Na carne do fim

2 O passado de Larissa - parte 1


Notas iniciais
Entao pessoal, aqui vou fazer um flashback do que aconteceu com larissa até ela encontrar Patrick

Sou ex-coronel do 3º batalhão de defesa civil, aposentada por ter desobedecido ordens. Depois disso entrei para o laboratório de estudos geológicos, pois tinha alguma experiência nisso. A mais ou menos um mês ficou-se sabendo que o cometa McNaught tinha sofrido uma brusca mudança de seu percurso, devido à força gravitacional de Júpiter e vinha em direção à terra, mais precisamente onde antigamente era o Japão.

Infelizmente as informações foram vasadas e mostradas na mídia, tínhamos apenas três dias antes do impacto. Foi o caos em varias cidades, outras nem tanto, as pessoas rezavam, pagavam dividas, saqueavam, cometiam suicido, se reuniram em praças e varias outras bobagens. Essas pessoas não tem instinto de sobrevivência, eu quero viver, procurei uma base subterrânea nesta mesma cidade, graças ao meu posto fui permitida entrar lá.

No dia do impacto foi pura tensão não sabíamos se íamos viver ou se tudo iria desabar em nossas cabeças. Sentimos o tremor antes de nossas expectativas, o meteoro caiu uma hora e meia antes do esperado. O clima dentro da base subterrânea era tenso, todos queriam sair e ver o que aconteceu. Ficamos lá dentro presos até o prazo estimado, na superfície deveria estar chovendo algum tipo de acido e com muita poeira. Nós acabamos por sair depois de uma atitude do major-brigadeiro Sinfern del Blanco ,que estando louco pelo confinamento, matou com dois tiros o guarda que segurava a porta para saída, o infeliz fez isso quando todos dormiam e até todos acordarem e saberem o que acontecera o major já estava subindo para sua liberdade.

Nesse momento todos entraram em pânico e resolveram seguir del Blanco. Quando saímos estava muito escuro pela poeira que ainda estava no céu, a area militar onde nos encontravamos estava aparentemente a mesma e havia um enorme engarrafamento na entrada dessa area, pois alguns ficaram sabendo dessa medida defensiva, porem foi em vão, já que nao tinhamos espaço para civis.

Alguns se separaram e foram encontrar suas familhias, eu e mais umas 20 pessoas fomos para a cidade mais proxima. Havia algumas pessoas perambulando pela cidade, completamente atordoadas, muito machucadas e quase perdendo a consciência, quando nos viram pediam por comida e por ajuda contra os bandidos que roubavam e matavam por ai.

Uma criança vinha correndo por de traz de um carro, correndo, logo depois dela foram aparecendo mais pessoas, mais e mais, todas correndo fugindo de alguma coisa. Gritavam “eles estão vindo, corram” nesse momento ouvimos um barulho de motor, na verdade, motores. Carros e motos com o que pareciam ser pessoas no controle perseguiam os inocentes. Eles estavam todos tatuados com símbolos estranhos, usavam calças e shorts surrados e rasgados, a maioria raspava os cabelos e outros apenas deixavam longas mechas trançadas, os carros tinham protetores frontais com laminas ou placas de ferro curvadas, algumas motos também seguiam no mesmo estilo. Gritavam pragas e intimidações para todos os cantos, erguiam metralhadoras e facões. Nós nos escondemos dentro de um prédio parcialmente destruído. Enquanto aquelas criaturas humanoides atiravam e matavam as pessoas, alguns deles atiravam correntes com estacas nas pontas que prendiam e arrastavam os caídos. Entramos num maior desepero que antes. Não tivemos tempo para poder planejar algo, simplismente corremos por nossas vidas.

Um casal conseguiu entrar no mesmo prédio que a eu, o homem poderia ter sido forte alguma vez, mas parecia não comer faz algum tempo, a mulher estava para morrer por ter sido atingida entre a barriga e o peito, poderíamos salva-la, mas não tínhamos nem um equipamento medico. Esperamos alguns minutos até ficar tudo silencioso novamente e então perguntamos ao homem quem eram aquelas pessoas nos veículos, ele respondeu com uma voz tremula e desesperada.

– Eles se autodenominam “skulls”, são delinquentes que aproveitaram o tempo sem lei para fazerem o que bem entendem, algumas das coisas que gostam de fazer é genocídio, são também canibais, já que alimento de boa qualidade esta raro agora. Aquelas pessoas estavam indo para o refugio em Rainside, diziam que os militares estavam indo lá então a população os seguiu, mas no meio do caminho passamos por uma caverna, pensamos em entrar lá para descansar e ficar fora da estrada, não sabíamos que lá era um covil de skulls, a maioria fui pega na hora e outros correram, momentos depois, enquanto voltávamos para a cidade, eles vinham atrás de nós com os veículos. – Ele agora tremia ao ter que relembrar aqueles momentos, provavelmente já tinha passado por muita coisa.

O mundo estava mais diferente do que pensava, o plano que fiquei sabendo era que governo tinha feito uma cidade base ao nordeste da “longa fonte”, um lago enorme que se tornou um lago morto devido ao lixo toxico das indústrias em volta. Rainside esta no centro do vale rio claro, ao leste da cidade em que eu estava e, pelo que entendi, entre Contriado e Rainside, pelo que o homem dizia, havia uma caverna controlada pelos skulls.

