Na Noite mais Escura

20 Render-se nunca, desistir jamais - parte 3


Depois de Rin relatar para Sango sua visita para Ai, esposa de Nagashi, que era assassino confesso de Sara, as duas estão pensando em alguma idéia para ligar Onigumo com a armação contra Sesshoumaru. RIN – Se não foi a esposa que falou com Nagashi, deve ter sido outra pessoa, mas a questão é, quem? SANGO – Saberíamos se pudéssemos ter acesso a lista de visitas à Nagashi. RIN – Você não pode conseguir? Afinal você é detetive. SANGO – Não posso! Pelo menos não sem pedir a autorização a Jinenji ou até mesmo a Gatenmaru, já que agora ele é o primeiro em comando da dupla, pois se eu pedir a eles, logicamente vão negar devido aos acontecimentos do mês passado. RIN – Você ainda está sofrendo algumas represálias na polícia? SANGO – O comando da polícia ficou incomodado com minha obsessão contra Onigumo no caso da morte de Sara. RIN – Bem, então não tem jeito, vamos ter que pedir ajuda do Miroku. SANGO – Por que do Miroku? RIN – Uma vez você me disse que tinha muitas informações sobre a polícia, em quem ele podia confiar e quem era honesto. SANGO – Mas isso já foi há muito tempo e nem sei se ele ainda tem essas informações. RIN – Mas vale a pena tentar, não acha? SANGO – Claro, mas tem um problema! (ela aponta para si mesma) — Eu! Ele nem vai me receber, esqueceu de que ele não fala comigo? Melhor você ir. RIN – Você não é a única com quem ele brigou! (ela se levanta) – Quando o Sesshoumaru falou que o Miroku tinha tido um caso com Sara e o culpava pela morte dela, eu comprei a briga do meu marido, ele estava sendo acusado injustamente, por isso, acreditando na palavra do Sesshoumaru, eu fui até o escritório dele e o acusei de ser o responsável pela morte de Sara. SANGO – E o que ele fez? RIN – Ele disse que o exame de DNA que fez iria provar sua inocência, o exame saiu dias depois, ele mostrou para mim e disse para nunca mais vê-lo de novo, mas eu não o culpo, tanto eu como o Sesshoumaru o julgamos mal. SANGO – Então nos resta falar com os amigos comuns que temos... Kagome e InuYasha. RIN – Boa idéia! Eu não sei como não pensei nisso antes. SANGO – Eu mesma falo com eles, mas vamos deixar isso para amanhã. (ela pega o envelope que Kohaku deu) – Eu preciso ler isso com calma, talvez encontre algo contra Onigumo e que possa ajudar Sesshoumaru. RIN – Ok! (ela se afasta e depois para) – Sango, tem mais uma coisa. SANGO – O que? RIN – Você tem como descobrir sobre o passado de Kagura? SANGO – Eu acho que sim! Um velho amigo do meu pai que já trabalhou no serviço secreto japonês sabe alguma coisa da vida de Kagura, foi graças as informações dele que descobrimos que Kagura era mãe de Satsuki... posso saber o motivo da repentina curiosidade sobre ela? RIN – Hoje mais cedo, quando fui à casa dela falar com Satsuki, tivemos uma discussão. SANGO – Como quase sempre! (sorrindo) – O Kohaku vivia me dizendo que vocês duas sempre se estranhavam. RIN – Mas essa discussão foi diferente, ela chegou a ficar exaltada, isso nunca tinha ocorrido antes, até tinha raiva dela por sempre se manter calma. SANGO – O que você falou para ela? RIN – Eu estava falando da importância da figura paterna na vida de uma moça como a Satsuki como tinha que ter sido na minha e na dela, foi aí que ela se irritou, se eu souber o que é talvez consiga persuadi-la a me ajudar com Satsuki. SANGO – Deve ser coisa do passado dela, eu vou falar com esse amigo e depois te chamo. RIN – Obrigado, Sango! Rin se despede de Sango para ir para casa e enquanto isso, Kagura, em seu escritório particular, estava falando com Tsubaki através de uma videoconferência depois de exibir para a parceira o áudio da