Na Real
34 Capítulo 34 - Operação Casa de Gêmeos
Notas iniciais
NA REAL — CAPITULO 34
— Kiki é muito esperto, observador. – Mu conversava com Afrodite sobre seu irmão caçula, a cela deles aqui tinha um tríliche, Aquário ficava na cama de cima, Afrodite na do meio e Mu na de baixo, mas naquela momento estavam Mu e Afrodite sentados na cama do meio, Aquário escutava a conversa na cama de cima enquanto folheava uma revista.
Saga havia começado a dar algumas regalias aos rapazes como revistas, refrescos nos dias quentes e alguns lanchinhos durante o dia, não todos os dias, mas com bastante frequência, tudo obviamente graças ao Aquário que o deixava feliz e satisfeito nos últimos dias.
— Aquário você quase nunca fala da sua vida, você tem família, irmãos? – Arriscou o ariano para ver se tirava alguma coisa do ruivo, ou daquela personalidade.
Mu e Afrodite divergiam sobre Camus e Aquário, o tibetano acreditava que se tratavam de duas personalidades diferentes, Afrodite achava que era fingimento, ou uma forma de Camus fugir da realidade.
Aquário desceu do Tríliche e encarou os dois rapazes por um instante antes de responder. – Minha mente é confusa, não há muito que eu me lembre da minha família.
— Como assim? – Quis saber Mu.
— Eu me lembro de quando minha mãe morreu, eu estava em casa com duas crianças pequenas, lembro deles chorando e do imprestável do meu pai apático na cama, me lembro da raiva que eu senti dele, e de mim dando um tapa na cara dele para ele acordar para a vida. – Aquário falava com os olhos vagos como se estivesse revivendo a cena em sua mente.
Mu e Afrodite trocaram olhares e o loiro perguntou. – Essas crianças, eram os seus irmãos? O que houve com eles?
Aquário piscou algumas vezes sentindo uma pontada na cabeça, levou a mão a testa massageando o local. – Não me lembro, a última vez que os vi foi... – Mu e Afrodite não ficaram sabendo qual foi a última vez em que Aquário havia visto os irmãos, pois o ruivo sentiu um forte enjoo e foi para o banheiro colocar todo o conteúdo de seu estomago para fora.
Afrodite fez sinal com o dedo sinalizando que o rapaz ruivo estava maluquinho e Mu olhou para o banheiro apiedado.
—*-*-*-*-*-
Thor estava dormindo em seu apartamento quando sentiu algo frio encostado em sua cabeça quando abriu os olhos se assustou com a arma apontada e três homens no seu quarto.
— Bom dia Sr. Thor de Phecda, já é hora de acordar. – Mascara disse irônico.
— Que diabos! Quem são vocês? Por que vão me matar? – O gigante perguntou assustado.
— Quem disse que nós viemos aqui para matá-lo? Somos da polícia e o senhor está sendo convidado a nos acompanhar.
Voltando a respirar e sentindo um breve alívio, Thor se pôs a reclamar – Vocês não podem entrar na minha casa assim, eu sou um cidadão de bem, tenho meus direitos!
Carlo olhou para Dohko e Shion e disse sorrindo em tom ameaçador. – Você tem a porra do direito de levantar dessa cama, e vir conosco de boa vontade, ou de má vontade, mas que você vai vir com a gente isso já está decidido.
Dito isso, dois homenzarrão entraram algemando o gigantesco Thor que tentou resistir, mas não teve sucesso.
.....
Na sala de depoimento Thor aguardava impaciente alguém lhe dizer por que diabos estava ali?
Carlo entrou na sala após deixar o rapaz a quase duas horas esperando. — Sr. Phecda me desculpe a demora eu estava resolvendo algumas coisas.
— Que palhaçada é essa? Eu tenho meus direitos sabia? — Reclamou o grandalhão nervoso.
— Se o senhor for prestativo, tenho certeza que vamos terminar isso bem rápido.
— O que você quer?
Carlo abriu a pasta e tirou uma foto de Camus e mostrou a Thor. — Sr. Phecda, esse jovem está desaparecido, você pode me informar o paradeiro dele?
— Esse é o Aquário, sei lá da vida dele, deve estar trepando por dinheiro por aí. – Respondeu com desprezo.
— Não creio, pelo que me consta você foi um dos últimos a o ver antes que ele desaparecesse.
— Isso é uma loucura, eu não vejo o Aquário há muito tempo. — Mentiu o sujeito.
Então Carlo pegou o pen drive e colocou no notebook, e então as imagens de Camus sendo agredido e violentado por Thor apareceram na tela.
Thor empalideceu.
— Veja bem, Sr. Phecda, me parece o senhor nas imagens e ao que tudo indica estamos vendo uma agressão física seguida de estupro, então temos o Senhor e o Aquário e pelo que soubemos ele desapareceu logo após ter sido filmado nestas condições horríveis.