Nesse momento, entre as 17 pessoas que saíram comigo a primeira cometeu suicido, Mariane Claerin, tenente-coronel, uma senhora por volta de seus 75 anos que até ali aguentou fortemente, perde o controle, saca seu revolver RT 817 e diz “obrigado por aguentarem até aqui e desculpem-me por fazer isso na frente de vocês” e antes que alguém pudesse tentar impedir a senhora da um tiro com o cano no queixo em direção à cabeça. O moral de todos cai de um penhasco. Nesse momento eu pensei “ Não vou ficar com quem nao esta disposto a viver, se alguem entrar em panico agora não será capaz de viver, tenho que tomar uma atitude”. E assim pego a arma de Mariane e testo o grupo.

– Bem, agora é com vocês dizer quem quer viver e quem desiste, — checo a arma para ver o numero de balas – este revólver ainda tem cinco tiros, isso quer dizer que cinco de nós podem desistir agora, — deixo a arma no chão – quem quiser está aqui, eu pretendo it até outro lugar, não pretendo ficar nesta cidade imunda. – todos ficam em silencio por alguns segundos.

Dos 16 restantes 4 se dirigem à arma e dois em minha direção. Agora é Antony perlew que toma à dianteira.

– Estou de acordo com você Larissa, mas não pretendo deixar a cidade, nossas patentes agora não valem nada mais, e como acabamos de ver ainda tem pessoas que precisam de ajuda aqui. Pretendo ficar e ajuda-los, quem pensar da mesma maneira fique comigo.

Agora sim temos os três lados, os desistentes, os solidários e os aventureiros. Os quatro que desistiram não se moveram, vieram mais dois ao meu e o resto resolveu ficar. Del blanco, um dos desistentes, com uma voz um tanto mais calma do que pensava disse.

– Eu acho que vai precisar disso mais do que eu agora. – ele puxa a minha mão direita e coloca uma PT 99 e um cartucho reserva – Ainda tem oito balas dentro e o cartucho está completo.

Quem precisava se despedir fez isso agora, eu já ia saindo com os outros quatro que me seguiram. Disse a todos.

– Vamos encontrar um lugar quieto para conversar, pegar mantimentos, equipamentos, talvez armas, e tenho algumas coisas para esclarecer mais tarde. – Dividi-nos em três grupos, eu fui sozinha, iriamos nos reunir no restaurante ao lado da praça do chafariz em meia hora.

Fui procurar algo para usar e armas. Encontro uma loja de armas na 5ª avenida, a porta estourada e seu interior saqueado, mas eu sabia que essas lojas geralmente tinham compartimentos secretos para armas maiores, fiquei procurando por alguns minutos por todos os cantos até que eu vi uma cadeira no balcão, os pés pareciam pregados ou algo assim, eu mexi na cadeira e estava mesmo presa, só que uma parte do chão se levantou com o movimento, derrubei a cadeira e uma escada surgia de baixo de meus olhos, fui descendo e encontrei algumas caixas grandes e armas nas paredes, ali poderíamos nos equipar. Peguei uma “pump shotgun PA 12”, munições, três granadas, e equipamentos de defesa e outras coisas. Depois de uns 15 minutos eu volto e espero no local combinado, onde um grupo já estava esperando. Mais cinco minutos e o outro grupo volta. Então começamos a trocar informações.

Quando todos sentam eu pergunto.

– Agora que estamos juntos nessa quero saber seus nomes e algum capacidade que acham que devem ter! – Até aquele momento não nos conheciamos, viemos de areas militares diferentes, então não tinhamos ideia de quem era quem.

– Meu nome é Matte, fui atirador de sniper em algumas missões e linha de frente em outras, mas para tiros únicos sou melhor com sniper.

– O meu é Safire, era da força aérea, mas durante os treinos conseguia me camuflar muito bem.

– Eu sou Adari, fui estrategista de operações especiais e por isso não sou bom com armas grandes.

– Meu nome é Ghuck, sou como Safire, minha especialidade é esploração.

Minha vez de apresentar. – Digo.

– obrigado a todos, meu nome é Larissa, sou ex-capitã do esquadrao OPS D-6, mas isso não importa mais agora, sou boa em viver, enquanto tiver um motivo para isso, sigo em frente. Agora quero saber o que acharam na cidade.

O grupo de Matte e Adari começou.

– Encontramos uma loja que tem equipamentos de camping e essas coisas do genero. – Disse Matte.

Adari completa a frase de Matte.

– Mas as melhores coisas já foram pegas, talvez possa haver outra loja ou algo assim.

Agora o grupo de Ghuck e Safire falou.

– Nós encontramos enlatados e conservas no supermercado, incrivelmente não tinham roubado tudo ainda.

– bem, eu achei uma loja de armas, estava tudo saqueado, mas tem um galpão com o resto dos equipamentos, tem o suficiente para todos, como podem ver eu peguei essa shotgun de lá. –coloco um mapa em cima da mesa, vai ser com ele que vamos nos guiar. – Vamos voltar para cada local descoberto por vocês e então rumamos para leste, tem uma cidade ao norte de Hellsat lá passamos a noite e depois iremos checar a cidade base, vocês já devem ter ouvido falar, não é?

– Na verdade não sabemos o que é essa cidade base?

– Eu fiquei sabendo que o governo tentou erguer um forte simples para proteger a elite do país, este lugar fica a nordeste do lago fonte. Vamos preparas as coisas agora, nos limites da cidade podemos achar um veiculo e então partimos.

Notas finais
O grupo está formado. O que será que eles irão encontrar?