Na Noite mais Escura

19 Render-se nunca, desistir jamais - parte 2


Shippou e Soten já estavam juntos de Kagome, que tinha acabado de fazer campanha para o conselho escolar, Kouga e Ayame já estavam prontos para voltarem para casa. KAGOME – Mas vocês já vão? Por que não tomam um café lá em casa? KOUGA – Fica para próxima, Kagome! (ele olha para esposa) – Temos muito que fazer. AYAME – Verdade, Kagome! (segurando o filho no colo) – Quem sabe em outra oportunidade. KAGOME – Ok! (ela acaricia Genku) – Então tchau bonitinho. (o bebê sorria muito para Kagome) INUYASHA – E você, Soten? Vai direto para casa? SOTEN – Eu vou sim, o meu pai deve estar preocupado me esperando. (ela mexe na bolsa) — Acho que até vou ligar para ele e... SHIPPOU – O que foi? SOTEN – Vocês não vão acreditar, mas acho que esqueci meu celular na casa de vocês. (olhando para Kouga e Ayame) AYAME – Não tem problema, você volta com a gente. SHIPPOU – Então eu vou junto. KAGOME – Mas que fofo, vai acompanhar a namorada. (sorrindo e deixando os dois corados) INUYASHA – Mas não demore muito. SHIPPOU – Pode deixar. E assim Shippou e Soten acompanham Ayame e Kouga sob a observação de InuYasha e Kagome. KAGOME – Quem poderia imaginar que o Shippou conseguisse esquecer Satsuki? INUYASHA – Será que esqueceu mesmo? KAGOME – Do que está falando? Mas é claro que sim! Eu gosto muito da sua sobrinha, mas ela é muito mimada para meu gosto, a Rin me conta os horrores que tem que ouvir dessa menina. INUYASHA – Ela não está exagerando? KAGOME – Eu acho que não, sabia que ela não atende as chamadas do pai? Como pode? (balançando negativamente a cabeça) INUYASHA – De um tempo á ela. (ele coloca o braço em volta do ombro dela) – Agora vamos para casa, candidata. (sorrindo) KAGOME – Acho que podemos aproveitar enquanto o Shippou está fora. (ela sorri maliciosamente) – O que acha? INUYASHA – O que acho é que estamos demorando muito. InuYasha puxa Kagome pelo braço, o casal vivia um ‘mar de rosas’ em sua relação e enquanto isso, Satsuki tinha acabado de chegar na casa da mãe, ela entrou correndo, indo imediatamente para seu quarto, Kagura, que estava em seu escritório particular, percebeu a atitude da filha e por isso foi ao seu quarto para falar com ela. KAGURA – Posso entrar. (batendo na porta) SATSUKI – Claro, mãe! (de costas ela enxugava uma lágrima escondida da mãe) – Estou bem sim. (se virando de frente) KAGURA – Satsuki, está tudo bem, filha? (percebendo os olhos meio lacrimejados da filha) – Estava chorando? SATSUKI – Foi um cisco, mãe, não se preocupe. Kagura entrou no quarto, fechou a porta e com os braços cruzados ficou observando a filha sentada na cama, Satsuki sentia que mãe não tinha acreditado naquela história. KAGURA – Você viu algo que a chateou, não é? SATSUKI – Ai mãe! Às vezes a senhora me assusta, até parece que lê meus pensamentos. KAGURA – Ok! (ela se senta ao lado da filha) – Agora fale o que aconteceu. SATSUKI – Eu vi o Shippou junto com a Soten. KAGURA – E daí? Eles são colegas, não? SATSUKI – Eu os vi no parque. (ela olhava para o lado) – Eles estavam se beijando. KAGURA – Se beijando? (ela se levanta) – Quer dizer que estão namorando? SATSUKI – Devem estar! Para se beijarem daquele jeito, eu não falo mais com o Shippou. KAGURA – “Por essa eu não podia esperar.” (pensando o que chamou a atenção de Satsuki) SATSUKI – O que foi, mãe? (estranhando sua forma pensativa) KAGURA – Nada querida! (voltando a olhar para a filha) – Me