Na Real
5 Capitulo 5 - Um Dia de Aquário
Notas iniciais

Na Real — Capítulo 5
O homem estava sentado em uma mesa de bar aos arredores de Atena, longe dos principais pontos turísticos da cidade.
Estava na primeira dose de whisky, havia chegado a vinte minutos quando avistou a pessoa que esperava entrar pela porta, fez um sinal discreto apenas para se fazer notar pelo recém-chegado.
— Nossa, por que um lugar tão longe? — Perguntou Máscara da Morte assim que chegou mesa onde Shura o aguardava.
— Você me conhece, não gosto de lugares cheios e barulhentos e, além do mais, o chamei para que pudéssemos conversar, e aqui podemos fazer isso com privacidade. — Shura respondeu chamando o garçom e pedindo uma dose da bebida ao amigo que acabara de chegar.
Carlo sorriu malicioso. — E o que você quer conversar comigo, assim, num lugar "discreto" como este?
Shura sorriu também, mas depois falou sério. — Cariño, quero falar sobre o caso do Milo.
Carlo sorriu amarelo antes de responder ao outro. — Claro, estamos falando do grande detetive Shura, o trabalho sempre vem em primeiro lugar, por que nunca me acostumo com isso?
— Eu sinto sua falta. — Shura declarou após algum tempo de silêncio entre os dois.
— Não, não sente, mas não falaremos sobre isso, vamos ao assunto que nos trouxe aqui. — Cortou Carlo, acendendo um cigarro quando o garçom trouxe os pedidos.
Os dois tiveram um romance quando ainda estavam na universidade, estudaram e entraram para a polícia juntos, era um sonho em comum. Contudo, aquele era um mundo extremamente homofóbico, nunca puderam revelar que eram amantes.
Ambos aceitavam isso, mas numa tarde, num momento de imprudência resolveram transar no vestiário da corporação, não sabiam que havia uma câmera no local.
Para a infelicidade de Carlo, somente ele foi reconhecido pelas imagens e, por amor a Shura, manteve o nome do seu amante em segredo.
Ato que causou sua expulsão da corporação.
Shura que sempre priorizou sua carreira afastou-se do namorado com receio de que o caso deles fosse descoberto, e assim com o passar do tempo as coisas foram esfriando entre eles, por fim só restou uma amizade e um amor mal resolvido.
Voltando a sua postura séria Shura começou a falar. — Te chamei aqui para falar desse caso do garoto de programa do nosso amigo Milo, o que descobriu até agora?
Máscara estranhou a pergunta inicialmente, mas analisando friamente sabia aonde Shura pretendia chegar. — Ao que parece o cara é órfão, não consegui achar nada sobre os pais dele, tem dois irmãos menores um de nove anos e outro de onze, que é doente precisa de cuidados especiais. Ele faz michê e trabalha na indústria de filmes adultos. — Neste momento Carlo olhou para Shura e completou. — Todos os filmes dele foram produzidos pela Santuary: A produtora de Saga Nikolos.
Ambos trocaram olhares cúmplices.
— Procurei algo sobre ele, mas esse cara não existia até cinco anos atrás. — Shura comentou. — Vou pedir informações sobre este Camus Le Blant a alguns amigos na França, mas tenho que fazer tudo com muito sigilo, estou pensando em ir lá pessoalmente colher essas informações.
— Shura, você está achando que esse garoto pode ter sido...
— Traficado? Sim, é exatamente o que estou achando, estamos falando de Saga Nikolos, Carlo há tempos quero pegar ele, sabemos que ele é um bandido da pior espécie. — Shura falou com emoção. — Nunca conseguimos provar nada contra ele, as testemunhas "somem" e os juízes são complacentes com o calhorda.
— Saga não age sozinho, ele tem muita gente importante no bolso, você sabe disso. — Comentou Carlo apagando o cigarro que já estava no fim. — Mas esse rapaz não tem o perfil de uma pessoa traficada, ele mora com os irmãos que são menores de idade, não tem ninguém o vigiando. Ele tem um caso com o Saga, você sabe.
— Sei que ele é o “preferido” do Saga, e é por isso que temos que ter cuidado, há tempos queremos pegar esse calhorda, por acaso nosso amigo Milo se envolveu com um garoto do Saga, e talvez esse garoto seja a chave para trancar Saga atrás das grades. — Respondeu Shura bebendo seu whisky.
Carlo ficou quieto pensando no que o outro estava dizendo e Shura percebendo a dúvida no semblante do ex-amante falou. — Cariño, essa pode ser a chance para limpar seu nome e te trazer de volta a polícia. Se conseguirmos prender Saga Nikolos, tenho certeza que consigo trazer você de volta.
— Eu não quero voltar, ganho muito mais trabalhando como detetive particular. Neste caso, por exemplo, Milo está me pagando uma fortuna. — Comentou Máscara da Morte com certo tom de desafio, não querendo que o outro achasse que ele estava por baixo.
Shura respirou fundo, Carlo era um cabeça dura. — Você precisa ter cuidado com o que vai passar para o Milo, aquele cabeça de vento pode ter problemas com o Saga. — Alertou. — Você acha que o Saga teve algo a ver com o filme do Milo?
— Não, creio que não, Saga jamais seria tão imprudente em filmar um dos caras mais ricos do país fodendo com outro homem no banheiro de um aeroporto internacional. — Respondeu Carlo sabiamente. — Acho até que o Saga não sabe de nada disso.
— Mas o filme está com o selo da produtora do Saga. — Continuou Shura. — Ele talvez não soubesse quem era o Milo.
— Saga não arriscaria sua produtora para ter um filme adulto, ele preferiria pagar para atores fazerem isso, acho que ele não sabe de nada.
