Nada Fácil
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Passava de meia-noite, todos na Mansão San Román encontravam-se em seus quartos.Tinha sido um dia muito cansativo, os acontecimentos abalaram emocionalmente e fisicamente toda a família.
*Quarto Maria & Estevão*
–Mas calma? – perguntou Estevão já estavam deitados na cama.
–Um pouco. O Demétrio prometeu que não tinha acabado e não estávamos livres dele. – respondeu Maria
–Não pense nisso, a partir de hoje seremos muito felizes Maria, estaremos sempre juntos – disse sorrindo e dando-lhe um beijo.
–Tem razão, meu amor. Nossa família está unida, meus filhos me aceitam e nada irá nos abalar – falou mais confiante.
–Assim será, meu amor – abraçando-a.
E assim como Maria e Estevão, toda a família estava confiante que tudo tinha acabado e nada nem ninguém poderia destruir a felicidade que tanto lutaram para alcançar. Enfim, seriam felizes.
*Manhã seguinte*
Ao entrar na sala de jantar, Estrela encontrou seus irmãos, cunhadas e sua tia Carmem. Alma e Ângelo acabaram dormindo na mansão.
–Bom dia, família. E meus pais? – perguntou animada e sentando-se a mesa.
–Bom dia, irmãzinha. Não desceram ainda, estávamos conversando sobre tudo que aconteceu desde que a mamãe voltou – respondeu Heitor.
–Ainda não dá pra acreditar em tudo que aconteceu aqui – disse Ângelo
–Eu imagino, acompanhei uma parte do sofrimento de Maria e sei que hoje ela está muito feliz em recuperar seus filhos – acrescentou Vivian.
–E eu sofri esse tempo todo achando que meu filho estava morto – disse Carmem olhando para Ângelo.
–Bom dia a todos – Estevão entrou de braços dados com Maria e a guiando até seu lugar na mesa.
–Bom dia meus amores – Maria falou sorridente.
–Bom dia – todos responderam.
–Como passou a noite mamãe? – perguntou Estrela.
–Bem, filha. Estou no meu lar, junto com minha família e assim vai ser sempre juntos – olhou para Estevão.
Estrela e Heitor levantaram-se e abraçaram e beijaram Maria e disseram quanto a amavam, Estevão uniu-se ao abraço. E ali estavam os quatro juntos e os espectadores dessa cena tiveram certeza que acontecesse o que acontecesse eles estariam sempre juntos.
–Bom eu e Alma temos uma noticia para dar – Ângelo disse interrompendo o momento.
–Eu e o Ângelo decidimos sair em lua-de-mel, passaremos os próximos dois meses no Caribe – disse Alma.
–Alma não queria tanto empo assim mais eu a convenci.
–Ângelo tem razão Alminha, aproveitem por que depois que chegarem os meus netos e quero muitos, não terão tanto tempo assim.
–Tia Carmem já que encher essa casa de moleques correndo de lá pra cá – falou Estrela.
–Mas é o que queremos,primeiro Vivian e depois todos o que Deus nos permitir –disse Maria ainda abraçada a Estevão.
–Até a mamãe pode ter um – disse Estrela rindo e fazendo os outros rirem.
–Estrela por favor – repreendeu Maria.
–Meu amor, se vier estaremos muito felizes, não acha? – brincou Estevão.
–O que eu acho é que você deveria parar de dar razão a tudo que Estrela diz – respondeu Maria.
–Bom, para mudar o clima por aqui –brincou Heitor– hoje Vivian terá sua ultima consulta antes do parto. Por isso não irei empresa hoje papai.
–Não vejo a hora de ter o Miguel nos meus braços – disse Vivian acariciando seu ventre.
–Miguel virá para concretizar nossa felicidade – olhou para Maria – nosso neto.
Terminaram o café e partiram cada um para suas respectivas atividades, menos Estevão que decidiu passar o restante do dia ao lado da esposa.
* Prisão Oriente*
Demétrio estava em uma cela, com três presos que já o haviam espancado, insultado e caçoado dele. Ele estava em um canto da cela, acuado, tentando ficar o mais longe possível dos seus companheiros.
– Pobre Maria, se pensa que está tudo acabado está enganada, curta os últimos dias de felicidade – pensando alto e rindo sozinho.
– Tá rindo de quê, boneca? – perguntou um deles.
– Me deixem em paz, eu já lhes disse que lhes dou dinheiro, muito dinheiro – falou Demétrio assustado.
–Princesa ninguém quer dinheiro , aqui prevalece o amor – exclamou o outro rindo.
Todos continuaram rindo e esse inferno que agora ele vivia só aumentava ainda mais sua sede por vingança contra a família San Román.
*Manhã Seguinte-Mansão San Romám*
Maria permanecia dormindo, quando Estevão saía do banheiro já pronto para ir a empresa.
– Já vai meu amor? – perguntou Maria que acabava de abri os olhos.
–Sim, meu amor – aproximando-se para dar um beijo – passei muitos dias sem ir a empresa e preciso ver como anda tudo, mais sei que Heitor e Leonel fizeram um ótimo trabalho. Aliás, a Lupita ficará pouco tempo comigo e preciso arranjar uma nova secretária.
– Sim, ela está muito feliz de pode trabalhar com a mãe na prataria.
–Por isso preciso de uma nova secretária o mais rápido possível.
–Deixe que te ajudo com isso – levantou-se indo até ele – afinal, ela vai ser a secretária do meu marido – beijando-o.
–Ciúmes Senhora San Román?
–Jamais querido – respondeu irônica.
–E você que horas vai?
–Talvez na hora do almoço, irei de compras com Estrela para nosso neto. Ontem o médico proibiu a Vivian de fazer esforços. Mas antes irei dormi um pouco mais ainda estou com sono– disse terminando de ajeitar a gravata do marido – prontinho.
E quando iria virando para retornar a cama, Estevão a puxa para um beijo, aquele beijo que compartimos sempre com a pessoa amada, ele já estava guiando a esposa de volta a cama entre beijos, quando Maria o interrompe:
–Não Estevão, você precisa ir e já lhe disse que tenho sono – afastando-se dele.
–Está bem – deu um ultimo beijo e se foi.
*Colégio Gama-Aruba*
–Feliz Aniversário, minha pequena – falou a professora que considerava a garota como filha.
–Obrigada Tia Sofia – agradeceu chamando-o como fazia desde de pequena – estou tão feliz.
–Eu também, apesar de saber que não terei minha menina por perto.
–Não fique assim Tia – foram muitos anos aqui e a senhora é como uma mãe para mim, desde de pequena foram o únicos carinhos que recebi o da senhora, Seu Augusto que sempre me visitava e meus padrinhos que mesmo longe cuidam de mim.
–Agora que tem 18 anos, poderá deixar o colégio e viver uma nova vida.
–Sim. Mas antes preciso saber o que realmente aconteceu com os meus pais. Seu Augusto me prometeu que assim que eu completasse 18 anos ele me contaria tudo.
–Eu já lhe pedi que esquecesse isso. Até hoje não entendo como um trabalho classe poderia mudar tanto sua vida – falou a professora angustiada.
–Quando li aquela reportagem no jornal, não pude acreditar, lá dizia que meus pais foram assassinados – disse a garota indignada.
–Não entendemos como aquele jornal pode cair em suas mãos, sempre tomamos cuidado para preservar todas as meninas desse colégio sobre suas origens – disse a professora confusa.
–Isso chamasse destino.
Resignada por não pode faze-lá mudar de ideia falou por fim:
–O motorista do Seu Augusto virá lhe buscar às 12h, Adriana.
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