gravação da conversa entre Kohaku e o casal Kouga e Ayame. KAGURA – Ouviu tudo? TSUBAKI – Ouvi sim! Eles estão mais perto do que imaginávamos, foi bom ter enviado aquela pequena espiã. KAGURA – A pequena Soten cumpriu a tarefa dela, talvez a poupe no futuro. (sorrindo) TSUBAKI – Chega de brincadeiras, Kagura! O que vamos fazer? KAGURA – Eu não queria chegar a esse ponto, mas terei que usar o protocolo InuYasha, é uma pena... para InuYasha. (rindo) — Entrarei em contato com Jakotsu imediatamente. TSUBAKI – Nessa gravação há outra coisa que me chamou a atenção. KAGURA – Está falando da ligação que eles descobriram entre Onigumo e Toukaijin? TSUBAKI – Exato! Você vai avisar Onigumo disso? Seria bom preveni-lo. KAGURA – Não será necessário, Tsubaki! Onigumo sabe se cuidar, mas mudando de assunto, você já entrou em contato com Juroumaru? TSUBAKI – Ainda não! Por que quer saber? KAGURA – A nossa ação começa no dia da inauguração do hospital beneficente, não podemos errar, Juroumaru tem que usar esse dia. TSUBAKI – Ok! Eu manterei contato. Kagura desliga a videoconferência e fica pensativa no modo como irá usar InuYasha para seus propósitos, os quais ainda não temos conhecimento. DIA SEGUINTE Ainda de mau humor, Satsuki estava percorrendo o pátio da escola para ir para classe quando ela vê no mural algo que a surpreende. SATSUKI – Eu não faço mais parte da equipe de lideres de torcida. (Mai e Sayaka chegar por trás dela) MAI – Isso mesmo, Satsuki! SATSUKI – Não podem fazer isso comigo. SAYAKA – Claro que podem! (ela encara Satsuki) – A direção da escola não vê com bons olhos o fato de ter a filha de um criminoso entre as lideres de torcida, isso não pegaria bem. SATSUKI – Foram vocês que pediram isso, não foi? MAI – Demos nossa contribuição! A Neya está selecionando outras garotas para o grupo, você está fora. SATSUKI – Eu pensei que fossem minhas amigas. MAI – A sua popularidade anda meio baixa, não nos culpe por isso. Mai e Sayaka se afastaram de Satsuki enquanto riam dela, a filha de Sesshoumaru se sentiu humilhada e culpava o pai por isso, Shippou viu aquela cena e se aproximou dela, que estava chorando. SHIPPOU – Você está bem, Satsuki? SATSUKI – E o que isso te importa? (ficando de costas para ele) SHIPPOU – Eu ouvi o que elas disseram, como puderam fazer isso com você? SATSUKI – A culpa é do meu pai! Todos se afastaram de mim, inclusive você. SHIPPOU – Isso não é verdade, foi você que se afastou de mim. SATSUKI – E o que é que você queria? Abandonou-me quando eu mais precisava de você, agora vive para baixo e para cima com aquela sem sal da Soten, você viu o que aconteceu, não é? Perdi todas as minhas amigas. SHIPPOU – Se elas te abandonaram por seu pai ter sido preso, elas não eram amigas de verdade. SATSUKI – E o que sabe disso? SHIPPOU – Como o que sei? Eu sou seu amigo, esqueceu? Shippou pega na mão de Satsuki, mas ao fazer isso a garota se recorda do beijo que ela viu entre Shippou e Soten e tomada de raiva, Satsuki se solta de Shippou para em seguida empurrá-lo fazendo-o cair no chão. SATSUKI – Você não é meu amigo! Eu te odeio! SHIPPOU – Mas Satsuki. SATSUKI – Me deixa em paz! Vai cuidar da sua vida. Devido aquela cena, um bolo de gente se formou em volta dos dois fazendo Satsuki ficar ainda mais envergonhada e por isso ela saiu correndo para a classe, passando no meio dos alunos, dentre esses alunos estava Soten, que se aproximou de Shippou, ainda caído no chão, para ajudá-lo a se levantar. SHIPPOU – Obrigado, Soten. SOTEN – Shippou! Precisamos conversar. SHIPPOU – Tudo bem! Pode falar. SOTEN – No pátio não! SHIPPOU – Vamos para aquele canto. Shippou levou Soten para um corredor que dava acesso a sala