— Então foi tudo obra do ruivo misterioso?
— Ao que parece, sim, mas não podemos ter certeza ainda.
Ficaram calados por alguns instantes até que Shura quebrou o silêncio. — Vai me ajudar na investigação?
Carlo acendeu outro cigarro pensando na proposta do ex amante. — Tudo bem, eu te ajudo, vou tentar descobrir mais coisas sobre o ruivo, mas o que faremos com o Milo? Ele quer vingança, não vai descansar enquanto não a tiver, e pode fazer alguma merda.
— Vamos passar ao Milo somente as informações básicas, conhecemos nosso amigo ele late muito, mas não tem coragem de morder. — Respondeu Shura pedindo ao garçom outra dose da bebida.
— Nem todo mundo é racional como você quando se trata de amor, Shura, o Milo se sente traído e ferido isso é uma perigo no coração de uma pessoa de alma passional como ele. — Devolveu Carlo como uma alfinetada, dando a última tragada em seu cigarro. — Você como policial deveria saber disso.
Shura o olhou com olhos frios antes de responder. — Ficaremos de olho nele.
— Vamos! Mas agora me diga o que quer que eu faça? — Perguntou Carlo fazendo o outro sorrir malicioso antes de responder.
*-*-*-*-*
— Olha quem está aqui? Como vai, Aquário? — Misty cumprimentou de forma afetada o ruivo que estava entretido na leitura de um livro na sala de espera do laboratório onde ele aguardava pelo resultado do seu teste de HIV, como ator de filmes adultos, Camus sempre tinha que fazer esse exame antes de um próximo trabalho.
O ruivo olhou em direção a voz que o chamou e o viu o loiro com seu namorado parrudo metido a bad boy, Argol.
— Misty, Argol como vão? — O rapaz parrudo o cumprimentou com um aceno de cabeça.
— Bem, veio pegar seus exames também? — Quis saber Misty.
— Isso é um pouco óbvio, não é Misty? — Argol respondeu antes de Camus, que sorriu, os dois eram atores como Camus, mas eles tinham um relacionamento sério, estavam casados há algum tempo.
— Então é o filme do Saga? — Perguntou Misty novamente, já sabendo a óbvia resposta.
— Sim, ao que parece vamos contracenar, não é? — Respondeu Camus fechando seu livro, com Misty ali dificilmente conseguiria paz para ler.
— Sim, você já leu o roteiro? — Misty perguntou inocente como se estivessem conversando sobre os filmes tradicionais e não sobre um filme adulto.
Camus e Argol sorriram.
— Não, não li nada a respeito ainda. — Camus respondeu para ser educado.
— Não acredito que o Saga não te confidencie essas coisas. — Tornou o loiro deixando Camus um pouco desconfortável, não gostava de ser visto como "O garoto do Saga".
Camus então preferiu não responder aquela observação.
— Vamos pegar o resultado e nos prepararmos para amanhã, vai ser um dia longo, vamos ver se conseguimos filmar tudo amanhã. — Argol comentou olhando no relógio.
— Claro que não conseguiremos filmar tudo amanhã, só se o filme for de um enredo chinfrim e com poucas cenas. — Misty tornou o olhando de forma blasé.
— Meu amor, você sabe que fazemos filmes pornô, não sabe? E nestes filmes o enredo é o que menos importa. — Explicou Argol pacientemente para irritação do marido.
— O seu problema é que você não enxerga a arte como eu! — Respondeu Misty ofendido antes de sair teatralmente para beber um pouco de água.
Camus e Argol trocaram olhares confusos antes da funcionária do laboratório chegar com os resultados dos exames.
*-*-*-*-*
— Ótimo! Todos saudáveis, assim que eu gosto. — Comentou Saga analisando os exames dos seus atores.
— Seremos só nós três neste filme? — Misty perguntou curioso ao avistar um homenzarrão entrando no escritório de Saga.
— Sim, serão só os três. — Seguindo os olhos de Misty, Saga resolveu apresentar o homem que acabara de chegar. — Este é Aldebaran, o novo membro de nossa equipe, ele será o câmera. O Hipólito nos deixou para trabalhar num canal de TV fechada. — Explicou Saga aos demais apresentando o rapaz. — E com esse tamanho ele vai fazer uns bicos de segurança também.
— Bem-vindo Aldebaran, eu sou o Aquário. — Cumprimentou Camus com um aperto de mão.
— Bem-vindo cara, eu sou o Argol — Argol também apertou a mão do homem.
— Pelos Deuses, Saga, com esse corpo ele deveria estar atuando. — Comentou Misty antes de estreitar os olhos e sorrir malicioso. — A não ser que você não tenha o "porte" necessário para atuar neste ramo.
— Ei! Meu "porte" não deixa a desejar não, viu. — Respondeu o grandalhão. — Mas prefiro ficar atrás das câmeras.
Todos sorriram.
Camus analisou o rapaz, havia algo estranho nele, mas o ruivo não saberia dizer o que precisamente.
— Saguinha, meu querido, estou louco para saber como será o enredo do nosso novo filme. — Comentou Misty.
— Será simples, Misty um belo rapaz se mudara para a cidadezinha onde o Bonitão Argol e o novinho Aquário disputarão sua atenção. Argol canastrão vai entregar umas flores a Misty e eles transam. Argol dá o fora, pois se sente o maioral. — Saga explicava os detalhes do filme. — Teremos uma cena do Aquário num momento solo pensando em Misty, depois ele o encontra na cachoeira, Aquário consola Misty, e eles mandam ver lá mesmo. Argol e Aquário se estranharão quando o ruivo voltar para a cidade e a discussão acabará em sexo quente. Faremos outra tomada no quarto do Misty, onde ele e Aquário estarão fodendo, quando o Argol chega temos um momento de tensão, depois todo mundo transa junto.
