Na Real

27 Capítulo 27 - Era tudo um plano


Notas iniciais
Olá amiguinhas! Atualização rápida se comparada a anterior né? ^^ Escrevi o mais rápido que pude e estou postando agora, lembrando que esse capítulo não foi betado, quem achar algum erro me avise que eu corrijo. Aviso de gatilho. O ruim de dar esses avisos é que muitas vezes é um spoiler, mas vamos lá. Neste capítulo há menção a ideias de suicídio, nada profundo, apenas pensamentos, mas pessoas mais sensíveis podem se sentir desconfortáveis. Mas tirando isso tá bem bombástico kkkkkk Chega de papo!!

Na Real — Capítulo 27Zaira pensou em ir à casa de Saga assim que saiu da de Camus na noite anterior, mas desta vez não queria se render ao desespero e ser pega de surpresa como antes, aguardou que o dia amanhecesse, para então ir ter com o canalha. Chegou cedo ao local, um dos seguranças deixou que ela aguardasse na sala enquanto avisaria Saga de sua chegada. Não tardou o homem por quem dona Zaíra nutria verdadeira repulsa apareceu na sala de roupão com cara de poucos amigos. – Espero que tenha um bom motivo para ter vindo a essa hora. — Eu não estaria aqui se não fosse. – Respondeu a mulher seca. — Pois bem, fale. — Camus chegou em casa ontem dizendo que seu irmão estava morto. – Respondeu a babá, com o coração dilacerado pela culpa. — Será que dessa vez é verdade? – Perguntou Saga analítico. — Não importa, eu quero o meu filho comigo agora! Saga a olhou incrédulo, talvez pela petulância na forma que a mulher ordenou. — Como é? — Eu fiz tudo que me pediu, eu fiz, eu envenenei uma criança fazendo com que ela morresse aos poucos cada dia, eu presenciei o sofrimento daquele menino, daquela família, e tudo isso eu fiz pelo meu filho, para ter ele aqui comigo, não para ter ele aqui neste país sendo seu escravo sexual, eu prefiro me entregar a polícia, revelar tudo para o Camus a ficar mais um maldito dia sem meu filho ao meu lado. Saga ficou olhando para aquela mulher pensando no que deveria fazer. Matá-la? Seria uma opção no momento, mas talvez precisasse dela futuramente, era sempre bom ter pessoas que lhe devessem favores por perto. — Eu vou cumprir o que prometi, aliás, sempre cumpro minhas promessas. – Disse Saga se levantando. – Vou fazer algumas ligações, espere aqui. A mulher de meia idade ficou parada, ainda sem acreditar que seu pesadelo estava quase no fim, teria seu filho de volta, mas a que preço? Deus a vida de um menino para ter seu filho consigo, que Deus a perdoasse por tamanha atrocidade, ela pedia em silencio.....Passados quase cinquenta minutos um carro estacionou entrou nos terrenos na mansão de Saga, três homens saíram do carro entrando pela porta dos fundos, Aldebaran estava entre eles, havia recebido a incumbência de ir até um certo lugar para buscar duas pessoas. Então ao chegar no local marcado Sirius saiu sendo acompanhado por um jovem rapaz que trazia no rosto um semblante preocupado de alerta. — O Saga deve confiar mesmo em você para te mandar aqui. – Disse Sirius com a cara fechada assim que entrou no veículo sentando-se no banco de trás com o garoto. — Bom dia para você também. – Respondeu Aldebaran com a cara igualmente fechada. – Se o chefe confia em mim é porque eu dei motivos para que ele confiasse, não acha? —Hunf! Que seja. – Respondeu o outro de má vontade. Aldebaran encarou o rapaz que tinha a mão grande de Sirius o segurando firme no braço direito, o rapaz era jovem, seu rosto não negava, estava maltrapilho, com um micro shorts de malha e uma camiseta gasta, seu rosto era belo e delicado, apesar dos olhos sofridos. O gigante não pôde deixar de notar a semelhança entre esse rapaz e o Camus. Não semelhança física, mas de circunstâncias, jovem bonito, necessitado, carente e com alguns problemas a mais, vítimas perfeitas para as raposas do mal como Saga e todos de sua laia. — Vamos entrar pelos fundos. – Avisou Sirius. – Vamos dar um trato no visual do garoto, para que ninguém pense que não estávamos cuidando bem dele. Sorento apenas baixou os olhos, pensando que se tratava de algum programa com algum velho tarado.

Desde que a guerra havia começado em seu país, todo o mundo que conhecia foi se acabando, teve seu pai e irmãos mortos pelos terroristas que se auto proclamavam “revolucionários” sua mãe havia conseguido fugir com sua irmã mais velha, mas a moça foi morta antes de atravessar a fronteira, se perdeu de sua mãe durante a fuga, passou fome, sede e frio, conheceu a maldade dos homens. Quando acho que enfim teria paz, fora enviado para um prostibulo onde deveria vender seu corpo para homens mais velhos, homens estes que o abusaram com sexo sujo, algo que em seu país de origem teria como punição, a morte! Sorento se sentia culpado, como se tudo que tivesse acontecendo consigo fosse um castigo de Deus, sim um castigo por ele ter desejos impuros para com outros homens, sempre desejou homens ao invés de mulheres.