fale, por que isso te deixou chateada? Vocês não se falam mais. SATSUKI – Isso é tudo culpa daquela Soten, até o aparecimento dessa menina o Shippou só andava comigo, mas agora anda para baixo e para cima com essa oferecida. KAGURA – Então você quer que as coisas sejam como antes, não é? SATSUKI – Isso. (nesse momento elas ouvem o som da campainha) KAGURA – Depois a gente continua essa conversa. SATSUKI – Eu vou descer com a senhora, não quero ficar no quarto. Kagura e Satsuki saem do quarto e descem para a sala, onde a ex. agente do governo abre a porta e Rin aparece diante dela. KAGURA – Rin. RIN – Eu tenho que falar com a Satsuki. (já entrando e indo falar com a enteada) SATSUKI – O que quer? (de braços cruzados) RIN – Preciso falar sobre seu pai e... SATSUKI – Eu não quero falar dele! RIN – Mas ele está preso, você não atende os telefonemas dele, ele está deprimido, sente saudades de ouvir a sua voz, você é filha dele. SATSUKI – Mas eu não quero ouvir a voz dele! RIN – Mas por que Satsuki? SATSUKI – Porque estou sendo descriminada no colégio, muitas das minhas amigas não falam mais comigo, os meninos me olham torto, tudo isso é culpa dele, tudo porque meu pai é um assassino. RIN – Não fale isso, Satsuki! O Sesshoumaru não é assassino. SATSUKI – Ele é sim, eu tenho vergonha dele. Ao ouvir aquelas palavras Rin tem um acesso de raiva e por isso levanta a mão para esbofetear Satsuki, mas é impedida por Kagura, que segura seu braço. KAGURA – Não se atreva a bater na minha filha. (Rin se solta dela) RIN – Não percebe que está estragando ela? Ou melhor, acho que sabe sim. (Kagura a ignora) KAGURA – Satsuki. SATSUKI – Senhora? KAGURA – Vá para seu quarto. Satsuki obedece à mãe e sobe para seu quarto, deixando Kagura e Rin a sós. KAGURA – O que pensa que está fazendo? RIN – Eu estou tentando botar um pouco de juízo na cabeça daquela menina. (ela respira fundo) – Me magoa o modo como ela trata o pai. KAGURA – Não é batendo nela que vai conseguir mudá-la. RIN – Olha Kagura! Eu tenho minhas diferenças com você, te acho dissimulada e manipuladora, mas de uma coisa eu sei que é verdade, você gosta da Satsuki, vejo isso em seus olhos, isso não é uma coisa que se finja. KAGURA – Isso é um elogio e tanto vindo de você. RIN – Por isso eu te peço que fale com ela, a convença a falar com o pai, toda a jovem precisa disso, eu precisei e você também deve ter precisado, não é? Ao ouvir aquele depoimento de Rin sobre a importância da figura paterna na vida da filha, Kagura teve lembranças de sua infância, mas essas lembranças não eram boas, pois Kagura fechou os olhos e ficou com feição nervosa. KAGURA – Você não sabe nada da vida! (ela a encara) – Agora vai embora! RIN – Mas... KAGURA – Eu disse para ir embora! Depois de ouvir aquilo, Rin saiu da residência e estranhou aquele repentino nervosismo de Kagura, de alguma forma a esposa de Sesshoumaru atingiu um ponto fraco da ex. agente do governo e enquanto isso, chegando em casa, Ayame e Kouga entraram nela com Shippou e Soten. AYAME – Eu vou levar o Genku para o quarto dele. KOUGA – Eu já vou aí, querida! Só vou mostrar algo ao Shippou. SHIPPOU – O que? KOUGA – Na outra sala eu te mostro. (o guiando até lá) – Quer vir junto, Soten? SOTEN – Não obrigado, eu tenho que ir, só vim pegar meu celular. SHIPPOU – Me espere, eu vou te acompanhar. Soten respondeu com um sorriso e assim Kouga e Shippou foram para outra sala, deixando Soten sozinha na sala e a babá aproveitou