— Ai, que lindo! Adorei! — Comentou Misty dando pulinhos afetados. — Quando começaremos?
— Antes de responder isso eu preciso perguntar quem quer ganhar o dobro neste filme? — Saga perguntou olhando para Camus, mas o ruivo conhecia bem o seu “agente” e não aceitaria nada sem antes saber muito bem do que se trata.
— O que a pessoa terá que fazer, Saga? — Camus perguntou sem tirar os olhos do moreno.
Saga sorriu malicioso antes de responder. — Dupla penetração.
— Tô fora! — Camus decretou.
— Mas é pela arte! — Argumentou Argol sacana. — O bonitão, no caso eu, chego e junto com meu amado Misty fodemos sua linda bunda branca. É perfeito!
— Que tal eu e Misty vendo que você se acha um grande galã decidimos tirar esse seu sorrisinho besta da sua cara então damos o que você merece! Fodemos essa sua bunda atlética! — Camus respondeu ao comentário de Argol que ficou rindo.
— Aquário, eu achei que você gostaria de uma grana extra. — Comentou Saga com seu cinismo típico.
— Saga, você sabe muito bem que uso meu corpo para trabalhar e não vou ficar encostado não sei por quanto tempo por causa de um filme. — Respondeu Camus convicto.
— Ah, é mesmo, o Aquário é michê. — Alfinetou Misty com ar de inocência, o ruivo não se deu nem o trabalho de olhar para ele.
— Ok! Aquário vou deixar passar porque gosto de você assim apertadinho. — Comentou Saga fazendo o ruivo corar e olhar para o chão. Atitude que Camus sabia ser idiota, mas que sempre acontecia quando Saga falava daquela forma na frente dos outros.
Camus realmente não gostava que o conhecessem como “o garoto do Saga”, pois ele não sabia ao certo o que sentia pelo moreno e nem que tipo de relacionamento tinham.
Misty e Argol trocaram olhares, claro que Saga não colocaria o garoto dele pra fazer aquela cena, se bem diziam que Saga nunca foi complacente com ninguém como era com Aquário, o garoto não tirava mais de Saga porque não conhecia o seu real poder de domínio sobre o todo poderoso Saga Nikolos.
— Argol eu particularmente gostei da ideia do Camus, acho que colocar o novinho ou o afeminado para receber esse DP não causará tanto impacto quanto ao galã machão, então o que me diz, topa? — Perguntou Saga direto, Argol olhou para o marido que o incentivou a aceitar, para Misty valia tudo pela arte.
— Tá ok, eu sou maior que esses dois o estrago em mim será menor de qualquer forma. — Argol comentou com desdém fazendo os outros sorrirem.
— Não se preocupe Argol você só dará pra eles neste momento, em todos os outros você será o ativo, ok? — Saga acrescentou para não deixar seu ator nervoso.
Camus que tinha um corpo magro, pele lisa, poucos pelos e os cabelos compridos, sempre pegava os papeis de jovens garotos ou “twinks” como esse estilo era conhecido entre a indústria pornográfica, principalmente quando estava com roupas jovens ou a falta delas. Na maioria dos filmes que fazia ela era o passivo, mas não reclamava muito por isso, uma vez que o passivo sempre ganhava mais que o ativo nos filmes.
O filme seria rodado na mansão de Saga mesmo, afinal o local foi comprado pelo produtor justamente para que tivessem muitas opções de locações, já que possuía muitos quartos, três salas e a área externa era enorme também.
Assim as cenas foram rodadas, Saga era o diretor, muitas vezes ele alternava este papel com seu irmão Kanon.
Aldebaran era o novo câmera, eles não contavam com uma grande equipe de câmeras, pois num filme há muitas edições, os ângulos eram sempre trocados.
Na produção haviam dois homens de confiança de Saga, Mouses e Jaga eram tipos de faz-tudo.
A cena de Misty e Argol foi filmada sem maiores problemas uma vez que como casal eles tinham um grande sintonia juntos e conheciam os melhores ângulos um do outro.
A cena solo de Camus também não teve maiores problemas, Saga quis que somente Aldebaran participasse da filmagem, pois ele gostava de apreciar o ruivo se tocando, Saga colocou uma música de fundo e falava muito pouco na maior parte do tempo olhava seu ruivo hipnotizado.
Camus já era experiente nessas cenas e sabia como Saga gostava de levar o filme.
— Corta! — Falou Saga pouco depois que Camus atingiu o orgasmo em sua cena solo. — Muito bem, Aquário, você foi ótimo, Aldebaran vamos fazer um intervalo para o almoço avise a todos para estarem aqui em duas horas, ok?
O moreno despachou seu câmera, Camus ainda estava se limpando quando Aldebaran saiu do quarto, e Saga trancou a porta.
— Camus, você estava fantástico em cena sabia? — Comentou Saga olhando o outro com olhar predador.
Camus o olhou confuso quando o ouviu o chamando pelo seu nome, então olhou em volta e não viu Aldebaran no quarto.
— Saga, estou trabalhando. — Tentou fazer o outro recobrar o juízo. — Nem vem, eu ainda tenho várias cenas de sexo, não vou transar com você agora.
Mas, Saga ignorou todas as apelações de Camus e o jogou sobre a cama abrindo o roupão e expondo seu copo nu. — Ahh, Camus você me fascina sabia, não vou deixar aqueles dois foderem esse seu cuzinho apertado antes de mim.
— Que história é essa Saga, eu sempre transei com você, não tem como eles transarem comigo antes de você. Você foi o primeiro, lembra? — Camus respondeu sem entender muito os apelos de Saga.