— Mas que palhaçada, nós somos atores, isso é um filme, como tantos outras que fizemos, é realista porque somos profissionais! — Defendeu se o michê grandalhão.
— Olha eu entendo, e acredito em você! Com certeza esse ruivo tá por aí curtindo a vida, mas infelizmente existe esse vídeo e o cara está sumido, então até segunda ondem você está preso por estupro e se nós acharmos qualquer coisa que indique que o rapaz está morto, você será condenado também por homicídio.
— Mas que merda, vocês não podem fazer isso, não podem!
Quando os policiais entraram para levar o grandão para a cela, Thor pediu em desespero.
— Espera, espera podemos fazer um acordo e eu posso ter informações que interessam vocês
Dohko, Shion e Shura sorriram atrás do espelho da sala de depoimentos.
*-*-*-*-*-*-*
— Já temos duas pessoas para testemunharem contra o Saga e seu Irmão Kanon, o caderno de anotações que achamos nas coisas do Saga pelo que nosso serviço de inteligência conseguiu identificar tem pagamentos há Juízes, sendo o Radamanthys um dos que mais lucra com eles. – Dohko falava durante a reunião da equipe.
— Isso sem contar as gravações que encontramos, onde temos o Saga fazendo sexo, ou melhor, aliciando jovens claramente menores de idade. Destes temos ele com o jovem Camus, o Sorento e o garoto Mime que foi assassinado, entre outros que não temos certeza da idade, mas poderemos investigar a fundo assim que descobrimos suas identidades. – Completou Shura. – Acho que já podemos resgatar o Camus e os outro que estão sendo mantidos em cativeiros como escravos sexuais.
— Sim, é primordial que façamos o mais rápido possível, o Camus está com sua sanidade comprometida, tenho receio que ele não consiga mais voltar a ser o que era. – Avisou Aldebaran preocupado. – E se ele não conseguir depor muitas das acusações contra o Saga ficaram de fora.
— Eu conheço uma excelente Psiquiatra Forense, ela atualmente trabalha com o FBI, mas presta serviço para a Interpol também. Vou ligar para ela para que esteja aqui assim que libertarmos o ruivo.
— Ótimo, agora precisamos definir como será o plano de ação. – Propôs Carlo.
— Temos um problema, o Milo Kapino quer ir junto no dia do resgate do ruivo. – Informou Shura já esperando as reclamações que seguiram.
— Isso aqui é trabalho, não uma excursão! – Reclamou Aldebaran.
— Mas isso é um absurdo! – Bronqueou Dohko.
— Shura, isso é impossível, não temos como garantir a vida do Milo na operação, não temos como garantir a nossa! – Exclamou Carlo preocupado.
— Eu sei, eu sei, contudo o Milo Kapino está nos ajudando na investigação sobre os crimes de Klaus Kapino, nos entregou a pasta com as pesquisas que o Cristal Versau estava fazendo pouco antes de morrer, pesquisas essas que poderiam gerar um prejuízo milionário para as indústrias farmacêuticas e muito possivelmente foi por causa delas que ele foi assassinado. E quando o Milo me deu essas provas entre outras a única condição dele era estar presente no dia do resgate do Camus. – Explicou Shura. – Não podemos negar isso a ele, pois para lidar com pessoas poderosas, temos que ter pessoas poderosas ao nosso lado.
— Ele é um Kapino, que garantia nós temos que ele vai se passar para o lado do pai? – Shion que até então somente observava tudo perguntou.
Carlo tomou a palavra. – Eu e o Shura conhecemos o Milo desde a época da faculdade, ele é um homem integro, as vezes mimado, com gênio forte, mas honesto e integro, sem contar que ele estava namorando o rapaz Camus e assumiu a responsabilidade pelas duas crianças irmãos do Camus, eu posso atestar que o Milo é de inteira confiança, sem ele não teríamos tido metade do progresso que tivemos, pois foi ele quem entregou a Babá que por ordem do Saga envenenava o Isaak e vigiava todos os passos do Camus.
— Sem contar que foi o Milo quem nos entregou o vídeo com as imagens do estupro que o Camus sofreu, além das pastas de provas já mencionadas e o relato de como o Camus veio para a Grécia e conheceu foi aliciado pelo Saga. – Shura voltou a falar.
— Certo, certo vamos ter que elaborar como faremos, mas uma coisa é certa, O Milo pode ir com a gente, mas ele vai ficar esperando no carro. – Declarou Dohko.
Shura evitou olhar para o seu namorado, uma vez que eles dois sabiam que Milo só ficaria esperando no carro se tivesse amarrado.
*-*-*-*-*-*-*-*
Camus estava em casa com seus irmãos, Hyoga e Isaak faziam o dever e o ruivo estava sentado junto dos menores os observando e incentivando a pensarem nas questões, nunca dava a resposta, mas ensinava os pequenos a raciocinarem para chegar na resposta certa.
