Na carne do fim

1 O mundo não é mais o mesmo.


Notas iniciais
Ola pessoal, eu ja tinha essa historia antes da horda de magos ocultos, mas parei para me focar na outra historia. Se quiserem que continue com esta vou me esforçar para escrever pelo menos um capitulo a cada duas semanas ou algo assim!!!

Acordo deitado de costas no banco de traz do carro em que viajava. Estava com algumas dores no corpo, ia retomando a consciência e percebo que o carro não esta numa posição normal, sinto um cheiro estranho, olho no banco da frente e vejo meu pai e minha mãe mortos por uma placa enorme que lhes cortou, quase totalmente, na altura dos ombros. Olho para a janela e me dou conta que houve um acidente enorme, pois tinha vários carros um em cima dos outros, as lagrimas de felicidade mal começavam a sair quando ouço um barulho na minha janela, era um ônibus tombado quase em cima do nosso carro. Pego o cambio que estava meio solto e quebro a janela que dava para a janela do ônibus.

Quando entro no veiculo vejo mais corpos seriamente machucados e amontoados em cima de outros, alguns pareciam que ainda agonizavam fracamente, quase mortos. Solto o vidro de segurança e ergo a cabeça para fora do ônibus, vejo um senário que faz um tempo que queria ter a chance de ver: A cidade destruída, prédios com janelas quebradas, carros amaçados, mas o estranho é que não havia ninguém nas ruas, apenas alguns corpos já mortos aqui e ali, devia ter ficado dormindo durando um bom tempo.

Eu era viciado em filmes, livros e teorias do fim do mundo, sejam de zumbis, sejam de algum meteoro que caia na terra, vampiros e outras coisas, então já achava que poderia me virar em alguma coisa. A primeira coisa que pensei eram claro, armas. Tinha que encontrar algo para me defender, o primeiro lugar que me veio na cabeça era a delegacia, lá com certeza deveria ter algumas armas. Não sabia que cidade estava, mas parecia ser o centro de uma cidade grande, estava numa avenida, tinha um cinema na esquina, e uma lanchonete na outra. Nesse momento lembro-me que estava com fome, fiquei bastante tempo dormindo e precisava comer alguma coisa. Entrei na lanchonete e fui à cozinha para ver se tinha algo de bom. Incrivelmente havia algumas coisas que eu poderia usar. Era claro que foram saqueados, não tinha muita coisa e partes de metal estavam tortas e quebradas. Fiz o que sabia de melhor: um sanduiche com os restos que consegui pegar.

Enquanto comia ia pensando o que precisava para sobreviver, primeiro uma mochila onde de para colocar mantimentos, munição, alguma muda de roupa, e equipamentos variados. Como era uma cidade grande, tinha certeza que acharia algo assim. Depois de comer, o que pra mim era um banquete, continuei a procurar os itens da lista. Ia andando e olhando as lojas, desviando de carros e pensando o que foi que aconteceu. Se fossem zumbis teriam vários errantes andando pelas ruas, se eles corressem já teriam me sentindo, não havia ninguém. O que eu mais achava que seria é um meteoro, apenas alguns eletrônicos estavam ligados, internet não pegava e estava escuro como a noite por causa da poeira no céu. Já era o suficiente para saber que era um meteoro.

Finalmente achei um shopping, lá com certeza teria as coisas que preciso. O primeiro andar era um refeitório, onde iria aproveitar para pegar comida mais tarde. No segundo andar achei uma loja com mochilas de todos os tamanhos, peguei uma preta com o desenho de uma caveira, achei maneiro, coloquei dentro dela uma calça, um shorts, duas camisas, umas roupas intimas e meias. No mesmo andar ainda entrei noutra loja de equipamentos de camping lá eu escolhi um canivete, lanterna, cantil, uma pederneira para fazer fogo, soco inglês com umas estacas na frente e duas laminas saindo de cada lateral, já era o suficiente.

