Nascidos Do Sangue

3 Nada de coincidências.


Notas iniciais
Milagres acontecem e a minha internet resolveu prestar hoje!
Muito obrigada pelos comentarios do capitulo anterior. Vocês são demais!
Eu nao sei por que, mas esse foi o capitulo que mais gostei de escrever até agora. Deve ser por que é nele que começa todo o bagulho! rsrsrs.
Então espero que gostem, boa leitura!

Grissom sentiu o seu rosto escurecer assim que
terminou de ouvir a fala de seu amigo.

Isso não devia está acontecendo, quais eram as possibilidades disso ocorrer? Ele não conhecia a família de sara e não sabia muito sobre ela, mas agora com três vitimas com o mesmo sobrenome, se sentia muito arrependido por não saber um pouco mais.


Seria isso realmente possível ou apenas uma terrível coincidência? A melhor coisa que ele poderia esperar é que fosse uma coincidência, afinal não devia ser um sobrenome tão raro. E era nisso em que queria acreditar.

--- Pode ser uma coincidência. Tem que ser uma coincidência.

--- Eu também gostaria que isso fosse verdade Gil, e foi nisso em que pensei assim que vi o nome das vitimas. Mas... – Brass passou a mão em sua testa interrompendo-se. Grissom conhecia aquele gesto, sempre o fazia quando tinha que falar algo que não queria.

--- Mas o que Brass? Pare de enrolar e diga de uma vez.

--- Eu pensei a mesma coisa, mas encontrei isso pendurado em uma das paredes — Disse entregando um objeto envolto a um lenço – Não precisa se preocupar, eu não o contaminei. Eu só tinha que mostra-lo a você o quanto antes.

--- O que é isso Jim? – ele perguntou antes mesmo de abrir com um grande medo do que encontraria ali.

--- Só veja Gil.

Então ele abriu o lenço.

Abriu para encontrar a confirmação de seus medos. Ali em suas mãos estava uma antiga fotografia que em outra circunstancia ele se sentiria feliz em ver. A foto um pouco amarelada trazia a imagem de duas crianças sorridentes, um menino de talvez doze anos e uma menina de no máximo sete, totalmente feliz sendo carregada por ele com o mar como plano de fundo. O garoto era totalmente desconhecido, mas já a menina... Ele reconhecia aquela feição, mesmo sendo ainda tão jovem.

Era Sara a sua frente, ele não tinha duvidas. E mesmo que a imagem lhe desse alguma incerteza, a inscrição no canto tiraria ela.

Sara e James, verão de 1977. Ele leu mentalmente.

Coincidências não eram impossíveis, mas havia limites para elas. E definitivamente isso não era uma. Sara de alguma forma estava relacionada com as vitimas, James era seu irmão ou no mínimo um primo, e ela estava vindo para a cena de crime onde alguns de seus parentes tinham sido mortos. Ele a havia chamado.

Não conseguia mais pensar direito, precisava impedir que ela chegasse ali.


Com a mão livre já em direção ao celular ele olhou para seu amigo.

--- Eu preciso impedir que Sara venha até a cena. Disse já digitando o numero dela.

--- Acho que isso não será mais possível. Veja, a equipe acaba de chegar.

Parando o seu celular rumo ao ouvido, Grissom virou na direção em que Brass indicou bem a tempo de ver os dois carros da criminalística parando em frente à cena, toda a equipe descendo deles e vindo em sua direção.



Catherine, Warrick, Nick, Greg e quem ele nao queria ver ali, Sara. Estavam todos ali e vindo ao seu encontro.

Infelizmente.

--- Não sei como vai tira-la daqui, mas espero que consiga fazer isso rápido. Eu vou bater na casa dos vizinhos e ver se alguém notou alguma coisa. Boa sorte amigo, você vai precisar.



Sem ao menos esperar uma palavra de Grissom, ele despediu-se com uma tapa em suas costas e um longo suspiro de cansaço.

E então ele ficou lá paralisado encarando Sara enquanto ela e a equipe se aproximavam cada vez mais. Como ele faria isso? Como a tiraria da cena sem ter que contar o que estava acontecendo ali? Não podia dizer simplesmente: Hei Sara, você não pode ficar aqui, pois existe a chance de as vitimas serem sua cunhada e sobrinhos, ou alguma coisa assim, de qualquer forma as vitimas são pessoas importantes para você. Não, isso ele não poderia fazer, não faria isso para ninguém, e especialmente não faria uma coisa dessas para Sara.

Ele a tiraria dali e contaria para ela em outro ambiente, era o mínimo que poderia fazer por ela.

E eu farei isso.

--- Hei Grissom esta ligando pra quem? Estamos todos aqui. Disse Warrick arrancando ele de seus pensamentos

É estão. Infelizmente estão.