Era uma tarde normal entre eles, quando a campainha tocou.
Os três se olharam surpresos, ninguém os visitava durante o dia e Zaíra tinha a chave.
Camus se levantou e foi abrir a porta.
O Jovem pulou para trás e caiu no chão com o susto que tomou, na posta estavam seu pai e sua mãe, eles o olhavam com a cara feia de desgosto.
— Papai, mamãe! — Gritou Isaak indo abraçar os dois recém chegados junto com o pequeno Hyoga.
Os pais abraçaram os filhos menores com amor e carinho.
— O que vocês estão fazendo aqui? Vocês estão mortos! — Perguntou Camus sem compreender o que estava acontecendo.
— Nós viemos para levar seus irmãos com a gente. — Disse Crystal sério.
— Você nós decepcionou muito Camus, como teve coragem de fazer essas coisas? — Perguntou Natassia em tom acusador.
— Não! Eu preciso deles comigo, vocês não podem levá-los, não podem! — Respondeu Camus trêmulo.
— Não podemos? Você os colocou em risco. Você vendeu seu corpo, um rameiro é o que você é! — Crystal acusava. — Nunca pensei que você fosse capaz de fazer coisas assim. — Crystal apontou para a tv da sala e no aparelho começou a passar imagens dos filmes adultos em que Camus atuou.
Isaak e Hyoga olhavam para a tela da tv com cara de nojo.
— Eu... Eu... Eu não tive escolha! Eu só quis manter o que sobrou da nossa família unida. — Camus tentou explicar de joelhos perante aos pais que mantinham os meninos no colo, Crystal com Isaak e Natassia com Hyoga.
— Manter a família unida? O que você fez nos últimos dias? Só sentiu pena de si mesmo, não pensou nos seus irmãos. — Acusou Natassia.
— EU FIZ O QUE EU PODIA! VOCÊS NOS ABANDONARAM, VOCÊS FORAM EMBORA, EU ODEIO VOCÊS, ODEIO VOCÊS! ODEIO O QUE FIZERAM COMIGO!
Crystal e Natassia olharam desgostosos para Camus e foram saindo levando os meninos nos braços.
— Mano eu quero ficar com você! — Gritou Hyoga.
— Eu também quero ficar com você não desista da gente! — Gritou Isaak...
— HYOGA, ISAAK VOLTEM!
Berrou Camus levantando da cama e caindo do alto do tríliche de bunda no chão.
— Aí! — Gemeu o ruivo estatelado no chão.
— Pelos Deuses você está bem? — Perguntou Mu indo socorrer o colega de infortúnio.
— Mas que diabos! — Exclamou Camus confuso, olhando em volta e massageando a bunda. — Como? De onde saiu isso?
Mu trocou olhares com Afrodite antes de perguntar. — Camus é você?
Camus olhou confuso para o colega. — Que tipo de pergunta é essa? Obviamente sou eu. — O ruivo se levantou do chão olhando para o tríliche, depois seus olhos foram para uma mesinha com 3 cadeiras, que não estavam ali antes. — Como? Quando?
Mu pegou o rapaz pelo braço e sentou na cama de Afrodite fazendo o ruivo se sentar na sua frente. — Camus a gente precisa conversar.
Camus olhava tudo muito confuso, não só pelo fato de o local ter mobília, mas também por ele ter ido parar na cama de cima.
— Eu estou confuso Mu.
— Todos estamos. — Falou Afrodite sentando na cama ao lado de Mu.
— Camus você tem estado “ausente” nestas últimas semanas. – Explicou Mu fazendo aspas com as mãos.
— Como assim ausente? Mu eu estou aqui, eu não fui a lugar algum. – E olhando para Afrodite acrescentou. – Afrodite, eu atendi aquele seu cliente do leilão e voltei exausto, eu deitei e dormir, ali no chão. – Explicou confuso.
— Você não está entendendo, você acorda, conversa com a gente, mas é outra pessoa, você se identifica como Aquário, é você, mas é outra pessoa também. – Explicou o rapaz e Afrodite confirmou.
— Que loucura! Aquário foi um personagem que eu inventei, não é real. – Disse Camus sem acreditar nas palavras do colega.
— Também é difícil pra gente acreditar. – Respondeu Afrodite. – Mas seu rosto muda, sua postura, expressão, é como se você realmente fosse outra pessoa.
— Camus você ficou ausente durante duas semanas, tempo esse que você estava passando com Saga, como você acha que conseguiu todas essas coisas aqui? – Perguntou o Ariano.
— Eu estive com Saga? Vocês estão de brincadeira! – Tornou Camus já ficando irritado.
Mu e Afrodite trocaram olhares e o sueco se levantou pegando Camus pela mão e parando em frente a um recém colocado espelho. – Olha os chupões no seu pescoço, veja as marcas de mordidas pelo seu corpo, você sabe que o Saga gosta de morder quando trepa, não é?
