Na Real

9 Capitulo 9 - Scorpion


Notas iniciais
Olá pipous!!! Adivinha quem ta fazendo aniversario hoje???? (29/07) Sim, EU o/ o/ o/ Mas quem vai ganhar o presente é você!!! (Ok, Isso foi bem propaganda de varejão, mas ta valendo) XD Corri com este capítulo para poder atualizar hoje e graças a Deus e a linda Vivi deu certo! Vivi Obrigado por você ter corrido na betagem e por você ficar betando este capitulo bem no dia que seu castigo do tio Mark acabou hauhauhauahu Quero agradecer também a Raiane que me deu algumas dicas sobre a Marvel e Sobre a DC, pois está escritora aqui não tem noção de nada sobre este universo. =P Mas Sheilinha o que a Marvel e a DC tem a ver com este capitulo??? leia e você saberá ahuahahuaua

Na Real — Capítulo 9

Camus parou seu carro e conferiu o endereço pelo visor do celular.

Era uma rua escura, parecia entrada dos fundos de algum lugar grande, mas Camus não saberia dizer de onde, não frequentava aquele bairro.

O estranho é que haviam várias pessoas ali, todos numa fila ou algo do tipo.

Camus conferiu o endereço e não havia dúvidas, era ali, procurou um lugar para estacionar seu carro e enviou uma mensagem.

"Já cheguei, onde você está?"

Camus desligou o carro e saiu pegando um casaco, não que estivesse com frio, Camus era bem resistente às baixas temperaturas, mas como não sabia o que esperar desta noite achou por bem se precaver e levar seu casaco.

Milo havia sido bem claro quando se encontraram e quando lhe enviou mensagens, "Quero sair com o Camus", nem o próprio Camus sabia dizer o que “Camus” usaria num encontro como aquele, então, decidiu ir da maneira mais casual que encontrou. Calça jeans slim, uma camiseta azul com os heróis da DC, no caso uma cena de Batman e Robin onde o garoto prodígio esta sendo "morto" pelo Coringa com um pé de cabra, e nas costas já tem o Robin como o anti-herói Capuz Vermelho.

Nos pés um sapatênis preto, algumas pulseiras de couro davam um charme jovial ao seu visual, seus cabelos estavam soltos.

Camus guardou sua carteira no bolso de trás e o celular e as chaves no bolso da frente.

Sentiu o celular vibrando, pegou o aparelho o destravando e leu a mensagem.

“Estou na fila, acho que tem umas dez ou quinze pessoas na minha frente. Venha!”

Camus franziu a sobrancelha, "Milo Kapino em uma fila, com dez pessoas em sua frente?" — o ruivo estava achando aquilo muito estranho, mas não tinha muita escolha decidiu ir logo antes que recebesse alguma mensagem desaforada, afinal era Milo Kapino quem o aguardava.

Camus foi até o começo da fila procurando seu acompanhante, notou que as pessoas ali o olhavam, alguns sorriam e outros fechavam a cara, o ruivo, sem entender as reações foi caminhando pela fila a procura de Milo.

O loiro o avistou e fez sinal o chamando. — Ei, Camus aqui.

Camus se aproximou e eles se cumprimentaram a distância com um “boa noite”, mas os olhos de Milo foram para a camiseta do ruivo, então o loiro sorriu e disparou. — Mais fora do contexto impossível! — Assim, Milo abriu seu casaco e Camus pôde ver na camiseta do loiro estava estampado o Homem de Ferro em sua armadura com os braços abertos, na cabeça ele tinha o capacete aberto com seu olhar blasè e a frase em destaque "Gênio, Playboy e Filantropo”.

Camus achou graça, pois nada combinava mais com Milo que aquele herói torto e arrogante, e também achou interessante que tinham alguma coisa em comum, mas ao mesmo tempo eram do contra, pra variar.

Olhando com mais atenção em volta, muitas pessoas estavam ostentando camisas com imagens dos heróis da Marvel.

— Senhor Milo, onde estamos? — Camus perguntou estranhando muito tudo aquilo.

— Primeiro me chame apenas de Milo, acho que temos a mesma idade, não? Quantos anos você tem, Camus? — Milo ia falando, perguntando com seu real jeito de agir, que estava muito diferente do que Camus conheceu até então.

— Onde estamos, Milo? — Camus repetiu a pergunta corrigindo o tratamento, mas ignorando a pergunta feita pelo loiro.

— Rá! Meu caro Camus isso é uma surpresa, mas me diga... — Milo voltou a falar num quase sussurro, sem perceber que suas perguntas anteriores foram ignoradas pelo ruivo. — Você curte os heróis da Marvel também, não é?

O ruivo apenas fez um gesto com os ombros dizendo "tanto faz", não iria discutir isso ali numa fila cheia de amantes da Marvel, não mesmo!

Logo um homem liberou a entrada e todos foram para uma grande sala onde um homem começou a dar instruções. — Isso é um termo de sigilo, tudo que for visto aqui deverá permanecer em sigilo absoluto, vocês estão recebendo um privilegio muito grande não estraguem tudo com spoilers idiotas nas suas redes sociais, ok?

Camus estava cada vez mais confuso, onde diabos estavam? Ver o sorrisinho de canto do loiro metido não estava ajudando muito o ruivo a relaxar.

Após ler o papel algumas vezes e ver todos ali assinando, inclusive Milo, Camus resolveu assinar também. Tudo bem que Milo era rico, mas gastar tanto dinheiro contratando aquelas pessoas só para lhe pregar uma peça era um pouco demais.