— Mas eu quero ser o primeiro hoje! Quero que entre em cena já preparado por mim. — Saga dizia já com as mãos ágeis passando-as pelo corpo de Camus retirando o roupão que o ruivo havia acabado de colocar.
— Saga, eu tenho várias cenas de sexo hoje, você só pode tá brincando, não é? — Camus falou tentando se livrar do agente.
— Não, Camus... essa cena que gravamos aqui me fez lembrar a primeira vez que você se tocou pra mim, lembra? Você estava com aquela carinha de assustado, mas ainda assim foi incrivelmente sexy. — Saga voltou a falar beijando o pescoço de Camus.
O ruivo por sua vez sentiu repulsa ao se recordar daquele dia, hoje não era mais o garoto assustado. Hoje era um homem feito, havia aprendido muito com a vida, mas ainda se submetia a Saga e suas vontades.
Seus sentimentos por Saga eram tão confusos...
Camus nunca conseguiria defini-los, asco, repulsa, medo, respeito, gratidão, raiva, necessidade, carinho... tudo isso vinha em seu peito sempre que Saga o tocava. Não era como com os clientes, ou como os atores que Camus contracenava, onde ligava um piloto automático no coração e fazia o que tinha que ser feito.
Com Saga não... era quase impossível Camus ficar indiferente a ele.
— Não sou mais aquele garoto assustado. — Camus falou em desafio.
— Claro que não, hoje você ostenta esse seu olhar altivo e desafiador que me excita ainda mais. — Concluiu Saga, alcançando a boca de Camus.
O jovem michê não conseguia resistir às investidas de Saga, aliás, apenas uma vez conseguiu fazê-lo parar, foi quando se apaixonou, mas a vida lhe mostrou que fizera a coisa errada e por fim ficou mais dependente de Saga que antes.
Tomado pela excitação, Saga virou o ruivo o deixando de quatro na cama. — Não se preocupe meu querido vou usar aquele lubrificante importado que comprei, vai me sentir escorregar macio dentro de você. — Saga falou ao ouvido de Camus enquanto brincava com os dedos na entrada do ruivo.
— Saga, tenho o filme e várias cenas pra gravar... — Camus não terminou de falar, pois logo sentiu o membro rijo do moreno começar a invadi-lo sem pressa.
Dê uma coisa Camus não poderia reclamar, Saga sempre foi carinhoso na cama, sempre foi um excelente amante.
— Droga, Saga... vou parecer um arrombado quando eu estiver em cena! — Reclamou Camus entre gemidos.
— Ah! Camus... por que é tão gostoso assim? Puta que pariu...! — Sussurrou Saga gemendo enquanto arremetia contra o corpo de Camus.
Saga conhecia o corpo de Camus, sabia os locais que tinha que tocar para dar prazer e foi com essa intenção que lhe tocou a próstata fazendo o ruivo gemer.
— Porra, Saga eu não quero gozar! — Reclamou Camus, pois ainda teria o filme para fazer.
— Não reclame, Camus... você é muito jovem ainda, ereção não é um problema na sua idade. — Devolveu Saga novamente massageando a próstata de Camus.
— Ahhh, porra! — Camus tentava se segurar, não queria chegar ao orgasmo não somente pelas ereções que teria ao longo do dia, mas por todo o relaxamento que viria com o ápice, mas com Saga se mexendo daquele jeito ficava muito difícil segurar.
— Vem, Camus... goza pra mim, vem...! — Pediu Saga manipulando o sexo de Camus enquanto arremetia com vigor contra suas nádegas.
— Seu gostoso do caralho, eu vou gozar! — Gritou Saga, pouco antes de se derramar dentro da camisinha, mas ao contrário do que Camus imaginava Saga continuou a estocar com vigor massageando o membro de Camus enquanto acertava sua próstata continuamente
— Ahhhh... Porra, Saga! — Gemeu Camus antes de se derramar nos lençóis do set.
Camus caiu exausto na cama, afinal havia tido dois orgasmos seguidos, um primeiro na cena solo e outro agora com Saga.
O mais velho retirou a camisinha a descartando do lixo, deitou na cama para relaxar e curtir a letargia pós-orgasmo, ele puxou Camus para perto de si.
— Cinco anos fodendo essa sua bunda e eu não me canso, você me enfeitiçou garoto. — Declarou Saga acariciando o rosto de Camus, que estava suado e sonolento.
— Tenho um programa especial para você no fim de semana. — Avisou o mais velho.
Camus se afastou do seu abraço e olhou para Saga esperando que este continuasse a falar.
Era este tipo de situação que confundia a cabeça de Camus em torno do seu relacionamento com Saga, haviam acabado de transar e o moreno já vinha falando de programa, não se importando em vender seu corpo, o corpo que ele diz ser fascinado.
Como definir esse relacionamento? Como lidar com alguém que te trata como uma pessoa especial e segundos depois te negocia como se você fosse um pedaço de carne pendurado num açougue?
Camus não sabia e por este motivo não criava expectativas com Saga e procurava sempre blindar seu coração.
— Do que se trata? — Quis saber Camus.
— Uma festa num iate, três dias. Se programe, pois a grana é boa. — Comentou Saga.
— Três dias. — Repetiu Camus. — Quem é o cliente?
Saga se remexeu na cama antes de dizer. — Radamanthys!
Camus se levantou com o efeito daquela notícia. — Saga, eu não gosto das festas do Radamanthys!
— A última que você foi voltou com dinheiro suficiente para comprar o carro que tem hoje. — Argumentou Saga.
— Saga, eles me drogaram, acordei pelado deitado de costas num quarto com quatro caras se masturbando em cima de mim e enfiando um vibrador na minha bunda. — Falou Camus se lembrando daquele momento grotesco pelo qual passou ao acordar zonzo pelo efeito da droga, e ainda ter que fingir que estava tudo bem, pois temia apanhar caso reclamasse ou quisesse sair do quarto onde estavam. — Não sei se quero ir.