Camus via sua imagem refletida, realmente muitas marcas ali eram recentes, em suas unhas um esmalte vermelho se destacava por causa de sua tez branca.
— Pelos Deuses, se isso for verdade eu devo estar enlouquecendo. – Disse Camus por fim se agachando no chão com as mãos em sua cabeça, mas uma coisa para se preocupar, estava ficando louco.
Os dois rapazes perceberam que o ruivo estava chorando e ficaram sem reação no primeiro momento, já estavam se habituando ao jeito seguro e até arrogante do Aquário que ficaram sem reação ao se depararem com o frágil Camus.
— Camus acalme-se, não lembrar os momentos horríveis que passou com Saga deve ser considerado uma benção, não é mesmo? – Disse Afrodite e Mu concordou, apesar de ter transado com Saga somente quando chegou ao local.
— Vocês não entendem, meus irmãos, eu me esqueci completamente deles, não me importei com eles, e se o Isaak estiver vivo? O que deve estar sendo dele agora? E o Hyoga? Se ele tiver nas ruas perdido ele pode ter um destino pior que o meu, eu desisti deles! – Declarou Camus aflito.
Afrodite e Mu abraçaram o ruivo, não havia muito o que eles pudessem fazer presos ali naquele lugar.
Aldebaran que estava de guarda naquela tarde escutou tudo pela janela da porta, queria poder avisar o rapaz que tudo estava bem com seus irmãos, mas infelizmente Camus estava muito instável para confiar em contar alguma coisa para ele.
*-*-*-*-*-*
Milo estava sentado num banco, observava os meninos brincando com pipas no parque da cidade. Dois meses se passaram desde que Camus foi sequestrado por Saga, dois meses esperando, ele já estava para explodir, sinceramente, Milo achava que não tinha explodido ainda por causa dos meninos, afinal eles precisavam de suporte. Afinal, Milo lembrava, Camus cuidou deles quando era apenas um menino, um adolescente, se Camus conseguiu aguentar a pressão sendo tão jovem, ele Milo também conseguiria, devia isso ao seu namorado.
Isaak havia tido alta há quase um mês, já estava andando quase que normalmente, era impressionante a melhora que o garoto teve depois que foi submetido ao tratamento do pai.
Milo não tinha dúvidas que Klaus Kapino seria capaz de matar alguém para impedir que algo tão simples, fácil e útil se tornasse de conhecimento público. Grande parte das indústrias farmacêuticas perderiam bilhões.
Obviamente tudo precisa ser estudado, pesquisado a fundo, pois Milo já tinha percebido que o tratamento não prometia a cura, mas uma melhora de 90% da qualidade de vida do paciente.
Logo mais à frente os dois meninos conversavam.
— Mano as vezes eu acho que o Camus não vai voltar mais, igual a mamãe e o papai. – Lamentou Hyoga segurando a linha de sua pipa.
— Não diga bobagens Hyoga, ele vai voltar e gente tem que ter fé. – Consolou Isaak que sentia um grande remorso pela forma que havia tratado seu irmão na última vez em que o viu. – O Milo prometeu que vai achar ele.
— E se ele não voltar? – Lamentou o menor se rendendo as lágrimas.
— Não chora Hyoga, se o Milo ver ele vai ficar mais triste. – Pediu o irmão do meio colocando a mão no ombro do irmão menor.
Milo de longe percebeu que Hyoga estava triste, nervoso fechou o punho e falou rangendo os dentes. – Maldito Saga.
— Milo? Ei o que você está fazendo aqui?
O loiro levantou os olhos para verificar quem o chamava, quando reconheceu seu colega Orfeu.
— Orfeu, como vai? – Cumprimentou cabisbaixo, teve que falar para o amigo que Camus precisou se ausentar por uns dias, ficou protelando, dando desculpas e mais desculpas, até que Orfeu parou de perguntar sobre o ruivo.
— Eu estou bem. — Orfeu respondeu se sentando ao lado de Milo. — O que faz aqui? — Repetiu a pergunta.
— Eu vim trazer os meninos para se distraírem um pouco. — Respondeu Milo sem dizer quem eram os meninos e porque ele estava responsável por duas crianças.
Orfeu ficou olhando para os meninos, que brincavam com o semblante triste, lembrou que Camus havia dito na entrevista de emprego que tinha dois irmãos, voltou os olhos para Milo olhava para os meninos com o olhar triste, rosto abatido, com olheiras, estava mais magro e a barba por fazer.
Dos anos que conhecia Milo Kapino nunca o viu daquela forma, desleixado com sua aparência.
— Milo se você não quiser me contar o que está havendo ou o que houve com o ruivo é um direito seu e eu não vou perguntar, mas quando eu o entrevistei ele me falou que tinha dois irmãos mais novos e era ele quem cuidava dos meninos. — Milo olhou para o colega que continuou. — Veja se seu pai tem alguma coisa a ver com o sumiço do ruivo.