dos professores, os alunos não costumavam se aglomerar por ali, por isso era tranqüilo para se conversar. SHIPPOU – A aula já vai começar, não podemos nos atrasar, o que quer falar comigo? SOTEN – Eu nem sei por onde começar. SHIPPOU – Comece do começo. SOTEN – Eu vou direto ao assunto! (ela respira fundo para tomar coragem) – Eu vim aqui terminar o nosso namoro. SHIPPOU – O que?! Mas... SOTEN – Não tem mas, Shippou! Acabou tudo. SHIPPOU – Mas eu só quero saber o motivo, eu fiz algo de errado? SOTEN – Não! Você não fez nada de errado, eu só percebi que você ainda gosta da Satsuki, deu para ver isso quando você foi falar com ela. SHIPPOU – Mas eu só fui falar com ela por causa do jeito que aquelas metidas da Mai e da Sayaka a trataram. SOTEN – Não me interessa! Acabou tudo. (ela vai embora e ele a segue) SHIPPOU – Por favor, Soten! Precisamos conversar. (ela se vira para ele) SOTEN – Já chega, Shippou! Acabou! Você é surdo? SHIPPOU – Mas... Shippou não termina a frase, pois é empurrado novamente, dessa vez por Soten, que em seguida sai chorando do local deixando Shippou estirado no chão, ele por sinal ficou um tempo pensando e imaginando por qual motivo Buda o estava castigando, pois ele não estava entendendo os motivos nem de Satsuki e nem de Soten para que elas o tratassem daquele jeito. SHIPPOU – Isso deve ser alguma pegadinha, só pode ser! Shippou acaba se levantando ao ver os professores se aproximando, assim ele se levanta rapidamente para ir à classe e enquanto isso InuYasha supervisionava o restaurante terceirizado enquanto era observado por Kagome, o mistério sobre a empresa em que o marido trabalha, que por sinal era a mesma que cuidava do restaurante, deixava Kagome com a ‘pulga atrás da orelha’. KAGOME – “Mas por que tanto mistério?” (pensando) Naquele momento Kagome percebeu a chegada de Sango, que foi direto falar com InuYasha para falar o que Rin tinha descoberto. INUYASHA – Então quer que eu fale com Miroku? SANGO – Isso! Como ele não fala comigo, eu vim pedir esse favor. INUYASHA – Deixa comigo e... (Kagome se manifesta) KAGOME – Pode deixar comigo, Sango! Eu falo com Miroku. INUYASHA – Por que tanta questão de falar com Miroku? KAGOME – Deixa de ser bobo, InuYasha! Nós ainda temos questões trabalhistas para resolver, eu aproveito e peço ajuda que vocês querem. INUYASHA – Ok! Ok! (um pouco com ciúmes) SANGO – Vocês tem falado com ele? KAGOME – O Miroku ligou para nós ontem. INUYASHA – Sim, mas ele falou mais com você, demoraram uns cinco minutos, não podiam estar falando de política. KAGOME – Nesses últimos anos eu e Miroku trabalhamos muito juntos, é natural que tenhamos muito que falar, mesmo não estando trabalhando mais, o seu ciúme é absurdo, InuYasha! SANGO – Ora Kagome, talvez não seja tão absurdo se levarmos em conta que ele já chegou a pedir sua mão em casamento... e olhe que nós namoramos por cinco anos e ele nem chegou perto de fazer isso. KAGOME – Você também Sango! Vai entrar na onda dos ciúmes do InuYasha, essa coisa entre mim e o Miroku foi há tempos. INUYASHA – Nós só estamos comentando. KAGOME – Querem saber? Eu não vou mais falar com o Miroku, vocês mesmo resolvam... eu não tenho que escutar isso. Kagome se afastou dos dois, meio irritada com as insinuações sobre ela e Miroku, a reação dela chamou a atenção dos dois. INUYASHA – Acho que peguei pesado com ela. SANGO – Eu também, mas já que ela disse que não ia mais falar com Miroku, acho que sobra você. INUYASHA – Eu falo com ele e... O celular de InuYasha começa a tocar e ao ver o numero no visor ele percebe que se tratava de Jakotsu, isso significava uma nova missão secreta para o Motoqueiro Noturno. INUYASHA – Com licença