— Fetiches, Camus! Eles não te machucaram, não foi? Os pobres só colocaram para fora os fetiches que guardam no peito, e além do mais, avisei ao Radamanthys que queria você de volta inteiro.
— E o Kanon? — Camus perguntou direto.
— O que tem meu irmão?
— Ele tem esse lance mal resolvido com o Radamanthys, e toda vez que eu faço programa como o Rada, o Kanon apronta alguma coisa pra mim. — Lembra quando ele se fez passar por você transou comigo na sua cama? Você ficou puto comigo.
— Claro que fiquei puto, como você não sabe distinguir o Kanon de mim? — Reclamou Saga.
— Cara, nem a mãe de vocês conseguiria fazer isso.
— Eu sou mais bonito!
— Eu diria que é mais charmoso, mas só conseguimos identificar isso quando em conversa, nunca assim de primeira. Mas voltando ao Kanon, lembra quando ele falou para alguns clientes que eu estava com HIV? Eu perdi muito cliente com essa mentira.
— Camus, relaxa não vou deixar o Kanon fazer nada contra você. A grana é muito boa, você sabe que vale a pena ir.
Camus não tinha muita certeza disso, mas uma coisa não podia negar Radamanthys pagava muito bem, porém suas festas eram sempre regadas a orgias, bebidas e drogas, muitas drogas. Mas como disse Saga, a grana era boa, e o tratamento de Isaak estava cada vez mais caro.
Camus levantou da cama e foi tomar um banho, se teria uma festa de Radamanthys no final de semana, seria bom que terminasse o quanto antes as gravações deste filme.
Não tardou Saga entrou no banho junto com Camus, que tratou de sair logo, antes que o outro se animasse.
— Vamos almoçar, tem um restaurante bom não muito longe quero te levar lá. — Convidou Saga com aquele jeito que parecia mais uma ordem do que qualquer outra coisa.
*-*-*-*-*
— Acho o fim do mundo dispensar a equipe para o Saga dar uma foda, quem esse ruivo pensa que é? O Rei do Mundo? — Misty Comentava durante o almoço com Argol e Aldebaran.
— Vamos ser justos, quem mandou todo mundo sair para o almoço foi o Saga, e não o ruivo. — Defendeu Aldebaran tentando ser justo.
— Hunf! Aposto que o Aquário se insinuou para o Saga naquela cena solo dele, aposto! — Misty ainda falou com recalque.
— Misty, o Saga é o dono da porra toda, se ele quiser para a filmagem para foder com o garoto dele, ele vai parar a filmagem. — Observou Argol sensato.
— Não acho justo! Eu me esforço para fazer boas cenas, para fazer um bom trabalho é esse Aquário é quem sempre leva as premiações, sabe por quê? Porque o Saga pega os melhores ângulos dele sempre! Aquele puto! — Espumava Misty com raiva.
— Amor, teremos cenas com ele agora à tarde, vamos nos empenhar bastante, vamos fazer cenas memoráveis. — Sugeriu Argol, ele sabia que para Misty o que valia era a arte.
— Você está certo, vamos fazer ótimas cenas, não vou me estressar, tenho o teste para aquele filme do cinema tradicional. — Comentou Misty sonhador. — Já pensou, meu amor, eu estrelando um filme tradicional, eu no tapete vermelho, eu ganhando um Oscar?
— Só não se esqueça de mim quando estiver no topo Misty. — Argol falou abraçando o marido.
— Acho interessante isso, a falta de ciúmes de vocês ou até mesmo do Saga com seu namorado, vocês não tem ciúmes de er... trabalhar nisso? — Questionou Aldebaran com legítima curiosidade.
— Eu e o Misty somos casados, mas não posso negar que sinto ciúmes dele quando o vejo em cena, mas como também trabalho com isso, sei como as coisas funcionam, então pra mim é sossegado. — Respondeu Argol sobre sua situação com o marido e o mundo do cinema adulto.
— O Saga não namora o Aquário, apenas transa com ele e o agência nos programas e, claro que deve levar a maior parte na grana. — Comentou Misty maldoso.
— Hum, achei que eles tinham um relacionamento. — Tornou Aldebaran interessado.
— O Saga nunca foi de se amarrar a alguém como ele está com o Aquário, faz anos que estão juntos, dizem que antes do Aquário Saga não passava de um mês com a mesma pessoa. Isso quando durava. — Explicou Argol.
Aldebaran ouvia tudo com muita atenção.
*-*-*-*
— Nossa, esse lugar é lindo. — Comentou Camus ao chegar ao restaurante cinco estrelas na região central de Atenas. — Se eu soubesse que você me traria num lugar como este, teria me arrumado, estou parecendo um adolescente. — O ruivo comentou olhando para suas roupas, ainda estava com o figurino que usaria no filme.
— Já te falei, você tem que se acostumar com o melhor sempre. — Respondeu Saga ao acompanhar o Maître que os levariam para a mesa reservada. — Quanto a sua aparência, não se preocupe, você está como deveria estar.
Ao seguirem em direção à mesa reservada para Saga, Camus notou que alguns dos velhos ricos que estavam almoçando ali, olhavam para Saga e depois comiam o ruivo com os olhos. Um em especial não disfarçou a cara de tarado ao observar Camus.
Saga não dava ponto sem nó, o levou ali como uma exposição de mercadoria, isso sim. O homem era conhecido e reconhecido como o rei do sexo na Grécia obviamente tinha muitos contatos com os grandes executivos daquele país.