— O que? Por que meu pai teria alguma coisa haver com o sumiço do Camus?
— Eu sei que você nunca teve namoros sérios antes, mas seu pai sempre dava um jeito de afastar os caras que você namorava.
— O que? — Voltou a perguntar incrédulo.
— Seu pai sempre deu um jeito de afastar os caras de você. — Começou a explicar. — Lembra quando a gente começou a ficar na época da faculdade? Seu pai procurou o meu e ofereceu um contrato de quinze anos se eu ficasse longe de você.
Milo ouvia tudo em choque.
— Meu pai me chamou para conversar, me perguntou se eu sentia alguma coisa por você, eu disse que não, que éramos somente amigos curiosos, enfim o velho Kapino mandou detetives atrás da gente, ele deu para o meu pai uma foto da gente se pegando na praia.
— Mas que porra é essa que você tá me falando? Por que você nunca me contou essa merda antes? — Milo perguntou indignado.
— Porque não ia fazer bem algum eu te falar nada, e nem sei se você iria acreditar em mim. Milo a questão e que você nunca se mostrou apaixonando por ninguém antes, eu sei que com o Camus é diferente e eu precisava falar com você. Se o Camus sumiu com certeza tem o dedo do seu pai por trás disso.
— Por que você acha isso?
— Porque você nunca namorou pobretões antes e mesmo assim seu pai conseguiu te separar deles, imagine o que ele não faria com uma pessoa sem recursos como o Camus?
Milo sabia que o pai havia procurado Aioria para dar um jeito de afastar o ruivo. Sorriu de desgosto. Chegou a pensar que o pai estava tentando o proteger de Saga, mas agora via que seu pai sempre sabotou seus namoros.
— Orfeu dessa vez acho que o velho Kapino não tem tanta culpa assim, mas obrigada por me contar toda essa sujeira.
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Milo chegou em casa com os meninos, apesar de terem saído para espairecer todos voltaram tristes, mas tentando disfarçar a tristeza para os outros dois.
— Oh chegaram em boa hora. — Buba falou recepcionando os três na entrada. — Acabei de preparar um lanchinho delicioso.
— Boa eu tô com fome! — Respondeu Hyoga esquecendo a tristeza momentaneamente.
— Hyoga, seja educado. — Ralhou Isaak que na falta do irmão mais velho, pegou pra ele a responsabilidade de educar o irmão mais novo.
— Relaxa Isaak estamos todos famintos, mas acho que vocês deveriam tomar banho antes de comerem. — Falou Milo com autoridade, sem ser rude.
Buba o olhou sorrindo com aprovação, seu menino seria um excelente pai.
— Tá bom. — Respondeu Hyoga que foi correndo para o quarto para chegar primeiro ao banheiro Isaak quando viu o caçula corre foi atrás dele também conseguindo correr, mas sem a mesma agilidade do menor, mas ainda assim surpreendente para quem há meses atrás precisava da ajuda de uma muleta. — Ei me espera!
Milo olhou para os meninos satisfeito, Camus ficaria feliz em ver a evolução do irmão quando voltasse.
— Meu querido, tem um rapaz te esperando na sala. — Avisou a babá.
Milo franziu a testa, poucas pessoas sabiam seu novo endereço, mas quando chegou na sala se tranquilizou ao ver Shura ali.
O policial estava disfarçado, com boné e óculos escuros e uma barba cobrindo o rosto.
Não fosse pela apreensão em ver o policial ali, Milo teria brincado o chamando de hipster. — Você aqui? O que houve? Acharam o Camus?
— Sim Milo, nós vamos resgatar o rapaz e eu prometi que você iria estar lá.
Milo sorriu aliviado para o amigo.
*-*-*-*-*-*
— O Aquário não vem hoje novamente? Dois dias que ele me deixa esperando. — Saga reclamou com Verônica.
— Ele está na cama esses dois dias, chora e dorme, chora e dorme, nem banho ele tomou. — Explicou a funcionária.
— Ele está sentindo alguma coisa? Algum tipo de dor? — Questionou Saga.
— Sinceramente acho que é manhã, você da muito mole pra esse moleque. — Respondeu Verônica sem disfarçar a implicância.
Saga foi até a mesa das bebidas e encheu um copo com whisky, tomou o conteúdo em um único gole. — Traga-o até mim, não quero saber de desculpas hoje.
Verônica deu um meio sorriso satisfeita e foi cumprir a ordem de seu chefe.
.....
No quarto onde os três rapazes eram mantidos cativos, Camus estava deitado em sua cama com o olhar vago, contudo seus olhos estavam vermelhos, ele não conseguia evitar que as lágrimas saíssem.
Era um pranto silencioso, ele só ficava deitado olhos vagos e lágrimas rolando.