Após assinarem os papéis em que garantiram não contar a ninguém o conteúdo do que seria exposto naquela noite, todas as pessoas que antes estavam numa fila logo foram encaminhados para uma grande sala de cinema, receberam um balde de pipocas, só então Camus percebeu que estavam nos fundos de um grande shopping.

Milo parecia uma criança prestes a ganhar seu presente de Natal olhou sorridente para Camus e falou. — Você não vai acreditar!

Logo as luzes se apagaram e na grande tela apareceu — Vingadores: Guerra Infinita

Camus olhou para Milo com a boca aberta, pois aquele só teria a estreia mundial na próxima semana. Milo sorriu e piscou feliz por ter conseguido impressionar o ruivo.

Todos na sala do cinema estavam ansiosos e o filme teve início.

Se Camus pensou que Milo pregaria alguma peça naquela noite, estava começando a baixar a guarda, pois o loiro estava muito mais atento e encantado com o filme, que parecia esquecer que havia alguém ao seu lado.

Camus também prestava atenção ao filme, mas sempre com uma ressalva, sempre em alerta para o caso de Milo querer fazer alguma coisa.

Sexo no cinema era o fetiche de muita gente, Milo como um milionário deveria ter o fetiche de sexo numa pré estreia mundial, Camus não saberia dizer, os ricos eram sempre tão exóticos em suas perversões...

Por isso mesmo, o jovem michê sempre olhava para Milo de canto de olho, esperando encontrar o loiro com seu membro pra fora da calça ordenando que o ruivo o aliviasse ali, ou algo parecido.

Mas, muito diferente disso, Milo assistia ao filme com verdadeira atenção e emoção, sorria em algumas cenas, e Camus podia jurar que o viu com os olhos lacrimejantes em outras mais tristes, coisa que fez Camus sorrir, o rabugento Milo Kapino tinha sentimentos afinal.

Quando o filme acabou todos na sala começaram a aplaudir como se estivessem vendo uma peça de teatro.

Logo depois vieram as pessoas que haviam entregue os termos de sigilo e desta vez entregaram um questionário sobre as impressões do filme onde todos os presentes preencheram rapidamente, pois estava tudo ainda muito fresco na mente dos expectadores.

Depois de mais alguns avisos sobre as implicações jurídicas caso não mantivessem o sigilo, todos foram liberados.

...

— Uau... esse foi o melhor filme de todos! Incrível, simplesmente incrível! — Milo dizia enquanto se dirigiam para os carros, Camus apenas escutava o entusiasmo do outro sem se manifestar. — Você não gostou? É tão fã do DC assim?

— Eu gostei sim, é um filme muito bom. — O ruivo falou simplesmente para a incredulidade de Milo.

— Como pode ter uma reação assim, tão... Tão fria? Você acabou de ver uma obra de arte! — Reclamou Milo.

— Ei, eu não estou dizendo que não gostei ok? Mas chamar de obra de arte... — Camus comentou, mas logo se arrependeu.

— Isso! — Cortou, Milo indignado. — Pelos Deuses do Olimpo! Isso é um ultraje! Sabe quantas pessoas no mundo matariam para estar no seu lugar hoje? — Milo esbravejou e Camus não podia negar que era divertido ver o loiro defendendo algo que gostava, assim, com tanto afinco.

Quando Camus deu por si os dois estavam no meio da rua, o ruivo por extinto estava indo em direção ao seu carro, mas Milo o seguia e não fazia qualquer movimento de ir até onde o próprio carro pudesse estar estacionado.

— O que faremos agora? — O ruivo perguntou aguardando instruções, afinal, ele não estava ali com um amigo e sim com um cliente.

— Vamos comer alguma coisa, estou morrendo de fome. — Milo proferiu simplesmente, mas Camus insistiu.

— Hã... Onde está seu carro? — Camus perguntou estranhando o fato do loiro não ter se movido.

— Eu não vim de carro, vou com você no seu, posso? — Milo perguntou sorrindo como se fosse normal, como se fossem amigos de fato.

Camus analisou por um tempo o homem parado a sua frente, despretensioso com uma mochila nas costas, e lembrou-se da ordem de Saga “Mantenha-o feliz” então, o ruivo desarmou o alarme do carro e entrou logo Milo entrou no banco do passageiro.

Camus tinha um Peugeot 206, carro esse que comprou usado na época, o comprou apenas para facilitar a locomoção de Isaak ao médico, o ruivo não era dado a gastos desnecessários e não tinha maiores pretensões.

— Você quer ir aonde? — Camus perguntou tentando disfarçar seu desconforto em ter Milo invadindo seu espaço.

— Tem um trailer na Rodes* que tem o melhor Gyros Pita* a gente pode comprar e ir pra outro lugar e ficar mais à vontade, o que acha? — Milo propôs e Camus deu de ombros dando partida no carro, obviamente a noite terminaria em sexo.


*-*-*-*

— Diga se esse não é o melhor Gyros que você já comeu? — Milo indagou ainda terminando de engolir o generoso pedaço que havia acabado de morder.

Camus apenas concordou com a cabeça, pois ainda estava mastigando, eles estavam em uma estrada que Milo indicara, estrada essa que levava até um dos laboratórios de pesquisa das indústrias Kapino, naquele local se tinha a vista privilegiada da cidade iluminada lá embaixo, Milo havia tirado uma manta de sua mochila e os dois estavam sentados sobre ela.