Talvez por esse motivo Deus o tivesse punido o levando para aquele lugar para que sentisse na pele o quando aquilo era sujo e errado. Aldebaran notou uma lagrima caindo dos olhos do rapaz, mas nada disse. Precisava ser discreto se quisesse continuar em alta conta com Saga. ....Zaíra continuava na sala esperando, segurava sua bolsa junto a si, tinha uma faca na bolsa, pensou em colocar para alguma necessidade, não confiava no Saga, sabia que seria muito mais fácil para ele matar a única testemunha de seu crime, talvez fosse isso que ele fosse fazer, mas ela não tinha medo de morrer, não queria morrer por causa de seu filho, queria o ver livre de todo aquele inferno, mas sabia que não merecia ser feliz, não depois do que fez a Isaak, aquilo não tinha perdão. A mulher ouviu passos vindo do corredor, não tardou Saga voltou a sala e sentou-se na sua frente, mas desta vez completamente bem vestido e perfumado. — Eu sou um homem de palavra, eu poderia simplesmente te matar aqui, mas não foi isso que combinamos, não é? – Começou Saga com seu tom ameno e dissimulado, você cumpriu seu papel e eu cumpro o meu. Olhou para a direção dos corredores que levavam a entrada se serviço e ordenou. – Mandem o garoto entrar. Zaira se levantou e ficou olhando para a entrada, achando realmente que entraria um atirador e acabaria com sua vida ali mesmo, mas quando viu o jovem rapaz se aproximando correu em desespero na direção do filho. — Filho! Meu filho você está vivo! – Gritou a babá emocionada abraçando o garoto e beijando seu rosto. – Por Deus você está vivo, aqui comigo, filho! — Mãe! – Sorento chamou sem conseguir acreditar no que estava vendo. Mãe e filho se abraçaram emocionados, Zaíra beijava e analisava o filho procurando por machucados. O rapaz por sua vez só abraçava forte sua genitora com medo de que aquilo fosse um sonho e ele acordasse no inferno que era sua vida a qualquer momento. — Cena linda e comovente. – Disse Saga chamando a atenção dos dois a sua frente, Zaíra se colocou na frente do filho e encarou Saga, ainda temendo não sair daquela sala com vida. — Eu cumpro os meus tratos velha, e quero que cumpra os seus. – Saga dizia tirando do bolso um saco com uma quantia em dinheiro e jogou para a mulher. – Pegue seu filho e esse dinheiro e suma por uns tempos. — Não quero o seu dinheiro. – Disse Zaíra tentando manter o mínimo de dignidade e honra. — Quer sim velha, você matou uma criança para ter seu filho com você, não me venha ter ataques de moralidades agora. Sorento olhou para a mãe chocado quando ouviu as palavras de Saga, mas antes que pudesse fazer ou falar alguma coisa Saga continuou. — Quanto a você garoto, tem futuro se quiser trabalhar pra mim, eu SEI que tem vocação pra coisa. O garoto ficou vermelho envergonhado por sua mãe saber o se passou consigo. — Agora vão, saiam daqui que eu tenho mais o que fazer. – Ordenou Saga vendo Aldebaran colocar mãe e filho para fora de sua casa. Sozinho sorriu cínico, revelar as vergonhas de mãe em filho os colocava em posição de vulnerabilidade, trazendo um choque real a vida que teriam de agora em diante e principalmente se precisasse do serviço de um deles, não teriam desculpas para não o atender se fossem chamados. Saga então olhou seu reflexo no espelho analisando sua roupa, se o menino morreu Camus com certeza estaria precisando de um consolo, um ombro amigo e alguém que cuidasse de tudo para ele, e Saga sabia muito bem ser esse alguém.*-*-*-*-*-*— Eu estou aqui Camus, fique calmo. — Começou Milo ao ser abraçado forte pelo namorado. — Nós vamos resolver tudo. — Disse essa frase olhando para Aioria que naquele momento estava completamente confuso ao ver seu amigo consolando o cara que ele jurava odiar. — Milo eles vieram aqui, aqueles homens, ele levaram o Hyoga, levaram o Hyoga. — Repetia Camus ainda bastante nervoso, com lágrimas nos olhos. — Camus vamos entrar, quero que me diga o que está havendo e estamos atraindo os olhares de curiosos. — Pediu Milo, mais preocupado com o bem estar do ruivo do que qualquer outra coisa. E assim Milo ajudou o namorado a se levantar e seguiu com ele até o apartamento de Camus, Aioria seguiu com eles ainda sem acreditar no que estava vendo. .... — Então foi isso eles levaram o meu irmão dizendo que eu não tenho condições de cuidar dele, Milo! Camus contava para Milo o que tinha acontecido, como os homens do juizado de menores se apresentaram e após mostrarem alguns documentos assinado pelo Juiz, eles simplesmente decretaram que Hyoga deveria ir com eles o levaram o menino a força. — Eu não sei o que está havendo Milo, talvez pelo fato do Isaak... Meu Deus o Isaak, ele ... Acho que ele está morto. — Revelou Camus para o choque do namorado. — O Isaak o que? — Perguntou Milo perplexo. — Quem disso isso? — Aioria perguntou, pois tinha certeza que seu irmão o avisaria caso houvesse acontecido alguma coisa com o menino. Camus analisou a pergunta e realmente, ninguém havia lhe dito com todas as letras que seu irmão havia morrido. — Eu deduzi, Dr. Aioros não quis me deixar vê-lo, eu pensei... — Pensou que seu irmão estava morto? — Concluiu Aioria. — Não se recorda de nada que tenha feito que justifique o Juiz mandar tirar seus irmãos de você? Camus começou negando com a cabeça, mas de repente parou pensativo, Aioria deu um meio sorriso, iria desmascarar o safado. — Camus, o que foi? – Perguntou Milo percebendo a hesitação do namorado. — Sr. Camus sou advogado e quero te ajudar, mas para poder te ajudar eu preciso que confie em mim e me conte tudo, seja franco comigo, ou você pode nunca mais vir a ver seus irmãos. Camus olhou para o advogado angustiado, depois olhou para Milo que o incentivou a falar. – Seja o que for, nós vamos te ajudar. Camus respirou fundo antes de começar a falar, reviver toda a sua dolorida história não era fácil, mas se fosse o preço para ter seus irmãos de volta, que fosse. — Nós viemos para a Grécia fugidos. – Revelou