Namoro por Aluguel

33 Avisem ao Pablo: Homem chora sim!


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO A sumida/procrastinadora/ escritora enrolada chegou! Eu sei que demorei, perdão :(, por isso fiz um capítulo de 2.912 palavras RUMO AOS TRÊS MIL Mas sério gente, peço perdão pela demora e obrigada a quem continuou acompanhando. Esse capítulo é algo que planejo desde o primeiro dia da fanfic. Bjs e nos vemos lá nas notas finais.

— Por favor,me diga que você está de bom humor. — Disse Miguel, assim que entrei em seu carro.

Como em todas as vezes em que saíamos, fui até o centro da cidade de ônibus e encontrei Miguel em uma praça para que ele me levasse até a sua casa. Aos domingos, a praça geralmente era o local perfeito para as famílias brincarem com suas crianças e cachorros. Hoje, devido à fina garoa que caía sobre a cidade, estava deserta.

— Na verdade, estou de péssimo humor. Está garoando e fazendo 11 C0, e tudo o que eu queria nesse momento era estar dormindo. — Respondi, afivelando o cinto de segurança.

— Acredite, eu também queria estar dormindo. — Ele respondeu. — Infelizmente, vou ser obrigado a almoçar com todos os parentes e fingir que falar com todos eles é o que faz meu dia feliz.

Dando a partida no carro, Miguel começou a tomar o caminho que nos levaria à sua casa.

— Infelizmente, terei que fazer a mesma coisa, mas será um pouco pior, considerando que eles não são os meus parentes e eu tenho que fingir que gosto de você o tempo todo.

Miguel me encarou, decepcionado.

— Achei que gostasse de mim.

— Bom, eu gosto, mas não do jeito que se espera que uma namorada goste do namorado. Quero dizer, eu não sou sua namorada...

— Tudo bem — Disse Miguel, me interrompendo. — Eu entendi.

— Gosto de você como um colega.

— Colega? — Ele indagou, perplexo. — C-O-L-E-G-A? Querida, eu sou seu amigão do coração!

— Não é não, você não tem toda essa moral.

— Sabia que a Melzinha disse que eu sou o amigão do coração dela? Deveria seguir o exemplo.

— Claro, e eu sou o Batman.

—Tecnicamente, você seria a Batgirl. — Ele respondeu. — Mas tanto faz, eu ainda quero um autógrafo.

Revirei os olhos.

— Miguel, você e Melissa nem conversam. Se alguém fosse o “amigão do coração” dela, essa pessoa seria eu. Ou amigona, tanto faz.
— Você pode discutir, mas será inútil. Nós dois sabemos que eu sou o amigão. — Disse, acrescentando uma piscadela um pouco esquisita ao fim da frase.

— Miguel, você está passando mal? Porque se estiver, eu te levo ao médico agora mesmo, não pode dirigir nesse estado. — Brinquei.

— Chegou a engraçadinha. — Zombou ele. — Agora, falando sério, me diga que ainda se lembra do nome dos meus parentes.

— Olha, eu lembro perfeitamente de uma teoria sobre uma série que assisto que li há seis meses, mas os nomes dos seus parentes? Obviamente que não.

— Aqui. — Disse Miguel, estendendo-me o celular já desbloqueado. — Fiz uma lista com os nomes e as listas.

— Uau, desde quando é tão organizado?

— Amorzinho, eu sou a organização em pessoa. — Miguel disse, arrancando de mim uma risada sarcástica. Miguel e organização são palavras que não combinam. — Agora vá decorando os nomes enquanto eu escuto e canto ABBA.

— OK.

E assim foi feito. Meus tímpanos estavam à beira da explosão enquanto Miguel cantava desafinadamente as músicas anos oitenta do ABBA e meu cérebro insistia em confundir os nomes e os rostos dos Belafonte.

* * *

Miguel estacionou o carro em frente a sua casa e, a julgar pela quantidade de carros já estacionados, eu diria que fomos os últimos a chegar. Tirei o sobretudo que impediu que minha mãe percebesse que eu saí de casa usando roupas de grife e calcei os sapatos de salto.

— Pronta? — Indagou Miguel, quando terminei.

— Acho que sim. —Respondi, descendo do carro.

Caminhamos até a porta, que estava destrancada.

— Mãe, chegamos. — Gritou Miguel.

Alguns segundos depois, Carmem surgiu no hall de entrada com sua habitual elegância.

— Ah, que bom. — Disse ela, sorrindo. — Olá, Ana.

— Oi. — Respondi. — Todos já chegaram?

Carmem meneou a cabeça.

— Uhu! — Exclamou Miguel com ironia. — Esperei a semana toda por isso.

— Miguel. — Disse a mãe, lançando a ele um olhar fulminante. — Estou sem paciência para suas gracinhas hoje.
Em uma perfeita imitação de meu irmão, ele ficou quieto no mesmo instante.