— Sim, é realmente uma delícia. — Camus finalmente respondeu após ter engolindo sua comida fazendo uma nota mental para levar seus irmãos para experimentar aquele lanche.

— Então, Senhor DC me fale mais sobre você, estamos juntos há horas e eu ainda não sei nada a seu respeito. — Milo questionou olhando para o ruivo.

— Eu não tenho nada de interessante, Milo, falar da minha vida só vai fazer você sentir sono. — Camus tentou desconversar, mas Milo não era homem de desistir fácil, procurou outra forma de manter uma conversa com o ruivo na esperança que o ruivo deixasse soltar alguma informação importe enquanto conversava distraidamente.

— Você prefere DC à Marvel? Ao menos é o que parece, ou essa camisa é só uma coisa aleatória? — Milo tentou um assunto neutro no qual teriam algo a debater.

Camus sorriu sem vontade ao olhar sua camiseta e a camiseta de Milo e disse. — Tanto faz.

— “Tanto faz”? Eu não aceito um tanto faz. — Reclamou Milo.

— Eu prefiro os quadrinhos da DC, Superman, Batman, temos Crise nas Infinitas Terras, Watchmen, que são HQs consagradas, sei lá, eu prefiro a Liga da Justiça à Os Vingadores. — Respondeu Camus já prevendo que Milo não deixaria isso quieto.

Milo o olhava incrédulo.

— Onde que a Liga da Justiça é melhor que Os Vingadores? Jamais! — O loiro falou apaixonado, ponderando antes de dizer. — Ok, as animações da DC são realmente melhores, mas o Universo cinematográfico da Marvel é infinitamente melhor, francamente aquele filme do Batman versus Superman foi bem ruinzinho, que diabos foi aquilo de “você sangra?” Que tipo de pergunta foi aquela?

— Uma pergunta lógica de alguém inteligente que tenta usar a razão como o Batman, e que está frente à frente com um alienígena, ou você esqueceu que o Superman não é humano? — Camus rebateu e Milo calou-se por um momento, mas depois questionou.

— Você pensa como um cientista. — Milo comentou.

— Meu pai era um cientista, e eu comecei a faculdade para também ser um. — Camus soltou sem pensar.

— Hum, então temos um cientista entre nós? — Milo perguntou com sarcasmo.

— Não, não temos, Milo, eu não terminei a faculdade. — Camus respondeu sem levar em conta o sarcasmo do outro.

Milo baixou o tom e perguntou com sincera curiosidade olhando Camus nos olhos. — Por que você não terminou seus estudos?

Camus desviou o olhar desconfortável e se levantou indo na direção de algo que Milo não tinha visto.

— O que é isso, será um rato? — Camus comentou chegando perto da coisa que se mexia entre as gramas.

— Cuidado! Pode ser um escorpião, aqui nesta região tem um bocado. — Alertou Milo.

Mas não demorou e o “terrível monstro” pulou nos pés de Camus, fazendo o ruivo dar um pequeno sobressalto.

Oh ! mon Dieu! tu m'as fait peur! (Oh ! meu deus! você me assustou!). — Exclamou Camus em sua língua natal, pegando o pequeno filhote no colo.

Milo, que se perdeu observando o ruivo quando este falou em francês e só realinhou os pensamentos quando ouviu o miado. — Um gato?

— Sim, um gatinho, é filhote ainda. — Olhando para o filhote, Camus perguntou. — Onde está sua mãe pequenino?

O gatinho da cor cinza apenas miava fraco para o ruivo.

— Olha, sobrou um pouco do meu lache, tome. — Camus deu para o filhote seu lanche não finalizado.

— Você deveria levar ele para sua casa, o bichano parece que gostou de você. — Milo sugeriu, mas viu o sorriso de Camus se apagar em seu rosto.

— Não posso, Isaak tem probelmas de saúde, apesar de que Hyoga iria adorar... mas infelizmente não posso. — Comentou Camus sem se dar contar que mais uma vez deixou escapar coisas de sua vida pessoal.

Olhando para Milo, Camus sugeriu. — Por que você não fica com ele?

— Eu?

— Sim, Milo... você! Mora sozinho naquele apartamento enorme, deve se sentir solitário, um gatinho seria uma ótima companhia, e gatos dão muito menos trabalho que cães. — Camus defendeu a ideia dando o gatinho para Milo segurar.

— Camus, eu não entendo nada de gatos. — Milo Falou.

— Não precisa entender, basta dar comida, atenção e amor. — O ruivo respondeu sincero.

— Ok, eu adoto este gato, com uma condição. — Ponderou Milo.

— Que condição? — Quis saber Camus já receoso.

— Que você me conte o que houve com seu pai. — Pediu Milo. — Que tipo de cientista ele era?

Camus ficou sério por um momento analisando a pergunta de Milo.

— Diferente dos heróis da Marvel ou da DC, meu pai não foi nenhum herói, foi um cientista honesto e morreu achando que poderia fazer a diferença, mas acabou sendo apenas mais um trouxa no sistema. — Camus respondeu amargo sem saber ao certo o motivo que o leveva a falar de sua vida. Seus sentimentos pelo pai eram confusos, pois ele culpava o pai por todas as mazelas que ocorreram em sua vida.

A Milo o tom amargo do ruivo não passou despercebido, mas queria ir desvendar o ruivo aos poucos, sem pressão, para o seu plano dar certo ele precisaria da confiança de Camus.