o ruivo para o espanto dos ouvintes. — O que? – Disseram Milo e Aioria juntos. — Como assim fugidos rapaz? – Questionou Aioria, achando que o caso era muito pior do que pensava, estavam lidando com um sequestrador. Camus respirou fundo e começou a contar sua história, contou os problemas que os pais tiveram quando Isaak nasceu doente, sobre a morte da mãe quando ela deu à luz a Hyoga, contou sobre a depressão do pai e que este só conseguiu sair da depressão ao se dedicar as pesquisas sobre como forma de curar o irmão do meio, contou que sempre cuidou dos irmãos, mesmo quando o pai era vivo e contou sobre o que houve na noite em que seu pai fora assassinado, que pelo aviso que seu pai havia dado antes de sua morte, que protegesse suas pesquisas, que ficou com medo dos assassinos, mas que seu maior medo era que tirassem seus irmãos dele, que os separassem em abrigos diferentes. Quando Camus terminou de falar os dois ouvintes estavam atônitos a sua frente, tentando assimilar tudo que tinham acabado de ouvir. — Mas por que não procurou ajuda? Por que não pediu ajuda ao meu irmão? – Questionou Aioria incrédulo da história contada pelo rapaz a sua frente. — Eu tentei, mas o Dr. Aioros não parecia aberto a ter que cuidar de três crianças, ele nunca nem questionou o fato de eu levar o Isaak para fazer as consultas, sem que um adulto responsável nos acompanhasse. – Respondeu Camus despido de qualquer receio em contar toda a verdade. — Espera, espera, espera! Como assim três crianças? Adulto responsável? Camus? – Milo começou a questionar tentando não entender o que estava explícito. — Milo quando meu pai morreu eu ainda não tinha quinze anos completos, quando eu fugi com meus irmãos para a Grécia, eu fiz quinze anos aqui. – Revelou Camus e a sensação que Milo teve foi de alguém enfiando um punhal em seu coração tamanha dor que sentiu, dor pela história do seu namorado. — Isso não faz sentido, garoto! Nós pesquisamos sobre você, sua vida, você faz filmes e programas há anos! – Tornou Aioria já sem paciência desconfiando da história contada pelo rapaz a sua frente. — Cala a boca Aioria. – Ordenou Milo sentando na mesa de centro e pegando nas mãos do namorado. – Me conta essa história direito. Camus se sentiu seguro com contar sua história a Milo. — Quando o carro explodiu, eu vi meu pai lá dentro queimando. – A voz de Camus falhou, mas ele respirou fundo e continuou. – Logo começou a chegar gente e eu estava lá parado em choque, mas uns homens começaram a olhar para minha casa. Eu entrei em pânico, pensei no que meu pai havia acabado de me dizer, que se alguma coisa acontecesse com ele era para eu fugir com meus irmãos e salvar a pesquisa dele. E foi isso que eu fiz, acordei os meninos, coloquei algumas roupas numa mala e fugimos. — Aí você veio para a Grécia e alugou um apartamento? Fácil assim? – Questionou Aioria ainda incrédulo. — Nós ficamos num hotel, eu fui atrás do Dr. Aioros que me disse que não cobraria as consultas do Isaak, mas não havia se interesse em se envolver com a gente. – Camus acrescentou antes que Aioria contestasse. – Eu sei que a culpa foi minha, que eu deveria ter falado com ele ou ao menos tentado, mas eu fiquei com medo de perder meus irmãos de que fossemos parar num abrigo. – Camus concluiu já com os olhos marejando. — Mas Camus não faz sentido, quanto tempo passou com vocês no hotel? Você mesmo disse que ainda não tinha quinze anos completo, como pode? – Quis saber Milo, para tentar assimilar e entender toda a história de Camus. — Por sorte eu encontrei o Saga quando eu estava procurando apartamento, não sei se alguém das imobiliárias que eu tinha ido contou a ele, mas o fato é que ele me viu na rua e me ofereceu o trabalho com a promessa de me deixar morar aqui com meus irmãos. – Disse Camus que por algum motivo se sentiu envergonhado. – Eu não tinha muita escolha, eu precisava do dinheiro e do apartamento e... Camus parou de falar quando notou Milo transtornado com os olhos em fúria. — MALDITO! MIL VEZES MALDITO! COMO AQUELE CARA TEVE CORAGEM? – Bradou o escorpiano enfurecido. — Não Milo, ele me ajudou. – Tornou Camus tentando acalmar o namorado. – Não fosse isso, sabe lá o que teria acontecido com meus irmãos? O Isaak não teria a menor chance se tivesse ido para num abrigo, ou orfanato que seja. Milo olhou para o namorado com ternura e acariciou seu rosto. – Meu amor, você não consegue ainda enxergar o mal que esse crápula te fez. — Tá ok, se toda essa sua história é verdade quantos anos você tem afinal? – Perguntou Aioria. – E que provas tem de que está falando a verdade? Camus nada respondeu, levantou do sofá e seguiu para o seu quarto deixando Milo e Aioria na sala. — Você não está acreditando nisso, não é? – Perguntou Aioria nervoso. Milo não respondeu, havia tanta coisa para ser assimilada. — Qual é Milo? Essa história não faz sentido, é tão surreal que... — É tão surreal que pode ser verdade. Eu acredito nele! — Declarou Milo encarando seu amigo. Aioria pensou em retrucar e questionar o amigo sobre esse envolvimento com o tal ruivo, mas Camus voltava do quarto naquele momento trazendo uma pasta grossa e outras coisas. — Aqui, esse é o meu documento verdadeiro. — Camus estendeu o documento para Milo que pegou o objeto o analisando, depois estendeu para que Aioria o pegasse. — Camus você tem dezenove anos? — Fiz agora pouco antes do aniversário do Isaak. — Revelou o ruivo olhando nos olhos do namorado. — Meu Deus você é só um garoto. — Disse Milo tentando assimilar todas informações que recebeu. — E aí nesta pasta, o que tem aí? — Perguntou Aioria começando a acreditar na história de Camus. — A pesquisa do meu pai, ele morreu por causa disso aqui. — Revelou Camus entregando a pasta a Milo, que não teve curiosidade para abrir os documentos naquele momento, estava envolvido demais com a história que Camus acabou de revelar. O loiro apenas abraçou seu namorado. — Obrigado por