Sango, mas é da empresa onde trabalho. SANGO – Ok! Pode atender que eu te espero. InuYasha se afastou um pouco de Sango par atender a ligação. INUYASHA – Fale. JAKOTSU — Temos uma nova missão para você. INUYASHA – Não precisa dizer mais nada! Para quando? JAKOTSU – Imediatamente. INUYASHA – Já vou indo, então. InuYasha desliga o celular e volta para junto de Sango. INUYASHA – Olha Sango, eu não vou poder te ajudar, eu tenho que ir para meu trabalho. SANGO – Acho que vou ter que convencer a Kagome a me ajudar. INUYASHA – Isso! Fale com ela, tenho certeza que Kagome vai te ajudar, mas agora tenho que ir. InuYasha volta correndo para casa, pois ele teria que se arrumar para uma nova viagem e assim Sango foi falar com Kagome, que observava a movimentação do restaurante. SANGO – Posso falar com você? KAGOME – Pode! Desde que não fale insinuações. (meio brava ainda) SANGO – Me desculpa, Kagome! Mas é que eu ando meio frustrada com a vida, nada vai bem nem no trabalho e nem na vida pessoal. KAGOME – O que me espanta é que vocês ficam fazendo essas insinuações sobre eu e o Miroku. SANGO – Mas ele te pediu em casamento, não foi? KAGOME – Foi, mas foi algo inconseqüente, mas se é para falar de insinuações, eu e o Miroku nunca falamos de você e do InuYasha. SANGO – Mas o que tem nós dois? KAGOME – Se esqueceu que a primeira vez que eu te vi, você enrolada com apenas uma toalha em cima do InuYasha. SANGO – Nossa! Você se lembra disso? (sorrindo) – Eu tinha até me esquecido. KAGOME – Isso foi nesse restaurante! Essa cena não era algo que pudesse esquecer, e naquela época você tinha uma ‘quedinha’ pelo InuYasha, pois ainda não tinha conhecido o Miroku. (ela sorria também) SANGO – Esse sorriso significa que fizemos as pazes? KAGOME – Nós nunca brigamos, Sango! Eu só fiquei chateada, só isso. SANGO – Então fale com o Miroku para ver se ele consegue essa lista de visitas do Nagashi. KAGOME – Ok! Mas sabe o que daria mais certo? Se a própria Rin pedisse á ele. SANGO – Mas ele brigou com ela também. KAGOME – Mas o caso dela não é pessoal como o seu! Assim ele vai saber separar as coisas. SANGO – Você sabe muito do Miroku. KAGOME – Eu sei o lado profissional dele e não o pessoal como você... eu até vou junto com a Rin falar com ele. SANGO – Mas tem que ser outra hora, soube que ela teria que ir ao Grupo Naraku, é algo sobre a inauguração do hospital. KAGOME – Então eu deixo para depois. SANGO – Ok! Agora tenho que ir, parece que tem reunião com todo o departamento de polícia. KAGOME – Então tchau. (a detetive ia se afastando e para de repente) SANGO – Nesse meio tempo que esteve aqui, o InuYasha recebeu um telefonema do trabalho dele, acho que está se arrumando para viajar. KAGOME – Mais uma viagem! (ela olha para o nada) – Elas estão cada vez mais longas. SANGO – Mas de acordo com ele, isso só durar uns seis meses... tchau! Sango se despede de Kagome para voltar ao departamento de polícia e enquanto isso na sala de reunião do Grupo Naraku, Kanna apresentava, o ministro da saúde do Japão, Toukaijin, para todos os acionistas e diretores da empresa, dentre eles, Rin, Kagura e Onigumo. TOUKAIJIN – Realmente é um prazer conhecer á todos! O feito do Grupo Naraku não será esquecido pelas próximas gerações do Japão. KANNA – Nós não queremos tanto senhor ministro, só fazemos o que é melhor para nossas crianças. TOUKAIJIN – Não seja modesta! Você é a principal responsável por esse feito que nunca será esquecido. KANNA – Obrigada pelas palavras gentis. (ela olha para as outras pessoas na sala) – Como sabem, a presença do ministro da saúde aqui na empresa é uma grande honra para todos nós, eu quero que todos acompanhem o ministro e eu durante