— Okay gatinho, eu vou levar você pra casa. — Milo falou olhando para o recém-adquirido bichinho de estimação.

Camus que estava com uma nuvens escura sobre os olhos, encarou o loiro e sorriu, não iria se sentir bem em deixar o filhote ali sozinho.

— Você me ajuda a escolher um nome? — Milo perguntou ao ruivo em sua mente aquilo era só um pretexto para ter uma ligação com Camus, algo para que pudessem conversar, e assim ganhar a confiança do ruivo.

Camus olhou para Milo, este novo Milo o confundia, seria ele o verdadeiro Milo? Seria uma armação? Qual o motivo de tudo aquilo? Camus não conseguia atinar os motivos de Milo a agir daquela forma.

— Scorpion. — O ruivo sugeriu.

— Por que Scorpion? — Indagou Milo.

— Oras, você achou que fosse um escorpião, e eu achei que combina com ele. — Camus falou dando de ombros. — Você pode escolher outro nome, tanto faz.

— Não, não... eu gostei deste, Scorpion, como meu signo. — Milo falou e olhando para o gatinho cinza completou. — Bem vindo pequeno, Scorpion.

*-*-*-*

— Olá, Shura. — Siegfrid cumprimentou o policial recem chegado ao aeroporto de Paris. Siegfried era também policial e colega de Shura da epoca da academia.

— Olá, Sieg, é bom revê-lo. E Hilda, como vai? — Shura cumprimentou emquanto se dirigiam ao carro do detetive francês.

— Está bem, bipolar como sempre. — Siegfrid comentou e os dois sorriram.

Já no carro, o detetive francês questionou. — Quer ir direto para o hotel? Pretente ficar quantos dias em Paris?

— Não, meu caro, vamos direto para o departamento de polícia, não pretendo me demorar aqui, vim somente para uma investigação.

....

— Nossos arquivos de pessoas desaparecidas estão todos informatizados, pelo sistema você vai poder verificar o que quiser, basta colocar no filtro o período em que a pessoa desapareceu, sexo, cor da pele, e parentesco para o caso de mais de uma pessoa desaparecida da mesma família, no caso de pai, mãe e filhos, irmãos ou até mesmo uma família inteira. — Siegfrid explicava a Shura como funcionava o sistema de busca a pessoas desaparecidas.

— Uau! Fantástico, queria que na Grécia tivessemos uma tecnologia assim, facilitaria muito as coisas. — Comentou Shura. — Quando uma pessoa é dada como desaparecida, qual o procedimento aqui ?

— Primeiramente procuramos nos meios de transportes, estação de trem, aeroporto, rodavias etc, mas confesso que só temos sucesso na localizaçõa se o relato do sumiço for feito rápido, caso contrário é praticamente impossível se localizar alguém. — Siegfrid explicava. — Esta é uma cidade mudialmente turística, temos diariamente milhares de pessoas diferentes transitando por nossas ruas, é muito difícil saber quem entra e quem sai num curto prazo.

— Com os imigrantes isso só tem piorado, não é? — Perguntou Shura realmente interassado na crise humanitária que a Europa, como um todo, estava passando nos tempos atuais.

— Nem me fale, está um caos! Temos que cadastrar os imigrantes, monitorar os possíveis terroristas, proteger a população dos fatos corriqueiros do dia a dia, e ainda temos milhares de turistas transitando pra lá e pra cá. — O detetive francês dizia, mas Shura entendeu que na realidade ele estava dizendo que com tanta sobrecarga, era muito complicado para polícia fransesa dar conta também de pessoas desaparecidas em meio ao caos que o país estava vivendo atualmente.

— Ok! Sieg, eu vou procurar aqui para ver se acho o que estou procurando. — Disse Shura tomando um gole no café quente, que estava sobre a mesa, quando ele começou a digitar no computador.

Siegfrid o deixou sozinho em suas pesquisas.

Shura analisou as informações que tinha sobre Camus e seus irmãos, o ruivo existia na Grécia há apenas cinco anos, não havia registros ou dados de Camus com datas anteriores.

O espanhol estava procurando informações sobre Camus Le Blant, nome que o ruivo usava atualmente. Shura já estava ali há três horas analisando as fotos dos Le Blants desaparecidos nos últimos seis anos, havia filtrado os dados : Branco, ruivo, família, irmãos, e até o momento não havia encontrado nada.

Após tomar o quinto copo de café Shura sentiu o celular vibrar em cima da mesa, ao desbloquear o aparelho Shura viu uma mensagem de Carlo.

«Paciente do Dr. Aioros é Isaak Versau, sobrenome diferente do que o irmão usa, estranho, não?»

Shura de fato estranhou o fato do sobrenome do menino ser diferente do que o irmão usava, mas, então seu raciocínio clareou sua mente, se o ruivo havia fugido ou se ele houvesse sido sequestrado, obviamente Saga não o deixaria usar o mesmo sobrenome.

Então, Shura digitou o sobrenome Versau, branco, irmão, masculino. Filtrou os últimos seis anos, algumas imagens começaram a aparecer e Shura voltou a analisar as imagens revigorado com a nova informação.

*-*-*-*-*

— A febre baixou? — Zaíra perguntou a Camus entrando no quarto de Isaak, o ruivo havia dormido na cadeira ao lado do irmão.

Assim que chegou em casa após o encontro com Milo, Zaíra avisou que Isaak não estava se sentindo bem, não havia jantado e estava com febre.