confiar sua história a mim, Camus. — Agradeceu a Milo. — Pegue algumas roupas vamos para minha casa, não vou deixar você aqui sozinho, o Aioria vai encontrar uma forma de trazer os meninos de volta. – Declarou Milo olhando nos olhos de seu amigo. — Você acha que eu tenho chances de ter meus irmãos comigo novamente? – Perguntou Camus tentando não se render ao desespero novamente. Milo olhou para o amigo também em busca de uma resposta, Aioria por sua vez olhou para os dois desconsertado e falou. – Vou fazer tudo que estiver ao meu alcance. — Vamos Camus pegue suas coisas, vamos para minha casa, não vou deixar que fique aqui sozinho, isso está decidido. – Disse Milo e o ruivo atendeu ao seu pedido, sabia não ter condições psicológicas para ficar naquele lugar sozinho. Os três deixaram o prédio alguns minutos depois, Milo carregava mochila de Camus no ombro e as pastas com a pesquisa do pai de seu namorado com uma mão e com a mão livre abraçava seu namorado que se deixava ser cuidado. Seguiram para o carro de Aioria sem saber que eram observados por Saga a distância, o aliciador havia chego ao local quase mesmo instante que Milo, e observou toda a cena que se passou e esperou que Milo fosse embora para que então decidisse o que fazer, mas quando viu SEU Camus, saindo do prédio junto a Milo e levando algumas roupas, seus olhos chisparam em ódio. Acendeu um cigarro, para tentar se acalmar e analisar seu próximo passo. Após algumas tragadas declarou. – Ah Kapino Junior essa brincadeira termina hoje.*-*-*-*-*-*-*— ME SOLTA! EU QUERO MEU IRMÃO! – Hyoga gritava se debatendo nos braços do oficial. — Garoto fique calmo, pode não parecer, mas estamos fazendo o melhor para você. — . Respondeu o homem pacientemente já acostumado aquele tipo de situação. — ME TIRANDO DO MEU IRMÃO? – Continuou o menino gritando. O segundo oficial menos paciente se meteu. – Hyoga, não é esse seu nome? Então Hyoga é melhor você ficar bonzinho, você está indo para um abrigo e não temos muita paciente com crianças malcriadas, fazermos sopa com elas. O menino olhou para o homem de cara fechada sem saber ao certo se aquilo era verdade ou apenas um blefe, então fez o que qualquer criança faria no lugar dele, começou a chorar. — Ah muito bem Thales finalmente conseguiu acalmar o menino. – Ralhou o outro com sarcasmo. — Vitor você é muito mole. Vitor apenas olhou feio para o grandão que havia aplicado a chave de braço em Camus e se virou para o menino tentando tranquiliza-lo. — Hyoga o juiz deu ordem para que você viesse conosco, seu irmão vai ter que falar com ele, mas não se preocupe estando tudo certo você volta para casa com ele, ok? O menino concordou com a cabeça, mas ficou pensando em algum jeito de fugir daqueles homens. Por este motivo ficou em silencio apenas os observando e pensando num jeito de sair dali. — Está vendo? É só conversar, direito que as crianças entendem. O grandão resmungou alguma coisa e continuou dirigindo.*-*-*-*-*-*Ao chegarem ao prédio de Milo, Aioria entrou com o carro na garagem estacionando próximo aos elevadores, o jovem Kapino desceu do carro acompanhado do namorado, estava ciente que não foi educado fazer seu amigo de motorista, mas achou que com certeza Aioria entenderia seus motivos. Decidiu então ele mesmo ir pegar o carrinho de transporte para não abusar da boa vontade e paciência do amigo. — Vou buscar o carrinho para colocar as malas. — Acho que a gente dá conta Milo. – Respondeu Aioria retirando as bagagens de Milo do porta malas. Milo ponderou e decidiu acatar a vontade do amigo, apesar de não querer que Camus levasse peso, já que estava nítido que o rapaz havia passado por algum tipo de agressão. Então Camus levou sua pequena mochila e a pasta de seu pai, Milo com uma mala e dois ternos no plástico de viagens e Aioria com outra mala maior. – Caralho Milo pra que tanta coisa? — Eu fui passar um mês fora, em outro país, você realmente acha que daria para levar uma peça de roupa? – Retrucou Milo. — Já ouviu falar em lavanderia? Todo hotel mediano tem esse serviço. – Resmungou o leonino já entrando no elevador. O que Milo não disse é que uma das malas estavam cheias de presentes para os jovens cunhados e para o seu namorado. Camus por sua vez estava em silencio agia no automático, apenas pensando em como fazer para ter seus irmãos de volta, quando percebeu que estava no elevador social, usada por ele apenas uma vez, há muito tempo, quanta coisa havia acontecido desde então, sua vida mudara completamente, e sua relação com o loiro a sua frente então, se lhe dissessem que ele estaria vivendo esse romance com o arrogante loiro que o colocou nu porta a fora meses atrás seria o melhor e mais atencioso dos namorados, jamais acreditaria. Ao chegarem Milo colocou as malas em um canto da sala e falou para o amigo. — Aioria me espera aqui, eu vou acomodar o Camus no meu quarto e já volto para que possamos conversar. O leonino assentiu com o olhar firme, deixando claro a Milo que este teria muito a explicar. — Eu não quero te atrapalhar Milo. – Respondeu Camus sem graça. — Você não vai me atrapalhar nunca meu amor. Venha comigo. Ao chegarem no quarto do loiro, Milo tomou a boca de Camus num beijo urgente, beijo esse que foi correspondido pelo namorado, uma vez que a saudade estava machucando os dois corações. — Eu vou cuidar de você Camus, eu prometo que vou cuidar de você. – Disse Milo após findar o beijo com a testa colada na do namorado. Camus se sentiu protegido como há muito tempo não se sentia, seus olhos encheram de lagrimas antes que pudesse agradecer. – Obrigado Milo. — Ei sem lagrimas, sem choros. Eu quero que você tome um banho e descanse um pouco. — Não, não posso descansar, tem o Hyoga e o Isaak! Como eu vou descansar? – Respondeu Camus quase se entregando ao desespero. — Calma, neste estado não há nada o que você possa fazer, o Aioria é o melhor advogado do país e nós vamos ter os meninos de volta, eu