— Acho melhor irmos logo pra sala de jantar,estou faminto. — Disse Miguel, um pouco vermelho após a tirada da mãe.

Segurando o riso e a vontade de tirar sarro dele, concordei com a ideia e partimos para a sala de jantar.

* * *

Em meio aos assuntos fúteis e vozes altas das tias,tios e primos de Miguel, eu tentava em vão escutar o que Diane,irmã de Miguel, dizia.

— Pode falar mais alto? — Perguntei.

Diane repetiu pela terceira vez o que estava dizendo e, não querendo pedir para que ela repetisse pela quarta vez, fingi ter escutado e lancei-lhe um sorriso.

— Isso não responde a minha pergunta. —— Ela disse, em um tom de voz que eu finalmente pude escutar. — Realmente acha que estou engordando demais na gravidez? Leonardo disse que não, mas ele é meu marido e anda puxando muito o meu saco por conta do medo dos hormônios da gravidez.

—Não. — Neguei rapidamente. — Você engordou como qualquer grávida engorda, quero dizer, tem um ser humano dentro do seu corpo e...

— Calma, Ana. — Ela riu. — Eu entendi.

Então, seu marido a chamou e ela se levantou para conversar com ele, deixando-me sozinha. Minha única saída seria Valentina, a única prima de Miguel com quem eu poderia conversar por um bom tempo sem desejar a morte, mas ela estava viajando e não conseguira chegar a tempo.

Felizmente, a comida começou a ser servida e eu finalmente tinha algo com o que me ocupar. Miguel, que estava preso em uma conversa com Pierre, o primo chato do dia do baile, parecia igualmente satisfeito pela comida (era um perfeito plano de fuga). Menos de cinco minutos depois,todos já estavam almoçando.

— A comida está maravilhosa. — Falei para Miguel.

— É claro, só assim podemos suportar essa reunião de parentes. — Ele respondeu, colocando um garfo cheio de macarrão na boca.

— Que nojo, Miguel. — Observei. — Sua boca ficou toda suja.

— Desculpe, mamãe. — Ele respondeu, com sarcasmo na última palavra.

Soltei um “vai se danar”e voltei a almoçar em silêncio. Ao fundo, os tios de Miguel conversavam um pouco alto demais. Tudo ocorria bem, até que um dos tios de Miguel resolveu puxar assunto.

— Quem diria, hein Miguelito? — Falou, em tom de brincadeira. — Finalmente conseguiu manter uma garota. Depois daquela lá, eu imaginei que fosse morrer sozinho.

Miguel, que mastigava o alimento, engasgou-se e derrubou os talheres no garfo.

— Carlos! — Repreendeu sua esposa, claramente constrangida.

— O que foi, Danielle? Eu apenas fiz uma observação. Por sinal, por onde anda aquela menina? Não consigo me lembrar do nome dela... Era Amanda, não era?

— Carlos, fique quieto! — Suplicou Danielle.

— Não, eu achei que ele fosse incapaz de segurar uma garota, mas estou impressionado.

— Cale a boca! — Gritou a esposa.

— Sabe, algumas pessoas simplesmente não sabem escolher um par manter um relacionamento, por isso acabam por ficar sozinhas pelo resto da vida. Me alegra saber que você, por mais que aparente, não seja uma dessas pessoas.

O rosto do rapaz estava completamente vermelho e, com as mãos tremendo, ele pegou o prato de comida e disse:

— Vou terminar de comer no meu quarto.

Então, andou apressadamente em direção ao cômodo. À essas altura, todos da mesa já encaravam o assento vazio de Miguel.

— Olhe o que você fez, está satisfeito agora? — Disse Danielle ao marido, rude.

— Francamente, esse garoto se ofende fácil demais. — Carlos se defendeu.

Carmem, Elias e Diane se encaravam, com olhares preocupados. Apesar da bagunça, consegui ouvi-los.

— Eu vou falar com ele. — Disse a mãe ao seu marido e filha.

— Não adianta, Carmem. — Respondeu o marido. — Você conhece o Miguel, qualquer conversa será em vão. O melhor a fazer é deixa-lo sozinho.

— Papai tem razão, mãe. — Disse Diane. — Mas esse almoço precisa acabar em breve.

— Justo no meu aniversário... — Lamentou Elias.

Carmem lançou-lhe um olhar reprovador.

— Quanto egoísmo, Elias. Agora me faça um favor e deixe Carlos bem longe de mim, antes que eu lhe faça engolir o conjunto de facas.

Diane soltou uma risada, mas logo acrescentou:

— Ou que eu o afogue na piscina.

Não sei bem porquê, mas algo dentro de mim gritava para que eu corresse até o quarto de Miguel. Obedeci ao meu subconsciente e corri até lá.