essa oportunidade e pegou o seu celular que estava ligado no canto do sofá. SOTEN – Acho que gravou tudo, espero que isso seja o suficiente. Soten olhava ao redor para verificar se não estava sendo vista e continuou a mexer no aparelho, ela tinha deixado o celular no sofá de propósito para que ele gravasse a conversa de Kouga e Ayame com Kohaku. SOTEN – “Eu consegui!” (pensando) Soten tinha feito aquilo seguindo ordens de seu pai, ela não se sentia bem em fazer aquilo, mas se não o fizesse sabia que seria castigada em casa, isso sim a deixava apavorada e pensando nisso Soten estava tão distante com seus pensamentos que tomou um susto ao sentir a mão de Shippou sobre seu ombro. SHIPPOU – Que celular moderno! (olhando o aparelho dela) – Não sabia que seu pai tinha dinheiro para comprar um assim. SOTEN – Acho que estava tentando compensar. (sorrindo amarelo) – O que o Kouga te mostrou? SHIPPOU – Apenas um foto, nela estava eu, Ayame, Kouga e Genku. (ele mostra a foto a ela) SOTEN – Aqui vocês parecem tão felizes. (olhando a foto) SHIPPOU – Isso é a parte boa de ter pais separados! A família fica mais ampla. (sorrindo) SOTEN – “Família feliz? Eu queria sentir isso, queria saber o que é isso.” (pensando) SHIPPOU – Melhor irmos. SOTEN – Sim, mas vamos nos despedir de Kouga e Ayame primeiro. Soten e Shippou tem uma conversa rápida para se despedirem e assim o jovem casal saiu da casa enquanto isso, aproveitando que estavam sozinhos em casa, InuYasha e Kagome tinham acabado de transar e estavam deitados na cama, se beijam debaixo dos lençóis. INUYASHA – Eu te amo tanto, Kagome. KAGOME – Eu também. (ela acaricia o rosto dele) – Amo você, amo a nossa família e farei tudo para protegê-la. INUYASHA – E por falar em família, já pensou naquele assunto sobre adotar uma criança? KAGOME – Eu não quero falar disso. (se levantando enrolada no lençol) INUYASHA – Ok! Ok! Eu não vou forçar nada, mas pense nisso pelo menos. (ele se levanta da cama e vai até ela) – Você é uma mãe com tanto amor para dar. (a beijando) KAGOME – O único amor que quero dar é para você, seu bobo. (ela se afasta um pouco) – Melhor nós nos vestirmos, antes que o Shippou chegue. INUYASHA – O Shippou não é mais criança, Kagome! Ele sabe muito bem o que fazemos aqui no quarto. (sorrindo) KAGOME – Mesmo assim, eu ainda me sinto meio encabulada. INUYASHA – Você é uma graça quando fica encabulada. (ele a olha nos olhos) – Melhor! Você é uma graça de qualquer jeito. KAGOME – Hoje você está demais! (dando um tapa leve no braço dele) – Mas é bobo mesmo! INUYASHA – Não é bobeira, é amor! InuYasha agarra Kagome e a beija com muita paixão e novamente deitaram na cama e quando estavam se preparando para transar, de repente o telefone toca para desanimo de InuYasha. INUYASHA – Mas quem pode ser nessa hora? (em cima de Kagome) – Vou deixar tocar. (o telefone continuava a tocar constantemente sem parar) KAGOME – Melhor atender, pode ser importante. (ela sai debaixo dele) – Eu vou tomar um banho. INUYASHA – Ta! Kagome se levanta para calçar os chinelos enquanto InuYasha, muito a contra gosto, atendia o telefonema. INUYASHA – Alô! MIROKU – Sou eu InuYasha, como vai? INUYASHA – Eu vou bem, Miroku! (Kagome se manifesta ao ouvir aquele nome) KAGOME – Eu quero falar com ele. (InuYasha coloca a mão no fone para tampar o som) INUYASHA – O que quer falar com ele? KAGOME – O que foi? (sorrindo maliciosamente) – Não vai me dizer que está com ciúmes? INUYASHA – Não