prometo. – Milo disse acariciando o rosto de Camus, rosto esse que estava ferido, então com a desculpa que ajudaria o namorado a se despir para o banho suspendeu sua camisa, Camus que não estava com o raciocínio rápido não se atentou ao fato e então Milo viu que o namorado estava com várias marcas roxas pelo corpo, braços, costa, torço. Já sabendo a resposta Milo questionou. – Foram aqueles caras que levaram o Hyoga que fizeram isso com você Camus? – Apesar de seu peito estar cheio de ódio, Milo não demonstrou isso a Camus na entonação de sua voz. Percebendo seu ato falho Camus pegou a camisa que estava nas mãos de Milo e cobriu o corpo. – Milo, por favor. Eu não quero falar sobre isso, não hoje e não agora. – Camus respondeu com a voz tremida e Milo somente o abraçou, sentindo que o namorado havia desabado mais uma vez. — Shhhhh tudo bem meu amor, tudo bem. Depois conversaremos sobre isso, ok? – Disse Milo, segurando suas lagrimas. A história do namora era sofrida demais, ver o pai ser assassinado de uma forma tão horrível, fugir e cuidar de dois irmãos menores sendo apenas um adolescente, ter caído nas garras de um homem inescrupuloso como Saga. “Vinte anos, pelos Deuses! Ele é só um menino, quando eu o conheci esse rapaz tinha apenas dezenove anos quase doze anos nos separam e ele é extremamente mais maduro que eu” – Pensava Milo, era muito informação para ser digerida. Sua vontade era tomar banho com o namorado cuidar dele, tranquiliza-lo, mas Aioria o esperava no andar de baixo. — Tome um banho quente, tente descansar, sei que não deve ter dormido nada, eu vou resolver algumas coisas com Aioria, tentar resolver essa questão dos meninos e volto para ficar com você, ok? Camus concordou, Milo beijou sua testa antes de descer para conversar com o amigo.*-*-*-*-*-* Os agentes estacionaram em frente a um prédio antigo. Thales olhou para Hyoga e avisou. – Menino, nós temos que pegar alguns documentos aqui para poder te levar para o abrigo, por favor sem bagunça ou escândalos, ok? Hyoga fez sua melhor cara de garoto bonzinho enquanto concordava com a cabeça. Talvez por verem que o menino estava calmo nem o agente Vitor nem o agente Thales seguraram o menino com firmeza. Hyoga observou a oportunidade, deu sum soco nas partes do agente Thales e correu atravessando a rua, o agente Vitor quando percebeu o que acontecido teve um momento de indecisão entre acudir Thales ou correr atrás do menino, mas como estava se tratando de uma criança em fuga Vitor correu ao encalço do menino, deixando o agente Thales praguejando caindo no chão. Hyoga corria sabendo que só voltaria a ver o irmão se obtivesse sucesso em sua fuga, então por sorte um grupo de crianças em excursão da escola estava vindo em sua direção, Hyoga se enfiou no meio das crianças e pediu a uma menina que o encarava. — Me ajuda! O ex. namorado da minha mãe quer me pegar. A menina percebeu que realmente um que homem estava se aproximando do grupo agia como se procurasse alguém, então a menina notou que Hyoga aparentava ter chorado, seus olhos ainda estavam vermelhos e o rosto ainda inchado. – Tudo bem eu te ajudo. Disse a menina colocando seu boné na cabeça do menino e dando a ele seu casaco do uniforme escolar. — Ah! Mas que merda! – Praguejou Vitor alto o suficiente para que uma das professoras o olhasse de cara feia afastando as crianças de perto dele. Logo atrás chegou Thales mancando. – E aí achou o filho da puta? Eu vou matar esse menino quando eu pegar ele! As professoras acharam por bem levar o grupo para longe dos dois homens de boca suja, sem saber que o pequeno Hyoga estava disfarçado no meio dos seus alunos.*-*-*-*-*-*Milo finalmente foi até a sala era chegada a hora de conversar com seu melhor amigo e contar a ele tudo que se passou consigo desde que se apaixonou por Camus. Quando chegou na sala encontrou seu amigo sentado no sofá com um copo de whisky na mão, apesar de ainda ser cedo, afinal não era nem meio dia ainda. — Está um pouco cedo para beber não acha? — Eu acho que você poderia realmente confiar em mim e me contar que merda é essa que está acontecendo aqui? – Respondeu o advogado de forma rude. — Ok, você tem toda razão de estar chateado comigo, eu não te contei tudo que estava acontecendo e... – Milo não terminou de falar, pois foi cortado pelo amigo. — Chateado? Não meu caro eu estou muito puto com você! Pois até onde eu sabia você estava apenas armando uma vingança contra esse cara e agora te vejo todo envolvido, apaixonadinho. Milo esse cara não é para você! — Despejou Aioria direto como costumava ser sempre. — Epa! Eu já sou bem grandinho para saber e decidir quem é bom pra mim e quem não é. – Devolveu Milo no mesmo tom enfezado. — Ah sim, pegando o amante de um dos caras mais perigosos do país? Comprando briga com esse cara? Super maduro! — Aioria você acabou de ouvir a história do Camus, como você pode ainda pensar assim? – Questionou Milo incrédulo. — Esse cara é um garoto de programa, ele vende o corpo em troca de dinheiro, e também faz sexo em frente às câmeras. Eu não acho que devemos simplesmente acreditar na historinha triste que ele nos conte. Todo mundo sabe que todos prostitutos fazem isso, aplicam esse mesmo golpe para que os clientes tenham pena e abram a carteira. — Olha só o que você está falando! Presta atenção nas suas palavras, olha o que você está falando! E ainda está bravo por que não te contei nada antes? — Tornou Milo claramente chateado com o amigo. Aioria suspirou cansado, era primordial que Milo compreendesse que não podia confiar cem por cento naquele ruivo, precisava contar sobre o envenenamento do irmão. — Milo tem muita coisa acontecendo, muitas coisas que você não sabe ainda. — Aioria começou a dizer, mas foi interrompido pelo som da campainha do apartamento. Os dois amigos se olharam confusos, ninguém sabia da volta de Milo. Aioria fez sinal para que Milo ficasse onde estava e foi ele mesmo abrir a porta.