Afrodite e Mu estavam preocupados, uma vez que o ruivo ignorou dois chamados de Saga, e ambos temiam por suas vidas, uma vez que o aliciador poderia fazer com eles o que fez com Mime para "disciplinar" o ruivo.
— Dois dias Mu, dois dias que ele tá assim, não se alimenta, não toma banho, o Saga vai matar a gente eu tenho certeza!
— Eu também estou com medo, mas temo pela saúde mental do Camus, obviamente ele não está bem. — Respondeu Mu.
Os dois rapazes mal acabaram de falar e a porta foi aberta de forma brusca fazendo os dois rapazes sobressaltarem, Verônica entrou acompanhada de dois capangas.
— Aquário a paciência do Saga se extinguiu e ele exige ter ver hoje! — Declarou a drag.
Camus nada respondeu continuou imóvel olhando para o nada.
Verônica olhou para seus capangas e ordenou. — Peguem ele e o levem para o banheiro, acho que um banho gelado vai colocar um pouco de juízo na cabeça desse idiota.
Quando os homens puxaram Camus pelos braços para fora da cama, o ruivo levou um sobressalto como se estivesse vendo os seguranças pela primeira vez.
O jagunço colocou o rapaz nos ombros e caminhou até o banheiro.
— Ei o que está fazendo? — Tentou perguntar, mas sem sucesso, uma vez no banheiro foi colocado em baixo do chuveiro e uma água gelada começou a cair sobre seu corpo.
— Espere. — Tentou dizer o ruivo, quando viu suas roupas sendo tiradas. — Mas o quê? — Tentou novamente ao perceber que os capangas estavam o banhando como se fossem uma mãe brava e ele fosse numa criança teimosa.
Após o banho os capangas o levaram de volta ao quarto ainda nu, Verônica o aguardava com a roupa que ele deveria usar, um shortinho preto de látex que mais parecia uma boxer.
Camus vestiu a peça, em seu rosto não se identificava expressão alguma, Afrodite foi até ele e pegou em sua mão. – Camus, eu sei que você não está bem, mas, por favor, eu te peço, não afronte o Saga, você já viu o que ele é capaz de fazer, ele vai nos matar, a mim e ao Mu, por favor!
O jovem ruivo olhou para os amigos de infortúnio e assentiu com a cabeça.
— É bom ser bonzinho mesmo Aquário, o Saga não está com seu melhor humor hoje. – Acrescentou Veronica enquanto penteava os cabelos de Camus sem o menor cuidado e delicadeza.
Quando os capangas saíram pela porta levando o rapaz, Mu e Afrodite ficaram sentados na cama apreensivos.
.........
— Saga aqui está ele. – Verônica informou ao entrar no quarto segurando o ruivo pelos braços.
— Saia. – Ordenou o aliciador para sua assistente, que obedeceu imediatamente sem dizer uma só palavra.
Uma vez sozinhos no quarto Saga encarou o ruivo que mantinha os olhos baixos em submissão, fato que agradou seu carrasco.
Saga se aproximou de Camus segurou sua cabeça pelos cabelos o fazendo se inclinar para trás e falou bem rente ao rosto do ruivo. – Acaso acha que eu sou algum idiota Aquário?
Após soltar um gemido de dor Camus respondeu. – Não Saga, não acho que você seja um idiota, eu só estou indisposto.
— Indisposto? Já de deram remédios.
— Mas minha enxaqueca não passou, mesmo com os remédios.
Saga o soltou com brutalidade fazendo o ruivo cair no chão.
— Maldito seja você feiticeiro!
Temendo que Saga descontasse sua raiva nos companheiros de infortúnio, Camus sugeriu. – Eu posso te servir, não importa minha dor de cabeça.
Apesar de irritado Saga pode ver que o jovem não estava bem, pois estava com sensibilidade a luz, algo que não conseguiu disfarçar.
— Você tem sorte que eu gosto de você, tome aqui esse remédio e deite na minha cama vou te deixar repousar tranquilamente no ar condicionado e no colchão macio, mas amanhã você me recompensa.
Camus tomou dois comprimidos para a dor de cabeça e um calmante foi cambaleando para a cama, deitou e dormiu quase que imediatamente.
Saga ficou sentado num cadeira frente a cama observando Camus dormir.
Gostava do rapaz, isso era inegável, gostaria de poder ser diferente com ele, mas não sabia agir de outra forma, era possessivo, ganancioso e narcisista, tinha consciência disso. Talvez se tivesse pego o ruivo para si desde o início tudo fosse diferente, mas agora não haveria mais volta Camus era seu cativo e assim permaneceria até o fim.
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— Certo vamos agir dessa forma... — Dohko começou a repassar o plano havia ao menos dezenas de homens envolvidos na operação, por ser uma atividade da Interpol, nenhum policial local foi chamado, pois sabiam que haviam muitos infiltrados que poderiam avisar sobre a operação intitulada "Casa de Gêmeos".