Camus logo medicou o irmão, mas mesmo relutante passou uma mensagem para o Dr. Aioros, o médico sinalizou que após a medicação prescrita Camus deveria monitorar a febre, se ela não baixasse até o amanhecer ele deveria ir com o menino ao hospital.

— Não, dona Zaíra, ainda alternando entre trinta e oito e trinta e nove. — Camus respondeu cansado. — Eu não entendo, ele estava tão bem esses dias.

A babá se emocionou deixando cair algumas lágrimas. — Eu vou dar café pro Hyoga e levar ele pra escola, você vai com Isaak ao médico, não é?

Camus a olhou com ternura, viu as lágrimas que a mulher soltava como preocupação e carinho maternal. — Vou sim, dona Zaíra, já passei uma mensagem para o médico ele vai nos aguardar no consultório.

Camus levou Isaak para o banho morno quase frio, método muito utilizado para baixar a febre.

Depois de arrumar o irmão, foi se vestir, colocou apenas uma roupa casual, calça jeans com um sapatênis, e uma camisa com as cores da bandeira francesa.

Prendeu seus cabelos num coque frouxo e desalinhado e foi para a sala.

— Vamos, Isaak. Dona Zaíra, eu levo Hyoga para a escola, é caminho para o hospital, mas não sei se conseguirei ir buscá-lo.

— Menino, você vai sair sem comer nada? — A babá perguntou com real preocupação.

— Não estou com fome, Isaak você comeu algo? — Camus perguntou para o Irmão que estava deitado no sofá.

— Não, mano, estou muito enjoado, não quero nada. — O menino respondeu com a voz cansada.

Hyoga já estava pronto de banho tomado e foi o único que havia tomado café.

— Vamos então. — Camus falou colocando Isaak na cadeira de rodas e saindo acompanhado de Hyoga.

Após deixar o irmão caçula na escola, Camus se dirigiu para o hospital infantil, não podia negar que estava com receio de encontrar o médico, mas a saúde de Isaak vinha em primeiro lugar.

....

Ao chegarem no consultório do médico, Camus esperou a secretária o anunciar e prontamente foi dado a ordem para que entrassem.

Aioros estava sem jeito, talvez mais que Camus, uma vez que ao olhar o ruivo sempre lhe vinha a mente as cenas dos filmes que o levaram ao delírio algumas noites atrás.

O irmão de Aioria não se orgulhava de sua fraqueza, se masturbou algumas vezes pensando no rapaz, filho de seu ex-professor.

O médico olhava para Camus de relance enquanto examinava Isaak, percebeu que Camus já não era o adolescente de antes, agora já era um homem feito, mas, e antes? Aioros estava certo de que em alguns vídeos Camus não era mais que um adolescente. E essa verdade é que martelava em sua mente e o fazia se sentir cada vez mais culpado por ter sido omisso em relação aos filhos de seu amigo e ex-professor.

— Isaak, me fale o que anda sentindo? — Perguntou o médico dispersando seus pensamentos de Camus.

— Muito enjoo, parece que tem um buraco no meu estomago, é horrível. — O menino respondeu cansado e ainda enjoado.

— Ele teve febre Camus?

— Sim, trinta e oito e meio, eu dei dipirona e a febre cedeu. — Camus respondeu preocupado.

Aioros examinou, apertou aqui e acolá, Isaak estava com o corpo sensível e muitas vezes reclamava de dor.

— Sonia, leve Isaak para colher sangue, e se ele for corajoso durante o exame pode dar a ele o álbum da copa do mundo, ok? Mas só se ele for corajoso. — Aioros pediu à secretária, que sorriu e levou o menino na cadeira de rodas para fazer os exames, Isaak já estava acostumado com a rotina dos hospitais então, dificilmente reclamava de algum exame.

Camus levantou para ir junto com o irmão, mas Aioros o chamou. — Camus, fique eu quero conversar com você.

Sentindo um grande desconforto, Camus tentou evitar a conversa. — Dr. Aioros... eu...

— Fique, Camus. — Pediu o médico novamente, desta vez mais sério.

Camus ficou.

Mas o ruivo buscava coragem em seu interior para encarar o médico, sem que a vergonha que sentia pudesse transparecer.

— Camus, você está dando a medicação corretamente para o seu irmão?

Aquela pergunta pegou Camus totalmente desprevenido, pois ela era totalmente irracional.

— Que tipo de pergunta é essa? É claro que eu dou os remédios para o Isaak corretamente, da forma que o senhor prescreveu, por que está me perguntando isso?

O médico se aproximou do ruivo e respondeu analítico. — Nenhum outro garoto que participou dos testes com este novo medicamento apresentou qualquer tipo de reação similar a essas que o Isaak está apresentando.

Camus não soube o que responder, ficou pensando se havia feito algo errado, era sempre ele quem ministrava os remédios a Isaak, exceto nos dias em que precisava sair, mas neste caso sempre deixava Zaíra, responsável pelos remédios, e tanto Hyoga como Isaak confirmavam que o menino havia tomado dos remédios.

— Eu sigo as suas orientações, ele sempre toma a quantidade que você passou e estava indo bem. — Camus respondeu na defensiva.

“Estranho" pensou o médico, ao longo dos anos nenhum medicamento fazia efeito prolongado em Isaak, a doença sempre avançava.

— Eu vou passar alguns remédios para os enjoos, vamos ver os exames que eu pedi, o medicamento está em teste, apesar de não termos nenhuma outra queixa deste tipo é bom que fiquemos atentos. Ao menos ele não está com febre. — O médico dizia enquanto escrevia no receituário. — Caso ele não se alimente corretamente, traga-o para que possamos colocá-lo no soro.