Voltou com um Pen Drive e um bilhete nas mãos e entregou para Milo, que franzindo a testa abriu o envelope para ler a mensagem que havia ali.

“Sua vingança está completa como você pediu com dor e humilhação”

Milo confuso entregou o bilhete para Aioria e perguntou. – O que é isso agora?

— Eu não sei Milo, não tenho nada a ver com isso. O que tem neste Pen Drive? – Questionou Aioria preocupado, pois além dele comente Carlo e o finado Shura sabiam deste plano de vingança de Milo. Shura não estava mais entre eles, e Carlo com certeza não estaria com cabeça para pensar naquele assunto.

Milo que já estava sem paciência pegou o pen drive e colocou no aparelho de TV, fosse o que fosse descobriria logo.

Logo apareceu a imagem de Camus entrando em uma sala e falava alguma coisa para a pessoa que estava filmando.

Milo olhou para Aioria confuso, o advogado por sua vez estava desconfiado, já havia tido surpresas demais naquele dia.

Milo aumentou o volume para ouvir o que o ruivo dizia. – Ele está falando com Saga?

— Ao que parece Saga está filmando. – Respondeu Aioria prestando atenção na cena que se passava na tv.

Quando o homem alto agarrou Camus por trás Milo rangeu os dentes, mas quando seu namorado começou a ser agredido na tela de sua TV Milo ficou sem ação. Sua mente foi para os machucados que Camus estava no rosto. – Isso aconteceu esse fim de semana. – Afirmou com certeza, Camus não estava ferido a última vez que conversaram por vídeo conferencia.

Aioria assistia a tudo chocado também, o ruivo estava sendo agredido e pelo que se percebia aquilo ficaria pior. – Pelos Deuses Milo! Que merda é essa?

Milo olhava horrorizado seu namorado sendo violentado, as lagrimas que saiam do rosto de Camus eram como golpes em seu coração.

