Na mira do inimigo

5 Capítulo 5 - ''Somos um time''


...

Simon entrou no quarto e tirou os óculos. Gael fechou a porta e puxou Simon, segurando-o pela cintura e beijando seu pescoço. Simon se soltou de seus braços e o empurrou na cama, abrindo o zíper da camisa e a tirando. Gael fez a mesma coisa, e, ao tirar a camisa e as meias, puxou Simon para perto de si de modo que ele ficasse em seu colo. Os dois começaram a se beijar, cada vez mais intensamente, explorando cada canto da boca um do outro. Gael abriu o zíper da calça de Simon e a arrancou de seu corpo. Simon fez o mesmo com ele, e rolou para cima de Gael, sentindo seu membro rígido roçar no dele. Ambos estavam enlouquecidos. Simon arrancou a cueca de Gael e, com uma expressão bem safada, passou a língua pelo corpo sarado do amigo até chegar no ponto g. Gael gemia de prazer, fazendo movimentos de ‘‘vai e vem’’ na boca do amigo. Como ele era uke! Fez o mesmo nele em seguida, e, assim, os dois se entregaram um ao outro, na primeira noite de muitas que teriam juntos.

...

– Você acha que vamos conseguir? – perguntou Simon, sua cabeça encostada no peito de Gael, enquanto seu braço esquerdo do amigo o envolvia e o braço direito estava atrás da cabeça – Você sabe... resgatar aquela garota...

– Eu espero que sim – disse Gael, olhando para o teto – Ela está totalmente indefesa nas mãos daqueles assassinos. Podem estar fazendo coisas terríveis com ela, e temos que acabar com isso.

– Eu tenho medo de que cheguemos tarde – os olhos de Simon lacrimejavam – Ela está em perigo eminente. E esses assassinos não tem um pingo de piedade e nem de compaixão. Irão mata-la quando quiserem, se é que já não fizeram isso. Quem disse que podemos confiar nesses caras?

– Não podemos – afirmou Gael, colocando os óculos – mas temos que rezar bastante.

– Deus pode nos auxiliar, Gael, mas não depende mais dele. Agora somos apenas nó capazes de ajudar – Simon se levantou e colocou os óculos – acho que estavam nos treinando desde o início para isso.

– Talvez – disse Gael, levantando-se também – mas foi por uma boa causa.

Gael parou em frente a Simon e eles se beijaram outra vez.

– Eu preciso treinar mais – disse Simon, com as mãos ainda entrelaçadas no pescoço de Gael.

– Eu vou com você – disse Gael, se virando para se vestir.

Simon puxou o braço de Gael e colou seu corpo com o dele novamente. O beijou calorosamente, fazendo Gael se arrepiar da cabeça aos pés.

– Eu não sei se eu deixei isso claro – disse Simon. Então, olhou Gael bem no fundo de seus olhos – mas eu te amo.

E se beijaram novamente.

...

A terceira flecha de Gael atingiu a cabeça do boneco. Ele tirou os óculos para observar o lugar melhor, pensando nas dificuldades que passariam no dia seguinte. Simon estava atirando as facas, e Gael parou para observar. Ele nunca errava.

– Como estão seus números? – perguntou Gael, aproximando-se.

– Entre oitenta e noventa. E os seus?

– Setenta e oitenta. Como você consegue?

– Eu imagino que eles estão com minha família – Simon disse, abaixando o olhar. Gael pode ver uma lágrima escorrendo pelo seu rosto.

– Simon... – Gael disse, segurando o amigo pelos dois braços e enxugando a lágrima – vamos fazer isso juntos. Eu vou cuidar de você, e você cuida de mim, e nós dois cuidamos da Anna e da Alice. Somos uma equipe, um time.

Gael puxou Simon e os dois se abraçaram.

– Um time – repetiu Simon – gosto disso.

Gael sorriu e o beijou. Nesse momento, Anna entrou na academia. Ela arregalou os olhos, mas não disse nada, só voltou para onde tinha saído, rindo da situação e ao mesmo tempo um pouco chocada. Porém, ela não diria nada – nada mesmo – Pois ela sabia que a felicidade dos dois era bastante importante. Até mesmo para ela.

Notas finais
Gente, os lemons desse capítulo não são tão fortes, então nada de mimimi. Obg, dnd