uma inspeção que faremos aqui na empresa. TOUKAIJIN – Obrigado, mas eu quero falar com alguém em especial. (ele olha para Onigumo) – Estou falando com você Onigumo. ONIGUMO – Sim senhor ministro. TPUKAIJIN – Sei que tivemos problemas no passado por causa do veto que anulou o acordo com a PX Tecnologia, mas tenho certeza que não guarda magoa de mim. ONIGUMO – Claro que não senhor ministro! E fico feliz que tenha superado isso também e assim prestigiar essa grande obra de Kanna. TOUKAIJIN – Tem razão. Depois dessas palavras, Toukaijin acompanha os outros e no meio disso, Kanna chama Rin para um canto para que elas pudessem conversar mais reservadamente. KANNA – Como vão as coisas com Sesshoumaru? RIN – Nada boas! Eu tenho uma pista, mas não sei como conseguir. KANNA – Se eu pude ajudar, sabe que pode contar comigo. RIN – Eu sei amiga, mas deixa isso comigo, você tem algo importante para fazer. KANNA – Eu sei! Esse hospital beneficente será a marca da minha administração. RIN – Melhor nós irmos atrás do ministro antes que ele se perca nos corredores. (rindo) KANNA – Tem razão! (rindo também) – Que bom vê-la sorrir, amiga. RIN – Eu tenho que buscar forças não sei da onde para continuar seguindo em frente, pois vou conseguir provar a inocência de Sesshoumaru. Abraçadas, as duas amigas seguiram o ministro Toukaijin. MAIS TARDE No departamento de polícia de Tóquio, Jinenji tinha marcado uma reunião de caráter urgente e assim todos os detetives do departamento estavam presentes, inclusive Sango e Gatenmaru. JINENJI – Antes de tudo, gostaria de apresentar alguém para vocês. Um pouco afastado de Jinenji estava um senhor idoso, que logo Sango tinha reconhecido, pois era Toutoussai, padrinho de InuYasha e também free-lance da Interpol. TOUTOUSSAI – Olá a todos, meu nome é Toutoussai e sou atualmente chefe da Segurança Interna. JINENJI – Aposto que querem saber o que um chefe de outra agência estaria fazendo aqui, pois então deixarei o próprio Toutoussai explicar. TOUTOUSSAI – Primeiramente devem saber o que vou contar é algo que deva ser segredo, portanto não é para divulgação para o publico. SANGO – O que seria, Toutoussai? TOUTOUSSAI – Nossas fontes descobriram a possibilidade de um atentado contra a vida do ministro da saúde do Japão, Toukaijin. GATENMARU – E qual a natureza desse atentado? TOUTOUSSAI – Não sabemos ao certo, mas acho que é de um grupo chamado Ordem da Espada Morta. SANGO – O que tem esse grupo? Eu nunca ouvi falar deles. TOUTOUSSAI – Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos japoneses morreram com as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e outros passaram a viver com os efeitos colaterais dessas mesmas bombas, alguns desses sobreviventes começaram a culpar o governo japonês pela tragédia e essas mesmas pessoas começaram a atacar membros do governo ou lugares ligados ao governo. GATENMARU – Mas por que nunca ouvimos falar deles? TOUTOUSSAI – Porque eles são um grupo muito pequeno, quase nunca fizeram mal muito grande, mas soubemos que eles cresceram muito nesses últimos cinco anos, até chegamos a constatar uma ramificação na China. JINENJI – O governo chinês nos dará todos os dados quem tem sobre a Ordem da Espada Morta. GATENMARU – Mas por que o ministro da saúde e não um outro? TOUTOUSSAI – Anos atrás quando ainda era um mero deputado, Toukaijin escreveu vários artigos condenando esse grupo, seus motivos, seus métodos, tudo. SANGO – O atentado ao ministro por acaso seria no dia da inauguração do hospital do Grupo Naraku? TOUTOUSSAI – Provavelmente sim, portanto devemos manter isso sob sigilo, quer dizer, não devemos falar nem com os amigos e nem com os parentes sobre o