Camus escutava tudo com atenção e por um momento esqueceu-se do constrangimento inicial.

Aioros levantou a cabeça e analisou Camus com o olhar, o rapaz o olhava de volta apreensivo.

— O que foi, Doutor Aioros? — Camus perguntou preocupado.

— Me perdoe, Camus, eu falhei com você. — O médico pediu sincero. — Eu jamais poderia imaginar que você...

Camus se levantou fechou o semblante o mantendo sério e indiferente.

— Você não precisa mais fazer isso, Camus. — O médico se levantou e segurou as mãos do ruivo entre as suas, Aioros não conseguia disfarçar a atração que estava sentindo pelo rapaz a sua frente, sempre achou Camus bonito, mas somente depois de ver aqueles filmes, notou que o filho do seu ex-professor havia se tornado um homem, um belo homem.

Camus o encarava sem saber o que dizer. — Não foi culpa sua. — Falou finalmente, mas notou que algo havia mudado no olhar do médico sobre si, havia um brilho de desejo e cobiça que não existiam antes.

O cheiro do ruivo inebriava o médico, Aioros levou a mão para o rosto de Camus o acariciando. — Eu posso cuidar você, Camus. — Talvez por estar muito perto e assim conseguir visualizar a boca do ruivo que passou a desejar Aioros o puxou para um beijo.

Aioros sempre se orgulhou de ser um médico com ética, respeito e de ser muito profissional durante seu trabalho, nunca em toda sua carreira havia feito algo daquele tipo, Camus estava realmente o fazendo perder o juízo.

O beijo havia começado lento, mas quando Aioros puxou o ruivo pela cintura estreitando a distância entre eles, Camus pôde sentir a ereção que se formava nas calças do médico, então o empurrou se desvencilhando dos braços do médico.

— Não! Você, não. — Camus falou negando com a cabeça e saiu da sala do médico deixando Aioros atônito para trás.

— Pelos Deuses! Camus... — Aioros falou ao se dar conta de sua falta de decoro e do seu assédio. Assim, foi atrás do ruivo.

Encontrou-o sentado em uma das salas de espera do hospital, com o rosto coberto pelas mãos e seus cabelos lisos e compridos escondendo seu rosto.

Tomando o cuidado para evitar escândalos, olhando para os lados Aioros se aproximou de Camus e sentou ao seu lado.

— Camus... Eu... Desculpe-me eu não tinha o direito... não sei o que me deu...

Camus levantou a cabeça e encarou o médico com profunda tristeza antes de dizer. — Eu não quero me vender pra você, por favor, não me obrigue a fazer isso, com você não.

Foi então que Aioros percebeu que Camus interpretou seu gesto de maneira totalmente equivocada. — Camus, não! Eu jamais...caramba! Não... — Mas Camus não chegou a saber os motivos das negações do médico uma vez que a secretária voltava com Isaak da sala de exames.

— Camus, Camus, olha só eu ganhei o álbum da Copa! Vamos comprar figurinhas? — O menino dizia alegre.

Camus se compadeceu do irmão que mesmo doente e enfrentando todas aquelas provas ainda era capaz de sorrir por coisas tão singelas como aquela. — Que legal, Isaak, claro que vamos tentar de tudo para completar esse álbum.

— Doutor Aioros, me dê a receita que prescreveu, e me diga que dia eu devo retornar com Isaak. — Camus perguntou totalmente sério e com um olhar congelante.

— Camus, por favor, você está confundindo... — Aioros tentou explicar, mas Camus o cortou.

— Não sou eu quem está confundindo as coisas. — Camus volveu com seu olhar gélido.

Isaak mesmo criança percebeu que havia algo errado com os dois, e Sônia como boa profissional que era preferiu fingir que nada estava acontecendo, Aioros disposto a evitar maiores estragos, uma vez que tinha consciência de que sua atitude impulsiva havia causado aquele mal-estar respondeu a pergunta de Camus.

— Traga Isaak na próxima semana, se não houver novidades, mas em caso de febre ou mal-estar, traga-o imediatamente, quanto aos remédios não precisa comprar nada, eu tenho algumas amostras no meu consultório, Sônia, por favor, pegue os remédios da receita que está em cima da minha mesa. — O médico pediu à secretária e olhando para o Isaak falou. — Mocinho, você tem que tomar os remédios de forma correta e se esforçar para comer, caso contrário vou ter que te internar para que fique tomando soro, acho que você não quer isso, não é?

O menino negou com a cabeça. — Eu vou comer direitinho, pode deixar.

O médico sorriu e seu olhar voltou para Camus que se mantinha sério com uma postura defensiva.

— Me desculpe, Camus, eu não tinha a intenção de te ofender. — Aioros pediu baixo.

Camus nada respondeu assim que a enfermeira voltou o ruivo pegou o medicamento e por fim falou: — Semana que vem eu o trago novamente.

Aioros ficou parado observando o rapaz se afastar empurrando a cadeira de rodas com o irmão menor.

Aioros tinha a certeza de que tinha agido mal com Camus, contudo seus pensamentos fervilhavam em sua mente. "Por mais que tivesse sido impulsivo, não é como se eu tivesse assediando um garoto, Camus já é um homem feito e pelo que eu vi um homem muito experiente" — analisou o médico ponderando sobre a reação exagerada, em sua opinião, de Camus.