— Milo me explica que merda é essa? Você é algum tipo de louco ou coisa assim? – Perguntou Aioria enfurecido. – Uma coisa é você me mandar tirar os irmãos dele com base nos meios legais, outra bem diferente é você pagar para que ele fosse filmado enquanto era estuprado!

— Eu? Hã? – Milo balbuciou para o amigo, não estava acreditando que Aioria pudesse estar pensando algo repugnante a seu respeito, mas não conseguiu pronunciar qualquer palavra, pois em algum momento Camus havia aparecido na sala sem que eles tivessem notado sua presença.

— Camus, calma.... Eu não... – Milo tentou falar ao ver a expressão de dor na face do ruivo que tanto amava.

— Você mandou tirar meus irmãos de mim? – Perguntou Camus sentindo seu coração doer, e se lembrando que Saga havia “Kanon disse que recebeu uma encomenda, e que a única exigência é que fosse com você”. – Você mandou fazerem isso comigo? Tudo o que vivemos não passou se um plano de vingança?

— Não Camus, pelos Deuses, não. – Milo tentou, mas Camus só queria sair daquele lugar o mais rápido possível, então correu para a cozinha onde ficava a passagem de serviço.

— Camus espera! – Milo pensou em correr ao encontro do namorado, mas Aioria pegou em seu braço.

— Você não vai a lugar nenhum antes de me explicar essa merda toda! Milo isso é crime!

— Se você realmente acha que eu seria de fazer uma merda desses é porque me conhece muito pouco Aioria. – Respondeu Milo enfurecido olhando nos olhos do amigo.

— Milo você precisa me explicar... – Aioria começou a dizer quando Milo soltou seu braço de suas mãos e correu atrás de Camus.

— Eu preciso achar o Camus, ele é o amor da minha vida e agora ele deve estar me odiando achando que eu armei tudo isso pra ele. – Gritou Milo já alcançando a cozinha. Aioria não pensou duas vezes e correu atrás do amigo.

....

Camus não esperou o elevador, assim que entrou para a área de serviço correu para as escadas e desceu, queria sumir dali seu peito dia muito. “Tudo não passou de uma mentira! ” – Sua mente lhe dizia, um plano de vingança, tudo movido pelo ódio.

Seu corpo tremia, seu coração doía como se Milo o tivesse ferido com uma faca, tamanha era a dor física naquele momento, chegando ao térreo correu em direção a saído e avistou um taxi, que havia acabado de deixar uma senhora com as compras de mercado. – Você este livre?

O motorista olhou para o rapaz e assentiu, pois, aparentemente o ruivo estava com alguma emergência.

Camus entrou no carro e o taxista deu partida, enquanto Milo saia do prédio com direção a saída, foi quando avistou o ruivo dentro do carro já sumindo de vista.

— CAMUS! – Gritou tentando chamar a atenção do namorado em vão. – Droga! – Reclamou atordoado pensando em seu próximo passo.

— Vem vamos pegar o meu carro. – Aioria falou já correndo para o local que havia deixado seu veículo.

— Eu dirijo. – Disse Milo, mas a ideia foi negada pelo amigo.

— Não, eu dirijo! – Respondeu Aioria. – Você não está em condições de dirigir.

Milo entrou no carro do amigo e saíram.

— Para onde você acha que ele foi? – Perguntou Aioria.

— Acho que ele não estava com cabeça para ir a lugar algum, com certeza deve ter ido para casa. – Milo respondeu aflito.

— Certo. – Disse Aioria pegando o caminho que levava para a casa do ruivo. – Milo eu sei que você está aflito, mas nós precisamos conversar.

— Conversar o que Aioria? Eu conheci o Camus me apaixonei por ele e ponto! – Rebateu Milo sem paciência.

— Ponto nada Milo, tem muita coisa que precisa ser esclarecida aqui. – Devolveu Aioria virando a esquerda.

— Tem sim, a principal dela é como você conseguiu tirar os meninos do Camus? – Quis saber Milo olhando feio para o amigo.

Aioria suspirou cansado, não teria como poupar Milo das coisas, o cabeça dura não entenderia. — Primeiro você precisa saber que o tal Saga ameaçou sua vida, aliás, ele fez essa ameaça ao seu pai.

— O que? – Perguntou Milo incrédulo. – Aquele filho da puta ameaçou meu pai?

— Não, aquele filho da puta ameaçou você para o seu pai, disse que você estava querendo pegar uma coisa que ele dele. – Corrigiu Aioria.

— Bastardo! – Praguejou Milo.

— Então seu pai veio falar comigo, me perguntar se ele deveria se preocupar com o seu relacionamento com o “garoto do Saga” e eu disse que não havia no que se preocupar, pois eu realmente achava que você só estava jogando com ele rapaz.

— Então por isso vocês me mandaram para o Brasil? Para que eu ficasse longe do Camus? – Perguntou Milo se sentindo manipulado.

— Você tinha que ir de qualquer maneira cabeção, mas que isso foi um alivio isso foi.

— A quanto aos meninos, como tirou eles do Camus?

— Calma eu já vou chegar lá. – Tornou Aioria invocando toda sua paciência. – Ele estava envenenando o irmão?

— O que? – Questionou Milo incrédulo. – De onde você tirou esse absurdo?