Milo estava ali conforme foi acordado com Shura, se impressionou com a quantidade de homens e a quantidade de armas.
— Milo você espera aqui no carro. — Shura ordenou.
— Nem fodendo! — Respondeu Milo. — Eu vou entrar, vou ajudar a salvar o Camus.
— Milo isso aqui não é brincadeira!
— E eu não estou brincando Shura, ou eu entro com vocês ou eu entro sozinho, mas que eu vou entrar isso eu vou! — Desafiou Milo.
Carlo que estava ao lado olhou o namorado nos olhos, como quem diz "eu avisei" e falou. — Certo grego cabeça dura, você sabe atirar?
— Sei, já fui caçar com meu pai e fiz aulas de tiro para defesa pessoal. — Respondeu sério.
— Certo seu idiota não saia de perto da gente, coloque a porra do colete a prova de balas, e pelo amor de Deus, não faça nenhuma merda! — Avisou Carlo. — Vamos o Touro já deu o sinal.
Naquele momento os policiais começaram a entrar por todos os lados, fechando todas as saídas possíveis.
— Vamos, vamos — Carlo gritou e foi seguido por Shura e Milo.
Naquele momento tudo foi muito intenso, gritos pessoas correndo, pessoas atirando e os policiais entravam, invadindo o local pela Santuary, entrando por cada entrada falsa que existia no labirinto que levava até a ala dos cativos.
Kanon estava no escritório fazendo a contabilidade junto com Verônica e outros dois ajudantes quando ouviram os tiros, Kanon pegou sua arma que ficava na gaveta de sua mesa e saiu para verificar o que estava acontecendo, foi seguido por Verônica e seus capangas.
....
Mu e Afrodite estavam apreensivos desde que o ruivo saiu para ter com Saga, caso o jovem não cooperasse eles temiam um final trágico.
Quando ouviram os tiros e os gritos no andar de cima, tentaram se proteger do melhor jeito que podiam deitados no chão longe da porta.
.....
Saga estava em seu quarto velando o sono de seu preferido, quando decidiu voltar ao trabalho para que pudesse deixar Camus descansar, pois de fato constatou que o amante não estava bem de fato.
Acendeu um cigarro e saiu, pensou em trancar o quarto, mas aquela seria uma prova da submissão de Camus a porta ficaria aberta e se o ruivo tentasse fugir seria punido e perderia todos os seus privilégios, mas se passasse no teste Saga o mimaria mais e mais.
O aliciador descia as escadas pensando quando ouviu algo estranho, gritos, tiros alguma coisa bem errada.
— Que diabos? — Pensou rapidamente sacando sua arma que estava na cintura. — Maldito seja quem ousar bagunçar minhas coisas!
...
Camus estava dormindo, mas teve um sonho agitado com vários tiros e muita confusão, quando despertou percebeu que não era sonho de fato alguma coisa estava errada.
...
Aldebaran correu para o quarto dos rapazes afim de liberta-los.
— Rapazes venham comigo, vou tirar vocês daqui! — O gigante olhou em voltar procurando. — Cadê o Camus?
— A Verônica o levou até o Saga no começo da tarde. — Mu respondeu.
— Mas que merda! — Reclamou o Grandalhão
— O que está acontecendo? O que você vai fazer com a gente? — Afrodite perguntou em meio ao pânico.
— Eu vou tirar vocês daqui! Estão livres! — Respondeu o Gigante vendo os olhos confusos. — Eu sou policial, confiem em mim.
Afrodite o olhou com desconfiança, mas Mu sorriu e pegou nas mãos grandes do policial agradecendo. — Eu sabia você é diferente deles.
—Vamos Pequeno, tenho que colocar vocês em segurança e voltar para procurar o Camus.
— Maldito traiçoeiro! — A voz de Mousse se fez ouvir próximo a porta, eu vou falar par o Saga que você não passa se um maldito traidor!
— A casa caiu, se entregue agora, não vale a pena ficar mais encrencado por lealdade ao Saga, que não pensaria duas vezes antes de acabar com você.
— Maldito seja seu verme policial. – Gritou Mousse avançando para cima de Aldebaran que o enfrentou e os dois entraram em uma luta corporal.
Tanto Mu quanto Afrodite estavam tensos com a situação, nas o tibetano pegou uma das recém colocadas cadeiras, que havia ali e bateu com ela nas costas de Mousse o fazendo perder o equilíbrio.
— Acabou a palhaçada. – Disse sacando sua arma, contudo antes de tentar puxar o gatilho, mas Aldebaran tinha mais destreza e treinamento e atirou mais rápido que o capanga que caiu morto.
Aldebaran olhou para Mu que estava petrificado olhando para o homem caído a sua frente e falou. – Você me salvou pequeno, é um herói.
Mu olhou para o policial e sorriu.
— Vamos sair daqui antes que mais alguém tente nós impedir. – Pediu Afrodite em pânico.
