sorridente, e então simplesmente desapareceu do quarto, deixando Raina mais uma vez sozinha, de volta à sua imensa e profunda escuridão. Ela não reclamou, gostava do silêncio.

“Tell the world I’ll survive

Tell the world I’m alive

And then you will know

Who will save you now”

Notas finais
E ai? Gostaram? Odiaram? Estamos desculpadas? Alguma ideia do que está acontecendo com a Stellinha, hein? Dessa vez eu não vou dar nenhuma dica, mas garanto a vocês que no próximo capítulo, muita coisa vai ser esclarecida. Ah, virão que a Stella falou sobre o Ultron? Pois é, podem se preparar ai, porque o negócio vai complicar, e daqui a pouco vamos entrar no universo de Os Vingadores 2. Sobre esse “pequeno” desentendimento da Stella com a Natalie, sim, ainda vai render muita confusão, e principalmente, ainda vai causar muuuuito ciúmes ai. E não sei se vocês perceberam, mas a Louis já desconfiou conhecer a Natalie de algum lugar, certo? Por enquanto, nem ela nem o Logan lembram de tudo, mas eles vão lembrar sim. A parte em que Ward aparece foi apenas um sonho, fiquem tranquilos. Maaaas... tudo pode acontecer, certo? Pra quem não sabe, Raina e Gordon (Inumanos) são mais dois personagens de Agents Of SHIELD que também vão começar a aparecer bastante por aqui. A Jiaying e o Lincoln (também Inumanos) também vai aparecer, mas só mais lá para a frente. Então, acho que é isso. No próximo capítulo, teremos Stasha, um pouquinho de Stellcky, explicações, e muitas revelações. Se preparem, porque o negócio vai começar a esquentar. Amores, esperamos que vocês tenham gostado do capítulo, e claro, que tenham nos desculpado pelo sumiço. Infelizmente, não posso prometer que esse “sumiço” não acontecerá de novo, mas farei de tudo para não acontecer. Okay? Obrigada por tudo mais uma vez, e aguardamos os comentários de todos. Bjs, e até a próxima!