é isso! (meio irritado) – Eu só quero saber o assunto. KAGOME – O que acha? Vou falar sobre a Sango. (ela pega o telefone dele) INUYASHA – Como quiser. Kagome, ainda enrolada no lençol, se sentou na cama para falar com Miroku por telefone, sob os olhares de InuYasha. KAGOME – Oi, Miroku, eu queria mesmo falar com você. MIROKU – Imagino. KAGOME – O InuYasha está na minha frente, eu acho que ele ainda sente ciúmes de mim com você, pode um negócio desses? (sorrindo e olhando para o marido que escutava tudo) MIROKU – Isto porque ele te ama. KAGOME – Eu sei... como está, Miroku? Tem que aparecer mais. MIROKU – Você sabe por que não apareço por aí, não é? KAGOME – Você tem que superar isso, se não quer ter mais nada com a Sango tudo bem, mas não fique com raiva dela, vocês namoraram por cinco anos, é muita coisa para se jogar no lixo, não acha? MIROKU – Eu concordo, mas não fui eu quem jogou isso no lixo e sim ela. KAGOME – Mas mudando de assunto, eu queria saber sua opinião sobre minha candidatura à presidência do conselho da escola. MIROKU – Você sabe qual é minha opinião! Você tem um talento nato para a coisa, para conquistar as pessoas e a confianças delas. KAGOME – Eu sei, eu me senti tão bem em pedir votos para mim mesma. (InuYasha se manifesta) INUYASHA – Vocês vão falar de política? Então eu saio. (ela coloca a mão no fone para tampar o som) KAGOME – Você pode ir para o banheiro primeiro, depois eu me junto a você. (sorrindo) INUYASHA – Ok! Eu vou estar te esperando. (mandando um beijo de longe) KAGOME – Pode apostar que vou. InuYasha foi para o banheiro e ao ver isso, Kagome se levantou da cama para certificar que o marido tinha entrado mesmo no banheiro e depois da confirmação, ela voltou para o quarto para falar novamente com Miroku por telefone. KAGOME – Ele está no banheiro, Miroku, podemos falar... descobriu algo? MIROKU – Ainda não! (ele faz uma pausa) – Olha Kagome, eu sei que me pediu, há 15 dias, para investigar a empresa que InuYasha está trabalhando, eu não sei se isso é uma boa idéia. KAGOME – Mas eu só pedi sua ajuda porque achei estranho como as coisas melhoraram assim de repente. MIROKU – Isso não é bom? KAGOME – À princípio sim, mas como diz o velho ditado, ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’. MIROKU – Talvez tenha razão, essa empresa tem muitos segredos. KAGOME – E outra coisa, Miroku! O InuYasha não pode saber disso, certo? MIROKU – Claro! Eu aparecerei por aí quando tiver algo mais concreto. KAGOME – Valeu mesmo, Miroku! Fico te devendo essa. Kagome coloca o telefone de volta no gancho, por algum motivo Kagome começara a desconfiar da empresa em que o marido trabalhava, agora que ela estava mais em casa, a esposa de InuYasha queria se inteirar mais sobre o assunto do restaurante terceirizado. MAIS TARDE Shippou e Soten finalmente tinham chegado na casa da jovem, estavam andando de mãos dadas. SHIPPOU – Está entregue. SOTEN – Obrigado. SHIPPOU – Pelo que? SOTEN – Pelo dia de hoje, eu me diverti muito. SHIPPOU – Eu também. Shippou e Soten se beijam no portão da casa e nem percebem que estavam sendo observados por Argoten e assim o velho pai de Soten se manifesta aos berros. ARGOTEN – Bonito, hein? SOTEN – Pai?! (levanto um susto ao vê-lo) ARGOTEN – Para dentro mocinha! (gritando) SOTEN – Sim senhor. (ela entra na casa enquanto Argoten encara Shippou) ARGOTEN – Vai embora, moleque! Está tarde para namoricos. SHIPPOU – Mas senhor, eu... Argoten ignora Shippou