— Miguel,me deixa entrar. Não adianta bancar a Elsa e falar "vai embora,ana" porquê eu não vou — Falei, encostada à porta.

Ele resmunga algo que não consigo compreender. Alguns segundos se passam ate que ele abra a porta, com os olhos marejados.

— Não ia te mandar embora.

Sem saber como responder, entrei no quarto e o abracei. Ele chorava encostado em meu ombro, enquanto eu tentava acalma-lo. Aos poucos, o choro foi diminuindo, até que ele se desvencilhou do abraço.

— Não precisa ficar assim por causa do que seu tio disse, Miguel. É claro que você consegue manter alguém, quer dizer,olhe para você: É gentil, engraçado, bonito, educado e tantas outras coisas que eu ficaria o dia todo listando. Basta você querer.

— Não é só por causa disso que fiquei assim. — Ele respondeu. — Meu tio tocou em uma ferida mal cicatrizada.

— A garota? — Indaguei.

Ele meneou a cabeça, confirmando.

— Olha, seja lá o que tenha acontecido, eu aposto que não foi por sua causa. A não ser que você tenha agredido ou traído ela, você fez alguma dessas coisas?

— Não! — Ele negou. — Meu problema foi ter se apaixonado, só isso.

Sentei-me ao lado dele no chão, encostada na parede.

— Amanda é a garota da foto. — Ele disse.

— Como?

— A garota do livro das primeiras vezes, aquela que você viu. É ela.

Ele se levantou e pegou o livro sob a escrivaninha, sacudiu-o e apanhou a foto, que caíra no chão.

— Essa é a garota. — Disse, entregando-me a foto.

Analisei a foto. A garota sorridente tinha cabelos tingidos de um vermelho vivo, com raiz escura. Os olhos castanhos estavam emoldurados por um delineado que nem após mil tutorias de maquiagem eu conseguiria copiar. Usava óculos de lentes redondas, roupas pretas e uma tatuagem que cobria todo o seu braço direito. Ela era estilosa, não havia como negar.

— Ela é bonita. — Analisei.

— Muito. E também carinhosa, gentil, independente e uma grande filha da mãe. Eu quero te contar a história, mas é meio longa e mexe demais comigo relembrar tudo isso.

— Então não precisa contar.

— Mas eu quero, Ana. Preciso enterrar isso de vez.

— Vá em frente.

Ele respirou fundo antes de começar.

Eu a conheci no primeiro ano do ensino médio. Naquela época, as garotas da minha sala eram todas iguais: Usavam o mesmo tipo de cabelo, as mesmas gírias, gostavam do mesmo tipo de garotos.Com os garotos, era a mesma história.

Amanda chegou à escola no meio do semestre, transferida da tarde. Lembro-me de vê-la analisando a sala, escolhendo um lugar para sentar. Ela pegou suas coisas e, ao invés de se juntar aos populares, se sentou do meu lado. Conforme o tempo passava, descobríamos muitas coisas em comum e não demorou até que virássemos bons amigos. No fim do ano, eu percebi que o que sentia por ela ia além da amizade e,apesar do medo, decidi contar à ela. Imagine a minha surpresa ao perceber que ela sentia a mesma coisa. Resolvi pedi-la em namoro.

Tudo corria bem, até o dia em que resolvi apresentá-la à minha família. Minha mãe não a aprovava, achava-a grosseira, interesseira e infantil. Entretanto, dizia que eu gostava dela e que por isso toleraria. O problema, no entanto, foi meu pai. Ele se recusava a aceitar, dizia que ela não daria futuro, que não era adequada e tantas outras coisas que eu ficaria o dia todo listando. Nós brigamos por causa disso, todo dia era uma discussão diferente. Meu pai me mandou terminar com ela e eu, é claro, não terminei. Por causa disso, ele me tirou daquela escola.

Apesar dos esforços dele, nós continuamos a nos ver. Nessa altura, estávamos no segundo ano do ensino médio.

Amanda e eu nos víamos sempre que possível: em trabalhos que eu tinha de fazer na casa de amigos, à tarde,quando eu falava para a minha mãe que eu e uns amigos iríamos andar de skate e em quantas outras desculpas eu podia inventar. O fato é que estar com ela me fazia sentir no paraíso.

No terceiro e último ano de escola, já tínhamos um plano: No fim do ano, nós confrontaríamos o meu pai e, caso ele continuasse a não aceitar, eu sairia de casa e moraria em uma república durante a faculdade. Ele perderia um filho sempre presente porque não aceitou o namoro.

Assim foi feito, no fim do ano, o confrontamos e fiquei chocado quando ele aceitou de primeira. Isso aconteceu em novembro.

Meu pai se aproximou muito de Amanda. Conversava com ela sobre suas pretensões para o futuro, seus sonhos e desejos. Ali, eu já deveria ter percebido algo de errado.