que conversamos aqui, precisamos da colaboração de todos. Toutoussai agradece á todos os presentes e vai embora do departamento enquanto Sango e Gatenmaru conversam sobre o assunto. GATENMARU – O que achou disso? Atentado? Isso me parece meio surreal. SANGO – Eu não acho. O que Sango tinha em mente era o relatório que Kohaku deu a ela na noite anterior, nesse relatório se falava da rivalidade de Onigumo com Toukaijin e ela associava isso ao repentino crescimento da Ordem da Espada Morta e enquanto isso, Miroku estava em seu novo escritório de advocacia, já que ele pretendia abandonar a carreira de promotor de justiça, ele estava guardando objetos pessoais e um deles era um porta-retrato que tinha a foto dele e de Sango juntos, tirada há uns dois anos, ele olhava atentamente a foto e se perguntava como as coisas tinham piorado tanto e naquele momento alguém bate na porta já aberta, ele olha e reconhece quem era. MIROKU – Kikyou?! (ele guarda o porta retrato na gaveta) – Como me encontrou? KIKYOU – Bom dia, primeiro, não é? (já entrando) MIROKU – Claro! Bom dia! (ele puxa a cadeira para ela se sentar) — Mas é uma surpresa vê-la por aqui. KIKYOU – Eu fiquei sabendo que foi transferido, mas soube que pretende deixa de ser promotor, é verdade? MIROKU – Sim. (ele se senta à mesa) – Eu só quis ser promotor para ter mais publicidade, ser mais bem visto pela sociedade, já que isso não acontece com advogados. (rindo) – Eu queria impulsionar minha futura carreira política, mas foi tudo por água abaixo. KIKYOU – Está falando de Sango, não é? Isso não é um exagero seu, aquele escândalo não manchou sua carreira, ele apenas o tirou daquele caso. MIROKU – Mas não é só por isso que deixei a profissão! (ele se levanta) – Eu vi que em parte, Sango estava certa, eu estava mudando muito. KIKYOU – Se você reconhece isso por que não volta para ela? MIROKU – Porque ao contrário dela, eu nunca coloquei nosso namoro em cheque, dizendo para ela que ou ela segue esse caminho ou terminamos, nem quando ela foi quase expulsa eu deixei de ficar ao seu lado, eu esperava que ela tivesse a mesma atitude. KIKYOU – Relacionamentos não são fáceis, eu levei muito tempo para esquece o InuYasha definitivamente. MIROKU – Então a coisa é séria entre você e Onigumo? KIKYOU – Claro que é! (ela olha desconfiada para ele) – Você também é contra esse namoro, não é? MIROKU – Eu posso ter alguma desconfiança contra o Onigumo, mas desde que ele voltou ao Grupo Naraku tem mostrado um comportamento reto, então nada contra ele, além do que você sabe se cuidar. KIKYOU – O InuYasha não confia nele, assim como a Sango e o Kohaku, todos vêem o mal em Onigumo, mas acredite Miroku, ele mudou. MIROKU – Você gosta dele mesmo, não é? Isso que é paixão! (sorrindo) KIKYOU – Eu vou me encontrar com ele em Tóquio, eu para lá prestigiar a posse de Toutoussai como chefe da Segurança Interna. MIROKU – Eu fiquei sabendo disso pelo padrinho Mushin, é um prêmio para ele nessa altura da vida, você também gosta muito dele. KIKYOU – Ele e minha mãe eram muito próximos, ele sentiu muito a morte dela, desde então a gente mantém muito contato. (sorrindo e depois olha para o relógio) – Melhor eu ir. (ela se afasta) MIROKU – Kikyou. (ela para ao ouvir o nome dela) KIKYOU – Sim? MIROKU – Eu fiquei sabendo que se mudou de volta para Tóquio, é isso mesmo? KIKYOU – Isso! Eu vou me encontrar com o Onigumo para isso, vamos procurar juntos uma casa, o fato da Tesseiga fazer essa parceria com o Grupo Naraku permitiu que eu pudesse me transferir para a capital e assim ficar perto do Onigumo. MIROKU – Espero que seja feliz, Kikyou! Do fundo do coração. KIKYOU – Obrigada Kikyou deixa o escritório