e segue andando para o interior da sua casa deixando o jovem falando sozinho, que não entendeu o motivo daquele nervosismo e assim foi embora e enquanto isso, Argoten foi para o quarto de Soten, que estava encolhida em sua cama, com medo da reação do pai. SOTEN – O que foi que fiz agora? ARGOTEN – Eu vi o beijo que deu naquele moleque. SOTEN – Aquilo não é nada, pai! Aquilo é disfarce e... ARGOTEN – Eu vi você sorrindo para ele, vi como estava gostando, não acho que era disfarce. (ele olha bem nos olhos dela) – Gosta dele, não é? SOTEN – Claro que não! O senhor sabe o que já aprontei com ele, o Shippou até já levou uma surra por minha causa, como é que posso estar gostando dele? ARGOTEN – Você não me engana, menina! Pode ter sido disfarce no começo, mas não agora. SOTEN – Então veja... quer dizer, então ouça o que consegui. (ela mostra o celular para ele) – Eu gravei a conversa de Ayame e Kouga com um rapaz chamado Kohaku. (ele pega o celular) ARGOTEN – Fique aqui! Eu já volto! A nossa conversa não acabou, mocinha. Argoten sai do quarto de Soten, tranca a porta para que a menina não saia e depois vai até o telefone e começa a discar para falar com Kagura. KAGURA – Fale, Argoten. ARGOTEN – Acho que tem uma coisa que pode te interessar. KAGURA – Chega de rodeios e diga logo! ARGOTEN – Soten conseguiu gravar uma conversa de Ayame e Kouga com o Kohaku. KAGURA – Sério?! (ela fica curiosa) ARGOTEN – Claro! Quer ouvi-la? KAGURA – Espere só um pouco. (ela aperta o botão para gravar aquela conversa) – Pode botá-la. Argoten coloca o áudio do celular de Soten no fone para que Kagura, do outro lado da linha, pudesse ouvir e ela ouviu tudo que precisava saber, que Kohaku tinha contratado Kouga e Ayame para investigar ligação de alguém do Grupo Naraku com uma organização chamada Ordem da Espada Morta e também que estavam tentando encontrar alguma forma de inocentar Sesshoumaru. KAGURA – Excelente trabalho, Argoten. ARGOTEN – Acho que minha filha imprestável, serviu para alguma coisa. KAGURA – Mas sobre aquele assunto que falei? ARGOTEN – Sobre ela estar apaixonada pelo Shippou? Eu dei uma dura nela e ela negou tudo. KAGURA – Acredita nela? ARGOTEN – Claro que não! Eu vi um beijo deles agora pouco, ela está gostando dele sim. KAGURA – Isso pode ser um problema para nós, ela pode se arrepender e contar tudo para Shippou, isso pode nos atrapalhar. ARGOTEN – Então o que devo fazer? KAGURA – Acabe com o namoro dele! E faça logo, pois sabe o que pode te acontecer se algo der errado. Em tom de ameaça, Kagura desliga na cara de Argoten, o pai de Soten sabia o que tinha que fazer e por isso voltou para o quarto da filha para ter uma conversa definitiva com ela, que se levanta da cama ao vê-lo. SOTEN – Pai, eu posso... ARGOTEN – Senta! SOTEN – Mas pai, eu quero... (ele a agarra e a faz senta na cama) ARGOTEN – Eu já mandei sentar. Soten ficou ainda mais assustada com o comportamento do pai, ele parecia transtornado como se algo pudesse acontecer com ele. ARGOTEN – Eu vou dizer uma única vez! (ele a encara) – Eu quero que acabe esse namoro com aquele moleque. SOTEN – Por que, pai? ARGOTEN – Eu não tenho que te dar satisfação, me obedeça e pronto. (ela se levanta para ir até ele) SOTEN – Mas o disfarce está indo tão bem e... Soten não consegue terminar a frase, pois é esbofeteada por Argoten fazendo-a cair no chão e ele ainda zangado se agacha para olhar nos olhos dela. ARGOTEN – Eu não vou morrer por sua causa, não