--- Ligando? Como assim ligando? — Foi tudo que ele conseguiu falar, ainda sem raciocinar direito. Apenas encarava Sara, todos os seus movimentos deviam ser estudados. Ela não parecia fora do normal, talvez não conhecesse essa casa.

--- Bom, é isso que geralmente fazemos quando aproximamos o celular do ouvido. Disse Cath com sarcasmo.

Só então ele percebeu que ainda segura seu telefone. O devolveu ao bolço do casaco o mais rápido que pode e fez o mesmo com a fotografia, tentando impedir qualquer pergunta. Isso era tudo que ele não precisava naquele momento.

Com a mente um pouco mais em ordem voltou-se para a equipe que o fitava. Tentando assumir a cara mais neutra que podia. Vamos
Grissom, não fique dando bandeira, não aqui na frente dela.

--- Não era nada de mais. Bem, vamos ao caso. Nós temos um caso difícil hoje e preciso que todos colaborem.

Sara se manifestou pela primeira vez.

--- Nos já sabemos, você já disse isso pelo telefone. Uma mulher e duas crianças, todas da mesma família.

--- Sim da mesma família. A sua família.

--- Acho melhor irmos logo as atribuições, os repórteres cairão nesse caso como abelhas no mel. – Nick olhou ao redor como se a qualquer segundo um repórter fosse aparecer com suas câmeras e perguntas idiotas.

--- Sim as atribuições, Catherine eu quero que fique na sala. Greg fica com o quarto do menino e Warrick com o da menina. Nick você fica com o perímetro. Podem ir agora, isso é tudo.

---Hei, como assim isso é tudo? – disse Sara, fazendo com que todos ficassem no mesmo lugar- e quanto a mim. O que eu faço?

Todos olharam para Grissom o questionando. Ela podia ser sentimental às vezes, mas era uma excelente CSI, para um caso desses não podiam contar com uma a menos.

--- Você vai voltar para o laboratório. Preciso que você fique lá esta noite.

Ele rezou para que ela o atendesse sem o questionar. Por favor, Sara só dessa vez me obedeça sem nenhuma pergunta. Por favor, só essa noite não seja teimosa e simplesmente faça o que estou lhe
pedindo.

Mas ela não o faria. Ele sabia disso.

--- Não pode estar falando serio, não pode me tirar desse caso sem uma explicação melhor. Você disse que precisava de todos e quando chego aqui você me manda de volta?

--- Grissom se quiser eu posso voltar.

--- Não Greg. Isso não está em negociação. – Eu
tentei ser delicado – E
Sara, isso não é um pedido. É uma ordem.

Assim que as palavras deixaram sua boca ele se odiou. Detestava falar assim com qualquer pessoa e ainda mais com ela, porem era necessário. Difícil mais necessário.

Todos sabiam que a questão só poderia ser muito seria para ele agir daquele jeito, o que deixava toda a equipe preocupada.

--- Então vai ser assim? Tudo bem Grissom estou indo obedecer a sua ordem – a ultima palavra saída quase cuspida de sua boca – Boa sorte com o caso amigos.

Sara deu um aceno para a equipe que a olhava impotente e seguiu para o carro.

Eu consegui. Perdoe-me sara, mas você não me
deu muitas alternativas.


Grissom estava sentindo-se mais aliviado e pronto para explicar-se a equipe quando percebeu que Sara ainda estava ali. Parada perto da entrada principal.

--- Eu mandei você embora Sara.

--- Avenida Carrion, numero 103, las Vegas, Nevada — Ela disse ainda de costas para todos com os braços segurando a cabeça, assim como quando recordasse algo que havia tentado lembrar a noite inteira – É esse o endereço, não é Nick?- Perguntou já se virando para eles, mas ainda mantendo distancia.

--- Sim, mas o que tem isso.

Ela ignorou sua pergunta, olhou para a casa como se a tivesse notado pela primeira vez e encarou Grissom. Ela descobriu.

--- Quais os nomes das vitimas Grissom?

--- Sara você não está nesse caso, por favor, vá embora.

--- Grissom, quais os nomes das vitimas – ela exigiu enquanto lagrimas chegavam aos seus olhos – é uma pergunta simples, por que você não pode respondê-la? Eu preciso ouvir isso de você.

Ele não sabia o que fazer ou falar. Ela não sairia dali sem toda a verdade. Havia tentado protege-la, e agora teria que confirmar que pessoas da sua família tinham sido mortas e que por isso ela estava fora do caso. Ele preferia qualquer outra coisa no mundo, mas tinha que fazer isso. E na frente de todos.

--- Sara, eu...

--- SARA!!! — Aguém gritou da rua fazendo com que a fala de Grissom morresse em seus lábios.



Notas finais
É isso aí galera, obrigada por ler.
O proximo assim que puder eu posto. Provavelmente na terça.
Milagres acontecem, rsrsr.
Good bye, Good Luck!