Notas iniciais
Tudo que estiver em itálico são falas em espanhol

Capítulo 6

Não consigo acreditar no que estou vendo, sério, de todas as milhares de pessoas que moram na Espanha por que justo quem eu não quero ver nem pintado de ouro?

Não consigo falar nada, apenas peguei minha bolsa e sai do apartamento me sentindo sufocada. Quando estava descendo o ultimo lance de escada peguei meu celular na minha bolsa, deixando cair algumas coisas. Enquanto ligava para Luna comecei a juntar o que tinha caído, porém quando faltava apenas os cartões que eu e minha mãe mandamos fazer para o casamento escuto Daniel me chamando. Recolho o máximo que consigo para que ele não me veja.

—Volte aqui!- Finjo que não ouvi e saio do prédio — Hey! O que houve?— pergunta quando consegue me alcançar.

—Não quero falar sobre isso.— ameaço andar e ele segura meu braço. — Me solta!

—Então me fala o que ta acontecendo.

—isso não é da sua conta. — ele aperta um pouco mais — Esta me machucando sabia?

—Solta ela Daniel. — Ouço uma voz atras de mim.

—Não se mete Elizabeth!

—Então larga a menina, não esta vendo que esta machucando-a?

Ele olha pra mim e depois pro meu braço, quando seu olhar volta pra mim novamente ele abre a boca, como se fosse falar algo, mas nenhum som sai dela.

—Des...desculpa, eu não...— fala me soltando.

—Você quer saber o que aconteceu? eu vou te falar. Sabe essa sua namoradinha?

—Paloma?

—Exatamente, eu a encontrei aos beijos com o meu namorado, no caso agora ex- murmurei a última parte.

—O que?

—Isso mesmo que você ouviu.

—Você esta dizendo que... — A cada palavra que ele ia falando um passo era dado em minha direção.

—Se afaste Daniel — Elizabeth se meteu na minha frente. — E sim, ela te traiu, agora você pode fazer o favor de ir embora?

—Mas...

—Agora! — Vi ele me olhar como se tivesse arrependido e dar as costas, voltando para o prédio.

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—Então Angel, me conte mais sobre você...

Depois de toda aquela confusão eu e Elizabeth fomos tomar café numa padaria que tinha ali perto. Descobri que eles já eram amigos há algum tempo e que tínhamos a mesma idade.

—Não tenho muito o que falar. Apenas que tenho 21 anos, moro no Brasil, tenho um melhor amigo, uma irmã que, acredite se quiser, é ruiva.

—Serio?

—Sim— dei risada com sua cara de espanto. — Minha avó era ruiva.

—E você não veio com essa benção?

—Não, puxei meu pai— ao falar nele meu sorriso morre — Quer dizer, acho que ele é meu pai.

—Como assim?

—Talvez um dia eu te conte — dei um sorriso

—Sem problema, já entendi. Problema familiar, não tocar no assunto. — Falou batendo continência.

Eu tentei não rir, mas uma mosca passou voando perto dela assustando-a, fazendo com que ela se batesse ao afastar a mosca e enganchando sua pulseira em seu cabelo, formando um nó.

—Pare de rir e me ajude— choramingou depois de tentar tirar a pulseira e não ter dado certo.

Levantei-me ainda rindo e fui ajuda-la, me sentei ao seu lado e a virei de frente pra mim, para, assim, ficar mais fácil de soltar. Percebi que ela acompanhava cada movimento meu e a vi ficar tensa quando me aproximei lentamente.

—Calma, prometo que tentarei fazer ser menos doloroso. — falei segurando o riso ainda.

—A... apenas ande l...logo com isso. — gaguejou

—isso é tudo medo?

—Não é medo é que... Se aproximar mais. — sussurrou, fazendo com que eu escute apenas alguma frases.

—Oque?

—Nada, apenas ande logo com isso.

Ainda rindo me aproximei e devagar comecei a desenrolar a pulseira de seu cabelo castanho e levemente ondulado. Quando me afastei, vi alivio nos seus olhos cor de mel.

—Viu? Nem doeu.

—Chata.

—Enfim— disse depois que consegui parar de rir. — Tenho que ir pra casa, daqui eu já consigo me achar, foi bom te conhecer Elizabeth.

—Liza, por favor, me chame de Liza.

—Okay então, Liza— digo apertando sua mão. — Ah antes que eu me esqueça. — falo e começo a revirar a bolsa — tome, meu numero— entrego uns do bilhete do casamento.

—Beleza, te ligo qualquer dia.

—Combinado.

Hora de voltar pra casa