*-*-*-*-*-*

Os remédios que Aioros receitou fizeram efeito e Isaak já estava se sentindo melhor e também se alimentando melhor, ele e Hyoga se divertiam colando as figurinhas no álbum e Camus não se negava em passar nas diferentes bancas da cidade para compara as benditas figurinhas.

Duas noites haviam se passado desde o “encontro” com Milo, o loiro mandava mensagens para Camus, em geral falando sobre Scorpion, o gato.

O ruivo estava na sala do pequeno apartamento que morava com os irmãos assistindo TV, quando sentiu seu celular vibrando, quando pegou o aparelho para conferir viu uma nova mensagem de Milo.

Levei o Scorpion ao veterinário para que ele pudesse tomar as vacinas, sinceramente acho que ele está me odiando por isso, pois só me olha com olhos estreitos, acho que ele está planejando me matar.

Ao menos ele sabe usar a caixa de areia.

Camus sorriu e respondeu.

Coitado do gato, digo coitado em ter que aguentar seu mal humor.

Assim que o ruivo deligou o aparelho, ouviram o toque de a campainha soar.

Hyoga quis ir atender, mas Camus o impediu. — Hyoga, já está tarde e você sabe que não deve abrir a porta neste horário, aliás, em nenhum horário, ok?

O pequeno recuou e Camus então olhou pelo olho mágico, seu coração gelou, ele virou-se para os irmãos sem saber o que fazer primeiro, quando um novo toque soou o sobressaltando.

— Um momento, por favor! — Camus pediu, não era inteligente deixar Saga esperando muito tempo, então Camus abriu a porta e apesar de disfarçar com sua característica indiferença, estava receoso com a visita do cafetão, os dois trocaram olhares e Camus deu passagem para que Saga pudesse entrar.

— Hyoga, Isaak para o quarto, vamos. — Camus ordenou aos irmãos.

— Mas Camus, o filme... — Hyoga tentou debater, mas Camus já estava com Isaak nos braços o levando, e então Hyoga foi atrás, não antes de olhar desconfiado para o homem parado a sua porta.

— Vocês podem terminar de ver o filme pelo tablet, vou trancar a porta e não quero que nenhum de vocês me chame até que eu venha abrir, entendido? — Os meninos confirmaram com a cabeça, não era a primeira vez que essa “visita” de Camus vinha e eles tinham que ficar presos no quarto.

Camus trancou a porta do quarto dos irmãos e colocando a chave no bolso, só então foi até Saga que já havia se acomodado no sofá.

Ambos se olharam novamente, então Saga estendeu o braço e entregou a Camus um papel com algumas anotações. — Estes são os clientes que você deve atender amanhã.

Camus olhou o papel e depois reclamou confuso. — Você quer que eu atenda nove pessoas em um dia? Você sabe que eu não trabalho assim, e que preços são esses?

Saga se levantou e se aproximou de Camus que deu um passo para trás. — Você só não trabalha assim, porque trabalha pra mim, mas se você for para as ruas é exatamente assim que vai trabalhar, e exatamente isso que você vai ganhar.

Camus calou-se por um momento, não era burro, sabia que precisava da proteção de Saga e também da valorização que o moreno dava em seu cachê. Então guardou todo o ressentimento que estava sentindo do moreno em seu interior e com sua frieza de raciocínio perguntou a Saga com o timbre mais ingênuo que pode fazer. — Não quer mais que eu trabalhe pra você, Saga? Não me quer mais?

Saga analisou Camus, e com a voz mais doce perguntou alisando o corpo do ruivo. — Você ainda quer trabalhar pra mim?

— Claro que sim, de onde tirou a ideia de que eu não te queria mais? — Camus falou sedutor encarando Saga com seus olhos multicoloridos.

Saga Sorriu e mudou de assunto. — Como foi o encontro com o riquinho?

Camus não gostou de ter que responder àquela pergunta, queria que o encontro com Milo ficasse apenas entre os dois, mas não estava em situação que pudesse desagradar a Saga, por isso respondeu. — Tranquilo, só ficamos conversando.

Saga começou a rir. — Mas que cara brocha, ter a chance de trepar com você e preferir ficar conversando?

Camus nada respondeu.

— Eu estive pensando sobre esse assunto, e acho que esse cara não vai te entregar, se ele quisesse fazer isso já teria feito. Ele quer brincar, se divertir com você. — Saga comentava sobre suas suspeitas. — Só cabe a você virar esse jogo, Camus.

— Como? — Perguntou o ruivo confuso.

— Faça ele se apaixonar por você, deixe-o em suas mãos, Camus. — Saga ordenou e se aproximando do ruivo continuou. — Sabe, existe uma lenda muito antiga que diz que os ruivos são feiticeiros, eu achava que isso era mentira até te conhecer, mas hoje sei que é real, você deve ter enfeitiçado o riquinho do jeito que me enfeitiçou, seu maldito. — Saga falou rente à boca de Camus, a tomando com volúpia e puxando o ruivo para si.

Camus correspondeu ao beijo, precisava de Saga, não tinha como negar isso, “negócios são negócios” esse era o lema. Então, Camus colocou uma perna de cada lado do moreno que o suspendeu rente ao corpo e se dirigiu para o quarto de Camus.

Logo que Saga levou Camus e seus irmãos para aquele apartamento era comum que ele passasse as noites com seu ruivo ali, por este motivo comprou a cama de casal em que Camus dormia até os dias atuais. O ritual era sempre o mesmo, o ruivo trancava seus irmãos — que na época eram bem menores — no quatro deles e servia Saga durante toda a noite, saciando seu desejo.