Na noite da formatura, ela estava muito agitada. Quando eu falava sobre o nosso futuro, sobre a faculdade, ela trocava de assunto. Quando eu a beijava, ela logo me afastava. Eu comecei a me perguntar se tinha feito algo de errado, mas estava com medo de brigar e decidi perguntar no dia seguinte.

No dia seguinte, porém, ela não atendia às minhas ligações. Eu devo ter ligado mais de cem vezes, mas o celular só dava “fora de área”. Resolvi ir até a casa dela e, ao tocar a campainha, quem atendeu foi sua mãe.

Devo acrescentar que a única pessoa que atendia a porta naquela casa,era ela.

Minha sogra estava com um olhar triste,perdido. Mandou-me entrar e disse que Amanda estava fora da cidade, voltaria logo, mas que deixara um carta explicando os detalhes. Pediu, entretanto, que eu só lesse a carta quando estivesse longe de sua casa.

Idiota como eu era, a obedeci e só abri a carta quando estava bem longe. A carta era muito formal, o que era estranho para uma garota que vivia fazendo piadas e não gostava de seriedade. Eu decorei cada palavra daquela maldita carta, que dizia:

Caro Miguel,

Primeiramente, queria lhe agradecer por esses anos em que namoramos. Você, com certeza, foi especial na minha vida.

Agradeço por cada risada, cada beijo, cada toque, cada palavra de conforto, cada plano para o futuro. Por tudo.

Em segundo lugar, peço-lhe que me perdoe. Nesse momento, eu devo estar em algum avião indo para a Inglaterra, rumo à minha tão sonhada faculdade. Te peço perdão por sair desse jeito, por te abandonar,iludir e por toda a dor que eu sei que lhe causarei. Me perdoe, Miguel, mas você tem que saber que eu tinha uma escolha: Um namorado VS O meu futuro.

É uma escolha bem óbvia, na verdade.

Você deve estar me odiando agora, eu sei. Ou chorando, com raiva de si mesmo. Ou ambos. Mas estou te pedindo para que não venha atrás de mim. Não me procure nas redes sociais, não descubra onde estou e venha me “buscar”. Quero que pare de pensar em mim, Miguel. Eu ainda gosto de você, é claro, não se pode jogar três anos fora desse jeito, mas sei que a distância e o tempo me farão esquecer. É questão de lógica.

Quanto a você, sei que demorará, mas será a mesma coisa. Sempre se apegou mais facilmente às pessoas do que eu.

Tenha uma boa vida

— Amanda

Miguel parou de narrar os acontecimentos, parou um segundo para pegar ar.

— Isso foi...

— Devastador. — Ele completou. — E horrível, tenebroso e me mudou pra sempre. Imagine a minha surpresa em saber que a sonhada vaga em uma universidade fora do país da garota que eu amava foi conquistada através de um empurrãozinho do meu pai. O sonho da sua vida e, em troca, distância do meu filho. Esse sempre foi o plano, só por isso ele aceitou o namoro.

— Meu Deus...

— Algum tempo depois, ela me mandou outra carta. Dizia apenas onze palavras “Eu segui em frente, arranjei alguém. Espero que faça o mesmo”. Coincidentemente, essa carta chegou pouco antes do primeiro dia de aula da faculdade.

— Que foi quando você começou a não se apegar.

— Exatamente. Acho que isso criou um bloqueio em mim, sabe? Ela quebrou meu coração em tantos pedacinhos que, ao invés de tentar pegá-los um por um e consertar, resolvi deixar de lado. Eu não a culpo por escolher seu futuro, quero dizer, namoros acabam e essa era a chance da vida dela, mas o que mais doeu foi o fato de que ela se despediu por uma maldita carta! Sequer teve a coragem de olhar nos meus olhos, de ir me acostumando com a ausência dela, de que eu dissesse todas as coisas que não disse.

— Depois disso, você teve notícias dela?

— Não, estou bem assim.

— Tem certeza?

— Tenho. Eu já superei, eu acho.

— Chorar no quarto não quer dizer que superou.

— Tem razão. Na maioria do tempo, eu sequer me lembro disso, só antes de dormir ou quando alguém joga na minha cara, como meu tio fez hoje.

Coloquei a sob sua cabeça, bagunçando os cabelos.

— Qualquer pessoa que tenha se despedido por uma carta não merece suas lágrimas.

— Diga isso para o meu cérebro. Eu diria coração, mas soaria poético demais e nada lógico.

— Quer ficar aqui ou quer descer e fingir que não ficou abalado?

— Na verdade, eu quero ir a um lugar. Me acompanha?

— Com certeza.

Notas finais
E AÍ GALERA, O QUE ACHARAM? Espero que tenham gostado e eu juro, não vou mais demorar desse jeito ♥