Os três então saíram e se juntaram a outros cativos que estavam sendo libertos, os dois rapazes não tinham noção que aquela quantidade de pessoas, homens e mulheres estavam sendo escravizadas como eles.
— Afrodite olha quanta gente presa aqui! — Comentou Mu espantado.
— Claro Mu, com certeza a fortuna e poder do Saga não vinha apenas de nós dois. – Ele tinha muito mais pessoas subjugadas.
— Vocês dois fiquem aqui fora com esses policiais, vocês irão para a delegacia agora, precisamos colher seus depoimentos. – Avisou o Aldebaran.
Mu pegou sua mão e perguntou. – Por que não vai com a gente?
— Eu vou encontrar vocês lá assim que eu puder, tenho que voltar para salvar o Camus, devo isso a ele. – Explicou o policial.
Mu então ficou nas pontas dos pés e deu um beijo em seu rosto. – Obrigado por salvar a gente.
Corando o gigante respondeu. – Eu só fiz o meu trabalho. – E voltando seu olhar para a Santuary disse. – Tenho que procurar o Camus, aliás, é o Camus?
— Sim era ele, pelo menos até ir se encontrar com o monstro. – Informou Afrodite e o policial assentiu com a cabeça e saltou a entrar no local, de todos ali ele era o único que sabia onde ficava o quarto de Saga.
...
Milo seguia Shura e Carlo, chutando portas, dando voz de prisão a alguns, ajudando a libertar outros, toda a adrenalina de uma batida policial.
Alguns seguranças começaram a atirar contra os policiais, a maioria deles se rendeu sem problemas, mas os fiéis a Saga sacaram as armas e estavam prontos para tudo.
— Desgraçados! — Berrou Shura ao perceber os tiros, ele e Carlo jogaram Milo em uma sala e trancaram a porta.
— Ei espera! — Reclamou Milo ao perceber o estratagema dos amigos, mas achou que assim que o tiroteio parasse eles o "libertariam".
— Eu preciso achar o Camus! Merda! – Milo olhou em volta e percebeu que não estava em uma sala e sim num quarto decorado, como os que encontramos nos motéis.
Lamentou em saber que aquele lugar deveria ser utilizado por abusadores para subjugar suas vítimas.
— Se esse é um quarto como os de motéis deve ter uma entrada se serviço por aqui. – Ele procurou em volta e achou, com um chute abriu a porta e com a arma em punha seguiu pelo local, encontrar Camus era a sua prioridade.
Shura conseguiu desarmar Veronica e outros dois capangas, Carlo lutava a socou com Saga, com socos rápidos e precisos Saga conseguiu acertar o rosto de Carlo que caiu no chão, isso foi o suficiente para o aliciador imobilizar o policial e começasse a desferir socos em seu rosto. Somente quando sentiu o cano de uma arma em sua nuca foi que parou de golpear.
— Levanta as mãos e deita no chão agora. – Disse Shura que acompanhado por outros policiais que renderam Saga e o algemaram.
— A casa caiu Saga, dessa vez eu te peguei. – Disse Shura rente ao ouvido do cafetão.
Saga apenas o olhou cínico e começou a rir em deboche.
— Onde está o Camus? – Perguntou Carlo o segurando pelo colarinho.
— Morto. – Respondeu o gêmeo antes de ser levado por um policial.
— Você acha que ele está falando a verdade? – Perguntou Shura.
— Pelos Deuses eu espero que não. — Respondeu Carlo. – O Milo está muito quieto vamos ver se ele está bem.
Assim que abriram a porta viram que não se tratava de uma sala e sim de um quarto, procuraram Milo com os olhos pelo quarto e notaram a outra porta aberta, os dois se olharam preocupados e com as armas em punho seguiram por aquele caminho.
.....
Camus estava tenso tinha certeza que ouviu barulhos de tiros e gritos, estava acontecendo algo isso era fato, mas e ele o que faria? Ficaria ali quieto para que nada o atingisse ou iria ver de perto o que estava acontecendo, e correr o risco de ser castigado por Saga, por desobedecer suas ordens?
“E se Mu e Afrodite estiverem precisando de mim? ” – Pensou. – Dane-se ou vou ver o que está acontecendo.
Foi até a porta e viu que ela estava destrancada. – Meu Deus será que eu consigo fugir daqui?
Sem pensar muito Camus saiu do quarto com cuidado olhando para os lados para que não fosse visto por nenhum segurança, viu a escada e desceu sem saber ao certo em que porta deveria entrar, aquele lugar parecia um labirinto,
Enquanto se decidia por onde sairia uma porta se abriu e Camus automaticamente deu uns passos para trás, mas seu coração gelou assim que viu quem estava entrando no recinto.
— Camus! Finalmente eu te achei. — Disse o loiro emocionado.
— Milo! – Sussurrou Camus assustado.
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