Somente quando Camus foi ficando mais velho e mais experiente é que começou a pedir que Saga evitasse sua casa, que se encontraria com o moreno na mansão dele, que era mais confortável e depois revelou que queria evitar os encontros em seu apartamento, pois seus irmãos já não eram tão pequenos e já estavam começando a entender as coisas. Saga concordou, mas sempre que o moreno queria mostrar seu poder a Camus ia ao pequeno apartamento e dormia com Camus lá.

Camus não era bobo e sabia fingir muito bem, ele tinha uma frieza incrível para disfarçar naquele tipo de situação, então sempre que Saga aparecia após algum desentendimento, o jovem michê agia como se ainda fosse comum Saga dormir com ele no apartamento.

Chegando ao quarto, Saga colocou Camus na cama beijando seu pescoço com volúpia, o moreno parou um instante e olhando nos olhos do ruivo falou: — Você me enlouquece Camus, eu deveria te matar, mas eu só penso em te possuir.

Camus apenas sorriu malicioso e girou o corpo ficando por cima de Saga, ainda vestido rebolou sobre a ereção do moreno o fazendo gemer baixo, em seguida começou a despi-lo, desabotoando a camisa preta que Saga estava usando, no processo Camus beijava seu peito, lambia seu dorso e passava a língua delicadamente sobre seus mamilos.

Saga de olhos fechados apenas gemia ainda em sussurros.

Camus abandonou os mamilos de Saga e fez uma trilha de beijos pela barriga definida do seu chefe até chegar no cós da calça, então, Camus olhando para o moreno abriu o zíper da calça social massageando a ereção ainda por cima da boxer preta, Camus fez um sinal para que Saga levantasse os quadris e então puxou a calça junto com a roupa íntima do moreno de um só vez.

De frente a enorme ereção de Saga, Camus passou a língua entre os lábios, apenas para provocar seu parceiro, se aproximou devagar assoprou sobre o membro rijo do moreno o levando à loucura. — Puta que pariu, Camus me chupa agora, por favor!

— Você se comportou muito mal comigo, Saga, não sei de você merece isso. — Camus falou beijando a virilha do moreno que estava ensandecido.

— Me perdoa, meu querido... não vou mais perder a cabeça com você, eu juro! Mas me chupa, pelos Deuses, me chupa agora.

Camus sabia que não podia confiar nas palavras de Saga, afinal ele já prometera isso tantas outras vezes e sem nenhum problema voltou a fazer, mas o ruivo dependia de Saga, dos seus contatos, de sua segurança, do dinheiro que garantisse o tratamento de Isaak, e o bem-estar dos dois, Isaak e Hyoga.

Resignado sobre seu destino, Camus segurou a base do membro de Saga e lambeu toda sua extensão o colocando inteiro na boca, logo em seguida fazendo o moreno gemer alto pela primeira vez naquela noite.

— Ahhh, Camus! Puta que pariu, porra! Que delícia!

Camus sabia que pedir silêncio a Saga só o faria gemer mais alto, então apenas continuou a felação, quanto mais cedo aquilo acabasse melhor seria.

Louco de tesão, Saga trocou inverteu as posições novamente deixando Camus por baixo, retirando as roupas do ruivo com urgência inquiriu: — O lubrificante e as camisinhas.

Camus apontou para sua maleta e Saga foi pegar o gel e os preservativos.

Saga tinha todos os defeitos do mundo, mas era um excelente amante.

Não tardou a se afundar em Camus, o jovem michê sabia que Saga gostava de o ouvir gemer e assim o fez durante a noite toda até que Saga adormeceu saciado ao seu lado.

Camus não conseguiu dormir, encarava o teto de seu quarto tendo Saga o abraçando enquanto dormia profundamente, Camus pensava em sua vida, na proposta de Aioros, em sua vida inconstante com Saga.

Com sede o ruivo se levantou e foi até a cozinha pegar um copo de água, quando chegou a sala viu seu celular com a luz de mensagem piscando, destravou o aparelho ao ver o nome de Milo, seu coração se aqueceu, abriu a mensagem e lá estava uma foto do loiro em sua cama com o gato Scorpion deitado sobre seu travesseiro, com a seguinte mensagem.

Ele não me matou, mas está tentando roubar minha cama.

Camus sorriu, não sabia o motivo, sabia que não deveria confiar no loiro, mas diferente de Saga, agora de Aioros e de todos os outros homens que passaram por sua vida, Milo tinha um grande diferencial, fora ele, Camus, quem havia escolhido o loiro e não o contrário.

Encarando o celular Camus digitou.

Não reclame, ele te deixou viver!

Sorrindo Camus deitou no sofá, se entregando em fim ao sono.

Notas finais
* Rodes é uma cidade Grega, mas aqui está sendo usado como um bairro, (licença poética). XD * Gyros Pita: Sanduíche mais famoso da Grécia feito com carne de porco, salada, iogurte zaziki enrolado no pão tipo pita. *-*-*-* Tenso não é está situação com o Aioros, né? E o Saga, sempre mostrando quem é que manda. O Milo, coitado, será que ele vai ter sucesso neste plano dele? Comentarios são sempre bem vindos!! Grupo do Facebook sobre as fics onde existem curiosidades e outras coisas sobre minhas fic, quem quiser entrar fique a vontade! >>> https://www.facebook.com/groups/1099706026776907/