deixando Miroku sozinho e ele voltou a guardar suas coisas e enquanto isso, Kagome estava entrando no prédio do Grupo Naraku, ela foi até lá para falar com Rin e durante o percurso ela se encontrou com Kagura. KAGURA – Oi, Kagome, que surpresa vê-la aqui, já que nunca veio. KAGOME – Eu vim falar com Rin, ela está? KAGURA – Está sim! Deve estar na sala da presidência com a Kanna, quer que eu te leve até lá? Assim você não precisa ser anunciada. KAGOME – Eu gostaria, eu posso me perder aqui. Kagura conduz Kagome até a sala da presidência e durante o caminho elas conversam sobre determinado assunto. KAGURA – Eu fiquei sabendo que está concorrendo a presidência do conselho escolar. KAGOME – Estou sim! Para que não fechem a escola. KAGURA – Eu soube disso! Saiba que tem meu total apoio, afinal, Satsuki estuda lá e também não quer estudar em outra escola. KAGOME – Obrigada pelo apoio. (elas chegam à porta da sala e Kagura se manifesta) KAGURA – Olha Kagome. (Kagome presta atenção) – Saiba que te admiro muito, sei da sua história, de como chegou em Tóquio, os problemas que enfrentou, cuidou de um menino que não era seu filho, sem a ajuda do marido e isso aos 20 anos, com toda a juventude pela frente e mesmo assim tomou as rédeas do destino, saiba que é uma das mulheres mais admiráveis que já conheci. KAGOME – Não é para tanto! KAGURA – Sei que não pensa o mesmo de mim, pela amizade com Rin, mas isso não me importa, apenas saiba que seu marido tem muita sorte em tê-la ao seu lado. Depois de dizer essas palavras, Kagura se afasta de Kagome para voltar ao trabalho, a esposa de InuYasha ficou admirada, e até feliz, com as palavras de Kagura, embora ainda concordasse com Rin quanto o assunto era sua má influência sobre Satsuki, e assim ela entrou na sala onde Kanna e Rin conversavam sobre trabalho. KAGOME – Eu estou interrompendo algo? RIN – Claro que não. (indo até ela para abraçá-la) – Veio falar comigo? KAGOME – Sim. (ela olha para Kanna) – Como vai? KANNA – Eu vou bem! Trabalhando muito. (sorrindo) RIN – O que eu tinha para falar com Kanna eu já falei, podemos ir para minha sala. KAGOME – Claro RIN – Com licença, Kanna. Rin e Kagome saem da sala de Kanna e vão para uma outra sala, que era, evidentemente, menor do que a de Kanna, mas lá elas podiam conversar tranquilamente. RIN – Hoje o dia está cheio. KAGOME – Quando entrei vi uma pequena multidão. RIN – Isso porque o ministro da saúde esteve aqui, ele irá aparecer na inauguração do hospital. KAGOME – Mas essa obra é linda, vocês vão ajudam muitas crianças deficientes. RIN – Não só crianças, mas adultos também em um futuro próximo, mas não foi para falar do hospital que veio me ver. KAGOME – Como está Sesshoumaru? RIN – Arrasado! Ele nem parece o homem com quem me casei, está deprimido, pessimista, sabia que ele até pediu para que eu o deixasse, assim eu poderia seguir em frente com minha vida? Vê se pode, eu o amo, ele não vai se livrar de mim assim tão fácil. KAGOME – Isso é amor! (sorrindo e depois a encarando) – Quando você vai poder sair? RIN – Eu só tenho que fazer um trabalho de divulgação sobre a inauguração do hospital, a tarde estou livre. KAGOME – Então você vem comigo! Vamos até Kyoto falar com o Miroku. RIN – Se você for comigo, tudo bem. KAGOME – A Sango me contou o que descobriram, eu tenho certeza que se o Miroku poder ajudar, ele ajudará. RIN – Obrigada, Kagome! Você é amiga de verdade. KAGOME – Somos até mais que amigas, somo co-cunhadas, se esqueceu? RIN – Verdade. Rin e Kagome estavam descontraídas, a esposa de InuYasha ajudaria no que pudesse sua amiga a provar a inocência de Sesshoumaru. Próximo capítulo = Render-se nunca, desistir jamais – parte 4