Quando estava perambulando no terceiro andar alguém da um tiro em minha frente, não me acertou, mas me deixou alerta, seguido do tiro vem uma voz:

-Quem é você? O que faz aqui? Se for me roubar esta sem sorte, não tenho nada para dar!

Por um lado fiquei aliviado por não estar apenas eu aqui, por outro nem tanto, pois quase fui baleado. Respondo:

-Desculpe o incomodo, não procuro briga, estou desarmado, não estou aqui para roubar nem nada, estou recolhendo mantimentos apenas, acordei faz pouco tempo, não faço a menor ideia do que aconteceu, meus pais morreram e finalmente estou livre.

Outro tiro, esse me pega de raspão no braço direito, na altura do ombro, apenas um corte superficial. Ou aquela pessoa tinha uma ótima mira ou estou salvo pelo seu erro. Desde pequeno não sei o que é dor, meus pais diziam que é uma doença, mas nesse momento ajudou-me a me manter firme. Novamente a voz:

-Calado, é mentira! Eu sou a única que ficou para traz e esta cidade esta deserta faz duas semanas, não tem como você ter sobrevivido sem nada até agora.

Fiquei pasmo, duas semanas eu ficara naquele carro, por isso cheirava tão mal. Mas era outra pessoa, eu tinha que fazer amizade. Ainda não fazia ideia de onde ela estava.

-Eu realmente estou falando a verdade, por favor, apareça eu posso te ajudar em algo que precise, não pretendo fazer nada, apenas quero dar o fora daqui e ver o mundo.

Nesse momento aparece uma jovem mulher de uma loja com uma arma apontada para mim, mas tinha pensado que o tiro viera do quarto andar. Ela veio andando devagar e eu coloquei minha mochila, não muito cheia, no chão e levantei minhas mãos para mostrar que estava desarmado. Ajoelhei e olhava sempre para os olhos dela. Tinha os cabelos castanhos, olhos pareciam ser verdes, usava uma calça jeans vermelha cor de sangue, uma regata feminina preta com uma jaqueta preta com algumas correntes, all star também preto, parecia uma metaleira, nas mãos tinha faixas amarradas e empunhava uma “fn five seven” com extensão do cartucho. Eu adoro armas, conheço varias apenas de ver, essa principalmente era minha pistola favorita, é de fácil manuseio, e mira simples, difícil de errar o tiro. Tento puxar conversa em quanto ela se aproximava.

-Gostei desta, com extensão cabem 35 balas, calibre 28. Sua posição esta firme, não tirando a mira de mim. Estou interessado em você.

Outro tiro, dessa vez no meu lado esquerdo, no chão, mas deu para ver a faísca no contato. Dei um pequeno salto de susto, mas logo voltei na mesma posição, percebi que a coisa era seria. Para minha surpresa ela apontou a arma para o chão e disse.

-Seja direto, qual o seu nome e o que faz aqui?

-Meu nome é Patrick, venho aqui buscar mantimentos e equipamentos, nada mais, estou em paz.

Ela já esta na minha frente e estende a mão para que eu levante, sinal de que ela acreditou. Não aceitei a ajuda, mas levantei enquanto dizia:

-Obrigado, mas você não atirou nas minhas pernas, consigo levantar sozinho. Onde posso arrumas armas?

Ela levanta uma sobrancelha, mas ignora minha pergunta.

-Meu nome é Larissa, mas me chame de Lau. Venha aqui que eu lhe conto tudo, já que você é um estupido e não sabe o que aconteceu.

Senti-me meio ofendido, mas nem comentei nada. Fomos para uma loja com umas luzes acesas, mas com barricadas na frente, passamos por elas e vi o que era um acampamento, mas não havia ninguém, para variar. Sentamos em frente um do outro e então começou a contar.

Notas finais
Se quiserem que continue com esta vou me esforçar para escrever pelo menos um capitulo a cada duas semanas ou algo assim!!!