Aos se dirigirem para sua reserva, Camus notou uma cabeleira loira conhecida numa mesa com alguns velhos e o rapaz loiro, que o recepcionou na armadilha que Milo armou para ele.
Milo, que estava conversando levantou os olhos e parou de falar ao ver Camus.
Seus olhares se cruzaram.
Camus, não cumprimentou, nem com aceno de cabeça, estava tão acostumado a ser ignorado por seus clientes em público, que aprendeu a simplesmente fingir que não os conhecia.
Milo, porém não tinha o mesmo jogo de cintura, e parou de falar quando viu o ruivo passando cravando os olhos nele, fazendo todos em sua mesa também voltarem o olhar para o jovem rapaz que havia acabado de entrar.
— Você conhece aquele rapaz? — Perguntou Klaus Kapino analítico.
Foi ao escutar a voz do pai que Milo saiu do transe que entrou ao ver o ruivo.
O loiro olhou para o pai sem saber o que responder, quando Aioria veio em seu auxílio. — Também achei que fosse o Johnny, mas olhando bem, não é. — E acrescentou ao pai do amigo que olhava o filho com certo desgosto. — Johnny era um amigo nosso da faculdade, hoje ele trabalha com o Showbiz.
— Sim, sim me pareceu o Johnny. — Milo comentou grato ao amigo.
— Johnny? — Klaus repetiu não acreditando muito naquela história.
— Sim, Milo... voltando ao assunto a nova fábrica que estamos abrindo no Brasil reduzirá nossos custos pela metade, uma vez que o governo de lá está dando um super incentivo fiscal. — Comentou Aioria trazendo o amigo de volta ao assunto.
— Sim, claro. Mas, me preocupo com a corrupção daquele país, vocês sabem que só conseguiremos tais incentivos molhando as mãos dos corruptos. — Alertou Milo fazendo o pai o olhar mais uma vez com reprovação.
— Milo, se esse é o jogo e se essa é a regra desse jogo, nós jogaremos e jogaremos para ganhar sempre! — Klaus comentou deixando claro ao filho que estava ciente da corrupção no país de sua nova fábrica, e estava disposto a pagar para conseguir as vantagens que precisava.
Milo ouvia os absurdos do pai, mas não conseguia tirar os olhos de Camus.
...
Ao se acomodarem à mesa, Saga perguntou enquanto olhava o cardápio. — Quem é aquele rapaz?
— Que rapaz? — Camus tentou disfarçar seu incômodo com a presença de Milo.
— Aquele que não tira os olhos de você? — Saga tornou a perguntar pausadamente com a voz baixa e controlada.
Camus abaixou a cabeça, soltou o ar dos pulmões e tentou responder com indiferença. — É o cliente novo, aquele novo que eu falei que era um babaca.
Os olhos de Saga brilharam. — Não me disse que seu cliente novo era Milo Kapino, um dos jovens mais ricos da Grécia.
— Kapino? — Camus repetiu o sobrenome tentando se lembrar de onde o conhecia.
Olhou para Saga e comentou com sua fleuma natural tentando passar indiferença. — Não me importa quem sejam os clientes, somente se eles têm grana pra pagar.
— Camus, Camus, Camus... você tem muito que aprender ainda, muito! — Comentou Saga sorrindo malicioso ao notar que Milo e agora o próprio Klaus não tiravam os olhos do seu ruivo.
*-*-*-*-*
— Vamos, Argol! Pegue o Aquário com vigor, lembrem-se: Vocês estão no campo, há um desafio entre vocês, mas o Argol vai mostrar porque ele conseguiu transar com o Misty primeiro. — Saga orientava seus atores que estavam em cena da cadeira do diretor através do ponto, os atores e o câmera ouviam as instruções.
— Aldebaran faça a imagem de cima.
— Aquário, coloque mais raiva em sua expressão, lembre-se esse cara transou com o homem que você queria, isso assim.
— Argol, coloque deboche em sua expressão, você transou com o cara que ele estava afim e agora vai transar com ele também. Isso, o beije.
— Aquário, tente se livrar do beijo.
— Meninos, não exagerem nas cenas de lutas, Aquário vá amolecendo com os beijos do Argol, não quero cena de estupro aqui, quero apenas tesão reprimido.
— Argol, isso tire as roupas dele, Aquário você já está domado não lute mais apenas aguarde os próximos passos do Argol.
— Isso vire-o!
— Aldebaran, dê um close nessa bunda perfeita que o Cam... Que o Aquário tem, Argol a acaricie, isso espalme... Isso... perfeito, agora separe as nádegas.
— Isso, isso, Aldebaran foco neste buraquinho rosado, Argol o beijo grego. Aquário gema, isso isso... Corta!
— Jaga, me traga o lubrificante!
Saga comandava tudo como um maestro regendo uma orquestra.
Se aproximando dos atores orientou. — Argol, não perderemos muito tempo com as preliminares, vamos usar bastante lubrificante você vai escorregar macio dentro do Aquário.
— Meu Querido. — O diretor começou virando-se para Camus. — Você está perfeito, mas lembre-se que você é um adolescente provavelmente virgem faça expressões de dor e desconforto quando Argol começar a penetração, as pessoas curtem ver esse sofrimento no rosto do passivo, esse é um dos pontos altos da cena. Ok?
Camus achou desnecessário aquele pedido, Argol era "grande" com certeza fazer cara de dor não seria problema algum. — Tudo bem pode deixar. — Tornou Camus, manipulando o seu membro, ele e Argol conversavam com o diretor sempre acariciando o pênis para não perder a ereção e evitar atrasar a cena.
Camus havia tomado quatro comprimidos de relaxante muscular para evitar sentir as dores que inevitavelmente sentiria até o final das gravações daquele dia.