Aioria então explicou que Shaka havia feito a descoberta há algum tempo, mas não tinha a contraprova por um erro do pessoal do laboratório, mas quando o menino foi internado novamente, eles refizeram os testes várias vezes e o resultado foi contundente, Isaak não estava tomando o medicamento fornecido pelo hospital e sim, um outro que ao invés de ajudar prejudicava ainda mais sua situação.

— Isso não faz sentido Aioria. Não faz o menor sentido, eu os vi juntos o Camus morreria pelos irmãos. – Comentou Milo para um Aioria pouco disposto a acreditar.

— E tem mais, o Aioros me disse que pediu ao Shura para investigar essa tal Saga, o cara que aliciou o Camus. – Milo ouvia atentamente. – E ele acha que foi o tal Saga quem mandou matar o nosso amigo.

Milo chegou a ficar pálido com aquela revelação.

— Não sabia que esse bastardo era tão perigoso assim, foi ele quem armou para que o Camus visse aquela merda na minha casa, eu tenho certeza. O Camus tinha largado ele Aioria, já estava trabalhando em outro lugar, estava disposto a mudar de vida. – Milo começou a desabafar com o amigo. – O Saga agride o Camus, eu já o vi diversas vezes com marcas de agressão pelo corpo, eu já cheguei na casa dele quando o canalha do Saga havia acabado de agredir o Camus.

Aioria não interrompeu, sabia que era importante deixar o amigo falar agora.

— Eu acompanhei o Camus no hospital quando Isaak ficou doente, ele nunca varia mal ao irmão, a nenhum dos dois. Faz tempo que o Camus queria largar essa vida, ele me contou. Mas sempre que tentava o Isaak adoecia. – Neste momento Milo se lembrou da cena que presenciou do Saga agredindo a babá dos meninos. – O Isaak sempre adoecia e então Camus continuava com Saga neste “trabalho” para custear o tratamento do irmão.

— FILHO DA PUTA! – Praguejou Milo assustando o amigo que estava ao volante.

— O que foi?

— Aquele filho da puta estava envenenando o menino para manter Camus sobre seu domínio. – Explicou Milo.

— E como ele conseguia dar os remédios ao garoto? – Quis Saber Aioria.

— A Babá, ele usava a babá. – Respondeu Milo matando a charada do plano de Saga e deixando Aioria pensativo.

*-*-*-*-*-*

Camus chegou em seu apartamento totalmente destruído por dentro, seu peito doía tanto que até respirar estava difícil.

— Como eu sou idiota! Pelos Deuses como eu pude acreditar que um cara como o Milo iria realmente se interessar por mim? Por que eu abri a guarda pra ele?

Olhou em volta, o local vazio, suas lagrimas não paravam de cair.

— Hyoga, Isaak me perdoem. – Falava sozinho em meio ao desespero. – Pai eu falhei, eu falhei em tudo que você me pediu.

“Eu não tenho motivos para continuar vivendo, não me resta nada dessa vida miserável, somente essa dor imensa que eu estou sentindo na alma” – Pensou Camus olhando em volta, pensando no que poderia fazer para acabar com aquela dor?

Remédio, cortar os pulsos? Não, essas ideias foram descartadas Camus queria algo rápido, não estava mais aguentando sua dor, enquanto pensava no que fazer para acabar com sua vida, viu a porta de sua casa se abrindo e Hyoga entrando correndo por ela.

— Mano! – Gritou o menino.

— Hyoga! – Camus falou surpreso abraçando seu irmão com força.

Os dois choravam de alegria por estarem juntos novamente.

— O que houve? – Perguntou o mais velho assim que conseguiu se recompor.

— Eu fugi daqueles homens. – Respondeu o menino orgulhosos.

Camus ouviu seu irmão atento, pensando no que faria a seguir, obviamente teriam que fugir, mas e Isaak? Como faria para recuperar seu irmão?

Foi quando ouviram passos no corredor, os dois se olharam e Camus falou baixo. – Se esconda no armário da cozinha e não saia de lá por nada, ok?

O menino confirmou com a cabeça e correu para dentro do armário.

Camus parou tenso olhando para a porto, com medo que os homens do juizado estivessem ali novamente para levar seu irmão, mas quando a porta se abriu, Camus sentiu um grande alivio. Saga estava ali parado a sua frente, a única pessoa que o protegeu sempre.

O jovem foi até o moreno e o abraçou novamente se entregando as lagrimas. – Saga, me perdoa, me perdoa por não te ouvir. Me perdoa.

— O que houve Camus? – A voz firme de Saga se fez presente.

— Você tinha razão, você sempre teve razão, ninguém nunca vai gostar de mim como você gosta. O Milo ele... – Camus parou de falar quando viu dois homens entrando em seu apartamento e olhou confuso para o homem a sua frente.

— Kanon?

O Moreno apenas deu um sorriso cínico enquanto os dois homens Jaggar e Mouse foram até o Camus um segurou e o outro aplicou uma injeção fazendo com que o rapaz perdesse os sentidos.

— Agora você vai pra onde deveria ter ido desde o início. – Disse Kanon saindo na frente o enquanto o Jaggar levava o ruivo nos ombros.

Notas finais
Taquipariu!!! Gente o que foi tudo isso??? Que o Saga era FDP todo mundo sabia, mas olha a ideia ninja para acabar com o romance do Camus. Mas agora resta saber o que o Kanon vai aprontar e será se o Saga ta sabendo que seu irmãozinho ta tramando alguma coisa??? Respostas somente nos próximos capítulos... hehehe Comentem, comentem, comentem