vou morrer só porque se engraçou com aquele moleque, eu não quero que fale mais com ele. SOTEN – Sim senhor. ARGOTEN – Ótimo! (ele se levanta) – Acho que finalmente nos entendemos. SOTEN – E quanto ao emprego de babá? ARGOTEN – Pode ficar por lá, se não, vai chamar muito a atenção de Kouga e Ayame. SOTEN – Sim senhor. Argoten sai do quarto deixando Soten no chão, ela começou a chorar, mas ela não sabia o que doía mais, se era o tapa que tinha levado ou o fato de ter que terminar o namoro com Shippou, pois Argoten estava certo, Soten tinha se apaixonado por Shippou. MAIS TARDE Já em seu apartamento, Sango estava recebendo a visita de Kohaku, os dois estavam vendo o conteúdo do envelope dado por Kouga. SANGO – Esses documentos mostram que Toukaijin foi o responsável pela anulação do contrato da empresa em que Onigumo trabalhava. KOHAKU – Toukaijin é o atual ministro da saúde do Japão. SANGO – Onigumo deve guardar muita raiva dele, afinal ele perdeu muito dinheiro com aquela anulação. KOHAKU – Foi por isso que vim te mostrar isso, talvez te ajude em alguma coisa. SANGO – Talvez. (ela olha para o irmão) – Como conseguiu essas informações se nem eu sendo da polícia consegui? KOHAKU – Eu tenho minhas fontes, maninha. (sorrindo) SANGO – Deveria ser policial então. (ela se levanta para guardar o envelope) – Eu vou olhar isso com atenção mais tarde. KOHAKU – Você está bem, mana? (notando a tristeza dela) SANGO – Eu estou bem sim. (ela tenta mostrar entusiasmo) – Eu sou a irmã mais velha, sou eu que tenho que me preocupar com você e não o contrário. KOHAKU – Isso quando era criança, mas agora somos todos adultos, eu me preocupo com você sim, Sango. (ele se aproxima dela) – Ainda está triste pelo Miroku? SANGO – Entre outras coisas. KOHAKU – Você é linda e por isso vai superar esse momento difícil. SANGO – Você me chama de linda porque é meu irmão. KOHAKU – Exato! Por ser minha irmã significa que viemos do mesmo pai e da mesma mãe, portanto eu sou lindo também. (sorrindo) SANGO – Ai Kohaku! Só você mesmo para me fazer rir. (sorrindo também) KOHAKU – Isso! (olhando o sorriso dela) – Eu gosto de vê-la assim, sorrindo, se o Miroku abriu mão disso, azar o dele. SANGO – Tem razão! Azar o dele! KOHAKU – Eu tenho que ir, eu vou levar a Kanna para ver o lugar que comprei para montar a minha loja, não quer vir conosco? SANGO – Não posso! A Rin está para chegar, ela quer falar comigo. KOHAKU – Deve ser sobre o Sesshoumaru... então eu vou indo. SANGO – De lembranças minhas à Kanna. Kohaku se despede da irmã e sai do apartamento dela, Sango fecha a porta e volta a olhar os papeis que Kohaku tinha deixado para ela, mas Sango não teve muito tempo para ler, pois a campainha tocou, ela foi atender e viu que era Rin. SANGO – Finalmente veio. (Rin entra no apartamento) RIN – Me desculpe pela demora, eu passei na casa de Kagura antes para falar com Satsuki. SANGO – Pela sua cara ela não gostou nada da sua visita. (ela se senta no sofá e convida a amiga que faça o mesmo) RIN – Nem um pouco. (ela se senta no sofá) – Aquela menina está cada dia pior. SANGO – Com todo respeito, Rin, não foi para falar de sua enteada que veio aqui, não é? RIN – Eu vim falar sobre o que descobri na minha visita à Kyoto. SANGO – Kyoto?! Onde o Miroku está agora. RIN – Mas não tem nada haver com ele, por enquanto. SANGO – O que quer dizer? RIN – Deixa-me falar desde o começo para você entender. (ela respira fundo) – Você sabe que o Nagashi, que é