— Vamos lá, aos seus lugares, Aquário já colocou o lubrificante? Ok? Vamos gravando.
Naquele tarde Camus gravou sua cena com Argol, as cenas externas, e a cena com Misty. Faltava o Gran Finale! O ruivo estava exausto.
— Saga, vamos gravar essa cena amanhã, por favor! — Pediu Camus cansado.
— Nada disso, sabe quanto me custa um dia de gravação? Nem pensar, vamos terminar isso hoje. — Saga falou sério sem deixar margem para questionamentos.
— Não consigo ter mais uma ereção, não dá! Eu tô morto! — Reclamou o ruivo.
— Você é muito novo, Camus, deveria estar vendendo disposição! — Reclamou Saga.
— Pro inferno, Saga, eu tô de pau duro desde a manhã, já gozei umas cinco vezes hoje. Eu não aguento mais! — Camus bateu o pé firme.
Saga abriu a gaveta do seu escritório e tirou o comprimido azul de lá. — Tome isso! Vai ter energia de sobra.
Camus olhou para Saga analítico antes de dar de ombros, sabia que ainda era muito novo para precisar da ajuda de remédios, ficaria exausto, mas daria conta.
Aquela foi a cena mais trabalhosa, pois os três teriam que passar paixão, tesão em igual medida, não teriam papeis definidos, todos transariam com todos, todos seriam ativos e passivos e a cena esperada da dupla penetração.
— Tem certeza que você não quer fazer essa cena? — Argol perguntou receoso. — Afinal dizem que você faz qualquer coisa por dinheiro.
— Faço sim, mas acabar com meu instrumento de trabalho está fora de cogitação. — Respondeu Camus, sorrindo malicioso. — Vamos Argol, vire esse traseiro gordo! — Brincou fazendo sotaque de filme americano.
Argol fez cara de lamento antes de respirar fundo e fazer a cena que lhe pediam, não sem sofrimento uma vez que nem Camus, e nem Misty eram “pequenos”.
— Argol e Misty, quero vocês gozando no Aquário. — Ordenou Saga fazendo os três olharem para ele.
— Na boca? — Perguntou Argol.
— Não, no corpo, sujem o máximo que puderem, ok? — Saga explicou como queria a cena.
Camus suspirou cansado, aquilo era sempre tão humilhante e Saga parecia ter o prazer de humilhá-lo ainda mais. — Ok, vamos acabar logo com isso. — respondeu resignado.
E daquela forma foi feito, Camus terminou a cena completamente sujo com esperma no rosto e no peito, inclusive o próprio, pois ele também tinha que ejacular para a cena terminar como Saga queria.
— Eeee... Corta! Parabéns pessoal, nosso filme me deixou de pau duro o tempo todo, aposto que o Aldebaran aqui vai bater várias em homenagem a vocês. Mouse, entregue o dinheiro a eles. Obrigado pessoal.
Os três atores sorriram, finalmente estavam livres! Era o que Camus pensava até que Saga o chamou. — Aquário, quero falar com você.
— Me deixe tomar banho que eu venho.
— Não, não quero que tome banho. — Informou Saga arrancando um olhar desconfiado do ruivo, venha até meu escritório. — Camus o seguiu ainda nu e todo sujo, assim que entraram o agente trancou a porta atrás de si e disparou. — Tenho um programa pra você.
— Saga! Eu estou exausto! — Reclamou Camus incrédulo.
— Não se preocupe você não vai precisar fazer nada, vai apenas realizar um fetiche de um cara, lembra o que já te expliquei sobre fetiches? — Saga perguntou abrindo a própria calça e retirando seu membro duro o manipulando. — Ele quer o esperma quentinho, somente isso. Eu vou colocar mais nos lugares estratégicos.
— Saga, por favor, eu estou exausto. — Camus ainda tentou argumentar, mas Saga o virou de bruços sobre a mesa manipulando seu pênis para que o jato acertasse sua entrada, mas sem aviso o moreno o penetrou arrancando um grito de dor. — Ahhhh, Porra Saga!
O moreno agarrou Camus pela cintura e arremetia forte. — Ahhh, Cu gostoso! — Saga falou pouco antes de se derramar dentro de Camus e tirando o pênis ainda espalhou esperma pelas nádegas do ruivo.
Camus estava imóvel, não tinha noção do que Saga tinha em mente.
— Seu cliente está no quarto no final do corredor, não faça nada, deixe que ele faça com você, essa vai ser a grana mais fácil de sua vida. — Saga orientou Camus e acrescentou ao ver a expressão de desgosto de Camus. — Confie em mim.
Sem dizer uma palavra Camus saiu nu pela casa de Saga, do lado oposto ao que a equipe ainda estava arrumando as coisas, e que Misty e Argol provavelmente estavam se lavando.
Camus sentia o esperma escorrer pelo seu corpo, quando chegou a porta indicada deu três batidas e a abriu.
Havia um velho gordo de cueca preta lá dentro.
O velho fechou a porta atrás de si e ficou observando Camus, que estava imóvel como Saga orientou. Reconheceu o velho do restaurante que foram mais cedo, realmente, Saga o levou àquele lugar como quem leva uma mercadoria para ser exposta.
— Ahhh! Perfeito! — O velho falou ao ver o corpo de Camus coberto pelo líquido viscoso.
Levou o ruivo até o meio do quarto ainda admirando o estado do ruivo, se ajoelhou diante de Camus e passou a língua pela barriga negativa do ruivo recolhendo o esperma que havia ali.
"Fetiche Camus, você está aqui para realizar o fetiche desse cara, não para julgar ou sentir nojo" — Camus repetia como um mantra com os olhos fechados.
