Capítulo 7

Cheguei em casa e me joguei no sofá batendo a cabeça no braço dele o que me causou uma enorme dor de cabeça. Reclamando me levantei rapidamente e me repreendi por isso, pois fiquei tonta.

—Angel? É você?

—Sim Luna sou eu.

Em menos de um segundo Luna me puxou para seus braços me apertando o máximo que conseguia.

—Onde você se meteu guria?

—Voltou às raízes agora hein? Há quanto tempo eu não te escuto falar guria?

—Não muda de assunto.

—Mas...

—Nada de mas. Se não fosse por Daniel eu não sei o que teria acontecido.

—Olha eu... Espera! — a encarei confusa — Você o conhece?

—Obvio! Quem você acha que pediu pra ele ficar de olho em você? E outra, eu não acredito que você foi tão burra ao ponto de pedir para um completo desconhecido pra te levar pra casa dele, sua sorte que eu conhecia ele e que ele não estava bêbado.

Bom, ai acho que devemos reconsiderar, já que sóbrio é que ele não estava.

Eu até pensei em falar algo, mas ouvimos a porta da área de serviço ser aberta e de lá sair minha mãe com o cabelo todo cheio de tinta e com uma calça jeans em suas mão. Ela abriu a boca para falar algo, mas quando seu olhar cruzou com o meu, seu corpo parecia ter travado. Isso durou uns três segundos, porque logo depois ela largou a calça no chão mesmo e veio correndo me abraçar.

—Por onde você andava? — Perguntou segurando meu rosto

—Eu... é...

—Ela estava na casa de um amigo meu, pedi pra que ele cuidasse dela.

Encarei minha mãe de novo, que parecia estar preste a estourar de raiva e sorri envergonhada, baixando a cabeça logo em seguida. Quando percebi que não tinha levado nenhum xingamento, levantei meu olhar a tempo de vê-la levantar a mão me dar um tapa no braço.

—Ai- resmunguei.

—Como você ousa sair desse jeito!- Exclama — Você faz ideia do quão preocupada eu fiquei?

—Eu sei que errei mãe, mas eu precisava esfriar a cabeça, depois de tudo o que aconteceu — suspirei — E por falar nisso, que tal você me contar a verdade?.

—Não acho que seja uma boa hora.

—E quando que vai ser? Você demorou 21 anos pra me contar, quer esperar eu me casar e ter filhos pra me contar?.

—Okay, você venceu, só me deixe terminar de pintar meu cabelo.

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—Vamos? — pergunta minha mãe saindo do banheiro toda arrumada.

—Pra onde? Temos que conversar.

—Nós vamos na cafetaria aqui da esquina, conversamos lá.

—Mas...

—Sem, mas Angel, apenas troque de blusa e me encontre lá. — Disse e saiu do apartamento.

Bufei e fui em direção ao quarto ouvindo Luna rir. Revirei os olhos e peguei a primeira peça de roupa que achei e a coloquei sem mais nem menos. Sai do cômodo e fui em direção a sala, abrindo a porta logo em seguida. Assim que minha irmã saiu, puxei a porta fazendo-a bater.

—Então, a noite foi boa?

—Hã?

—Qual é Anjo, você estava com a camisa dele.

—Ah! Não aconteceu nada.

Se aquilo não foi nada, imagina se tivesse rolado algo.

—Eu não acredito nisso. Sabe que pode me contar as coisas né?

—Sei sim Luna, só não quero falar sobre isso agora.

Depois dessa Longa conversa permanecemos em silencio, cada uma perdida em seus próprios pensamentos. Os meus estavam presos no que tinha acontecido mais cedo, mais especificamente em quem eu tinha visto mais cedo.

Quando chegamos na esquina avistamos a cafeteria no outro lado da rua, estávamos esperando o sinal abrir quando escuto alguém chamar pela minha irmã.

—Luna! — Essa voz me é familiar, muito familiar, mais familiar do que eu queria.

—Daniel!— Quando minha irmã se virou para abraçar o amigo, confirmando minha teoria de quem era a voz, não pude deixar de ficar tensa.

—Quanto tempo só nos falamos por telefone.

—Pois é. Enfim, acho que já se conhecem, mas não custa nada tentar. — Luna para de falar e vem ao meu lado virando-me em direção a eles.

Olhar a rua estava tão legal

—Daniel essa é Angel, e Angel essa é Daniel. — Ele apenas me olhou, o que me deixou envergonhada.

—Então querida. Soube que vai se casar— Uma voz feminina fez com que eu levantasse a cabeça.

—Sim Paloma, irei me casar com o Pablo lembra?— Minha irmã respondeu

—Ah que bom! Soube que meu namorado— Não sei porque, mas tive a impressão de que ela falou essa frase olhando pra mim - Vai ser padrinho.

—Exatamente. — Luna resmunga

—E qual vai ser a cor do vestido que terei que usar?

—Como assim ?

Luna confusa? Essa é ótima.

—A cor do vestido que usarei. Serei a madrinha, afinal meu namorado sera padrinho.

—Ah não— Luna solta uma risada — Não precisa se preocupar com a cor.

—Então o modelo?

—Também não.

—Que maravilha, se assim já sei ate qual usar.

—Acho que você não entendeu muito bem. Você não precisa se preocupar com nada, pois não sera madrinha.

—Como assim, mas Daniel vai precisar de um par.

—Sem problema. Angel fica no seu lugar.

Valeu por perguntar se eu queria.

—Mas...

—Olha Paloma, nada contra você, mas combinei com meu noivo que ele escolheria um padrinho e uma madrinha e eu faria a mesma coisa. Formando assim os "casais". Daniel e Angel e Erick e Elizabeth.

—Espera— Me intrometi — O Erick vem pra cá? E eu não ia fazer par com o Thomas?

—Bom, você ia fazer, mas como você mesma disse que ele estava se pegando com uma recepcionista do hotel eu acabei de mudar seu par e o Erick já estava convidado, só que ele não pode vir ainda.

—Elizabeth? — Daniel perguntou

—Pablo disse que ela ia ser madrinha, não tenho nada haver com isso. — Disse levantando a mão pro alto me fazendo rir.

Eles continuaram conversando por um tempo, e durante tudo isso percebi o olhar de Paloma em cima de mim. Estava quase abrindo a boca pra falar quando escutamos um grito do outro lado da rua.

—Luna! Angel! Vamos, não temos o dia todo, ainda teremos que ver o vestido de noiva. Se apressem que temos muito a conversar.

—Meu Deus — Falei baixo só para que minha irmã escutasse. — Ela é louca.

—Enfim, temos que ir, até pessoal. — Disse Luna me puxando em direção a cafeteria.

Esse vai ser um dia longo

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.