Notas iniciais
Valeu a todas que comentaram no capitulo anterior.
Os milagres continuam e minha internet ta de bem com a vida.
Aqui está mais um capitulo, boa leitura.

--- SARA – Alguém gritou da rua fazendo com que a fala de
Grissom morresse em seus lábios.

Ela não precisava virar-se para saber quem gritava o seu
nome. O reconhecia. Mas mesmo assim não resistiu ao impulso de olhar em direção a ele.

James. James havia chegado ao local.

Ela não queria ter que ver aquilo e se arrependeu
amargamente de não ter obedecido Grissom em quanto tinha tempo. Ele tentou alerta-la, mas ela não lhe deu ouvidos, agora estava lá presenciando o desespero de seu irmão bem a sua frente. Seus amigos também presenciavam tudo.

O que iria fazer agora? Não teve contato com James por mais de vinte anos, mas vê-lo assim desesperado e lutando com os policiais para passar pela fita amarela cortava o seu coração. Afinal era James ali. Seu irmão, a mesma pessoa que segurou a sua mão durante toda aquela noite.

--- SARA! – ele gritava em meio às lagrimas – O QUE
ACONTECEU, POR FAVOR, SARA! VANESSA E AS CRIANÇAS ESTÃO LÁ DENTRO, O QUE
ACONTECEU COM ELES? PRECISA ME DIZER COMO ELES ESTÃO.

James merecia uma explicação para tudo, ela devia isso a
ele. Odiava o jeito que os familiares das vitimas eram tratados e não deixaria acontecer o mesmo com a sua família.

Mas antes ela mesma precisava de uma confirmação. Pois mesmo
com James a sua frente, a demora de Grissom, o endereço... Mesmo com isso tudo, ela ainda precisava ver com seus próprios olhos ou ouvir do próprio Grissom como as vitimas morreram, caso contrario ela se arrependeria por deixar que James ouvisse da boca de outra pessoa.

--- Quem é esse Grissom? E como ele conhece a Sara?

--- Esse é o dono da casa. Marido e pai das vitimas Nick.

Sara sinalizou para que James esperasse e dirigiu-se para
mais perto da equipe.

--- Como eles morreram Grissom? – ela perguntou indo direto
ao ponto.

--- Sara, por favor, deixe isso em nossas mãos. – ele
respondeu.

A frustração no rosto dela era evidente. Precisava saber
como isso aconteceu, James ouviria de sua boca e não de um policial qualquer.

--- Grissom. – ela reuniu todas suas forças para terminar a
fala – James precisa ouvir de mim como eles morreram, ele merece isso.

Ela pode perceber pelo olhar de Grissom que ele não queria
falar. Mas ele me deve isso, não se trata dele aqui!

--- Sara, não precisamos falar disso agora. Eu contarei tudo
para você, mas não aqui. James precisa de você agora.

--- Não Grissom. Nós precisamos falar disso agora. O que
você espera que eu faça? Quer que eu vá até ele e espere até que um de vocês venha e lhe conte o que aconteceu? Quer que ele saiba o que aconteceu com a família dele por um total desconhecido enquanto eu estou bem aqui?

--- Sara. Você não está em condições, ouça o Grissom.

--- Não Catherine. Você não entende, ninguém entende. E se
você – ela encarou Grissom novamente – não quer me dizer, eu descubro sozinha.

Antes que alguém pudesse impedir. Sara já estava a caminho
da entrada principal da casa. Sem que pudessem evitar, ela subiu as escadas e entrou lá dentro em disparada.

--- Warrick, Greg, vão atrás dela, rápido. – ela ouviu
Grissom do lado de fora.

Mas agora não havia mais importância. Pois tudo que via
era sangue. Sangue em todo o chão, envolta de um corpo estirado no meio da sala e abandonado bem próximo a ele, um objeto que ela odiava. Uma faca.

Aquela cena a fez perder a noção de onde estava e de quantos
anos tinha. Ela estava na casa de seu irmão olhando para o corpo de sua cunhada esfaqueada ou na antiga casa dos pais olhando o cadáver do pai? A semelhança à fez querer vomitar. Suas pernas amoleceram e se não fosse por Warrick ela teria tombado ao chão.

--- Calminha ai Sara. Vamos, eu e Greg te levaremos pra
fora.

Ele estava pronto para carrega-la, não confiava em seu estado, nunca esteve tão branca. Mas ela recusou.

--- Não. Esta tudo bem, só me dê um minuto, por favor.

Greg e Warrick trocaram um rápido olhar e Sara podia ver a preocupação
em seus rostos.

Recupere suas forças Sidle, James precisa de você.

--- Eu tenho que ir agora. – disse Sara já saindo da casa. Warrick e Greg a acompanhando de perto, provavelmente para se certificarem que
ela realmente estava bem.

Ao descer as escadas ela pode sentir o restante da equipe a
encarando. Sara não deu à mínima, abaixou a cabeça para que não vissem seus olhos com lagrimas e pôs as mãos nos bolsos de seu casaco para não notarem o quanto tremia. Não iria parar para lhes dizer uma palavra, até que Grissom a chamou.

--- Sara! Você está... Onde...

Ele não terminou a fala e não precisava termina-la. Sara
sabia.

--- Desculpe por isso Grissom, eu... Eu vou sair daqui
agora. E, eu estou bem – ela levantou a cabeça, seus olhos vermelhos e sem lagrimas derramadas, uma clara evidencia de que ela estava tudo, menos bem – eu vou dar a noticia a James. Meu irmão precisa de mim agora.

Notas finais
Muito obrigada por ler.
Eu sei que ta cheio de drama, mas nao consigo controlar esse meu lado.
Espero que tenham gostado e continuem comigo, o proximo na quinta!
Good bye, good luck! /