o assassino de Sara, tinha uma esposa, não é? SANGO – Sim, ouvi falar! O nome dela é Ai, mas o que tem isso? RIN – Ela mora em Kyoto, o Nagashi foi transferido para uma prisão por lá com base no acordo que ele fez com a polícia para que ele confessasse o crime. SANGO – Então você foi a Kyoto falar com ela? RIN – Sim. (ela chega mais perto de Sango) – Eu vou contar com detalhes o que descobri. Rin começou a relatar sua viagem para Kyoto, mais precisamente sua visita a casa de Ai, esposa de Nagashi, réu confesso do assassinato de Sara. FLASH BACK Rin chegou a uma casa na periferia de Kyoto, onde era o endereço de Ai e assim a esposa de Sesshoumaru toca a campainha, segundos depois aparece uma mulher de uns quarenta anos de idade. AI – Pois não? RIN – O meu nome é Rin, a senhora é a Ai? AI – Sim, o que quer de mim? RIN – Gostaria de falar sobre seu marido, soube que ele foi transferido para prisão nessa cidade. AI – Sim, o que tem meu marido? RIN – Eu não sei se a senhora está me reconhecendo, mas sou a segunda esposa do homem a quem seu marido diz que foi pago para matar a primeira esposa dele. AI – Eu não quero falar disso! Ai fica assustada e por isso tenta fechar a porta, mas Rin avança antes e entra na casa deixando a anfitriã revoltada. AI – Como ousa invadir minha casa? Saia agora! RIN – Eu só preciso saber se seu marido trabalhava sozinho. AI – Por que quer saber? RIN – Acho que meu marido é inocente e teu marido falou é mentira sobre ele. AI – Pense o que quiser minha jovem, mas a troco de que ele faria isso? Ele confessou um crime grave e o fez a mando de seu marido. Rin percebeu que não chegaria alugar nenhum conversando com aquela mulher e quando ia embora algo chamou sua atenção, eram os aparelhos modernos que tinha na sala, TV de tela grande, DVD e muitos outros, eram todos aparelhos de última geração, muito para alguém que morava na periferia. RIN – Só me diga uma coisa... como conseguiu comprar tudo isso? (apontando para todos os aparelhos) AI – Eu trabalho como servente em uma escola. (ela fica meio nervosa) – A verdade é que ganhei o dinheiro apostando, eu gosto de ir à bingos, acho que tive sorte e deu para comprar tudo isso. (sorrindo amarelo) RIN – Muita sorte... eu queria ter essa sorte. Rin saiu da casa convencida de que o que Ai contou sobre como ganhou os aparelhos era uma tremenda mentira. FIM DO FLASH BACK RIN – Aquela Ai estava mentindo, não vê. SANGO – Isso faz sentindo! Alguém deve ter pago o Nagashi para que ele confessasse o crime, ele já estava preso mesmo, o pagamento foi feito para a esposa. RIN – E sabemos quem pode ter feito isso, não é? SANGO – Onigumo! (ela se levanta) – Mas precisamos provar, mas como? RIN – Essa armação contra o Sesshoumaru foi feita recentemente e como o Nagashi estava preso há anos, esse acordo deve ter sido feito na cadeia. SANGO – Isso mesmo! Certamente a esposa. RIN – Aí é que está! Quando visitei o Sesshoumaru, aproveitei para falar com um antigo guarda do local, ele me garantiu que a esposa de Nagashi nunca veio visitá-lo. SANGO – E quem veio? RIN – Ele falou que não podia passar essa informação, que já era muito ter dito sobre a esposa de Nagashi e só poderia fazer isso com um mandato judicial. Ao que parecia Rin estava chegando perto da verdade e por isso foi pedir ajuda de Sango, que era uma das poucas pessoas que acreditavam na inocência de Sesshoumaru desde o começo. Próximo capítulo = Render-se nunca, desistir jamais – parte 3