Tinha vontade de empurrar aquele homem e dizer o quanto ele era nojento, mas tinha consciência de que Saga não ficaria nada satisfeito se fizesse isso.
O homem lambeu a barriga, o peito e o pescoço do ruivo que continham os espermas de Argol, Misty e do próprio Camus, mas o pior na opinião de Camus ainda estava por vir!
O homem levou Camus até a cama o colocando de quatro, separou suas nádegas e gemeu ao ver o esperma de Saga ali naquele local.
O velho brincou com o dedo na entrada de Camus constatando que o local estava bem molhado, tanto pelo esperma de Saga quanto pelo lubrificante que usou durante todo o dia.
Sem aviso o homem começou a beijar e a lamber as nádegas do ruivo, Camus segurou o asco que sentia naquele momento pedindo aos deuses para que aquele tormento acabasse logo de uma vez.
Porém o suplício de Camus durou mais de uma hora que foi quando o homem se vestiu e foi embora deixando Camus no quarto como um objeto que não tem mais utilidade.
Tentando manter-se livre de qualquer pensamento negativo sobre tudo que viverá naquele dia, Camus caminhou nu pela casa, indo até o quarto que estavam suas roupas, Saga o esperava.
— Venha, meu querido, sei que deve estar bem cansado, preparei a banheira, a água está no ponto que sei que você gosta.
Camus nada respondeu, seguiu para o banheiro e entrou na água.
— Vou pedir um lanche para você, sei que deve estar morrendo de fome, afinal teve que se alimentar só com salada por causa da filmagem. — Saga falou e saiu, sabia que Camus precisaria de privacidade para se lavar adequadamente depois de tudo.
Finalmente só, Camus pegou uma esponja e começou a esfregar seu corpo como se pudesse lavar sua alma.
Algumas lágrimas caíam dos seus olhos. "Por que está chorando seu idiota?" — Perguntava a si enquanto tentava secar suas lágrimas.
— Camus, você já deveria estar acostumado a sua vida, a sua realidade! — Falou bronqueando a si por sua falta de controle quanto àqueles sentimentos. Não deveria sentir, não deveria absorver aquelas coisas, aquelas situações. Saga sempre o orientou quanto a isso.
— Negócios são negócios, Camus! — Falou para si a frase que sempre ouviu do seu "agente".
...
Após se acalmar e se lavar adequadamente Camus saiu do banheiro vestido num roupão Saga o esperava no quarto.
— Pedi uma pizza, sei que está com fome, a gente pode ficar aqui assistindo um filme juntos. — Saga falava observando Camus colocar suas roupas.
— Tenho que ir para casa, meus irmãos estão me esperando, a moça que cuida deles tem que ir embora. – Mentiu Camus.
— Não, não estão. – Saga desmentiu com seu ar serio. – Se houvesse a menor possibilidade deles estarem sozinhos, ou de a babá ir embora, você estaria surtando antes mesmo de terminarmos o filme.
Os olhos de Camus encontraram os de Saga que voltou a falar. – Sei que está bravo comigo, sei que não a programas em dias de filmagem, mas a oportunidade bateu em minha porta.
— Eu só estou cansado Saga, só isso. – Começou Camus querendo evitar discursões.
— Não é só isso, por que não me conta o que está havendo?
Camus ficou em silêncio por alguns estantes analisando se deveria falar, mas decidiu após a insistência do amante.
— Eu fui pego de surpresa, só isso! – Respondeu Camus terminando de se vestir.
— Camus. – Tornou Saga segurando o braço do ruivo que voltou o olhar ao moreno. – Não fico satisfeito em te colocar nessas situações, mas sei que você precisa de dinheiro para o tratamento de seu irmão e só hoje você faturou nove mil euros.
Saga mostrou a Camus o valor do deposito feito na conta do ruivo.
— Só esse cara pagou três mil para fazer aquilo, me diga qual trabalho você teve? Nenhum! Ficou parado, apenas isso. – Saga começou a falar como se estivesse ofendido com a postura de Camus.
— Saga, eu sei que você... – Começou o ruivo sendo cortado pelo outro.
— Quem você conhece que te ajuda como eu? Eu gosto de você, não me importo com o que você faz para ganhar dinheiro, qualquer outro teria nojo de ficar com você está noite, mas eu não, eu estou fazendo tudo para que você se sinta bem e você me trata assim. – Saga falava com seu cinismo típico torcendo os fatos a seu favor.
— Eu sei Saga, você é bom pra mim, eu nem sei o que seria de mim sem você. – Camus falou sentindo-se envergonhado.
— Camus quando você se apaixonou por aquele cara e decidiu que não transaria mais comigo, eu aceitei. Quando ele fez o que fez com você, quem te ajudou? Quem te estendeu a mão? Quem estava lá para você? Eu Camus, eu sempre estive lá pra você, mas posso me cansar de ser tratado assim. — Saga concluiu seu discurso se vitimizando como sempre fazia.
— Me desculpe Saga, eu... Me perdoe! Eu só estou dolorido, não quero... Não consigo. – Tornou Camus se sentindo a ultima das criaturas.
— Não quero sexo Camus, não sou nenhum monstro! Olha, eu tenho essa pomada analgésica e cicatrizante, posso passa-la em você, sei que está dolorido depois de hoje. Só quero passar a noite ao seu lado, um filminho, um vinho, uma pizza dormir de conchinha. – Propôs Saga mudando completamente sua postura agressiva para um tom amoroso. – E eu sei que você pediu para a babá ficar a noite toda, me deixa cuidar de você essa noite Camus? — Saga pediu esticando a mão e após um momento de hesitação Camus segurou a mão do outro e deixou-se envolver por seu abraço. Estava cansado, estava carente, ser cuidado era tudo que precisava naquela noite afinal.
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